Férias de inverno exigem atenção às velas de ignição

Mecânico arrumando motor de um carro

NGK alerta para riscos da partida a frio e do uso das motos em áreas rurais durante viagens nas férias de julho

As férias de julho costumam ser um convite para muitos motociclistas colocarem o pé na estrada em direção ao interior e destinos rurais. No entanto, o frio intenso típico desta época do ano, aliado às condições severas encontradas em estradas de terra, podem comprometer o desempenho do motor e até causar dificuldades na partida. Por isso, a NGK deu dicas para que os pilotos não tenham tantas dores de cabeça no seu momento de lazer.

Segundo a Niterra, multinacional japonesa detentora da marca NGK, fatores como poeira excessiva, umidade, combustível de baixa qualidade e baixas temperaturas exigem atenção redobrada dos proprietários de motocicletas antes de iniciar uma viagem. Além de evitar contratempos durante o passeio, a manutenção preventiva do sistema de ignição preserva o funcionamento do motor e reduzir o risco de falhas longe dos centros urbanos.

Poeira e combustível ruim podem comprometer o motor

Entre os principais desafios enfrentados por quem trafega em regiões rurais está a grande exposição do veículo à poeira. Em estradas de chão batido, o filtro de ar tende a acumular sujeira com maior rapidez, reduzindo a entrada de ar no motor.

Nas motocicletas carburadas, essa condição favorece o enriquecimento excessivo da mistura ar e combustível. Já nos modelos equipados com injeção eletrônica, o sistema realiza correções automáticas, mas o condutor pode perceber perda de desempenho.

Em ambos os casos, o desequilíbrio pode provocar o acúmulo de fuligem na ponta da vela de ignição. Desse modo, a centelha tem sua qualidade comprometida e isso prejudica o funcionamento do motor. Outro ponto de atenção está no abastecimento durante viagens longas. De acordo com a empresa, combustíveis adulterados ou de procedência duvidosa aceleram a contaminação das velas de ignição e dos sensores de oxigênio, afetando diretamente o desempenho do conjunto mecânico.

Além disso, em cidades menores, a baixa rotatividade dos combustíveis acelera a degradação da substância ao longo do tempo. A situação se torna ainda mais crítica para motocicletas importadas ou de alta performance, pois elas exigem combustíveis de maior octanagem e nem sempre disponíveis nessas regiões.

Dica de ouro

As baixas temperaturas também exigem que o sistema de ignição esteja em perfeitas condições. Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil, uma vela desgastada ou contaminada pode dificultar significativamente a partida.

Mori pontua que quando o motor está frio e o combustível não queima facilmente, a vela de ignição precisa estar em perfeitas condições. Caso contrário, o motociclista pode insistir tanto na partida e deixar a bateria da moto descarregar.

O executivo explicou que o uso de velas de ignição produzidas com metais preciosos, como o irídio, são boas alternativas para diversas situações.  Segundo a fabricante, esses componentes proporcionam partidas mais rápidas, melhoram a estabilidade da marcha lenta, favorecem retomadas e ainda contribuem para reduzir o consumo de combustível.

Por fim, Hiromori revelaA Niterra também orienta os motociclistas a ficarem atentos a sintomas como dificuldade para ligar o motor pela manhã, marcha lenta irregular e aumento inesperado no consumo de combustível. Durante a inspeção, é recomendável verificar ainda o estado dos terminais supressivos, observando sinais de oxidação, trincas ou desgaste nas borrachas de vedação.

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