Estudo revela impacto do álcool adulterado em veículos

A Robert Bosch América Latina colheu amostras de álcool em diferentes postos de serviço em São Paulo, para realizar testes de teor alcoólico, PH, condutividade elétrica e presença de cloretos, sulfatos, sódio e resíduos. Os principais problemas encontrados foram casos de limites de condutividade elétrica acima de 2.000 uS/m e de teor alcoólico de até 78º INPM, quando os parâmetros oficiais são: 500 uS/m para condutividade e entre 92,6º e 93,8º INPM. A partir destes dados, a Bosch preparou combustíveis com as mesmas características de adulteração para testá-los em um veículo com motor 2.0L, 8 válvulas, com tecnologia Flex Fuel. O veículo rodou aproximadamente 2 mil km e os resultados mostraram que as alterações de teor de água e condutividade elétrica ocasionam redução da vida útil da bomba e do filtro de combustível, além de prejudicar outros componentes. Durante os ensaios foram constatados problemas na partida do veículo, consumo elevado de combustível, perda de desempenho e aumento de emissões de poluentes. Os dados revelam que combustíveis mais adulterados, com teor de água em torno de 30%, não foi possível dar a partida a frio no veículo. Com 22%, o motor apresentou ruído e ainda houve presença de água no óleo do motor. “Nosso objetivo foi identificar que características dos combustíveis encontrados em campo estão prejudicando os veículos e, a partir disso, temos atuado junto às montadoras para informar melhor os usuários e oficinas, além de ajudar no tratamento das questões de qualidade junto ao mercado e órgãos competentes”, disse Besaliel Botelho, vice-presidente da unidade de sistemas a gasolina da Robert Bosch América Latina.

Envie um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php