Variações na construção derivam de onde a assistência elétrica é aplicada no conjunto

Atualmente, a maioria dos automóveis contam com assistências no conjunto de direção. Elas funcionam diminuindo o esforço que o motorista aplica no volante, sendo a elétrica a mais comum. Entretanto, existem configurações distintas dessa assistência, e a Revista O Mecânico traz as diferenças construtivas de cada uma delas para auxiliar o mecânico na hora da análise de um veículo.
Nos veículos atuais existem quatro formas de direção elétrica assistida. A primeira, a assistência de coluna, tem um motor elétrico, sensor de torque e controlador, todos conectados à coluna de direção. No sistema de assistência de pinhão, o motor elétrico é conectado ao eixo do pinhão da caixa de direção, funcionando bem em carros menores.
O sistema de acionamento direto tem baixa inércia e atrito porque a caixa de direção e o motor são uma única unidade. Por fim, o tipo de assistência na cremalheira tem o motor elétrico conectado à caixa de direção, sendo ideal para ser usados em veículos de médio a grande porte devido à capacidade de aplicar mais torque com menores relações de giro da direção.

No funcionamento geral, a unidade de controle eletrônico calcula a potência de assistência necessária com base no torque aplicado ao volante pelo motorista, na posição do volante e na velocidade do veículo. O sistema elétrico se tornou comum pois elimina muitos componentes em relação a uma direção hidráulica, como bomba, mangueiras, fluido, correia de transmissão e polia, sendo menores, mais leves e roubando menos potência do motor.
Futuramente, os sistemas com assistência elétrica poderão ser substituídos por conjuntos sem ligação mecânica ao volante e controlados eletronicamente, conhecidos como steer-by-wire. Esses sistemas irão se tornar mais comuns, visto que são mais adequados para implantação de níveis maiores de assistência ao condutor e condução autônoma. Atualmente, veículos como Lexus RZ e Tesla Cybertruck já contam com o sistema.