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Xenon e Bi-Xenon, faróis inteligentes, tecnologia do futuro. Enquanto isso, veja como regular os tradicionais.

Carolina Vilanova

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Embalados pela onda dos carros “tunados”, muitos motoristas chegam nas oficinas para trocar faróis e lâmpadas por componentes mais modernos, atrativos e com tecnologias mais avançadas. Os principais destaques dessa moda são os faróis de Xenon e bi-Xenon. Esses modelos já são bastante utilizados no exterior e, aqui no Brasil, podem ser encontrados originalmente em carros como BMW, Mercedes-Benz e Audi.

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Os faróis de Xenon garantem melhor iluminação e distribuição da luz, resultado obtido por meio de um tipo de lâmpada incandescente de luz branca azulada (de Xenon). Outro modelo em ascensão é bi-Xenon inteligente, que acompanha o movimento da direção, iluminando um ângulo de até 20º em curvas fechadas.

É preciso, no entanto, alertar o seu cliente de que nem sempre essas aplicações são adequadas para o veículo dele e podem até ser ilegais. Lâmpadas e faróis que emitem fachos de cor azul; protetores de lentes (películas) encobrindo a lanterna; e lâmpadas com potência maior do que especificada pela montadora são proibidos pelo Código Brasileiro de Trânsito.

As lâmpadas de Xenon substituem o convencional filamento dos modelos halogêneos por um arco elétrico, alimentado por uma descarga de gás Xeno. Elas duram cinco vezes mais do que as incandescentes halogêneas, além de contar com outras vantagens como, maior fluxo luminoso, menor consumo elétrico e redução da emissão de calor.

Segundo a fabricante Arteb, faróis e lâmpadas de Xenon devem se ajustar às normas européias de iluminação ECE-R37 e na resolução do Contran 692/88, no Brasil. Para isso, os faróis baixos precisam ser usados em combinação com um sistema automático ou dinâmico de regulagem dos faróis e de limpeza. Esse esquema permite que uma fonte de luz Xenon abasteça as duas luzes do farol (alto e baixo).

Para utilizar lâmpadas semelhantes às de xenon, a opção são os modelos Cool Blue, da Osram, e Blue Vision e Crystal Vision, da Philips. Elas emitem uma luz branca e brilhante, porém, dentro das leis brasileiras. “A Crystal Vison é ainda mais semelhante à de xenon, pois tem 4.300K de temperatura de cor e pode ser instalada em veículos equipados com lâmpadas H1, H3, H4, H7 e W5W sem precisar realizar nenhuma adaptação no farol”, comenta Eduardo Valentin, do Marketing e produto da Philips Iluminação Automotiva. As lâmpadas podem ser encontradas no mercado de reposição, mas antes de instalar verifique se é compatível com as características do farol do carro.

Faróis de hoje

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Atualmente, a maioria dos veículos utiliza os faróis do tipo parabólico ou composto por dois refletores parabólicos. O modelo usa uma lâmpada halogênea de duplo filamento com defletor interno, específica para esse tipo de farol. Com isso, o farol baixo aproveita somente a parte superior da parábola, enquanto o alto reflete em toda a região do componente. Sua lente é óptica e distribui a luz homogeneamente.

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Os modelos elípticos, mais apropriados para uso de farol baixo, são compostos por um refletor elíptico e um anteparo, que bloqueia uma parte da luz, deixando o restante passar. Faróis com lentes de plástico (policabornato com verniz protetivo) também estão em evidência, pois aumentam a resistência ao impacto, têm maior abrasão e bloqueia os raios ultravioleta, garantindo mais segurança aos ocupantes do veículo.

A Arteb conta ainda com os faróis “Free Form”, desenvolvidos com novas técnicas no campo de reflexão e dispersão. Eles enviam a fotometria da lente do farol para o refletor, que faz toda a distribuição da luz sem utilizar óptica na lente. Modelos que utilizam o sistema são o VW Gol, Parati e Saveiro.

Faróis com refletores de LPP (Low Profile Polyester), que equipam o Chevrolet Astra, contam com lentes de policarbonato, são mais resistentes e oferecem melhor luminosidade. Já os do tipo LPP com refletores duplos e metalizados, encontrados no Toyota Corolla, são mais eficazes pois possuem lentes transparentes.

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O GDL (Gas Discharge Headlamp) é um farol de descarga a gás, com consumo de 35 W de potência e emissão de 2,5 vezes mais luz, além de durar três vezes mais do que as lâmpadas halógenas convencionais, que utilizam 55 W. Esses modelos são do tipo inteligente e operam por meio de GPS (Global Positioning Satelite), analisando a velocidade e o caminho percorrido, fazendo com que o farol acompanhe o veículo também nas curvas.

Iluminando o Futuro

Trilhando em rumo ao futuro, a Arteb está desenvolvendo faróis que consistem em uma única peça composta por sete lâmpadas individuais. Por meio de sensores, as variações de terreno são captadas automaticamente e reguladas, determinando a intensidade e o raio de cobertura das luzes.

Os faróis modernos já se adaptam às curvas e, em menos de dois anos, serão do tipo “led”, que proporcionam o consumo de energia sete vezes menor que os atuais e não utilizam lâmpadas. Eles têm formato mais estreitos e podem ter a mesma pintura do carro.

A Cibié, que já detem as tecnologias de faróis adaptados para curva, chuva, infra-red e altas velocidades, também investe em novos produtos para os anos que estão por vir. A aposta são as lanternas “Multi-led” e “Mono-led”, que incorporam leds no lugar das lâmpadas convencionais. As vantagens desse sistema são a durabilidade, o estilo e a carcaça do farol em tamanho menor. Esses modelos fazem gerenciamento eletrônico de luz.

Regulagem de faróis

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Fabricantes recomendam que os faróis sejam regulados, preventivamente, a cada seis meses, pois o uso diário do veículo e as trepidações que sofrem nas ruas e estradas fazem com que percam a regulagem. Além disso, sempre que o farol ou lâmpada forem trocados ou quando o veículo passar por manutenções de pneus, amortecedores, suspensão etc, a regulagem é necessária.

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De acordo com a Cibié, a regulagem assegura que o facho de luz ilumine adequadamente o caminho e não ofusque a visão de quem trafega no sentido contrário. Deve ser feita na função luz baixa com o veículo posicionado a 30 cm do aparelho especifico. Para efetuar a operação, use ferramentas adequadas, que encaixam perfeitamente nos parafusos de regulagem, localizados na carcaça do farol, sustentando o refletor.

 

A regulagem sem o equipamento é feita da seguinte maneira:

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o Posicione o veículo à 25 m de uma parede e projete a altura A do centro óptico do farol até o solo na parede e trace uma linha paralela ao solo (linha H1).

o Trace uma segunda linha H2 paralela a H1 a 25 cm abaixo. Trace duas linhas verticais V1 e V2 perpendicular a H1 e H2 a partir do centro óptico de cada farol.

o Posicione o vértice da linha de corte no cruzamento da linha H2 com V1 para o lado esquerdo e no cruzamento da linha H2 com V2 para o lado direito.

o Vá fazendo os ajustes nos parafusos do regulador do farol.

Dicas

o A substituição das lâmpadas deve ocorrer aproximadamente após 400 horas de uso.

o Modelos antigos utilizam as lâmpadas PT ou incandescentes comuns. Nos automóveis mais modernos são usadas as do tipo incandescentes halógenas, que proporcionam maior vida útil e qualidade de iluminação.

o Se uma lâmpada queimar, o ideal é que o par seja trocado.

o Utilize a lâmpada correta, de acordo com o especificado pelo fabricante do veículo. Lâmpadas com maior potência comprometem qualidade de farol, devido à temperatura que atingem. As conseqüências desse procedimento chegam a deformações nos componentes internos, danos no acabamento, além de perder a garantia do fabricante.

o Não segure a lâmpada no vidro, pois seu rendimento pode ser afetado.

o As lentes devem estar sempre limpas

o Adaptações podem comprometer todo o sistema de iluminação, além da parte elétrica do carro.

o Trocar apenas a lente do farol é permitido, desde que seja original e esteja disponível no mercado de reposição.

o Em casos de infiltração, a peça deve ser levada para o fabricante analisar. O instalador pode verificar se o respiro do farol está entupido. Não é aconselhável o uso de silicone em volta do farol.

o Partículas de água condensadas devido a choques térmicos ou lâmpadas de maior amperagem deixam o farol embaçado. Para solucionar o problema, retire a carcaça do farol e deixe-o ligado por 20 minutos.

Instalação

Acompanhe a substituição de um farol do Chevrolet Astra:

 

1) Solte o pára-choques, desapertando os parafusos e soltando as buchas. Tome cuidado para não forçar parafusos fixos, que podem quebrar a peça.

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2) Retire os parafusos do farol e remova o farol.

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3) Desconecte os fios do chicote principal do carro. Em seguida remova a lâmpada.

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4) Faça uma inspeção nas vedações do soquete do pisca alerta e veja se as lâmpadas estão bem encaixadas. Cheque as coifas de borracha e a vedação de silicone original de fábrica.

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5) Se o veículo possui motor de regulagem cheque suas condições, pois a peça não tem reparo, se estiver avariada tem de ser trocada.

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Para instalar o farol basta realizar o processo inverso da desmontagem, tomando cuidado com o manuseio para não danificar o farol nem o pára-choque.