Material explica como funciona a logística reversa e reforça a importância da destinação correta dos filtros usados
A destinação correta dos filtros de óleo lubrificante automotivo usados ainda é um desafio para o setor de reparação, apesar de sua importância para a preservação ambiental e o cumprimento da legislação. A fim de ampliar a conscientização sobre o tema, a Abrafiltros começou a disponibilizar uma cartilha educativa nos pontos de coleta do programa Descarte Consciente em São Paulo, detalhando como funciona a logística reversa desses componentes após o uso.
O material reúne informações sobre todas as etapas do processo, desde a coleta nas oficinas, concessionárias e postos de combustíveis até a reciclagem dos resíduos. Além disso, destaca os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado e apresenta os resultados alcançados pelo programa desde sua criação.
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Cartilha explica ciclo da logística reversa
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso (Abrafiltros), a cartilha estará disponível em formato digital nos pontos de coleta participantes do programa Descarte Consciente. O objetivo é orientar tanto proprietários de veículos quanto empresas responsáveis pela troca de óleo sobre a importância da destinação ambientalmente adequada dos filtros usados.
O material também explica a razão desses componentes exigirem um tratamento específico. Após o uso, os filtros de óleo lubrificante são classificados como Resíduos Perigosos Classe I, pois existe a presença de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC), o que impede o descarte junto ao lixo comum.
De acordo com Amauri da Silva, gestor do programa Descarte Consciente da Abrafiltros, a iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a reciclagem dos filtros automotivos e reforçar o papel dos geradores na cadeia de logística reversa.
A publicação também apresenta números que mostram a evolução do programa. Desde sua implantação, em 2012, cerca de 55 milhões de filtros usados já foram reciclados no Brasil. Apenas no estado de São Paulo, foram recicladas 33.954.952 unidades entre 2012 e maio de 2025. Atualmente, o programa conta com 3.245 pontos de coleta distribuídos por 272 municípios paulistas.
Destinação evita impactos ambientais
Depois que o filtro de óleo é substituído em oficinas, concessionárias ou postos parceiros, uma empresa homologada pelo programa realiza a coleta utilizando automóveis preparados para transportar resíduos perigosos.
Em seguida, os filtros seguem para uma usina de processamento e passam por trituração e centrifugação. Esse processo permite separar os diferentes materiais presentes no componente. Dessa forma, existe a garantia de que cada um receba a destinação adequada.
Segundo a Abrafiltros, aproximadamente 23% do material corresponde ao metal, que é enviado para siderúrgicas e reaproveitado na indústria. Já o óleo lubrificante usado ou contaminado, equivalente a cerca de 2% do volume, é destinado ao rerrefino. Isso permite que ele volte a ser utilizado como matéria-prima.
Os demais resíduos, que representam aproximadamente 75% do total e incluem o elemento filtrante e materiais de vedação, seguem para coprocessamento em cimenteiras. Nesse processo, são utilizados para geração de energia e também contribuem para a produção de clínquer, matéria-prima empregada na fabricação de cimento.
A Abrafiltros destaca que a logística reversa dos filtros de óleo atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e às legislações estaduais voltadas ao gerenciamento de resíduos perigosos, contribuindo para reduzir os impactos ambientais e incentivar práticas mais sustentáveis no setor automotivo.


