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Toyota Prius, o híbrido fácil de reparar

Com dois motores, um movido a gasolina e outro elétrico, o carro tem mecânica simples, porém, é necessário conhecimento técnico para a parte híbrida

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Alexandre Villela

Em junho deste ano, a Toyota lançou o Prius de quarta geração. O carro utiliza sistema de propulsão híbrido, trabalha com dois motores: um elétrico e outro a combustão.

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É o primeiro da marca japonesa montado na plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture-Nova Arquitetura Global da Toyota).

O sistema de propulsão é denominado Hybrid Synergy Drive. O motor a gasolina 1.8 litro VVT-i, de ciclo Atkinson, entrega 98 cv de potência a 5.200 rpm e 14,2 kgfm de torque a 3.600 rpm. Comparado ao da geração anterior, ele foi redesenhado, passou por redução de tamanho e peso. Funciona em conjunto com outro motor, este elétrico, de 72 cv e 16,6 kgfm de torque. A potência combinada estimada é de 123 cv e a transmissão é automática CVT. Nos testes realizados pela fabricante no Japão, acelera de 0 a 100 km/h em 11 segundos.

Reparabilidade

Para explicar os detalhes técnicos e de reparabilidade do carro, a reportagem da Revista O Mecânico levou o modelo até a revenda autorizada Grand Motors Toyota de São Paulo/SP. O mecânico Maxwel dos Santos Silva, especialista em Prius da loja, explica que as condições de reparo oferecidas são semelhantes às de um modelo com motor ciclo Otto. “O motor do Prius é semelhante ao do Corolla 1.8, porém, ele trabalha com ciclo Atkinson. No ciclo Otto, enquanto o ar da admissão entra, as válvulas de escape estão fechadas. Já no Atkinson ele equaliza os dois, num determinado momento, ambos estão abertos, isso faz com que os gases sejam melhor aproveitados”, explica.

O fato de ter dois motores não interfere ao realizar as manutenções preventivas e corretivas. “Para trocar as velas, filtros de ar e óleo, o processo é o mesmo, basta retirar as bobinas e acessar as velas e o filtro de óleo o acesso é na parte de baixo do carro, onde está também o bujão do cárter. O mesmo ocorre com as correias e fluidos, para substituir todos estes itens, o procedimento é o convencional. Já a diferença está na localização do filtro de combustível, ele foi colocado dentro do tanque”, fala Maxwel.

Para a nova geração do Prius, a Toyota evoluiu o motor elétrico. “O anterior tinha ligação em série. Neste, a conexão é paralela. Isso foi feito para melhorar o desempenho do sistema híbrido. Com novos materiais, diminuiu o capacitor, ele ficou mais leve e com menor número de cabos”, explica.

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Os dois motores utilizam sistema de arrefecimento independente, um para o movido a gasolina e outro para o capacitor do propulsor elétrico, assim, há dois reservatórios. “O liquido é o mesmo, inclusive a vida útil, a substituição é feita no mesmo prazo para os dois”, complementa.

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A Toyota utiliza o sistema elétrico tradicional de 12 volts em seu carro híbrido. Ele atua na partida, travas e vidros elétricos, sistema multimídia entre outros. Já a direção elétrica, sistema de ar condicionado e bomba d’ água utilizam energia da bateria que atua no motor elétrico. “Caso ocorra falha na bateria do sistema convencional, o carro não dá a partida”, alerta Maxwel.

Para realizar a manutenção no sistema híbrido, é necessário utilizar ferramentas especiais. “O kit é composto por torquímetro e chave-catraca, eles são emborrachados, com isolamento para evitar descarga elétrica. Também é necessário o EPI (Equipamento de Proteção Individual), a luva é especial. A bateria tem uma entrada de serviço, após abrir é necessário esperar 10 minutos para descarregar totalmente o capacitor. Passado o tempo, é necessário medir com o multímetro para confirmar se está totalmente descarregado e depois iniciar o serviço”, explica.

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Características e equipamentos

A nova geração do Toyota Prius tem suspensão dianteira McPherson. Na traseira, ocorreu mudança em relação ao anterior, que utilizava eixo rígido. O sistema é independente do tipo Multilink. “A substituição de molas e amortecedores é convencional, não sofre interferência do sistema híbrido, o mecânico só precisa ficar atento ao part number, pois as peças são especificas do modelo, elas são identificadas pelo número do chassi”, fala.

Os freios são a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. “O sistema aproveita a energia gerada para recarregar a bateria, mas isso não interfere na troca de discos e pastilhas. Só é preciso desligar o sistema híbrido caso seja necessário realizar manutenção no servo freio”, comenta Maxwel.

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O Toyota Prius tem preço sugerido para venda de R$ 126.600. Traz entre os equipamentos de série o ar condicionado dual zone com comando S-Flow, capaz de concentrar o fluxo de ar apenas nas áreas da cabine onde há ocupação; carregador de celular sem fio (compatível para aparelhos que suportam essa tecnologia), sistema de navegação integrado, head-up display colorido e TV digital. Smart Entry System nas portas dianteiras, que permite o destravamento do veículo por proximidade da chave, sistema de ignição por meio do Start Button. Tem ainda banco do motorista com regulagem de altura e distância, regulagem lombar elétrica, revestimento em padrão couro e material sintético nos assentos, aquecimento dos bancos dianteiros, vidros elétricos nas quatro portas, com função um toque e antiesmagamento, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, travas elétricas, descansa braços traseiro com porta-copos, retrovisores externos elétricos, retráteis com indicadores de direção. O retrovisor interno é eletrocrômico, volante em padrão couro com comandos integrados do áudio e do computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro, aviso sonoro de faróis ligados. Há luzes de leitura individuais dianteiras e no teto na parte traseira, além de tomada de energia.

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Nos Estados Unidos o preço do Toyota Prius é de US$ 24.685, o equivalente a R$ 82.850. No Brasil, as fabricantes de veículos discutem com o Governo Federal uma política de incentivos para os modelos que são considerados “carros verdes”.

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Ficha técnica

Nova Toyota Prius
Motor a combustão
Denominação: 1.8L VVT-i 16V DOHC de Ciclo Atkinson
Tipo de Motor: 2ZR-FXE
Posição: Dianteiro, transversal
Cilindrada: 1.798 cm³
Número de cilindros: 4
Número de válvulas: 16
Taxa de compressão: 13,0:1
Comando válvulas: Comando de válvulas variável
Sistema de injeção: Multiponto Sequencial (SFI)
Potência: 98 cv a 5.200 rpm
Torque: 14,2 kgfm a 3.600 rpmMotor elétrico
Potência: 72 cv
Torque: 16,6 kgfm
Potência combinada (combustão + elétrico): 123 cv

Transmissão Continuamente variável (CVT)
Tração: Dianteira
Direção: Eletroassistida progressiva (EPS)

Suspensão
Dianteira: McPherson com barra estabilizadora
Traseira: Multilink
Rodas: 15” liga leve
Pneus: 195/65

Freios
Dianteiros: Discos ventilados
Traseiros: Discos sólidos e freios regenerativos que carregam a bateria ao reduzir a velocidade

Dimensões
Comprimento: 4.540 mm
Distâcia entre-eixos: 2.700 mm
Largura: 1.760 mm
Altura: 1.490 mm

Capacidades
Tanque de combustível: 43 litros
Porta-malas: 412 litros

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