ZF Aftermarket passa a fornecer compressores WABCO sem engrenagem para Mercedes-Benz

Mudança segue padrão da linha Mercedes e impacta aplicações monocilíndricas e bicilíndricas

A ZF Aftermarket anuncia que os compressores de ar WABCO destinados a veículos Mercedes-Benz passam a ser comercializados no mercado de reposição sem engrenagem, seguindo o mesmo padrão adotado pela montadora na linha de produção.

Monocilíndricos: mudança a partir da semana 51/25

Nos compressores monocilíndricos, a atualização vale para veículos fabricados a partir da semana 51/25. Estão incluídos os códigos:

9122100020 e 9122100020:009

4123520250 e 4123520250:009

Nesses casos, a orientação é reutilizar a engrenagem do compressor substituído, desde que a peça esteja em boas condições após avaliação técnica.

Bicilíndricos: aplicação a partir da semana 01/26

Para os modelos bicilíndricos, a mudança se aplica a veículos produzidos a partir da semana 01/26. Os códigos contemplados são:

9125100200 e 9125100200:009

9125100210 e 9125100210:009

9125100250 e 9125100250:009

9125101030 e 9125101030:009

9125101040 e 9125101040:009

Assim como nos monocilíndricos, os compressores passam a ser fornecidos sem engrenagem no aftermarket.

Orientações técnicas

Antes de reutilizar a engrenagem, a ZF recomenda inspeção criteriosa para verificar desgaste. Caso seja necessária a substituição, a peça deve ser adquirida em concessionárias Mercedes-Benz, pelos seguintes códigos:

A 906 132 03 05 (monocilíndricos)

A 457 132 09 05 (bicilíndricos)

A empresa também reforça que o torque da porca flangeada que fixa a engrenagem ao compressor deve ficar entre 25,4 e 29,5 kgf, garantindo segurança, durabilidade e desempenho adequado do sistema pneumático.

Barra de direção: sinais de desgaste e critérios para substituição

Componente liga volante às rodas e exige inspeção periódica para evitar folgas e desgaste irregular dos pneus

A barra de direção é responsável por transmitir o movimento do volante às rodas, a barra de direção integra o sistema de direção e influencia a estabilidade e a dirigibilidade do veículo. A identificação de sinais de desgaste e a substituição correta da peça evitam falhas no sistema e danos a outros componentes.

Segundo o especialista, caso a barra de direção necessite de substituição, é necessário utilizar peças novas e compatíveis com as especificações do veículo. “Somente peças novas e de fabricantes reconhecidos no mercado devem ser utilizadas na reposição”.  Folgas na direção também interferem na geometria do sistema, o que pode provocar desgaste irregular dos pneus.

Leite explica que o tempo de uso, solventes aplicados na lavagem do veículo e o atrito com materiais da via podem danificar a coifa. Quando há rompimento, ocorre perda de graxa lubrificante e entrada de impurezas, acelerando o desgaste do terminal de direção.

A orientação é realizar revisões periódicas nos sistemas de direção e suspensão e substituir os componentes, quando necessário, por peças novas com as mesmas especificações das originais.

Hyundai i30 2.0: procedimento correto para verificação do nível da transmissão A6MF1

Câmbio automático de seis marchas exige controle de temperatura, sequência de engates e aplicação correta do fluido SP-IV ATF para garantir medição precisa do nível

O Hyundai i30 equipado com motor 2.0 de até 145 cv, produzido entre 2011 e 2016, utiliza a transmissão automática A6MF1, que tem o procedimento de verificação de nível de fluido diferente dos sistemas convencionais com vareta. Dessa forma, a conferência correta depende do controle da temperatura do fluido, da sequência de engates e do tipo de tampa do corpo de válvulas instalada no conjunto.

O procedimento tem início com a remoção do parafuso de enchimento do ATF localizado na parte superior da tampa do corpo de válvulas. Pelo bujão de abastecimento devem ser adicionados pelo menos cinco litros do fluido especificado SP-IV ATF. A capacidade total da transmissão é de aproximadamente sete litros, considerando o conjunto completo.

Após o abastecimento inicial, é necessário aquecer a transmissão até que o fluido atinja temperatura entre 50 °C e 60 °C. Essa verificação deve ser feita com o auxílio de scanner automotivo, monitorando o parâmetro de temperatura do fluido da transmissão. O controle térmico é fundamental, pois o volume do ATF varia conforme a dilatação, influenciando diretamente na aferição do nível.

Com a temperatura estabilizada, deve-se realizar a sequência de engates P-R-N-D-N-R-P, mantendo cada posição por pelo menos dez segundos. Esse procedimento garante o preenchimento completo dos circuitos hidráulicos e dos corpos internos da transmissão.

Na etapa seguinte, remove-se o bujão de verificação de nível localizado na tampa do corpo de válvulas. A condição considerada normal é quando uma pequena quantidade de fluido escorre pelo orifício, indicando que o nível está correto. Ausência de escoamento indica nível baixo, enquanto fluxo excessivo pode apontar sobreenchimento.

O torque de aperto do bujão varia conforme o tipo de tampa do conjunto de válvulas. Nas transmissões com tampa metálica, o aperto deve ficar entre 3,5 e 7,7 kgf. Já nas versões com tampa fabricada em material plástico, o aperto é realizado até o travamento do bujão, o que corresponde aproximadamente a meia volta após o encosto.

O respeito ao fluido especificado e ao procedimento completo evita falhas de lubrificação, patinação, superaquecimento e desgaste prematuro dos componentes internos. Em transmissões automáticas modernas como a A6MF1, a verificação incorreta do nível pode comprometer o funcionamento do sistema hidráulico e gerar custos elevados de reparo.

Citroën C3 1.2 PureTech: veja tabela de torques de aperto do motor

Motor 1.2 PureTech, aplicado no C3 a partir de 2016, utiliza amplamente o método torque mais ângulo e requer atenção redobrada nos procedimentos de montagem

O motor 1.2 PureTech, que equipa o Citroën C3 modelo 2016, exige precisão na aplicação dos torques de aperto durante intervenções como retífica, substituição de junta de cabeçote ou reparos na parte inferior. O uso correto de torquímetro calibrado e medidor angular é indispensável para garantir vedação adequada, alinhamento estrutural e durabilidade do conjunto. Portanto, a Revista O Mecânico traz o guia completo para esse conjunto mecânico.

Tabela de torque

No cabeçote, o aperto deve seguir a sequência recomendada pelo fabricante, respeitando os estágios progressivos. Os parafusos numerados de 1 a 8 devem receber 10 Nm, depois 30 Nm e, por fim, um aperto angular de 230 graus. Já os parafusos 9 e 10 seguem o mesmo início, com 10 Nm mais 30 Nm, finalizando com 180 graus. O parafuso 11 recebe 10 Nm e, na sequência, 20 Nm. Como se trata de aperto com grande aplicação angular, é fundamental verificar a especificação quanto à reutilização dos parafusos, pois muitos trabalham com regime de alongamento controlado.

Na parte inferior do motor, as capas de biela exigem 5 Nm, mais 15 Nm e posteriormente 115 graus. Os mancais do virabrequim recebem 20 Nm acrescidos de 140 graus. Qualquer variação nesses valores pode comprometer as folgas de trabalho, afetar a lubrificação e reduzir a vida útil do conjunto móvel.

No comando de válvulas, os mancais trabalham com torque inicial de 5 Nm seguido de 10 Nm. As polias dos comandos recebem 20 Nm mais 120 graus. O parafuso da engrenagem do virabrequim exige 50 Nm mais 180 graus, enquanto os parafusos da polia do virabrequim recebem 30 Nm. A tampa da distribuição trabalha com 8 Nm. Nessa região, a precisão é essencial para evitar desalinhamento do sincronismo e possíveis falhas de funcionamento.
Em relação às tampas e elementos de vedação, a tampa de válvulas recebe 8 Nm, assim como o cárter de óleo superior e o cárter de óleo inferior. O bujão do cárter exige 42 Nm. A flange do retentor traseiro e a tampa do eixo de balanceamento também trabalham com 8 Nm. O controle adequado evita empenamentos em superfícies de alumínio e vazamentos recorrentes.

Nos componentes auxiliares, os parafusos de fixação da bomba de óleo e da bomba d’água recebem 8 Nm. O sensor de detonação deve ser apertado com 20 Nm, valor fundamental para garantir a leitura correta das vibrações do bloco. Já o volante do motor segue sequência de 8 Nm, depois 30 Nm e finalização com 90 graus.

Lembrando, trabalhar fora das especificações pode resultar em falhas de vedação, ruídos, perda de desempenho e até danos estruturais. O respeito aos valores determinados pelo fabricante é parte essencial da qualidade e da confiabilidade do serviço prestado na oficina.

Tramontina PRO supera 4 mil itens, cresce 120% desde 2019 e estreia nova identidade visual

A Tramontina PRO chega a 2026 com mais de 4 mil itens no portfólio e uma nova identidade visual. Criada em 2000 para atender o mercado profissional, a submarca atua nos setores industrial, automotivo, elétrico, agrícola, offshore e aeronáutico, com presença no Brasil e em mais de 60 países.

A linha é organizada em 15 famílias de produtos. Cinco categorias concentram cerca de 80% do faturamento e o maior volume de vendas: chaves de aperto, alicates (ferramentas articuladas), martelos e marretas, chaves de fenda e organizadores metálicos. No mercado externo, a Bolívia lidera como principal destino das exportações, especialmente nessas categorias.

Entre 2019 e 2025, a Tramontina PRO ampliou seu portfólio em mais de 120%, impulsionada por investimentos estratégicos e pelo lançamento de organizadores. Desde a criação da linha, o faturamento acumulou alta de 3.500%, representando atualmente 66% da produção da unidade fabril responsável.

Segundo Felisberto F. Moraes, diretor comercial da Tramontina, o crescimento reflete a estratégia de inovação contínua e o foco no atendimento técnico especializado aos diferentes segmentos profissionais.

Nova identidade visual reforça foco em performance

A nova identidade visual apresentada em 2026 tem como proposta valorizar atributos como segurança certificada, precisão e confiabilidade, alinhando a comunicação da linha às demais submarcas do grupo.

No setor automotivo, a Tramontina PRO mantém parcerias com o piloto Ulysses Bertholdo e com Anderson Dick, fundador e CEO da FuelTech. A nova identidade foi apresentada oficialmente durante a inauguração do Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

O portfólio automotivo inclui ferramentas manuais e sistemas de organização voltados a oficinas, concessionárias e centros de manutenção, incluindo aplicações em veículos híbridos e elétricos.

Koube cresce 40% em um ano e anuncia lançamentos de aditivos para veículos híbridos e elétricos

A Koube Química do Brasil registrou crescimento de 40% no faturamento e anuncia novidades para a linha 2026. A empresa atua no segmento de soluções químicas para o setor automotivo e mantém um portfólio com mais de 150 produtos, distribuídos em oito famílias: Admissão/Combustão, Lubrificação, Limpeza, Sistema de Arrefecimento, Manutenção de Veículos, Condicionador de Metais, Freios e Linha Moto.

Para 2026, a Koube anunciou dois lançamentos voltados ao sistema de arrefecimento: o Aditivo Pronto Uso Híbridos e Elétricos Koube e o Aditivo Concentrado Orgânico Plus Koube. Segundo a empresa, os novos produtos ampliam a atuação em veículos eletrificados e motores de combustão.

O Aditivo Pronto Uso Híbridos e Elétricos foi desenvolvido para aplicações em veículos híbridos e elétricos. A formulação prioriza baixa condutividade elétrica, requisito para sistemas que envolvem baterias, inversores e motores elétricos. O produto é comercializado pronto para uso e direcionado ao controle térmico e à proteção de componentes metálicos do sistema de arrefecimento.

Já o Aditivo Concentrado Orgânico Plus utiliza tecnologia híbrida à base de glicol. De acordo com a fabricante, o composto atua na redução do ponto de congelamento, elevação do ponto de ebulição e proteção contra corrosão, cavitação e oxidação. O produto é indicado para motores a gasolina, etanol, flex, GNV e utilitários leves a diesel.

Fundada há 23 anos por Raimundo Queiroz, mecânico de formação, a Koube mantém distribuição em todos os estados brasileiros. A empresa informa que desenvolve os produtos em laboratórios próprios e submete os lançamentos a testes práticos com mecânicos antes da liberação para produção.

Além do segmento de veículos leves, a companhia afirma ampliar a atuação para motos, veículos eletrificados, pesados e aplicações no setor agro. A estratégia para 2026 envolve expansão de portfólio e consolidação da rede de distribuição.

Carnaval na estrada: Yamaha reforça orientações de segurança para motociclistas

O aumento do fluxo nas rodovias e o maior consumo de álcool tornam o período de Carnaval um dos mais críticos para quem vai viajar de motocicleta. Diante desse cenário, a Yamaha reúne recomendações para reduzir riscos e evitar acidentes durante o feriado.

Segundo Cintia Faccin, gerente da Universidade Yamaha, pilotar com atenção e manter a motocicleta em boas condições são medidas essenciais para uma viagem segura.

Checklist antes de sair

Antes de pegar a estrada, é fundamental realizar uma checagem completa da motocicleta:

  • Verificar pressão e estado dos pneus (desgastes ou cortes)
  • Conferir funcionamento de freios, manetes, pedal, acelerador e embreagem
  • Testar farol, lanterna, setas e buzina
  • Checar nível de óleo e demais fluidos, observando possíveis vazamentos
  • Avaliar corrente, chassi e suspensão (lubrificação, tensão e fixações)
  • Consultar o manual do proprietário para seguir as especificações do modelo

Conduta segura na rodovia

Durante a viagem, o comportamento do piloto é decisivo, especialmente em períodos de tráfego intenso.

A Yamaha recomenda:

  • Uso completo de equipamentos de proteção (capacete certificado, jaqueta, luvas, calça, botas e protetor de coluna)
  • Pilotagem defensiva e atenção constante ao entorno
  • Uso correto dos retrovisores e farol aceso, inclusive durante o dia
  • Cautela redobrada ao circular próximo a veículos pesados, devido aos pontos cegos
  • Respeito aos limites de velocidade e distância segura para frenagens

A principal orientação é clara: não pilotar após o consumo de álcool, já que a combinação compromete reflexos, percepção de risco e tomada de decisão.

Com revisão em dia e condução responsável, o motociclista reduz significativamente os riscos e garante mais segurança no feriado.

Raio-X GAC Aion V: acesso é simples mas desafio está na eletrônica, diz especialista

Raio X da Revista O Mecânico mostra pontos de manutenção, segurança e diagnóstico do SUV elétrico chinês

No Raio X da Revista O Mecânico, o GAC Aion V foi analisado com foco na reparação independente. Ainda em fase de lançamento, esse é mais um veículo que estará no futuro na rede de oficinas. Mas como será a manutenção no futuro? O modelo elétrico apresenta acesso físico facilitado aos componentes, mas impõe desafios em codificação, diagnóstico e acesso a dados das montadoras, segundo o especialista entrevistado. Vídeo completo está no canal do nosso YouTube.

O mecânico afirmou que a maior parte dos elétricos que chegam às oficinas ainda vem de sinistros e leilões, com manutenção corretiva. “A maioria das manutenções que a gente pega é mais corretiva do que preventiva em elétricos”, disse Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos. Segundo Pereira, há falhas recorrentes em baterias e compressores de ar-condicionado, semelhantes a problemas crônicos de veículos a combustão.

Sobre a reparação, o destaque é a parte eletrônica. “A maior dificuldade hoje está sendo a programação de módulos e codificação”, afirmou, citando limitações de acesso a servidores de montadoras e a necessidade de equipamentos genéricos. Já a troca de componentes físicos, como compressor, motor elétrico e remoção de bateria, foi comparada a procedimentos comuns: “É como se fosse tirar um pneu de qualquer carro, desde que tenha ferramenta e conhecimento”.

O sistema térmico do Aion V integra ar-condicionado, bateria, inversor e motor elétrico em um circuito de arrefecimento com aditivo específico. O mecânico explicou que o compressor de alta tensão atua tanto na climatização quanto no controle térmico da bateria e eletrônica. O freio é eletrônico, sem hidrovácuo, com módulo que gera assistência ao pedal. A bateria auxiliar de 12V é convencional e não exige codificação.
Na parte estrutural, suspensão, freios e transmissão seguem arquitetura convencional, com manutenção possível sem desenergizar a alta tensão, exceto em solda ou funilaria. O especialista reforçou os procedimentos de segurança em alta tensão: “Todo carro tem chave de serviço para desenergizar, e é preciso isolar a área e usar técnico capacitado”. Para ele, o Aion V tende a ser simples na parte mecânica, mas exige preparo técnico: “Esperar chegar na oficina para aprender já é estar atrasado”.

Salão das Motopeças 2026 projeta R$ 300 milhões em negócios

A XV edição do Salão Nacional e Internacional das Motopeças deve movimentar R$ 300 milhões em negócios entre os dias 10 e 13 de março de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. O valor representa crescimento de 7% sobre os R$ 280 milhões registrados em 2025.

Promovido pela ANFAMOTO, o evento é considerado o maior do setor na América Latina e reúne fabricantes, atacadistas, lojistas, oficinas e representantes comerciais para negociações que estruturam o calendário anual do segmento.

Estrutura e lançamentos

A edição 2026 contará com:

  • 140 expositores
  • Mais de 300 marcas representadas
  • Cerca de 2 mil lançamentos

A expectativa de crescimento é sustentada pelo aumento da frota de motocicletas no Brasil, pela consolidação da moto como ferramenta de mobilidade e trabalho, e pelo aquecimento do mercado de reposição e customização.

Evento exclusivo para profissionais

Voltado apenas a empresas do setor, o Salão oferece credenciamento gratuito mediante CNPJ. A organização também firmou parcerias para facilitar logística, com tarifas diferenciadas em passagens, hospedagem e transporte até o pavilhão.

SERVIÇO – XV SALÃO NACIONAL E INTERNACIONAL DAS MOTOPEÇAS
Data: 10 a 13 de março de 2026 (terça, quarta, quinta e sexta-feira)
Horário: 14h às 20h
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo (SP)
Visitação: Gratuita para profissionais do setor mediante credenciamento; não aberto ao consumidor final
Realização: ANFAMOTO
Informações e credenciamento: www.salaodasmotopecas.com.br

Usiquímica cresce 85% em 2025 e projeta alta de 20% para 2026

Grupo amplia participação em lubrificantes, avança em Arla e expande atuação no segmento químico

A Usiquímica encerrou 2025 com crescimento de 85% no faturamento em relação a 2024 e projeta avanço de 20% em 2026. O resultado foi impulsionado pela expansão no segmento de lubrificantes, pelo aumento das vendas de Arla 32 e pela ampliação das operações na área química, com diversificação de portfólio e ganho de escala.

No segmento de lubrificantes, o desempenho foi influenciado pela aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil, incluindo a planta de Diadema, na Grande São Paulo, que passou por reestruturação industrial. A unidade opera como plataforma multimarcas sob a marca Usiblend e absorveu 100% da produção nacional da Valvoline, da qual a empresa é representante desde 2018.

Segundo Osvane Lazarone, diretor comercial da Usiquímica, “o processo de modernização industrial, reorganização de layout, automação e investimentos anunciados de R$ 120 milhões no início de 2025, prevê triplicar a capacidade produtiva da planta ainda em 2026, elevando o volume em até 6 milhões de litros mensais”. De acordo com o executivo, “a aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil teve papel relevante, ao elevar nossa participação no mercado de 1% para 3% do market share nacional e consolidar nossa companhia entre as seis maiores do setor de lubrificantes no país”. O segmento registrou crescimento de 17% no ano.

No pilar Arla, a empresa reportou alta de 18% nas vendas do Arla 32 Ecotec, utilizado em sistemas de Redução Catalítica Seletiva (SCR) para controle de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx). “Ao longo de 2025, os investimentos estiveram concentrados principalmente na ampliação da capacidade de armazenagem, com foco no aumento dos estoques e na maior eficiência logística”, afirma Lazarone. A companhia também iniciou a produção do AUS 40, solução com maior concentração de ureia voltada a aplicações industriais e marítimas. A projeção de crescimento do segmento para 2026 é de 15%.

A área química avançou 20% em 2025, com destaque para a ampliação da atuação em amônia para controle de emissões industriais. “Ao ampliarmos nossa atuação em amônia, assumimos um papel ativo na redução de emissões industriais. Trata-se de um agente que atua diretamente na origem dos poluentes e gera benefícios ambientais concretos, com impacto direto na qualidade do ar e na sociedade”, diz Lazarone. “Esse mercado passou a ganhar tração no fim de 2025, com projetos que começaram a demandar volumes relevantes. Para 2026, o potencial é de multiplicação em novos clientes”.

O grupo também lançou os adjuvantes da linha FortFix, voltados ao agronegócio, e estruturou uma operação dedicada ao fornecimento de matérias-primas para lubrificantes, incluindo óleos básicos, aditivos, componentes para formulação e polímeros. A companhia estima crescimento de 17% no segmento químico em 2026, apoiado na diversificação de portfólio e na integração entre as áreas de atuação.

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