Guia: esquema elétrico dos bicos injetores do Honda City (1ª geração)

Modelo vem equipado com motor LT5A 1.5 litro flex, que entrega até 116cv

Com foco de sempre ajudar o dia a dia do mecânico, a Revista O Mecânico traz o guia do esquema elétrico dos bicos injetores do Honda City produzidos entre 2009 e 2015. O modelo vem equipado com motor LT5A 1.5 litro flex, que entrega até 116 cv e 14,8 kgfm de torque. A transmissão é automática do tipo CVT de sete velocidades.

Veja o guia do esquema elétrico dos bicos injetores do Honda City

Tecfil amplia rede de laboratórios móveis

Mais dois veículos vão reforçar ações junto aos distribuidores da rede

A Tecfil anuncia a ampliação da frota de laboratórios móveis com duas novas unidades para atender distribuidores e melhorar o atendimento na linha pesada (caminhões e ônibus).

Ao todo a Tecfil conta com 10 laboratórios móveis para atender o Centro-Oeste e Sudeste, além do Nordeste e do Sul, bem como o estado de São Paulo. “Temos planos de expandir para outros estados em breve e, também, para o mercado latino-americano”, conta Roberto Rualonga, gerente do suporte técnico e pós-venda da Tecfil.

 

Os laboratórios móveis são veículos estruturados para fazer testes de desempenho e funcionalidade dos filtros além de análises estruturais de matéria prima.

Nos últimos três anos, foram realizados cerca de 10 mil atendimentos, demonstrando a eficácia e a importância desses serviços para os clientes. “Com a ampliação da frota, esperamos aumentar ainda mais o número de atendimentos, reforçando o nosso compromisso com a qualidade e a satisfação dos clientes”, afirma Rualonga.

Scania anuncia novo investimento de R$ 2 bilhões entre 2025 e 2028

Novo ciclo de investimentos engloba preparação industrial para fabricação de chassis de ônibus elétricos

Foi realizada uma reunião para o anúncio formal da nova fase de investimento da Scania em sua jornada de descarbonização dos ecossistemas de transporte e logística. Os recursos de R$ 2 bilhões programados para o período de 2025 a 2028, vão se somar ao ciclo de R$ 1,4 bilhão desembolsado em projetos realizados entre 2021 e 2024.

O presidente e CEO da Operação Industrial da Scania, Christopher Podgorski, ressaltou que o polo industrial em São Bernardo do Campo (SP) abrange uma área de 427 mil m² e contém o que existe de mais avançado na indústria. “São nove fábricas operando conjuntamente para produzir caminhões, ônibus, motores industriais e marítimos, todas elas constantemente atualizadas”, informou.

“Graças a nossa estratégia de Sistema de Produção Global e ainda o exclusivo Sistema Modular Scania conseguimos incorporar novas tecnologias às plataformas de produto recém introduzidas, como agora estamos fazendo com a plataforma para Chassis para Ônibus Elétricos”, completa.

Segundo o executivo, o início da adequação da unidade industrial para produção das soluções de transporte sustentável foi em 2018, ano em que foi introduzida no Brasil a nova geração de caminhões Scania. De lá para cá os investimentos foram direcionados, entre outros projetos, para a industrialização dos motores a gás e biometano, da nova geração de ônibus e também ao recém lançado trem de força, batizado de Super, iniciativa que levou a ampliação da fábrica de motores da empresa.

Eletrificação

Com o investimento de R$ 60 milhões, a preparação industrial se inicia agora e em março de 2025 a planta de São Bernardo do Campo passará a produzir chassis para ônibus elétricos. A fábrica do Brasil será a terceira unidade global da Scania a produzir veículos elétricos. “São poucas adequações na linha, basicamente mudanças na pré-montagem, que envolve o sistema de resfriamento e de alta tensão, e da pré-montagem da estrutura que vai sustentar as baterias no lugar do motor”, diz a engenheira de processos industriais Isabelle Diniz, responsável pelo Projeto.

Estes ônibus são do modelo 4×2, têm 12 metros de comprimento e são alimentados por até 5 pacotes de baterias. Com a absorção da nova tecnologia, a previsão é manter o nível de produção atual, com 11 chassis fabricados diariamente, dos quais três serão eletrificados. Os chassis de ônibus elétrico a serem ofertados ao mercado brasileiro serão os mesmos fabricados e comercializados atualmente na Europa, produzidos na unidade Scania localizada na Polônia.

Falta de manutenção preventiva causa mortes e aumenta poluição: entenda

Entre 2011 e 2020 mais de 59 mil acidentes foram causados por defeitos mecânicos

Manutenção Preventiva

Junho é considerado o mês da conscientização pela manutenção preventiva em veículos em diversas cidades do país como Vitória, no Espírito Santo, Boa Vista, em Roraima, Sorocaba e Bragança Paulista, em São Paulo, além de todo o estado do Paraná. A data tem como objetivo conscientizar motoristas sobre a importância da manutenção preventiva, com foco de promover a segurança no trânsito, uma vez que entre 2011 e 2020 mais de 59 mil acidentes foram causados por defeitos mecânicos, sendo que deste número, 1.300 resultaram em vítimas fatais, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal – PRF. Por isso, a profissão de mecânico é fundamental para termos um trânsito seguro.

Uma das formas para evitar acidentes por imperícia, é realizar as revisões programadas pelos fabricantes, garantindo um bom funcionamento do conjunto mecânico. E, sim, há muito trabalho a ser feito pelos mecânicos, pois a frota circulante brasileira é em média 11 anos para automóveis, comerciais leves e ônibus, e de 12 anos para caminhões. Portanto, a falta de manutenção preventiva regular em veículos com esse tempo de uso pode gerar graves riscos de falhas, expondo o motorista, passageiros e o pedestres em acidentes gravíssimos.

Isto posto, os amortecedores são componentes que devem ser checados em todas as manutenções preventivas, pois interferem diretamente no bom funcionamento da suspensão, da direção e das rodas, influenciando no comportamento do veículo em curvas e frenagens. Desta forma, se não estiverem em boas condições podem gerar instabilidade ao veículo como comenta Juliano Caretta, supervisor de treinamento técnico da Monroe, Muitas vezes, durante uma simples troca de óleo, o profissional percebe que os amortecedores estão “melados”, sujos com o óleo que vazou de dentro do cilindro, um sinal de que o componente já não está mais em condições de uso e necessita ser trocado”. O técnico ainda alerta para o bom estado dos pneus e freios. ““As pessoas se preocupam muito com o estado dos pneus e dos freios, por exemplo. Mas muitos infelizmente só se preocupam em trocar o amortecedor quando ele estiver vazando, travado ou fazendo barulho. Nesse caso, além dos riscos para a segurança, o motorista poderá ter que não só trocar os amortecedores, mas outros componentes que serão danificados pela falta de amortecimento adequado”.

Manutenção preventiva pode evitar dores de cabeça e garantir a segurança do veículo durante as viagens O sistema de suspensão do carro é o responsável pela estabilidade e também pela boa dirigibilidade de um carro durante sua utilização, pois absorve as irregularidades das ruas e estradas a fim de proporcionar mais segurança e conforto aos ocupantes do veículo durante a viagem. Para garantir o bom funcionamento e a segurança do sistema, é importante realizar a manutenção preventiva, verificando entre outros itens, os amortecedores e as molas. Quando é detectado vazamentos ou danos nas hastes e borrachas, pode ser um sinal de que é necessário realizar a substituição dos amortecedores, segundo a fabricante Monroe. Ao realizar a substituição dos amortecedores, é recomendado também efetuar a troca das molas, já que ambos trabalham de forma conjunta. Se um estiver mais desgastado que o outro, a peça mais antiga pode acelerar o processo de desgaste do componente mais novo. Outra dica para verificar possíveis sinais de desgaste do sistema da suspensão é pressionar uma das pontas do veículo para baixo. Se ao soltar o veículo, a dianteira balançar por mais de duas vezes, pode ser que seja necessária a manutenção, já que o comportamento normal seria o carro se estabilizar de imediato.

Além disso, que Caretta disse, Paulo Zeminian, gerente comercial da Delphi, alerta que essa situação de péssimo funcionamento do sistema de suspensão pode prejudicar o veículo de outra maneira. Outra situação provocada pela má condição da suspensão é o desgaste irregular dos pneus. Além de prejudicar a segurança ao dirigir, ela impacta negativamente no consumo do combustível, pois com uma performance piorada, há maior necessidade de energia cinética para o deslocamento do veículo; portanto, maior necessidade de combustível e, consequentemente, maior nível de emissões de poluentes”.

Manutenção preventiva das motos é parte essencial para a segurança nas estradas

De encontro com a fala de Zeminian, está um estudo da Organização Mundial da Saúde – OMS realizado em 2019, mostrando que cerca de 7 milhões de pessoas morreram por ano, por causa de substâncias como monóxido de carbono e outros tipos de gases, expelidos pelos escapamentos dos veículos. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, apresentam cerca de 60% de emissões provocadas por carros em circulação em suas ruas e avenidas. Isso mostra que a falta da manutenção preventiva também pode causar mortes por conta da poluição.

Manutenção preventiva e cuidados com carros para PCDs podem evitar problemas maiores no futuro

Em razão disso, Pedro Valência, técnico de suporte ao cliente da Delphi, alerta para a manutenção do sistema de arrefecimento do veículo. ““A falta do fluido arrefecedor causa o superaquecimento do motor que, em casos extremos pode levar até a ocorrência de incêndio no veículo. Também prejudica o funcionamento dos demais componentes, aumentando o consumo de óleo e combustível, prejudicando os demais sistemas e aumentando o nível de emissões”.

Manutenção preventiva carro parado

Embora, o mês do Mecânico seja dezembro, época de férias de verão e feriados de final de ano, é fundamental ressaltar para os clientes sobre a importância da manutenção preventiva ao longo de todos os meses, pois ajudará o dono do veículo a não sofrer acidentes por conta da falta de reparo no carro, bem como irá ajudar o planeta nas emissões de poluentes.

 

Primeira estamparia da BMW nos EUA celebra 30 anos

Para comemorar os 30 anos de produção, a fábrica da BMW em Spartanburg, na Carolina do Sul, EUA, inaugurou sua estamparia.

O revestimento externo do novo BMW X3, incluindo as laterais da carroceria, portas, painéis laterais e porta traseira, serão produzidos pela prórpria estamparia.

Até 2030, serão pelo menos seis modelos totalmente elétricos produzidos na fábrica dos EUA. Foram investidos mais de 200 milhões de dólares para construir a estamparia que tem aproximadamente 20000 m².

Confira as imagens da estamparia:

 

Novo protótipo de ônibus elétrico da VW tem bateria de Nióbio

CBMM, Toshiba e VWCO fazem testes com bateria de carregamento ultrarrápido

CBMM, Toshiba e Volkswagen Caminhões e Ônibus iniciaram os primeiros testes em operação real de um protótipo conceito de ônibus elétrico movido à bateria de íons de lítio com Nióbio, metal nobre que inclusive tem reservas disponíveis no Brasil.

De acordo com as empresas, a grande vantagem desse tipo de tecnologia é permitir uma recarga ultrarrápida, em que se pode atingir a autonomia máxima do veículo com apenas 10 minutos, além de uma vida útil que pode ser até três vezes superior às das baterias convencionais.

A CBMM e a japonesa Toshiba, trabalharam por seis anos em cooperação para desenvolver a tecnologia de óxidos mistos de Titânio com adição de Nióbio para o ânodo das células das baterias de íons de lítio, conhecida como NTO.

Em 2021, o projeto expandiu com a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, o que permitiu a aplicação desta bateria em um ônibus elétrico através do desenvolvimento dos sistemas de gerenciamento térmico, energético e carregamento ultrarrápido.

Essa tecnologia entra em validação e aperfeiçoamento com a aplicação na operação real da CBMM, em que o veículo vai rodar diariamente numa rota fixa, com a recarga no pantógrafo prevista no início ou fim do trajeto. A operação fornecerá dados ​​tanto sobre as características da bateria NTO quanto do veículo, com o objetivo de sinalizar ajustes necessários para futura comercialização.

Configurado sobre um chassi de 18 toneladas, o protótipo de ônibus tem autonomia estimada em 60 quilômetros, com um tempo de recarga de 10 minutos em pantógrafo de 300 kW. Está equipado com quatro packs de baterias de lítio com ânodo contendo Nióbio, cada um deles com capacidade útil de até 30 kWh.

Entre as vantagens deste sistema, a estrutura do ânodo de NTO permite suportar a recarga ultrarrápida e possibilita uma operação em temperaturas mais amenas, o que aumenta a vida útil da bateria, a segurança e gera uma redução no consumo de energia pela menor demanda por arrefecimento do sistema.

O período de testes é indeterminado e será definido de acordo com a evolução da aplicação. No médio prazo, deve expandir para uma pequena frota destinada à essa validação. Com relação à bateria com tecnologia NTO, a expectativa é que esteja disponível no mercado em 2025.

Denso lança 12 produtos modelos da Ford, Hyundai, Honda, Nissan e Toyota; veja códigos

Ao todo, são oito eletroventiladores e quatro ventoinhas

A Denso lança 12 produtos na América do Sul, sendo oito eletroventiladores e quatro ventoinhas. As novidades podem ser instaladas em veículos da Ford, Hyundai, Honda, Nissan e Toyota. Veja os códigos e modelos.

 

Vale ressaltar que os eletroventiladores são responsáveis por manter a temperatura do motor em níveis ideais, garantindo que não haja superaquecimento. Além disso, são responsáveis por aumentar o fluxo de ar através do radiador, dissipando o calor gerado pelo motor.

 

Código e veículos

BC261472-0190RC – Ford – Fiesta e Ecosport

BC261472-0200RC e BC261476-0200RC – Ford – KA Sedan, KA+ e KA

BC261472-0240RC e BC261476-0240RC – Hyundai – Creta

BC261472-0250RC e BC261476-0250RC – Hyundai – HB20

BC261472-0260RC – Honda – Civic e HR-V

BC261472-0270RC – Honda – Civic e HR-V

BC261472-0280RC e BC261476-0280RC – Nissan – Kicks

BC261472-0300RC – Toyota – Etios e Etios Sedan

 

– BC261472-0270RC e BC261472-0260RC fazem combo com o radiador BC261470-2790RC e condensador DI261433-0370RC;

– BC261472-0280RC faz combo com o radiador BC261470-4100RC e condensador BC447740-3810RC;

– BC261472-0300RC faz combo com o radiador BC261470-2060RC e condensador BC447740-1470RC.

Randon lança linha especial New R 75

Foto: Maykon Lammerhirt
Foto: Maykon Lammerhirt

Série é limitada em comemoração aos 75 anos da marca

A Randon lançou uma série especial comemorativa aos 75 anos da marca. Além de uma padronização exclusiva dos semirreboques, com cores e grafismos, os produtos serão entregues com itens especiais de fábrica, como a tecnologia Randon Smart.

Os produtos vêm na cor especial “New R 75”, com acabamento diferente e detalhes em dourado. Além disso, contam com um certificado e plaqueta personalizada com o nome ou a logomarca do cliente.

Foto: Maykon Lammerhirt
Foto: Maykon Lammerhirt

Entre os atributos especiais, a marca Randon em dourado e itens específicos de cada segmento. O cliente que adquirir um produto da série limitada também terá disponível a tecnologia Randon Smart embarcada e planos de peças de reposição exclusivos no primeiro ano.

Em seus 75 anos de atuação, a Randon já entregou mais de 550 mil unidades no Brasil e para mais de 70 países.

Foto: Maykon Lammerhirt
Foto: Maykon Lammerhirt

RCCS 3 EVO é novo equipamento de calibração do sistema ADAS

Texa traz o novo modelo para o Brasil

A TEXA do Brasil anunciou recentemente o lançamento do RCCS 3 EVO, um dispositivo destinado à calibração de sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems).

O equipamento permite que os técnicos configurem o sistema de forma intuitiva, reduzindo o tempo necessário para iniciar o processo de calibração. O RCCS3 EVO é multimarcas e dedicado aos veículos leves que necessitam da calibração estática, ou seja, com o veículo estacionado.

Em termos de design, o RCCS 3 EVO, tem um monitor de 75 polegadas Ultra HD 4K, medidores de distância Bluetooth e o software TEXA IDC5 auxiliam no posicionamento do equipamento.

Algumas marcas optam por calibrações dinâmicas, com o veículo em movimento. Neste caso, utiliza-se apenas o software IDC5 que compõe a ferramenta de diagnóstico.

Calibração do sistema ADAS (divulgação)
Calibração do sistema ADAS (divulgação)

O Mecânico visita a nova unidade de motores da Ford na Argentina

Fábrica foi reinaugurada e vai produzir as versões 2,0 litros Panther e 3,0 litros V6 Lion usados em todas as versões da Ranger

texto Marcos Camargo Jr.    fotos Ford & Marcos Camargo Jr.

 

Faz quase um ano que a nova geração da Ranger foi lançada e a Ford tem motivos para comemorar. O market share da picape saltou de 12 para 19%  e a produção já acelerou 54% entre 2023 e 2024. A Ford investiu US$ 660 milhões na unidade de General Pacheco para produzir a nova Ranger. Há novos sistemas de pintura, captação de energia e uso de recursos renováveis, novas prensas de alta velocidade entre outros recursos seguindo processos de manufatura 4.0.

E como parte final desse investimento a Ford concluiu dentro da unidade de General Pacheco, na Argentina, a linha de montagem dos motores 2,0 litros turbodiesel quatro cilindros e 3,0 litros V6 Lion, usados na Ranger.

A Revista O Mecânico foi a primeira publicação especializada do país a conhecer essas novas instalações em 25 mil m2 dentro da fábrica que fica na região metropolitana de Buenos Aires.

 

Nova área para motores

Dentro do complexo de General Pacheco que tem 250 mil metros quadrados de área construída a fábrica sempre teve uma área de montagem de motores. A versão anterior que era o 3,2 litros cinco cilindros saiu de linha junto com a antiga geração da Ranger. Até o momento os motores da nova geração eram importados da Inglaterra, mas isso mudou como última fase do ciclo de investimentos da Ford.

A nova unidade tem capacidade para produzir até 82.000 motores por ano, tem 129 estações de trabalho e funciona em dois turnos em um espaço de 5.000 metros quadrados e 185 colaboradores diretos. Além da força de trabalho humana há 10 robôs na unidade e sensores capazes de detectar variações de 0,04% de margem de erro no processo de montagem.

Dentro da linha de produção que recebe componentes de vários países (o Brasil fornece o bloco, a turbina entre outros itens) há um sistema de controle automático por estação com sistema inteligente de aperto de parafusos com possibilidade de intervenção direta na linha em caso de falha via conectividade dos processos.

“Há um sistema de controle de contaminação no edifício, pressão positiva no prédio, climatização, sistema LED ajustável às condições de luz conforme a época do ano entre outros recursos”, diz Kleber Fernandes, diretor de Qualidade e Novos Produtos da Ford.

O engenheiro explica que a linha de motores é versátil e produz por hora o motor 3,0 litros Lion V6 “Começamos com esse motor até chegar a plena capacidade e depois iremos para o Panther no segundo semestre mas as linhas irão trabalhar em fases montando os dois motores”, explica.

O próprio presidente da Ford na América do Sul, Martin Galdeano, explicou à revista O Mecânico que a fábrica funciona agora 100% conectada. “Gerenciamos aqui uma grande quantidade de informações dentro do processo de manufatura 4.0 para termos uma planta hiper conectada e essa comunicação permite estar a par de todo o processo para assegurar a qualidade do produto final”.

 

Passo a passo

Acompanhamos o passo a passo da linha de produção dos motores que começa com a montagem do bloco, pistões e virabrequim. Os blocos vem de uma fábrica de injeção do Brasil e chegam em caixas que alimentam um sistema para que a produção seja precisa dentro da demanda necessária.

A montagem conta com 129 estações neste passo a passo e parte do processo é feita por robôs que são 10 e atuam com mais de 2.000 sensores e câmeras. Todo o torque de cada peça é controlado por sistema.

Após a montagem dos itens da parte inferior o motor já recebe a primeira lubrificação antes de dar sequência no processo e em caso de mínima variação de torque, processo errado ou qualquer imprecisão o sistema para. No entanto, a engenharia já sabe onde está o problema e pode fazer a correção recolocando o motor na linha de produção.

Depois das partes móveis montadas entra a parte superior com periféricos de motor como a turbina, sensores e outras peças fundamentais. Após a finalização o motor passa por um teste em câmaras que revisam toda a montagem e, por fim, é testado com combustível dentro de uma câmara isolada.

Depois o motor recebe o volante e segue para o setor de produção da picape em outro ponto da fábrica em um robô autônomo.

“Essa nova unidade permite ter qualidade e flexibilidade para elevar ou reduzir a oferta ou a mescla de motores nesta unidade. Estamos completando um ciclo de investimento com essa fábrica de motores que usa componentes do Brasil e de outros países no processo produtivo tanto que a percepção de qualidade aumentou 20% segundo o NPS (Net Promoter Score)”, disse Martín Galdeano, presidente da Ford América do Sul.

Cidade da Ranger

A Ford Ranger é produzida na fábrica argentina desde 1996. Atualmente a unidade tem 3.500 funcionários, 318 robôs, 1.000 câmeras e sensores e capacidade para produzir até 110.000 unidades da picape por ano. A fábrica de General Pacheco está instalada em um terreno de 250 mil m2 de área construída em 100 hectares e tem capacidade para produzir até 110 mil unidades da Ford Ranger por ano.

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