Com quase cinco milhões de unidades vendidas em seus quatro anos de produção, entre 1927 e 1932, o Ford Modelo A ganhou um museu exclusivo no Estados Unidos. O carro que substituiu o icônico Modelo T é homenageado na cidade de Hickory Corners, a 185 km de Detroit. Segundo a fabricante, o prédio de 1.200 m² é a réplica de um distribuidor Ford de 1928, incluindo boxes de serviço e bombas de gasolina.

O Modelo A foi marcado por uma campanha publicitária pioneira nos EUA, que atingiu 10 milhões de pessoas nas primeiras 36 horas de exposição, estima a Ford. Em 2 de dezembro de 1927, a campanha estreou em 2000 jornais, ocupando páginas inteiras durante cinco dias. Distribuidores da marca receberam cerca de 4000 unidades do veículo para propaganda, além de uma campanha itinerante com caminhões transportando o Modelo A, parando apenas uma hora em cada distribuidor para que os interessados pudessem vê-lo e fazer as encomendas.
A agressividade da campanha se deu pela missão difícil de substituir o Modelo T, que teve 15 milhões de unidades produzidas e levou milhares de pessoas a escrever reclamando do seu fim, segundo a Ford.

A fabricante conta que, em 25 de maio de 1927, Henry Ford tomou a ousada decisão de paralisar suas 44 fábricas em todo o mundo, inclusive a instalada em São Paulo/SP, durante seis meses para a troca do modelo. Na transição, conta a Ford, milhares de pequenas ferramentas e aparelhos de precisão foram substituídos e, como o novo Ford tinha cerca de 6.800 peças diferentes (o modelo T tinha menos de 5.000), novos fornecedores foram contratados.
Entre as centenas de Modelos A expostos, estão a unidade que Henry Ford dirigiu no final da linha de montagem em 1927 para apresentar ao seu amigo Thomas Edison, além de um ônibus escolar de 1930 baseado no Modelo A, um caminhão original do serviço postal e um Modelo A especial com tração dupla utilizado na construção da Barragem de Hoover, no Rio Colorado.
Vale lembrar que o Modelo A original, produzido entre 1903 e 1904, foi o primeiro carro da Ford. Os seus sucessores também foram batizados com letras do alfabeto e, depois do Modelo T, Henry Ford decidiu reiniciar a série.

