Maior feira de transporte rodoviário de cargas e logística chega a sua 23ª edição
A Fenatran, maior feira voltada para o segmento de transporte rodoviário de cargas e logística da América Latina, realizada entre os dias 7 e 11 de novembro no São Paulo Expo, chegou a sua 23ª edição no ano de 2022. Contando com as principais marcas do mercado, a exposição apresentou soluções e inovações que chegarão em breve ao mercado brasileiro, e também ideias e conceitos que devem fazer parte da nossa vida no futuro.
Chamada de “Fenatran do reencontro”, já que essa é a primeira edição realizada após o hiato causado pela pandemia do Coronavírus (a última edição aconteceu em 2019), as expressões mais ouvidas nos estandes das marcas eram: inovação, sustentabilidade e redução nos custos operacionais. Preocupadas em atender à nova legislação que entra em vigor em 2023, as montadoras apresentaram suas novas linhas de caminhões alinhadas com a nova legislação Proconve P8, equivalente à Euro 6, que integra um plano para reduzir gradualmente as emissões de gases nocivos ao meio-ambiente e zerando completamente a emissão de carbonos até o ano de 2050.
Mas não é apenas o meio-ambiente que irá se beneficiar das inovações sustentáveis que chegam junto aos novos caminhões, os profissionais que lidam diariamente com essas máquinas serão diretamente impactados pelas novas tecnologias desenvolvidas. Os novos modelos, mais tecnológicos, prometem soluções em conectividade, conforto e também maior economia de combustível, podendo economizar até 15% dependendo do modelo escolhido. Tudo isso impactará positivamente o lucro do caminhoneiro ao final do mês.
Confira um pouco do que foi apresentado na Fenatran 2022:
Cummins
A Cummins Meritor levou até a Fenatran os eixos elétricos 14Xe e o 17Xe, inovações que vão integrar o portfólio da marca rumo ao seu plano de descarbonização. O modelo 14Xe foi projetado para rodar em caminhões com o peso entre 12 e 24 toneladas, o 17Xe foi desenvolvido para todas configurações de caminhões pesados, suportando 44 toneladas de peso bruto combinado.
Quem visitou o estande da fabricante pode conferir também novos conceitos de motores que estão sendo desenvolvidos pela marca, de olho na completa descarbonização de seus produtos até 2050. Entre os protótipos expostos, estava a Plataforma Agnóstica de Combustível, solução que aceitará cinco combustíveis: diesel, gás, hidrogênio, propano e gasolina.
DAF
Quem visitou o estande da DAF pode conferir os lançamentos para atender a nova legislação. A marca levou até o evento seus modelos XF e CF, caminhões que além de diminuírem as emissões de gás carbônico, prometem uma redução de até 10% dos custos operacionais.
O modelo XF recebeu o motor Paccar MX-13 com potência entre 480 e 530 cavalos e transmissões automatizadas ZF TraXon de 12 velocidades. O caminhão conta também com o freio motor Paccar MX Engine Brake e duas opções de cabines, uma com 1,73 metros de área de circulação e outra com 2,10 metros.
O CF é dotado dos motores Paccar MX-11 e Paccar MX-13, carregando uma potência entre 340 e 480 cavalos e torque máximo de 2.500 Nm na versão off-road. O modelo traz também um sistema Dual Drive de direção que permite uma melhor troca de marchas em terrenos com baixa aderência, além de um assistente de partida em rampas. Assim como seu irmão XF, o CF conta com o freio motor Paccar MX, uma marca da DAF.
A DAF apresentou também o CF semipesado rígido, que ganhou um novo motor, o PACCAR PX-7 para atender as novas especificações do Proconve P8. O modelo conta com duas opções de transmissão: a nova ZF Ecotronic de 9 velocidades, automatizada, e a versão manual também com 9 velocidades. Sua cavalaria vai de 260 até 310 cavalos.
Ford
As novidades apresentadas pela FORD foram as três novas versões da Transit: Automática, Chassi e E-Transit. Tais lançamentos visam atender a forte demanda encontrada no segmento de vans, causada principalmente pelo aumento do comércio eletrônico desde 2020. Para Rogélio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul, os novos modelos posicionaram a montadora em novos e importantes mercados para a marca. “As novas versões da Transit vão nos colocar em importantes subsegmentos nos quais não atuamos hoje para ampliar a participação da linha, incluindo o de chassis que representa 40% do mercado de vans”, diz o executivo.
A versão automática chega com uma tecnologia para ajudar a nivelar o padrão de condução dos motoristas, o que contribui para uma melhor economia do veículo. A Transit chassi será comercializada em duas versões com uma capacidade de carga de até 2600 Kg para atender aplicações como ambulância, baú de carga seca e refrigerado, transporte de animais e etc. A E-Transit chega com sua versão furgão oferecendo até 317 Km de autonomia, podendo ser carregada tanto em alternada, quanto em corrente contínua. A versão elétrica da Transit tem um custo total de operação 40% menor.
Além dos novos veículos, a Ford levou ao seu estande os serviços de assinatura de veículos comerciais e os planos de manutenção e extensão de garantia. O primeiro, chamado de Ford Go, disponibiliza modelos Transit e Ranger para clientes comerciais. Os contratos variam de 12 a 36 meses e franquia de até 4 mil km/mês. Já o plano de manutenção e extensão de garantia foi pensado para manter o veículo 100% original a fim de evitar contratempos com quebra de peças e problemas diversos. Os planos contemplam revisões e trocas de peças desgastadas.
FPT Industrial
Fabricante de motores pertencente ao Iveco Group e que atende diversas marcas no mercado, a FPT Industrial foi a primeira fabricante a homologar um motor dentro das novas especificações Proconve P8, que compõe o trem de força do Iveco Daily e também o Volkswagen Delivery Express +. Tais motores além de oferecer todos os benefícios que a nova geração oferece, foi desenvolvido levando em conta as nuances das estradas brasileiras, sendo preparado para oferecer o melhor desempenho em terras brasileiras.
Para a Fenatran, a empresa trouxe os lançamentos dos eixos elétricos eAX 840-R para veículos comerciais pesados e o eAX 375-R 2ª geração que atende veículos comerciais médios e pesados. Outra novidade apresentada foi o programa de remanufatura de motores da marca que atualiza motores antigos para versões mais modernas, oferecendo garantia de 12 meses e sem limite de horas/Km.
Iveco
A Iveco levou até a Fenatran seu portfólio completo para atender a nova legislação, diminuindo a emissão de gases nocivos e proporcionando até 15% de redução no consumo de combustível.
A linha Daily que foi o primeiro veículo comercial a atender as exigências Proconve P8 terá em sua versão 2023 180 e redução de até 6% no consumo de combustível. A novidade Daily Hi-Matic oferece um câmbio automático com a troca de marchas semelhante à de um carro comum.
A linha Tector de médios e semipesados promete entregar ao consumidor mais versatilidade e economia. Graças a sua nova aerodinâmica, o modelo teve uma diminuição no arrasto, diminuindo o consumo de combustível, chegando a 6% de economia e o efeito da aquaplanagem causado pela água.
Na categoria dos pesados, a novidade fica por conta do S-Way, que terá configurações com 480 e 540 cavalos e recebeu hardwares de última geração, novos componentes internos e promete reduzir em até 95% a emissão de CO2. Edinilson Almeida, especialista de Marketing da FPT Industrial (fabricante do motor que está no caminhão) fala sobre os benefícios desse modelo. “Todos estes atributos reúnem performance, agilidade, economia, produtividade e confiabilidade para quem dirige o caminhão”, diz Ednilson.
Vibra
A Lubrax apresentou na Fenatran dois novos produtos para integrar o portfólio da empresa: o Lubrax Top Turbo Essencial, que oferece uma vida útil maior ao motor e o Lubrax Top Turbo Pro S, recomendado para os motores a diesel com o sistema de tratamento de gases de escape EGR. Além dos novos produtos, outra novidade apresentada pela marca é a mudança do Lubrax Top Turbo e Lubrax Top Turbo Pró, que passam a ser semissintéticos.
Kléber Café Lins, diretor de Lubrificantes da Vibra, fala sobre a linha de produtos apresentada no evento. “O Lubrax Top Turbo está entre os lubrificantes mais vendidos no Brasil e é um produto muito importante no portfólio da Vibra. Acreditamos que com essa nova tecnologia e os novos produtos possamos atender melhor os nossos clientes de acordo com as necessidades que eles nos trazem”, afirma.
Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz Trucks apresentou na Fenatran 2022 sua nova linha de caminhões com o motor BlueTec 6, como os modelos Accelo, Atego, Actros e Arocs. O novo motor chega com as especificações Proconve P8, prontos para entrarem imediatamente em circulação no Brasil. Os novos veículos oferecem uma redução de 80% nas emissões de óxidos de nitrogênio e 50% nas de material particulado, isso em comparação com a geração anterior.
Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing de Caminhões e Ônibus, os benefícios vão muito além. “Iremos entregar muito mais aos nossos clientes. Além da redução nas emissões de poluentes, contribuindo para a proteção ambiental e melhoria da qualidade do ar, trazemos novidades que resultam em economia no consumo de combustível, redução de custos operacionais, mais segurança nas estradas e mais conforto”, diz o executivo. Isso porque a montadora alemã lançou também o FleetGreen, uma solução integrada ao caminhão que utilizará os dados da telemetria do veículo para oferecer melhorias na performance do caminhão, a fim de ajudar a reduzir os custos operacionais da operação.
As novidades da Mercedes no evento não ficaram restritas apenas a sua linha de caminhões com o novo motor, a empresa aproveitou a grande oportunidade para apresentar o Projeto Estrela Delas, uma iniciativa que visa conscientizar a população sobre a importâncias das mulheres no meio. A montadora apresentou no estande próprio do projeto um modelo Actros 2651 modificado para tornar o veículo ideal para o público feminino. Destaca-se os itens pensados para oferecer mais conforto e segurança para as mulheres na estrada, como: penteadeira iluminada, armário, geladeira, fogão e um banheiro.
Outra inovação levada até a Fenatran foi o primeiro caminhão com nível 4 de automação do Brasil, desenvolvido em parceria com a Lume Robotics. O veículo poderá se movimentar em áreas confinadas e controladas, em baixa velocidade, mas com uma alta precisão nas manobras. Equipado com câmeras e sensores ao seu redor, o sistema desenvolvido pela Lume Robotics faz com que o veículo se movimente reconhecendo os obstáculos mapeados anteriormente (inclusive pedestres).
Scania
As novidades apresentadas pela Scania em seu estande também atendem as novas especificações do Proconve P8. Os novos motores possuem um alto torque e economia de combustível de até 8% na gama Super. Para fortalecer o portfólio da marca, a montadora apresentou os destaques P280, P320 e o P360.
Entre os pesados, a marca apostou no P370, com motor de 370 cavalos de potência. Já na gama Super, as estrelas da Scania na Fenatran foram os modelos R460, R500 e R560. Os motores desta categoria terão uma potência em torno dos 500 cavalos e uma economia de combustível de até 8%. Outro destaque é o freio CRB que será item de série na gama Super.
Outra grande novidade da empresa para a feira foi o lançamento da Scania Locação. Silvio Munhoz, diretor geral das Operações Comerciais da Scania Brasil frisa que o novo serviço não substituirá a venda de novos caminhões, mas chegará para agregar valor ao portfólio de soluções oferecido pela montadora. “A Scania Locação chega para somar ao nosso portfólio de soluções aos clientes. Portanto, não substituirá as vendas dos novos. Pelo contrário, os clientes que tiverem interesse nessa modalidade vão poder expandir o perfil de operação de transporte”, diz Silvio.
Volkswagen
A Volkswagen Ônibus e Caminhões levou até a Fenatran as linhas Delivery, Constellation e Meteor, todas dentro das novas especificações Proconve P8 e que prometem entregar uma redução de até 75% nos níveis de emissões de gases nocivos ao meio-ambiente, além de oferecer um melhor resultado operacional para o motorista.
Com investimento na casa dos 2 bilhões de reais, a Volks reformulou sua linha de caminhões para melhorar também o desempenho em relação aos custos operacionais. A linha Delivery, voltada para aplicação urbana, oferece uma potência máxima de 175 cavalos. A família Constellation com 14 novos modelos disponíveis possui opções a partir de 205 até 475 cavalos. Já a linha Meteor, família extra pesada da montadora, chega ao mercado com duas opções com 475 e 525 cavalos de potência.
Volvo
A Volvo apresentou seus novos caminhões FH, FM, FMX e VM, modelos que além de atender as especificações Proconve P8, têm como principal diferencial uma economia de até 8% no consumo de combustível. As opções FH, FM e FMX possuem entre 380 e 540 cavalos, o freio motor Volvo Engine Brake Plus e a caixa de câmbio I-Shift de 7ª geração, que possibilita uma troca de marcha até 30% mais rápida.
Já a linha VM oferece um motor com potência entre 290 e 360 cavalos, além da caixa de câmbio citada anteriormente. O modelo também chega com um assistente de partida em subida e o I-Roll, dispositivo que possibilita a rolagem do caminhão no pavimento sem perder velocidade, contribuindo para a economia de combustível.
O plano de serviços da marca também recebeu upgrades, incluindo uma alteração em sua nomenclatura, passando a se chamar Planos de Serviço Volvo. Dentre os benefícios do pacote mais completo, estão as manutenções corretivas e preventivas, treinamento para os motoristas, atendimento emergencial, entre outros. Além dos planos disponíveis, os motoristas podem contratar pacotes complementares para os auxiliarem no dia a dia, como a Condução Inteligente Volvo, que fornece dados precisos de telemetria para ajudar no gerenciamento de combustível.
ZF
Um dos destaques que a ZF apresentou aos visitantes da Fenatran foi o iEBS, uma plataforma inteligente que assegura estabilidade aos freios, corrigindo instantaneamente as frenagens em cada roda do caminhão. Soluções de conectividade também puderam ser vistas, um exemplo é o Trailer Pulse, que oferece junto com o iEBS dados de telemetria que podem fornecer informações para uma melhor condução, ajudando na redução dos custos operacionais.
A empresa disponibilizou também seu portfólio de componentes para chassis de caminhões e ônibus, transmissões, tecnologia inteligente que cuida da segurança na condução dos veículos nas estradas, entre outros.
De olho no futuro
Apesar de apresentar novidades que chegarão em breve ao mercado brasileiro, as montadoras também mostraram conceitos e projetos para serem implementados a médio e longo prazo no país. Apostando principalmente na eletrificação, além dos combustíveis obtidos de fontes renováveis, as marcas demonstraram empolgação com o futuro promissor para o segmento, mas também preocupação com a falta de infraestrutura para atender os novos conceitos.
As marcas trouxeram modelos elétricos que fazem parte do portfólio das empresas na Europa e América do Norte e estão prontos para serem trazidos ao Brasil quando o país contar com a infraestrutura necessária para a circulação desses veículos em nossas ruas. Os veículos elétricos voltados para aplicação urbana chamam atenção pelo design e autonomia apresentados, além de toda tecnologia embarcada preparada para facilitar a vida dos profissionais.
A Mercedes apresentou o eActros, caminhão já comercializado na Europa. O modelo que ficou exposto no estande da montadora alemã pode chegar a 300 cavalos dependendo da versão, oferecendo uma autonomia de 220 Km com suas três baterias de 112 KWh cada. Karin Rådström, CEO da Mercedes-Benz Trucks fala um pouco sobre os modelos elétricos da empresa. “Nosso foco é oferecer vantagens claras aos clientes. Nesse sentido, nossos veículos são projetados especificamente para mobilidade elétrica, proporcionando melhor dirigibilidade, eficiência energética e durabilidade”, afirma Karin Rådström”, afirma a executiva.
A Volvo também deu um destaque especial ao seu modelo eletrificado, o FM Electric. Sua autonomia é de 300 Km e entrará em testes em breve no país. Com um peso bruto total combinado de até 44 toneladas, o caminhão pode ter até seis baterias e 660 cavalos de potência.
Dentre as montadoras que já oferecem modelos elétricos no Brasil, a Volkswagen expôs o e-delivery, primeiro caminhão elétrico produzido no país, que possui 408 cavalos de potência e recentemente passou a ser comercializado no exterior, com suas primeiras unidades vendidas no México.
Petronas e o piloto Lewis Hamilton destacam causas sociais – Foto: Divulgação Petronas
Patrocinadora da equipe Mercedes na Fórmula 1, Petronase piloto Lewis Hamilton celebram iniciativas no Brasil
Na semana que antecede o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, a petrolífera malaia Petronas e o piloto Lewis Hamilton destacam as causas sociais no Brasil, país que recebe a próxima etapa do mundial de Fórmula 1. O heptacampeão mundial é conhecido por se posicionar e defender pautas aderentes às causas sociais e raciais.
Feliz por vir mais uma vez ao Brasil, Hamilton contou em coletiva promovida pela Petronas nesta quarta-feira que gosta da comida, cores e da energia das pessoas. O piloto falou, entre outras coisas, sobre as dificuldades existentes para atingir os objetivos. “Não importa de onde você venha, sempre há dificuldades. Entretanto, é preciso ter em mente o foco na educação em primeiro lugar, para abrir horizontes e criar oportunidades. Persigam seus sonhos, pois tudo é possível”, disseo britânico.
A Petronas é a principal parceira e patrocinadora da Mercedes na F1, equipe pela qual Lewis Hamilton pilota desde 2013. A petrolífera aproveitou a oportunidade para anunciar uma parceria com a ONG Gerando Falcões, uma entidade social que atende pessoas carentes pelo Brasil. Presente em mais de 6 mil favelas pelo país, a organização tem como carro chefe o projeto Favela-X, que visa levar educação, desenvolvimento econômico e cidadania para as comunidades.
Dentro do projeto, se destacam as iniciativas Falcons University, voltada para a formação de líderes sociais e o Favela 3D, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores das comunidades.
A empresa malaia, como forma de contribuir com o projeto, contratou os serviços do artista Carlos Eduardo, criador do Vambora Pipas, que confeccionou um quadro representando o capacete que Lewis Hamilton utiliza nas corridas. A obra de arte foi confeccionada utilizando 43 modelos diferentes de folha de seda (a mesma utilizada na fabricação de pipas) e levou aproximadamente 400 horas para ficar pronta e terá sua renda revertida ao projeto Gerando Falcões.
Live da Revista O Mecânico em parceria com a Renault no YouTube mostra as diferenças entre os motores Renault B4D HS e B4D LS na quinta-feira, 17/11
Na quinta-feira, 17 de novembro, às 19h, o canal da Revista O Mecânico no YouTube transmite mais uma live O MECÂNICO AO VIVO em parceria com a Renault.
Desta vez, será demonstrado as diferenças entre os motores Renault B4D HS e B4D LS. O primeiro motor está presente nos veículos Sandero e Logan. Já o segundo, está na primeira geração do Renault Kwid.
O palestrante convidado Ricardo Ribeiro, Instrutor da Renault Academy Brasil, estará ao vivo em nosso estúdio tirando as dúvidas dos espectadores.
Não perca!
O MECÂNICO AO VIVO: Diferenças entre os motores Renault B4D HS e B4D LS QUANDO: 17 de novembro, quinta-feira, às 19h ONDE: Canal da Revista O Mecânico no YouTube LINK:Diferenças entre os motores Renault B4D HS e B4D LS
Quarenta e sete empresas expuseram seus produtos e serviços para os mais de 6.800 visitantes do 5º Congresso Brasileiro do Mecânico
Texto e Fotos: Daniel Palermo
Um momento marcante e especial. Essas foram as palavras que predominaram no 5º Congresso Brasileiro do Mecânico. Após um longo período pandêmico onde a interação social foi restrita, participar de um evento como esse foi um momento marcante para os expositores e também os visitantes, que puderam se reconectar após mais de dois anos.
Para as empresas que apresentaram seus produtos e serviços nos diversos estandes montados no pavilhão amarelo do Expo Center Norte no último dia 22 de outubro, a importância era unânime: estar próximo ao mecânico e se relacionar com esse profissional tão importante, que é quem indica o produto para o consumidor final.
Confira a seguir um pouco do que cada expositor levou até o 5º Congresso Brasileiro do Mecânico.
Amortex
Quem visitou o estande da Amortex pode conferir os mais recentes lançamentos de amortecedores de suspensão, além da linha completa de suspensão, mola a gás e transmissão. Para a empresa, marcar presença no evento é importante para se conectar com os mecânicos reparadores. “A Amortex quer muito se conectar com os mecânicos reparadores, tentamos cada vez mais ficar próximos a eles”, disse a especialista de Marketing da Amortex, Flávia Santos de Carvalho, que completa: “a ideia é não parar esse contato aqui e continuar fazendo outros trabalhos com esse time de mecânicos”.
ACDelco
A ACDelco levou até seu estande todo seu portfólio de produtos para reforçar seu posicionamento no mercado não apenas com a marca Chevrolet, mas também com outras montadoras como Volkswagen, Fiat e Ford, além de um amplo portfólio de peças de reposição. Para a empresa, é importante participar desse evento para se aproximar do mecânico, principalmente nesse momento pós-pandemia. Especialista de Marketing da ACDelco, Lucas Bizutti, destacou o papel do mecânico na cadeia automotiva e a importância de a marca entrar em contato direto com eles. “É importantíssimo a gente poder ter contato direto com o influenciador do cliente, o reparador do cliente é a pessoa que está diretamente em contato com o cliente final e é ele que, de certa forma, será muito influente na tomada de decisão do cliente”, disse Lucas.
Authomix
A Authomix apresentou os principais itens que integram o portfólio da empresa, com pelas como: Cilindros de roda, filtros de ar, óleo e combustível, rolamentos, kits de reparo de homocinética e de suspensão, além de aditivos de radiador, além dos recentes lançamentos que são: fluído de freio e cinta com catraca de amarração. Representante da empresa para a parte de produtos, Robledo Duarte destacou a qualificação do público ao falar da importância do evento:” É de extrema importância estar próximo ao aplicador. Este é um público engajado e muito técnico e por isso a presença num Congresso tão concorrido nos aproxima deste público”.
AutoCred
A empresa levou para o Congresso sua plataforma financeira que conta com soluções completas voltadas para o mercado automotivo como conta digital e maquininha para recebimento de pagamentos. Gerente financeiro da empresa, Augusto Cesar Pinheiro, destacou que a empresa foi até o evento demonstrar seu diferencial para os mecânicos. Segundo ele, “O grande diferencial que trouxemos para a feira é que ele pode determinar um percentual do faturamento da máquina para adquirir em peças no Grupo DPaschoal”.
CAOA
O Grupo CAOA recebeu os mecânicos em dois estandes. Um focado na plataforma de vendas online, chamado CAOA Peças Online, e outro voltado para divulgar a linha de lubrificantes CAOA Supremus. Gerente de e-commerce da CAOA, Nathan Bocelli disse que para a empresa, o Congresso Brasileiro do Mecânico é um evento muito importante. “É um evento muito importante para a gente, é o foco da nossa atividade, é o público da nossa atividade, então é extremamente importante estar junto com o nosso cliente final e mostrar para ele quais as vantagens de comprar em nossa plataforma e os benefícios de utilizar nosso lubrificante próprio da CAOA”.
Chiaperini
A Chiaperini, estreante no Congresso, levou para os mecânicos uma linha completa de ferramentas pneumáticas, disponível através dos catálogos disponíveis para os mecânicos. Para o supervisor de vendas da Chiaperini, Aparecido Benedito, foi uma surpresa muito gratificante poder se conectar diretamente com os mecânicos, principalmente nesse momento pós pandemia. “Ficamos muito tempo acuados e agora voltando a vida normal, é bom voltar a interagir junto com as pessoas”, disse Aparecido.
Continental ATE
A Continental levou toda a sua gama de produtos (bombas de combustíveis, corpo de borboleta e reles), a linha de freios ATE que pertence ao Grupo Continental (cilindros, fluídos) e também equipamento de teste de fluído de freio e bateria. Gerente Comercial da Continental, Ricardo Rampazzo destaca que a importância para a empresa em participar de um evento como esse é conhecer o mecânico, seu cliente final. “Quando uma empresa não conhece o mecânico, ela não conhece seu produto, não conhece seu mercado”.
Curso do Mecânico
Iniciativa da Revista O Mecânico juntamente com parceiros da indústria, levou para o Congresso todos os cursos com 50% de desconto para ajudar os profissionais a se manterem atualizados. Coordenador de Atendimento, Daniel Cardoso destacou a importância de estar próximo aos profissionais e poder trocar conhecimento. “Além de divulgarmos o Curso do Mecânico temos a oportunidade de ficarmos mais próximos dos profissionais e trocar conhecimento. Mesmo no mundo de hoje onde estamos mais conectados, participar de um evento como esse é uma excelente experiência”.
Dayco
A Dayco foi até o Congresso para apresentar sua linha automotiva como correias de sincronismo e de acessórios, tensionadores, rolamentos de apoio, cabos de ignição, entre outros. Gerente de Marketing e Produto da Dayco para a América Latina, Nathalia Amorim acredita que apesar de entender que o online é importante e veio para ficar, prefere toda a interação que um evento presencial pode proporcionar: “A gente entende que o online é algo importante, veio para ficar, mas nada se compara a você poder cumprimentar e abraçar as pessoas”.
Delphi
A Delphi apresentou o portfólio completo da empresa, com foco em seus aditivos e a nova linha de suspensão e direção da empresa. Gerente de Marketing da Delphi, Camila Rocha ficou extremamente feliz com a volta do formato presencial do Congresso e a oportunidade de reencontrar o mecânico, profissional que é essencial para a empresa: “Para a gente é essencial participar desse evento. Sabemos que quem toma a decisão é o mecânico, então queremos estar perto deles”, disse Camila.
Fras-le
No estande da Fras-le, foi possível conferir as pastilhas Advanced e as pastilhas cerâmicas. A primeira possui uma tecnologia aplicada que diminui os ruídos e dá uma maior durabilidade ao produto. A segunda, possibilita um menor acúmulo de sujeira nas rodas. Além das pastilhas de freio, a empresa apresentou diversas outras aplicações para carros de média e alta gama. Coordenadora de Marketing da Fras-le, Daniela Mitsueda acredita que por conta do mercado de São Paulo ser estratégico para a marca, a presença no Congresso é importantíssima para criar relacionamentos. Ela diz: “O principal objetivo é criar um relacionamento com o mecânico, poder falar dos nossos produtos e diferenciais”.
Fremax
A Fremax apresentou ao público seu disco de freio com uma marcação onde é apontado o momento certo para a troca da peça. Sobre a importância de estar presente no evento, o diretor de Negócios da Fremax, Emerson de Souza, comemorou poder reencontrar os mecânicos, que são seus principais clientes e que recomendam sua marca para o consumidor final. “Para nós poder retomar esses contatos de uma maneira tão grandiosa como está sendo esse evento tem sido muito legal”, disse Emerson.
Hengst
A Hengst marcou presença com suas últimas novidades para o mercado (filtros ecológicos, filtros separadores de combustível, máscaras respiratórias e filtros hidráulicos). A importância para a empresa de estar presente no Congresso é entender a necessidade do mecânico, pois é a partir deles que é gerada a demanda para a empresa. “É gratificante para nós da Hengst estar aqui e ser recepcionado por inúmeras pessoas que participaram do evento”, disse o Supervisor de Assistência Técnica da Hengst, Marcelo Schroeder.
Hipper Freios
A Hipper Freios levou para o evento a retifica cruzada Hipper Grinding, que facilita o tempo de pré-assentamento, podendo ser utilizado logo após a instalação. Também mostrou o Nióbio, um elemento químico que resfria os discos de freio para fornecer uma melhor performance. Sobre a importância de participar do evento, o coordenador de Marketing, Jefferson Pereira, diz: “Estar junto dos mecânicos parceiros, levando essa inovação, essa tecnologia, faz toda a diferença para a marca”
Iguaçu
Quem foi até o estande da Iguaçu pôde conferir a família de injetores de combustíveis e diferenciais com carcaça de polímero com fibra de vidro da empresa. Coordenador técnico da Iguaçu, Igor Barros destacou como o público qualificado do evento foi importante para a empresa: “O evento foi muito bem organizado, uma estrutura bacana e um público diferenciado. Eu acredito que esse público nos auxilia a evoluir, então é importante estar presente aqui”.
Juca Bala Racing
A Juca Bala Racing apresentou no evento dois treinamentos inéditos que foram lançados no 5º Congresso Brasileiro do Mecânico. Proprietário da empresa, Bruno Rodrigo da Costa comemorou a visibilidade que o Congresso leva para a marca. Comemorou também algo curioso, o fato de alguns alunos dos cursos online irem até o estande conhecer toda a equipe da empresa: “Foi muito legal o encontro de vários alunos do online aqui no Congresso. Eles nos conheceram através do Congresso”.
KYB
No estande da KYB, os mecânicos puderam conferir as linhas de amortecedores tradicionais, pressurizados e monotubo da empresa. Coordenador técnico da marca, Alexandre Parise disse ser importante se conectar com o mecânico em um evento como esse: “O nosso público consumidor é o mecânico, é a pessoa que instala nosso produto e vê o primeiro resultado”.
Loja do Mecânico
A Loja do Mecânico levou até o Congresso um grande balcão de negócios, onde pode atender os mecânicos que queriam comprar os produtos vistos nos estandes das empresas. Além disso, também levaram equipamentos para Alinhamento Automotivo, scanners e uma marca própria de balanceadores de roda e desmontadora de pneus. Representante do setor de vendas e suporte técnico da empresa, Ricardo Cavalcante disse: “Para Loja do Mecânico tem um grande valor (participar do Congresso). Além de ter o contato direto com o cliente, a gente consegue estreitar o relacionamento com o cliente e converter isso em vendas”.
Lubrax
A Lubrax levou até o Congresso sua linha completa de lubrificantes automotivos, incluindo os recentes lançamentos para as linhas leve, pesados e também duas rodas. Responsável pela área de marketing da empresa, Fernanda Ferroni falou sobre a importância do contato direto da empresa com os mecânicos. “Hoje nós entendemos que os mecânicos em geral são nossos recomendadores. O consumidor final não conhece muito sobre lubrificantes, então quem acaba recomendando e trazendo a informação correta é o mecânico. Estar perto deles é uma boa forma de reverberar nossa marca”
Mahle
Além do seu stand, a Mahle também teve um lounge no 5º Congresso Brasileiro do Mecânico. Movimentados o dia todo, quem visitou o amplo espaço da marca pôde conferir a tradicional linha de componentes para motores, filtros e também equipamentos para oficinas. Para o gerente de Marketing da Mahle e Metal Leve, Marcelo Morgon, é importante participar de um evento como esse para poder mostrar seus produtos aos consumidores da marca: “Nós estamos em um momento em que o nosso objetivo é mostrar a força e a qualidade de nossos produtos”.
Makita
A tradicional empresa Makita participou pela primeira vez do Congresso e mostrou aos mecânicos que visitaram seu estande uma linha de baterias para máquinas pesadas. Rogério Soares, promotor técnico da marca, gostou da experiência de responder as perguntas e tirar as dúvidas dos mecânicos pessoalmente. “É sempre muito bom estar presente nesse tipo de feira para conhecerem um pouco mais de Makita”.
Máquinas Ribeiro
A empresa Máquinas Ribeiro apresentou uma novidade no Congresso. Seu elevador hidráulico que antes chegava ao Brasil através de importação, mas que agora possui fabricação nacional. Representante do setor de Desenvolvimento da empresa, Ivan Ribeiro destacou a importância do evento para a Máquinas Ribeiro: “A importância do evento para a gente é muito grande. Aqui nós conseguimos divulgar nossa máquina e as pessoas conhecerem um pouco daquilo que fabricamos”.
MecânicoPro
O MecânicoPro, iniciativa da Revista O Mecânico com o apoio da Bosch, levou até o Congresso uma degustação da plataforma de informações técnicas e também o serviço de atendimento aos mecânicos que a plataforma oferece aos mecânicos. Chefe de Serviços Automotivos da Bosch para a América Latina, Diego Riqueiro Tournier destacou a segmentação do evento ao falar de como é importante participar dele: “o Congresso do mecânico tem uma segmentação muito clara, aqui está o nosso público alvo”.
Monroe
A Monroe levou até o Congresso seus amortecedores e peças para suspensão. Como novidade, apresentaram um amortecedor eletrônico, inovação recém chegada ao Brasil. Supervisor de Treinamentos da empresa, Juliano Caretta celebrou a volta dos eventos presenciais e a oportunidade de poder ter contato direto com os mecânicos: “Por mais que as novas tecnologias tendem a otimizar nossos relacionamentos, nada melhor do que esse contato presencial com o cliente”.
Nakata
Para o CBM 2022, a Nakata Apostou na parte de conteúdo da empresa. Quem visitou o estande pode conhecer o mix de conteúdos com o Instagram Feras da Oficina e também os Feras da Venda, além de receberem uma camiseta em homenagem ao relacionamento e a profissão mecânico. Segundo o analista de Marketing da marca, Pedro Nogueira, o evento é a oportunidade de estreitar laços. “A Nakata valoriza muito o relacionamento com seus clientes, um evento como esse é a oportunidade de estar mais próximo do decisor da cadeia que é o mecânico”.
NGK
Quem visitou o estande da NGK pode conferir diversos produtos da empresa para solucionar as demandas dos clientes. Segundo o consultor de Assistência Técnica da marca, Hiromori Mori, o portfólio apresentado no Congresso contava com velas de irídio, velas de platina, bobinas e também sensores de oxigênio. Para ele, o evento teve um sentimento especial por proporcionar um reencontro com os mecânicos. “Os clientes estão muito felizes, então pra gente é muito bom estar aqui”.
Puma Brasil
A Puma Brasil levou até seu estande um catálogo com toda a linha de ferramentas pneumáticas disponibilizadas pela empresa ao mercado. Para o supervisor comercial da Puma Brasil, Marcelo Camargo, o Congresso Brasileiro do Mecânico é uma excelente oportunidade para divulgar seus produtos ao público consumidor da empresa.
Raven
A Raven apresentou para os mecânicos que visitaram os expositores novidades nas linhas de manômetros e scanners. Integrante da equipe de Suporte Técnico da empresa, Ricardo Augusto achou especial toda a dedicação que a organização do evento teve com a parte de conhecimento. Segundo ele, isso é o que empolga a Raven a participar: “Você sabe que a visita do mecânico tem compromisso com a busca do conhecimento. Isso nos deixa muito empolgados em participar do evento”.
Rede Pit Stop
A Rede Pit Stop mostrou aos mecânicos seu portal de vendas que, em 2022, completa um ano de existência. Diretor da Rede Pit Stop, Paulo Fabiano Naves visitou o Congresso e se impressionou com o público presente. Para o executivo, é muito importante a empresa participar do evento para consolidar o relacionamento com os mecânicos. “Nós somos um mercado formado por relacionamento, formado por pessoas, existe uma relação humana estabelecida. Ver essas pessoas falando, interagindo, conversando e fazendo negócios, traz de volta o espírito desse mercado que é o relacionamento”.
Motrio
A Motrio mostrou em seu estande seus líquidos de arrefecimento, lubrificantes e outros tipos de produtos químicos que trabalham juntamente com seus parceiros. Gerente de Marketing e Pós-Vendas, Regis Pimenta Rodrigues contou que a empresa vem fazendo um trabalho de aproximação com os mecânicos, aproveitando toda a influência deles para recomendar os produtos para os clientes finais. “O mecânico é um formador de opinião, se ele sabe do nosso potencial, da nossa qualidade de produto que tem a marca Renault por trás garantindo a qualidade dos produtos Motrio, certamente ele vai recomendar nossa marca para os clientes”.
Riosulense (RIO)
A empresa RIO, que até pouco tempo atrás era conhecida como Riosulense, levou até o Congresso seu portfólio completo de produtos para as linhas completas para retífica e mecânica. Sobre a participação no Congresso, a gerente Comercial da empresa, Natalia Vasconcelos, afirmou que “é importante estar presente em um evento como esse, porque é uma característica da empresa ter uma proximidade com o seu público e o 5º Congresso Brasileiro do Mecânico é mais um importante canal de comunicação com os mecânicos”.
Sampel
A Sampel levou soluções voltadas para inspeção e análise de coxins e buchas, mostrando aos mecânicos a importância da manutenção correta no momento do reparo do veículo. Representante da equipe de desenvolvimento de produtos da Sampel, Thiago Kiyoshi disse ser muito importante poder conversar com tantos mecânicos de uma só vez. “Para nós, participar de um evento como esse concentrando tantos mecânicos engajados em buscar conhecimento é muito importante”.
SATA
Tradicional marca de ferramentas que recentemente se fundiu à Belzer, a SATA levou ao seu estande produtos como: jogos de ferramentas, macacos e ferramentas pneumáticas. Coordenador Técnico da marca, Elvis Antônio Dias Francisco salientou a importância de levar até o evento soluções para o dia a dia dos mecânicos. “A SATA traz inovação, o diferencial da ferramenta, buscamos resolver o problema do usuário”.
Schaeffler
Proprietária das marcas de peças LuK, INA e FAG, a Schaeffler apresentou no Congresso diversos cursos online e vídeos técnicos que a empresa disponibiliza para auxiliar os mecânicos em suas rotinas diárias nas oficinas. Gerente de Marketing e Comunicação da Schaeffler para a América do Sul e México, Renata Costa Silva gostou de reencontrar os mecânicos no evento e destacou como foi positivo esse reencontro: “Conseguir reencontrar esse público, nosso cliente, é muito positivo”.
SEG Automotive
Como novidade, a SEG Automotive apresentou um produto chamado Boost Recuperation Machine (BRW), que tem uma boa aceitação no exterior e que a empresa deseja crescer dentro do país. Gerente de Marketing e Comunicação, Leopoldo Munhoz fala sobre a importância de apresentar seu produto aos mecânicos por ser uma marca jovem, com pouco tempo de mercado. “O público que frequenta esse evento particularmente é quem toma a decisão no final da cadeia. A importância de estar presente aqui é apresentar nossos produtos e tecnologia”.
SKF
Conhecida pela linha de rolamentos, polias e tensionadores, a SKF expôs em seu estande uma linha de kit de corrente que foi lançada em 2021. Perguntando sobre a importância de estar próximo aos mecânicos no Congresso, Yair Zeinberg, gerente de desenvolvimento e negócio disse: “A importância de ficar perto dos mecânicos para nós é um ponto estratégico e essencial em nosso dia a dia”.
Stellantis
Grupo que reúne marcas como Fiat, Chrysler, RAM, Peugeot e Citroën, a Stellantis trouxe para o Congresso sua marca de peças remanufaturadas, a SustainERA. Vice-presidente de Peças de Reposição e Serviço para a América do Sul, Paulo Solti disse ser importantíssimo manter um relacionamento próximo aos mecânicos para poder prestar um bom serviço a eles e como foi importante participar do evento. “As pessoas vêm aqui em busca de relacionamento, conhecimento e acesso às informações que as empresas podem passar para eles. Estar aqui é um prazer”.
SUN
Quem visitou o estande da SUN pode conferir os scanners, maletas e também os carrinhos de ferramenta que a empresa levou até o Congresso. Assistente de Marketing, Felipe Caetano destacou a volta dos eventos presenciais: “Ficamos dois, três anos sem evento nenhum. Voltando aos presenciais, podemos ver a paixão dos mecânicos pelos nossos produtos, isso é muito importante”, disse Felipe.
Takao
A Takao apresentou ao público um catálogo com mais de 400 itens lançados no último ano voltados para atender às novas demandas surgidas no mercado. Além do portfólio de peças, também trouxeram um motor V8 Flat Head que foi construído de uma maneira para se tornar possível a visualização do que ocorre dentro dos cilindros. Segundo a Head de Marketing da empresa, Glaucia Gouveia Gomes, é muito importante participar de um evento como esse e ouvir o que os mecânicos têm a dizer. “Esse Congresso é realmente o único evento dedicado ao mecânico, então a importância de estar aqui é imensa por sermos uma marca com o foco muito grande em resolver as dores do mecânico”.
Tecfil
Quem foi até o estande da Tecfil pode conferir a linha completa de filtros de óleo, ar, cabine e câmbio automático, além de uma linha de palhetas apresentada pela empresa e que teve uma grande aceitação do consumidor nos últimos meses. Coordenador de Marketing da Tecfil, Rafael Grillo destacou a importância do contato com os mecânicos, pois são eles os responsáveis em indicar seus produtos para o consumidor final. “É super importante para a Tecfil participar do evento porque somos uma empresa que nos importamos em estar em contato direto com o mecânico.
A Texaco trouxe até o evento sua linha completa de óleos e fluídos, além de um conteúdo especial apresentado no Congresso. Gestora da marca Texaco, Karina Rodrigues ficou animada com a oportunidade de se conectar com os mecânicos e salientou a importância de encontrar esse público em um evento presencial, oferecendo a oportunidade dos deles conhecerem melhor os produtos da marca. “É um público de extrema importância para a marca e que queremos mais estar perto e se tornar uma marca de referência para os mecânicos”.
TotalEnergies
A TotalEnergies apresentou os produtos das marcas Total e Elf, realizando um atendimento especial para os mecânicos que estavam presentes no Congresso. Participante desde a primeira edição do evento, o responsável pela distribuição dos produtos no estado de São Paulo, Denis Morais, disse ser importante estar em contato direto com os mecânicos em um evento presencial. “Estar próximo do nosso cliente, do nosso público, é o mais importante para nós. Estar presente no evento faz total diferença para nós da TotalEnergies”.
Quem foi até o estande da Valeo, além de receber um sorvetinho para se refrescar, pode conferir todo o portfólio de produtos da empresa como embreagens, palhetas e sistemas elétricos. Para o diretor Geral da Valeo Service, Marco de Luca, a razão principal da empresa estar presente no evento é a presença do seu público consumidor, que são os mecânicos. Segundo Marco, que considera o profissional da oficina o principal decisor dentro da cadeia, “o mecânico é o elo entre o consumidor final e o setor, é quem traz a bagagem técnica e o suporte ao consumidor final para a tomada de decisão”.
A Valvoline levou até o Congresso seu lançamento em fluido de transmissão, o Maxlife ATF CVT. Gerente de Marketing da Valvoline, Moara Gimenez destaca que o público e a empresa estavam carentes desse contato pessoal para trocarem informações. Para ela, o Congresso é um dos eventos mais importantes do ano. “Para nós é um dos eventos mais importante do ano, é onde nosso público, que são os mecânicos estão mais presentes. Então nos preparamos o ano todo para estar aqui”.
Vetor
A Vetor levou até o Congresso sua linha de produtos, com destaque especial para as lâmpadas Xenon que começaram a integrar o portfólio da empresa há pouco tempo. Para o gerente comercial da empresa, Bruno Augusto Chierici, é muito importante participar do Congresso Brasileiro do Mecânico pela oportunidade de ouvir aquilo que pode melhorar ainda mais os produtos da empresa. “Aqui nós temos o feedback do pessoal para cada vez melhorar nossos produtos”, Disse Bruno.
Vonder
A marca de ferramentas Vonder apresentou em seu estande seus últimos lançamentos para o mercado de manutenção automotiva, tendo como destaque uma chave de impacto a bateria que possui uma alta potência em sua utilização. Coordenador de Vendas da marca, Rogério Angelim também falou sobre a possibilidade de atingir um público que muitas vezes pode não ter contato com a marca, mas que no Congresso pode conhecer toda a linha apresentada pela empresa. “A importância é demonstrar nossos produtos para um público que às vezes fica dentro da oficina e não têm acesso às nossas novidades”.
ZF
A ZF levou para o Congresso um programa de treinamentos gratuitos, chamado “Amigo Bom de Peça”, onde os mecânicos podem assistir os vídeos de cinco a dez minutos e no final recebem um certificado pela participação. Representante da empresa no evento, Ligia de Proença Lara comemorou a volta dos eventos presenciais: “É uma delícia voltar com eventos presenciais como esse, pois eu gosto desse contato frente a frente com as pessoas”.
Auditório do 5º Congresso Brasileiro do Mecânico mostra público ávido por conhecimento na volta ao formato presencial
Foram exatos 1.092 dias de espera. A pandemia da Covid-19 adiou a edição presencial do Congresso Brasileiro do Mecânico, dando lugar ao 4º CBM em edição virtual em 2020 e ao seminário online Semana do Mecânico em 2021. Mas a espera pela volta ao formato tradicional do evento valeu cada segundo.
O 5° Congresso Brasileiro do Mecânico finalmente aconteceu em edição presencial no último dia 22 de outubro no mesmo local da edição de 2019: o Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo/SP. O evento trouxe milhares de informações novas para donos de oficina, colaboradores ou mesmo interessados no assunto. Porque os eventos podem ter parado, mas as empresas desenvolvedoras de tecnologia, não. Continuaram trabalhando a todo vapor, mesmo que em esquemas diferentes.
E toda essa gama de conhecimentos novos foram trazidos e transmitidos no evento, em 12 painéis com 37 palestrantes, além das apresentações no Box Técnico, que manteve o grande interesse já revelado em sua estreia, no Congresso de 2019. Nesta edição, dois focos se destacaram: a profissionalização das oficinas e a eletrificação da mobilidade no país.
Os painéis foram moderados pelo editor da Revista O Mecânico, Fernando Lalli, pela jornalista Milene Rios (programa “AutoEsporte” da TV Globo) e por dois profissionais da Loja do Mecânico: o gerente de Marketing Rafael Rossato e o coordenador de Assistência Técnica Mateus Collucci.
COMO SERÁ O FUTURO DO MECÂNICO?
O evento foi aberto às 10h no Auditório aberto com o tema “Como será o futuro do mecânico?”. Gustavo Donato, Engenheiro Mecânico e Reitor da FEI, foi o primeiro a falar, trazendo “provocações”.
“A primeira provocação que eu trago: pensem no Ford T, lá em 1910, pule 100 anos e pensem em um SUV de 2010. Os conceitos de projeto mudaram? Não mudaram. Foram 100 anos de muita melhoria em tudo, inclusive no processo produtivo e na reparação. Mas nenhuma disrupção. Não foram quebras de paradigma, foram evoluções. Nos últimos anos houve uma revolução. Quebras de paradigma da mobilidade como um todo”, afirmou, acrescentando que o crescimento afeta produto, profissional e negócio.
“Na FEI fizemos pesquisas desde produtos que já estão no mercado como aqueles de fronteira (com tecnologias como sensoriamento). A reparação disso não tem nada a ver com o que foi feito até hoje. A indústria da tecnologia tem que ter atenção para onde a reparação está indo. O caminho da eletrificação e hibridização não tem volta. O combustível do futuro é o elétron. A questão é de onde ele vai vir”, declarou.
Na segunda “provocação”, Gustavo indicou como será o futuro da mobilidade. “Primeiro híbrida, depois elétrica, conectada, multimodal, compartilhada (easy service), autônoma. Quando os veículos autônomos prevalecerem, 90% dos acidentes serão evitados. Serão quebras de paradigmas: mudam os veículos como plataforma de mobilidade. Surgirão novos serviços (abrindo espaço para o TI veicular); sistemas ressignificados (outros sistemas de arrefecimento no veículo elétrico, outro sistema de transmissão, outra suspensão); muda o profissional com capacitação (se atualizará vendo matérias, vídeos no YouTube); muda o modelo de negócio. Hoje o carro é um ativo que fica muito tempo parado, e isso explica o crescimento do Uber. Os carros serão mais propriedade de empresas que de pessoas”.
O reitor alertou que as oficinas precisarão se redefinir, sair da zona de conforto e se preparar para conviver com outro tipo de colaborador. “Pesquisas revelam que as novas tecnologias abrirão 1,2 vezes mais novos postos de trabalho do que fecharão. Mas serão postos mais qualificados. A tecnologia não vai tirar o serviço do mecânico. Vai haver reduções de quadros, mas vão surgir muitos outros serviços, mais qualificados”, informa.
Fernando Landulfo, consultor técnico da Revista O Mecânico afirmou que “as mudanças virão, mas não amanhã. Hoje o motor a combustão interna continua mandando. A eletrificação no Brasil será um problema, já que nem há energia elétrica suficiente para indústrias e residências… Os ‘Guerreiros das Oficinas’ continuarão tendo trabalho, mas precisarão se adaptar. As mudanças não irão acontecer de uma hora para outra”.
Diego Riquero Tournier, chefe de Serviços Automotivos na América Latina da Bosch, prosseguiu com o tema, começando por mostrar ao público o que estava acontecendo no próprio Congresso. “Esse evento já trouxe mudanças. Carros elétricos foram expostos. Não são carros-conceito, são carros que estão à disposição. Não conseguimos frear a tecnologia. Veículo autônomo é disruptivo, muda o conceito de tecnologia. Precisamos mudar nossos hábitos de trabalho”, afirmou, indicando que o espelho para as oficinas deve ser o setor da aviação. “Ele funciona com manutenção e reparo. Não há margem de erro. Há procedimentos de trabalho e muita exigência. Não pode ser na base da tentativa e erro”, disse. “Precisam ser desenvolvidos novos conhecimentos e competências profissionais. A cultura de trabalho muda. Se já conhecemos o caminho, não precisamos ficar aterrorizados. Mas também não podemos empurrar com a barriga”, completou Diego.
Gustavo finalizou sua participação afirmando que “o reparo de veículo elétrico é o segmento que tem menos profissionais, por isso o custo do serviço é caro. É risco, desafio, mas também oportunidade”.
Ao final do painel, Fernando Landulfo comentou sobre os custos dos novos equipamentos para reparos em veículos elétricos, dizendo que ainda não há previsão do quanto isso irá impactar nas planilhas das oficinas. “Hoje esses equipamentos são muito restritos às concessionárias. Ainda é um mercado muito fechado. Acredito piamente que em muito pouco tempo os fabricantes de equipamentos – e temos excelentes fabricantes aqui no Brasil – vão começar a soltar esse tipo de equipamento para as oficinas independentes. Por que ainda não tem? Não tem demanda. Você só fabrica se tiver demanda. Não tem demanda ainda”, declarou Landulfo.
CÂMBIO AUTOMÁTICO: TROCA DE ÓLEO E REPARO
O primeiro painel do Auditório A tratou de questões relativas à troca de óleo e reparo em câmbios automáticos. Fernanda Ribeiro, da ICONIC Lubrificantes, abriu o painel falando sobre o aumento da procura por carros com câmbio automático e como isso alavancou a indústria de óleos lubrificantes, ao lado da evolução tecnológica. “No movimento da indústria automotiva na busca para a redução de CO2, houve uma corrida para a evolução tecnológica dos veículos, o que inclui downsizing, sistema start/stop, motor turbo, injeção direta, motores elétricos e híbridos, e o próprio câmbio automático. Ajudando a indústria automotiva nessa busca por eficiência, os fabricantes de lubrificantes caminham junto”, afirmou Fernanda.
Layla Silva Rosa, especialista de produtos da Valvoline Brasil, veio a seguir afirmando que “para as transmissões sequenciais o mercado procura fluidos de baixíssima viscosidade”. Corroborando o pensamento de Fernanda, Layla afirmou que os fluidos “têm que evoluir para atender às novas tecnologias. A presença da Valvoline é no sentido de acompanhar as necessidades do mercado e trabalhar os fluidos junto às oficinas”.
Já Leonardo Urdaneta, Engenheiro de Produto da TotalEnergies, destaca a importância do fluido ATF, “que protege do desgaste, limpa, ajuda no arrefecimento e tem que gerar pressão para o funcionamento da embreagem”.
Na sequência, Fernando Romão, mecânico e proprietário da Oficina Veyron, declarou que o crescimento da procura por câmbio automático é uma oportunidade no que se refere à sua lubrificação. “A transmissão automática foi criada para dar conforto ao motorista. Sua manutenção preventiva e corretiva são oportunidades”, afirmou, completando em relação ao tempo de troca do óleo, dúvida muito comum entre os clientes, que “a orientação é seguir a orientação dos fabricantes da transmissão, já que as montadoras não se entendem sobre o tema”.
VEÍCULOS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS: TEORIA E PRÁTICA NAS OFICINAS
No primeiro painel realizado no Auditório B, especialistas apresentaram suas teses sobre a teoria e prática no reparo de veículos elétricos e híbridos nas oficinas.
O primeiro a falar, Leonardo Pereira, Instrutor Técnico da Bosch, descreve a alimentação de um veículo elétrico. “As baterias usadas em carros elétricos são de íons de lítio, pesam 300 quilos e estão na parte inferior do carro. O motor desse veículo é muito mais simples que o de um carro convencional. Tem poucas peças (uma carcaça, duas tampas, um rotor, que é o conjunto magnético). É do tipo blackbox. Se o motor apresentar problema, o dono precisará comprar outro. A manutenção também é bem menor. É um motor trifásico, com as fases separadas a cada 120 graus. Conforme o campo muda, vai se tendo o giro do rotor. Importante lembrar que motor de carro elétrico não tem marcha a ré”, declarou. Leonardo pontua sobre a importância da segurança no manuseio de um veículo elétrico. “Eletricidade sempre traz risco, mesmo em casa. Equipamentos para trabalhar no motor do carro elétrico tem que ter resistência à alta tensão (até mil volts), luvas, capacete, tapetes, manta para cobrir a bateria, botas isoladas, óculos de proteção Face Shield. O manual da montadora orienta quanto ao equipamento”, afirmou o especialista da Bosch.
Na mesma linha de raciocínio, Claudinei Oliveira Dias, especialista de treinamento técnico da Nissan, discursa sobre o funcionamento dos sistemas de eletrificação e os cuidados com segurança que uma oficina deve proporcionar quando do reparo de um veículo elétrico. “A área para o trabalho na bateria deve ser uma tenda ou um local de alvenaria coberta, para não cair sujeira – elementos contaminantes podem conduzir fuga de eletricidade dentro da bateria. Se precisar remover a bateria ou atuar nos sistemas de alta tensão, a oficina deve destacar o elevador e sinalizá-lo, para que pessoas sem capacitação não se aproximem do veículo. Ferramentas que serão usadas devem ser isoladas e os EPIs corretos devem ser utilizados, obrigatoriamente”, afirmou. “Quando desmontar os módulos de bateria, tem que se trabalhar diminuindo o risco e separando os módulos para reduzir a tensão”. Segundo Claudinei, a formação do profissional é muito importante. A Nissan exige formação de técnico master, formação específica da Nissan que dura seis semanas. Após seu término, há um curso presencial de 5 dias. Também o técnico tem que ter formação na norma NR10 da ABNT, que foca na segurança em instalações e serviços com eletricidade.
Falando mais na parte de mercado, Flávia Marsengo, responsável pelo Ecossistema de Mobilidade Elétrica da Stellantis na América do Sul, veio a seguir discursando sobre o modelo de negócios da empresa neste segmento. “Hoje, globalmente, temos metas de sustentabilidade. A Stellantis em sua formação elaborou um plano estratégico global no qual em 2038 teremos carbono neutro. É uma meta muito acirrada para emissões. Para 2030 já temos um percentual de 50% de redução de emissões. O elétrico vem para auxiliar nessa estratégia de sustentabilidade ambiental e econômica. Aqui no Brasil a eletrificação vem acompanhada da hibridização. Temos um aliado muito forte na sustentabilidade que é o etanol, que reduz as emissões dos veículos. Os percentuais são bem altos”, informa, acrescentando que, “na Europa em 2030, 100% dos veículos da Stellantis serão eletrificados (não serão mais vendidos veículos a combustão), EUA, 50% e aqui é 10%, mas estamos falando de 10% de plug-in e 100% elétricos. Se formos considerar os híbridos, o percentual aumenta bastante. A estratégia dos elétricos não é mais o futuro, é o presente que a gente precisa se adequar, por isso é tão importante falar sobre segurança, sobre como fazer a intervenção, o que precisa adaptar, melhorar o conhecimento… Precisamos de mão de obra especializada, de adaptação das oficinas, de treinamento, formação e equipamentos de segurança. A segurança está em primeiro lugar em nossa estratégia”.
Finalizando o painel, Henrique Borssate, analista sênior de Assistência Técnica da Stellantis e responsável por Veículos Eletrificados na América do Sul, retoma o assunto segurança, tema fundamental quando se trata de veículos elétricos. “Para se trabalhar com veículo elétrico deve haver organização do modo de trabalho e segurança.
As ferramentas para o trabalho não são as mesmas que as tradicionais. São especiais e mais caras. O nível de confiança do equipamento é outro. Os sistemas são isolados e os ambientes de trabalho controlados. E lembro que desenergização não é desligar o negativo da bateria. É preciso isolar o ambiente, comprovar de que o veículo está seguro. Usamos normas europeias como referência, porque é melhor pecar pelo excesso”. Henrique alerta para que as fontes de informação de acesso sejam idôneas e confirma a necessidade de capacitação específica, também citada por Claudinei Dias. “Os profissionais devem estar habilitados na norma NR10 mesmo no sistema de extrabaixa tensão”, finalizou o representante da Nissan.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA ATUALIZAR SUA OFICINA: EQUIPAMENTOS E INVESTIMENTO
Os trabalhos no Auditório C foram iniciados com o painel “Planejamento Estratégico para atualizar sua oficina: equipamentos e investimento”. Gerente de Marketing da Loja do Mecânico, Rafael Rossato ressaltou que “planejamento estratégico virou um monstro, porque acham que é coisa de empresa grande. Tem que se ter um ponto de partida, saber de onde está. É como uma viagem, planejar ir do ponto A para o B. Há alguns anos, para comprar um elevador, muitas oficinas achavam caro. Hoje é difícil entrar em uma oficina que não tenha um. As oficinas devem passar a oferecer novos serviços com investimento”, ensinou.
Para Rossato, ao fazer o planejamento, o dono da oficina deve saber quantos clientes novos o investimento no equipamento vai trazer. Saber no fechamento do final do dia quantas horas de serviço a oficina vendeu. Quando se faz planejamento pode-se ter ganhos – “o elevador sozinho não traz novos clientes, porém melhora a produtividade”.
Em relação à Loja do Mecânico, Rossato revela as facilidades que o profissional ali encontra para alavancar o seu negócio. “Temos um financiamento para quem não tem recursos para investir; temos o carnê e todo um time na Loja do Mecânico para o atendimento; temos o consórcio – através da compra programada damos o meio para o cliente realizar o sonho. As parcelas são diluídas ao longo do período. Também oferecemos garantia estendida (12 a 24 meses), o que é pioneiro entre as oficinas mecânicas, e garantia da troca certa. Temos os G Points: programa de fidelidade que dá pontos que podem ser trocados por descontos nos serviços. E, finalmente, o nosso programa de afiliados. Temos 10 mil afiliados, que podem compartilhar produtos da loja do mecânico e ter uma renda extra”, informa.
Jairo Carnelos, proprietário da Retífica Projeto esclarece sobre como se deve planejar para ter uma estrutura melhor na empresa. “Como você vai juntar esse dinheiro, esse capital? O pequeno investidor, o pequeno empresário no Brasil geralmente não consegue capitalizar, guardar dinheiro. Ele acaba adquirindo um bem, troca de carro, vai melhorando, e chega uma hora que ele tem que tomar coragem e voltar tudo para trás. Vender aquele carro e comprar equipamento, voltar a andar com aquele carrinho mais básico. É a forma como o brasileiro está hoje. Hoje em dia as empresas estão abrindo as portas mais facilmente. A empresa está de olho no pequeno investidor. É a hora que ela vem com um capital daqui, dá uma forma facilitada para você comprar, empurram produtos, ‘coloca na tua oficina que funciona. Você vai ver que valerá a pena você me pagar para ter o equipamento na sua empresa’”, afirmou.
Para mudar a mentalidade de “ter que vender o almoço para comprar a janta”, que é a de vários empreendedores do setor atualmente, Jairo sugere que “se fique um dia sem jantar”. Vai ter que fazer aquela receita para sobrar um troco para com esse troco você investir. O primeiro investimento que você deve fazer está dentro de sua cabeça. Tem que ter informação, capacitação para gerar um lucro maior e conseguir comprar duas jantas. A hora que você conseguir comprar duas jantas, você vai ver que sua cabeça está melhorando. Passada uma semana você vai decidir trabalhar para ter três jantas. E assim você vai se capacitando cada dia mais. Tem que investir também na rapaziada que trabalha com você, que são eles que vão levar você para cima. Se você for o único capacitado em sua oficina, você vai estar sozinho, e sozinho você não vai para lugar nenhum. Tem que ter mais gente com uma carta branca até determinado ponto para resolver os problemas da oficina”, finaliza.
Também participou do painel o chefe de Serviços Automotivos da Bosch para a América Latina, Diego Riquero Tournier.
PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇO: COMO OBTER LUCRO NA OFICINA?
O segundo painel do Auditório C teve como tema “Precificação de serviço, como obter lucro na oficina?”. Segundo Laysa Almeida, especialista em Comunicação, Marketing e negócios, sócia-fundadora da oficina MHP Muscle Cars, o trabalho ruim da empresa como produto é uma das explicações para a perda de clientes. “A empresa tem que valorizar o seu trabalho. Saber porque a oficina perde ou não consegue clientes. Uma das razões pode estar no mau trabalho visual, redes sociais mal trabalhadas, ambiente mal cuidado. Precisa ter posicionamento de marca. Descobrir e informar outros problemas no carro aos clientes”, afirmou a empresária. “O gestor tem que estar 24 horas por dia no pátio das oficinas. Tem que pensar como empresa, ter sistema, emitir nota fiscal, tem que mostrar bons serviços. Assim, os clientes vão virar seguidores, que vão virar fãs”, recomenda.
A MHP Muscle Cars começou pequena, segundo Laysa. “Iniciamos com 7 mil reais, usávamos o limite do cartão de crédito como caixa da empresa, o elevador era emprestado”, lembra. “E crescemos. O dono de oficina tem que ter audácia. Oferecer manutenção completa do motor, quando se precisa apenas trocar o cabo de vela. Ter estrutura, equipamento. Vender peças e dar garantia. Pode locar o equipamento para parceiros e ganhar uma renda extra”, sugeriu Laysa. E finalizou enfaticamente, dirigindo-se aos vários empresários presentes: “venda seu conhecimento para parceiros, grave vídeos, venda conhecimento técnico. Venda desenvolvimento de soluções. Consiga parcerias e patrocínios. Há marcas que podem pagar para trabalhar para elas. O empresário precisa ter escala, e para isso precisa ser audacioso e honesto”.
Em seguida, Fernando Landulfo, Consultor Técnico das revistas O MECÂNICO e CARRO, na mesma toada de Laysa, recomenda aos donos de oficina que, quando fizerem propaganda ao cliente, “antes de falar que é o melhor, seja o melhor. Senão, fica com a fama de falastrão, que fala e não faz. Vá atrás de certificados, participe de congressos. O saber não ocupa espaço. O valor agregado é o que te faz cobrar mais. Que faz sua hora de trabalho custar mais que a do concorrente. Tem que lastrear o que fala. E tomar cuidados com as redes sociais, que são faca de dois gumes”, declarou Landulfo.
Corroborando com os palestrantes anteriores, Diego Riquero Tournier, chefe de serviços automotivos da Bosch na América Latina, afirmou que “a pessoa não pode incrementar se não tem estrutura para isso. Não basta ser um bom técnico. Há diferença importante entre valor e preço. Por que os grandes ganham o que ganham? Porque o que eles fazem, poucos fazem. O valor é percebido individualmente”, disse. “Na oficina, vende-se serviço (intangível, não fica em estoque). Só se sabe depois que é executado. Quando se tem a percepção do valor, a percepção de preço some. Não se deve cair na paranoia de que a proposta de valor seja para todo mundo. Tem que se definir o que é a sua proposta de valor, que vai se encaixar em um só grupo de clientes”, completou.
Erros de precificação podem ser comprometedores, segundo Amanda Medeiros, consultora financeira especialista em oficina mecânica). “Quando comecei, cobrava de acordo com a cara do cliente. Minha oficina sempre tinha movimento. Mas cometia erros na precificação. E os gastos sempre estavam acima da receita”, lembra. “O trabalho era excessivo e achava que a oficina não dava dinheiro. Não adianta ter uma oficina lotada se a precificação estiver incorreta. Perde-se competitividade no mercado”, constatou Amanda.
Para os donos de oficina, Amanda apresentou algumas recomendações: “o valor da mão de obra precisa ser maior que o preço. Eu fazia a nota com o valor da peça em cima do valor da mão de obra, o que é errado. Não se deve escrever apenas M.O. Tem que se descrever todo o trabalho executado – o cliente não sabe o tanto de trabalho que deu. Com isso aumenta a percepção de valor por parte do cliente”, orienta. “Também é importante entregar algo mais do que é esperado. E mostrar o que está sendo feito. Filme e mostre. A gestão é que fará a oficina crescer, não é só apertar parafuso. É preciso mostrar o trabalho nas redes sociais. Os gestores precisam aprender a trabalhar por hora. A precificação não pode ser baseada no mercado. Deve incluir despesas variáveis (tudo o que está atrelado à mão de obra) e despesas fixas (contador, aluguel, colaboradores). Feito isso, pode-se falar em lucratividade. Senão, é trabalho demais e nenhum lucro”, finalizou Amanda.
INJEÇÃO DIRETA: CUIDADOS NO DIAGNÓSTICO E MANUTENÇÃO
No Auditório A, o painel de tema “Injeção Direta: cuidados no diagnóstico e manutenção” teve Renato Munhoz Borbon, Instrutor de Treinamento técnico para América Latina da Bosch, que destacou vários pontos importantes sobre o assunto, entre eles, os cuidados que se deve ter na hora da medição no módulo PWM de controle. “Esse módulo é um módulo de controle da bomba de baixa pressão. Ele vai gerar um sinal PWM para controlar o motor elétrico da bomba. Quem controla esse módulo é a unidade de controle do motor. O sinal PWM é um sinal digital, quadrado, onde se tem a modulação da largura do pulso aplicada. Entre o módulo da bomba de combustível e o módulo da unidade de controle do motor também vai ter um sinal PWM. Quanto maior a modulação da largura de pulso, maior a demanda para aumento de pressão de combustível vai ter”, ensinou.
“Deve se ter cuidado na hora da medição. Não necessariamente na hora da troca. Na hora da medição, ter consciência de que se o técnico ou mecânico encontrar uma pressão, por exemplo, abaixo de 12 volts, pode ser um sinal digital, um sinal PWM. Que ele vai ter que medir com um voltímetro ou osciloscópio o percentual de ativação, que é o percentual PWM, medir a ativação da frequência da bomba, que também é um sinal PWM (isso em relação ao acionamento da bomba).
A comunicação entre o módulo da injeção, o módulo de controle do motor e o módulo de controle da bomba, também vai ter um outro PWM com uma outra frequência, com outro percentual de ativação, com uma outra largura de pulso. Esses são os cuidados que devem ser tomados na hora da medição para diagnóstico. Se há um sinal sendo gerado tanto na comunicação entre o módulo da bomba e o módulo do motor significa que está acontecendo um mau funcionamento elétrico e isso é proporcional à variação de pressão e vazão. Se não há variação de pressão e vazão e mesmo assim há uma variação do sinal PWM, significa que posso ter um problema hidráulico na bomba. E não um problema elétrico de comando.
Eduardo Buarque de Alcázar, engenheiro químico na Vibra Energia – antiga
Petrobrás Distribuidora, por sua vez, falando sobre a evolução dos lubrificantes, afirmou que “o aumento das vendas do sistema de injeção direta na câmara de combustão ocorreu pela exigência de um sistema mais eficiente e puxou a evolução dos lubrificantes e combustível. Identificou-se que o cálcio estava relacionado com a pré-ignição. Isso foi trabalhado nos lubrificantes e, em 2020, foi feita a revisão da octanagem da gasolina”, informou.
Ao final, Renato aconselhou: “usem sempre um posto de confiança e sempre abastecer nele, para acompanhar possíveis diferenças no combustível”.
DIESEL: CUIDADOS NO DIAGNÓSTICO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA COMMON RAIL
O segundo painel no auditório B teve como tema “Cuidados no diagnóstico e manutenção de sistemas Common Rail”. Abrindo os trabalhos, Idalécio Campos Vieira Duarte, o Mineirinho, mecânico proprietário da oficina MG Diesel, apresenta problemas que encontra no dia-a-dia de sua oficina na manutenção do sistema.
“É importante atentar para a localização da bomba de combustível, que pode estar dentro do tanque. Também temos que tomar muito cuidado no manejo da bomba de engrenagem, para não danificar o filtro de combustível. Mesma coisa com a bomba de alta pressão, que joga o óleo diesel para que o CP3 jogue pressão ao Common Rail, devido à localização próxima do filtro de combustível”, comentou o mecânico.
Para os colegas mecânicos que desejam evoluir na profissão, Mineirinho aconselha “se aprofundar no conhecimento, estudar, abrir a cabeça, esquecer o ‘de ouvido’ e o ‘achômetro’. Aprender a usar as ferramentas. “Nunca vi um scanner arrumar um caminhão. Temos que lembrar que hoje não somos mecânicos, somos “mecatrônicos”, tanta é a eletrônica embarcada”, afirmou.
Fernando Landulfo, consultor técnico das revistas O Mecânico e CARRO, vem a seguir pontuando sobre a importância do diagnóstico mecânico juntamente com o diagnóstico eletrônico. “Porque o sistema common rail também tem elementos mecânicos que influenciam diretamente na pressão do sistema. Não basta apenas ler o que o scanner está dizendo. É preciso conferir com instrumentos mecânicos – por exemplo, um manômetro – para se verificar se a leitura do sensor, cujo sinal a unidade de comando recebe e toma decisões com base nela, passa informações verdadeiras. Muitas vezes um problema em um sensor que não está totalmente danificado, ou seja, não gera o código de falha, mas proporciona uma leitura errada, pode provocar mudanças na pressão do sistema, dosagens incorretas de combustível, o que vai gerar sintomas que o usuário do veículo não deseja”.
Landulfo finalizou aconselhando sobre o uso de um combustível de qualidade. “Isso é muito importante. Muitas vezes o problema no que diz respeito à impureza, contaminação com insolúveis ou com água, ou mesmo deterioração por tempo se deve à estocagem e à distribuição, e não de fabricação. Isso deve ser levado em consideração”, ensinou o consultor técnico.
Rafael José da Costa Amorim, instrutor de treinamento automotivo na Bosch, também trata da importância do uso do manômetro. “Este equipamento elimina várias possibilidades de problema”, afirmou. Em relação ao filtro de combustível (responsável pelo bom estado das bombas de combustível), faz um alerta: “a manutenção do filtro deve ser feita antes do veículo perder potência (muitas vezes a válvula de pressão está acima do limite). O filtro obstruído dificulta para a bomba puxar o combustível e o diesel pode aquecer em baixa temperatura. Forma uma bolha de ar que prejudica a bomba de combustível. A vida útil do sistema de injeção vai aumentar se for feita a manutenção do filtro no momento certo”, completou o instrutor da Bosch.
MARKETING DA OFICINA E ATENDIMENTO AO CLIENTE
Simultaneamente, no auditório C, realizava-se o painel de tema “Marketing da Oficina e Atendimento ao Cliente”, onde foram levantados os problemas mais comuns do mecânico para divulgar sua oficina. Barbara Brier, consultora criadora do Selo Oficina Amiga da Mulher, afirmou que no início não tinha tempo nem dinheiro para abrir um canal no YouTube, o que sugere aos empresários fazerem com cuidado.
“Hoje, um canal do YouTube dá muito dinheiro, mas tem o outro lado. Há empresas contratando influenciadores que sabem menos do que elas“. Afirma que as empresas precisam “pensar fora da caixa” e se diz muito satisfeita com seu trabalho. “Hoje eu peregrino entre as oficinas, compartilhando conhecimento e dando voz à mulher. A mulher é versátil. O meu objetivo é unir o nosso setor com mais diversidade, e assim as empresas vão lucrar mais”, completou Barbara.
Facilitar o acesso do mecânico às redes sociais é a premissa de Rafael Rossato, gerente de marketing da Loja do Mecânico. “O mecânico muitas vezes tem uma boa experiência, mas não sabe como mostrar a consequência de seu trabalho diante do público. É importante que ele registre seu trabalho e compartilhe nas redes sociais. Precisa também utilizar as avaliações dos clientes para poder se promover”, afirmou. “Muitos conhecem mídias, mas não sabem como fazer. Precisam parar de pensar apenas em apertar parafusos e aumentar sua presença profissional nas mídias digitais – para poder apertar seus parafusos com mais tranquilidade e para mais clientes”, finalizou Rossato.
A experiência de passar de funcionário de concessionária a dono de oficina é contada por Sandro dos Santos, mecânico e proprietário da oficina Doctor American Car. “O que me fez estar aqui é o network. Eu nunca pensei em abrir uma oficina quando saí da concessionária em que trabalhava. Quando abri, a primeira situação enfrentada foi fazer com que o cliente acredite que a oficina pode satisfazê-lo. Ela deve entregar mais do que o esperado, mais do que o cliente pediu. Quando você faz isso, você se solta. Achava que não sabia fazer negócio, o medo veio, mas superei”, disse Sandro.
ARREFECIMENTO: IMPORTÂNCIA EM MOTORES MODERNOS
A programação continuou no Auditório A com o painel “Arrefecimento: importância em motores modernos”. Em sua palestra, Anderson Nojima, responsável pelo desenvolvimento da marca Motrio na Renault do Brasil, desmistifica algumas controvérsias em relação ao aditivo de arrefecimento, como a adição de água de torneira para completar o reservatório e casos de ingestão do produto, e explicou o porquê de existirem tantas cores. “A cor serve para identificar possíveis vazamentos no sistema de arrefecimento. As cores variam de montadora para montadora e servem, no caso da Renault, de associar a cor (amarela) à marca”, pontuou. “Tecnicamente, não há diferença nenhuma entre um aditivo verde, rosa ou amarelo”, completou Anderson.
Ricardo Chaves Ribeiro, instrutor Técnico na Renault Academy Brasil, revela
três ferramentas muito simples que possibilitam ao reparador fazer o diagnóstico na oficina: “Usamos na Renault o refratômetro, que mede a concentração do aditivo, uma bombinha de pressão para testar a tampa e o circuito de arrefecimento e o modo tátil para fazer um pré-diagnóstico. Com estas três ferramentas, fica muito fácil fazer um diagnóstico do arrefecimento”, explicou Ricardo.
Já Fabricio Costa, engenheiro de assistência técnica Mahle, mostra como os sistemas trabalham em conjunto nos motores modernos. “Hoje tudo está conectado. Todos os sistemas periféricos ao motor (sistema de intercooler direto, o sistema de arrefecimento, lubrificação, EGR – sistema de recirculação de gás) trabalham juntos. Hoje conseguimos alocar uma energia que nos motores mais antigos era perdida, graças à evolução dos componentes. Por isso todos estão conectados hoje”, afirmou Fabrício. Na sequência, exemplificou com o sistema de intercooler (resfriamento de gases comprimidos pela turbina). “Ele passava por uma unidade da Mahle em que o resfriador se comunica com o ar condicionado e esse ar da turbina passa pelo resfriador, entrando na admissão com uma temperatura muito menor, muito mais denso. Consegue-se jogar muito mais moléculas de ar dentro da admissão. E aí otimiza-se o funcionamento do motor, deixando-o alinhado aos padrões de emissão de poluentes e consumo de combustível”, declarou.
Na sequência, Pedro Valencio, técnico de suporte ao cliente Delphi Technologies, informou que 40% dos problemas com motores se referem ao sistema de arrefecimento, o qual trabalha em conjunto ao sistema de climatização, sendo que o condensador fica muito próximo ao radiador. “Muitos têm dúvidas quanto ao aditivo, se pode completar com água, o porquê do preço elevado. Bem, um aditivo não pode ser completado com água de torneira porque essa adição forma cloreto de alumínio – a diluição deve ser feita com água sem sais minerais. E não é possível fazer aditivos eficientes baratos. No carro elétrico, que tem muitos sensores, a adição de água de torneira pode causar, inclusive, eletrólise”, informou Pedro, acrescentando que “o sistema de arrefecimento é extremamente importante e a diluição deve ser feita da maneira correta. Para evitar maiores dores de cabeça, o cliente deve ser educado para observar e cuidar corretamente deste sistema”.
Igor Barros, Coordenador Técnico da Iguaçu, além de confirmar a importância do sistema de arrefecimento para os veículos, mostra preocupação com os veículos elétricos no país. “No Brasil, o desafio para os carros elétricos é a alta temperatura. O sistema funciona entre 50 e 60 graus – em nossas condições os carros elétricos podem superaquecer se não tiverem gerenciamento térmico”, informa. Em relação aos carros em geral, Igor alerta que o uso de aditivo inadequado pode gerar excesso de consumo, e desgaste prematuro do pistão, entre outros problemas.
CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO DE PROFISSIONAIS DA OFICINA
No Auditório B, profissionais do setor debruçam-se sobre o tema “Capacitação e treinamento de profissionais da oficina”. A democratização da informação é um dos pontos importantes a serem desenvolvidos, segundo Renato Munhoz Borbon, instrutor de Treinamento técnico para América Latina da Bosch. “Temos várias referências em São Paulo, como o SENAI. E como fazer para quem mora fora, como Manaus? Democratizar a informação através de cursos online. Temos que acompanhar, porque tudo hoje evolui de forma muito rápida”, sugere.
Bruno Rodrigo Costa, proprietário Oficina Mecânica Juca Bala Racing, informou que, em sua empresa, “o conhecimento de todos é nivelado desde o início para que a pessoa saia no terceiro dia de curso sentindo-se apta a atender os clientes. Lançamos no Congresso o treinamento para DQ200 e DQ250. Não ficamos só na prática. Esclarecemos dúvidas, temos grupo no Telegram. Nossos alunos estão sempre à frente”, disse.
A dificuldade em conseguir informação é uma preocupação, segundo Mauricio Marcelino Pereira, mecânico proprietário da Auto Mecânica Louricar e Instrutor de Mecânica e Elétrica no SENAI. “Isso não é tarefa fácil para o mecânico, apesar de hoje a internet ajudar bastante. Antes dela eu conseguia informações nas concessionárias, que sempre me atenderam muito bem”, declarou Marcelino, que faz questão de separar capacitação de treinamento. “Não são a mesma coisa. Capacitação é o ensino dado a uma pessoa para que ela desenvolva alguma atividade especializada”, disse. Para Maurício, o administrador da oficina tem que conhecer seus colaboradores para que escolham pessoas comunicativas e formadoras de opinião. É importante fazer reuniões e ouvir as necessidades dos colaboradores da oficina.
ACEITAR PEÇAS DE CLIENTES: SIM OU NÃO?
Um tema polêmico no setor é trazido para o Auditório C com o respaldo de uma autoridade jurídica. Alessandra Milano Morais, advogada especializada no assunto, disse que legalmente, a oficina pode aceitar que clientes façam a cotação e comprem a peça. “Pode, mas é preciso saber os riscos. Serviços mais peças, legalmente, não é venda casada” informa. A advogada continua, dizendo que “a oficina não deve trabalhar do jeito que o cliente quer; tem que informar claramente que não aceita trabalhar como peças levadas por ele. E tem que fazer o checklist da peça levada para averiguar defeitos (o cliente pode alegar que a peça foi quebrada na oficina). Se informar o cliente, a oficina pode cobrar mais pelo serviço se a peça for levada por ele”, recomenda.
Por sua vez, Diego Riquero Tournier, chefe de serviços automotivos na América Latina da Bosch, afirmou que “não pode colocar em risco a empresa e o veículo. Quem é expert no assunto? É a oficina. Em confrontos judiciais quem é a pessoa idônea? Mas a oficina tem que passar informação para o cliente tomar a decisão”.
Fernando Landulfo, consultor técnico das revistas O Mecânico e CARRO, levanta outra questão: “não há uma regra. O que existe é a informação. É certo que há um esforço quando o cliente leva a peça, e deve ser remunerado. Toda a peça deve ser examinada, do cliente ou da oficina. Pode haver casos de desabastecimento, falta de peças. E se o cliente tem acesso à importação de peças?”, questiona.
A VOZ DO MECÂNICO
Após uma pausa para o Café de Negócios, a programação técnica passou para seu capítulo final, um debate entre cinco profissionais da mecânica automobilística que também são proprietários de suas próprias oficinas: Aline Alves de Freitas (Auto Mecânica Giro Flex, de Uberlândia/MG); Edson Roberto de Ávila, o Mingau (Mingau Automobilística, Suzano/SP); Fabio Moreira dos Santos (Fábio Automobilística, Araraquara/SP); Luciano Roberto Jaccoud Junior (Oficina AllVento, Curitiba/PR); e Ludovico Ballesteros Martino, o Pitucha (Pitucha Centro Automotivo, Belo Horizonte/MG).
Na primeira parte, duas questões são levantadas pelo mediador Fernando Lalli, editor da Revista O Mecânico: qual é a principal dor do mecânico na oficina? E como vender qualidade ao cliente?
“É um setor que dá dinheiro, mas falta mão de obra. Falta mudar a mentalidade. Não vamos focar só nos problemas, mas nas soluções, disse Pitucha. Já Mingau opinou: “Ainda bem que temos as dores, senão entraríamos em uma zona de conforto gigantesca. Quantas vezes não reclamamos de nossos clientes? A melhoria é limitada. Muitos se envolvem em justificativas antes de vermos as dores de nossas empresas. Temos que ver como as mudanças podem alavancar nossa vida pessoal e profissional. Assumam suas responsabilidades e parem de transferi-las. Se não virarem a chave, sempre vão estar com dor.”
Fabio Moreira dos Santos enfatizou que o mecânico deve se impor como o especialista na manutenção do veículo. “Cada um no seu lugar. Dono da empresa com a empresa e dono do veículo com o veículo. Qual a dor que quero assumir, da empresa ou do dono do veículo? A minha dor é entregar a solução, que é o reparo do veículo”.
Aline reforçou sublinhando que o mecânico deve se preocupar com a qualidade acima da questão financeira. “Nossa criação é de falar sim para tudo. Não sabemos dizer não. O setor em que as pessoas mais querem ter conhecimento é o financeiro. Nossa profissão exige mais do que vivemos. Para melhorar, temos que considerar a qualidade. Você se preocupa só com a parte financeira ou em entregar qualidade? Temos que entregar qualidade e valores, e não precificação”, comentou, mencionando que o 5º Congresso Brasileiro do Mecânico foi rico em informação técnica. “Está na hora de virarmos a chave. Profissionais trabalham com excelência. Plantem a semente do conhecimento que vocês estão levando para casa”.
Luciano apontou que o setor ainda enfrenta como dificuldade o acesso à informação técnica, mas muitas empresas ainda sofrem com a gestão. “A grande dor é o desafio de ser mecânico quando a maioria das empresas é familiar. Os riscos do negócio são grandes. É um desafio estar no negócio como dono da empresa. Muitas vezes a oficina tem excelentes profissionais e as dificuldades acabam tirando o brilho de nossos olhos. Como vender qualidade? Parar de vender mão de obra e passar a vender transformação, solução. Não somos simples apertadores de parafuso. Se o mercado todo subir de nível, todos passarão a confiar no mecânico”.
A partir daí, abriu-se espaço para as perguntas da plateia, que via de regra giraram em torno de três temas principais: regulamentação da categoria, formação de mão de obra e dificuldade com clientes mal intencionados.
Sobre a regulamentação da categoria, Mingau revelou que esteve envolvido com esse tema anos atrás. “Há movimentação da categoria para a regulamentação, mas por motivos políticos, houve um atraso no processo. Há 180 páginas para a regulamentação, que incluem a categorização das empresas. A primeira postura que todos devem ter é a ética humana. Se a pessoa for ética, será boa profissional. O projeto é pertinente, mas acredito mais na ética humana”, declarou. “Nós, os profissionais, temos uma força gigantesca. Dependemos só de nós, não de entidades. Valorizamos demais a opinião dos outros. Temos que aprender a olhar dentro de nós. Ética, caráter e dignidade. Não se preocupar com o que os outros pensam”.
Sobre formação de mão de obra, Pitucha afirmou que adotou um modelo diferente em sua empresa. “Só pegamos pessoas que nunca viram carro na vida. Investimos na formação e o modelo deu certo”. Já Fábio comentou que boa parte da formação dos profissionais é deturpada por fontes de informação sem credibilidade. “Hoje os profissionais estão se autodestruindo pela incapacidade de buscar informações técnicas de qualidade, preferindo consultar o Instagram ou o YouTube”.
Luciano, da AllVento, comenta sobre a dificuldade em buscar informação. “Lá fora a montadora é obrigada a fornecer a todos o manual de reparo. Uma concessionária de marca alemã pode atender um carro coreano porque o acesso é livre a esse material. No Brasil, não. A montadora é protegida por lei ao não dar acesso a essas informações. São restrições de propriedade intelectual. Se o brasileiro tivesse as informações liberadas, consertaria até foguete!”
Na lida com o cliente mal intencionado, Aline, da Giroflex, comenta como evitar esse problema. “Primeiro faço algumas perguntas. Analiso a pessoa que está entrando. Se desconfio do cliente, falo que a agenda está cheia, não consigo atender. Nós podemos escolher se atendemos ou não”.
Mingau também falou sobre “demitir clientes”, em um conceito bastante parecido com o de Aline. “Temos que ter responsabilidade com o veículo que admitimos em nossa oficina. Trabalhamos com vidas”, reforçou. Pitucha emendou: “se tenho um problema com um veículo em minha oficina, tenho que analisar como e por que aquele veículo entrou para isso não mais se repetir”. Fábio e Luciano concordaram com os colegas e com a importância de se trabalhar com ética e transparência, educando e selecionando os clientes para não admitir problemas para a oficina que não são seus.
Avanço de carros 100% elétricos no Brasil, nos próximos anos, estará concentrado no segmento de marcas premium cuja definição ultimamente vem apresentando certa elasticidade de interpretação, além de discussões intermináveis que pretendo abordar numa coluna futura.
A barreira do preço elevado para os elétricos ainda vai demorar para ser superada. Em mercados emergentes como o brasileiro é natural que clientes com dois ou mais carros na garagem tenham a iniciativa de sentir de perto a alta aceleração, ausência de ruídos e vibração, além, é claro, de uma pegada local amiga do meio ambiente, entre motor e rodas, pela zero emissão de CO2.
Também há a vantagem do baixo preço baixo da energia elétrica para recarregar a bateria, apesar de não existir garantia de que isso se manterá para sempre pelo que se observa hoje no exterior. Mudar a matriz energética para zero emissão de CO2 do poço à roda e criar uma rede capilar de recarga em estradas exigem investimentos de grande monta.
Marcas como Audi, BMW e Mercedes-Benz preveem que até 10% de todas as suas vendas em 2023, no Brasil, sejam de modelos elétricos a bateria (sem incluir híbridos comuns e/ou plugáveis). Cada uma delas terá de quatro a cinco modelos com essas características.
A Mercedes-Benz acaba de lançar três elétricos simultaneamente: EQA 250 (R$ 480.900), EQB 250 (R$ 502.900) e EQE 300 (R$ 709.900) já incluídos carregador de parede instalado e as três primeiras manutenções preventivas. Modelos elétricos estão isentos do imposto de importação de 35%. Os dois primeiros são SUVs de cinco e sete lugares, respectivamente, cujas arquiteturas derivam dos modelos com motor a combustão. O terceiro é um sedã equivalente ao Classe E, porém trata-se de desenvolvimento específico.
Primeiro contato com os três modelos foi bem curto e rápido no entorno do Parque Ibirapuera em São Paulo (SP). Os dois SUVs têm rodagem firme e agradável, acabamento e materiais no mesmo padrão elevado da marca, mas sentem a massa total de 2.040 kg (EQA) o que afeta o desempenho, em especial o EQB (2.110 kg). Ambos têm o mesmo motor de 190 cv de potência e 39,2 kgf.m de torque.
O sedã médio-grande EQE 300 de 245 cv e 56,1 kgf.m vai bem melhor no para e anda do trânsito com acelerações mais fortes, apesar dos 2.380 kg de massa. Apresenta quadro de instrumentos e tela multimídia com mais recursos tecnológicos, além de vários comandos no volante de três raios vazados. A distância entre eixos de nada menos que 3.120 mm (10 mm superior ao Classe S) proporciona espaço extraordinário para as pernas de quem senta no banco traseiro.
Outro SUV interessante é o iX3 (R$ 475.950) cedido pela BMW para avaliação por cerca de uma hora em estradas na Grande Campinas (SP). Versão elétrica do X3 tem 286 cv, 40,8 kgf.m e 2.185 kg de massa. Tração traseira e comportamento mais agradável em curvas que o EQA de tração dianteira, além de melhor desempenho. Na viagem a regeneração de frenagem dispensou totalmente o uso dos freios. Isso é comum em trânsito urbano, porém em estradas é necessário manter um pouco mais de distância do veículo à frente e o sensor de radar do carro também ajuda.
BYD produzirá elétricos e híbridos na Bahia
Os rumores já existiam, porém no último dia 28 o governo baiano anunciou um protocolo de intenções com a chinesa BYD para começar a produzir chassis de ônibus e caminhões elétricos a partir de 2024. Haverá subsídios estaduais por 10 anos. Mesmo sem pormenores é fácil concluir que SUV e picape elétricos, além de híbridos plugáveis, estão previstos para 2025. Desde o começo deste ano comenta-se que parte das instalações da Ford, em Camaçari (BA), onde se produziam Ka e EcoSport até o início de 2021, seria a base de uma segunda operação da BYD no Brasil. A empresa produz ônibus elétricos em Campinas (SP) desde 2015 com baixo índice de conteúdo local e em volume quase simbólico.
Como sempre acontece nesses casos, a marca (ainda) não confirmou que produzirá veículos leves na Bahia. Muito menos a Ford se pronunciou, mesmo porque as instalações e o parque de fornecedores em volta da fábrica inaugurada há 21 anos são bem maiores do que as necessidades da BYD e ainda restará uma grande área industrial. O acordo com o governo baiano inclui a produção de ônibus elétricos para as regiões Nordeste e Norte.
Por que motivo haveria duas fábricas de ônibus? A prefeitura de São Paulo anunciou no mês passado que novos ônibus a diesel não poderão circular e serão substituídos por elétricos. Por motivo de escala produtiva, é provável que tudo fique concentrado mesmo em Camaçari.
Híbridos flex são prioridades de Stellantis e VW
O etanol está na rota de alternativas para o Brasil como uma transição dos motores a combustão para os elétricos. Stellantis e Volkswagen confirmaram que os planos estão em marcha durante o Congresso Autodata Perspectivas 2023, que se encerrou em 28 de outubro. A tecnologia não esconde segredos, mas se trata de decisão estratégica. Afinal, um híbrido flex abastecido com etanol produzido no Brasil apresenta emissões de CO2, quando se calcula o ciclo do poço à roda, bem abaixo de um carro 100% elétrico fabricado hoje na Europa com a matriz energética existente no continente.
Antônio Filosa, CEO da Stellantis, afirmou que o etanol exige menos investimentos por parte das fabricantes, dos fornecedores e do próprio governo e com resultados muito positivos para o meio ambiente. A tecnologia híbrida flex pode ser exportada para países vizinhos e outros continentes, em especial para a Índia, que é grande produtora de cana-de-açúcar e já tem etanol disponível.
O presidente da VW, Ciro Possobom, defende igual ponto de vista e anunciou que este mês será inaugurado o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocombustíveis, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
Quanto à expansão do mercado interno de veículos leves em 2023 o presidente da Renault, Ricardo Gondo, espera crescimento de 5% a 10%. Confirmou um novo SUV produzido no Brasil com a mesma arquitetura CMF-B hoje existente na Europa e a produção aqui do motor 1-litro turbo. Este será flex, embora não tenha entrado em pormenores.
Corpo de borboletas (TBI) sujo dá muita dor de cabeça, mas uma limpeza feita incorretamente pode ser pior ainda; saiba o que levar em consideração antes de seguir com o procedimento
Artigo por Fernando Landulfo
Desde os primórdios da introdução da injeção eletrônica na frota nacional, nos tempos do LE-Jetronic e do Multec 700 (injeções adoradas por uns e amaldiçoadas por outros), sabe-se que o corpo de borboletas (TBI) é uma peça-chave para o bom funcionamento do sistema. E não é por acaso. Afinal de contas, ele é o responsável pelo controle da quantidade de ar ou mistura (dependendo da configuração do sistema) que adentra ao motor, conectando-se a todas as fases de funcionamento.
Logo, se focarmos apenas na parte mecânica, é fácil concluir que qualquer folga excessiva, emperramento ou entupimento vai provocar mau funcionamento do veículo. A situação é ainda pior com as injeções mais modernas, onde a borboleta de aceleração e o controlador de marcha lenta são acionados por servo motores.
É simples: basta manter o conjunto sempre limpo e lubrificado. Isso seria muito fácil se o mesmo não operasse em um local onde fica sujeito à contaminação, seja por impurezas externas – no caso de baixa eficiência do filtro de ar, ou vapores de óleos lubrificantes oriundos do sistema de ventilação do cárter.
Esse material se deposita progressivamente no interior do componente e o resultado é um tipo de “borra” preta, conhecido pelo mercado como “carbonização”. Há casos em que o fluido de arrefecimento circula no interior do TBI e a falta de aditivação do mesmo pode provocar corrosão do sistema de arrefecimento, cujos resíduos podem entupir as galerias.
Depois de um certo tempo, esse material indesejado – além de gerar os já citados entupimentos em furos calibrados e galerias internas – pode provocar o emperramento do eixo da borboleta e o mal assentamento da mesma na sua sede (quando pertinente). Sim, do mesmo jeito que ocorria no velho carburador! E, junto com toda essa sujeira, aparecem os indesejados sintomas.
Nessa situação, o “Guerreiro das Oficinas” fica diante de um impasse: limpar ou substituir o componente?
Ao contrário do carburador, onde os fabricantes recomendam periodicamente uma desmontagem completa, limpeza e revisão do componente, no caso do TBI não existe uma regra única. Cada montadora e sistemista adota os seus próprios procedimentos.
O ideal é seguir rigorosamente as recomendações de cada fabricante.
No entanto, na realidade do “chão da oficina”, isso nem sempre é possível devido a um fator importante: o custo.
E, na hora de tomar uma decisão a respeito, o mecânico precisa fazer algumas ponderações:
a) Tenho literatura técnica adequada?
b) Tenho ferramental e materiais adequados?
c) Já fiz isso ou sei de alguém que já o fez com sucesso?
d) Vale a pena o risco?
Tomada a decisão de seguir em frente com a tarefa, é preciso ter em mente que:
Os TBIs modernos (drive by wire) possuem muitos agregados eletrônicos, inimigos ferrenhos de umidade. Portanto, água, nem pensar!
Em sua maioria, os produtos de limpeza são compostos por solventes poderosos. Cuidado com o uso deles em materiais plásticos. Muitos deles não são vendidos separadamente e apenas um dano pode significar a troca de todo o conjunto.
Muitas das folgas envolvidas nos componentes são de ordem na grandeza de milésimos de milímetros. Logo, é preciso muita cautela ao escolher os abrasivos de limpeza: lixas, escovas, esponjas abrasivas etc. Uma vez alteradas, não podem ser restituídas.
Muitos dos TBIs possuem ajustes de posição inicial feitos em bancadas e não podem ser reproduzidos sem a utilização de equipamentos especializados (bancadas de fluxo). Isso sem citar os pequenos e delicados componentes que não são vendidos separadamente. Cuidado na hora de desmontar!
O mecânico deve estar ciente dos riscos envolvidos: peça danificada é peça a ser reposta!
Fundada em 1996 na China e presente no Brasil desde 2010, a Yiming Parts possui filiais instaladas em diversos países, e oferece ao mercado de reposição de autopeças aplicações de bombas d’água, amortecedores, juntas homocinéticas e terminais, entre outros, para veículos leves, picapes, vans e utilitários. O Diretor Presidente da Yiming Brasil, Liting Wu, comenta sobre os desafios e a importância do mecânico independente para a empresa.
Por Fernando Lalli
REVISTA O MECÂNICO: Como a Yiming Parts está estruturada hoje e há quanto tempo a empresa está no Brasil?
LITING WU: A fábrica matriz da Yiming foi fundada no ano de 1996 na China, com foco principal em atender os mercados latino-americano, europeu e asiático. Temos filiais em Dubai, Austrália e Brasil. A Yiming Brasil já está atuando há 12 anos e temos planos em crescer cada vez mais no mercado brasileiro.
REVISTA O MECÂNICO: Quais linhas de peças compõem o portfólio da Yiming no Brasil?
LITING WU: A Yiming originalmente veio para atuar na venda de alguns componentes para suspensão, motor e transmissão (bomba d’água, suportes de filtro de combustível, amortecedor, pivô, terminais e juntas homocinéticas). Mas com o tempo, e enxergando as necessidades do mercado brasileiro, fomos aumentando o nosso leque de produtos e começamos a comercializar bandejas, sensores, amortecedores de porta-malas, eletroventiladores, cruzetas, flexíveis de escapamento, acendedor de cigarro, entre outros itens.
REVISTA O MECÂNICO: Para a Yiming, qual a importância do mecânico independente? A empresa vê o mecânico como um fator de decisão na escolha da peça a ser aplicada no veículo?
LITING WU: Para a Yiming, o mecânico independente é um parceiro estratégico muito importante e também um de nossos principais consumidores. Grande parte dos brasileiros tem um mecânico de confiança, a quem terceiriza boa parte das decisões sobre a reparação do seu veículo. Com certeza a palavra do mecânico tem um peso gigantesco na decisão final do cliente quando está no balcão de uma autopeça. Afinal, o mecânico é quem conhece a qualidade dos produtos que utiliza, e quem melhor poderia indicar a fabricante certa para o seu cliente? Por isso, a Yiming foca totalmente na qualidade do seu produto para que, na hora da aplicação, o especialista note a diferença e tenha confiança em indicar nossa linha de produtos para os seus clientes.
REVISTA O MECÂNICO: Como a Yiming estuda o mercado de reposição para buscar novas oportunidades de aplicações de peças?
LITING WU: Nosso maior foco é atender às principais necessidades dos nossos clientes. Estamos atualmente no meio de um processo de desenvolvimento de novos produtos. Dentro desse processo, nosso primeiro passo foi falar com o time comercial da Yiming: são eles que estão mais próximos dos clientes e conhecem suas dores. A necessidade do lojista naturalmente se torna a necessidade do mecânico independente. Com as novas aplicações definidas, é a hora de estudar o mercado. Aqui entra o estudo da viabilidade econômica, que determina os custos e projeções de retorno sobre o investimento, e também a análise do segmento e concorrência. O que podemos dizer agora é que a Yiming vai trazer diversas novidades em sua linha de produtos, e abranger ainda mais o mercado brasileiro de reposição com a qualidade, tecnologia e inovação de sempre.
REVISTA O MECÂNICO: A pandemia ainda não acabou, mas, no Brasil, o mercado de reposição de autopeças atravessou esse momento histórico mostrando força. Como foi esse período para a Yiming e o que a empresa espera do aftermarket automotivo para o restante de 2022?
LITING WU: Quando começou a pandemia, não só o mercado de autopeças, mais sim todas as atividades econômicas, sofreram um forte impacto logo no primeiro semestre. Com isso, começamos a nos preocupar com a saúde, tanto com a nossa equipe quanto as equipes dos nossos clientes. Distribuímos cerca de 500 mil unidades de máscaras descartáveis, tótens de álcool gel e frasquinhos de álcool para ajudar os nossos parceiros a se prevenirem, e juntos passamos dessa fase difícil! Em 2022, de fato, a pandemia ainda não acabou, mas conseguimos manter resultados bastante positivos mesmo que tenhamos passado por uma tragédia horrível. Graças à nossa equipe e nossas parcerias, conseguimos passar por essa situação difícil, e esperamos que durante o restante de 2022 continuemos enfrentando novos desafios e crescendo juntos!
No mês de agosto, o Brasil atingiu a marca de 100 mil eletrificados emplacados; até 2030, deve ultrapassar os 900 mil
Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no primeiro semestre de 2022, o mercado de eletrificados brasileiro cresceu 47% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No último mês de agosto, o país bateu o número de 100 mil eletrificados emplacados. Desse total, cerca de 83% são de modelos híbridos. Previsões indicam que esse número deve continuar subindo, chegando próximo de um milhão de veículos em 2030.
Em linha com os avanços da tecnologia de eletrificação dos carros, as empresas automobilísticas desenvolvem produtos específicos para melhorar o desempenho e gerar uma vida útil estendida aos modelos híbridos, como é o caso da indústria de lubrificantes.
Para o engenheiro mecânico da YPF Brasil, Pablo Bueno, o desenvolvimento de novos produtos da vertente elétrica é essencial para o avanço da categoria no Brasil. “O número de carros eletrificados está crescendo, principalmente o de carros híbridos. Desenvolver produtos como os óleos lubrificantes para esse nicho, aumenta a confiança do brasileiro na hora de comprar um modelo híbrido”, explica.
Atualmente, os lubrificantes para motores híbridos apresentam viscosidade baixa, como 5W-30, 0W-20 ou até mesmo um 0W-16. Eles carregam funções muito similares aos lubrificantes utilizados em motores a combustão como limpeza, redução de desgaste e controle de temperatura.
Um dos resultados nos motores híbridos é a economia e redução de emissão de poluentes na atmosfera. Nesse sentido, o mercado apresenta uma tendência de redução de motores de maneira geral, seja híbrido ou não. Essa redução é chamada de downsizing, os motores são menores, mas há boa entrega de potência através dos turbocompressores. Essa tendência também foca na economia de combustível e redução de impactos ambientais.
“Aos condutores, os motores híbridos oferecem uma experiência de uso diferenciada em relação aos motores puramente a combustão. Eles sentirão a diferença no bolso”, comenta o engenheiro mecânico.
São três as categorias de motorização de eletrificados no Brasil e cada uma possui uma especificação diferente:
HEV - elétricos híbridos: Carros com motor a combustão e motor elétrico alimentado por baterias, carregado pela própria energia cinética do veículo.
PHEV - híbridos plug-in: Carros com motor a combustão e motor elétrico alimentado por bateria, carregado por energia elétrica.
BEV - elétricos à bateria: Carros com um motor elétrico alimentado por bateria, carregado por energia elétrica.
Nas motorizações híbridas, o óleo lubrificante percorre todas as partes do motor que são desenvolvidas para combustão e cada montadora imprime exigências específicas para determinada aplicação. Nesse sentido, a YPF Brasil desenvolveu três produtos específicos da linha Elaion Auro para a categoria de híbridos, sendo eles: Elaion Auro DPF 530, Elaion Auro D1 530 e Elaion Auro D1 020.
No ar há quatro meses, ferramenta de busca digital oferece segurança para que usuário compre peças de veículos de boa procedência
Implementado em junho pelo Detran.SP, a ferramenta digital “Peça Legal”, criada pelo Detran.SP para combater o comércio de componentes provenientes de furto ou roubo de veículos no Estado de São Paulo, completa quatro meses com 5,7 milhões de peças registradas no sistema. A ferramenta online mostra se o produto desejado pelo cidadão possui procedência e originalidade. Assim, o usuário tem a garantia de que o produto é legal.
Com a nova funcionalidade, o departamento de trânsito registrou também um aumento de 1.905% na busca de peças pelas plataformas online. Somente neste ano, 407.337 cidadãos utilizaram os canais eletrônicos(www.detran.sp.gov.brou app do Poupatempo) para buscar peças veiculares. Em 2021, 20.513 pessoas procuraram o serviço.
“Queremos oferecer mais segurança para o cidadão. O objetivo é que o usuário da funcionalidade tenha garantia de que a peça veicular é legal. Este é o objetivo do aplicativo: disponibilizar peças de boa procedência e oferecer um sistema cada vez mais informatizado”, afirma o diretor-presidente do Detran.SP, Neto Mascellani.
Ao comprar peças cadastradas nessas empresas, além de ter a segurança de adquirir produtos de origem legal, o cidadão ajuda a combater o comércio de itens que são frutos de furto ou roubo de veículos e assegurar que empresas idôneas continuem atuando no mercado. Em caso de irregularidades, o cidadão pode colaborar com a fiscalização denunciando desmanches clandestinos à Ouvidoria do Detran.SP, pelo portal www.detran.sp.gov.br, na área de “Atendimento”.
Como funciona?
Para realizar a pesquisa, é necessário acessar o portal do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) ou aplicativo do Poupatempo Digital, disponível para celulares com sistema operacional Android ou iOS. A pesquisa pode ser feita por tipo de veículo, como automóvel, motocicleta, caminhão e ônibus.
Basta centralizar o código disponível no componente no meio da tela do celular ou do tablet para obter informações de cada peça. A verificação exibe o tipo, a marca, o modelo e o ano do veículo, além de identificar qual a empresa registrada que oferta a peça.
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