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Chevrolet Cobalt tem mecânica robusta com avanços tecnológicos

Mesmo sendo um projeto totalmente novo, na parte mecânica muito do Corsa e do Agile foram incorporados no sedã, o que acaba sendo uma ajudinha a mais na hora da manutenção e reparo, veja aqui algumas dicas

Carolina Vilanova

A General Motors do Brasil apresenta seu mais novo sedã, o Chevrolet Cobalt, mais um modelo global que traz estampado em seu design o novo DNA da marca. Com pontos fortes no espaço interno, funcionalidade e economia de combustível, o Cobalt é um veículo que traduz o lado clássico da Chevrolet, com desenho mais sóbrio, porém confortável e gostoso de dirigir.

A mecânica acompanha o tradicionalismo da marca, que adotou muitos elementos já utilizados na linha Corsa e Agile. O primeiro ponto em comum entre esse carros é o motor, o 1.4 Econo.Flex, que ganhou renovações para ficar mais eficiente, econômico e com nível de emissão de poluentes reduzido.

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Sua construção utiliza um coletor de admissão redimensionado de plástico e um coletor de escape em aço inox estampado, mais leve e menos rugoso. O catalisador é integrado, permitindo maior eficiência do controle de emissões, por ter uma resposta mais rápida em atingir a temperatura ideal. Ou seja, a sonda lambda faça uma melhor leitura dos gases que saem do motor. Outra alteração foi efetuada no eixo virabrequim de oito contrapesos, que pode funcionar em regime de elevada rotação sem aumentar a vibração.

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O sistema de injeção eletrônica desenvolvido pela própria GM é denominado System Zero e faz o gerenciamento controlado por torque. Além disso, foi incorporado um acelerador eletrônico do tipo drive by wire de nova geração, otimizando desempenho e reduzindo as emissões. É bom recomendar ao seu cliente que use somente gasolina aditivada no tanquinho da partida a frio.

Motor em dia

Em relação à manutenção do motor, o técnico deve orientar ao seu cliente que siga as instruções do manual do proprietário, considerando sempre as trocas de componentes no prazo determinado. O lubrificante do motor deve ser trocado a cada 5 mil km ou seis meses, se o veículo for utilizado em condições severas, e a cada 10 mil km ou 12 meses se for dirigido em condições normais. A troca deve ser feita com o motor quente, por produto com as seguintes especificações: API-SL ou superior e viscosidade SAE 5W30.

Para evitar superaquecimento no motor, o líquido de arrefecimento deve ser trocado a cada 5 anos ou 150 mil km, mesmo momento em que deve ser checadas as mangueiras do sistema, a bomba d’água e a ventuinha. O líquido usa a mistura entre água potável e aditivo para radiador (longa vida – cor laranja) ACDelco (proporção de 35% a 50% de aditivo).

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É muito importante saber que os injetores de combustível desse sistema são do tipo autolimpantes e não precisam de limpeza periódica. Já as velas de ignição devem ser trocadas a cada 30 mil km, mas inspecionadas em todas as revisões, que acontecem de 10 em 10 mil km.

O filtro de combustível merece substituição a cada 10 mil km e o de ar a cada 30 mil Km, mas a cada 20 mil dê uma olhada nas condições Tanto a correia dentada quanto a de acessórios, deve ser substituída preventivamente a cada 50 mil km. As inspeções devem ser freqüentes, se encontrar vindos, trincas e dobras, troque o componente.

Novo câmbio e direção hidráulica de série

Todas as versões vêm de fábrica com câmbio manual F-17 de cinco velocidades, com componentes de alumínio e de plástico para reduzir vibrações e dar uma sensação maior de suavidade no engate. Essa caixa recebeu novos seletores de engate, que garantem menos esforço e mais precisão nas trocas de marchas. A cada 20 mil o técnico deve olhar o óleo da transmissão e completar se estiver com o nível baixo, mas não requer troca. As especificações são as seguintes: óleo mineral para transmissão SAE 75W85, engrenagem helicoidal, cor vermelha.

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O sistema de direção hidráulica de série requer a verificação das folgas e torques dos parafusos a cada 30 mil km. Inspecione ainda o protetor contra pó da estrutura da caixa de direção para ver se não há vazamentos. O lubrificante utilizado é o Óleo Dexron VI, que deve ser checado em todas as inspeções, mas não exige troca.

Segurança e suspensão

Colocando em pauta a segurança e estabilidade do carro, a General Motors do Brasil colocou no Cobalt um conjunto de freios do tipo circuito duplo hidráulico com divisão diagonal, sendo que os dianteiros são construídos por disco com pinça flutuante e o traseiro é usa o sistema a tambor. Por uma questão de segurança, o sistema de frenagem compreende dois circuitos de frenagem independentes.

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A sua manutenção é feita com a verificação de pastilhas e freios em todas as revisões, ou seja, a cada 10 mil km. Se os componentes apresentarem desgastes devem ser substituídos. O fluido de freios deve ser inspecionado a cada 10 mil km, e completado se necessário. A troca é iminente a cada dois anos, para isso utilize a especificação de fluido para serviço pesado DOT 4. Lonas e tambores merecem verificação a cada 30 mil km e tubos e mangueiras a cada 20 mil km, para ver se não há vazamentos.

No ano passado, a GM convocou todos os proprietários do modelo justamente para um recall no pedal do freio, por conta de um defeito de fabricação que pode colocar um risco seu acionamento, e se comprometeu de fazer a substituição gratuita do componente.

Também a cada 10 mil km é necessário fazer o rodízio dos pneus dianteiros e traseiros, para que tenham desgaste regular. Não se esqueça de fazer o alinhamento e o balaceamento depois desse processo. Cheque para ver ser não estão desgastados, já que a profundidade mínima permitida da banda de rolagem é de 1,6 mm, de acordo com o indicador TWI, posicionado na parede lateral do pneu.

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O sistema de suspensão é tradicional, do tipo independente McPherson na dianteira, com braço de controle ligado a haste tensora, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Já na traseira, é do tipo semi independente, com eixo torção, barra estabilizadora soldada no eixo traseiro, molas helicoidais e amortecedores pressurizados. Confira possíveis vazamentos nos amortecedores e sua fixação a cada 10 milm Km. Inspecione juntas e protetor contra pó quanto ao estado e possíveis vazamentos a cada 30 mil km.

O Chevrolet Cobalt será comercializado em três versões: LS, ao preço de R$ 39.980,00; LT, com valor de R$ 43.780,00; e a topo de linha LTZ, que chega para o consumidor custando R$ 45.980,00. O veículo tem 3 anos de garantia completa e baixo custo de manutenção. Projetado pelo time de engenheiros brasileiros no Centro Tecnológico da GM do Brasil, será exportado para mais de 40 países na Europa, África, Oriente Médio e América do Sul.

Ficha técnica

MOTOR
Modelo:     N14YF
Disposição:     Transversal
Número de cilindros:    4 em linha
Cilindrada:     1.389 cm3
Diâmetro e Curso:    77,6 x 73,4 mm
Válvulas:     SOHC, duas válvulas por cilindro
Injeção eletrônica de combustível:  M.P.F.I. (Multi Point Fuel Injection)
Taxa de compressão:    12,4:1
Potência:     102 cv (etanol) e 97 cv (gasolina) a 6.200 rpm
Torque:    13,0 kgfm (etanol) e 12,8 kgfm (gasolina) a 3.200 rpm
Rotação máxima do motor:   6.300 rpm
Bateria:     12V, 50 Ah (50 Ah com ar-condicionado)
Alternador:     80 A (100 A com ar-condicionado)
Velas      BPR7E (NGK)
Abertura dos eletrodos    0,9 + 0 / – 0,1

TRANSMISSÃO
Modelo:    F17-5CR – Manual de 5 velocidades à frente sincronizadas
Relação de marchas:
Primeira:    3,73:1
Segunda:    2,14:1
Terceira:    1,41:1
Quarta:    1,12:1
Quinta:   0,89:1
Ré:     3,31:1
Diferencial:   4,19:1

CHASSIS/SUSPENSÃO
Dianteira:  Independente do tipo McPherson com braço de controle ligado a haste tensora, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora

Traseira:  Semi independente, com eixo torção, barra estabilizadora soldada no eixo traseiro, molas helicoidais e amortecedores pressurizados

Direção:    Pinhão e cremalheira com assistência hidráulica
Direção redução:   16.0:1
Direção número de voltas: 2,87
Diâmetro de giro:  10,88 m

FREIOS
Tipo:  Discos ventilados dianteiros, tambor traseiro
Disco diâmetro x espessura:   Dianteiro: 240 x 20 mm (sem ABS)
Tambor diâmetro x espessura  Traseiro: 200 x 35 mm

RODAS/PNEUS
Roda tamanho e tipo:    15 x 6 (opcional: Liga leve)
Pneus:      195/65 R15 (todas as versões)

CAPACIDADES
Porta-malas:      3 litros
Carga útil:       8 (LS); 480 (LT); 455 (LTZ) Kg
Tanque de combustível:    54 litros
Óleo do motor:     3,25 litros (3,5 com o filtro)
Sistema de refrigeração:    5,0 litros
Sistema de partida a frio:    0,50 litro
Transmissão manual, incluindo comando final: 1,60 l
Sistema de freio:      0,467 l
Reservatório do líquido do lavador dianteiro: 2,00 l
Refrigerante do ar condicionado:   550 g

10 comentários em “Chevrolet Cobalt tem mecânica robusta com avanços tecnológicos

  1. Bom dia

    Gostaria de saber qual o óleo de motor devo usar já que o carro era taxi e A todos mas de 200 mil km.

  2. Leandro Guimarães, peça ao mecânico para passar o scanner. Pode ocorrer esse problema após a troca da correia dentada, o carro pode limitar a velocidade nesse instante se não tiver passado por uma reprogramação.

  3. o problema é que deve ter trocado a correia dentada e não passou scanner para ajustar o sincronismo.

  4. Tô com problema no módulo que não aciona o ar condicionado e ninguém consegue resolver já foi em dezenas de oficinas e duas concessionárias e nada.

  5. Tenho um cobalt 13/14 , quando chego a 120 ou 130, a 4000 de rotação, a luz de injeção na parte de baixo do painel, fica piscando e depois para, fica assim conforme eu atingir a mesma velocidade.
    Oq fazer , ja levei no mecânico, o mesmo está culpando o sistema do gnv.

  6. Gostei muito dos comentários. Porém existe sempre a necessidade de não omitir informações por desconhecimento e ou por motivo torpe. O veiculo é muito bom, no entanto os pneus desgastaram facilmente, apresentou problema na fiação e controle do modulo principal, desligando o veículos em movimento por 3 vezes consecutivas.

  7. O mecânico troco óleo e filtro, mas colocou 4 litros de óleo e agora apareceu um vazamento, o que eu faço.

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