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Entrevista SKF

Para muitos mecânicos donos de sua própria oficina, firmar parceria com uma rede especializada é a saída não só para se diferenciar em meio à concorrência de sua região como, também, obter benefícios para manter as finanças saudáveis. Desde 2019, mais uma empresa de renome do segmento de autopeças implementou no Brasil seu modelo de negócio: a rede SKF Center leva a bandeira da marca para diversos Estados do Brasil oferecendo para as oficinas mecânicas que aderem ao modelo treinamentos técnicos continuados para seus funcionários, apoio na digitalização da gestão e vantagens com empresas parceiras.

O gerente de Desenvolvimento de Negócios e Produtos América Latina e SKF Car Center, William Douglas Martins, dá mais detalhes sobre a iniciativa. Apesar do momento econômico incerto, ele afirma que o movimento nos 35 estabelecimentos associados vem retomando os mesmos níveis de antes da pandemia.

REVISTA O MECÂNICO: Há quanto tempo existe a iniciativa da rede SKF Center no Brasil? E o que levou a SKF a formar essa rede de oficinas com a sua bandeira?

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WILLIAM DOUGLAS MARTINS: Há cerca de 5 anos, a SKF do Brasil vem pensando em um modelo no qual pudesse atender a necessidades e anseios dos profissionais de uma maneira democrática, simples e transparente, além estar mais próxima desse público para troca de informações. Chegamos ao modelo e iniciamos a implementação no início de 2019.

O MECÂNICO: Hoje, quantas oficinas têm a bandeira da rede SKF Center e onde elas estão localizadas?

MARTINS: Hoje, a rede possui 35 oficinas credenciadas e distribuídas em 22 cidades: Araçoiaba da Serra, Bragança Paulista, Campinas, Capela do Alto, Embu das Artes, Indaiatuba, Iperó, Jundiaí, Pedreira, São José dos Campos, São Paulo, São Roque, Sorocaba, Suzano e Valinhos (SP); Fortaleza e Juazeiro do Norte (CE); Petrolina e Recife (PE); Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro (RJ).

Acreditamos que o maior desafio das oficinas está na gestão do pós-venda e na integração e digitalização dos dados

O MECÂNICO: Quais são os benefícios que a SKF traz para suas oficinas associadas?

MARTINS: Os benefícios vão desde todo suporte de marketing, mídias sociais e website até agendamento de serviços e treinamentos com conteúdo técnico e gestão. Estão incluídos também campanhas, bonificação das marcas parceiras, financiamento de equipamentos, parcerias com instituições financeiras, software de gestão e parcerias com frotas.

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O MECÂNICO: Quais requisitos uma oficina interessada precisa atender para ingressar na rede?

MARTINS: Ter a mínima estrutura e ferramentas adequadas para o atendimento. O objetivo do conceito do SKF Center é levar conhecimento e ajudar no desenvolvimento técnico e gestão para sustentabilidade do negócio, assim como estar alinhado com os valores da SKF e sempre trabalhar de maneira colaborativa, social e ambiental.

O MECÂNICO: A rede abriga oficinas tanto de veículos leves quanto pesados. Há alguma diferença ou requisitos específicos na parceria para cada modalidade?

MARTINS: As diferenças são poucas e estão na oferta de ferramentas, na qual há um diferencial para o segmento de leves. Os demais requisitos são os mesmos.

O MECÂNICO: Existe algum programa de cursos de atualização técnica para os profissionais mecânicos das oficinas da rede? Como funciona e quais temas são mais procurados?

MARTINS: Sim, dentro do pacote de benefícios a SKF disponibiliza uma plataforma digital de treinamentos técnicos da SKF e parceiros, além de treinamentos de gestão e uma parceria com enciclopédia técnica online. Os treinamentos e consultas mais procurados são os
de montagens e diagnósticos.

Em todas as oficinas SKF Center foram aplicadas medidas de segurança em tempos de Covid-19

O MECÂNICO: Sabemos que muitas oficinas de alto grau técnico nem sempre conseguem ter a mesma habilidade em seu departamento administrativo. Existe algum vício de gestão do negócio que vocês observam como algo recorrente entre as oficinas recém-associadas?

MARTINS: Muitas oficinas já possuem departamento administrativo muito bem desenvolvido, com software de gestão e pessoas dedicadas a atividades de compras, controles de estoque, contas a pagar e receber, além de orçamentos e cotações. Acreditamos que
o maior desafio está na gestão do pós-venda e na integração e digitalização dos dados.

O MECÂNICO: O que mudou nas oficinas da SKF Center com a pandemia? Alguma medida de segurança foi implementada na rede?

MARTINS: Em todas as oficinas, foram aplicadas medidas de segurança em tempos de Covid-19. São elas limpezas rigorosas, demais cuidados pessoais e respeito a todas as regras locais, em cada cidade, para o correto funcionamento.

O MECÂNICO: Economicamente falando, qual foi o impacto da Covid-19 nas oficinas da rede desde o final de março para cá?

MARTINS: O maior impacto foi na terceira semana de março/2020, quando tivemos uma queda de 67,4% nas atividades. A partir da quarta semana, com a abertura mesmo que parcial de algumas atividades, o movimento nas oficinas vem retomando os mesmos níveis
que antes da pandemia. Inclusive chegou a ficar 1,6% acima, no início de julho/2020 comparado com o mesmo período antes da pandemia.

O MECÂNICO: Na sua opinião, depois que a Covid-19 passar, oficinas mecânicas ainda serão um negócio lucrativo? Por quê?

MARTINS: Acredito que haverá muitas oportunidades para os mecânicos, assim como para o mercado de peças para reposição, pois o País conta com uma frota circulante estimada em mais de 44 milhões de veículos. Devido à pandemia e à queda nas vendas de veículos
novos, a frota passará a ter uma idade média de 10 anos, além, claro, de veículos que deixam de realizar manutenções e reparos nas concessionárias e passam para oficinas independentes. Quanto ao lucro, isso dependerá da gestão de cada empresário, pois, por causa justamente da pandemia, poderemos passar por um período com restrições dos proprietários no orçamento doméstico.

 

Por Fernando Lalli

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