Iniciativa busca verificar o uso do HVO em veículos comerciais leves já em operação
A Stellantis anunciou o início do programa HVO Aurora, voltado para o monitoramento e certificação do uso de diesel HVO em frotas de veículos comerciais leves na Europa para a redução das emissões de CO₂.
O diesel HVO (Hydrotreated Vegetable Oil – Óleo Vegetal Hidrotratado) é um combustível renovável produzido a partir de resíduos como óleos de cozinha usados e gorduras animais.
No programa HVO Aurora, o sistema registra dados como tipo de combustível, distância percorrida e consumo, além de estimar a redução de emissões de CO₂. Segundo a Stellantis, o objetivo é validar que esse tipo de combustível pode ser usado em veículos existentes, sem necessidade de alterações na frota ou na infraestrutura de abastecimento.
Por fim, de acordo com a empresa, todos os automóveis e veículos comerciais leves atualmente vendidos pelo grupo são compatíveis com o diesel HVO, assim como outros modelos já em circulação que atendam as normas Euro 5 e Euro 6.
Empresa desenvolve soluções para transporte pesado, indústria e sistemas de armazenamento de energia
Foto: Gelson Bampi
A Greenpar iniciou no Brasil a estruturação de uma cadeia industrial inédita para produção de baterias de grafeno, com apoio do Parque Tecnológico da Indústria. O projeto teve origem na implantação, em Londrina (PR), da primeira fábrica de células de grafeno da América Latina.
Desde sua criação, a empresa foi estruturada para integrar pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e produção em escala industrial, com foco em aplicações estratégicas da transição energética, como mobilidade pesada, armazenamento de energia e materiais avançados.
Foco em aplicações severas
A Greenpar atua em segmentos que exigem alto desempenho, segurança e durabilidade. As baterias de grafeno desenvolvidas pela empresa são destinadas a aplicações como ônibus, caminhões, tratores, sistemas ferroviários, embarcações e operações agroindustriais.
Além da mobilidade pesada, a empresa também desenvolve sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), utilizados para armazenamento de energia elétrica. Esses sistemas permitem estocar energia em períodos de excesso de geração, especialmente de fontes renováveis como solar e eólica, e disponibilizá-la nos momentos de maior demanda.
As soluções incluem sistemas on-grid, conectados à rede elétrica, e off-grid, voltados a indústrias, áreas remotas e operações que exigem autonomia energética.
Produção nacional de materiais estratégicos
Outro eixo do projeto envolve a produção de grafite sintético e grafeno grau bateria, considerados insumos críticos para tecnologias energéticas avançadas. A iniciativa busca reduzir a dependência de importações e fortalecer a cadeia nacional de energia.
Segundo a empresa, as baterias são projetadas para ciclos intensivos, com vida útil superior a 25 anos, carregamento ultrarrápido em aproximadamente 15 minutos, alta densidade energética e elevados padrões de segurança térmica e mecânica. Essas características contribuem para a redução do TCO (Total Cost of Ownership), que considera custos de aquisição, operação e manutenção ao longo da vida útil do sistema.
Pesquisa aplicada e validação industrial
A conexão com o Parque Tecnológico da Indústria é parte central da estratégia. No local são realizados testes de desempenho, segurança e ciclo de vida das baterias, além do desenvolvimento de materiais avançados.
O ambiente também acelera o avanço do TRL (Technology Readiness Level), indicador que mede a maturidade tecnológica, reduzindo o tempo entre pesquisa científica e produção industrial.
Ruídos excessivos durante a condução podem indicar a necessidade de lubrificação da corrente
Ruídos excessivos durante a pilotagem podem indicar falta de lubrificação na corrente da motocicleta. Esse problema está entre as principais causas de desgaste prematuro do kit de relação, composto por pinhão, corrente e coroa, comprometendo o desempenho do conjunto.
Responsável por transmitir a força do motor para a roda traseira, o sistema de transmissão é essencial para o funcionamento da moto. Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata, a ausência de manutenção adequada pode provocar danos aos componentes, aumento de ruídos e até falhas mecânicas. “A lubrificação incorreta ou insuficiente acelera o desgaste das peças e pode gerar retrabalho nas oficinas, impactando diretamente a confiabilidade do serviço”, explica.
Procedimento correto de lubrificação
A manutenção deve começar com a inspeção visual da corrente, coroa e pinhão para identificar sinais de desgaste. A limpeza deve ser feita com produto específico para correntes e escova de cerdas duras, girando a roda traseira para alcançar todos os elos. Em seguida, o excesso de resíduos deve ser removido com pano seco.
Após a limpeza, é fundamental verificar e ajustar a tensão da corrente conforme as especificações do fabricante, observando possíveis variações de folga ao longo do conjunto.
A lubrificação deve ser realizada com produto próprio para correntes de motocicletas, aplicado em spray de forma contínua e uniforme na parte interna dos elos, enquanto a roda traseira é movimentada. O procedimento deve respeitar os intervalos indicados no manual do veículo e ser repetido sempre após lavagens ou condução sob chuva.
Parafusos devem ser substituídos em caso de intervenções no cabeçote
Apertar os parafusos do cabeçote seguindo a especificação do fabricante é uma etapa fundamental para garantir a vedação correta da junta, que fica localizada entre cabeçote e bloco. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra o procedimento de aperto desse componente do motor 1.6 Zetec Rocam.
O guia apresentado é válido para a versão Flex desse motor quatro cilindros, que equipou veículos como Fiesta e EcoSport entre 2010 e 2014. Nessa configuração, o propulsor entregava 107 cv de potência máxima a 5.500 rpm com torque máximo de 15,3 kgfm a 4.250 rpm.
O aperto do cabeçote é feito em quatro etapas, sempre seguindo a ordem dos parafusos apresentada na figura abaixo. Na primeira fase, o torque aplicado é de 40 Nm, enquanto na segunda deve ser usado o valor de 15 Nm. Na terceira e quarta etapas o aperto é angular, de 45° e 120°, respectivamente.
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados voltou a provocar discussões sobre a retomada da inspeção veicular periódica no Brasil. A proposta prevê que automóveis com mais de cinco anos de fabricação passem por vistorias técnicas regulares, medida que pode impactar diretamente uma frota nacional cada vez mais envelhecida com 11 anos em média.
Antes de qualquer interpretação mais ampla, é importante destacar que o texto ainda não é lei. A proposta segue em análise no Congresso e, mesmo se aprovada, sua aplicação dependerá de regulamentação posterior e da implementação pelos órgãos estaduais de trânsito. Hoje, segundo dados do Ministério dos Transportes, cerca de 124 milhões de veículos circulam no país.
O que diz o projeto de lei?
O texto em questão é o Projeto de Lei nº 3507/2025, de autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP). A proposta foi aprovada em dezembro de 2025 pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara e estabelece a obrigatoriedade de inspeções periódicas para veículos com mais de cinco anos de uso.
Pelo projeto, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definir a periodicidade das vistorias e os critérios técnicos a serem avaliados. A exigência também passa a constar diretamente no Código de Trânsito Brasileiro, ampliando o alcance da fiscalização.
Além da inspeção periódica, o texto reforça a obrigatoriedade de vistoria em situações como:
• transferência de propriedade; • recuperação de veículos roubados ou furtados; • suspeita de clonagem ou adulteração.
Atualmente, a inspeção técnica completa ocorre apenas em casos pontuais, como mudança de titularidade, e não existe um cronograma nacional obrigatório para veículos já em circulação.
O que pode mudar para o motorista
Caso o projeto avance e vire lei, proprietários de veículos com mais de cinco anos poderão ser obrigados a:
• submeter o automóvel a inspeções técnicas em intervalos regulares; • apresentar o veículo em centros credenciados para avaliação de itens de segurança, emissões de poluentes e níveis de ruído; • regularizar pendências antes do licenciamento anual.
O descumprimento poderá resultar em multa, pontuação na CNH e até retenção do veículo, dependendo da regulamentação final. O texto também prevê períodos de isenção após o primeiro licenciamento, que ainda serão definidos pelo Contran, além de penalidades mais severas para quem circular com vistoria vencida.
Tramitação ainda em andamento
Após a aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se passar por essa etapa sem alterações, será encaminhado ao Senado Federal e, posteriormente, à sanção presidencial.
Somente após esse percurso legislativo é que a medida poderia entrar em vigor, o que afasta qualquer efeito prático imediato para motoristas.
Argumentos a favor e críticas ao modelo
Entidades ligadas à segurança viária defendem que a inspeção periódica pode reduzir a circulação de veículos em más condições mecânicas, com falhas em sistemas como freios, suspensão, iluminação e pneus. Outro ponto citado é o controle mais rigoroso das emissões de poluentes, especialmente em grandes centros urbanos.
Os defensores afirmam que a inspeção técnica cria maior rastreabilidade sobre o estado real da frota e dificulta a permanência de veículos com comprometimento estrutural nas ruas.
Por outro lado, o tema carrega histórico de controvérsias no Brasil. Experiências anteriores, como o programa de inspeção ambiental adotado na cidade de São Paulo no início da década passada, acabaram encerradas após questionamentos jurídicos e investigações, o que ainda gera resistência em parte da população.
Em mercados internacionais, a inspeção veicular periódica é prática comum em países da Europa, da Ásia e também em parte dos Estados Unidos, especialmente em regiões com regras mais rígidas de segurança e controle ambiental.
SUV mantém conjunto 1.6 aspirado e câmbio CVT já conhecidos pelos mecânicos; vídeo detalha manutenção, acesso aos componentes e pontos de atenção
O Raio X Mecânico do Kait já está no ar no YouTube da Revista O Mecânico. No vídeo, Cleyton André, da Elevance Automotive, analisa o SUV que, à primeira vista, lembra o Kicks Play, mas chega com proposta própria. Todavia, a avaliação técnica mostra que, apesar do visual diferenciado, o modelo mantém o conjunto mecânico conhecido da Nissan, com motor 1.6 aspirado e transmissão CVT.
Durante a análise, o foco está no que realmente importa para o mecânico: acesso aos componentes, facilidade de manutenção e histórico de falhas. O vídeo mostra o cofre do motor, o sistema de arrefecimento, suspensão, freios, transmissão e o conjunto inferior do veículo, sempre comparando com o que já é visto no Kicks. O destaque fica para o espaço maior no cofre, que facilita intervenções comuns do dia a dia na oficina.
O conteúdo também aborda pontos recorrentes desse conjunto, como bobinas, velas, injetores e a importância do diagnóstico correto, além de comentar o comportamento da transmissão CVT em veículos mais leves. Suspensão, sistema de freios, ar-condicionado e manutenção preventiva completam o Raio X, sempre com linguagem prática e voltada ao reparador.
Localização, frequência e comportamento do barulho ajudam no diagnóstico
Ruídos no motor geram dúvidas frequentes na oficina, especialmente na distinção entre falha de tucho hidráulico e problema de biela. Veja a resposta técnica do Mecânico Responde, programa que é divulgado sempre no YouTube da Revista O Mecânico.
Falhas de ignição e carros novos com superaquecimento após a revisão? Mecanico responde! VEJA O VÍDEO!
Ulisses Miguel, Consultor Técnico da Revista, explica que o ruído do tucho se manifesta como um clique metálico na parte superior do motor, acompanhado pelo giro. “É comum aparecer na partida a frio e desaparecer após o enchimento de óleo”, orienta.
Já o ruído de biela é mais grave, contínuo e localizado na parte inferior do motor. “Quando há folga entre biela, bronzina e virabrequim, o barulho permanece em qualquer condição e pode evoluir para quebra do motor”, alerta.
Cuidar do sistema de arrefecimento é essencial para evitar falhas nesse componente
A junta do cabeçote é responsável por vedar corretamente o bloco do motor e o cabeçote, garantindo o funcionamento adequado do conjunto. Quando ocorre uma falha nesse componente, o motor pode apresentar alguns sintomas característicos. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra como diagnosticar essa situação.
Entre os sinais mais comuns estão a perda de potência, aumento do consumo de combustível e falhas na aceleração. A diminuição excessiva do nível do líquido de arrefecimento sem vazamentos aparentes também pode ser um alerta, pois pode indicar que o fluido está invadindo a câmara de combustão.
Já um fluido de arrefecimento com aspecto pastoso pode sinalizar contaminação por óleo, indicando problemas na junta do cabeçote. Também, o excesso de fumaça branca pelo escapamento pode indicar a queima do fluido dentro do motor, assim como o aumento anormal da pressão no sistema de arrefecimento.
Na maioria dos casos, a queima da junta está relacionada ao superaquecimento do motor, que pode causar empenamento das superfícies de vedação. Não cuidar do sistema de arrefecimento, como usar água sem o aditivo recomendado, também contribui para corrosão e danos.
Por fim, manter a manutenção preventiva do conjunto em dia, com inspeção de bomba d’água, válvula termostática, mangueiras e usar o fluido correto, é essencial para evitar esse tipo de falha.
O principal segmento do mercado brasileiro de veículos, o de automóveis e comerciais leves, deve ter mais um ano de crescimento morno em 2026, segundo a Fenabrave. Esta associação reúne todas as concessionárias de automóveis, veículos comerciais, motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Ao longo do ano passado sua previsão para automóveis e comerciais leves, segmento que representa 94% do total de vendas, recebeu apenas uma revisão.
Estimativas da Fenabrave costumam ser bem calibradas. No último trimestre de 2025, revisou para baixo o resultado esperado para o ano depois de um vendaval destruir a cobertura da fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP). Sua previsão para veículos leves e pesados foi corrigida para 2,6% e o ano fechou com 2,1% de avanço, uma diferença de apenas 13.000 unidades.
Para 2026, as vendas devem avançar apenas 3%. Significam só mais 80.000 unidades para todos os segmentos, incluindo veículos pesados. O programa Carro Sustentável e uma discreta queda da taxa de juros Selic são insuficientes para mudar o humor dos compradores. Para o Banco Central trazer a inflação perto do centro da meta (3,5%) este ano, exige uma queda moderada dos juros e assim será feito.
Segundo Sergio Zonta, vice-presidente da federação das concessionárias, se o Marco Legal de Garantias for aplicado para valer em 2026, os juros de financiamento do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) podem cair e auxiliariam a superar os 2,770 milhões de unidades previstas frente às 2,689 milhões do ano passado. Caso o programa Carro Sustentável passar a incluir modelos híbridos, também ajudaria a vender mais.
A previsão ainda está 30% abaixo do ano recordista de 2012.
Feira nos EUA deslocou o interesse por elétricos
Quando se pensava que a maior feira do mundo dedicada aos eletrônicos de consumo (CES, na sigla em inglês), encerrada sexta-feira passada em Las Vegas (EUA), fosse continuar colocando os veículos elétricos na posição de maior interesse, ou seja nos bancos dianteiros, estes foram passados para o banco de trás. A linguagem figurada foi a manchete da Automotive News (AN), centenária publicação americana especializada em automóveis.
“Robotáxis, robôs operários, sistemas de direção assistida e recursos de I.A. integrados aos veículos dominaram os assuntos relativos aos automóveis na CES deste ano, tirando os veículos elétricos do centro das atenções”, escreveu a AN. O quadro econômico é preocupante. A GM teve uma queda de 43% nas vendas de elétricos no quarto trimestre de 2025 sobre o mesmo período de 2024. O prejuízo financeiro foi US$ 7,6 bilhões (R$ 41 bilhões). Custos adicionais poderão ser registrados em 2026. Um furgão de entregas elétrico, totalmente novo, foi descartado pela baixa demanda e fim de incentivos fiscais.
Na Ford a situação é semelhante. Somente no ano passado, amargou prejuízo de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) com veículos elétricos. Na América do Norte, substituirá um furgão deste tipo por modelos híbridos e a gasolina. Também descartou a produção de um furgão elétrico na Europa, mas manterá versões híbridas. Todavia anunciou uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver veículos elétricos comerciais e de passageiros.
Prejuízos de curto prazo não significam, nos dois lados do Atlântico Norte, que elétricos estão descartados, mas sim que haverá atrasos. Por outro lado, diferentes tipos de híbridos (semi-híbridos, plenos e plugáveis) tendem a avançar. Elétricos de alcance estendido, com motor-gerador de combustão interna (MCI) para recarga de uma bateria menor e mais barata, tendem a despertar interesse cada vez maior. Esta solução afasta a ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens. E também comprar um elétrico para uso urbano e um veículo convencional para sair de férias, em feriados ou a trabalho.
Commander Longitude a preço competitivo
Estratégia da Jeep deu mais fôlego nas vendas para o ano-modelo 2026 da versão de entrada Longitude. O preço do SUV médio-grande Commander de sete lugares encolheu R$ 19.000 em resposta à forte estratégia de preço de concorrentes chineses BYD e GWM. Ainda agregou alguns equipamentos importantes como assistência ao motorista (ADAS, em inglês) de nível 2, seis airbags, multimídia com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, faróis full LED, abertura elétrica do porta-malas e quadro de instrumentos 100% digital.
Introduziu também algumas modificações estéticas em especial na grade de sete fendas, para-choque, faróis de neblina, rodas de 18 pol. e na traseira a ligação iluminada das estreitas lanternas. No interior, apenas o banco do motorista tem ajuste elétrico, mas os materiais de acabamento são bons e o amplo espaço no banco traseiro continua (terceiro banco com limitações óbvias). Dimensões (mm): comprimento, 4.764; entre-eixos, 2.794; largura, 1.959; altura, 1.682; vão livre, 211; porta-malas, 233 a 661 L (destaque no segmento).
Sem alterações de motor e câmbio: turbo flex, 176 cv e 27,5 kgf·m (gasolina ou etanol); automático epicíclico, seis marchas. Consumo (km/L): urbano, 6,9 (E)/10 (G); estrada, 8,3 (E)/11,5 (G), padrão Inmetro. Na avaliação do dia a dia, o Commander pode exigir mais atenção do motorista por seu porte, contudo sem reservar surpresas como dificuldade em curvas, estabilidade direcional e potência dos freios, apesar de sua massa em ordem de marcha de consideráveis 1.668 kg.
Silêncio a bordo é um dos pontos altos. Mesmo em pisos irregulares, com buracos ou fora do asfalto, as suspensões independentes funcionam muito bem e passam sensação de robustez.
Preço: R$ 228.79 (no site da marca há promoção “últimas unidades” por R$ 197.990).
Interior é maior destaque do Geely EX5
Modelos chineses têm um estilo bem parecido, independentemente de qualquer marca, e o EX5 elétrico não é exceção. No caso do Geely, um SUV médio-grande, a parte frontal mostra alguma diferenciação. Mas as laterais e principalmente a parte traseira com as lanternas interligadas, além do onipresente defletor de teto, parecem inspiradas no Porsche Cayenne. As rodas de 19 pol. são exclusivas da Max, versão de topo avaliada.
Suas dimensões estão dentro do padrão reinante na categoria (mm): comprimento, 4.615; entre-eixos, 2.750; largura, 1.901; altura, 1.670; vão livre, 173; porta-malas, 461 L (apenas kit de reparo, sem estepe). Motor: 218 cv, 32,6 kgf·m. Tração dianteira. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,1 s. Com bateria de 60,2 kW·h o alcance, referência Inmetro, é de 349 km, sem distinguir entre uso urbano e rodoviário, o padrão internacional estranhamente aceito e indicado por todos os fabricantes de elétricos ao redor do mundo.
Maior destaque do EX5 está em seu interior espaçoso. Encostos dos bancos dianteiros podem ser totalmente rebatidos. Há apoio para pernas ajustável para o passageiro. Ocupantes do banco traseiro dispõem de ajuste do encosto até 35°, além de apoio para as pernas. Sob este banco existe uma gaveta de 14 L e, no total, a fabricante informa “um total 33 nichos de armazenamento espalhados pela cabine”. Sob o console central flutuante dispõe de um grande espaço aberto para bolsas ou itens maiores.
Na avaliação dinâmica ficou clara a escolha por uma calibragem de suspensões voltada demais ao conforto de marcha, exigência do mercado chinês. Para as condições de rodagem no Brasil não é o acerto ideal. Até mesmo a direção apresenta maciez excessiva. Dá para o motorista se adaptar, mas com cinco passageiros e bagagem exige mais atenção com lombadas e buracos. No final do mês passado, uma atualização pelo ar (OTA, na sigla em inglês) incluiu Android Auto para a tela multimídia de 15 pol. Ponto de destaque: 13 sistemas de assistência ao motorista (ADAS, em inglês).
Iniciativa em Itupeva, no interior de São Paulo, destina resíduos de paletes para ações de economia circular e parcerias com organizações sociais
A SEG Automotive implantou um projeto de ressignificação de resíduos de embalagens de madeira em sua unidade de Itupeva, no interior de São Paulo, com foco no reaproveitamento de paletes descartados, atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos e apoio a iniciativas de economia circular e economia solidária.
Em operação desde 2024, o Projeto de Ressignificação dos Resíduos de Embalagens de Madeira busca ampliar o ciclo de vida dos materiais utilizados na operação industrial. A proposta envolve o reúso de paletes, a destinação da madeira para geração de biomassa e a formação de parcerias com instituições sociais, conectando a gestão de resíduos a ações de impacto comunitário.
Desde maio de 2025, mais de uma tonelada de madeira foi destinada para reúso social. Os materiais passaram a ser utilizados em atividades ligadas à economia circular, contribuindo para geração de renda e inclusão social. Além da destinação dos resíduos, a empresa promove palestras sobre segurança e sustentabilidade junto às instituições parceiras.
Uma das parcerias firmadas em 2025 utiliza a madeira em oficinas terapêuticas, nas quais o material é transformado em produtos artesanais. Os itens produzidos serão apresentados na Feira de Economia Solidária de Jundiaí, ampliando a visibilidade do trabalho desenvolvido e as oportunidades de comercialização.
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