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Ford lança seis novos caminhões Cargo com câmbio automatizado Torqshift

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A Ford Caminhões lança seis novos modelos Cargo Torqshift equipados com a inédita transmissão automatizada de 10 ou 16 marchas de eixo simples. A nova linha de automatizados é formada pelos modelos Cargo 1723 Torqshift, Cargo 1723 Kolector Torqshift, Cargo 1729R Torqshift, Cargo 2429 Torqshift, Cargo 1729T Torqshift e Cargo 1933T Torqshift. Segundo a fabricante, são caminhões destinados a diversos segmentos e desenvolvidos pela Engenharia da Ford para aumentar a produtividade do transportador em várias aplicações, aliando conforto, tecnologia e custo-benefício.

Painel dos modelos Ford Cargo Torqshift
Painel dos modelos Ford Cargo Torqshift


O Cargo 1723 Torqshift é um modelo médio com peso bruto total de 16.000 kg e capacidade máxima de tração de 32.000 kg, com motor de 230 cv e transmissão de 10 marchas. Na versão Cargo 1723 Kolector Torqshift, ele chega praticamente pronto para implementação como coletor/compactador, com transmissão reforçada de 10 marchas e peso bruto total de 23.000 kg com terceiro eixo instalado. O médio Cargo 1729R Torqshift, com peso bruto total de 16.000 kg, tem motor de 290 cv e transmissão de 10 marchas, com as opções de cabine simples e leito.

Ford Cargo 1723 Kolector
Ford Cargo 1723 Kolector


Bancos do Ford Cargo 1723 Kolector
Bancos do Ford Cargo 1723 Kolector


Já o Cargo 2429 Torqshift é considerado pela Ford como o principal destaque entre os lançamentos. Tem transmissão de 10 marchas, tração 6×2, peso bruto total de 23 toneladas e capacidade máxima de tração de 38.000 kg. Ele chega no mercado neste mês março com dois anos de garantia e o preço de referência de R$ 220.000 na versão cabine simples e de R$ 228.000 na versão leito.

Ford Cargo 2429 Torqshift
Ford Cargo 2429 Torqshift


O Cargo 1729T Torqshift é um cavalo-mecânico com cabine leito, transmissão de 10 velocidades e capacidade máxima de tração de 38.000 kg. O Cargo 1933T Torqshift com suspensão a ar é um cavalo-mecânico com transmissão de 16 marchas e capacidade máxima de tração de 45.150 kg.

Com o lançamento dos novos caminhões Torqshift, a linha Ford 2017 cresce de 26 para 34 modelos. Ainda no próximo mês, a empresa estará apresentando quatro novas versões com configuração de transmissão manual: Cargo 1419, Cargo 1519, Cargo 3129 e Cargo 3129 Mixer.

Ford Cargo 1933 Torqshift
Ford Cargo 1933 Torqshift

Câmbio Torqshift
Desenvolvida pela Eaton em parceria com a Ford e a Cummins, a nova transmissão tem construção robusta e funcionamento contínuo e suave, sem solavancos. “Por fazer as trocas de marcha sempre no regime ideal de rotação, o Cargo Torqshift nivela o desempenho dos motoristas. Assim, aumenta a economia de combustível e a vida útil da embreagem, reduzindo os custos de manutenção. Ao mesmo tempo, diminui a fadiga do motorista no trânsito urbano e em viagens longas”, diz Antonio Baltar, gerente geral de Marketing e Vendas da Ford Caminhões.

Os caminhões Cargo 1723, Cargo 1729 e Cargo 2429 vêm com transmissão Torqshift de 10 marchas (EA-11109LA) com reduzida de 17,04:1, embreagem de 395 mm e disco com revestimento sinterizado de cerâmica. O Cargo 1723 Kolector conta com a Torqshift de 10 velocidades para aplicações severas (EA-11109LB) e troca intensa de marchas, com reduzida de 15,28:1 e duas relações de ré (14,12:1 e 4,00:1), com super-reduzida para ladeiras íngremes. Já o Cargo 1933 com suspensão a ar usa a Torqshift de 16 velocidades (F-11E316D) com embreagem de dois discos cerâmicos para aumentar a durabilidade e reduzida de 17,64:1 e conta também com duas relações de ré (17,64:1 e 14,91:1).

Comparada às transmissões automáticas, a automatizada Eaton tem como vantagens o menor custo de aquisição e reparo, a maior economia de combustível – que chega a 10% – e a facilidade de manutenção. Ela também é cerca de 6% mais econômica que a transmissão manual. Outro diferencial é o sistema de proteção da embreagem que aumenta em quatro vezes a durabilidade do conjunto.

“O principal problema da embreagem é o superaquecimento. Para evitar isso, usamos um sistema de proteção que inclui disco com revestimento sinterizado de cerâmica, aviso luminoso e sonoro em caso de abuso e um controle de rotação do motor para garantir a condição ideal de trabalho. Tudo isso quadruplica a vida útil da embreagem e aumenta a economia na manutenção”, explica João Filho, chefe de Engenharia da Ford Caminhões.

A transmissão automatizada do Ford Cargo Torqshift é equipada com um atuador elétrico que faz a função do pedal da embreagem, abrindo e fechando quando necessário, e dois motores de corrente contínua para o acionamento da alavanca de engate. Uma unidade de controle eletrônico faz a interface com o módulo do veículo.

Alavanca do câmbio Torqshift
Alavanca do câmbio Torqshift

Na função D (dirigir), ela seleciona a marcha de arranque adequada e faz uma troca otimizada. Na função M (manual), permite ao motorista assumir o controle e selecionar as marchas pelo botão na manopla em situações como rodagem fora de estrada ou subidas íngremes. Na função L (“Low”), as marchas são reduzidas gradativamente de acordo com a velocidade e rotação do veículo. Além de segurar o veículo em declives, também é útil em situações como o acoplamento de colheitadeira, em manobra de ré, explica a Ford. Já na função Kickdown, o motorista controla o regime de trocas pelo pedal do acelerador. Pisando a até 90% do curso ele funciona no Modo Economia, com trocas a 1.800 rpm. Com o pedal a 100%, as trocas ocorrem a 2.300 rpm, aumentando a aceleração.

Computador de bordo com indicador de marcha ("L1", indicando a posição da alavanca na função "Low" em 1ª marcha)
Computador de bordo com indicador de marcha (“L1”, indicando a posição da alavanca na função “Low” em 1ª marcha)


A Ford promoveu testdrive para a imprensa na pista de testes da Randon em Caxias do Sul/RS para experimentar as novidades da linha. Durante o teste, a reportagem da Revista O Mecânico pode comprovar a suavidade das trocas de marcha e a eficiência dos novos recursos, que ainda incluem piloto automático inteligente e assistência de partida em rampa, que segura o caminhão por até 3 segundos em rampas com inclinação superior a 3%. “Numa conta simples, para um veículo que roda 6.500 km por mês, com a transmissão automatizada o motorista deixa de fazer 38.000 trocas de marcha”, comenta João Filho. “É uma redução considerável de esforço, sem contar que com isso ele também pode concentrar as mãos e a atenção no volante.”

Por causa desse ganho de conforto e economia, o uso do câmbio automatizado em veículos comerciais é uma tendência que vem crescendo em todo o mundo, afirma a Ford. “Hoje, esse tipo de transmissão representa cerca de 20% do mercado e a expectativa é crescer para 50% em 2017, chegando a 70% nos próximos cinco anos”, completa Baltar. “Em alguns segmentos, como os extrapesados, deve chegar a 100%”.

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