Confira o procedimento completo de substituição do sistema de exaustão realizado em uma unidade nacional do hatch com motor 1.6 flex

Texto: Gustavo de Sá
Foto: Lucas Porto

O cuidado com o meio ambiente é uma preocupação global imprescindível para o desenvolvimento sustentável. No mundo dos automóveis, essa discussão é cada vez maior, com o aumento do rigor na legislação em diversos países – o que acelera a evolução de veículos de propulsão alternativa, como híbridos e elétricos. Nos atuais modelos com motores a combustão interna, uma peça é fundamental para o controle de emissões: o catalisador

 

Este componente tem a função de converter os poluentes provenientes da queima de combustíveis – como o monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC) – em substâncias inofensivas à saúde humana. Ao passar pelo catalisador, os gases atravessam o miolo (que pode ser cerâmico ou metálico) e reagem com os metais nobres existentes. Assim, são transformados ao final do processo em vapor d´ água, gás carbônico e nitrogênio.

 

De acordo com o gerente de Marketing e Vendas da Umicore, Cláudio Furlan, o catalisador é projetado para durar, no mínimo, 80 mil quilômetros. Para isso, porém, é necessário seguir a manutenção preventiva do carro conforme a recomendação do manual do fabricante. “O catalisador converte os gases. Como é um item passivo, se houver consumo de óleo em excesso, utilização de combustível de má qualidade ou defeitos no sistema de ignição, a vida útil do componente será reduzida”, afirma o executivo.

 

O cuidado com a manutenção periódica também é destacado pelo professor de Engenharia e consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo. “A vida útil do catalisador está diretamente ligada à saúde do motor. Na maioria dos casos de desgaste mecânico, o condutor só percebe algo quando a situação já beira o crítico. Por isso é essencial o rigor na manutenção preventiva periódica do veículo”, afirma.

 

DIAGNÓSTICO

 

Há três formas de realizar o diagnóstico do catalisador. Em carros mais novos, uma luz indicadora no quadro de instrumentos aponta a necessidade de checar o componente. Já em modelos que não trazem este recurso, é preciso fazer uma análise com o scanner via OB2 ou até mesmo um teste de emissão de poluentes.

 

“Quando você troca os componentes do sistema de freios, por exemplo, o motorista sente os efeitos de melhoria na mesma hora. Com o catalisador é diferente, pois ele não interfere diretamente na percepção ao dirigir do motorista. Porém, essa peça é fundamental para o controle de emissões. As pessoas têm que ter a consciência de que não respeitar os limites de emissões é um crime ambiental”, alerta Furlan, da Umicore.

 

Confira nesta reportagem o procedimento completo de substituição do sistema de exaustão, com a troca do catalisador e escapamento em um Ford Fiesta 1.6 Rocam, ano/modelo 2011/2012. O procedimento foi realizado pelo mecânico Isac Pereira da Silva, da oficina Tarumã Escapamentos em São Paulo/SP.

 

SUBSTITUIÇÃO DO CATALISADOR

 

1. Utilize uma chave de 13 mm para remover os 2 parafusos de fixação do protetor de cárter.

 

 

2. Use uma chave combinada de 22 mm para afrouxar a fixação da sonda lambda.

 

 

3. Com uma catraca e chave 14 mm, solte os 2 parafusos com mola que fazem a ligação entre o intermediário e o catalisador.

 

 

4. Para abrir espaço no cofre do motor, solte a fixação dos cabos de vela.

 

 

5. Com uma chave L-8 ou catraca, remova os 6 parafusos de fixação da proteção metálica superior do catalisador.

 

 

6. Remova o conector da sonda lambda com cuidado para não danificar o cabo.

 

 

7. Com uma chave 13 mm, retire os 4 parafusos superiores de fixação do coletor de admissão. Neste Fiesta Rocam, o coletor e o catalisador são integrados, formando uma única peça.

 

 

8. Com o carro no elevador, utilize uma catraca de 8 para remover os 3 parafusos da chapa metálica inferior. Após, retire a chapa.

 

 

9. Utilize uma chave L-10 para remover os 2 parafusos de fixação de mais uma proteção metálica.

 

 

10. Remova os 5 parafusos inferiores do catalisador
com a chave 13 mm.

 

 

11. Com uma chave curva de 10 mm, solte mais um parafuso e remova o suporte do catalisador.

 

 

12. Retire os 3 coxins com uma espátula.

 

 

13. Com uma chave de 10 mm, remova os 2 parafusos do suporte inferior do catalisador. Como a porca inferior é fixa, faça a remoção pelo lado superior.

 

 

14. Para remover o catalisador, é preciso rebaixar o agregado devido à falta de espaço (uma vez que o catalisador é integrado ao coletor de admissão nesta geração do Fiesta com motor 1.6). Desta forma, remova com uma chave 13 mm os 3 parafusos do coxim do câmbio e mais 1 parafuso do agregado.

 

 

15. Remova os 2 parafusos superiores do agregado com chave 15 mm.

 

 

16. Com uma chave de 17 mm, remova os 4 parafusos de fixação inferior do agregado.

 

 

17. Remova a sonda lambda com um soquete especial para esta finalidade.

 

 

18. Remova o catalisador antigo.

 

 

19. A instalação do novo catalisador segue o procedimento inverso de desmontagem. O torque de aperto dos parafusos deve sempre seguir o recomendado pelo fabricante.

 

 

TROCA DO ESCAPAMENTO

 

Retire os 3 coxins do intermediário e do silenciador.

 

 

21. Utilize uma ferramenta de corte de tubos metálicos para serrar o cano de escapamento.

 

 

22. Com a chave L-13, remova os 8 parafusos da travessa de reforço da carroceria.

 

 

23. Remova a travessa e retire o cano de escapamento.

 

 

24. O cano de escapamento antigo apresentava furos causados por corrosão.

 

 

25. Encaixe o novo intermediário nos coxins.

 

 

26. Reinstale os 2 parafusos com mola que fazem a ligação entre o intermediário e o catalisador.

 

 

27. Reencaixe a travessa de reforço

 

 

Colaboração técnica Tarumã Escapamentos: (11) 3858-3240
Mais informações Umicore: www.umicore.com.br