Volvo mostra preocupação com motoristas profissionais e segurança nas estradas

A Volvo promoveu nesta quarta-feira o Seminário Volvo de Tecnologias de Segurança e Comportamento Seguro, em São Paulo. Durante o evento, pesquisadores da Volvo e outros especialistas mostraram tecnologias de segurança para caminhões e dispositivos que serão utilizados no futuro, além de programas criados pela empresa para reduzir os acidentes e a violência no trânsito.

Sistema LKS (Monitoramento da Faixa de Rodagem), dispositivo que emite um sinal sonoro quando o caminhão cruza a faixa sem sinalizar
Sistema LKS (Monitoramento da Faixa de Rodagem), dispositivo que
emite um sinal sonoro quando o caminhão cruza a faixa sem sinalizar

A fabricante de veículos pesados ressaltou que algumas tecnologias de segurança ativa serão obrigatórias nos caminhões feitos na Europa a partir de 2015. Entre eles está o LKS (Lane Keeping Support, ou Monitoramento da Faixa de Rodagem), um dispositivo que, segundo a Volvo, emite um sinal sonoro quando o caminhão cruza a faixa sem sinalizar. Outro obrigatório será o AEBS, um sistema avançado de freios de emergência.

Sistema DAS (detector de atenção), entra em ação quando o motorista dirige de forma errática e o sistema entende que ele está cansado
Sistema DAS (detector de atenção), entra em ação quando
o motorista dirige de forma errática e o sistema entende que ele está cansado

A Volvo ainda oferece como opcionais em seus modelos europeus o DAS (Driver Alert System, ou Detector de Atenção), que funciona com um sinal sonoro e uma mensagem no painel quando o motorista dirige de forma errática e o sistema entende que ele está cansado; e também o LCS (Lane Change Support, ou Sensor de Ponto Cego), um sisema com um radar que informa se há um objeto ou veículo à direita do caminhão em troca de faixa.

Sistema LCS (Sensor de Ponto Cego), com um radar que informa se há um objeto ou veículo à direita do caminhão em troca de faixa
Sistema LCS (Sensor de Ponto Cego), com um radar que informa
se há um objeto ou veículo à direita do caminhão em troca de faixa

Crise de mão de obra
A pesquisadora brasileira Nereide Tolentino, especialista em desenvolvimento comportamental, mostrou os resultados de uma pesquisa sobre o perfil do motorista profissional brasileiro, na qual 55% dos caminhoneiros responderam que, se tivessem a oportunidade, deixariam a profissão; e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho.

Pesquisa da Volvo alerta para as condições de trabalho de carreteiros
Pesquisa da Volvo alerta para as condições de trabalho de carreteiros

A coordenadora aponta que a saída é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção.  “Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim”, argumenta Nereide.

Entre as soluções propostas, está o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros, e investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga.  “Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos”, destaca Nereide.

Vale lembrar que a condição de trabalho do motorista é um fator que afeta diretamente a segurança nas estradas. De acordo com a Volvo, calcula-se que cerca de quatro mil motoristas de caminhões morrem anualmente em acidentes no Brasil. Somente com acidentes no transporte rodoviário de carga, estimam-se aproximadamente R$ 10 bilhões em prejuízos anuais. “Isto não é aceitável. É um problema que precisa ser, no mínimo, atenuado”, declara Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina. “Queremos continuar sendo um motivador para a sociedade discutir este tema, pois o custo em vidas e os prejuízos são enormes”, complementa Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.

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