Raio-X GAC Aion V: acesso é simples mas desafio está na eletrônica, diz especialista

Raio X da Revista O Mecânico mostra pontos de manutenção, segurança e diagnóstico do SUV elétrico chinês

No Raio X da Revista O Mecânico, o GAC Aion V foi analisado com foco na reparação independente. Ainda em fase de lançamento, esse é mais um veículo que estará no futuro na rede de oficinas. Mas como será a manutenção no futuro? O modelo elétrico apresenta acesso físico facilitado aos componentes, mas impõe desafios em codificação, diagnóstico e acesso a dados das montadoras, segundo o especialista entrevistado. Vídeo completo está no canal do nosso YouTube.

O mecânico afirmou que a maior parte dos elétricos que chegam às oficinas ainda vem de sinistros e leilões, com manutenção corretiva. “A maioria das manutenções que a gente pega é mais corretiva do que preventiva em elétricos”, disse Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos. Segundo Pereira, há falhas recorrentes em baterias e compressores de ar-condicionado, semelhantes a problemas crônicos de veículos a combustão.

Sobre a reparação, o destaque é a parte eletrônica. “A maior dificuldade hoje está sendo a programação de módulos e codificação”, afirmou, citando limitações de acesso a servidores de montadoras e a necessidade de equipamentos genéricos. Já a troca de componentes físicos, como compressor, motor elétrico e remoção de bateria, foi comparada a procedimentos comuns: “É como se fosse tirar um pneu de qualquer carro, desde que tenha ferramenta e conhecimento”.

O sistema térmico do Aion V integra ar-condicionado, bateria, inversor e motor elétrico em um circuito de arrefecimento com aditivo específico. O mecânico explicou que o compressor de alta tensão atua tanto na climatização quanto no controle térmico da bateria e eletrônica. O freio é eletrônico, sem hidrovácuo, com módulo que gera assistência ao pedal. A bateria auxiliar de 12V é convencional e não exige codificação.
Na parte estrutural, suspensão, freios e transmissão seguem arquitetura convencional, com manutenção possível sem desenergizar a alta tensão, exceto em solda ou funilaria. O especialista reforçou os procedimentos de segurança em alta tensão: “Todo carro tem chave de serviço para desenergizar, e é preciso isolar a área e usar técnico capacitado”. Para ele, o Aion V tende a ser simples na parte mecânica, mas exige preparo técnico: “Esperar chegar na oficina para aprender já é estar atrasado”.

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