Motor: Manutenção do motor B4D LS 1.0 3-Cilindros do Renault Kwid (Parte 2)

Foto de abertura - Motor Renault Kwid (Parte2) ed.345

Veja na segunda parte desta reportagem sobre o motor Renault B4D LS presente no subcompacto Kwid quais são as diferenças técnicas dele para o B4D HS que está nos modelos Sandero e Logan

texto Vitor Lima   fotos Fernando Lalli

Após a desmontagem do motor Renault B4D LS, que está presente no Renault Kwid, conforme demonstrado na edição nº344 (dez/2022) da Revista O Mecânico, vamos mostrar na segunda parte da reportagem suas principais diferenças mecânicas conceituais em relação ao motor B4D HS, que está presente nos modelos Sandero e Logan. Em termos técnicos, os dois motores são da mesma família BR10DE Renault, com três cilindros, 12 válvulas, duplo comando de válvulas (DOHC) e bloco em alumínio. Mas ambos possuem nomenclaturas, especificações e construções diferentes.

A principal diferença entre os dois motores é a presença de variação de fase nos dois eixos comandos de válvulas do B4D HS, que comercialmente possui o nome SCe 1.0. Este motor está presente no Sandero e Logan e possui o código BR10DE HighSpec Flex Fuel X52. A potência declarada pela Renault é de 82/79 cv (E/G) aos 6.500 rpm e torque de 10,5/10,2 kgfm a 3.500 rpm. Sua taxa de compressão é de 12:1 e a relação diâmetro x curso de seus pistões é de 71 x 84,1 mm.

Já o motor presente no Renault Kwid, o B4D LS, possui nomenclatura BR10DE LowSpec Flex Fuel XBB. Projetado especificamente para o subcompacto, tem duas especificações de potência. Entre 2017 e 2022, as unidades desenvolviam 70/66 cv a 5.500 rpm e 9,8/9,4 kgfm a 4.250 rpm.

Com o conjunto de normas de emissões do Pro conve L7 que entraram em vigor em 2022, a Renault precisou realizar uma alteração no motor para atender as normas vigentes. “Alterações que não são na construção do motor, a construção é a mesma, mas algumas alterações para atender as normas de emissões LEV7”, explica o instrutor da Renault Academy Brasil, Ricardo Ribeiro.

A partir do ano/modelo 2022/2023, graças à recalibração, o motor LS passou a gerar potência de 71/68 cv e torque de 10,0/9,4 kgfm. Sua taxa de compressão é 11,5:1 em ambas as configurações, embora possua a mesma relação diâmetro x curso de pistões da variante HS.

Vale ressaltar que o Kwid também tem um câmbio manual especificamente dimensionado para ele, o SG1, enquanto Sandero e Logan compartilham a caixa JHQ (capaz de suportar maior torque) com outros modelos da linha Renault.

Foto 2 - Motor Renault Kwid (Parte2) ed.345

Principal diferença mecânica entre os dois motores é o sistema de variação de fase em ambos os eixos comandos de válvulas do motor B4D HS de Sandero e Logan (acima); no LS (Kwid), a fase é fixa

O lubrificante homologado no Brasil para uso em ambos os motores é o de viscosidade SAE 10W-40 com classificação de desempenho ACEA A3/B4 e/ou que atenda à norma Renault RN0700. Atualmente, o óleo do primeiro enchimento na fábrica é fornecido pela Castrol, enquanto o disponível no varejo pela Motrio (marca da Renault para componentes no mercado de reposição) é produzido pela Iconic Lubrificantes (Havoline).

Uma semelhança entre os dois motores é a ordem de ignição 1-2-3. O primeiro cilindro destes motores é contado a partir do lado mais próximo da distribuição, diferentes do convencional entre as linhas francesas que geralmente contam o primeiro cilindro sendo o mais próximo do lado do volante do motor.

DIFERENÇAS MECÂNICAS EM DETALHES

A primeira diferença conceitual é no sistema de sincronismo. As polias de acionamento do eixo comando de válvulas do motor B4D HS são variáveis (1), o que possibilita adiantar ou atrasar o tempo de abertura das válvulas tanto para admissão quanto para exaustão. Já o motor B4D LS não possui polias variáveis nos comandos de válvulas (2), dessa maneira, a fase das válvulas é fixa.

(1) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(2) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

A corrente de sincronismo do motor HS se assemelha com uma corrente de moto convencional (3), possuindo design construtivo parecido na junção dos elos e conexão com os dentes das engrenagens do comando de válvulas.

(3) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

O sincronismo do motor LS possui corrente com características de construção diferente, para que ela proporcione menor nível de ruído em conjunto com os dentes da engrenagem do comando de válvulas (4).

(4) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Lado a lado é perceptível a diferença entre as duas correntes de sincronismo. Desta maneira, é possível entender que não há intercambialidade entre esses componentes. Do lado esquerdo está a corrente de sincronismo silenciosa, destinada ao motor B4D LS e do lado direito, a corrente do motor B4D HS (5). Ambas possuem suas marcações em alguns elos da corrente para que seja feita a montagem correta e o motor esteja em sincronismo.

(5) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Os apoios das correntes também possuem diferenças construtivas do motor B4D HS (6) para o motor B4D LS (7). Os apoios do motor LS são maiores do que os do motor HS e os materiais plásticos em conjunto com o design dos apoios são diferentes.

(6) Diferenças mecânicas em detalhes ed345

(7) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

A engrenagem de acionamento do virabrequim do motor B4D HS possui 4 chanfros (8) e coroa diferentes para engrenagem do motor B4D LS, este que possui apenas 2 chanfros (9) e coroa para conexão com a corrente. O perfil dos chanfros de cada polia permite o correto encaixe para o acionamento da bomba de óleo, que fica montada na tampa do sincronismo, como veremos mais tarde.

(8) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(9) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

No que diz respeito à lubrificação da corrente de sincronismo, o motor B4D HS possui um injetor de óleo pequeno (10) que está fixado no bloco do motor e apontado para a corrente. Esse injetor de óleo trabalha em conjunto com o sistema de lubrificação, pois está ligado no mesmo circuito, auxiliando na lubrificação da corrente. A variante LS não possui este injetor.

(10) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Vale ressaltar a importância do óleo que deve ser utilizado seguindo as recomendações do fabricante, as especificações de classificação SAE de viscosidade e as normas necessárias para atender as exigências da fabricante do motor.

A capacidade máxima de óleo permitida pelo cárter do motor HS é de 3 litros. Para o motor LS, a capacidade é maior: 3,4 litros. Ambos, sem contar com o filtro de óleo.

Sobre o consumo de óleo, a Renault admite no máximo 0,5 litros a cada 1 mil quilômetros. Porém, mesmo um consumo constante nesta faixa limite denota anomalia de funcionamento de deve ser diagnosticada.

As tampas de sincronismo também são diferentes (11). Em ambos os casos, a bomba de óleo é fixada à tampa e não há intercambialidade. O motor HS tem duas eletroválvulas em suas extremidades que fazem o controle da passagem do óleo por dois chanfros (12). Esses chanfros estão no nível das polias do comando de válvulas, tendo a função de realizar o adiantamento ou atraso dos dois comandos.

(11) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(12) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

É possível perceber a diferença nos encaixes das polias de acionamento da bomba de óleo entre as duas peças. O motor HS possui encaixe com perfil quadrado, para os quatro chanfros (13), e o motor LS dispõe de encaixe com apenas duas faces retas do componente (14), uma vez que a polia tem apenas dois chanfros.

(13) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(14) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

A bomba de óleo do motor HS possui uma válvula termostática que tem a função de acionar a variação da pressão do óleo por meio da temperatura. Nesse caso, quando o motor está sendo menos exigido, em marcha lenta por exemplo, há menor impacto da bomba de óleo na movimentação do conjunto do motor (15).

(15) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Ricardo Ribeiro explica o funcionamento desse sistema. “No motor HS tem a variação do volume/pressão de bomba de óleo. Em certos momentos a bomba de óleo não é necessária em plena carga para mandar toda a vazão para o motor. Em marcha lenta não precisa de toda a potência que ela emite. Então ela trabalha a partir de uma válvula termostática para diminuir essa pressão e essa vazão e não ‘pesar’ tanto o motor. Desta maneira ela ‘devolve’ de certa forma aquela potência que a bomba ‘rouba’”, conclui. O especialista comenta que essa válvula termostática não possui nenhum tipo de pilotagem eletrônica.

Caso ocorra algum tipo de travamento dessa válvula termostática do óleo do motor HS, ela não travará fechada, mas sim, aberta, com o maior nível de vazão. Se ocorrer algum problema que haja necessidade da substituição do componente, não é possível substituir apenas a válvula termostática, pois, segundo o instrutor da Renault Academy Brasil, não há reparo para este componente. Assim, é necessária a substituição da tampa frontal por completo.

No motor LS (Kwid), não existe tal sistema para a bomba de óleo. Desta forma, sua pressão se mantém fixa (16). Em caso do motor B4D LS perder pressão de óleo enquanto estiver em funcionamento, o motor para de funcionar automaticamente por causa de uma estratégia do calculador de injeção, para evitar quaisquer tipos de dano que o motor possa sofrer.

(16) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

ALTERAÇÕES NO CABEÇOTE

Partindo para as tampas plásticas do cabeçote, a primeira diferença é a abertura na lateral da tampa, destinada às polias do eixo de comando variável existentes no motor HS (17). Este motor possui dois sensores de fase, o primeiro para o comando de admissão (18) e o segundo que é destinado ao comando de escape (19).

(17) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(18) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(19) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Vale lembrar que uma vez retirada, a tampa plástica do cabeçote precisa ser substituída, pois a tampa é vedada por meio de junta líquida. Para desmontagem da tampa há necessidade da utilização de ferramenta especial para que realize um corte nessa camada de cola. Com isso, a Renault não garante que após uma remoção a face de assentamento do cabeçote com a tampa não sofra nenhum tipo de deformação.

Na tampa de válvulas do motor LS, como as polias para o eixo comando de válvulas não são variáveis e possuem espessura menor, a tampa não possui a abertura como o motor HS e a lateral é fechada (20). A tampa tem apenas o sensor de fase do motor, que é destinado ao comando de escape (21).

(20) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(21) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Os cabeçotes entre os motores são diferentes e ambos possuem uma tolerância máxima para retirada de material. Para os dois motores a deformação máxima permitida do plano de junta é de 0,03 mm. A altura mínima permitida pelos dois motores deve ser de 93,03 mm.

BLOCO, PERIFÉRICOS E IMPOSSIBILIDADE DE RETÍFICA

Outro componente que possui diferença é o coletor de escape de cada motor. Para o coletor do HS há integração com o cabeçote do motor (22), sendo o encaixe do catalisador fixado diretamente no cabeçote (23). “Isso ajuda a melhorar o fluxo para os gases escoarem do motor”, explica Ricardo Ribeiro.

(22) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(23) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Já o coletor de escape do motor LS é um componente único com o catalisador (24) e não é integrado no cabeçote do motor como no motor HS. A fixação para o motor LS é facilmente distinta do HS, possuindo quatro parafusos prisioneiros, além da necessidade de utilização de uma junta de fixação para instalação do coletor no motor (25).

(24) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

(25) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Para ajudar no arrefecimento do óleo do motor HS, há um trocador de calor que fica na lateral do motor (26). Esse trocador de calor utiliza o fluido de arrefecimento para ajudar nessa troca de temperatura. O motor LS não possui o trocador de calor.

(26) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

O período de substituição do líquido de arrefecimento em ambos os casos é a cada 80 mil km ou 4 anos, o que ocorrer primeiro.

Apesar dos pistões possuírem diâmetros próximos, os componentes não são intercambiáveis. Para o motor B4D HS, os pistões estão entre 70,933 mm e 70,947 mm, enquanto a medida dos pistões do B4D LS é de 70,958 mm (+/- 0,009 mm). Não existe sobremedida de pistões prevista pela fabricante do motor (27).

(27) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

Por causa da construção do motor B4D LS, não há possibilidade de retificar as camisas dos pistões, pois, o bloco e os cilindros são usinados de maneira conjunta, sem “encamisamento”. Além disso, há uma camada de um material chamado DLC (“diamond like carbon”) (28) nas camisas dos pistões que não pode ser “reposto” se for removido com o desbaste do torno. “DLC é um tratamento para deixar a peça com maior dureza e menos atrito”, explica Ricardo. Segundo o instrutor da Renault, quando o mecânico tenta realizar a retifica nesse motor, na verdade ele está alterando as propriedades do material e o motor não vai funcionar da mesma forma.

(28) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

As referências de bielas e virabrequim (29) também mudam entre os motores HS e LS e, em ambos os casos, também não há sobremedidas previstas pela Renault para retífica.

(29) Diferenças mecânicas em detalhes ed.345

 

 

 

 

 

 

 

 

SEG Automotive lança catálogo online para reposição

SEG Automotive lança catálogo online para reposição
SEG Automotive lança catálogo online para reposição – Foto:divulgação/ SEG Automotive

Ambiente digital promete facilitar busca por peças de reposição da SEG Automotive 

 

Especializada em componentes de carga e partida, a SEG Automotive anunciou o lançamento do seu catálogo online de peças para reposição. A iniciativa tem como objetivo facilitar a busca pelos produtos, tornando o processo mais simples e rápido para os mecânicos. As soluções disponíveis no portfólio online atendem veículos de passeio, comerciais e off-road.  

 
Dentre os itens disponíveis, a empresa destaca os alternadores de alta eficiência, motores de partida que possuem a tecnologia para stop-start, além do Boost Recuperation Machine, que transforma qualquer mecanismo de combustão interna em híbrido.  

O catálogo está disponível para Android, IOS e também para computadores com o sistema operacional Windows. Para fazer o download, clique aqui. 

Calmon | Novo Civic está entre os melhores híbridos do mercado

 

O Civic tem uma trajetória longa no mercado brasileiro no qual a quinta geração começou a ser vendida em 1992, ainda importada. Foi fabricado no Brasil entre outubro de 1997 e dezembro de 2021. Sempre teve uma acirrada disputa no mercado dos médios-compactos em especial com o Corolla, que acabou vencendo a parada. Ainda assim, o Civic está de volta ao Brasil praticamente um ano depois, agora vindo da Tailândia e sujeito ao alto imposto de importação de 35%.

A Honda podia ter optado apenas pela versão a combustão, ainda em linha no exterior, porém preferiu oferecer tecnologia avançada e menor emissão de gases. Assim chega o híbrido padrão (não plugável) pelo preço elevado de R$ 244.900. O concorrente mais direto, Corolla Altis Premium Hybrid 1.8, custa R$ 193.690 ou 20% mais barato. Ocorre que o Civic é mais equipado, a começar por itens de segurança: oito airbags contra sete do concorrente.

A lista a favor do Civic é longa e apontada pelo site de comparação Carros na Web: banco dianteiro de regulagem elétrica também para o passageiro, saída de ar-condicionado para o banco traseiro, monitoramento de pressão dos pneus, indicador de fadiga, alerta de ponto cego e câmera no espelho direito, luz no porta-luvas, freio de estacionamento eletromecânico com auto-hold (ativação automática), partida remota do motor, sistema de som Bose de 12 alto-falantes e subwoofer, chamada de emergência, informação e visão remota do veículo por aplicativo e anulação eletrônica de ruído interno.

Já o Corolla oferece a mais alarme antifurto volumétrico, luz traseira de neblina, termômetro de água e airbag de joelho. Difícil avaliar precisamente as diferenças no preço final, mas dá para estimar algo perto de 10% (ou menos) se ambos oferecessem os mesmos recursos. Mesmo porque a diferença a favor do Civic se amplia com desempenho muito melhor, além de itens de segurança ativa a exemplo de vetorização de torque e mitigação de evasão de pista.

Depois de uma primeira avaliação, o que mais se destaca no Civic é o comportamento de um carro elétrico, mesmo sendo um híbrido padrão. O motor elétrico principal tem 184 cv/32.1 kgf.m e atua na maior parte do tempo. O motor a combustão somente a gasolina – 2 litros (ciclo Atkinson), 143 cv/19,1 kgf.m – funciona tanto como gerador para carregar a bateria quanto para ajudar no desempenho principalmente na estrada quando atua sozinho. Há ainda o motor/gerador que recarrega a pequena bateria de íons de lítio (1,05 kWh) sob o banco traseiro. Para quem aprecia o som de um motor convencional pode-se ouvi-lo por meio de alto-falantes e inclusive simulação de passagem de marchas mesmo no modo 100% elétrico.

A velocidade máxima é limitada a 180 km/h, mas as acelerações são fortes. Embora a Honda não divulgue aqui, em qualquer site da própria marca na Europa o tempo de 0 a 100 km/h é informado em 7,9 s (Corolla, em 12 s, bem mais lento). Consumo um pouco melhor frente ao rival: urbano, 18,3 km/l; rodoviário, 15,9 km/l. Alcance no caso do Toyota é um pouco maior – 770 km (urbano) e 662 (rodoviário) – pelo volume do tanque maior (43 l x 40 l).

Esta 11ª geração do Civic cresceu 35 mm na distância entre-eixos (2.735 mm). Espaço para pernas, ombros e cabeças está dentro da média do segmento, na frente e atrás. Capô ficou mais longo e baixo, para-brisa dianteiro um pouco menos inclinado e traseira de linhas mais limpas com porta-malas de 495 litros (antes 525 litros). Teto solar ´r de série.

Dirigibilidade sempre foi um dos pontos altos do Civic e assim permanece: suspensão dianteira McPherson e traseira multibraço, direção precisa e boa definição de centro. Freios corretamente dimensionados transmitem sensação de segurança. Visibilidade à frente melhorou nesta geração. Um recurso interessante para os dias de chuva: os esguichadores de água estão agora acoplados às palhetas do para-brisa com limpeza mais eficiente.

 

ALTA RODA

JETTA GLI recebeu mais equipamentos desde que voltou a ser vendido no Brasil em abril do ano passado. VW acrescentou mais nove itens de segurança, a partir de dezembro último. Entre os principais destacam-se o detector de pedestre com frenagem autônoma e o assistente de condução ativo que mantém o carro no centro da faixa de rolagem, além de configurar velocidade e distância do veículo à frente. O sedã médio-compacto tem ótimo comportamento dinâmico, destacando-se o desempenho do motor 2-litros/231 cv/35,7 kgf.m. É o mais rápido deste segmento e com a caixa de câmbio automatizada de sete marcas acelera de 0 a 100 km/h em 6,7 s. Já o preço realmente deixa de empolgar: R$ 226.290. O modelo vem do México, portanto isento de imposto de importação. Apesar de bem equipado e ter boa central multimídia para Android Auto e Apple CarPlay, os materiais de acabamento deveriam melhorar.

MERCADO de autopeças está cada vez mais concorrido em razão de a frota rodante ter começado a envelhecer, invertendo a tendência consolidada pelo menos nos últimos 15 anos. A Takao, apesar de um nome japonês, é 100% brasileira e atua de forma diferente. Especializada em peças de motor como pistões, anéis de segmento, bronzinas e comandos de válvula projeta esses itens no Brasil e manda fabricá-los no exterior (China, Índia e Taiwan). Consegue assim importá-los com preços competitivos para 1.200 tipos de motores de automóveis e comerciais leves (inclusive picapes médias). Seu portfólio inclui 6.300 itens e também componentes para veículos importados.

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Controil lança itens de freio e transmissão na reposição

 

Controil lança itens de freio e transmissão na reposição
Controil lança itens de freio e transmissão na reposição – Foto: divulgação/Controil

Novos produtos atendem aos veículos Hyundai HB20, Volkswagen Amarok e Agrale Marruá 

 

A Controil anunciou o lançamento de três novos produtos em seu portfólio para atender ao aftermarket brasileiro, ampliando a cobertura da empresa para a frota circulante no país. As novas peças são o cilindro-mestre de embreagem para veículos Agrale Marruá, reparo de vedação da pinça para modelos Volkswagen Amarok e mangueira do filtro de ar para HB20.  

 
O código C-2640, cilindro-mestre de embreagem, tem aplicação para os veículos Marruá Agrale modelos 2006 até 2015. O código C-1502, kit de reparo de vedação de pinça, é disponibilizado com mais de dez aplicações para os modelos Volkswagen Amarok. Já o C-9040, mangueira do filtro de ar, é voltado ao Hyundai HB20 modelos de 2020 a 2022.  

Jurid investe no crescimento do seu portfólio de produtos

Jurid investe no crescimento do seu portfólio de produtos
Jurid investe no crescimento do seu portfólio de produtos – Foto: divulgação/Jurid

 

Objetivo da empresa é oferecer mais opções ao consumidor na hora de efetuar a manutenção no veículo 

 

Visando aumentar a oferta de produtos disponíveis ao consumidor, a Jurid tem investido no aumento da capacidade produtiva da fábrica localizada na cidade de Sorocaba/SP. Além da ampliação do portfólio, o crescimento também tem como objetivo a diversificação dos produtos, como pastilhas, sapatas, fluidos e lubrificantes para os freios, a fim de atender o aftermarket brasileiro. 

 Segundo a Jurid, a fábrica de Sorocaba/SP possui uma capacidade de produção que permite agilizar os lançamentos para levar novos itens ao mercado, é o que afirma o gerente geral da Jurid do Brasil, Luciano Costa. “Agilizamos os lançamentos para levar ao mercado novos itens para atender a evolução da frota circulante”, afirma Luciano.  

 Ainda segundo Luciano, a Jurid está sempre em busca de atualizações e crescimento do portfólio para atender os consumidores brasileiros. “A disponibilidade de itens para o mercado de reposição é essencial. Como especialistas em componentes para freios, procuramos oferecer portfólio atualizado e o mais completo. Para aproveitar as oportunidades, estamos focados em antecipar as necessidades do mercado”, complementa Luciano.  

Valvoline pretende intensificar contato com mecânicos em 2023

Valvoline pretende intensificar contato com mecânicos em 2023
Valvoline pretende intensificar contato com mecânicos em 2023 – Foto: divulgação/Valvoline

Objetivo da marca é levar informações técnicas sobre os produtos e prestar um melhor suporte através da iniciativa 

 

Após a participação em eventos de sucesso no ano passado, como o 5º Congresso Brasileiro do Mecânico, a Valvoline, pretende intensificar o contato com o mecânico no ano de 2023. Segundo a marca de lubrificantes automotivos, o objetivo é levar informações técnicas sobre suas aplicações, apresentando as atualizações que os produtos recebem e oferecer um melhor suporte aos profissionais da área. 

 
A empresa informou que além do Congresso Brasileiro do Mecânico, a Valvoline marcou presença também na última etapa do AMG Cup, campeonato de automobilismo, que aconteceu no mesmo dia da última corrida da Stock Car Pro Series. Na ocasião, os convidados puderam participar de um bate-papo com o mecânico e piloto, Nilson Patrone, e também com o gerente regional Sul da marca, Vinicius Alberti Patrone. 

 
Além da iniciativa focada na aproximação com os mecânicos, a empresa afirma também promover um trabalho contínuo de cooperação junto aos distribuidores das peças, realizando uma venda técnica de produtos como o Maxlife ATF CVT, por exemplo, e oferecer suporte através de treinamentos junto à rede de distribuição.   

Fras-le apresenta tendências e novas tecnologias para frotistas

Fras-le apresenta tendências e novas tecnologias para frotistas
Fras-le apresenta tendências e novas tecnologias para frotistas – Foto: divulgação/Fras-le

Conectividade, mobilidade, eletrificação e sustentabilidade foram os temas abordados no encontro que teve como foco o segmento de transportes no Brasil 

 

 A Fras-le apresentou em evento fechado tecnologias e tendências futuras para frotistas de todo país. A iniciativa teve como objetivo levar informação para o mercado de veículos pesados, mostrando as novidades que estão disponíveis para caminhões e ônibus. No encontro, foram destacados temas como conectividade, mobilidade, eletrificação e sustentabilidade.  

 Dentre as novidades apresentadas, está o Fras-le Smart Composites, linha de produtos que utilizará materiais compósitos em sua fabricação, tornando-os até 60% mais leves, possibilitando maiores ganhos em design e também resistência. A novidade foi mostrada para os frotistas antes do lançamento oficial que ocorreu na Fenatran, realizada em novembro de 2022.  

 Segundo a empresa, outras novidades estão sendo desenvolvidas em seu hub de inovação e devem chegar em breve ao conhecimento dos frotistas, como a pastilha de freio Copper Free, que é livre de cobre, assim como uma nova tecnologia para reduzir a emissão de partículas geradas durante o desgaste dos freios, visando a atender a legislação Euro 7 que entra em vigor em 2025 na Europa.  

 

Texto: Daniel Palermo

Stellantis renomeia área de desenvolvimento de veículos em Betim/MG

Stellantis renomeia área de desenvolvimento de veículos em Betim/MG
Stellantis renomeia área de desenvolvimento de veículos em Betim/MG – Foto: divulgação/Stellantis

Homenagem ao profissional que comandou a engenharia da empresa em duas oportunidades, o espaço passa a se chamar Development Center Claudio Demaria 

 

A Stellantis anunciou a alteração no nome de uma das suas principais instalações destinada ao projeto e desenvolvimento de veículos. Localizada no Polo Automotivo de Betim/MG, o espaço passa a se chamar Development Center Claudio Demaria, engenheiro italiano que comandou em duas oportunidades a área de engenharia da empresa em Minas Gerais (2005 a 2008, 2011 a 2018).  

 
Claudio chefiou o desenvolvimento de importantes modelos da indústria automobilística como o Fiat Punto, Palio, Uno Strada, Doblò, Ducato, 500L, Argo, Cronos e Toro. Atuando tanto no Brasil, quanto na Itália, o profissional foi responsável pelo setor da empresa na América Latina até 2018, quando voltou para a Itália para coordenar a parte de engenharia na Europa, onde se aposentou. Seu falecimento ocorreu em outubro de 2022, aos 68 anos.  

 
O Presidente da Stellantis para a América do Sul, Antonio Filosa, falou sobre a homenagem prestada e o legado que Claudio Demaria deixou no Brasil. “Esta é uma justa homenagem ao maestro Claudio Demaria. Ele trouxe para o Brasil a capacidade de projetar e desenvolver veículos e, sobretudo, criou as equipes e competências necessárias para vencer este desafio. E fez isto da melhor maneira possível, criando entre nós uma verdadeira cultura de engenharia automotiva”, disse Antonio. 

 
 Development Center 

 
O development center que recebeu o nome de Claudio Demaria é a área da empresa onde novos projetos são desenvolvidos para a América Latina. No local trabalham as equipes de design, projeto, engenharia, compras, manufatura, finanças, entre outras que atuam no desenvolvimento e execução dos projetos desde o seu nascimento até a conclusão.  

 
No espaço estão disponíveis mais de 500 estações de trabalho que possuem infraestrutura tecnológica para dar suporte para as equipes de desenvolvimento. Segundo a empresa, é nesse lugar onde todas as ideias de desenhos e conceitos técnicos são desenvolvidos e ajustados para ter viabilidade econômica e de manufatura.  

 

Texto: Daniel Palermo

Marelli Cofap amplia linha de válvulas para motor

Marelli Cofap amplia linha de válvulas para motor
Marelli Cofap amplia linha de válvulas para motor – Foto: divulgação/Marelli – Cofap

Nova linha chega para atender veículos Renault e Ford, ampliando o portfólio da marca no aftermarket 

 
A Marelli Cofap anunciou ao mercado o lançamento de quatro novos códigos para a linha de válvulas de motor automotivo, que atendem modelos das fabricantes Renault e Ford. Com as recentes adições ao portfólio, a marca afirma que o número de códigos ativos chega a 210, cobrindo 75% da frota circulante no país. As válvulas lançadas pela Marelli Cofap são as de admissão e também de escape/exaustão. 

 Fatores como a temperatura que as peças são submetidas, corrosão do ambiente e os esforços que elas fazem podem alterar a vida útil das válvulas. Alguns sinais que podem indicar a necessidade de troca das peças são: aquecimento do motor acima do normal, geração de fumaça, ruídos e até mesmo o aumento do consumo de combustível. 

A Magneti Marelli disponibiliza, também, um catálogo de jogos de anéis para motor, com mais de 120 códigos que atendem os veículos das principais montadoras e que, em breve, contará com novos códigos. Para os motores de motocicletas, a marca Magneti Marelli oferece as linhas de biela, kit de motor e, também, válvulas de admissão e escape. 

Mais informações no site www.mmcofap.com.br ou pelos números de Atendimento ao consumidor Magneti Marelli 0800-0191638. 

Calmon | BMW Série 3, Corolla e Strada dominaram em seus segmentos

 

Restrições de produção, conforme comentei semana passada, influenciaram as estratégias de cada fabricante ao longo de 2022. Várias marcas foram compelidas a mudar o mix de produção e priorizar modelos de maior rentabilidade como SUVs e picapes. Pelo menos não houve paradas por até cinco meses como ocorreu em 2021 com os produtos da marca Chevrolet, mas interrupções pontuais continuaram a afetar as vendas também de outros fabricantes.

No ranking por segmentos os SUVs compactos (472.884 unidades e mais 4% frente a 2021) voltaram a comandar o mercado brasileiro frente aos hatches compactos (422.615 unidades e menos 5%). O HB20 liderou entres os hatches compactos com 95.489 unidades comercializadas. Líder dos SUVs compactos o Tracker teve 70.671 unidades vendidas.

Em relação ao ano de 2021 não deixou de haver vencedores e vencidos em 2022. Pelo segundo ano consecutivo a picape Strada apareceu como veículo leve mais vendido no País (112.351 unidades), cenário visto pela primeira vez em 2021. Em compensação a Toro quase perde a liderança entre as picapes médias (capacidade de carga de 1.000 kg) para a Hilux. Diferença foi de apenas 0,6%: 934 unidades.

Entre os sedãs grandes o elétrico Taycan, que já liderou com folga maior, venceu por 14 unidades o Panamera da mesma marca. Aliás, a Porsche ganhou a disputa em dois dos três segmentos em que atua no Brasil. BMW também venceu em dois: sedãs médios-grandes e SUVS grandes. O Mustang foi outro destaque entre os cupês esportivos (53% pela primeira vez) e o 911 ampliou sua vantagem para 56% nos cupês esporte.

Em um dos segmentos de grande rivalidade – SUVs compactos com nada menos de 24 modelos – o Tracker venceu o T-Cross e o ex-líder Renegade escorregou para o quarto lugar. A Jeep, porém, levou o Commander a liderar entre os SUVs médios-grandes.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e em razão da importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 55%; Kwid, 43%; iCar, 1%. Mobi confirma.

Hatch compacto: HB20/X, 23%; Onix, 20%; Gol, 17%; Argo, 15%; 208, 7%; Yaris, 6%; City, 4%; C3, 2,6%; Sandero/Stepway, 2,5%; Polo, 2%. Líder sem grande folga.

Sedã compacto: Onix Plus, 31%; Cronos, 17%; Voyage, 15%; HB20S, 11%; City, 9%; Yaris, 6%; Logan, 4%; Versa/V-Drive, 2,3%; Virtus, 2,2%. Onix ampliou vantagem.

Sedã médio-compacto: Corolla, 75%; Cruze, 15%; Civic, 4%. Dono do segmento com enorme folga.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 75%; Mercedes Classe C, 14%; Audi A5/S5/RS5, 5%. Sem ameaças ao BMW.

Sedã grande: Taycan, 31%; Panamera, 30%; BMW Série 5/6, 17%. Elétrico lidera por margem mínima.

Cupê esportivo: Mustang, 53%; BMW M3/M4, 32%; Challenger, 6%. Mustang avançou.

Cupê esporte: 911, 56%; 718 Boxster/Cayman, 12%; Corvette, 8%. 911 imbatível.

SUV compacto: Tracker, 15%; T-Cross, 14%; Creta, 13%; Renegade, 10,8%; Pulse, 10,7%; Nivus, 8,3%; Kicks, 8,2%; Duster, 5%; C4 Cactus, 3,9%; HR-V, 3,2%; Fastback, 2,1%; Tiggo 5x, 2%; 2008, 1%. Novo líder, mas por pouco.

SUV médio-compacto: Compass, 44%; Corolla Cross, 29%; Taos, 8%. Compass manteve liderança.

SUV médio-grande: Commander, 35%, SW4, 21%; Tiggo 8, 16%. Commander liderou com folga.

SUV grande: BMW X5/X6, 23%; Cayenne, 14,6%; XC90, 14%. X5/X6 aumentaram a vantagem.

Picape pequena: Strada, 76%; Saveiro, 16%; Oroch, 8%. Ampliado domínio absoluto da Strada.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 28,6%; Hilux, 28%; S10, 16%. Toro ameaçada pela Hilux.

 

ALTA RODA

RENAULT conta com a boa recepção dos motoristas de aplicativos para aumentar a frota de Kwid E-Tech 100% elétrico na cidade de São Paulo (SP). Hoje há 80 unidades, mas pretende aumentar para 200 nos próximos meses. Em parceria com a Zarp Localiza inaugurou duas salas de espera confortáveis com carregadores ultrarrápidos, ambas com locais de descanso e atendimento para dois carros. O e-Tech tem vocação urbana, onde mostra acelerações rápidas e ótima regeneração nas desacelerações e frenagens. Durante avaliação o modo ECO mostrou-se o mais equilibrado na relação desempenho-consumo de energia. Ao usar o ar-condicionado em dias muitos quentes, o alcance cai e o modo ECO torna-se imprescindível. Esta situação também ocorre em estradas. Porém, controlando o pé no acelerador e de olho no alcance informado no quadro de instrumentos é possível chegar ao destino sem ansiedade ou precisar parar para recarregar e eventualmente encontrar uma fila.

GOODYEAR vai aumentar de 70% (já em 2023) para 90% (em data a definir) a aplicação de materiais sustentáveis em seus pneus. Além disso, estes terão menor resistência ao rolamento e, portanto, diminuem o consumo de combustível. São 17 novos ingredientes, inclusive óleo de soja que substitui o uso de subprodutos do petróleo. No entanto, não compete com alimentos e nem com ração animal, pois são utilizados apenas os excedentes naturais do processamento da proteína de soja. A marca americana pretende até 2030 produzir pneus 100% sustentáveis. Quanto ao custo de produção e o reflexo no preço final, ainda não há informações.

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