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Total esclarece informações sobre óleos lubrificantes sustentáveis

A Total, fabricante dos lubrificantes ELF, informa está investindo cada vez mais em tecnologias para que os óleos automotivos se tornem menos danosos ao ecossistema, sem perder a qualidade e o desempenho. Além das exigências da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), nos últimos anos, a legislação ambiental do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) fez com que o setor de lubrificantes ficasse ainda mais atento ao destino final do produto, para que não haja descarte em locais impróprios.

Segundo a consultora técnica da Total Lubrificantes do Brasil, Fabiana Rodrigues, as grandes indústrias brasileiras investem pesadamente na implementação de três novas tecnologias aos seus produtos, que farão com que haja mais economia de combustível, baixo Saps (baixos teores de enxofre, fósforo e baixa formação de cinzas sulfatadas) e longa drenagem para prolongar o período de troca de óleo. “Os investimentos buscam reduzir os poluentes oriundos do segmento automotivo para não agredir o meio ambiente e a sociedade”, explica Fabiana.

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Ela cita que montadoras e concessionárias estão interessadas em atender as novas exigências de mercado, exigindo produtos que atendam as especificações (tanto no primeiro enchimento, quanto no pós-venda). “Essa mudança estrutural afetará outras montadoras e concessionárias que não se enquadrarem nesses novos requisitos exigidos pelo mercado e poderá inclusive baixar o número de vendas. Há a possibilidade de que o varejo, em breve, se adapte a esta nova tendência, priorizando qualidade ao invés de preço”, avalia a consultora técnica, deixando claro que as novas tecnologias para amenizar a nocividade do óleo ao ecossistema envolvem processos complexos e que impactam no custo para consumidor final.

“As principais dificuldades são os custos envolvidos no processo. Com aumento da demanda por lubrificantes sintéticos de baixa viscosidade e pacotes de aditivos com melhor desempenho, os custos envolvidos de Pesquisa & Desenvolvimento em novas tecnologias de obtenção de óleos básicos e aditivos de alta performance, torna a matéria prima mais onerosa, o que, consequentemente, impacta o custo final do produto”, conta.

No entanto, Fabiana afirma que os lubrificantes com níveis de desempenho abaixo dos mínimos estabelecidos pela ANP estarão cada dia mais obsoletos e tendem a desaparecer do mercado a médio prazo. “O mínimo estabelecido pela ANP é totalmente plausível, visto que grande parcela da frota de carros e de caminhões que circulam no Brasil atualmente já foi fabricada visando a utilização de lubrificantes nos padrões exigidos pela regulamentação vigente”.

No caso dos caminhões, os lubrificantes utilizados já estão regulados de acordo com os padrões exigidos. “A frota atual de caminhões é fabricada com a tecnologia de motores Euro 5, que possui dois sistemas, o EGR (Sistema de recirculação de gases) e SCR (Sistema de redução catalítica), que utiliza o Arla 32, para os quais são recomendados produtos com especificações CI-4 e CJ-4. As normas API CG-4 e CH-4 também atendem aos caminhões fabricados até 2012. Já as normas API CF e CF-4 não são recomendadas pelos fabricantes há muito tempo e a eliminação destes produtos do mercado irá proporcionar melhor qualidade e desempenho, que contribuirá para a preservação de seu veículo e, sobretudo, do meio ambiente”.

Para Fabiana, as regulamentações só tendem a aprimorar os produtos e a valorizar a relação dos fabricantes e consumidores. “Brevemente, até os consumidores mais resistentes compreenderão que, a longo prazo, o custo levemente superior do produto, se dilui entre as inúmeras vantagens que ele proporciona ao longo do tempo de uso do veículo, como: economia de combustível, periodicidade maior entre as trocas, menor desgaste do motor e, principalmente, redução na emissão de poluentes”, espera a consultora técnica.

 

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