Conheça os tipos de líquido de arrefecimento

líquido de arrefecimento

Especialista fala sobre a importância do líquido de arrefecimento e dá dicas na hora de escolher o produto correto

A evolução tecnológica dos veículos na busca por eficiência e menor consumo de combustível levou também ao aprimoramento de todos os componentes e produtos aplicados no sistema, o que inclui o líquido de arrefecimento.

Fundamental para o bom funcionamento do sistema, ele é responsável por garantir a lubrificação e proteção do motor e transmissões automáticas, além de controlar a temperatura do motor, evitando a ebulição em serviços severos ou o congelamento do sistema em baixas temperaturas.

Marcos Marques, Coordenador de Vendas Aftermarket da Fuchs, explica que antigamente era comum usar somente anticorrosivo, o que reduzia a vida útil dos motores. “Com as novas tecnologias e busca por melhor eficiência energética, o líquido de arrefecimento também evolui para novas formulações, mais modernas e com maior efetividade”, revela o especialista.

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Tipos de líquido de arrefecimento

Marques lembra que há diversos tipos de líquido de arrefecimento do motor, com diferentes colorações e especificações, podendo ser encontrados de forma concentrada ou diluída. Nesse caso, é essencial fazer a diluição do líquido com água desmineralizada, conforme indica o manual do fabricante. “Por conta disto, a melhor opção é a compra do produto concentrado, pois nem sempre o produto pronto para uso, possui a diluição correta para o veículo”, alerta.

Há ainda diferentes composições e tecnologias. A Tecnologia de Ácidos Inorgânicos (IAT), por exemplo, traz uma composição de silicatos e inibidores corrosivos de fosfato. Geralmente encontrado na cor verde, esse produto oferece ciclo de manutenção a cada 50 mil quilômetros.

Outro exemplo é a Tecnologia de Ácidos Orgânicos (OAT), que não contém silicato e fosfato, trazendo em contrapartida ácido orgânico, desenvolvido para motores mais potentes, com ciclo de manutenção estendida a cada 250 mil quilômetros.

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Já a Tecnologia de Ácidos Orgânicos Híbridos (HOAT) pode ser encontrada em diversas cores, destacando-se pelos aditivos para motores, com a ação de silicatos que contribuem contra a corrosão e oxidação. De acordo com o especialista da Fuchs, seu ciclo de manutenção também é a cada 250 mil quilômetros ou cinco anos.

Por fim, temos a Tecnologia de Ácidos Orgânicos Híbridos (Si-OAT), oferecendo líquidos de arrefecimento mais modernos com ácido orgânico híbrido (Si-OAT).

Cuidados e manutenção

O líquido de arrefecimento oxida com o tempo, perdendo assim as suas propriedades que permitem controlar a temperatura e evitar a cavitação e corrosão nas galerias por onde passa. Além disso, se não estiver em bom estado, pode comprometer outros componentes do sistema de arrefecimento, como a bomba d’agua, sensores e válvula termostática e radiador.

Na hora da troca, Marques lembra que é importante que o processo seja feito por um profissional qualificado, visto que se trata de um sistema fechado e pressurizado em alta temperatura, gerando riscos de queimadura. O profissional também saberá utilizar o equipamento correto e fazer o descarte do produto químico adequadamente.

E como escolher? O especialista da Fuchs explica que não se deve comprar o líquido de arrefecimento seguindo a mesma cor que apresenta no reservatório do sistema. “Independentemente da cor, é necessário consultar as especificações técnicas e homologações que o veículo pede. Mesmo que seja uma coloração diferente, as informações devem seguir conforme o manual do veículo”, alerta.

Foto: Arquivo O Mecânico

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