Autonor 2019: Confira a cobertura das empresas no evento



A Autonor (Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste), realizada de quarta-feira (11) a sábado (14) em Recife/PE, acontece no Centro de Convenções de Pernambuco. Nesta edição, o evento contará com diversas empresas de autopeças e do setor de reposição. A Revista O Mecânico realiza a cobertura completa dos estandes, mostrando todas as novidades de cada empresa em tempo real.



A feira terá, ainda, ciclo de palestras do Projeto Atualizar O Mecânico no estande da Revista O Mecânico.. Os painéis trarão temas relacionados à rotina do mecânico nas oficinas, bem como oferece a troca de experiência entre os mecânicos e os fabricantes de autopeças. No estande da Revista O Mecânico, ocorrerão também duas palestras simultâneas, com uma hora de duração cada.



Confira a cobertura dos estandes:



Elring

A empresa mostra como princial lançamento o catálogo eletrônico, que reúne mais de 5.000 itens, entre jogos de junta completo, superior, junta independente, entre outros. “Para nós, a Autonor é de grande importância, pois esta é uma região com grandes clientes. Este evento representa todo o Nordeste para a Elring”, destaca Fernando Petrolino, General Manager da Elring Klinger.









gatesGates

A Gates traz para a Autonor a nova linha de correia CVT para a linha de motocicletas tipo scooter, agora com 11 part numbers que atendem quase toda a frota em circulação, nacionais e importadas. Esta correia é fabricada globalmente pela Gates, garantindo qualidade e durabilidade. O segundo lançamento em destaque é o kit de correia e tensionador com bomba d’água, também de fabricação própria, que visa facilitar a substituição das peças por parte dos mecânicos. Esse produto está exposto na feira com um vídeo interativo que mostra o seu funcionamento. “A Autonor é a feira mais tradicional e a que reúne, mais estrategicamente, vários Estados do Nordeste. É uma das três maiores do Brasil em importância e em tamanho. Por isso, dobramos o tamanho do nosso estande nesse ano e trouxemos toda a nossa equipe para atender aos clientes da região”, afirma Fábio Murta, Gerente de Marketing da Gates.



Tecfil

A Tecfil trouxe para a Autonor seus últimos lançamentos em filtros, lembrando que a empresa lançou ao todo 250 modelos nos últimos dois meses, um recorde, incluindo opções para linha leve, pesada, agrícola e até para motocicletas. “Esta feira é muito importante para a Tecfil, sendo uma oportunidade para nos aproximarmos de nossos clientes, ainda mais em um país tão grande como Brasil”, completa Ricardo Araújo, Analista de Trade Marketing da Tecfil.



GaussGauss

A Gauss traz à Autonor eletroventiladores, sua principal novidade na feira, além da expor a linha TBI, os sensores ABS e a linha de bobinas. “Nosso foco aqui não é fazer negócios, mas sim mostrar nosso portfólio para o cliente final, aquele que usa nossos produtos, nos colocando à disposição”, explica Norberto Santos, Coordenador Técnico da Gauss.



Ranalle Autonor 2019Ranalle

A Ranalle mostra na Autonor seus kits de distribuição, especialmente os modelos com aplicação em picapes, além da linha pesada lançada neste ano e alguns itens de linha leve, destinados a modelos novos com o Chevrolet Cruze. A empresa destaca a importância da feira. “Temos um grande público no Nordeste e que busca novas informações. Por isso a participação na Autonor tem muita relevância. Nos primeiros dias, recebemos em nosso estande muitos aplicadores que queriam conhecer mais sobre a marca e os produtos”, destaca Leticia Ranalle, Coordenadora de Trade Marketing da Ranalle.



MTECHMTECH

A MTECH participa pela primeira vez da Autonor, onde expõe novas viscosidades e novas embalagens de óleos. Outra novidade da marca é uma linha para veículos pesados que chegará em breve ao mercado, embora não esteja presente no estande da MTECH no evento. “Nossa expectativa com a feira é muito boa, visto que a Autonor está próxima das grandes cidades do Nordeste. Estamos surpresos com o grande volume de público e pela enorme procura que vimos nos primeiros dias. Acreditamos que a feira nos permitirá muitas oportunidades”, ressalta Érico Toledo, Gerente de Desenvolvimento e Comercial da MTECH.



DaycoDayco

A Dayco vem apresentando uma política agressiva no mercado, com média de 30 a 40 lançamentos por ano. Só em 2018 foram 105 novos part numbers e, em 2019, deverá ficar entre 100 e 110 mais uma vez. Entre os destaques estão as novas linhas, como de correias para scooter, em exposição no estande da marca na Autonor, que cobrem cerca de 80% da frota desse segmento. Outra novidade são as correias “Belt In Oil” (BIO) para motores Ford, Peugeot e Citroën, além do sistema inteligente comutável que economiza o funcionamento da bomba d’água, atuando apenas sob demanda. “Temos elevada participação na região Nordeste e a Autonor é uma feira que vem se consolidando no setor como uma das mais importantes no cenário nacional, não apenas regional”, afirma Marcelo Sanches, Diretor de Aftermarket América do Sul da Dayco.



JamaicaJamaica

As novidades da Jamaica para a Autonor incluem 82 lançamentos em mangueiras, sendo 35 para linha leve e 47 para a linha pesada. Na feira, a empresa lança também seu novo site, além de anunciar um aplicativo que traz todo do catálogo de produtos, previsto para estrear no dia 23 deste mês. “O mercado na região é muito próspero e vemos na Autonor uma oportunidade de estarmos presentes e de uma forma mais próxima, fortalecendo nossas parcerias no Nordeste”, destaca Carol Ogata, do Marketing da Jamaica.



IdemitsuIdemitsu

A Idemitsu lança na Autonor a linha de transmissão automática, com produtos que atendem normas e especificações, especialmente, de montadoras japonesas. A empresa, presente no mercado brasileiro desde 2009, iniciou o trabalho de aftermarket em 2017, prometendo mais lançamentos ao longo dos próximos anos. “A Autonor para nós envolve a exposição da marca para a público, além de permitir falar com todos os públicos, de mecânicos a distribuidores, mostrando nossos mais de 100 anos de história. O outro aspecto importante da feira é o espaço para o lançamento dos produtos”, diz Márcio Camargo, Gerente Geral de Vendas da Idemitsu. “Notamos que os mecânicos estão cada vez mais interessados, procurando saber tecnicamente sobre o produto, suas especificações e aplicações”, completa.



StärkxStärkx

A Stärkx é uma empresa nova no mercado brasileiro, oferecendo equipamentos de diagnóstico, scaners, equipamentos para TPMS e ADAS para calibração inteligente. “Desde a nossa chegada ao país, estamos surpresos com a boa receptividade. E aqui na Autonor não é diferente. Temos um mercado promissor na região, com uma demanda crescente que é atendida em cheio pelo nosso diferencial, com tecnologia de ponta e um conceito de negócio voltado ao pós-venda e ao desenvolvimento dos profissionais”, explica Ricardo Silva, Diretor Executivo da Stärkx.



Sun Autonor 2019Sun

A Sun leva à Autonor três novos produtos na área de químicos, com os lançamentos de trava-roscas e fixador anaeróbico na linha Car 80, que soma 13 produtos. Destaque, ainda, para as novas atualizações de scaner e toda a linha de equipamentos, ferramentas, analisadores de bateria e recarregadores, expostos no estande da marca na feira. “A Autonor, para nós, é importantíssima, representando um bom volume de público. Ela se complementa com a Autop, atendendo todo o público nessa região Norte e Nordeste, que é muito importante e muito forte para o segmento automotivo no Brasil”, afirma Eduardo Zanetti, Analista de Marketing da Sun.



Monroe Autonor 2019Monroe

A Monroe Amortecedores expõe na Autonor a tecnologia de amortecedores eletrônicos com o modelo que equipa a McLaren 600LT Spider, um produto original Monroe. Nesse sistema, o controle da carga dos amortecedores é eletrônico, usando sensores para identificar as situações do terreno e adapatar conforme a condição. Esse amortecedor possui ainda a tecnologia Kinetic, que compensa a inclinação do carro em curvas, eliminando a necessidade da barra estabilizadora. “Já vendemos mais de 5 milhões de amortecedores eletrônicos em todo o mundo e estamos trazendo essa tecnologia para a Autonor para demonstrar o nosso know-how. A feira, aliás, é uma oportunidade para nos aproximarmos do mercado no Nordeste, um mercado muito forte, além de nos aproximarmos dos mecânicos e podermos mostrar para eles essas tecnologias que a Monroe oferece. Estamos apresentando aqui também a linha de juntas homocinéticas Monroe Axios, nosso principal lançamento”, explica Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da Monroe



Total Autonor 2019Total

A Total confirmou a parceria com a LubNorte, que será o distribuidor da marca para o Estado de Pernambuco. “Queremos ter presença nacional, não apenas focada em regiões, mas sim cobrindo todo o Brasil. O Norte e Nordeste é um mercado muito relevante, com forte apelo em motocicletas, o que está em acordo com o nosso objetivo para este ano”, destaca Jean François, Diretor Comercial da Total. “A feira é muito grande e vemos um ótimo movimento em nosso estande. Tivemos muitas vendas nesses dias e estamos com promoções durante o evento. Estamos satisfeitos também porque vimos muita gente buscando soluções alternativas e produtos de qualidade, o que encontram na Total”, completa.



Raven Autonor 2019Raven

A Raven mostra na Autonor a versão do Scanner Starter, que possui um valor de entrada menor, além de equipamentos para diagnóstico de vazamento com fumaça, para sangria de freio a vácuo e alguns kits de ferramenta para sincronismo e para atuar com câmbio de dupla embreagem. “É importante estarmos aqui para podermos orientar os clientes com informação, visto que notamos uma carência muito grande nessa região. Estamos aqui para orientar sobre o melhor produto e a melhor solução para a oficina do mecânico. Participamos da Autonor desde o início e percebemos que a feira e o seu público vem evoluindo com o tempo”, afirma Carlos Ratão, Gerente da Raven.



Isapa Autonor 2019Isapa

São mais de 200 lançamentos que a Isapa apresenta na Autonor 2019, de diversas marcas, incluindo cubo de roda, comando de válvula, além de novidades para a linha de vans e picapes. “É nossa terceira vez na Autonor e estamos muito satisfeitos com o público do Nordeste, que comparece em peso à feira. Esta é feira em que fazemos mais negócio per capita, com um grande volume de lojistas”, destaca Marcelo Ferreira, Gerente de Vendas da Isapa.



SKF Autonor 2019SKF

A SKF mostra na Autonor a divisão de rolamentos para duas rodas, lançada recentemente, trabalhando um novo conceito de kits de rolamentos para roda dianteira e traseira de motocicletas, de nacionais a importadas, com baixa cilindrada até os modelos de alta performance. A empresa trabalha ainda nas caixas de direção. “Nosso objetivo é ter um portfólio completo em aplicações de motores, carcaças de motor, virabrequim e transmissão, e encontramos um grande mercado aqui na Autonor, lembrando que o Nordeste é o segundo polo no segmento de motocicletas no Brasil”, afirma Robson Azevedo, Consultor de Vendas da linha duas rodas da SKF. Outro destaque da empresa na Autonor 2019 é a apresentação de um novo conceito de oficina, chamado SKF Car Center, que teve grande procura na feira. “Esse conceito chega para aproximar a SKF do aplicador, pois entendemos que, com a constante mudança nas tecnologias, é importante essa relação de parceria entre a oficina e o fabricante”, explica Mauricio Menussi, Consultor Técnico da SKF.



Wega Autonor 2019Wega

A principal novidade da Wega na Autonor 2019 é o filtro de câmbio automático, além do filtro de cabine flexível, que facilita a sua instalação. “Trazemos para a feira também a conscientização da importância da troca dos filtros. Estamos aqui mais um ano para oferecer informações com apoio dos nossos técnicos, tirando dúvidas e apresentando nosso catálogo de produtos”, diz Thuanney Castro, Supervisora de Marketing da Wega.



Wega alerta para manutenção preventiva dos filtros na Autonor 2019



Bosch

Bosch apresenta novidades em palhetas e baterias na Autonor 2019



Randon

Randon leva novidades à Autonor 2019



Cobreq

Cobreq terá lançamentos para carros, motos e pesados na Autonor 2019



Meritor

Meritor mostrará linha de amortecedores na Autonor 2019



Viemar Automotive

Viemar Automotive apresentará inovações na Autonor 2019



Sampel

Sampel apresenta seu portfólio na Autonor 2019


PROJETO ATUALIZAR O MECÂNICO



Junto com a Feira, começou também o ciclo de palestras do Projeto Atualizar O Mecânico no estande da Revista O Mecânico. Os painéis trazem temas relacionados à rotina do mecânico nas oficinas, bem como propiciam a troca de experiência entre os mecânicos e os fabricantes de autopeças. As palestras ocorrem simultaneamente em duas salas dentro do estande da Revista. O projeto já capacitou mais de 13.000 mecânicos de todo o Brasil.



DELPHI

Delphi



A Delphi disponibiliza seu técnico para conversar com o público sobre injeção eletrônica durante todos os dias da feira. A “Fiquei admirado com a quantidade de pessoas que estão buscando conhecimento e que vieram para participar dos treinamentos. Tivemos sala cheia nos quatro dias de evento. Para nós, a Autonor é uma oportunidade para mostrar o que a Delphi possui em sua linha de produtos, mas, principalmente, estreitar o relacionamento com os clientes, criando um contato mais próximo para sanar suas dúvidas”, afirma Rodrigo Fioravanti, Instrutor técnico da Delphi Tecnologies



HENGST





“Filtros: tecnologias e aplicações” é o tema da Hengst na Autonor 2019. Com as mudanças no setor automotivo, que busca sempre alternativas sustentáveis, a empresa mostra ao mecânico como seus filtros podem ajudar nesse desafio. “Tivemos muita procura e grande aceitação das palestras, com o auditório sempre cheio, todos os dias. Vemos que a região é carente de informações, participando com frequência dos treinamentos. Na área em que atuamos, a principal dúvida diz respeito aos diferentes tipos de papeis, especialmente sobre filtros separadores de água”, ressalta o técnico da Hengst, Marcelo Schroeder.



KYB





A KYB leva ao evento toda sua experiência de mais de 100 anos em tecnologia hidráulica com enfase em amortecedores. O técnico da empresa apresenta algumas dicas técnicas a respeito do componente, além de passar detalhes sobre suspensão automotiva.”Embora a KYB tenha 100 anos de existência, no Brasil, estamos há 19 anos. E no mercado de reposição são apenas quatro anos de atuação. Por isso, é importante a nossa participação nesse projeto, ganhando visibilidade e reforçando o nome da empresa. Percebemos que, com os veículos se atualizando e evoluindo tão rapidamente, existe uma carência de informação e conhecimento técnico”, destaca o Consultor Técnico e Comercial da KYB, Paulo César de Souza.



MECÂNICOPRO





O MecânicoPro já chegou incluindo os mecânicos em alguns dos principais assuntos de mecânica independente. Suas palestras com o técnico da Bosch abordarão diagnóstico e interpretação de sinais, gestão de oficina, sistemas common rail e veículos híbridos e elétricos. “Nosso objetivo aqui é testar a receptividade sobre essa nova ferramenta, que vai revolucionar o modo como os técnicos e os mecânicos têm acesso às informações e ao suporte técnico diretamente do fabricante. Nesta parceria entre as empresas e a Revista O Mecânico, oferecemos ajuda para sanar dúvidas, com contato ilimitado para resolver problemas, consultar diagnósticos, esquemas elétricos, guias de montagem, procedimentos, entre outros”, explica o Chefe de Serviços Automotivos para América Latina na Robert Bosch, Diego Riquero Tournier.



SCHAEFFLER





Com palestras na quarta-feira e sexta-feira, o técnico apresentou ao público, pensando na expertise da multinacional, alguns segredos de quem é especialista em motores e suas tecnologias de embreagem. Sobre a Autonor, o especialista Bruno destaca: “em primeiro lugar senti uma carência muito grande do público a respeito de alguns assuntos. Isso é perceptível na fisionomia dos mecânicos quando toco em determinados temas. Por isso é muito importante essas palestras para ajuda-los nisso. Apesar do pouco conhecimento em algumas áreas, pode-se notar um nível de interesse muito grande por parte deles. Como o mecânico é o maior maior foco da Schaeffler hoje, lançamos na Automec o Repxpert para dar mais apoio a esse público”.



TECFIL





Mais uma vez a Tecfil marcou presença no Projeto Atualizar com a palestra “Tecnologia em sistemas de filtragem”, apresentada ao público em todos os dias de Autonor. Segundo o especialista da empresa, Roberto Rualonga, “mais uma vez conseguimos nessa parceria com a Revista O Mecânico ver as salas desse ciclo de palestras lotadas. Tivemos nas palestras bastante interação e perguntas, percebendo assim que o mercado esta buscando cada dia mais conhecimento para atender melhor o seu cliente. Hoje, compreendemos que a grande dúvida do mecânico é a aplicação de filtros em veiculos antigos e nos mais novos. Indicamos sempre que sigam o catalogo de aplicação do veiculo para que se evite problemas futuros.”



Depoimentos dos mecânicos



Fabio Programa Atualizar“Eu comecei na mecânica quando tinha 16 anos, depois me especializei com cursos no SENAI e em escolas técnicas e, hoje, são 29 anos de profissão. Participei de várias palestras aqui no Projeto Atualizar, como Delphi e Bosch, e aprendi muito. Recomendo a participação”, afirma Fábio Diniz, proprietário de uma oficina em Recife/PE.







Rebeca Programa Atualizar“Estou nessa área há cinco anos, começando com venda de peças em uma distribuidora. Hoje, sou mecânica, com diversos cursos técnicos no currículo. Acabei de ver a palestra da Delphi sobre injeção eletrônica e gostei muito, porque é um setor que tem tudo a ver com tecnologia”, destaca Rebeca Monteiro da Silva, mecânica em uma oficina no Recife/PE.







“Eu sou mecânico a 21 anos, tenho uma oficina e uma escola também. Vim a feira buscar mais informação e atualização para levar a minha cidade, pois vejo hoje que a dificuldade do mecânico além dos preços de ferramentas de diagnostico é a falta de acesso a informações sobre eletrônica. Apesar disso, aprendi muita coisa na palestra da Delphi que vou conseguir usar no dia a dia da escola”, destaca José Vitor da Silva que veio de Santa Luiza do Norte/AL.







“Já estou a um ano e meio trabalhando com mecânica. Vim a feira aprimorar meus conhecimentos e estou conseguindo. Tenho uma oficina na Florida, a MasterCar, então passo 6 meses lá e 6 meses aqui. O mercado dos EUA comparado ao nosso é muito mais aguçado. A reposição de peças é muito melhor também, porém o trabalho de mecânica é basicamente o mesmo daqui do Brasil.” diz Mateus Caldeira.







Atualizar Natan Gomes“Trabalho como mecânico há pouco menos de um ano e aqui estou apredendendo muito. Assisti à palestra da Schaeffler e foi um aprendizado. Estou descobrindo coisas que eu não sabia, o que foi esclarecedor”, conta o mecânico Natan Gomes, que possui uma oficina em Catolé do Rocha/PB.









Atualizar Ivo Melo Autonor 2019“A palestra foi muito proveitosa. O instrutor fez questão de ressaltar que não é permitido limpar o filtro de ar com jato de ar, pois isso contamina o papel”, diz Ivo Melo da Silva, mecânico há 15 anos, proprietário de oficina mecânica no município de São João/PE.




Randon registra alta de 25% na receita

Fábrica da Randon

A Randon anuncia crescimento de 25% na receita líquida de suas empresas no primeiro semestre de 2019, apesar de o mercado ter ficado abaixo das expectativas. A receita bruta total no período foi de R$ 3,5 bilhões, uma alta de 27,6% sobre 2018. Já a receita líquida de janeiro a junho de 2019 somou R$ 2,4 bilhões, aumento de 25,5%.

Para a empresa, os resultados são fruto da recomposição de preços, controle de custos e volumes crescentes de vendas de caminhões pesados e implementos rodoviários, além da recente inauguração do centro de distribuição Randon Linhares e a constituição da Randon Triel-HT.

No semestre, o lucro bruto foi de R$ 616,1 milhões, frente aos R$ 460,8 milhões do mesmo período em 2018. Quanto ao mercado externo, as exportações somaram US$ 86,2 milhões nos primeiros seis meses do ano, ante US$ 77,8 milhões de 2018. Atualmente, a Randon possui participação de mercado acima de 70% em exportações, contudo, este setor vem mostrando sinais de desaceleração. Master e Fras-le tiveram alta de 37,3% e 6%, respectivamente, nas exportações devido ao aumento das vendas para México e Estados Unidos.

No setor de implementos rodoviários a Randon apresentou seu segundo melhor trimestre da história, embora a empresa observe uma desaceleração nas vendas de semirreboques em todos os segmentos. Diante deste cenário, a expectativa é um resultado menor no quatro trimestre deste ano e início de 2020.

A companhia destaca ainda a elevada demanda por autopeças no segmento OEM, principalmente, para a produção de caminhões pesados, enquanto no mercado de reposição houve queda nos volumes de materiais de fricção.




ZF revê expectativa de crescimento anual após números negativos do primeiro semestre

ZF

A ZF divulgou os resultados financeiros do primeiro semestre de 2019 e suas expectativas tímidas de crescimento, entre 4% a 5%, para o ano. Segundo a empresa, nestes primeiros seis meses a multinacional registrou vendas de aproximadamente 18.4 bilhões de euros, tendo expectativa de chegar à casa de 37 bilhões no balanço de final de ano.

Embora o mercado de veículos comerciais pesados e os negócios industriais tenham ficado inicialmente estáveis, o crescimento das vendas da ZF desacelerou no primeiro semestre devido à venda significativamente mais baixa de automóveis no mercado mundial, particularmente na China.
A companhia destaca que esperava um desempenho levemente melhor nas vendas automotivas no geral. Além da crise econômica, fatores de política econômica como a incerteza com relação ao futuro do Brexit e questões tarifárias e comerciais estão promovendo um impacto negativo nos resultados.

A ZF explica que o baixo número de vendas de automóveis de passageiros e o alto investimento em P&D, particularmente para acionamentos elétricos, fazem com que a empresa reveja os gastos em áreas estabelecidas onde a crise econômica é evidente.




Reposição de autopeças é boa oportunidade para investimento, mostra pesquisa



O mercado de autopeças está em expansão e é uma ótima oportunidade para investimento, é o que diz uma pesquisa realizado pela Empresômetro. Com quase 2 milhões de veículos emplacados no ano de 2019, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), e com uma frota real estimada em quase 70 milhões de veículos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o mercado brasileiro está atraindo olhares de investidores.

A pesquisa constatou que o mercado de autopeças conta com mais de 186 mil negócios. Sendo que o Sudeste, onde concentra a maior população, produção e, por consequência, o consumo, detém 46% de todas as empresas que comercializam peças e acessórios automotivos. São 85.888 negócios na região, com a cidade de São Paulo tendo destaque, com mais de 12 mil unidades.

A Região Sul conta com pouco mais de 35 mil empresas voltadas ao comércio de autopeças, e o destaque é a cidade de Curitiba, com 2,5 mil negócios. Fortaleza, na Região Nordeste, é a cidade com maior número de autopeças, são 1.954 unidades, Salvador tem 1.488. A região é responsável por 19,4% do total de empresas do setor. Na cidade de Manaus são 928 empreendimentos voltados a vender autopeças, quase 10% do total da região, que conta com 9.966 negócios.

O IBPT comenta que a previsão de crescimento das vendas de veículos automotores até o final do ano faz com que a expectativa da demanda por autopeças e acessórios seja maior. Ainda segundo a pesquisa, outro fator que influencia o mercado de reposição é a evolução tecnológica. Com a adoção de mercados virtuais, lojas especializadas em acessórios foram ganhando espaço e chamaram a atenção de grandes fornecedores.




Entrevista – NIDEC entra no mercado de reposição


Por: Edison Ragassi
Fotos: Alexandre Villela

 

Engenheiro Metalúrgico, formado pela Mauá, Daniel Rio é o diretor geral da fabricante de bombas de água e óleo Nidec. Recentemente, a empresa iniciou as operações no mercado de reposição. Ele está no setor automotivo desde 1996. Seu primeiro trabalho foi como trainee na Mahle, desenvolvendo pistões de motores diesel. No ano 2000, foi para a Valeo, onde teve contato e intermediou o fornecimento de componentes e sistemas para as novas montadoras que chegavam na época. Depois disso foi para a KS pistões na divisão Pierburg, até chegar a fabricante GPM. As bombas eram mecânicas, mas eles tinham a necessidade da bomba elétrica. Procuraram a japonesa Nidec para este desenvolvimento, que não aceitou. Preferiu comprar a GPM.

 

REVISTA O MECÂNICO: Até adquirir a GPM, a NIDEC não atuava no setor automotivo?

 

DANIEL RIO: A participação era pequena. A NIDEC em 1997 fez a primeira aquisição, adquiriu a TOSOK do segmento de bombas hidráulicas para câmbio automático. Depois em 2006 fez a aquisição de uma divisão da Valeo que fabricava motores elétricos, o motor de arrefecimento, motor levantador de vidro, motor de levantador de tampa de porta malas, teto solar, banco, essa foi a primeira aquisição. Também comprou a ELESYS, uma divisão da Honda que produzia a parte da ECU do controlador do motor elétrico, toda parte de sensores, o sensor de passageiro, sensor de mudança de faixa de detecção de veículos na frente que é o radar, e em 2015 comprou a GPM para introduzir o motor elétrico na bomba de água e óleo.

 

O MECÂNICO: Essa compra foi uma compra global. Como a NIDEC projetou o mercado brasileiro na época?

 

RIO: Naquela época o mercado brasileiro estava bem no olho do furacão que foi a retração de mercado, o setor automotivo diminuía. Mas a GPM tinha um bom posicionamento. A Volkswagen tinha acabado de lançar o motor EA 211 no up!. A montadora estava em ritmo de crescimento e nós acompanhávamos. Também conseguimos entrar com outros negócios, como fornecer para a Cummins. Foi tão bom que, apesar da retração, em 2015 em 2016 crescemos. Mas em 2017, o auge da crise sofremos retração e em 2018 voltamos a crescer. Isso fez o grupo perceber que o segmento automotivo é crítico, mas oferece oportunidades. A estratégia Global da empresa é estar cada vez mais presente nos segmentos que atua e ser líder, identificamos que no Brasil tem oportunidade. Elas podem ser de vários modos. Então o que nós vamos fazer é continuar no segmento. Mas a NIDEC nunca trabalhou no segmento automotivo geral e como a eletrificação vai criar a oportunidade de outros produtos, esses outros produtos vão permitir que a empresa consiga trabalhar também no mercado de reposição.

 

A estratégia Global da empresa é estar cada vez mais presente nos segmentos que atua e ser líder…”

 

O MECÂNICO: A Nidec não trabalhava o mercado de reposição e começou este segmento no Brasil. Atualmente qual é a estrutura para esta área de negócios?

 

RIO: E a primeira vez que entramos mundialmente no mercado de reposição. Hoje nós temos uma fábrica em Indaiatuba. A nossa estratégia industrial é que provavelmente vamos ter que repensar um pouco. Mas hoje nós usinamos e montamos. Nossa característica é a precisão dos produtos que fabricamos, e identificamos que para ter precisão nos precisávamos investir. Onde eu tenho que ser preciso? Na usinagem. Efetivamente nós nos concentramos na usinagem e na montagem. Essa é a mesma situação na Alemanha, na China, onde são produzidas as bombas de água. Atualmente temos uma fábrica na Alemanha, uma na Hungria, e na China, elas produzem bomba de água, bomba de óleo e bomba de vácuo – mecânicas constantes e variáveis e elétricas. Aqui no Brasil estamos instalados em uma fábrica de aproximadamente 4.600 m². Temos hoje 81 colaboradores, porem a nossa produção é muito automatizada. Temos uma capacidade de produzir 2,8 milhões de bombas só na unidade de Indaiatuba. Mundialmente, o ano passado, a NIDEC GPM fabricou entre bomba de água e bomba de óleo aproximadamente 11 milhões de unidades. Na linha automatizada conseguimos fazer o set-up de produção rápido, onde a movimentação das peças e a colocação dos componentes é feita pelos operadores, mas a montagem em si das bombas é automática. O operador não interfere nisso, a linha faz a montagem sozinha. Temos uma linha automatizada mais compacta a qual não é possível colocar produtos muito grandes, e temos outras linhas também automatizada, só que com dimensões maiores, com flexibilidade para montar diferentes tipos de bombas.
 
Temos que trabalhar assim com linhas flexíveis, porque aqui no Brasil, no ano passado foram produzidos 2,8 milhões e comercializamos 2,6 milhões. Porem nós temos 19 fabricantes de veículos, se dividirmos os 2,8 milhões pelos fabricantes instalados no Brasil, cada um tem um Market Share, e cada um tem a sua bomba especifica, cada um tem o seu produto, e isso faz com que tenhamos que nos adaptar. Não adianta querer trabalhar igual a Europa, com linhas de montagem dedicadas com capacidade para produzir dois milhões de peças por exemplo. Na Europa é possível colocar automatização, robô, o que no Brasil não dá. Nós temos que nos adaptar a necessida de brasileira. E qual é a necessidade brasileira? Ser flexível.

 

E a primeira vez que entramos mundialmente no mercado de reposição”

 

O MECÂNICO: Há diferença entre os produtos fornecidos para montadora e mercado de reposição?

 

RIO: Nós fornecemos a bomba de água para o motor EA 211 da Volkswagen. Este é um produto que é feito na linha automática dedicada para atender a VW. Já as bombas que são para o mercado de reposição revezam entre a linha automatizada e manual. Nós temos um ferramental específico para produzir os itens direcionados ao mercado de reposição. Mas a qualidade dos produtos é a mesma. É necessário trabalhar assim. Por exemplo, no Brasil temos os motores flex, que aceitam etanol e gasolina. Esta é uma característica só do Brasil.

 

O MECÂNICO: Nesta entrada da Nidec no segmento de reposição, que começou no Brasil, qual a importância do mecânico independente neste processo?

 

RIO: A nossa interpretação é de que o mecânico é de suma importância, porque ele é o formador de opinião. O mecânico desmonta o carro, querendo ou não ele vê a peça da Nidec fornecida para a montadora. E a que eu forneço na reposição é similar. Não vou dizer que é igual, porque a da montadora tem as suas características, inclusive a logomarca da montadora, que nós não podemos utilizar na reposição independente. O mecânico tem que conhecer, instruir o cliente para fazer a manutenção correta do sistema de arrefecimento. Ele que tem que falar para o cliente não colocar água no posto. Se o carro não tem problema não é necessário colocar água. E para se aproximar do mecânico, montamos uma estrutura para divulgar na impressa, inclusive a Revista O Mecânico, foi a primeira a receber a nossa campanha, vamos trabalhar as redes sociais e treinamentos presenciais. Queremos estar próximos do mecânico.

 

A nossa interpretação é de que o mecânico é de suma importância…”

 

O MECÂNICO: E qual a mensagem da Nidec para o mecânico de automóveis?

 

RIO: Nosso produto é de qualidade, um produto honesto. É um produto que foi feito e desenhado para atender as expectativas do mecânico. Nós fornecemos produtos que atendem os requisitos de qualidade é um bom produto confiável.




Exportação de veículos cai 52,3% em abril

Produção teve crescimento discreto de 0,5% no mesmo período



A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou o balanço da indústria no mês de abril e os números de exportações seguem preocupantes. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 52,3%, enviando apenas 34.905 veículos para o exterior, ante 73.152 de 2018.



Se levarmos em consideração o primeiro quadrimestre do ano, a queda foi de 45%, somando 139.467 veículos, contra 253.359 do ano passado. A explicação para uma queda tão grande está na crise que a Argentina, principal importador do Brasil, está passando.



O setor produtivo de veículos, levando em consideração automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, teve um crescimento bem tímido em relação a abril do ano passado, registrando alta de 0,5%, com números de 267.546 e 266.140, respectivamente.



Se considerarmos apenas automóveis e comerciais leves, responsáveis por 255.336 deste total, o crescimento foi de 0,6%, já que ano passado a marca estava em 253.745. No fechamento do primeiro quadrimestre, o crescimento nem chegou a bater 0,1%, já que este ano a produção total até o momento é de 922.306 e no passado era de 922.179.



Na somatória total de todos os segmentos, o número do primeiro quadrimestre também foi quase imperceptível, com queda de 0,1%, totalizando 965.393 contra 965.894 de 2018.




Entrevista – Não é possível viver sem o mercado de reposição

por Edison Ragassi

Atual diretor de pós-vendas da Renault, Gustavo Ogawa é um jovem executivo que acumula experiencias diversas no segmento de reposição automotiva. Trabalhou na Shell, cartões de crédito Itaú. Seguiu para o setor automotivo na Ford Motor Company, onde implantou os serviços estendidos e foi o responsável pela estratégia da linha Motorcraft. Na fabricante francesa iniciou como gerente demarketing pós-venda, cuidando da América Latina. Ogawa recebeu a reportagem da Revista O Mecânico no escritório da companhia em São Paulo. Nesta entrevista exclusiva ele fala sobre as estratégias para crescer no país e confirma que o mecânico independente é peça fundamental neste processo.

 

Revista O Mecânico: comparando com as montadoras tradicionais, a frota da Renault é relativamente nova. Como está a retenção dessa frota nas concessionárias após o fim da garantia?

 

GUSTAVO OGAWA: A frota da Renault quando você olha no período de 20 anos, que é como outras montadoras olham, é bem menor. Se compararmos com o top quatro montadoras, a nossa frota tem a metade da frota que eles. Mas o que visualizamos é a nossa crescente em vendas de veículos novos nos últimos 3 anos. Isso está impactando muito na frota circulante desse ano e dos próximos que vão vir. A nossa retenção hoje nos três primeiros anos, segundo os indicadores de mercado é maior que a média nacional. Nós alcançamos por volta de 35% de retenção.

 

“Nós alcançamos por volta de uns 35% de retenção nas concessionárias”

 

O Mecânico: Quantas concessionárias a Renault tem?

 

OGAWA: Nós temos hoje 280 pontos de venda, mas nem todos tem serviços, alguns são show room, trabalhamos em média com uns 100 grupos econômicos.


O Mecânico: No segmento de peças de reposição, vocês têm a linha Renault e a Motrio. Como está dividido este negócio?

 

OGAWA: Dentro de um conceito global Renault. A empresa se divide em duas marcas no pós-venda, uma são as peças genuínas, as peças geradas na concepção do veículo, e toda a linha Motrio, que são peças da primeira linha do mercado, 100% homologadas pela nossa engenharia de serviços. A marca é muito focada no mecânico independente. Se olharmos a história da Motrio, ela nasceu para atender o que a Renault chama na França de R3. O que é uma R3? É um mecânico independente que é ligado a concessionária. O titular (concessionário) pode ser dono dessa oficina mecânica ou parceiro comercial. E o portfólio Motrio nasceu para suprir esse tipo de demanda.

 

Também iniciamos a venda de peças no Mercado Livre no segundo semestre do ano passado. Através de uma loja Renault, os concessionários colocam produtos sempre a pronta entrega dentro do site. Hoje nós temos mais de 20 mil ofertas no site com ótima classificação de todos os concessionários que estão lá dentro, então esse é um exemplo de programa que criamos com rede. Se o concessionário começa a ter uma nota ruim dos clientes nós desativamos a loja dele e criamos um plano de ação para melhorar para ele voltar a fazer parte da nossa loja. Porque nós queremos que o cliente tenha certeza que vai ser atendido da melhor maneira possível. Essa é a promessa que colocamos no mercado. Mapeamos isso com o time de força de vendas nacional. Essa equipe monitora a nossa loja e entra em contato com 100% dos concessionários para que eles tenham a aderência correta e proporcione satisfação ao cliente.

 

“A marca Motrio é muito focada no mecânico independente”

 

O Mecânico: O mecânico utiliza o Mercado Livre para comprar as peças da Renault?


OGAWA: A maior parte das vendas é feita para o mecânico. Tem uma concentração muito grande no Sudeste do país que é interessante, porque hoje é a área onde nós estamos mais abastecidos por concessionárias parceiras do programa. Mas ainda assim são áreas de grande volume de compra. O interessante é que muitas peças que são vendidas no Mercado Livre são peças hoje obsoletas para o nosso concessionário. Não são peças de alto giro que tem um preço competitivo, mas procuramos sempre respeitar a cadeia onde o mecânico está incluído, então a ideia é sempre que mecânico olha o preço lá e se ele conhece a concessionária dona daquele anúncio que ele ligue, porque ele vai ter um desconto diferenciado.

 

O Mecânico: E qual é a estratégia da Motrio para o Brasil?

 

OGAWA: Aqui no Brasil a marca foi lançada em 2013, porém ela tem 20 anos desde que foi lançada na França. Na Argentina por exemplo já chegou a ter uma rede de 130 oficinas mecânicas homologadas Motrio.Então no final do dia o que é a Motrio? É uma marca para a Renault fomentar o mecânico Independente com peças competitivas Renault, com um portfólio que também é Multimarcas.

 

O Mecânico: Como a Renault vê o mercado de reposição de uma maneira geral aqui no Brasil?

 

OGAWA: Falar de pós-venda no Brasil e não falar do mercado de reposição independente é uma loucura. Você não consegue viver sem ele. Nós falamos em 70% de cadeia de fornecimento. todo o mercado, o qual gira na mão do mecânico independente. Então definir uma estratégia a longo prazo dentro de um país e não falar do mecânico independente é uma heresia e a Renault sabe disso. Então ela vem aos poucos tentando se introduzir dentro desse contexto. É aí que nós começamos a analisar e olhando o nosso plano, o que enxergamos? Hoje o mecânico Independente, ele não precisa da montadora para suprir as necessidades de peças, ele já tem a própria Mas hoje, o que ele está sedento e só a montadora pode fornecer para ele? É o know how, o conhecimento da montadora e a chancela dela junto com ele. Então todo trabalho que nós estamos começando a desenhar para o mecânico independente é em know-how e subsídio de informação técnica. A empresa quer ser o porto seguro do mecânico independente quando se fala em formação técnica da Renault. Esse é o trabalho que estamos começando a construir. Para começar esta construção mostramos que: a Motrio e a Renault são marcas irmãs, não são interdependentes, mas são marcas irmãs. A Motrio mostra que tem toda chancela da Renault, para que o mecânico comece a assimilar e saiba que a Renault está sempre do lado dele para fornecer peças e informação. Estamos começando a criar esse conceito com eles.

 

“(…) todo trabalho que nós estamos começando a desenhar para o mecânico independente é em know-how e subsídio de informação técnica (…)”

 

O Mecânico: Para criar esse conceito, como vai ser o trabalho de vocês? Qual vai ser a estratégia?

 

OGAWA: Ano passado, junto com as estratégias básicas, iniciamos fazendo os feirões dentro das concessionárias. Porque no final do dia o grande elo entre a montadora e o mecânico independente é a concessionária. Porque a concessionária é o braço da montadora dentro do país. E para criar esse elo entre ele e a concessionária nós começamos fazendo os feirões de peças. E o que é um feirão de peças? É um evento dentro de um concessionário aonde fornecemos formação técnica como chamariz e fazer um evento diferenciado em termos de condições de preço para o mecânico. Essa foi a principal estratégia que aplicamos durante 2018. Para 2019 vamos ampliar a estratégia, fazendo com mais frequência, de uma maneira sistemática em algumas regiões. Vamos expandir através do nosso mailing uma newsletter que vamos enviar aos mecânicos independentes. Porque o plano estratégico junto com a parte de venda de serviços é levar as informações técnicas a eles.

 

O Mecânico: Dentro desse planejamento vocês programaram ações para visitar as oficinas e mostrar o modelo de trabalho?

 

OGAWA: Nós temos uma gerência de força de vendas que é focada na consultoria do concessionário para venda externa. Ou seja, não é um consultor de pós-venda que vai falar de oficina, produtividade e eficiência. Ele é um consultor de vendas que vai ensinar o time de tele peças e o time de vendas de balcão do concessionário a atingir esse mercado dos mecânicos. Hoje nós temos 10 consultores no Brasil fazendo esse trabalho.

 

O Mecânico: E os preços são diferenciados para o mecânico independente?


OGAWA: Sim será diferenciado. Para isso ele vai ter que fazer um cadastro no concessionário. Estamos fazendo uma base de dados de CNPJ cadastrados na nossa rede nacional. Todos esses CNPJ terão uma condição diferenciada dentro do concessionário. Isso já existe estamos aprimorando a maneira de fazer essa venda para o mecânico. Nós sabemos que para vender para o mecânico independente não é fazer uma ação de abaixar o preço agora de uma peça, porque o mecânico independente não faz estoque.

 

“O mecânico independente é um dos principais focos do nosso crescimento no Brasil nos próximos anos”

 

O Mecânico: Qual foi o critério para selecionar essas concessionárias?

 

OGAWA: Primeiro, a vocação dela para venda balcão. Nem todo o grupo quer fazer 100% do pós-venda. Em alguns grupos eles querem fazer apenas oficina e é um direito deles porque atender o cliente que ele vendeu o carro é uma obrigação, não podemos discutir isso. Agora vender peças no balcão, aí sim é uma escolha deles. Eles são livres para fazer essa escolha, porque quando eles decidirem ir para venda no balcão eles vão ter que passar por todos os critérios que vamos colocar. O mecânico independente tem que ter o concessionário como um parceiro comercial sempre que ele precisar de peças.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para o negócio Renault?

OGAWA: O mecânico independente é um dos principais focos do nosso crescimento no Brasil nos próximos anos. A venda para ele está dentro do nosso plano estratégico.

 

O Mecânico: Qual a mensagem que você deixa para este profissional tão importante do mercado de reposição?

 

OGAWA: A Renault junto com a marca Motrio está aqui para atendê-los da melhor maneira possível, ele sempre pode contar conosco.

 




Scania passa a comercializar peças originais na internet



A Scania anuncia o início das vendas de peças originais da marca pela internet. O cliente pode encontrar as ofertas pelo portal www.scaniaofertas.com.br ou diretamente no site do Mercado Livre: loja.mercadolivre.com.br/scania. A fabricante comenta que é a primeira da indústria de veículos comerciais (caminhões, ônibus e motores industriais, marítimos e para grupos geradores) a ter uma loja oficial no Mercado Livre.

Os pedidos poderão ser feitos de qualquer região do Brasil. Segundo a empresa, o acesso do usuário à loja no Mercado Livre é fácil e os processos de escolha do item e de compra são muito amigáveis e ágeis. Para maior comodidade ou ganho de tempo há opção de entrega no endereço do cliente ou retirada na concessionária.

As peças originais disponíveis na loja virtual englobam diversas linhas. “O aumento de opções será ao longo dos próximos meses. Estamos com um planejamento bem direcionado para as necessidades mais requisitadas do dia a dia. Queremos agilizar ao máximo o tempo que o cliente levará para receber a encomenda”, comenta o responsável pelo gerenciamento da loja virtual, Lincoln Garcia.




UFI Filters estreia na Automec 2019

A UFI Filters faz sua primeira participação em feiras no Brasil na 14ª edição da Automec (Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços), que será realizada de 23 a 27 de abril no São Paulo Expo, na capital paulista. A fabricante de filtros automotivos levará seus estudos mais recentes em filtragem e um novo produto na filtragem de ar do motor, o Multitube. Outra novidade é a apresentação dos produtos que a empresa produz exclusivamente aos carros da Fórmula 1.

Presente em mais de 70 países, a UFI Filters oferece referências em filtros divididas em quatro linhas diferentes: filtros do óleo, combustível, ar e cabine que atendem a veículos de passeio, comerciais, linha pesada e maquinário agrícola. Segundo a empresa, muitos dos produtos das linhas de filtros do óleo e combustível também são fornecidos para o equipamento original dos modelos Jeep Compass e Renegade, Fiat Toro e Ducato e Chevrolet S10.

Serviço
Feira Automec 2019
Data:
23 a 27 de abril de 2019
Horário: de 23 a 26/04 (terça a sexta) – das 13h às 21h e 27/04 (sábado) das 9h às 17h
Local: São Paulo Expo Imigrantes
Estande: G161
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda – São Paulo/SP




Tirreno lança linha de aditivos e fluidos de freios no mercado de varejo



A Tirreno, fabricante de químicos, chega ao mercado de varejo. Após 50 anos de dedicação exclusiva ao mercado b2b, a empresa lança no varejo a linha completa de aditivo para radiador, fluido para freio, aditivo de combustível via tanque, líquido limpador de para-brisas, chain lube, limpa ar-condicionado e a linha de aerossóis expert (multiuso/desengraxante/limpa freios/limpa contatos/descarbonizante).

Segundo a empresa, seus produtos são desenvolvidos de acordo com a tecnologia utilizada originalmente pelas fabricantes de veículos. A divisão de Fluidos Automotivos também atua na produção para terceiros, desta forma, é possível encontrar os produtos Tirreno embalados com a marca de empresas do mercado de reposição.