Entrevista – NIDEC entra no mercado de reposição


Por: Edison Ragassi
Fotos: Alexandre Villela

 

Engenheiro Metalúrgico, formado pela Mauá, Daniel Rio é o diretor geral da fabricante de bombas de água e óleo Nidec. Recentemente, a empresa iniciou as operações no mercado de reposição. Ele está no setor automotivo desde 1996. Seu primeiro trabalho foi como trainee na Mahle, desenvolvendo pistões de motores diesel. No ano 2000, foi para a Valeo, onde teve contato e intermediou o fornecimento de componentes e sistemas para as novas montadoras que chegavam na época. Depois disso foi para a KS pistões na divisão Pierburg, até chegar a fabricante GPM. As bombas eram mecânicas, mas eles tinham a necessidade da bomba elétrica. Procuraram a japonesa Nidec para este desenvolvimento, que não aceitou. Preferiu comprar a GPM.

 

REVISTA O MECÂNICO: Até adquirir a GPM, a NIDEC não atuava no setor automotivo?

 

DANIEL RIO: A participação era pequena. A NIDEC em 1997 fez a primeira aquisição, adquiriu a TOSOK do segmento de bombas hidráulicas para câmbio automático. Depois em 2006 fez a aquisição de uma divisão da Valeo que fabricava motores elétricos, o motor de arrefecimento, motor levantador de vidro, motor de levantador de tampa de porta malas, teto solar, banco, essa foi a primeira aquisição. Também comprou a ELESYS, uma divisão da Honda que produzia a parte da ECU do controlador do motor elétrico, toda parte de sensores, o sensor de passageiro, sensor de mudança de faixa de detecção de veículos na frente que é o radar, e em 2015 comprou a GPM para introduzir o motor elétrico na bomba de água e óleo.

 

O MECÂNICO: Essa compra foi uma compra global. Como a NIDEC projetou o mercado brasileiro na época?

 

RIO: Naquela época o mercado brasileiro estava bem no olho do furacão que foi a retração de mercado, o setor automotivo diminuía. Mas a GPM tinha um bom posicionamento. A Volkswagen tinha acabado de lançar o motor EA 211 no up!. A montadora estava em ritmo de crescimento e nós acompanhávamos. Também conseguimos entrar com outros negócios, como fornecer para a Cummins. Foi tão bom que, apesar da retração, em 2015 em 2016 crescemos. Mas em 2017, o auge da crise sofremos retração e em 2018 voltamos a crescer. Isso fez o grupo perceber que o segmento automotivo é crítico, mas oferece oportunidades. A estratégia Global da empresa é estar cada vez mais presente nos segmentos que atua e ser líder, identificamos que no Brasil tem oportunidade. Elas podem ser de vários modos. Então o que nós vamos fazer é continuar no segmento. Mas a NIDEC nunca trabalhou no segmento automotivo geral e como a eletrificação vai criar a oportunidade de outros produtos, esses outros produtos vão permitir que a empresa consiga trabalhar também no mercado de reposição.

 

A estratégia Global da empresa é estar cada vez mais presente nos segmentos que atua e ser líder…”

 

O MECÂNICO: A Nidec não trabalhava o mercado de reposição e começou este segmento no Brasil. Atualmente qual é a estrutura para esta área de negócios?

 

RIO: E a primeira vez que entramos mundialmente no mercado de reposição. Hoje nós temos uma fábrica em Indaiatuba. A nossa estratégia industrial é que provavelmente vamos ter que repensar um pouco. Mas hoje nós usinamos e montamos. Nossa característica é a precisão dos produtos que fabricamos, e identificamos que para ter precisão nos precisávamos investir. Onde eu tenho que ser preciso? Na usinagem. Efetivamente nós nos concentramos na usinagem e na montagem. Essa é a mesma situação na Alemanha, na China, onde são produzidas as bombas de água. Atualmente temos uma fábrica na Alemanha, uma na Hungria, e na China, elas produzem bomba de água, bomba de óleo e bomba de vácuo – mecânicas constantes e variáveis e elétricas. Aqui no Brasil estamos instalados em uma fábrica de aproximadamente 4.600 m². Temos hoje 81 colaboradores, porem a nossa produção é muito automatizada. Temos uma capacidade de produzir 2,8 milhões de bombas só na unidade de Indaiatuba. Mundialmente, o ano passado, a NIDEC GPM fabricou entre bomba de água e bomba de óleo aproximadamente 11 milhões de unidades. Na linha automatizada conseguimos fazer o set-up de produção rápido, onde a movimentação das peças e a colocação dos componentes é feita pelos operadores, mas a montagem em si das bombas é automática. O operador não interfere nisso, a linha faz a montagem sozinha. Temos uma linha automatizada mais compacta a qual não é possível colocar produtos muito grandes, e temos outras linhas também automatizada, só que com dimensões maiores, com flexibilidade para montar diferentes tipos de bombas.
 
Temos que trabalhar assim com linhas flexíveis, porque aqui no Brasil, no ano passado foram produzidos 2,8 milhões e comercializamos 2,6 milhões. Porem nós temos 19 fabricantes de veículos, se dividirmos os 2,8 milhões pelos fabricantes instalados no Brasil, cada um tem um Market Share, e cada um tem a sua bomba especifica, cada um tem o seu produto, e isso faz com que tenhamos que nos adaptar. Não adianta querer trabalhar igual a Europa, com linhas de montagem dedicadas com capacidade para produzir dois milhões de peças por exemplo. Na Europa é possível colocar automatização, robô, o que no Brasil não dá. Nós temos que nos adaptar a necessida de brasileira. E qual é a necessidade brasileira? Ser flexível.

 

E a primeira vez que entramos mundialmente no mercado de reposição”

 

O MECÂNICO: Há diferença entre os produtos fornecidos para montadora e mercado de reposição?

 

RIO: Nós fornecemos a bomba de água para o motor EA 211 da Volkswagen. Este é um produto que é feito na linha automática dedicada para atender a VW. Já as bombas que são para o mercado de reposição revezam entre a linha automatizada e manual. Nós temos um ferramental específico para produzir os itens direcionados ao mercado de reposição. Mas a qualidade dos produtos é a mesma. É necessário trabalhar assim. Por exemplo, no Brasil temos os motores flex, que aceitam etanol e gasolina. Esta é uma característica só do Brasil.

 

O MECÂNICO: Nesta entrada da Nidec no segmento de reposição, que começou no Brasil, qual a importância do mecânico independente neste processo?

 

RIO: A nossa interpretação é de que o mecânico é de suma importância, porque ele é o formador de opinião. O mecânico desmonta o carro, querendo ou não ele vê a peça da Nidec fornecida para a montadora. E a que eu forneço na reposição é similar. Não vou dizer que é igual, porque a da montadora tem as suas características, inclusive a logomarca da montadora, que nós não podemos utilizar na reposição independente. O mecânico tem que conhecer, instruir o cliente para fazer a manutenção correta do sistema de arrefecimento. Ele que tem que falar para o cliente não colocar água no posto. Se o carro não tem problema não é necessário colocar água. E para se aproximar do mecânico, montamos uma estrutura para divulgar na impressa, inclusive a Revista O Mecânico, foi a primeira a receber a nossa campanha, vamos trabalhar as redes sociais e treinamentos presenciais. Queremos estar próximos do mecânico.

 

A nossa interpretação é de que o mecânico é de suma importância…”

 

O MECÂNICO: E qual a mensagem da Nidec para o mecânico de automóveis?

 

RIO: Nosso produto é de qualidade, um produto honesto. É um produto que foi feito e desenhado para atender as expectativas do mecânico. Nós fornecemos produtos que atendem os requisitos de qualidade é um bom produto confiável.




Entrevista – Não é possível viver sem o mercado de reposição

por Edison Ragassi

Atual diretor de pós-vendas da Renault, Gustavo Ogawa é um jovem executivo que acumula experiencias diversas no segmento de reposição automotiva. Trabalhou na Shell, cartões de crédito Itaú. Seguiu para o setor automotivo na Ford Motor Company, onde implantou os serviços estendidos e foi o responsável pela estratégia da linha Motorcraft. Na fabricante francesa iniciou como gerente demarketing pós-venda, cuidando da América Latina. Ogawa recebeu a reportagem da Revista O Mecânico no escritório da companhia em São Paulo. Nesta entrevista exclusiva ele fala sobre as estratégias para crescer no país e confirma que o mecânico independente é peça fundamental neste processo.

 

Revista O Mecânico: comparando com as montadoras tradicionais, a frota da Renault é relativamente nova. Como está a retenção dessa frota nas concessionárias após o fim da garantia?

 

GUSTAVO OGAWA: A frota da Renault quando você olha no período de 20 anos, que é como outras montadoras olham, é bem menor. Se compararmos com o top quatro montadoras, a nossa frota tem a metade da frota que eles. Mas o que visualizamos é a nossa crescente em vendas de veículos novos nos últimos 3 anos. Isso está impactando muito na frota circulante desse ano e dos próximos que vão vir. A nossa retenção hoje nos três primeiros anos, segundo os indicadores de mercado é maior que a média nacional. Nós alcançamos por volta de 35% de retenção.

 

“Nós alcançamos por volta de uns 35% de retenção nas concessionárias”

 

O Mecânico: Quantas concessionárias a Renault tem?

 

OGAWA: Nós temos hoje 280 pontos de venda, mas nem todos tem serviços, alguns são show room, trabalhamos em média com uns 100 grupos econômicos.


O Mecânico: No segmento de peças de reposição, vocês têm a linha Renault e a Motrio. Como está dividido este negócio?

 

OGAWA: Dentro de um conceito global Renault. A empresa se divide em duas marcas no pós-venda, uma são as peças genuínas, as peças geradas na concepção do veículo, e toda a linha Motrio, que são peças da primeira linha do mercado, 100% homologadas pela nossa engenharia de serviços. A marca é muito focada no mecânico independente. Se olharmos a história da Motrio, ela nasceu para atender o que a Renault chama na França de R3. O que é uma R3? É um mecânico independente que é ligado a concessionária. O titular (concessionário) pode ser dono dessa oficina mecânica ou parceiro comercial. E o portfólio Motrio nasceu para suprir esse tipo de demanda.

 

Também iniciamos a venda de peças no Mercado Livre no segundo semestre do ano passado. Através de uma loja Renault, os concessionários colocam produtos sempre a pronta entrega dentro do site. Hoje nós temos mais de 20 mil ofertas no site com ótima classificação de todos os concessionários que estão lá dentro, então esse é um exemplo de programa que criamos com rede. Se o concessionário começa a ter uma nota ruim dos clientes nós desativamos a loja dele e criamos um plano de ação para melhorar para ele voltar a fazer parte da nossa loja. Porque nós queremos que o cliente tenha certeza que vai ser atendido da melhor maneira possível. Essa é a promessa que colocamos no mercado. Mapeamos isso com o time de força de vendas nacional. Essa equipe monitora a nossa loja e entra em contato com 100% dos concessionários para que eles tenham a aderência correta e proporcione satisfação ao cliente.

 

“A marca Motrio é muito focada no mecânico independente”

 

O Mecânico: O mecânico utiliza o Mercado Livre para comprar as peças da Renault?


OGAWA: A maior parte das vendas é feita para o mecânico. Tem uma concentração muito grande no Sudeste do país que é interessante, porque hoje é a área onde nós estamos mais abastecidos por concessionárias parceiras do programa. Mas ainda assim são áreas de grande volume de compra. O interessante é que muitas peças que são vendidas no Mercado Livre são peças hoje obsoletas para o nosso concessionário. Não são peças de alto giro que tem um preço competitivo, mas procuramos sempre respeitar a cadeia onde o mecânico está incluído, então a ideia é sempre que mecânico olha o preço lá e se ele conhece a concessionária dona daquele anúncio que ele ligue, porque ele vai ter um desconto diferenciado.

 

O Mecânico: E qual é a estratégia da Motrio para o Brasil?

 

OGAWA: Aqui no Brasil a marca foi lançada em 2013, porém ela tem 20 anos desde que foi lançada na França. Na Argentina por exemplo já chegou a ter uma rede de 130 oficinas mecânicas homologadas Motrio.Então no final do dia o que é a Motrio? É uma marca para a Renault fomentar o mecânico Independente com peças competitivas Renault, com um portfólio que também é Multimarcas.

 

O Mecânico: Como a Renault vê o mercado de reposição de uma maneira geral aqui no Brasil?

 

OGAWA: Falar de pós-venda no Brasil e não falar do mercado de reposição independente é uma loucura. Você não consegue viver sem ele. Nós falamos em 70% de cadeia de fornecimento. todo o mercado, o qual gira na mão do mecânico independente. Então definir uma estratégia a longo prazo dentro de um país e não falar do mecânico independente é uma heresia e a Renault sabe disso. Então ela vem aos poucos tentando se introduzir dentro desse contexto. É aí que nós começamos a analisar e olhando o nosso plano, o que enxergamos? Hoje o mecânico Independente, ele não precisa da montadora para suprir as necessidades de peças, ele já tem a própria Mas hoje, o que ele está sedento e só a montadora pode fornecer para ele? É o know how, o conhecimento da montadora e a chancela dela junto com ele. Então todo trabalho que nós estamos começando a desenhar para o mecânico independente é em know-how e subsídio de informação técnica. A empresa quer ser o porto seguro do mecânico independente quando se fala em formação técnica da Renault. Esse é o trabalho que estamos começando a construir. Para começar esta construção mostramos que: a Motrio e a Renault são marcas irmãs, não são interdependentes, mas são marcas irmãs. A Motrio mostra que tem toda chancela da Renault, para que o mecânico comece a assimilar e saiba que a Renault está sempre do lado dele para fornecer peças e informação. Estamos começando a criar esse conceito com eles.

 

“(…) todo trabalho que nós estamos começando a desenhar para o mecânico independente é em know-how e subsídio de informação técnica (…)”

 

O Mecânico: Para criar esse conceito, como vai ser o trabalho de vocês? Qual vai ser a estratégia?

 

OGAWA: Ano passado, junto com as estratégias básicas, iniciamos fazendo os feirões dentro das concessionárias. Porque no final do dia o grande elo entre a montadora e o mecânico independente é a concessionária. Porque a concessionária é o braço da montadora dentro do país. E para criar esse elo entre ele e a concessionária nós começamos fazendo os feirões de peças. E o que é um feirão de peças? É um evento dentro de um concessionário aonde fornecemos formação técnica como chamariz e fazer um evento diferenciado em termos de condições de preço para o mecânico. Essa foi a principal estratégia que aplicamos durante 2018. Para 2019 vamos ampliar a estratégia, fazendo com mais frequência, de uma maneira sistemática em algumas regiões. Vamos expandir através do nosso mailing uma newsletter que vamos enviar aos mecânicos independentes. Porque o plano estratégico junto com a parte de venda de serviços é levar as informações técnicas a eles.

 

O Mecânico: Dentro desse planejamento vocês programaram ações para visitar as oficinas e mostrar o modelo de trabalho?

 

OGAWA: Nós temos uma gerência de força de vendas que é focada na consultoria do concessionário para venda externa. Ou seja, não é um consultor de pós-venda que vai falar de oficina, produtividade e eficiência. Ele é um consultor de vendas que vai ensinar o time de tele peças e o time de vendas de balcão do concessionário a atingir esse mercado dos mecânicos. Hoje nós temos 10 consultores no Brasil fazendo esse trabalho.

 

O Mecânico: E os preços são diferenciados para o mecânico independente?


OGAWA: Sim será diferenciado. Para isso ele vai ter que fazer um cadastro no concessionário. Estamos fazendo uma base de dados de CNPJ cadastrados na nossa rede nacional. Todos esses CNPJ terão uma condição diferenciada dentro do concessionário. Isso já existe estamos aprimorando a maneira de fazer essa venda para o mecânico. Nós sabemos que para vender para o mecânico independente não é fazer uma ação de abaixar o preço agora de uma peça, porque o mecânico independente não faz estoque.

 

“O mecânico independente é um dos principais focos do nosso crescimento no Brasil nos próximos anos”

 

O Mecânico: Qual foi o critério para selecionar essas concessionárias?

 

OGAWA: Primeiro, a vocação dela para venda balcão. Nem todo o grupo quer fazer 100% do pós-venda. Em alguns grupos eles querem fazer apenas oficina e é um direito deles porque atender o cliente que ele vendeu o carro é uma obrigação, não podemos discutir isso. Agora vender peças no balcão, aí sim é uma escolha deles. Eles são livres para fazer essa escolha, porque quando eles decidirem ir para venda no balcão eles vão ter que passar por todos os critérios que vamos colocar. O mecânico independente tem que ter o concessionário como um parceiro comercial sempre que ele precisar de peças.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para o negócio Renault?

OGAWA: O mecânico independente é um dos principais focos do nosso crescimento no Brasil nos próximos anos. A venda para ele está dentro do nosso plano estratégico.

 

O Mecânico: Qual a mensagem que você deixa para este profissional tão importante do mercado de reposição?

 

OGAWA: A Renault junto com a marca Motrio está aqui para atendê-los da melhor maneira possível, ele sempre pode contar conosco.

 




Entrevista – Vans um Segmento em Alta

Texto: Edison Ragassi

Jefferson Ferrarez é o atual diretor de vendas e marketing da Mercedes-Benz, no segmento de vans e picapes. Ele tem uma vasta experiência dentro da empresa, onde iniciou a vida profissional aos 15 anos de idade como estagiário. Passou por várias áreas nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e comerciais leves. O executivo recebeu a reportagem da Revista O Mecânico na fábrica em São Bernardo do Campo/SP. Publicamos nesta edição, partes de suas declarações. A entrevista exclusiva na integra está no site omecanico.com.br

Revista O Mecânico: O Brasil enfrentou nos últimos dois anos uma crise econômica. Ela afetou o segmento de vans?

Gilberto Heinzelmann: Sim, como todo o restante da economia. Mas eu digo que o nível de queda de mercado foi menor do que o do restante da gama de veículos comerciais mais pesados. Como o segmento de vans sempre foi um segmento cujo lastro financeiro era voltado para o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), quando o governo suspendeu por um tempo e depois entrou com outro formato de Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), que era o grande lastro dos veículos mais pesados, isso não afetou o cliente da van.
O Mecânico: Em 2018 o mercado de veículos novos, inclusive comercias, voltou a crescer. No segmento de vans os números voltaram a níveis positivos?

Heinzelmann: Sim, o mercado se recupera na velocidade que nos estimávamos de 15 a 20% de crescimento e por enquanto está se mantendo. Temos no acumulado do ano 17% de crescimento de mercado nas vans. Eu entendo que vá ficar nisso mesmo este ano, entre 15 e 20% em relação ao ano passado, quando chegamos a 17.200 unidades comercializadas.

O Mecânico: Tem alguma região do país que mais se destaca na compra de vans?

Heinzelmann: Em termos de compra de volume, São Paulo se destaca pela própria força de mercado. Mas em termos de participação de mercado, nós temos alguns locais que são bem históricos e pitorescos. O Rio de Janeiro é por exemplo uma praça aonde nós estamos presentes com 45% de participação. Este ano chegamos a ter 70% lá no Rio de Janeiro. Agora no Nordeste, temos capitais com 70 a 80% de presença.

“Em termos de compra de volume, São Paulo se destaca pela própria força de mercado.”



O Mecânico: No período de queda de vans novas, a empresa detectou aumento no fornecimento de peças e serviços?

Jeffeson Ferrarez: Sim. Mas no caso da Mercedes-Benz foi uma soma de duas ações. Teve a questão de o cliente não comprar van nova. Ter que ficar com o veículo que ele tem e consequentemente levar para as manutenções e revisões. Entendendo isso, o nosso concessionário começou a dar um foco maior para as situações de pós vendas, se estruturando melhor, criando campanhas, criando situações para trazer mais o cliente para a oficina dele. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que dentro da Mercedes entramos em um período de reestruturação do departamento de vans. Nós formamos a nossa área de pós-venda bem específica para esse segmento.

O Mecânico: O cliente da van também leva pacotes de serviços?

Ferrarez: Em grande parte sim. O veículo é comercial, quem compra uma van não compra para seu uso particular, é para uma finalidade comercial. Então para nós faz todo o sentido levar o pacote completo para o cliente.

O Mecânico: O segmento de reposição de peças das vans apresenta possibilidades de crescer?

Ferrarez: Nós temos um pátio, um parque de frota circulante muito grande. Só para você ter ideia, mesmo com toda essa situação econômica, nos cinco últimos anos o nosso faturamento em peças e serviços só cresceu, mesmo caindo a quantidade de venda e os volumes. O nosso crescimento em peças ele é um fato. Mas por quê? Mesmo ampliando o período de revisão dos carros que antes era de 10 mil e 20 milkm, e agora é 20 mil e 30 mil km. Veja só, nós ampliamos o período para o cliente ir até a revenda fazer as revisões e mesmo assim nosso faturamento aumentou. Mas porque isso? De fato, a profissionalização da nossa Rede levou mais confiança para nosso cliente, para que ele venha e tenha um atendimento mais garantido pela marca.

“Toda a nossa comercialização é com os concessionários, até por questõescontratuais.”



O Mecânico: O mecânico independente é uma realidade. Ele está no mercado e influencia em várias decisões. A empresa tem algum programa de aproximação com este público?

Ferrarez: O que nós temos é parcerias como fazemos por exemplo com o SENAI, e instituições como a FABET (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte), que são escolas profissionalizantes de técnicos, ou seja, mecânicos que dão manutenção nos produtos de gestores de frotas, de gente que trabalha na área porque tem muitos clientes. No caso, os frotistas muitas vezes tem sua oficina própria. Então nós fazemos essas parcerias para que esse público técnico da oficina independente, que trabalha dentro de um frotista, seja capacitado pela própria fabricante ou por técnicos treinados pela montadora, que vai até ele multiplicar os padrões de serviços que serão aplicados aos produtos.

O Mecânico: Na comercialização de peças existe algum programa para atender o mecânico independente?

Ferrarez: Não. Toda a nossa comercialização é com os concessionários, até por questões contratuais. Nós só podemos vender e fornecer peças para nossa Rede. Então assim, o mecânico independente que queira adquirir peças nossas ele terá que ir em algum concessionário ou alguma loja que o concessionário possa ter uma parceria.

O Mecânico: Há demanda no mercado para a van com câmbio automático. A Mercedes tem previsão para lançar este modelo?

Ferrarez: Infelizmente não temos. Eu também adoraria ter agora esse projeto, mas com esse produto que introduzimos a partir de 2012, não foi possível ter essa outra opção porque mudou toda a configuração do trem de força. Não foi possível e não justificou o investimento para o Brasil.

O Mecânico: E agora a Mercedes-Benz se prepara para entrar em outro segmento, o das picapes médias. Qual a expectativa para este veículo?

Ferrarez: Altíssima eu diria. Altíssima tanto internamente quanto externamente. Em todos os lugares as pessoas querem saber da picape porque nas mídias digitais você a vê para todo lado, todo mundo está falando. Os carros foram inicialmente comercializados na Europa, posteriormente nós começamos a comercialização na Austrália e na África do Sul. Este mês começa no Chile. Ou seja, os carros vão sendo introduzidos nos diversos mercados, fazendo com que seja mais falado, e as redes sociais vão comentando.

“Em todos os lugares as pessoas querem saber da picape porque nas mídias digitais você a vê para todo lado, todo mundo está falando.”



O Mecânico: Em termos de distribuição, a Mercedes vai utilizar as duas Redes, tanto as de carro quanto a de veículos comerciais?

Ferrarez: Sim, as duas redes. A picape tem um comportamento para uso privado. Mas nós temos algumas regiões aonde nosso concessionário de automóveis ainda não está. Ai nessas situações nós teremos concessionários de veículos comerciais também atuando. Mas logico, com uma padronização própria, atendimento próprio e local diferenciado. Quando eu falo do local, eu estou querendo dizer na cidade, mas não junto na mesma instalação. Num local próprio que vai ser preparado para a Classe X.

O Mecânico: Para realizar a manutenção e oferecer peças, a rede já está preparada para isso?

Ferrarez: Ainda estamos preparando a Rede. Como você falou, é um segmento novo. Então para fazermos uma coisa bem-feita demanda toda uma curva de preparação, de negociação e estruturação da Rede de concessionários.

O Mecânico: A Classe X estará no Salão do Automóvel de São Paulo na versão que será comercializada no Brasil?

Ferrarez: Sim. Em novembro o público já poderá vê-la ao vivo e a cores.

O Mecânico: Qual é a mensagem que vocêdeixa para o mecânico independente?

Heinzelmann: Esse mecânico tem que se especializar tanto quanto a Rede de concessionários se ele quiser continuar sendo competitivo no mercado. A única sugestão que eu poderia dar Ferrarez fato, é isso aí, que ele se preocupe e se especialize cada vez mais. Porque o cliente dele vai ficar cada vez mais exigente. É o mesmo comportamento que temos, nós estamos cada vez mais exigentes com tudo que temos na vida. Nosso padrão de referência a cada ano sobe um pouquinho mais. E para os mecânicos independentes eu entendo que é a mesma situação e eu falo para eles isso, e muitos estão nesse caminho e estudam pra caramba. Eu até fico surpreso pois dá para comparar com uma pós-graduação, ou um mestrado. É um nível aonde muitos profissionais vão atrás de muito conhecimento. É de se tirar o chapéu. Eu diria que esse é um caminho, se profissionalizar cada vez mais. É tipo um médico, que não pode parar de estudar nunca, porque a toda hora as montadoras estão soltando tecnologias novas. E é importante que ele esteja o mais atualizado possível.

“Esse mecânico tem que se especializar tanto quanto a Rede de concessionários se ele quiser continuar sendo competitivo no mercado.”



O Mecânico: Esta também é a missão da Revista O Mecânico, incentivar que o profissional a se atualizar.

Ferrarez: Não tem outro caminho. A tecnologia acelera muito rápido. Os concessionários têm uma vantagem porque a própria montadora que prepara os treinamentos e forçam eles a fazerem. Não tem essa de quer ou não quer, se ele quer ser representante da marca ele é obrigado a fazer o treinamento. Já os independentes têm que correr atrás. Quando eu falo em se profissionalizar, é profissionalizar o serviço como um todo.




Entrevista – Em Constante Evolução


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Por: Rafael Poci Déa

A história da ZF iniciou há 105 anos com a produção de engrenagens para o dirigivel Zepellin. No Brasil, em 2018, a empresa completa 60 anos de atuação e foi a primeira fábrica fora da Alemanha, inaugurada em 15 de agosto de 1958, em São Caetano do Sul/SP. Com o slogan See (ver), Think (pensar) e Act (agir) é uma das mais importantes fornecedoras de componentes para a maioria das fabricantes de carros, véiculos comerciais, máquinas agrícolas assim como também está presente nos segmentos de construção e industrial. Para saber as evoluções nestas seis décadas no Brasil e o que aguardar do futuro conversamos com Wilson Bricio, presidente da ZF América do Sul.

Revista O Mecânico: Quais foram as grandes evoluções nestes 60 anos de ZF no Brasil?

WILSON BRICIO: Foram diversas evoluções, pois a ZF sempre buscou pela introdução de produtos com alta tecnologia e sempre pautada no quesito segurança. Em 1958, trouxemos a produção da primeira transmissão do DKW ao Brasil. Se levarmos em consideração as condições à época, foi um grande desafio. Nós queremos sempre estar à frente do que a indústria automotiva nos coloca. Esse é o DNA da ZF. No passado, os tempos de produção já foram longos, porém, atualmente a distância de tecnologia entre o nosso mercado para o do exterior está muito menor e acontecendo de forma concomitante. Ou seja, nosso grande desafio está em gerar agilidade, velocidade e competência. Quem não conseguir se adequar terá muita dificuldade no futuro.

 

O Mecânico: : O que o futuro nos reserva sobre a automação?

Bricio: Nós imaginamos que em 2023 praticamente 97% da frota pesada sairá com transmissão automatizada. Neste mesmo ano, 50 a 60% dos veículos de passeio estará com transmissão automática. Todas as funções que forem automatizadas dentro dos veículos para gerar maior conforto e eficiência vão ser implementadas. No entanto, algumas delas vão depender da escala de produção, assim como da infraestrutura. Estamos trabalhando muito na parte de assistência ao motorista e prevemos que em um ou dois anos temos condições de equipar um veículo totalmente autônomo para circular em áreas fechadas.

 

O Mecânico: E para andar nas ruas e avenidas?

Bricio: Conforme os sistemas foram se desenvolvendo, vamos precisar menos das informações do meio externo, como placas ou faixas de rodagem. A comunicação entre os veículos é fundamental para garantir segurança e para isso precisamos ter uma estrutura muito robusta. O maior problema não está na tecnologia e possuir um carro totalmente autônomo no Brasil não é difícil. O grande complicador está na legislação.

 

“Quem não se adequar aos novos processos terá muita dificuldade no futuro”

 

O Mecânico: : Como funciona a UniZF?

Bricio:: Em 2002, começamos a perceber uma perspectiva de crescimento tanto da economia quanto da indústria automotiva. Também analisámos que faltava uma mão de obra especializada. Entre 2003 e 2004, iniciamos a UniZF, que nos custou aproximadamente dois milhões de euros à época. Foi uma maneira de contribuir para o mercado e a sociedade. A UniZF é destianda aos funcionários e os parcerios da ZF, pois queremos que todos melhorem. Afinal, a capacitação é um dos nossos grandes diferenciais.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico dentro da cadeia de autopeças?

Bricio: Ele é fundamental. Nós oferemos o “Programa Amigo Bom de Peça” e nosso compromisso é sempre melhorar a qualidade. Afinal, buscamos segurança acima de tudo. Ao todo, são mais de 14.000 certificações e as pessoas querem aprender.

 




Entrevista – Investir para Crescer

Por: Edison Ragassi

Com instalações no Paraná, a Koube Indústria de Produtos Químicos Automotivos iniciou as atividades em 2002. Ela fornece para o mercado de reposição produtos químicos que atendem a área automotiva nos segmentos de veículos leves, pesados e agrícola. No final de 2018, inaugurou uma nova unidade produtiva e pretende crescer a participação de mercado, inclusive passar a fornecer para as fabricantes de veículos. A companhia tem o Raimundo no 2º Congresso Brasileiro do Mecânico comando de Raimundo Santana Queiroz, exproprietário de um grupo de oficinas mecânicas. Ele baseou-se na experiência adquirida durante o período que trabalhou na manutenção de automóveis para desenvolver e comercializar os produtos oferecidos atualmente

Revista O Mecânico: Sabemos que nos últimos anos o Brasil passou por uma severa crise. Mesmo assim a Koube acaba de inaugurar uma unidade produtiva. Qual o potencial de crescimento dos produtos químicos no setor automobilístico?

RAIMUNDO SANTANA QUEIROZ: Entendemos que a partir do advento da inauguração de mais uma unidade, nosso potencial de crescimento deve atingir 10% em participação de mercado no ano de 2019.

O Mecânico: : Atualmente a empresa conta com quantos colaboradores? Há possibilidade de outras contratações?

RAIMUNDO QUEIROZ: A empresa tem 35 colaboradores, com possibilidade de dobrarmos o número de contratações ainda este ano.

 

“(…) Estamos em fase final de implantação da ISO 9001 e ISO/TS 16949, certificações exigidas pelas fabricantes de veículos”

 

O Mecânico: A Koube exporta? Para quais países?

RAIMUNDO QUEIROZ: Ainda não estamos explorando o mercado internacional de forma direta, no entanto os produtos da Koube já podem ser encontrados nos EUA, Chile, Bolívia. Isso é contemplado através de divulgações dos nossos produtos nas redes sociais, como por exemplo o canal
no YouTube, Facebook e Instagram.

 

O Mecânico: : A Koube atende as montadoras?

RAIMUNDO QUEIROZ: Os produtos da Koube possuem tecnologia suficiente para atender às montadoras, no entanto estamos em fase final de implantação da ISO 9001 e ISO/TS 16949, certificações exigidas pelas fabricantes de veículos. A partir da implantação desses processos de qualidade, com toda certeza estaremos fornecendo nossos produtos para diversas montadoras.

 

O Mecânico: A evolução dos motores exige que os produtos químicos e óleos lubrificantes evoluam na mesma velocidade. Como é o processo para desenvolver estes produtos? Em média, desde o início do desenvolvimento até chegar ao consumidor, qual é o tempo desse processo?

RAIMUNDO QUEIROZ: Os produtos comercializados pela Koube são idealizados e desenvolvidos na empresa, e atualmente contamos com quatro laboratórios bem equipados, os quais realizam pesquisa, desenvolvimento, atuam em nossos processos de qualidade e nos testes práticos. Normalmente, o prazo médio é de seis meses desde o desenvolvimento até a chegada às prateleiras.

 

O Mecânico: A distribuição dos produtos é feita em todo o Brasil? Em quais pontos de venda eles são encontrados?

RAIMUNDO QUEIROZ: Através de parcerias firmadas com médios e grandes distribuidores estamos presentes em autopeças, centro automotivos, postos de combustíveis, supermercados e outras lojas do segmento, em várias regiões do Brasil.

 

O Mecânico: Os profissionais que comercializam os produtos necessitam de treinamento. A Koube faz ações de treinamentos com lojistas e balconistas?

RAIMUNDO QUEIROZ: A Koube oferece um suporte exclusivo em treinamentos teóricos e práticos para profissionais, seja ele lojista, balconista ou aplicador.

 

O Mecânico: : Como a empresa se relaciona com o mecânico independente? Realiza ações direcionadas para estes profissionais?

RAIMUNDO QUEIROZ: Através do departamento de marketing a Koube executa ações pontuais com o objetivo de levar informações técnicas e precisas para o mecânico.

 

“(…) Nosso potencial de crescimento deve atingir 10% em participação de mercado no ano de 2019”

 

O Mecânico: Temos um novo regime automotivo o Rota 2030. Com ele incentivos para veículos híbridos e elétricos. A empresa está preparada para esta nova
realidade de mercado?

RAIMUNDO QUEIROZ: A Koube está e sempre estará preparada para essa e outras evoluções que virão. Estamos em constante empenho com o objetivo de oferecer produtos de última tecnologia e de qualidade incomparável.

 

O Mecânico: Qual a expectativa para este ano que começa com um novo governo?

RAIMUNDO QUEIROZ: Estamos bem otimistas com o ano que se inicia, acreditamos que o cenário político e econômico mudará para melhor, e assim todos nós
brasileiros vamos colher frutos saudáveis, e não podres.

 

O Mecânico: E o mecânico independente, o que pode esperar da Koube para auxiliá-lo no dia a dia de trabalho?

RAIMUNDO QUEIROZ: A Koube possui uma filosofia peculiar onde o objetivo principal é levar soluções de problemas em forma de produtos químicos, com isso o mecânico é beneficiado diariamente ao utilizar nossa linha de produtos, solucionando problemas com mais facilidade e tendo uma elevação no ticket médio da sua empresa.

 




Entrevista – De Olho na Formação

 

Texto: Raycia Lima

Presente no Brasil há mais de 65 anos, a Nakata é uma das marcas mais reconhecidas do mercado de reposição, pelos componentes para suspensão, freios e motor. Atualmente, tem fábrica em Diadema/SP, sede administrativa e centro de tecnologia e desenvolvimento em Osasco/ SP e centros de distribuição, em Extrema/MG e Santo André/SP. Diretor de Vendas e Marketing da Nakata, Sergio Montagnoli, detalha planos da fabricante de autopeças para 2019 e destaca os mais recentes investimentos em treinamentos à distância para mecânicos.

Revista O Mecânico: Quais são os planos para 2019 da Nakata? empresa pretende expandir suas atividades ou deve focar nos serviços e peças já oferecidas?


SERGIO MONTAGNOLI: A Nakata está sempre inovando para acompanhar as mudanças do mercado. Além de ampliação constante do portfólio, aumentando a cobertura das linhas já existentes, temos interesse na expansão de novas linhas de produtos ao mesmo tempo que buscamos aprimorar nossos serviços, principalmente naquilo que pode melhorar a jornada do mecânico e sua experiência com nossa marca e produtos. Como exemplos: além do atendimento em garantia e assistência técnica já reconhecido e valorizado pelo mercado, desenvolvemos o Auto Stop Nakata, ação em conjunto com as oficinas para verificação das condições da suspensão do carro gratuitamente, beneficiando o consumidor final e a utilização das novas ferramentas do universo digital para atuar, tanto junto ao consumidor final por meio das redes sociais, visando aumentar a consciência da reparação preventiva, como também criando e aprimorando novos canais de informação e formação para os mecânicos, somando forças com nossos treinamentos presenciais também com grande prestígio e comparecimento, seja in loco, na oficina, seja em conjunto com nossos parceiros de negócio e no próprio SENAI.


O Mecânico: O que levou vocês a investirem no EAD e quais são os resultados obtidos nesse tipo de treinamento?


MONTAGNOLI: O EAD é a extensão de todo o conjunto de ações que realizamos para promover o conhecimento do mecânico, não só presencialmente como já mencionamos, mas também para disponibilizar conteúdo em uma plataforma digital que pode ser acessada por desktop, tablet, notebook e celular a qualquer hora e ainda oferece certificado. No EAD é necessário o desenvolvimento de um conteúdo em um formato muito próprio, que seja dinâmico, muito informativo para prender a atenção do aluno até o final, ofereça materiais de apoio, apresente trilhas para ele seguir aprendendo. Os resultados estão acima das expectativas iniciais, o que mostra a aprovação dos mecânicos. A nossa proposta é criar uma experiência para atualização de conhecimento por meio do digital acessível em qualquer lugar, do celular ou do computador, no tempo disponível para ele. Mas, mesmo assim, valorizamos e continuamos com os treinamentos presenciais, pois a sala de aula traz muitas trocas entre nossos instrutores e o profissional da cadeia.


O Mecânico: A empresa desenvolve produtos específicos para as necessidades brasileiras?


MONTAGNOLI: Especificamente para o mercado de reposição, temos uma grande variedade de produtos com foco na aplicação de toda a frota brasileira, pesada e leve. Hoje não tem como atender nosso grande mercado sem investir no desenvolvimento local e otimizar os produtos de acordo com a necessidade do cliente.


“O mecânico é fundamental no segmento da reparação. Nada acontece sem que ele participe: do diagnóstico à execução do serviço”


O Mecânico: Além dos treinamentos, qual apoio a Nakata oferece para os mecânicos independentes?


MONTAGNOLI: O mecânico é fundamental no segmento da reparação. Nada acontece sem que ele participe: do diagnóstico à execução do serviço. Da decisão da marca, passando pela instalação da peça e relacionamento com sua base de clientes no pré e pós-vendas. Nosso trabalho ao longo dos anos, tem nos aproximado ainda mais dos mecânicos, ouvindo, entendendo suas necessidades e podendo ofertar conhecimento no momento certo e do jeito que ele precisa. Do seu jeito. Portanto, além dos vários vídeos e dicas de manutenção, cursos presenciais e a distância, a grande novidade é a promoção Feras da Oficina, uma plataforma digital para que os mecânicos possam expor o conhecimento adquirido e trocar experiências. Nesta plataforma, os mecânicos ajudarão a construir uma grande base de conhecimento, validada pelos especialistas da Nakata: da diagnose às dicas de reparo e que também resultará em aumento de visibilidade e reconhecimento público do know-how e da experiência desta importante categoria de profissionais. Tudo prático, ao alcance das mãos, ou seja, no computador, tablet ou celular, de qualquer lugar, a qualquer hora. Aproveitando, convidamos a todos os mecânicos que participem, acessando o site promocional, publicando as suas dicas valiosas, ganhando muitos prêmios e reconhecimento público. Acesse www.ferasdaoficinanakata.com.br. O Feras da Oficina é para vocês!


O Mecânico: Teremos a Automec neste ano, quais as novidades que a Nakata prepara para esse evento?


MONTAGNOLI: A feira é a mais importante do setor e oferece a oportunidade de estar próximo do nosso público. Vamos levar todas as novidades de produtos e serviços. As nossas equipes de vendas, marketing, produtos e técnicos estarão prontas para receber os visitantes, levando para o estande o mesmo atendimento oferecido ao mercado, que é o nosso diferencial, nosso jeito de fazer negócio, estabelecendo um relacionamento próximo e levando soluções ao cliente. Com isso, esperamos aproveitar a presença os visitantes no estande da melhor forma possível, garantindo atendimento qualificado, além de apresentar os nossos serviços para que eles possam sair de lá com informações que sejam úteis para o seu negócio.

O Mecânico: Pesquisas realizadas por sindicatos do setor mostram que o mercado de reposição de peças automotivas deve crescer este ano. Como a Nakata vê esse cenário?


MONTAGNOLI: NO mercado de reposição vem apresentando crescimento contínuo devido à evolução da frota circulante, resultando em um cenário positivo com muitas oportunidades e ao mesmo tempo, desafiador. A complexidade para atender a demanda aumentou muito em função da diversidade de modelos de veículos e a necessidade de mais conhecimento para diagnóstico e solução dos problemas por conta da crescente tecnologia embarcada. Por isso, é preciso unir esforços e contar com muita colaboração entre os agentes do aftermarket para que não só a peça certa chegue na hora certa, assim que a necessidade surja na oficina, mas também para que os clientes tenham confiança e saiam satisfeitos com os serviços executados. Daí o firme propósito da Nakata em desenvolver soluções para que essa confiança e satisfação aconteçam em todos os níveis da cadeia de valor, estando próxima dos atores para poder ouvir, entender e inovar por meio de produtos e serviços que tornem o dia a dia dos profissionais do setor ainda mais efetivo.


O Mecânico: O fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo e outras fabricantes de automóveis ameaçando a saída do país, provocam qual efeito no mercado de reposição?


MONTAGNOLI: Apesar de casos como este, a previsão de venda de veículos zero Km é crescente para os próximos anos, tanto para veículos leves, como para os comerciais, o que fará com que a reposição continue atraente e em crescimento. A Nakata entende sua responsabilidade em dar cobertura para esta demanda em toda sua extensão de modelos e marcas com peças e serviços de qualidade. E não só para os fabricados no Brasil, mas também para os veículos importados que têm sido parte importante da frota e com forte presença nas oficinas e centros automotivos. Esse é o nosso negócio e isso nos dá agilidade para compor nosso mix de produtos e lançamentos, acompanhando o mercado em sua permanente evolução.


“Os resultados (do EAD) estão acima das expectativas iniciais, o que mostra a aprovação dos mecânicos”


O Mecânico: A Nakata já planeja investimento em peças que atendam o mercado de elétricos e eletrificados?


MONTAGNOLI: Somos especializados em componentes undercar e já analisamos os vários modelos existentes de veículos eletrificados para nos certificar que pouco impacto teremos nos componentes de direção, suspensão, freios e transmissão de força junto às rodas. Contudo, no futuro, seja nos eletrificados ou nos veículos movidos a combustível, tais componentes terão mais conteúdo eletrônico e estarão conectados entre si por sistemas inteligentes, visando melhor dirigibilidade e aproveitamento energético, maior estabilidade e segurança. Portanto, são para estas inovações que nosso time de pesquisa e desenvolvimento está voltado e, assim, poder atender o mercado tão logo façam parte do dia a dia das oficinas.






Entrevista – Sinergia Global

Texto: Edison Ragassi
Foto: Divulgação

Instalada no Brasil com unidade industrial desde 1915, a SKF, que tem a matriz em Gotemburgo, Suécia, desenvolve e comercializa produtos para atender as montadoras e mercado de reposição. Com forte atuação junto aos mecânicos, oferece suporte e assistência técnica por vários canais, inclusive os digitais. Claudinei Reche, Presidente América Latina, lidera a empresa neste processo, o executivo tem mestrado em administração de negócios pela Universidade de Ohio e MBA em administração de negócios e marketing pela FVG. Também foi professor de economia na Universidade Braz Cubas e teve passagens pela Höganäs AB e Mercedes-Benz do Brasil. Já Daniel Chimello Leite, Diretor Comercial Automotivo, está na linha de frente, em contato direto com os clientes. Ele tem MBA em gestão empresarial pela FGV, graduado em engenharia mecatrônica e pósgraduado em estatística. Leite iniciou sua carreira na SKF em 2002 na área de engenharia e atualmente é o responsável pela gestão comercial automotiva no segmento original e reposição. Os executivos trabalham para que neste período, a empresa cresça de maneira sustentável. Para isso programou investimentos, sempre focados nas necessidades do mercado nacional. A corporação global utiliza as várias unidades espalhadas pelo mundo para atender as necessidades do mercado globalizado. É o que eles relatam nesta entrevista exclusiva.

Revista O Mecânico: Qual a estrutura instalada da SKF no Brasil? A empresa conta com quantos colaboradores?

CLAUDINEI RECHE: A história da SKF do Brasil começou precisamente em 27 de janeiro de 1915, temos muito orgulho da nossa marca com mais de 100 anos presente no País. Atuamos com uma estrutura muito diversificada para suportar os diversos negócios geridos pela companhia na área automotiva e Industrial. Hoje, a SKF do Brasil conta com mais de 1.350 colaboradores, com seu polo fabril e um centro de distribuição localizado em Cajamar/SP

O Mecânico: : Os últimos anos foram difíceis para a economia do Brasil. Como a empresa se posicionou neste período?

RECHE: Apesar de toda a dificuldade econômica e política no Brasil, a SKF seguiu investindo para a obtenção de novos negócios, principalmente para as montadoras. Promovemos lançamentos de produtos de maneira constante, pois precisamos estar sempre atualizados e oferecer ao mercado uma excelente cobertura da frota. E seguimos com foco em capilaridade e fortalecimento dos parceiros da rede de distribuição que já estão conosco há muitos anos.

 

O Mecânico: A empresa desenvolve produtos específicos para as necessidades brasileiras?

DANIEL LEITE: Especificamente para o mercado de reposição, temos uma grande variedade de produtos com foco na aplicação de toda a frota brasileira, pesada e leve. Hoje não tem como atender nosso grande mercado sem investir no desenvolvimento local e otimizar os produtos de acordo com a necessidade do cliente

 

O Mecânico: : Entre os itens comercializados, como é a estratégia de importação e exportação?

LEITE: Temos hoje presença em mais de 130 países e nossa estratégia conta sempre com a adequação melhor da utilização de nossas fábricas variando nosso percentual de acordo com a capacidade utilizada das mesmas. A mesma estratégia é aplicada por todos os negócios do grupo, consumindo produtos da nossa fábrica no Brasil por todas no mundo, principalmente Europa e América Latina.

 

O Mecânico: Temos um novo regime automotivo o Rota 2030. Com ele incentivos para veículos híbridos e elétricos. Qual a percepção da empresa para este tipo de negócio no Brasil? Ela se prepara para esta nova realidade?

LEITE: A SKF busca sempre estar atualizada no seu modelo de negócio e produtos. Acreditamos que o impacto no Brasil com veículos híbridos e elétricos é inevitável, mas com um timing diferente de outros lugares do mundo. Hoje já vendemos tecnologias para estas novas características de veículos fora do Brasil e estamos preparados para se adaptar localmente de acordo com a demanda do mercado.

 

“(…)diversos técnicos que rodam o Brasil dando suporte ao mercado em loco e também contamos com uma estrutura interna atuando em diversos canais de comunicação(…)”

 

O Mecânico: No atual plano de negócios da empresa como é dividida a produção entre o que é fornecido para as montadoras e mercado de reposição?

lEITE: Nos últimos três anos, investimos em nossa fábrica e continuaremos investindo nos próximos meses para completar o ciclo de modernização e crescimento em novos negócios
junto as montadoras. Tradicionalmente a participação da nossa produção local é maior nas montadoras, muito pelo fato da concentração de volumes em poucos produtos. No mercado de reposição, a diversidade de produtos é muito maior. Como já comentado utilizamos as diversas fábricas espalhadas pelo mundo para suportar as demandas do mercado.

 

O Mecânico: O mercado de reposição nacional é importante para a economia do Brasil. Há espaço para crescer neste segmento?

LEITE: Sim, há espaço para crescer e a diversidade da frota nos traz muitas oportunidades de trabalhar em nichos e ao mesmo tempo cobertura de altos volumes, e para isso a SKF está preparada

 

O Mecânico: : Quais os pontos de vendas que a empresa prioriza, os lugares que não pode faltar os produtos fabricados?

LEITE: A SKF não prioriza nenhum ponto de venda especifico. Acreditamos que toda a cadeia deve ter nossos produtos. Hoje estamos muito focados na geração de demanda no mercado, fazendo com que tenhamos uma demanda puxada. Precisamos estar próximos das pessoas que tomam a decisão de comprar e instalar nossos produtos, estar próximos daquele que confia na marca e que reconhece a qualidade e tradição dos produtos SKF.

 

O Mecânico: Nestes locais há treinamento para os vendedores? Qual a periodicidade destes treinamentos?

LEITE: Treinamentos são uma constante para nós e praticamente toda semana temos algum de nossos associados realizando treinamento no mercado em alguma parte do Brasil.

 

O Mecânico: Suporte técnico, também é fundamental. Como é o Processo para solicitar atendimento técnico?

LEITE: Hoje possuímos diversos técnicos que rodam o Brasil dando suporte ao mercado em loco e também contamos com uma estrutura interna atuando em diversos canais de comunicação, trabalhamos com as tecnologias eletrônicas do mercado que também fornece suporte técnico, tais como, site, 0800 141 152, WhatsApp, e-mail, e etc…

 

“Sim, acreditamos numa maior estabilidade econômica e política no Brasil em 2019”

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para a SKF?

LEITE: O mecânico é o nosso principal foco, pois tudo que fazemos é para que o mecânico tenha um produto seguro, de fonte confiável, e no tempo que ele precisa. Assim toda a nossa cadeia de suprimento hoje tem como primeira prioridade atender o mecânico, por isso, para a SKF, Tudo começa com o cliente, e o mecânico é nosso principal cliente

 

O Mecânico: O ano começa com muito otimismo por parte da população. A SKF também está otimista?

RECHE: Sim, acreditamos numa maior estabilidade econômica e política no Brasil em 2019. Os investimentos continuam a todo vapor e a SKF acredita no crescimento da economia e do Brasil de uma forma geral. Projetamos continuar crescendo em 2019 e estamos trabalhando muito forte para isso, com lançamento de novos produtos, aumento de portfólio, maior foco no mecânico e varejo, lançamento da rede credenciada SKF entre outras ações que nos permitirão crescer de maneira sustentável.

 

O Mecânico: : O mecânico independente pode contar com a SKF para crescer e progredir na sua profissão?

RECHE: Com certeza!!! Estamos à disposição 365 dias do ano e 24 horas por dia para atender qualquer necessidade que ele possa ter. A rede credenciada SKF Car Center, é uma iniciativa 100% voltada para o mecânico que dará um grande suporte para que ele possa desenvolver o seu negócio, além de nosso Market Place, CompreSKF.com e nosso atendimento Digital, CaRisMa pelo número 0800 141 152.

 




Entrevista – Novos Rumos

 

Texto: Rafael Poci Déa

 

A Delphi Automotive foi dividida em duas empresas e, deste processo de cisão, surgiram a Delphi Technologies e a Aptiv. A primeira foca no segmento de veículos de passeio e comerciais equipados com motores de combustão interna, assim como o mercado de originais, aftermarket e eletrificação. Já a Aptiv produz itens de segurança ativa, componentes para veículos autônomos e carros conectados. Segundo a empresa, o nome entrega conhecimento para transformar o futuro em real. As novas marcas Aptiv e Delphi Technologies foram anunciadas durante o Dia do Investidor em Boston no mês de setembro do ano passado, com apresentação na feira Consumer Eletronics Show (CES), em janeiro deste ano. Para saber mais sobre este processo e o que vem por aí, falamos com o executivo Amaury Oliveira, diretor executivo de Aftermarket para a América do Sul.

Revista O Mecânico: Como foi o processo de separação da Delphi Automotive?

Amaury Oliveira: A Delphi Automotive vinha em processo de crescimento de tamanho e de valorização na bolsa de valores de Nova Iorque (New York Stock Exchange – NYSE). Desta forma, a empresa expandiu ao conquistar novos negócios. O processo de separação das empresas está totalmente concluído e, agora, surgem duas companhias. Ao contrário do que previam as especulações após a repartição das empresas, não houve uma diluição/diminuição no preço das ações na bolsa de valores. Ao contrário, esse novo cenário trouxe uma valorização no preço dos papéis.

 

O Mecânico: Em quais áreas a Aptiv e a Delphi Technologies atuam?

Amaury Oliveira: São duas instituições totalmente separadas. Não existe um Grupo Delphi, mas sim duas organizações totalmente independentes inclusive no desenvolvimento de tecnologias. A Aptiv ficou responsável pelo ramo de carros autônomos e mobilidade (motores elétricos, híbridos e alta eficiência), assim como foca em software, integração e chicotes para carros autônomos. Já a Delphi passou a se chamar Delphi Technologies. Uma companhia de tecnologia que atua tanto no mercado de originais quanto no mercado de reposição.

 

O Mecânico: Existem lançamentos programados para o Brasil?

Amaury Oliveira: Estamos realizando um trabalho focado em gerenciamento de motores diesel. Sendo assim, um complemento do nosso portfólio no mercado de reposição. Entre os produtos estão bombas de combustível, sensores, velas e bobinas. Todos os meses iremos lançar um novo produto. Como falado anteriormente, a Aptiv ficará responsável pelo mercado de carros autônomos/mobilidade e, para esse segmento, teremos os sistemas de gerenciamento de alta pressão.

 

O Mecânico: E sobre o mercado de reposição brasileiro?

Amaury Oliveira: Este é um segmento muito positivo para a empresa. O mercado de reposição independente é uma grata surpresa e não podemos reclamar deste segmento. O Brasil é uma terra de oportunidades. Estamos muito positivos com o país, assim como o mercado latino-americano, embora o cenário econômico do Brasil seja incerto.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para a Delphi?

Amaury Oliveira: Temos uma longa tradição de ser uma empresa muito próxima do mecânico independente. Valorizo muito esse profissional mais do que qualquer outro dentro da cadeia. É muito gratificante e confortável ajudar o mecânico. Por isso, para ajudar no processo de formação do profissional estamos inaugurando uma escola técnica em Piracicaba, no interior de São Paulo.

 

O Mecânico: Como funcionará a nova escola técnica?

Amaury Oliveira: A escola técnica foi inaugurada recentemente e qualquer pessoa pode ingressar. O processo de inscrição é descomplicado e pode ser realizado de diversas maneiras: site, telefone ou no próprio varejo. A grade oferecida é muito dinâmica e oferecemos cursos de uma semana ou quinze dias. Nesta primeira fase, são cursos de formação específica e de extensão destinado às pessoas que já atuam no mercado. Para transmitir mais conhecimento, temos parcerias com o Senai e a Apae, além de promover uma maior integração com a comunidade e ajudar o público entre 16 e 18 anos. Além disso, também temos centros de tecnologia em São Caetano do Sul (SP) e Piracicaba (SP) dotados de laboratórios e dinamômetro.

 




Entrevista – Novidade da Mitsubishi para a reposição de peças

Novidade da Mitsubishi para a reposição de peças

 

 

Texto: Edson Ragassi
Foto: Divulgação

 

Integrante do Grupo HPE Automotores, a divisão MTech passa a comercializar peças multimarcas, as quais contemplam picapes e utilitários esportivos. Erico Toledo, gerente de Desenvolvimento e Comercial da empresa, concedeu entrevista exclusiva para a Revista O Mecânico, ele explica a estratégia e abrangência destes itens e como será o trabalho com o mecânico independente desta linha de produtos.

Revista O Mecânico: A MTech passa a oferecer no mercado de reposição produtos multimarcas para veículos 4×4 e utilitários esportivos. Como é feito o desenvolvimento destes produtos?

Erico Toledo: O desenvolvimento dos produtos MTech são feitos com o mesmo padrão de qualidade das peças originais que a HPE desenvolve para os veículos Mitsubishi e Suzuki, obedecendo as exigências das normas brasileiras e o rigoroso processo de fabricação Japonês.

 

O Mecânico: Quantos itens compõem essa linha de produtos e quais aplicações eles contemplam?

Erico Toledo: Na MTech Multimarcas temos a linha de filtros com 92 itens. Na linha de baterias 6 itens e na linha de óleo de motor 8 itens que atendem a mais de 90% dos veículos, inclusive para motores com DPF (Diesel Particulate Filter) e multicombustivel, o que significa que o óleo de motor MTech pode ser aplicado em veículos diesel, gasolina e flex. Na linha de aditivo para radiador temos um produto de última geração o qual atende veículos diesel, gasolina e flex com 50% de monoetileno glicol e pronto para o uso. Além disso temos palhetas para todos os veículos, pois nosso produto é vendido de maneira individual e com uma régua na embalagem o que facilita a aplicação e também 77 tipos de correias que atendem todos os veículos 4×4.

 

O planejamento estratégico da linha MTech Multimarcas está focado nos veículos 4×4, SUV’s e Crossovers”

 

O Mecânico: O planejamento da empresa contempla ampliar esta linha? Pretende chegar a quantos itens no total? E os veículos leves, há planos de entrar neste segmento?

Erico Toledo: O planejamento estratégico da linha Mtech Multimarcas está focado nos veículos 4×4, SUVs e Crossovers onde temos o know-how no desenvolvimento e qualidade assegurada, assim pretendemos atender todas as demandas que o mercado pedir. Já para o mercado de veículos leves, estamos planejando em breve apresentar um portifólio que se assemelha aos produtos que temos desenvolvidos, ofertando para o mercado de reposição a mesma qualidade e compromisso que entregamos hoje.

 

O Mecânico: Como é feita a distribuição destes produtos? Quais os principais pontos de venda e regiões do Brasil que são encontrados?

Erico Toledo: A distribuição é feita a partir do Centro de Distribuição da HPE Automotores localizada em Catalão (GO), o que garante um tempo de entrega reduzido incluindo o custo do frete. A partir do nosso CD, temos distribuidores regionais em todo território Nacional que atendem as lojas de autopeças, centros automotivos e oficinas mecânicas.

 

O Mecânico: A MTech é uma divisão da HPE Automotores, que fabrica no Brasil os modelos da Mitsubishi e Suzuki. Há projeto de ampliar a linha para as duas marcas do Grupo?

Erico Toledo: A linha de peças MTech surgiu como peças originais e acessórios para atender as demandas das concessionárias das redes Mitsubishi e Suzuki e agora queremos levar nossa experiência para o mercado de reposição com peças de outras marcas no nosso portfólio.

 

O Mecânico: Para conquistar mercado, a empresa tem estratégias diferenciadas para o mecânico independente ser cliente da linha MTech? Como elas funcionam?

Erico Toledo: Sim! O mecânico independente já conhece a linha de peças MTech através do Reparador MIT desde 2014, um site da marca Mitsubishi dedicado a esse profissional, nele os reparadores encontram, treinamentos, dicas técnicas, catálogo de peças, informações técnicas dos veículos da marca e claro, tem acesso a peças originais vendidas na rede de Concessionárias Mitsubishi. Pretendemos elaborar campanhas especiais para os mecânicos cadastrados no site que terão acesso a toda linha MTech, e em breve teremos uma plataforma exclusiva para o MTech Multimarcas.

 

“…temos distribuidores regionais em todo território Nacional que atendem as lojas de autopeças, centros automotivos e oficinas mecânicas”

 

 O Mecânico: A empresa tem um programa para atender e treinar os mecânicos independentes. Qual o planejamento destas ações para o segundo semestre deste ano?

Erico Toledo: Aguardem que em breve teremos um programa que beneficiará o mecânico independente com informações, treinamento e prêmios!




Entrevista – Associativismo para auxiliar o mecânico

 

Texto: Edson Ragassi
Foto: Divulgação

 

Focada no aftermarket, a Rede PitStop está presente em todo o território nacional. Como no exterior, atua para atender a linha leve e pesada. Apesar de ser uma multinacional, adequou-se às necessidades do mercado brasileiro. Ela trabalha no sistema associativista. Entre as ações executadas, têm um programa que auxilia a encontrar a peça correta. Nesta entrevista exclusiva, o diretor da Rede PitStop, Paulo Fabiano Navi, fala sobre a atuação no Brasil e projeta os planos futuros..

Revista O Mecânico: Atualmente como é formada a Rede PitStop e qual seu objetivo no mercado de reposição?

Paulo Fabiano Navi: Presente em mais de 50 países, a PitStop chegou ao Brasil há nove anos pelas mãos do Grupo Comolatti (Sama, Laguna, Pellegrino e Roles). Atualmente conta com mais de mil associados, espalhados por 530 cidades em quase todo território nacional. Referência no mercado internacional, a PitStop segue os mesmos padrões do Groupauto Internacional, mas adequada a realidade do aftermarket brasileiro. Tanto no Brasil quanto no exterior, a rede atua em duas frentes: a Eurogarage, voltada para a linha de veículos leves; e a Top Truck, para a linha de pesados.

 

O Mecânico: Qual o posicionamento da Rede Pist Stop perante o consumidor final e os mecânicos independentes?

Navi: Apesar de parecida, a operação da PitStop é diferente do sistema de franquias tradicionais. Nós operamos no modelo de associativismo, ou seja, transformando o ponto de venda, começando os trabalhos através das consultorias, que adapta o ponto já existente aos padrões da rede, de acordo com a capacidade de tempo e de investimento de cada membro.

Para o consumidor final somos uma rede que atua no mercado automotivo, presente em mais de 530 cidades brasileiras. Já para o mecânico independente nosso posicionamento é direto. Queremos ser o principal parceiro de negócio, através de um dos nossos mais de mil pontos de vendas, que são capazes de oferecer estoque diversificado, atendimento qualificado e amplo portfólio com as principais marcas do mercado.

 

“Atualmente conta com mais de mil associados, espalhados por 530 cidades em quase todo território nacional”

 

O Mecânico:A idade média da frota de autoveículos gira em torno de 9 anos e 3 meses. Os serviços prestados pela Rede atendem qual porcentagem desta frota?

Navi: A Rede PitStop através de nossa equipe de consultores e programas de formação, desenvolvem ações de capacitação e treinamento dos nossos membros que entre outros, envolvem temas como supply chain, curva ABC de produtos, ou seja, um trabalho constante para que o portfólio das lojas esteja próximo da frota circulante. Outra solução que a Rede encontrou para isso foi o uso da tecnologia. Os associados contam com um catálogo exclusivo, o Enciclopeça, que auxilia na busca da peça com a correta aplicação.

 

O Mecânico: No plano de negócios da Rede PitStop, qual a importância do mecânico independente?

Navi: O mecânico é peça estratégica na equação do aftermarket. É o primeiro contato do consumidor com toda a cadeia, ou seja, estamos sempre desenvolvendo e preparando nossa Rede para atender da melhor forma possível o mecânico independente, de maneira a suprir as necessidades para encontrar a peça.

 

O Mecânico: Encerrado o ano de 2017 qual o balanço que a empresa faz?

Navi: Em 2017, a PitStop assim como em todos os anos, continuou crescendo. Mas vale salientar que a Rede cresceu tanto por novos membros, assim como por membros que já estavam na Rede e que abriram segundos, terceiros pontos de venda. Temos associados que entraram para rede com apenas uma loja e hoje possuem diversos pontos comerciais.

 

O Mecânico: Passado o primeiro quadrimestre de 2018, a expectativa é de crescer? Em qual porcentagem?

Navi: im, nossa expectativa é continuar crescendo. Entendemos que o ano de 2018, mesmo sendo um ano de Copa do Mundo e eleições será um ano de muitas possibilidades de crescimento para o aftermarket.

 

“O mecânico é peça estratégica na equação do aftermarket. É o primeiro contato do consumidor com toda a cadeia”

 

O Mecânico: E o mecânico independente, o que pode esperar da Rede PitStop?

Navi: Queremos ser a maior e mais completa rede de varejo. Capaz de garantir bom atendimento, entrega rápida, estoque diversificado e firmar-se como um real parceiro de negócios.