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WorkGroup promove debate sobre padronização de aplicação de peças

A WorkGroup, especializada em sistemas para o setor automotivo, promoveu no dia 10 de abril o debate “Padronizar para Ganhar”, no Holiday Inn em São Paulo. O encontro reuniu profissionais, fabricantes e distribuidores do setor. Dirigentes da ANRAP, ANDAP e TecDoc compareceram para apoiar o evento e compartilhar sua visão sobre tema. Na ocasião, a WG celebrou 20 anos de envolvimento com o mercado automotivo.

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Da dir. para a esq: Marco Antonio Del Corso (WorkGroup), Jefferson Germano (ANRAP),
Ana Paula Cassorla (ANDAP) e Heloisa Monzani (TecDoc).

Para Marco Antonio Del Corso, diretor geral da WorkGroup, os problemas de comunicação entre os elos da cadeia de aftermarket têm gerado grandes perdas para todas as empresas, desde oficinas mecânicas até as fábricas. “Após análise do banco de dados do QueridoCarro.com da WG, concluímos que a padronização de aplicações de peças pode ser a saída para a recuperação das perdas do setor, estimadas em quase R$ 3 bilhões em 2014 por trocas e devoluções. Iniciamos um debate, cuja discussão certamente irá se estender ao longo do ano”, destacou.

Segundo o executivo, os maiores impactantes desse cenário são os custos com entregas, estornos de recebimentos e burocracia fiscal, além de remanejamentos de estoques. “Os reparadores, oficinas mecânicas e centros automotivos são os principais responsáveis por movimentar as operações do aftermarket. É essencial que tenham um canal confiável para que possam falar com as fábricas e distribuidores. Neste sentido, precisam de todo o apoio para a compra rápida e correta das peças requeridas em suas Ordens de Serviço, com conveniência e praticidade. É preciso padronizar para levar real valor à cadeia automotiva”, concluiu.

“A padronização aumenta a eficiência de toda a cadeia automotiva, da fábrica até a oficina, todos serão beneficiados se as informações técnicas estiverem corretas, disponíveis, com fácil acesso, no momento em que forem necessárias. Temos que ouvir a opinião dos fabricantes e do próprio varejo sobre esta proposta”, comentou Ana Paula Cassorla, vice-presidente da ANDAP e diretora da Pacaembu Autopeças. “Hoje, muitos ainda utilizam o Google para fazer buscas. É necessário integrar toda esta inteligência em um sistema único. Manter o mecânico informado, preparado, apto a fazer a manutenção é um grande e necessário desafio, na busca em mantermos o Mercado Independente de Reposição forte e preparado para concorrer com as concessionárias”, disse.

“Com base na experiência de estar à frente e ser membro de uma associação, a ANRAP, que também tem o objetivo de disseminar o conceito do produto remanufaturado, sem dúvida, é importante dar continuidade ao tema, seja via novos debates, redes sociais ou outros meios. Antes, cada fabricante fazia seu catálogo em papel, em formatos diferentes. Hoje, as fábricas de autopeças reconhecem a necessidade de criar uma base de dados online e organizá-la de forma padronizada. Esta padronização pode reforçar o conceito de produtos e serviços mais seguros ao mercado”, ressaltou Jefferson Germano, presidente da ANRAP e gerente de aftermarket da Knorr-Bremse para o Brasil e América Latina.

“É fundamental que o mercado tenha acesso a um programa com todas as peças catalogadas de uma forma padrão. Hoje, vemos muitas iniciativas isoladas, com informações sem qualquer integração”, disse Heloisa Monzani, diretora regional de vendas para o Brasil da TecDoc. A executiva lembrou que a dimensão do território brasileiro é grande e, por isso, os obstáculos são diários. “O cenário atual do Brasil é semelhante ao da Europa há vinte anos atrás. Não foi fácil atuar lá e sabemos que também não será fácil superar os desafios da indústria brasileira, entretanto temos a experiência e o padrão global que é referência, o que facilitará esta empreitada,” finalizou.

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