Venda de carros importados cresce 10,5% após anúncio de aumento do IPI

A comercialização de veículos importados em setembro cresceu 10,5%, em relação a agosto. Foram vendidos 22.569 unidades, ante as 20.420 entregues aos consumidores finais, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva).

De acordo com a entidade, após o anúncio do aumento do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para carros importados, os consumidores procuraram fechar negócios ainda com o antigo imposto.

“Nossa expectativa para setembro era de ficar entre 16 mil e 18 mil unidades emplacadas, mas com o anúncio do Decreto 7.567 houve uma corrida às concessionárias, já que o estoque na rede de revenda estava garantido com preços sem o repasse de 30 pontos porcentuais do IPI. Por esse motivo, nossas vendas alcançaram 22.569 unidades”, afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.

Na comparação com o mês de setembro de 2010, quando foram emplacados 11.826 veículos, o aumento foi de 90,8%. No acumulado de janeiro a setembro, as associadas à Abeiva chegaram a 151.850 unidades emplacadas, 108,9% mais em relação a igual período de 2010.

Impacto do imposto

Até o final de outubro a maioria dos carros importados deve sofrer o impacto do novo IPI. Algumas empresas já anunciaram repasses parciais e gradativos de preços finais aos consumidores. Outras associadas ainda permanecem em negociação com os seus fornecedores e também com a rede autorizada de concessionárias, além de enxugar os próprios investimentos da importadora. “De qualquer maneira, nossos volumes de vendas a partir deste mês tendem a cair, cujas projeções são de difícil previsibilidade”, argumenta Gandini.

Para o presidente da Abeiva, os próximos quinze meses serão difíceis para todas as associadas à entidade. “Mas, cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar com o menor porcentual possível, já pensando em 2013. Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012, prazo de validade do Decreto 7.567”, conclui Gandini.

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