Matéria: Mercados competem por carros de baixo custo

Estudo de executivo da consultoria Roland Berger durante simpósio em São Paulo mostra vantagem competitiva do Brasil na fabricação de veículos de baixo custo  em relação a outros países em desenvolvimento

2177De acordo com um estudo apresentado há poucos dias por Win van Acker, diretor-sócio da consultoria Roland Berger, durante o Simpósio SAE BRASIL Novas Tecnologias Automotivas, o mercado mundial de carros até US$ 10 mil nos Estados Unidos ou 10 mil euros na Europa está em torno de 14 milhões de unidades por ano e deve crescer 4,5% ao ano até 2013, atingindo cerca de 18 milhões de unidades.  Para o executivo, o Brasil não pode perder tempo se pretende crescer nesse mercado e explicou que o País leva vantagem sobre outras nações pela vocação no desenvolvimento de veículos compactos populares  e comenta a necessidade de o governo rever os elevados impostos dos veículos no País.

Outro profissional, Cledorvino Belini, diretor superintendente da Fiat Automóveis, reafirmou a importância de diminuir a carga tributária na aquisição do veículo, promover a inspeção veicular e estruturar uma política de impostos que favoreça a troca do carro. O dirigente acrescenta que o nível de produção conjunta ideal para as indústrias automotiva brasileira e argentina gira em torno de 5 milhões de unidades por ano.

Tanto Acker quanto Belini ressaltaram que a China e a Índia poderão ameaçar o Brasil no médio prazo, contudo enfatizaram que a indústria automotiva doméstica tem tradição cinquentenária e sua engenharia local é reconhecida no exterior, o que a credencia a participar do desenvolvimento de projetos globais e outros para mercados específicos.

O engenheiro Márcio Alfonso, diretor de Engenharia da Ford, que atua nos Estados Unidos no projeto do Focus para os mercados norte-americano e canadense, assegurou que os profissionais brasileiros têm a mesma “expertise” dos que conheceu no exterior e valorizou sua capacidade de visão ampla nos projetos. “Lá fora, é comum os engenheiros serem muito especializados”, enfatizou.

Com relação a motores movidos a diesel,  a engenharia nacional desenvolve essa tecnologia, porém a legislação brasileira proibi a comercialização de automóveis com motores que utilizam este combustível. Entretanto, o País exporta motores e veículos completos a diesel para diversas regiões do planeta. Com a nova etapa do programa de redução de emissões de gases poluentes programada para 2009, os participantes desse painel concordaram sobre a necessidade de assegurar a qualidade do diesel e solicitaram uma especificação mais clara para o biodiesel.

Durante o evento, entre outros destaques, também foi apresentado o painel sobre a nova geração de projetos automotivos, coordenado por Gábor Deák, diretor da SAE BRASIL e presidente da Delphi. Neste momento, os participantes trataram da ampliação do uso dos sistemas ABS, tecnologia de rastreadores, veículos híbridos e elétricos, o relacionamento com fornecedores, além de outros assuntos.

O presidente da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), Vilmar Fistarol, encerrou o simpósio convidando os participantes para o Congresso SAE BRASIL, que será realizado em novembro. Para ler mais sobre as atividades da SAE BRASIL e sobre o programa dos próximos simpósios, acesse o site www.saebrasil.org.br

 

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