Fernando Calmon | Duas escalas de eletrificação

Novo Toyota Corolla

Com diferença de apenas 24 horas e um continente de distância, a eletrificação se fez presente em lançamentos de dois modelos bem diferentes. Aqui, a 12ª geração do sedã médio-compacto Toyota Corolla, tração dianteira, incluiu o primeiro híbrido flex do mundo; na Alemanha, primeiro Porsche 100% elétrico, o sedã-cupê grande Taycan, tração integral.

O Corolla recebeu arquitetura totalmente nova e estilo arrojado para os padrões da fabricante japonesa. Estética ficou bem melhor, inclusive por ser 2 cm mais baixo, embora distância entre eixos seja a mesma e existam diferenças mínimas em largura e comprimento. Porta-malas manteve os 470 litros. Inexplicavelmente, o tanque diminuiu de 60 para 50 litros (43 litros, no híbrido), o que significa autonomia menor. No entanto, consumo urbano no híbrido flex alcança nada menos de 16,3/10,9 km/l, gasolina/etanol. Na estrada, 14,5/9,9 km/l, respectivamente.

Motor convencional, de 2 litros, é todo novo e mais potente que o anterior: 169/177 cv, gasolina/etanol. Pela primeira vez, o Corolla dispõe de suspensão traseira independente e o comportamento dinâmico, que já era bom, ficou melhor. Novo câmbio CVT também impressiona pela progressividade, inclusive logo ao sair da inércia. No caso do híbrido, o desempenho é bem menor, potência combinada com os dois motores elétricos de apenas 122 cv, mas as respostas ao acelerador ainda são razoáveis.

Porsche Taycan

No interior, em especial nas versões superiores, a qualidade dos materiais é ótima. Central multimídia, fácil de operar, poderia ser mais bem desenhada. Falta saída de ar para o banco traseiro. Pacote de segurança inclui frenagem automática de emergência e alerta de mudança de faixa, entre outros. Preços: R$ 99.990 a 130.990.

Porsche Taycan, apresentado apenas de forma estática, era muito aguardado pela tradicional esportividade da marca e do prometido preço competitivo. Embora ainda distante dos carros convencionais, manteve preços entre o SUV Cayenne e o sedã grande Panamera. Quando chegar às concessionárias em outubro custará de 152.200 (Turbo) a 185.500 (Turbo S) euros, na Alemanha. No Brasil, em 2020, começará por pouco menos de estimado R$ 1milhão.

Linhas fluídas e esportivas (Cx apenas 0,22) destacam-se, mas a entrada de ar vertical junto ao farol não agrada. Tem só 1,38 m de altura, sem grande prejuízo ao acesso. Bancos dianteiros encaixam-se em rebaixos no assoalho e em conjunto com a posição vertical do volante o identificam como legítimo Porsche. Comandos dispensam teclas e botões (à exceção do de partida, à esquerda) e a superfície da tela digital vibra ao acender os faróis. Há dois porta-malas: dianteiro, 81 litros e traseiro, 366 litros.

Baterias permitem autonomia de até 450 km e a recarga, por inédito sistema de 800 V, varia entre 9 horas (0 a 100%) e 22,5 min (de 5% a 80%). Dois motores elétricos entregam potência de 625 cv, mas no modo de superaceleração passam a 680 cv e torque de 86,6 kgfm. No Taycan Turbo S são 761 cv e, nada menos, 107 kgfm. Aceleração de 0 a 100 km/h em até 2,8 s, apesar da massa total de 2.300 kg. Curiosamente há duas marchas no câmbio, quando os elétricos comuns exigem apenas uma.

ALTA RODA

SETEMBRO vem sendo um mês congestionado por lançamentos de novas gerações e não simples maquiagens. Corolla, semana passada; Onix sedã, esta semana; Hyundai HB20, na próxima (inclusive com fotos e características antecipadas como novo motor turbo e dimensões maiores), além do Kia Cerato mexicano. JAC apresentará cinco produtos elétricos.

ANUNCIADO o acordo entre CAOA e Ford. O grupo brasileiro adquiriu, por valor ainda não revelado, a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) onde produzirá os atuais caminhões e um carro (mais provável, SUV) de outra marca. Apostas são na chinesa Changan, que já passou pelo Brasil. Especula-se ainda que outra chinesa, Great Wall, também estaria interessada no País.

CONTÍNUA baixa do mercado na Argentina terá impacto maior que o esperado pela Anfavea sobre a produção brasileira de veículos em 2019. Nos primeiros oito meses a produção subiu apenas 2% sobre o mesmo período do ano passado. A entidade revisará suas previsões já em outubro pela forte queda das exportações. Empregos caíram 3,3% frente a agosto de 2018.

VENDAS ao mercado interno em agosto foram 2,3% menores que igual mês do ano passado, mas na comparação do acumulado dos oito primeiros meses subiram 9,9%, ainda um bom resultado. Estoques, no entanto, continuam em elevação: de julho para agosto passaram de 40 para 42 dias. Até o final do ano, porém, o mercado deve recuperar o fôlego.

FINALMENTE, Brasil e Argentina adotarão livre comércio de veículos, mas apenas dentro de 10 anos, após inúmeros adiamentos. Ainda não ficou claro como o atual regime flex (para cada US$ 1 importado do vizinho o País pode exportar US$ 1,5 sem impostos) será desmontado, nem como ficaria o acordo com os europeus. Isso obrigará o custo Brasil a cair na marra.




Hyundai disponibiliza descontos de até 10% para revisões do HB20 e Creta



A Hyundai disponibiliza aos proprietários do HB20 e do Creta que fazem integram o programa de fidelidade, descontos entre 5% e 10%. As bonificações se aplicam a partir da terceira revisão programada com 5%, na quinta revisão, com 7,5% de desconto, e na sexta, com 10%. Ação denominada “Desconto de Manutenção” vai até 31 de dezembro e é válida em toda a rede de concessionárias credenciadas.

Para ter acesso, basta entrar no site https://meuhyundai.com.br ou pelo aplicativo, fazer o cadastro no programa, emitir o voucher na página “Meus benefícios” e entregar no momento da abertura da Ordem de Serviço na concessionária. Custos de mão de obra, óleos lubrificantes e itens adicionais não recebem o desconto.




Nakata lança bandejas de suspensão para modelos de seis marcas



A Nakata lança as bandejas de suspensão para as Ford Ranger fabricadas de 2012 a 2019, com os códigos NBJ2023DP e NBJ2023EP, sendo superiores e com pivô. Já os códigos NBJ4015D e NBJ4015E são indicados para Fiat Toro, Jeep Compass e Renegade com tração 4×4, enquanto NBJ4016D e NBJ4016E aplicam-se no Jeep Compass e Renegade com tração 4×2, fabricados entre 2015 e 2019.

Também foram lançadas bandejas de suspensão para os modelos Honda Civic de 2012 a 2016, especificações dos itens são NBJ7010D e NBJ7010E; Toyota Etios, entre 2012 e 2019, referências NBJ7011DP e NBJ7011EP; Hyundai HB20, de 2013 a 2019, com códigos NBJ9004DP e NBJ9004EP.




Monroe Axios lança kits de juntas homocinéticas e deslizantes na reposição

Junta deslizante para Renault Duster

Fabricante de componentes para suspensão, a Monroe Axios lança 23 aplicações para juntas homocinéticas e juntas deslizantes no mercado brasileiro de reposição, abrangendo veículos das marcas Chevrolet, Hyundai e Renault entre 2004 a 2018.

Junta homocinética para Hyundai HB20

Confira abaixo as aplicações de junta homocinética dianteira lado da roda:

Chevrolet Onix 1.0 MT: 2013 a 2016
Chevrolet Onix 1.4 MT: 2013 a 2016
Chevrolet Onix 1.4 AT: 2013 a 2018
Chevrolet Prisma 1.4 AT: 2013 a 2018
Chevrolet Cobalt 1.8 AT: 2013 a 2016
Hyundai HB20 1.0 12V: 2012 a 2018
Hyundai HB20 1.6 16V: 2012 a 2018
Hyundai Tucson: 2004 a 2015
Hyundai i30 2.0 MT: 2012 a 2016
Renault Duster 1.6 16V AT 4×2: 2010 a 2018
Renault Duster 2.0 16V AT 4×4: 2010 a 2018

Junta homocinética para modelos da Chevrolet

Confira abaixo as aplicações de junta deslizante:

Chevrolet Onix 1.0 MT: 2013 a 2016
Chevrolet Onix 1.4 MT: 2013 a 2016
Chevrolet Onix 1.4 AT: 2013 a 2018
Chevrolet Prisma 1.4 AT: 2013 a 2018
Chevrolet Cobalt 1.8 AT: 2013 a 2018
Chevrolet Spin 1.8 AT: 2013 a 2018
Hyundai HB20 1.0 12V: 2012 a 2018
Hyundai HB20 1.6 16V: 2012 a 2018
Hyundai Tucson: 2008 a 2015
Hyundai i30 2.0 16V: 2009 a 2012
Renault Duster 1.6 16V MT 4×2: 2010 a 2018
Renault Duster 2.0 16V AT 4×4: 2010 a 2018

Junta deslizante para modelos Chevrolet

A fabricante informa que as peças já estão disponíveis no mercado. Mais informações sobre os lançamentos podem ser consultadas por meio do telefone 0800-166-004 ou através do site www.monroeaxios.com.br




Arteb é fornecedora original do Etios 2019 e HB20 Unique



A Arteb é a fornecedora original da linha 2019 dos compactos Hyundai HB20 Unique e Toyota Etios. A fabricante fornece a lanterna escurecida para o modelo da marca de origem sul-coreana e faróis e lanternas para as versões hatch e sedã do Etios.

O compacto da Toyota traz faróis com máscara negra e lanterna traseira fumê, que foram reestilizados em comparação a linha 2018. Já o HB20 vem com os faróis dark, que usam a mesma tecnologia da máscara negra, com objetivo deixar o visual do carro mais esportivo.

Além desses modelos, a empresa também é responsável por produzir componentes de iluminação dos Volkswagen Polo (farol e lanterna) e Virtus (farol).




Climatização – Limpeza no circuito do ar condicionado em um Hyundai HB20

Mostramos o procedimento completo de limpeza dos componentes que compõem o sistema condicionador de ar em um Hyundai HB20 1.6 2013

por Fernando Lalli
fotos Lucas Porto

Manutenção do condicionador de ar automotivo é um ramo cada vez mais atrativo, já que a frota circulante de veículos equipados com esse recurso aumenta exponencialmente. Antes um item de luxo, o sistema de climatização hoje é um item de segurança ativa, instalado em carros zero-km como item de série.

Para que se tenha ideia, um dos carros mais vendidos do País, o Hyundai HB20 é equipado com condicionador de ar em todas as suas versões, desde a mais básica. Hoje, o compacto coreano fabricado em Piracicaba/SP tem mais de 700 mil unidades vendidas, se somadas as versões hatch e sedã (HB20S).

Por conta desse aumento de frota, profissionais de mecânica e também de fora do setor automobilístico estão migrando para o ramo de reparo de condicionador de ar automotivo. Porém, esse tipo de serviço requer informação atualizada e ferramental adequado. “Não há espaço para improviso”, declara o especialista José Roberto Rodrigues, instrutor de treinamento da Royce Connect, empresa especializada em componentes de climatização automotiva.

Para demonstrar como deve ser feito o correto passo a passo da limpeza completa do sistema de condicionador de ar em um Hyundai HB20 1.6 2013, o especialista José Roberto contou com a ajuda de Jakson Bernardino dos Santos, assistente técnico da Royce Connect. Neste carro, havia a reclamação do cliente de que o sistema condicionador de ar não estava funcionando.


Diagnóstico
1. Após a remoção das tampas de vedação das conexões para linhas de baixa e alta pressão, instale o conjunto manifold da máquina recolhedora e recicladora, ou conjunto manifold convencional.

2. Uma vez conectados os engates rápidos, veja nos manômetros se há pressão no sistema. No HB20 da reportagem, não havia pressão indicada em nenhum dos dois manômetros. Isso indica que há vazamento.

Obs: A pressão do fluido refrigerante (Gás) R134A sempre varia de acordo com a temperatura ambiente, sendo veículo parado e condicionador ar desligado. Sob a temperatura de 24°C, como estava no momento da medição, se o sistema estivesse OK, deveria apresentar uma pressão de aproximadamente 78,9 PSI (Lbs/pol²).

3. Inicie a localização do vazamento. Utilize um conjunto manifold convencional e instale-o no veículo. Utilize as mesmas conexões de baixa e alta pressão.

4. Através da linha de serviço do conjunto manifold, inicie a aplicação somente com nitrogênio pois é um gás que não retém umidade. Nunca utilize ar comprimido em qualquer manutenção no ar condicionado, porque contém umidade e vai contaminar e danificar todo o sistema.

PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA PARA UTILIZAR CILINDRO DE NITROGÊNIO EM SUA OFICINA

5. Conecte a linha de serviço do conjunto manifold no regulador de pressão do cilindro de nitrogênio.

6. Verifique se o manípulo (borboleta) do regulador de pressão está livre. Ele sempre deve estar aberto (solto).

ATENÇÃO! Caso o manípulo esteja acionado (fechado) quando registro do cilindro for aberto, vai causar excesso de pressão na saída para o regulador de pressão. Isso poderá até estourar o regulador de pressão, levando sérios riscos à integridade física do mecânico e pessoas ao redor.

7. Abra apenas ¼ (um quarto) de volta do registro do cilindro de nitrogênio. Esta é uma medida de precaução: se houver algum vazamento no equipamento, fica mais rápido para fechar.

8. Acione o manípulo (borboleta) até que a escala do manômetro de saída do regulador de pressão indique a marca de 6,8 kgfcm², equivalente a 100 PSI.

9. Abra o registro na mangueira da linha de serviço do conjunto manifold e abra os registros de alta e baixa pressão lentamente. Se necessário, faça a correção.

10. Já é possível remover o cilindro de nitrogênio seguindo a sequência de segurança: a) Feche o registro do cilindro; b) Desconecte a linha de serviço para despressurizar os manômetros do regulador de pressão; c) Deixe o manípulo (borboleta) solto para que não esteja acionado na próxima operação.

11. Uma vez pressurizado o sistema, localize o vazamento aplicando detergente por toda extensão do circuito com pincel ou borrifador. Verifique se há aborbulhamento pela fuga de nitrogênio.

12. Neste caso, o vazamento foi encontrado na conexão da tubulação com a válvula de expansão.

13. Para liberar a pressão residual do nitrogênio que ficou no sistema, basta abrir os registros do conjunto manifold e abrir a linha de serviço com cuidado.

Obs: O nitrogênio pode ser liberado sem problemas na atmosfera, afinal, é o gás que compõe a maior parte do ar que respiramos (78%). Já o fluido R134A que circula no sistema jamais deve ser jogado ao ar. Sempre deve ser recolhido e reciclado por um aparelho adequado, no caso, a máquina recicladora para retornar ao sistema de ar condicionado.

Desmontagem do sistema de climatização

Como houve vazamento total, a umidade do ar atmosférico entrou no sistema e o contaminou. Por isso, a limpeza deve ser completa, incluindo a desmontagem do compressor.

14. Inicie a desmontagem pelo flange de fixação da tubulação na válvula de expansão. Solte o parafuso com chave 12 mm estrela. Desconecte as mangueiras.

15. Remova os dois parafusos de fixação da válvula de expansão ao evaporador com chave estrela 10 mm.

16. Nesse momento, foi possível identificar com maior precisão a causa do vazamento: um o’ring danificado. Todos os o’rings das conexões, quanto estas são removidas, devem ser trocados durante o procedimento.

17. Suba o carro no elevador. Solte as proteções plásticas inferiores e o protetor de cárter, se houver. Todas as proteções são fixadas por parafusos de 6mm com cabeça 10 e/ou 13 mm e presilhas com chave philips.

18. Há mais uma carenagem inferior bipartida, presa por parafusos de 6 mm com cabeça 10 mm, que deve ser removida para acessar tanto o filtro secador (junto ao condensador) quanto o compressor do condicionador de ar. São dois parafusos de cada lado nas longarinas e três parafusos também de cabeça 10 mm na travessa do radiador.

19. Para acessar o filtro secador, ainda é necessário deslocar a travessa inferior que sustenta todo o conjunto formado por radiador, eletroventilador e condensador. Comece soltando as fixações por duas presilhas do para-choque com chave philips.

20. A travessa é presa por oito parafusos, quatro em cada lado. Para deslocá-la, solte três dos quatro parafusos do lado do passageiro, deixando o último para sustentação.

21. Depois, remova os quatro parafusos do lado do motorista – que também é o lado do filtro secador.

22. Tenha à mão uma abraçadeira de nylon (também chamada de cinta hellerman) para sustentar a travessa pelos furos de um dos parafusos e, assim, movimentá-la de forma a ter acesso ao filtro secador (22a). Nesse momento, cuidado com o coxim de apoio do radiador, que pode cair. Remova-o e deixe-o de lado até o momento da montagem (22b).

23. Abra o tampão do filtro secador com uma chave allen 14 mm. O próprio tampão possui um filtro de tela para reter impurezas do sistema e que também deve ser substituído.

24. Com um alicate de bico, retire o envelope com o elemento secante. Neste veículo, o filtro é do tipo refil. Reinstale somente o tampão do filtro para manter o sistema fechado no momento da limpeza.

Remoção e desmontagem do compressor

25. Para soltar o compressor, inicie pela correia de acessórios. Solte o tensionador automático da correia de acessórios com auxílio de chave estrela de 14 mm.

26. Siga para as tubulações de baixa e alta pressão junto ao compressor. Solte as fixações das conexões com chave soquete 12 mm.

27. Solte as fixações do compressor ao bloco do motor. São quatro parafusos, dois superiores e dois inferiores, com cabo de força e soquete 12 mm.

28. Solte o conector elétrico. Remova o compressor do veículo e leve-o para bancada. Utilize uma bandeja adequada para conter as peças e fluidos.

Obs: É necessário abrir completamente o compressor, pois, a contaminação por umidade atinge todo o circuito, inclusive, as peças internas (pistões, placas e corpo) etc.

29. Antes de abrir o compressor, esgote o óleo.

30. Com uma chave trizeta, segure o conjunto para soltar o parafuso de fixação da placa de arrasto (também chamada de “embreagem” da polia de acionamento) com chave L 10 mm.

31. Com alicate apropriado, solte o anel trava da polia de acionamento do compressor.

32. Utilize sacador de polia e placa de apoio para fazer a remoção da polia. No caso da ferramenta utilizada nesta reportagem, o fuso tem cabeça 19 mm.

33. Antes de remover a bobina eletromagnética da polia, primeiramente, solte o suporte do conector elétrico da bobina.

34. Em seguida, remova o anel elástico com alicate apropriado para a função. Assim, será possível remover a bobina.

35. Retire os parafusos que fazem a fixação do corpo do compressor com chave 8 mm. Esses parafusos são passantes: atravessam a tampa dianteira, as partes centrais, até a tampa traseira (35a). Observe que esses parafusos possuem arruelas – estas têm função de vedar contra vazamento de fluido e óleo pela tampa do compressor, portanto, são importantíssimas e devem ser substituídas (35b).

36. Remova a tampa dianteira, que deve sair manualmente.

37. Abaixo da tampa, há a placa de válvulas, que comumente sai com as mãos. Porém, pode ficar grudada pela pressão exercida pela fixação anterior. Remova-a a com cuidado (37a). A placa dianteira possui gravada em si a letra “F” de “front” (frente) (37b).

38. Remova a tampa traseira, que também deve sair manualmente (38a). A placa de válvulas traseira é semelhante à dianteira, porém, possui gravada a letra “R” de “Rear” (traseira).

39. Solte os dois parafusos que fazem a fixação das duas partes do corpo (carcaça) do compressor.

40. Após a remoção dos parafusos, separe as duas partes do corpo do compressor apoiando os polegares nos pistões e puxando uma das metades para o sentido contrário. Tome cuidado para não desmontar todo o conjunto de uma vez.

41. Antes de remover os pistões da outra metade do corpo, faça uma pequena marcação internamente no corpo de cada um dos pistões para numerar sua ordem. Essa marcação indica a posição certa na posterior montagem no mesmo cilindro de trabalho, o que evita possível deficiência na compressão por falha de assentamento. Ainda neste modelo, como cada pistão trabalha dos dois lados, deve-se atentar também ao lado inicial da montagem. Sempre faça a marcação em algum ponto que evite gerar deformação nos cilindros. Neste caso José Roberto tomou a tampa dianteira posicionada em pé como referência e numerou os pistões de 1 a 5 em sentido horário.

42. Retire a junta de vedação que fica entre as duas partes do corpo.

43. Empurre os pistões para fora, desmontando assim o restante das peças. No eixo com disco inclinado (swash plate) há dois rolamentos de agulhas de folga axial que também devem ser removidos.

Limpeza e montagem do compressor

44. A limpeza das peças do sistema de ar condicionado deve ser feita com produto específico chamado 141B, um solvente para limpeza não higroscópico, portanto, não retém umidade e não contamina o sistema. No caso das peças do compressor, faça a limpeza em uma bandeja adequada e limpa, com o auxílio de um pincel para remover todas as impurezas.

45. Aproveite para limpar também a válvula de expansão. Isole a peça com filme plástico logo em seguida.

46. O descarte do produto deve ser feito em um recipiente adequado. Nunca pode ser jogado no ralo comum. Segundo José Roberto, pode ser usado o mesmo tambor de descarte de óleo usado.

47. Antes de começar a montagem do compressor, aplique óleo sintético PAG 150 em todos componentes internos, tais como os rolamentos de agulha no eixo (pistas e roletes), os mancais dos pistões corpo do compressor (cilindros e bucha central) e pista do eixo. Não se esqueça de descartar as vedações antigas e instalar novas.

48. O posicionamento dos pistões deve ser feito primeiro no disco inclinado seguindo a ordem de marcação. Para posicionar os mancais, com o devido cuidado, pode ser utilizado o auxílio de uma pequena chave de fenda. Atenção: não se esqueça de colocar os rolamentos de agulha e suas respectivas pistas no eixo antes de encaixar os pistões.

49. Segurando eixo e pistões com uma das mãos, posicione a parte dianteira do corpo e faça o encaixe com cuidado. Como a folga desse conjunto é milesimal, qualquer mau posicionamento pode causar danos nos cilindros ou pistões. O encaixe tem que ser perfeito.

50. Com o encaixe realizado, o conjunto deve girar livre. Em seguida, encaixe a junta e a outra metade do corpo. Gire mais uma vez para verificar se está tudo OK. Se não girar livre, o funcionamento vai causar danos ao sistema, como riscos nas paredes dos cilindros e/ou danos aos pistões.

51. Proceda o restante da montagem seguindo a ordem inversa da desmontagem. Ao final do procedimento, abasteça o compressor com óleo sintético indicado para o sistema (PAG 150) e vede bem as conexões com devidas tampas ou mesmo filme plástico para evitar contaminação até a montagem final no veículo.

Limpeza do restante do sistema

52. Utilize a garrafa flush, específica para limpeza do sistema de condicionador de ar. Seu abastecimento não deve exceder 70% de 141B, deixando o espaço restante para pressurização com nitrogênio.

53. A garrafa pode ser pendurada na alça do capô. Utilizando o gatilho e a mangueira de serviço do conjunto manifold ao cilindro de nitrogênio, inicie a pressurização para a garrafa flush.

IMPORTANTE: Repita o procedimento de segurança para operação do cilindro de nitrogênio como destacado entre os passos nº 5 e 10. A pressão deve ser ajustada a 3,4 kgfcm² (50 PSI) no regulador de pressão para inserir o fluido 141B. Nesta situação, nunca ultrapasse a pressão de 70 PSI. Mantenha o registro da garrafa fechado até o início da aplicação.

54. Faça a aplicação em uma das linhas (54a). Não existe ordem entre a de alta ou de baixa pressão: escolha uma delas e, imediatamente após a aplicação do produto de limpeza, vede as duas extremidades com filme plástico (54b) para manter o solvente 141B dentro do circuito, permitindo assim sua eficácia na limpeza, bem como, evitar a contaminação do sistema pela umidade do ar.

55. Nas saídas do evaporador, aplique o produto e utilize tampas plásticas para vedar as saídas.

56. Aguarde 15 minutos para que o produto reaja e possa soltar todas as impurezas. Após esse tempo, retire o filme plástico e aplique nitrogênio para remover o produto 141B, repetindo o procedimento uma linha por vez.

IMPORTANTE: Reveja o procedimento de segurança para operação do cilindro de nitrogênio como destacado entre os passos nº 5 e 10. Conecte o gatilho de aplicação direto na mangueira de serviço que, por sua vez, deve estar conectado ao regulador de pressão. A pressão deve ser ajustada entre 50 e 70 PSI.

57. Ao ser removido pelo nitrogênio, o líquido deve sair limpo. Se contiver impurezas, repita a operação de limpeza. Como o acesso ao evaporador é limitado, utilize uma mangueira para ajudar a remover o produto.

58. Terminando a limpeza de cada linha, volte a vedar extremidades com filme plástico – sempre para evitar contaminação pela umidade do ar.

Montagem do sistema de climatização

Obs: A montagem segue a ordem inversa da desmontagem, observando os detalhes a seguir.

59. Substitua todos os o’rings, começando pelos do evaporador.

60. Antes de instalar a válvula de expansão, lubrifique a área de contato e os o’rings somente com óleo do sistema sintético PAG 150. Jamais lubrifique qualquer parte do circuito com graxa, vaselina ou desesgripante.

61. Troque também os o’rings das mangueiras dos circuitos de baixa e alta pressão ligadas à válvula de expansão. Igualmente, lubrifique os anéis e áreas de contato.

62. No momento da instalação do compressor no suporte do bloco do motor, não se esqueça de trocar e lubrificar os o’rings das mangueiras, e de ligar o conector do chicote elétrico para a bobina eletromagnética.

Obs: Para esclarecer possíveis dúvidas sobre a instalação do compressor, consulte a matéria “Substituição do compressor de ar-condicionado no HB20”, publicada na edição nº 261 (Janeiro/2016) da Revista O Mecânico.

63. Remova o tampão do condensador para instalar o novo elemento secante e filtro.

64. No re-encaixe da travessa, perceba se está correto o posicionamento dos coxins de apoio do radiador.

65. Com o sistema montado, refaça o teste de pressão no sistema, como explicado entre os passos nº 3 e 13. Sempre siga o procedimento de segurança para uso do cilindro de nitrogênio.

66. Comprovado que o sistema está sem vazamentos, reinstale a máquina recicladora nas linhas de baixa e alta pressão ou mesmo conjunto manifold para processo manual e aplique vácuo de, no mínimo, 40 minutos.

67. Em seguida, dê a carga correta de inserção de fluido refrigerante R134A (Gás) no sistema. Neste modelo de veículo, a carga deve ser de 0,450 kg.

Testes e cálculo de rendimento do ar-condicionado

ATENÇÃO! Os valores de referência do compressor e do sistema de ar condicionado apresentados a seguir se referem exclusivamente ao sistema do Hyundai HB20 1.6 2013, que possui compressor com cilindrada fixa. Para cada tipo de sistema, existem valores constantes de referência específicos, obtidos já com o sistema em funcionamento, além de cálculos diferenciados que devem ser obrigatoriamente aplicados para a execução dos testes. Esses valores estão em tabelas que podem ser obtidas com as montadoras dos veículos e com as fornecedoras de peças para condicionador de ar. Ao fazer os testes em sua oficina, tenha certeza de que possui os valores de referência e os cálculos corretos antes de cravar o diagnóstico. Reforçamos que sistemas diferentes possuem valores e cálculos diferentes. Não basta apenas “sair vento frio” na saída do difusor, como veremos a seguir.

Posicionamento do termômetro: Para comprovar o rendimento do sistema de condicionador de ar , é necessário medir quatro pontos: a temperatura externa ambiente (A) e três pontos diferentes dentro do habitáculo do veículo: a região do motorista (B) , o passageiro traseiro – ambos na altura da cabeça – e o difusor de ar central (C) . Se possível, utilize um termômetro com quatro ou mais sensores para medir todos os pontos citados simultaneamente, o que eliminaria qualquer interferência na leitura.A medição foi feita com o eletroventilador de aeração (ventilação interna) do condicionador de ar na 3ª velocidade e o motor funcionando constantemente à rotação de aproximadamente 1500 rpm (D).

Cálculo: O cálculo de eficiência do ar condicionado mede a quantidade de calor que o sistema consegue retirar do habitáculo levando em conta a temperatura externa no momento da medição e as constantes conhecidas para aquele sistema. No momento do teste, a temperatura externa era de 21°C.

Baseado na capacidade do sistema de condicionador de ar, sabe-se que o sistema de ar condicionado do Hyundai HB20 1.6 2014 – composto por compressor de cilindrada fixa – tem a capacidade de retirar da temperatura externa uma faixa entre 7°C e 12°C. De posse dessas informações, calcula-se as temperaturas mínima e máxima admissível para motorista e passageiro traseiro, subtraindo da temperatura externa os valores de referência:

21°C – 7°C = 14°C
21°C – 12°C = 9°C

Ou seja, considerando as condições de funcionamento descritas anteriormente, sob uma temperatura externa de 21°C, as temperaturas para motorista e passageiro traseiro têm limite máximo entre 9°C e 14°C.

Obs: É normal a temperatura do passageiro traseiro estar mais fria que a do motorista. Trata-se de uma propriedade física (termodinâmica) observada no habitáculo do veículo.

Para calcular a temperatura ideal no difusor central , é necessário observar qual é a pressão máxima de sucção do compressor durante seu funcionamento no exato momento do desligamento do compressor. Para tal, através do conjunto manifold já instalado no circuito (neste caso o da própria máquina recicladora). Com o veículo ligado nas condições de funcionamento descritas anteriormente, sob a mesma temperatura externa de 21°C, observou-se que o compressor desligou com 16 PSI.

De acordo com uma tabela específica de equivalência, os 16 PSI de pressão correspondem à temperatura de -9°C (nove graus célsius negativos). De posse desses valores, e levando-se em conta as mesmas constantes de capacidade do sistema (faixa de 7°C a 12°C) é possível calcular a faixa ideal de temperatura para o difusor de ar central, considerando uma eventual perda de rendimento desde o evaporador até o difusor pelos dutos. O resultado que determinará se o sistema apresentou eficiência segue:

-9°C + 7°C = -2°C
-9°C + 12°C = 3°C

Ou seja, considerando as condições de funcionamento descritas anteriormente, sob uma pressão de sucção (temperatura de sucção), a temperatura no difusor central deverá indicar valores de temperatura entre -2°C e 3°C.




BorgWarner passa a fornecer motores de partida para o Hyundai HB20

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A BorgWarner, que recentemente adquiriu a Remy, anuncia o fornecimento de motores de partida para a linha de montagem do Hyundai HB20 no Brasil. Os componentes estão sendo fabricados em Brusque/SC e serão aplicados tanto nas versões equipadas tanto com o propulsor 1.0 Kappa quanto com o 1.6 Gamma.

Fabricado com 50% de conteúdo local, o motor de partida fornecido para o HB20 é projetado para motores de até 1,8 litro e entrega 0,9 kW de potência. “Aumentar o conteúdo local com peças competitivas e de alta tecnologia é uma prioridade para a Hyundai”, declarou o diretor de Operações da divisão PowerDrive Systems da BorgWarner, Adson Silva.




Hyundai exporta unidades do HB20 para o Uruguai

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A Hyundai Motor Brasil vai enviar para o Uruguai unidades do HB20 Comfort Plus 1.6, com câmbio manual, nas versões hatch e sedã, produzidas na fábrica de Piracicaba/SP. Serão 300 unidades até o fim de 2016 e outras 600 ao longo do próximo ano, afirma a empresa. Os veículos serão comercializados localmente pela Fidocar S.A., representante da marca Hyundai no Uruguai desde 1992. A rede de concessionárias no país conta com 28 casas distribuídas por todo o território daquele país.




Suspensão

Manutenção da suspensão do HB20 Hatch

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Veja todos os detalhes do passo a passo da troca dos amortecedores dianteiro e traseiro no compacto da Hyundai em sua versão hatch 1.6 com câmbio automático

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Alexandre Villela

 

Buracos, guias, valetas, olhos-de-gato, paralelepípedos, lombadas e quebra-molas irregulares… Enfim, na cidade é que a suspensão sofre mais. O manual de manutenção de cada veículo estipula um período para a troca de amortecedores e molas que sempre deve ser levado em consideração. Em alguns casos, as montadoras deixam claro que, sob uso severo, a manutenção preventiva deve ocorrer em intervalo de tempo bem mais curto. E, no caso das peças do undercar, o percurso urbano costuma ser muito mais exigente do que a estrada.

 

Porém, para atestar as reais condições da suspensão, nada dispensa o diagnóstico prático, tanto o visual quando o de rodagem. Molas e amortecedores, quando cansados, afetam diretamente a dirigibilidade do veículo. Em casos mais avançados, vão danificar outras peças do conjunto de suspensão, como os coxins, e causar desgaste irregular dos pneus.

 

Quem explica é o coordenador técnico Alexandre Parise, da fabricante de amortecedores KYB do Brasil. “Se houver desgaste irregular do pneu ou deformação com aspecto de escamas na banda de rodagem, pode ser tanto problema de calibragem, que o fabricante recomenda que seja feita pelo menos uma vez por semana, como também a geometria da suspensão: câmber, cáster e alinhamento, que também deve ser verificada a cada 10 ou 15 mil km”, esclareceu Alexandre. “Essa deformação também pode ser provocada pelo amortecedor. Quando há perda total de ação, isso causa a perda do contato do pneu com o solo e pode gerar também esse tipo de deformação”, apontou.

 

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O Hyundai HB20 1.6 com câmbio automático é um carro essencialmente urbano e já está presente nas ruas do Brasil em considerável frota. Nesta reportagem, fizemos a troca dos amortecedores dianteiro e traseiro em uma unidade desse modelo com 53 mil km rodados, ano 2013. “De uma maneira genérica, a indicação de troca dos amortecedores se dá preventivamente aos 40 mil km e corretivamente a partir dos 50 mil km. Ou seja, já estamos no momento correto de fazer a verificação e também a substituição”, afirmou o coordenador técnico. “Já a recomendação de avaliação e período de troca das molas se dá aos 100 mil km e/ou na segunda troca dos amortecedores”, complementa o especialista.

 

Alexandre contou também que a KYB, que está na reposição desde 2014, fabricando os amortecedores originais do HB20. Segundo o especialista, os amortecedores da empresa não vêm com certificado de garantia (que é de 2 anos ou 50 mil km para linha leve e de 6 meses para linha pesada e utilitários), mas, sim, possuem código de rastreabilidade. Um detalhe: esses amortecedores já vêm com as porcas autotravantes de fixação da haste, que devem obrigatoriamente substituir as antigas. Portanto, nada de economizar: troque todas as peças necessárias, porque o serviço na suspensão é uma questão de segurança para o proprietário do veículo.

 

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Desmontagem do amortecedor dianteiro

1. A ponta da haste e sua porca são cobertos por uma proteção plástica, que precisa ser removida. Sua função é evitar oxidação e acúmulo de sujeira no local. No momento da montagem, não se esqueça de recolocá-la.
 

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2. Solte a porca de fixação do prato superior com chave 17 mm, segurando a haste do amortecedor com outra chave 7 mm.

 

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3. Ainda na mesma posição, Alexandre orienta que seja feita a quebra do torque da porca do coxim superior, utilizando chave 19 mm na porca e a mesma chave 7 mm do passo anterior segurando a haste. O peso do veículo apoiado sobre a roda facilita a remoção em bancada, afirma o especialista. Atenção: faça apenas a quebra do torque da porca, não sua remoção.

 

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4. Em seguida, retorne o prato superior e a porca para que sirvam de apoio até a retirada da torre de suspensão.

 

5. Depois, solte a roda e levante o veículo. Ao remover o pneu, observe o estado da banda de rodagem. Neste veículo, o pneu possuía desgaste normal.

 

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6. Remova o parafuso de fixação da presilha do suporte inferior que fixa o cabo do ABS no amortecedor. Utilize chave 10 mm.

 

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Atenção: O cabeamento do sistema ABS do freio do HB20 passa muito próximo à torre de suspensão. Qualquer descuido no momento da retirada ou da reinstalação do amortecedor no veículo pode atingir e danificar esse cabo.

 

7. Com duas chaves 17 mm, solte, mas não remova, os dois parafusos e as duas contraporcas de fixação inferior do amortecedor.

 

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8. Siga para a bieleta, cuja conexão com o amortecedor também deve ser solta com a ajuda de duas chaves 17 mm. O consultor técnico da KYB orienta que não se use ferramenta pneumática na soltura da bieleta e, principalmente, na montagem. “É um risco desnecessário”, ele disse. “O torque da ferramenta pneumática no aperto é muito forte. Vai fazer com que todo o conjunto gire, efetuando um falso aperto. Ela pode danificar a rótula e começar a gerar ruídos porque, como a bieleta não vai estar apertada no flange, isso vai gerar uma folga, dando a impressão na rodagem de haver um amortecedor ou coxim defeituoso”.

 

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9. Remova os parafusos e contraporcas da fixação inferior do amortecedor previamente soltos. No momento do deslocamento da manga de eixo, o eixo de transmissão fica apoiado sobre o quadro de suspensão, mas tome cuidado para que componentes periféricos, como cabos e flexíveis, não fiquem em posição forçada que possa danificá-los.

 

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10. Retire a porca de fixação do prato superior, previamente solto, segurando o amortecedor por baixo. A torre de suspensão estará livre para ser removida do veículo.

 

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11. Com o amortecedor preso na morsa, faça o encolhimento da mola com ferramenta apropriada, seja hidráulica ou mecânica. As garras devem estar dispostas a 180° uma da outra, pegando o máximo de elos possível. Aperte a mola até que o prato abaixo do coxim fique livre.

 

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12. Como a porca da haste estava previamente solta, é possível removê-la neste momento sem esforço, com chave 17 mm. Lembre-se, claro, de segurar a haste com outra chave 7 mm.

 

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13. Retire o coxim, o prato de encosto da mola e o rolamento, que fica entre estas duas peças.

 

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14. Observe que prato de mola possui calço antirruído embutido. “Um sistema simples e robusto”, comentou Alexandre. Removendo a mola, observa-se outras duas características para atenuar o ruído: o revestimento de borracha no elo inferior (14a) e o calço de borracha no prato inferior do amortecedor, preso por três guias (14b).

 

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15. Retire por fim a coifa e o batente, que devem ser substituídos juntamente com o amortecedor. A verificação visual das peças deve ser feita pelo menos a cada 15 mil km.

 

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Diagnóstico

16. Siga para a análise da haste do amortecedor. O componente retirado, que ilustra este passo a passo, ficava no lado direito do HB20. A peça apresentava uma queima (azulamento) em um dos lados da haste. Isso indica que ali há um empenamento “por menor que seja”, explicou Alexandre, “às vezes, causado por uma batida na guia, por um buraco mais fundo”. Esse empenamento, segundo o especialista da KYB, danifica o cromo da haste, deteriorando-se prematuramente. Com o movimento do amortecedor, esse dano vai afetar o retentor, causando vazamento de gás e fluido hidráulico. “A peça do lado direito, geralmente, é a que sofre mais no veículo, porque a tendência natural na direção é ‘defender’ o lado esquerdo, que é o do motorista”, contou Alexandre. Em casos como esse, a troca do amortecedor é inevitável.

 

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Montagem do amortecedor dianteiro

A montagem segue a ordem inversa da desmontagem, observando os detalhes a seguir:

17. Antes de instalar os periféricos sobre o amortecedor novo, faça o escorvamento (ou sangria) dos amortecedores. O consultor técnico recomenda aos mecânicos descer e subir a haste de 3 a 4 vezes, seja com o amortecedor em pé (posição de montagem) ou pressionando a haste contra a bancada de ponta-cabeça, e depois puxando-a para cima. “Qualquer uma das formas que você escolher funciona”, garantiu Alexandre. Para comprovar que a operação deu certo, movimente a haste novamente e perceba se há carga hidráulica em todo o ciclo. Se o movimento estiver uniforme, siga com o restante da montagem. Dica: não deite o amortecedor após o escorvamento.

 

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18. Ao montar o pacote superior, não se esqueça do rolamento entre o prato e o coxim. Utilize a porca que vem com o amortecedor novo e a rosqueie até dar o encosto, mas não faça o aperto final: este será executado no carro, com a roda já encostada no chão, bem como foi feito na desmontagem.

 

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19. Antes de soltar a ferramenta de encolhimento da mola, observe sua posição correta nos pratos inferior e superior.

 

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20. Ao levar a torre para o veículo, reinstale o prato superior e sua porca apenas para posicionar o conjunto e facilitar a montagem das fixações inferiores. Tome cuidado, no entanto, com o cabeamento do ABS e o flexível de freio.

 

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21. Na porca de fixação da bieleta, faça uso de um torquímetro adequado para dar o torque de aperto final de 40 Nm. Não se esqueça de utilizar uma chave de boca de 17 mm para segurar o encaixe da rótula atrás do flange e evitar que o componente gire em falso.

 

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22. Nos parafusos de fixação da manga de eixo, o torque de aperto final especificado é de 135 Nm em cada um deles. Utilize uma chave 17 mm para segurar as respectivas contraporcas.

 

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23. Retorne com a roda e, com o veículo no chão, aplique o torque final em cada uma de suas quatro porcas de fixação: 140 Nm.

 

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24. Enfim, com o carro no chão, faça o aperto final da porca de fixação do coxim superior. Remova o prato e a porca que serviram de apoio na instalação para alcançar a porca. Lembre-se de utilizar a chave 7 mm para segurar a haste. Alexandre reforça que não se utilize ferramentas pneumáticas no aperto de porcas, principalmente neste caso.

 

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25. Recoloque o prato e faça o aperto final em sua porca. Para encerrar, não se esqueça da capa de proteção da ponta da haste e da porca.

 

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Procedimento no amortecedor traseiro

1. Comece pela retirada da roda. Em seguida, faça a quebra do torque dos dois parafusos da fixação do coxim superior do amortecedor. Entretanto, não os remova.

 

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2. Tal qual na caixa de roda de dianteira, o cabeamento do sistema ABS do HB20 fica bem aparente na região, bem como os flexíveis e o cabo do freio de mão. Fique atento com a movimentação para não danificar nenhuma dessas peças.

 

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3. Faça também a quebra do torque da fixação inferior do amortecedor e, igualmente, não remova o parafuso.

 

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4. Antes de soltar o amortecedor, faça o apoio do eixo traseiro para que ele não “caia” no momento da remoção, o que poderia danificar os flexíveis e cabos. Devido ao carro já estar alto no elevador, neste caso, utilizamos um macaco de transmissão para escorá-lo.

 

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5. Quando apoiado adequadamente, o eixo permite uma fácil retirada do parafuso de fixação inferior.

 

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6. A seguir, remova os dois parafusos da fixação do coxim superior do amortecedor. Assim, o amortecedor traseiro estará livre para remoção.

 

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7. Com o amortecedor traseiro na morsa, comece a desmontagem dos periféricos pela coifa de proteção da fixação superior. Utilizando uma chave 17 mm, solte a porca de fixação do coxim, utilizando outra chave 6 mm para segurar a haste.

 

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8. Se necessário, borrife desengripante para facilitar a remoção.

 

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9. Após a retirada do coxim, remova também o batente e a coifa. Ambas as peças devem ser substituídas juntamente com o amortecedor.

 

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10. Neste momento, observe que a haste possui uma anilha de apoio onde fica encaixado o batente de compressão. No amortecedor novo, essa anilha não é fornecida, por isso, deve ser retirada do amortecedor velho para ser reutilizada. Para a remoção, é necessário fixar o amortecedor velho na morsa pela haste. Use uma chave de boca 13 mm para servir de sacador. Bata na chave cuidadosamente com um martelo. Eventualmente, a anilha pode “colar” na haste, o que requer mais força na retirada.

 

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11. Encaixe a anilha de apoio na haste do amortecedor novo.

 

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12. Faça o escorvamento no amortecedor novo – tal qual comentado no passo nº 17 do procedimento no amortecedor dianteiro.

 

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O restante da montagem segue o processo inverso da desmontagem, observando os seguintes detalhes:.

 

13. O torque de aperto final indicado no parafuso de fixação inferior do amortecedor traseiro é de 140 Nm.

 

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14. Por sua vez, o torque de aperto final indicado nos parafusos de fixação do coxim superior do amortecedor traseiro é de 80 Nm.

 

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