Falhas de aceleração e dificuldade de partida podem sinalizar defeitos nesse sistema
O circuito de baixa pressão de combustível tem a função de enviar o óleo diesel do tanque até o circuito de alta pressão da bomba injetora. Se houver defeitos na parte de baixa pressão, todo o sistema ficará prejudicado, ocorrendo falhas no seu funcionamento. Assim, para diagnosticar problemas, a Revista O Mecânico exibe o passo a passo de verificação do circuito de baixa pressão.
O procedimento de verificação apresentado é válido para os motores V6 de 3.0 litros, denominados LR‑TDV6 na Land Rover. Esse propulsor equipou diversos modelos da marca, como Discovery 4 e Range Rover Sport, entregando 245 cv à 4.000 rpm e 61,2 kgfm de torque à 2.000 rpm. A bomba injetora que equipa esse motor diesel é a CP4.
Para medir a pressão na linha de pré-alimentação, é preciso conectar um adaptador à válvula reguladora da bomba de alta pressão de combustível. Isso ocorre porque a bomba mecânica de baixa pressão a ser avaliada é blindada e não possui conexões para a entrada e saída do combustível. Dessa forma, a medição deve ser feita através da carcaça da bomba de alta pressão, onde está montada.
Procedimento de verificação do circuito de baixa pressão
Passo 1: Retire o conector elétrico da válvula reguladora de pressão.
Passo 2: Remova os três para parafusos TX25 de fixação da válvula reguladora de pressão e a retire.
Passo 3: Instale a ferramenta de adaptação de teste 1 681 032 115 no local da válvula reguladora de pressão.
Adaptador de teste 1 681 032 115
Passo 4: Monte a válvula reguladora do veículo sobre a ferramenta 032 115, instalando os parafusos de fixação da ferramenta e válvula que a acompanham.
Ferramenta 032 115
Passo 5: Religue a conexão elétrica da válvula reguladora de pressão e instale o manômetro de pressão no adaptador de teste.
Adaptador de teste montado
Passo 6: Compare o valor de pressão, que com a chave ligada deve ser de 0,5 bar. Na partida, a pressão deve ficar entre 2,5 e 3,5 bar.
Por fim, caso os números de pressão sejam inferiores aos valores recomendados, deve-se analisar os componentes como bomba elétrica, filtro de combustível, conexões e demais itens. Também, o mecânico deve ficar atento a sintomas como dificuldade de partida e falhas na aceleração, que podem indicar problemas na alimentação de combustível.
Para aumentar a durabilidade é preciso utilizar peças que atendam as especificações da montadora
Os motores 170TSI no Polo, 200TSI no Nivus e T-Cross e 250TSI no T-Cross e Taos, são amplamente utilizados pela Volkswagen. Para auxiliar na hora da compra de peças para fazer a manutenção nos diversos modelos equipados com esses motores, a Revista O Mecânico traz os principais códigos de referência dos componentes recomendados pela fabricante.
Começando com o óleo lubrificante, a norma do fluido determinada pela montadora é a VW 508 88, com viscosidade 5W40. Também, o filtro de óleo recomendado para os motores 1.0 e 1.4 TSI tem o código 04E115561T.
Na parte do sistema de arrefecimento, o fluido indicado é o G12 Evo, com a fabricante não recomendando a mistura entre diferentes especificações de fluidos de arrefecimento. No sistema de frenagem, o fluido de freio que atende as características do conjunto é o DOT 4.
Para garantir a saúde do motor e filtrar as impurezas, a substituição do filtro de ar é recomendada pela peça com código 04E129620 para os motores 1.4 e 04C129620A para os motores 1.0. Por fim, nos veículos equipados com transmissão automática da Aisin de seis velocidades, o fluido indicado na hora da troca é o G055025A2.
Dessa forma, é fundamental utilizar peças que atendam as especificações determinadas pela fabricante, a fim de garantir que o motor tenha o funcionamento e vida útil esperados.
Lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026
A BMW está preparando a implantação da nova plataforma eletrificada Neue Klasse. Durante a operação da linha de produção atual, três novos pavilhões serão construídos em Munique para a estamparia, montagem e logística de produção associada. A expectativa é que a plataforma Neue Klasse seja implantada na fábrica de Munique no segundo semestre de 2026.
A partir de 2027, a fábrica em Munique produzirá exclusivamente veículos totalmente elétricos. “Com a Neue Klasse, reduziremos significativamente os custos de fabricação na Fábrica de Munique”, informa Peter Weber, Diretor da Planta de Munique. De acordo com a BMW, focar em uma única variante de trem de força reduz etapas de produção e o número de peças como chicotes elétricos, que anteriormente variavam de acordo com o tipo de motor e podem ser complexos de instalar.
Pré-série na planta piloto
Os primeiros veículos de pré-série serão montados na Planta Piloto do Centro de Pesquisa e Inovação (FIZ) da BMW antes do final do ano. A equipe da planta de Munique participará ativamente desse processo. Além disso, a BMW está utilizando simulações virtuais. A equipe de Munique também está trabalhando de perto com os colegas da planta de Debrecen, na Hungria, onde o primeiro modelo da Neue Klasse entrará em produção no final deste ano.
Rede de produção
Como o aumento da eletromobilidade não é linear e progredirá em velocidades variadas, a empresa confiou em “flex-plants”, que podem fabricar veículos com motores de combustão interna e trens de força elétricos. “Dessa forma, podemos garantir nossas capacidades de entrega em diferentes situações de mercado e manter uma boa utilização de capacidade em nossas localizações”, explica Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração responsável pela Produção.
Até o final da década, o BMW Group espera um aumento significativo nas participações de mercado dos veículos totalmente elétricos. Por essa razão, as fábricas em Debrecen e, posteriormente, Munique serão as primeiras instalações dedicadas exclusivamente a veículos totalmente elétricos, aumentando as capacidades de eletrificação em toda a rede.
Atenção na hora da substituição é fundamental para garantir a durabilidade do componente
No veículo, algumas situações podem diminuir a vida útil da correia de acessórios, ocasionando um desgaste excessivo e sua possível ruptura. Dessa forma, a Revista O Mecânico exibe as principais circunstâncias que podem causar problemas nessa correia.
A correia de acessórios é responsável por transmitir a rotação do motor para acionar componentes como alternador, compressor do ar-condicionado e bomba da direção hidráulica. Na maioria dos casos ela fica apoiada sobre rolamentos e tensores, sofrendo diversos esforços de tração.
A primeira situação que pode diminuir a vida útil normal da correia de acessórios é uma tensão de trabalho incorreta, seja muito apertada ou muito frouxa. Quando ela está muito esticada as fibras podem acabar se rompendo, enquanto se estiver muito frouxa pode forçar o tensor e ocasionar o seu desgaste prematuro.
Quando o alinhamento da correia não está correto, haverá um aumento no atrito e desgaste acentuado, causando sua inutilização. Também, temperaturas muito altas ou muito baixas podem deixar a borracha endurecida ou vitrificada, causando rachaduras, desfilamento ou pontos fracos ao longo da correia. Esses sintomas também podem ser causados por contaminação de óleo.
Um tensionador falhando pode não tensionar a correia de acessórios corretamente, o que pode a deixar muito frouxa, gerando impactos ao longo das fibras. Por fim, um componente com defeito, como o compressor do ar-condicionado ou a bomba da direção hidráulica, pode aumentar o atrito na correia e até causar sua ruptura, quando existe o travamento dessas peças.
Quando a correia de acessórios está perto do final de sua vida útil, ela pode dar sinais como um barulho agudo que desaparece conforme o acelerador é pressionado, um som de chiado consistente que acompanha as rotações do motor e um ruído de “batida” que varia conforme as rotações.
Dessa forma, o mecânico deve ficar atento na hora da substituição da correia de acessórios, para garantir que a montagem está correta. Também, nos casos que a correia não é elástica, o tensor deve ficar calibrado. Tomando esses cuidados, é possível evitar o desgaste prematuro da correia de acessórios.
Modelo vem equipado com motor 1.0 turbo de até 130 cv
O Peugeot 208 com motor T200 da Stellantis, que está presente em modelos da Fiat e Citroën. Com essa padronização, a marca espera resolver problemas crônicos do passado, além de trazer evolução referente às versões pré-Stellantis. Claro, a Revista O Mecânico traz um Raio X completo do hatch, analisando componentes essenciais para o funcionamento do veículo, incluindo o motor, a transmissão e outros sistemas.
Lembrando, a manutenção preventiva é fundamental para evitar desgastes prematuros e falhas, especialmente em itens como correia, lubrificação e refrigeração. Ademais, também é necessário a verificação periódica do fluido da transmissão CVT, que é essencial para garantir o funcionamento adequado e evitar problemas de patinação ou superaquecimento. Além disso, a inspeção do sistema de arrefecimento ajuda a manter o motor operando dentro dos parâmetros recomendados, evitando superaquecimentos.
O diagnóstico correto e o uso de peças e fluidos adequados são fundamentais para a durabilidade do conjunto mecânico do Peugeot 208 T200, que vem equipado com motor 1.0 turbo que entrega até 130 cv e 20,4 kgfm de torque. O modelo utiliza uma transmissão automática do tipo CVT
Manter essa manutenção em dia ajuda a evitar mais gastos no futuro
A regulagem das válvulas é essencial para o bom funcionamento do motor, pois influencia diretamente no desempenho, consumo de combustível e resposta à aceleração. Quando não ajustadas corretamente, podem surgir defeitos como perda de potência, aumento do consumo e falhas. Assim, para evitar esses problemas, a Revista O Mecânico exibe o passo a passo desse ajuste para o motor 1.5 TU4.
O motor 1.5 TU4 tem oito válvulas e foi utilizado em veículos como Peugeot 208 e o Citroën C3. Esse propulsor alcança até 93 cv de potência em 5.500 rpm e torque máximo de 14,2 kgfm a 3.000 rpm, números quando abastecido com etanol.
Para iniciar o processo de ajuste, o motor deve estar frio, para uma medição precisa. Nos modelos da Citroën e Peugeot com essa motorização, a numeração dos cilindros é contada do volante para a distribuição. A folga recomendada para as válvulas de admissão é de 0,20 mm, podendo variar em 0,05 mm para mais ou para menos. No caso das válvulas de escape, a folga especificada é de 0,40 mm, também com margem de 0,05 mm.
Procedimento de ajuste das válvulas
Passo 1: Posicione o motor de forma que a válvula de escape do primeiro cilindro esteja completamente aberta. Em seguida, ajuste a folga da válvula de admissão do terceiro cilindro e a da válvula de escape do quarto cilindro conforme os valores recomendados.
Passo 2: Gire o motor em 180° e verifique se a válvula de escape do terceiro cilindro está totalmente aberta. Nesse ponto, regule a folga da válvula de admissão do quarto cilindro e a da válvula de escape do segundo cilindro.
Passo 3: Ao girar o motor mais 180°, certifique-se de que a válvula de escape do quarto cilindro está completamente aberta. Agora, ajuste a válvula de admissão do segundo cilindro e a de escape do primeiro cilindro, sempre respeitando as folgas determinadas.
Passo 4: Finalmente, gire novamente o motor em 180°, garantindo que a válvula de escape do segundo cilindro esteja totalmente aberta. Por último, faça a regulação da válvula de admissão do primeiro cilindro e da válvula de escape do terceiro cilindro.
Quando o mecânico segue corretamente esse procedimento, é assegurado que o motor funcione de maneira eficiente, evitando problemas e garantindo um melhor rendimento do propulsor.
Congresso Brasileiro do Mecânico proporcionou aprendizado aprofundado e experiências interativas entre mecânicos, palestrantes e empresas
texto Felipe Salomão fotos Revista O Mecânico
O 7º Congresso Brasileiro do Mecânico (7CBM), realizado em 19 de outubro, consolidou-se como um dos principais eventos do setor automotivo no Brasil. Com mais de 8 mil profissionais inscritos, a edição registrou um aumento de 20% no público em comparação a 2023, além da presença de 52 marcas expondo suas novidades e soluções para o mercado de reparação automotiva. Inclusive, o legado da edição passada será mantido e, também, aperfeiçoado para o 8º Congresso Brasileiro do Mecânico, que será no dia 25 de outubro.
Desde sua primeira edição em 2017, o Congresso Brasileiro do Mecânico tem se firmado como referência no setor, reunindo profissionais, especialistas e empresas para discutir tendências e inovações, oferendo um programa robusto de palestras e atividades técnicas.
No Grande Auditório, especialistas abordaram temas como eletrificação, lubrificação, motores três cilindros e serviços nas oficinas. Além disso, os Boxes Técnicos e Práticos proporcionaram aprendizado aprofundado e experiências interativas ao público, que pode acompanhar demonstrações ao vivo no pavilhão Amarelo do Expo Center Norte.
Marcas, expositores e Test Drive de elétricos
O evento também contou com 40 expositores, que apresentaram produtos e soluções inovadoras para o setor. Na área externa, uma pista de Test Drive permitiu que os visitantes experimentassem veículos elétricos como GWM Ora 03 GT, Haval H6, Ford Mustang Mach-E, Ford Maverick, Fiat 500e e Jeep Cherokee híbrido.
O 7CBM encerrou sua edição de 2024 superando expectativas e reforçando sua posição como um dos principais encontros do setor automotivo no Brasil. Agora, a expectativa já está voltada para a próxima edição, que promete trazer ainda mais novidades para os profissionais da mecânica.
Estratégia aberta de pré-lançamento para criar expectativas é até comum no exterior, todavia pouco frequente no mercado brasileiro.
O Tera é um SUV compacto que divide arquitetura com o Polo, automóvel mais vendido em 2024 e 2023 (perdeu para a picape Strada, um modelo comercial leve). Revelação ou pré-apresentação no sambódromo ainda vazio do Rio de Janeiro (RJ), foi no domingo de Carnaval, sem disfarces. Está em pré-produção em Taubaté (SP), ao lado do Polo, para estrear dentro de dois meses. Não só este, outros hatches, SUVs e até o Nivus, da VW, terão vendas afetadas desde já pelo natural impacto da antecipação.
Inteiramente projetado aqui, pelo brasileiro José Carlos Pavone, foi exibido na versão de topo e sem nenhum disfarce. Frente imponente com capô elevado, luzes de rodagem diurna duplas, grandes entradas de ar laterais, grade do radiador imponente e para-choque tão bem integrado que mal se percebe.
A lateral tem desenho limpo, pronunciados arcos de rodas (de 17 pol.), colunas e portas traseiras em particular harmonia, barras de teto funcionais (como no Kardian), teto preto, traseira com luzes de posição e de freio discretas, tampa do porta-malas curta e para-choque minimalista, mas com efetiva proteção. Bom porta-malas, cerca de 10% maior que os 300 litros do Polo.
A VW não adiantou especificações do Tera, contudo entre-eixos é o mesmo do Polo — 2.566 mm — e espaço interno semelhante, porém melhor para cabeças no banco traseiro. Há três alças de teto, duas portas USB-C atrás e duas no console (todas de fácil acesso), além de carregador por indução para celular com refrigeração regulável. Bancos dianteiros são os do Polo com novos revestimentos, central multimídia é mais completa, painel e laterais de portas têm aspecto muito bom. Há seis airbags e pacote de assistência ADAS.
Receberá o mesmo motor turbo flex do Polo: 1-L, 116 cv (E)/109 cv (G) e 16,8 kgf·m com câmbio automático de seis marchas. No total quatro versões, incluindo uma de entrada com motor 1-L de aspiração natural e câmbio manual. Preço estimado: R$ 95.000 a R$ 135.000.
Nada de retrocesso impensado. Apenas o reconhecimento dos países da União Europeia (UE) de que, financeiramente, os prazos são inviáveis para redução de emissões em motores a combustão e de investimentos simultâneos, sem bases técnicas, de infraestrutura e econômicas em veículos elétricos. O adiamento das exigências de 2025 para 2028, anunciado no começo desta semana pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é apenas um alívio temporário. VW, grupo Stellantis e Renault apoiaram a decisão de imediato. A situação poderá exigir novas postergações.
Ecologistas protestaram com alarido de sempre. Estão no seu papel, porém algo de racionalidade tornou-se mandatório. Políticos da UE acham (ou achavam) que em 2035, por lei, só carros elétricos deveriam ser vendidos. Escrevi mais de uma vez: nada mais irracional, pois não se muda todo um complexo de produção em tão pouco tempo. Sem contar limitações imediatas, longe de resolver: infraestrutura e tempo de recarga que dificultam as viagens, alcance menor em velocidade típica de estradas, variações de temperaturas ambiente, soluções caras de reciclagem de baterias, valor de revenda incerto, entre outras.
Quem compra ou troca de carro precisa ponderar vários fatores. Ocorreu um resfriamento súbito da demanda, logo que os governos europeus atestaram a falta de lastro financeiro para manter subsídios e os retiraram. A transição apressada só podia dar errado. Vendas desaceleraram e depois recuaram, no último trimestre de 2024.
Várias marcas já tinham anunciado que voltariam a desenvolver também motores a combustão, como Mercedes-Benz, Porsche, Audi e sem contar as de alto volume de vendas. Japonesas, como a Toyota, deixaram claro que manteriam o foco em híbridos e motores mais eficientes, sem esquecer dos elétricos que são o futuro, sem data marcada. E estão certas.
Ataques cibernéticos à rede de recarga preocupam
Segundo o site americano Automotive News (AN), relatório recém-divulgado da empresa Upstream, especializada em segurança cibernética automobilística e mobilidade inteligente, ataques à infraestrutura de carregamento de veículos elétricos aumentaram 39% em 2024 frente a 2023. “Quase três quartos dos ataques às estações de recarga identificados pela Upstream envolveram interrupções de serviço ou negócios. Na maioria dos casos, os hackers conseguiram afetar a funcionalidade dos carregadores”, informou o AN. Embora se trate de um caso de polícia nos EUA, traz alguma preocupação.
Mais estressado talvez esteja Elon Musk. Ele já enfrenta forte queda de vendas da Tesla pelo aumento da concorrência na China, EUA e Europa, além de atraso nos lançamentos. O maior fabricante mundial de carros elétricos sofre agora com discussões e até brigas entre motoristas na sua rede própria de mais de 30.000 pontos de recargas rápidas, depois que o governo americano obrigou que as estações ficassem disponíveis para modelos de qualquer marca.
A fim de contornar esse problema a empresa vai criar um aplicativo para organizar uma “fila” virtual de acesso aos carregadores. Pode resolver, entretanto para quem já encara outras filas ou não gosta delas, uma a mais — e virtual — certamente desanima.
Tiggo 7 Pro PHEV: estilo e economia destacam-se
O SUV médio da Caoa Chery, importado da China, teve boa recepção de mercado no ano passado e a versão híbrida plugável do Tiggo 7 PHEV chega agora por competitivos R$ 239.990. Deverá ser produzido ainda este ano nas instalações do grupo brasileiro em Anápolis (GO). Pode ser reconhecido pelas mudanças na dianteira: para-choque tem interessantes elementos diagonais nas extremidades e grade com elementos diamantados, além de novas rodas de 18 pol. também com acabamento diamantado. Dimensões: comprimento, 4.513 mm, entre-eixos, 2.670 mm, largura, 1.862 mm, altura1.696 mm e porta-malas de bons 475 litros. O tanque de combustível agora passou para corretos 60 litros.
No interior sobressaem tela integrada que totaliza 24,6 pol. (quadro de instrumentos e multimídia), nova alavanca seletora de câmbio (tipo joystick) e comandos separados para ar-condicionado de duas zonas com boa associação de botões capacitivos e físicos. Há teto solar panorâmico e câmeras com visão de 360°. O pacote de segurança é completo, com 10 funções
As duas baterias de 19,3 kW·h permitem alcance no modo elétrico de até 63 km. E para um carro com massa em ordem de marcha de 1.822 kg o consumo no padrão Inmetro é 36,9 km/l na cidade e 30,2 km/l, na estrada. Contudo, no uso cuidadoso, essas marcas podem ser superadas em condições ideais (pouco trânsito, velocidade constante), desde que o motor elétrico atue na maior parte do tempo.
Motor turbo a gasolina de 170 cv/22,4 kgf·m e os dois motores elétricos dianteiros de 174 cv/32,2 kgf·m entregam o total de 317 cv/56.6 kgf·m. Tração é sempre dianteira. O câmbio traz uma intrincada combinação de três marchas físicas e oito continuamente variáveis. O resultado final é muito bom, com aceleração de 0 a 100 km/em 6,8 s. Primeiro contato foi curto (cerca de 20 km), dentro de São Paulo, mas demonstrou um conjunto ágil, suspensões bem calibradas mesmo em asfalto irregular e baixo nível de ruído na cabine.
Executivas da Phinia abordam a importância da representação feminina e seu impacto nas organizações
O Dia Internacional da Mulher completa 50 anos, marcando avanços e desafios na busca por equidade. Todavia, na indústria automotiva há uma baixa presença feminina em cargos de liderança, o que ainda como obstáculo para as mulheres brasileiras. Portanto, a Revista O Mecânico entrevistou duas executivas da Phinia, que abordaram a importância da representação feminina e seu impacto nas organizações.
Selma Pinto, gerente de recursos humanos, saúde, segurança e meio ambiente da unidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, destaca que a presença feminina na liderança fortalece a diversidade. “Se as empresas tiverem cada vez mais mulheres na liderança, maior será a probabilidade de aumentarmos sua participação em cargos de destaque. Da mesma forma, a presença feminina em posições de evidência, neste segmento, serve de inspiração no momento de decidir pela escolha de uma candidata mulher”.
Atualmente, a executiva gerencia 17 profissionais, sendo nove mulheres, representando 53% da equipe. No setor de RH, as mulheres ocupam 84% dos cargos, enquanto em meio ambiente, saúde e segurança, o percentual é de 30%. Os dados indicam avanços na inclusão feminina, porém, evidenciam lacunas em áreas tradicionalmente masculinas.
Camila Rangel
Por sua vez, Camila Rangel, gerente de supply chain da Phinia, que atua há cinco anos na área, sendo responsável por logística, importação, planejamento de demanda, negociações e desenvolvimento de fornecedores, destaca os avanços nos últimos anos. “O avanço de mulheres em posições de liderança tem crescido, mas ainda existem desafios, como a necessidade de ampliar redes de apoio e incentivar mais representatividade”. Para a executiva, que tem quase 20 anos no setor automotivo, é fundamental criar um ambiente onde talento e competência impulsionem o crescimento profissional.
Rangel ainda ressalta a importância do equilíbrio entre características diferentes dentro das equipes: “As diferenças estão na forma da abordagem e não na competência. Mulheres, muitas vezes, trazem mais colaboração e empatia. Os homens, por sua vez, tendem a ser mais diretos. O equilíbrio dessas características traz criatividade, dinâmica e eficácia para os times”.
Vida profissional vs Vida pessoal
Selma Pinto
A conciliação entre vida profissional e pessoal é outro ponto relevante para que as mulheres ainda não estejam em cargos de liderança, segundo a pesquisa do Gi Group. Camila Rangel reforça a necessidade de apoio nas empresas. Já Selma Pinto lembra que a maternidade foi um momento desafiador e destaca a importância do respeito a essa realidade. Ambas reconhecem que políticas de flexibilização e incentivos corporativos têm ampliado a participação feminina.
Selma Pinto enfatiza a importância de ocupar espaços e compartilhar experiências: “as mulheres precisam aproveitar os espaços e se posicionarem com segurança, sempre que houver oportunidade. Além disso, é muito importante compartilhar histórias de sucesso e superação, enaltecendo que a coragem, dedicação, sensibilidade e força feminina podem romper barreiras”. Para Camila Rangel, “a presença feminina em posições de liderança traz diferentes perspectivas e enriquece a cultura organizacional. Portanto, é importante continuar promovendo iniciativas que incentivem e promovam o crescimento das mulheres no setor automotivo”. Segundo ela, o avanço dessas iniciativas resultará em maior participação feminina no setor.
Em nota, a Phinia informou que oferece trabalho flexível, home office e programas voltados à diversidade. O Women in Leadership, por exemplo, incentiva o desenvolvimento de lideranças femininas, com mentoria de profissionais experientes que compartilham conhecimento e orientam funcionárias.
Em parceria com cerca de 80 empresas, iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre a importância da participação das mulheres no transporte
A Mercedes-Benz do Brasil celebra seis anos do Movimento A Voz Delas que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da participação das mulheres no transporte. Atualmente, o movimento conta com cerca de 80 empresas parceiras que apoiam a causa e trabalham para melhorar as condições de trabalho das motoristas nas estradas com seus caminhões, nas ruas das cidades dirigindo os ônibus, e das cristais (esposas dos caminhoneiros que os acompanham nas viagens).
“Na Mercedes-Benz, acreditamos que a verdadeira força das mulheres é algo que precisa sempre ser reconhecido e celebrado. E além de dar voz a elas, o objetivo do Movimento é realizar ações que realmente tragam melhorias para a vida das mulheres no transporte, seja para caminhoneiras, motoristas de ônibus ou cristais”, ressalta o gerente sênior de Peças e Serviços da Mercedes-Benz do Brasil e idealizadora do projeto, Ebru Semizer. “Sabemos que a jornada delas, muitas vezes, é marcada por desafios, como condições precárias, falta de segurança nas estradas e preconceitos. Porém, como uma verdadeira comunidade, estamos aqui para ajudar a mudar essa realidade”.
No site do Movimento, aproximadamente 1.500 mulheres estão inscritas na aba “Eu sou A Voz Delas”, área destinada a motoristas de caminhão e ônibus, cristais e apoiadoras do movimento. E mais de 870 interações na aba “Solte sua Voz”, campo destinado a ouvir as necessidades e sugestões das estradas.
Nesses seis anos, diferentes ações foram implantadas com foco voltado as mulheres como a criação do site com conteúdos exclusivos (https://avozdelas.com.br/), aba no site de empresas que dão oportunidades para mulheres motoristas, melhoria de infraestrutura em um posto de combustível, a exclusiva Música Delas, quatro edições do Programa Delas, três edições da promoção “Na Direção dos Seus Sonhos”, bolsas em cursos de formação na Fabet e no Sest Senat, websérie Papo Delas, Actros Evolution Estrela Delas, três edições da Caravana Todos Juntos, petição junto a órgãos importantes (como ANTT e CNT) em busca de melhorias no cenário do transporte para a mulher, premiação Mulheres Positivas e iniciativas junto a empresas parceiras, além de outras ações.
O Movimento A Voz Delas participou das duas maiores feiras do segmento de veículos comerciais no Brasil em 2024: a Fenatran (transporte de cargas) e a LatBus (transporte de passageiros). Na Fenatran, foi lançado o Actros Evolution Estrela Delas e realizado o 3º Fórum de Mulheres no Transporte e Logística juntamente com parceiros.
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