ZF revê expectativa de crescimento anual após números negativos do primeiro semestre

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A ZF divulgou os resultados financeiros do primeiro semestre de 2019 e suas expectativas tímidas de crescimento, entre 4% a 5%, para o ano. Segundo a empresa, nestes primeiros seis meses a multinacional registrou vendas de aproximadamente 18.4 bilhões de euros, tendo expectativa de chegar à casa de 37 bilhões no balanço de final de ano.

Embora o mercado de veículos comerciais pesados e os negócios industriais tenham ficado inicialmente estáveis, o crescimento das vendas da ZF desacelerou no primeiro semestre devido à venda significativamente mais baixa de automóveis no mercado mundial, particularmente na China.
A companhia destaca que esperava um desempenho levemente melhor nas vendas automotivas no geral. Além da crise econômica, fatores de política econômica como a incerteza com relação ao futuro do Brexit e questões tarifárias e comerciais estão promovendo um impacto negativo nos resultados.

A ZF explica que o baixo número de vendas de automóveis de passageiros e o alto investimento em P&D, particularmente para acionamentos elétricos, fazem com que a empresa reveja os gastos em áreas estabelecidas onde a crise econômica é evidente.




Produção de veículos tem crescimento de 8,4% e fica no negativo em exportações



A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta terça-feira (6) o balanço da indústria no mês de julho, que registrou aumento de 8,4% na produção de veículos em comparação com o mesmo mês de 2018. O cálculo abrange automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Em números, a produção deste ano foi de 266,4 mil, ante 245,6 mil do ano passado. Se compararmos o desempenho com o mês de junho, no qual a produção foi de 233,2 mil, o aumento foi de 14,2%. No acumulado do ano, o setor registrou aumento na produção de 3,6%, em comparação com os primeiros seis meses de 2018.

Com base nos dados, um dos pontos que chamam a atenção é a alta concorrente do mercado nacional e a pouca competitividade dos veículos automotivos brasileiros no mercado exterior, já que houve uma queda de 38,4% nas exportações do período de janeiro até julho em comparação ao mesmo ciclo de 2018.

Segundo a entidade, a grande concorrência ocorre porque por um lado se tem mais de 60 marcas disputando o mercado de veículos, máquinas agrícolas e rodoviárias, com uma oferta de quase 2.200 modelos e versões de todos os tipos, a grande maioria (87,9%) produzida localmente. Isso sem falar de marcas que passaram pelo país nas últimas décadas, mas não resistiram à disputa acirrada do mercado. “Em outros grandes segmentos da economia, geralmente se conta nos dedos de uma mão o número de empresas disputando o mercado brasileiro”, comparou Moraes.

Sobre os números de exportação, Moraes destaca que exceto na Argentina, onde os veículos brasileiros representam 63,1% das vendas, os veículos produzidos no Brasil acabam ficando com uma pequena fatia do mercado internacional. No México, parceiro de livre comércio, apenas 5,8% dos carros vendidos são feitos no Brasil. No restante da América Latina, que deveria ser um grande destino para produtos brasileiros, não chega a 10% de participação. Pior é nos outros continentes, onde os carros produzidos no Brasil só conseguem abocanhar fatias inferiores a 1%.

A Anfavea prepara para apresentar ao governo uma proposta de renovação da frota de veículos comerciais. Também negocia para melhorar as exportações. Eles comentam que pretendem não mais ficar na dependência da Argentina e para abrir novos mercados e que é preciso ser mais competitivo.




ZF divulga balanço de contas com crescimento em 2018



A ZF divulgou o balanço de suas contas em 2018 onde as vendas do Grupo aumentaram – ajustadas para efeitos de taxa de câmbio e atividades de fusões e aquisições (M&A) – em aproximadamente 6%, chegando a 36,9 bilhões de euros, sendo que o ano anterior foi de 36,4 bilhões de euros. O Lucro Antes de Juros e Impostos (EBIT) ajustado totalizou 2,1 bilhões de euros, com ano anterior em 2,3 bilhões de euros. A margem EBIT ajustada foi de 5,6% – ano anterior: 6,4%.

A ZF explica que aumentou seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no ano passado em mais 11%. Ajustada devido a mudanças contábeis, a ZF investiu um total de 2,5 bilhões de euros em P&D, sendo que no ano anterior foram 2,2 bilhões de euros. Isso corresponde a uma relação de custo de 6,7%.

Esses números positivos são consequência do plano de soluções para o futuro do automotivo denominado Next Generation Mobility. Dentro dessa estratégia a empresa criou o e.GO People Mover, miniônibus movido a eletricidade, que contará com recursos para direção autônoma no futuro. Há algumas semanas, a multinacional também anunciou a participação majoritária na 2getthere, fornecedora holandesa de sistemas elétricos e autônomos de transporte de passageiros.

Além de novas soluções de mobilidade, a ZF está desenvolvendo seu portfólio de produtos já estabelecidos, como por exemplo a transmissão automática de 8 velocidades para carros de passeio. A empresa assinou um contrato de fornecimento com a BMW AG para sua transmissão automática otimizada de 8 velocidades, incluindo uma variante híbrida. O contrato de longo prazo é o maior para transmissões automáticas na história da empresa.

De acordo com a empresa, outro passo importante para a ZF foi a aquisição planejada da WABCO, fornecedora líder global de sistemas de controle de frenagem, que conta com tecnologias e serviços para a melhoria da segurança, eficiência para caminhões, ônibus e trailers.
A ZF espera que as vendas do Grupo em 2019 estejam entre 37 e 38 bilhões de euros. A ZF está buscando uma margem EBIT ajustada entre 5,0% e 5,5%, assim como um fluxo de caixa livre ajustado para aquisições corporativas e vendas de cerca de 1 bilhão de euros.




Dayco fecha ano fiscal com recorde de peças faturadas



A Dayco concluiu seu ano fiscal com crescimento de 20% em relação ao ano anterior, além do recorde de peças faturadas no mês de fevereiro. Segundo a empresa, em 2018 foi investido fortemente nas ações do Brasil e em produtos e serviços de qualidade para atender aos seus clientes.

No segundo semestre de 2018 a empresa lançou mais de 50 itens e em 2019 a empresa entrou no segmento de correias para Scooter. A fabricante comenta o que este trabalho é apoiado por diversas ações e investimentos em marketing, suporte técnico, atendimento personalizado aos clientes através das equipes próprias regionais, entrega eficiente e parceria com todos os seus clientes.




Abrafiltros deve estimular setor com expectativas de crescimento para 2019



A Abrafiltros avalia boas perspectivas para o segmento de filtros em 2019. “Se o cenário político se mostrar favorável, há a expectativa de recuperação gradativa na economia e de as empresas garantirem bons resultados, pois, mesmo diante da crise que o Brasil enfrentou, o mercado de filtros nacional manteve a solidez.”, afirma João Moura, presidente da Abrafiltros.

A empresa comenta que as câmaras setoriais de filtros automotivos e industriais seguirão com as novas metas e projetos de trabalho, e como novidade será criada a Câmara Setorial de Filtros para Tratamento de Água, Efluentes e Reúso. “O objetivo é estimular o debate, fortalecer ainda mais setor de filtração e ainda possibilitar melhorias para o saneamento básico brasileiro”, explica Moura. Será promovido pela Abrafiltros também em 2019, o 1° Seminário Nacional de Filtros, com o objetivo de aproximar os diferentes segmentos e discutir tendências, inovações e o futuro do mercado de filtros.




Iochpe-Maxion cresce 35,4% no terceiro trimestre do ano



A Iochpe-Maxion, fabricante de rodas automotivas, cresceu 35,4% em sua receita operacional líquida no 3º trimestre, isso comparado ao trimestre anterior. Segundo a empresa, os bons resultados se dão por conta do crescimento da produção brasileira de veículos leves (4,3%) e veículos pesados (21,9%), o que elevou a receita de vendas no país para R$ 626,8 milhões.

São 31 fábricas em 14 países, sendo quatro delas no Brasil. Seus produtos são comercializados em mais de 42 países e destinados principalmente para os Estados Unidos, América Latina, África, Tailândia, Índia e Europa. “Os resultados do terceiro trimestre mostram que estamos no caminho correto, com a expansão dos negócios para atender nossos clientes globalmente e tendo como prioridades entregar produtos com alta qualidade e a busca continua pela inovação” afirma o Presidente & CEO da Iochpe-Maxion, Marcos S. de Oliveira.




Scania prevê crescimento de até 20% no mercado de caminhões em 2019



A Scania espera crescimento entre 10% e 20% em 2019 no mercado de caminhões acima de 16 toneladas (semipesados e pesados), segmento no qual a empresa atua. A informação foi revelada durante o lançamento oficial da nova geração de caminhões da marca, prevista para chegar às concessionárias em fevereiro de 2019.

“O setor de caminhões vive momento de recuperação ao longo do ano. A tendência é seguir este movimento para 2019”, revela o vice-presidente de Operações Comerciais da Scania no Brasil, Roberto Barral.

Para 2018, a Scania dobra a expectativa feita no início do ano. A expectativa da marca é crescer 60% sobre os 5.754 caminhões vendidos em 2017. “Prevemos que o mercado total acima de 16 toneladas venderá cerca de 50 mil unidades”, afirma Barral.




Entrevista – Vans um Segmento em Alta

Texto: Edison Ragassi

Jefferson Ferrarez é o atual diretor de vendas e marketing da Mercedes-Benz, no segmento de vans e picapes. Ele tem uma vasta experiência dentro da empresa, onde iniciou a vida profissional aos 15 anos de idade como estagiário. Passou por várias áreas nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e comerciais leves. O executivo recebeu a reportagem da Revista O Mecânico na fábrica em São Bernardo do Campo/SP. Publicamos nesta edição, partes de suas declarações. A entrevista exclusiva na integra está no site omecanico.com.br

Revista O Mecânico: O Brasil enfrentou nos últimos dois anos uma crise econômica. Ela afetou o segmento de vans?

Gilberto Heinzelmann: Sim, como todo o restante da economia. Mas eu digo que o nível de queda de mercado foi menor do que o do restante da gama de veículos comerciais mais pesados. Como o segmento de vans sempre foi um segmento cujo lastro financeiro era voltado para o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), quando o governo suspendeu por um tempo e depois entrou com outro formato de Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), que era o grande lastro dos veículos mais pesados, isso não afetou o cliente da van.
O Mecânico: Em 2018 o mercado de veículos novos, inclusive comercias, voltou a crescer. No segmento de vans os números voltaram a níveis positivos?

Heinzelmann: Sim, o mercado se recupera na velocidade que nos estimávamos de 15 a 20% de crescimento e por enquanto está se mantendo. Temos no acumulado do ano 17% de crescimento de mercado nas vans. Eu entendo que vá ficar nisso mesmo este ano, entre 15 e 20% em relação ao ano passado, quando chegamos a 17.200 unidades comercializadas.

O Mecânico: Tem alguma região do país que mais se destaca na compra de vans?

Heinzelmann: Em termos de compra de volume, São Paulo se destaca pela própria força de mercado. Mas em termos de participação de mercado, nós temos alguns locais que são bem históricos e pitorescos. O Rio de Janeiro é por exemplo uma praça aonde nós estamos presentes com 45% de participação. Este ano chegamos a ter 70% lá no Rio de Janeiro. Agora no Nordeste, temos capitais com 70 a 80% de presença.

“Em termos de compra de volume, São Paulo se destaca pela própria força de mercado.”



O Mecânico: No período de queda de vans novas, a empresa detectou aumento no fornecimento de peças e serviços?

Jeffeson Ferrarez: Sim. Mas no caso da Mercedes-Benz foi uma soma de duas ações. Teve a questão de o cliente não comprar van nova. Ter que ficar com o veículo que ele tem e consequentemente levar para as manutenções e revisões. Entendendo isso, o nosso concessionário começou a dar um foco maior para as situações de pós vendas, se estruturando melhor, criando campanhas, criando situações para trazer mais o cliente para a oficina dele. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que dentro da Mercedes entramos em um período de reestruturação do departamento de vans. Nós formamos a nossa área de pós-venda bem específica para esse segmento.

O Mecânico: O cliente da van também leva pacotes de serviços?

Ferrarez: Em grande parte sim. O veículo é comercial, quem compra uma van não compra para seu uso particular, é para uma finalidade comercial. Então para nós faz todo o sentido levar o pacote completo para o cliente.

O Mecânico: O segmento de reposição de peças das vans apresenta possibilidades de crescer?

Ferrarez: Nós temos um pátio, um parque de frota circulante muito grande. Só para você ter ideia, mesmo com toda essa situação econômica, nos cinco últimos anos o nosso faturamento em peças e serviços só cresceu, mesmo caindo a quantidade de venda e os volumes. O nosso crescimento em peças ele é um fato. Mas por quê? Mesmo ampliando o período de revisão dos carros que antes era de 10 mil e 20 milkm, e agora é 20 mil e 30 mil km. Veja só, nós ampliamos o período para o cliente ir até a revenda fazer as revisões e mesmo assim nosso faturamento aumentou. Mas porque isso? De fato, a profissionalização da nossa Rede levou mais confiança para nosso cliente, para que ele venha e tenha um atendimento mais garantido pela marca.

“Toda a nossa comercialização é com os concessionários, até por questõescontratuais.”



O Mecânico: O mecânico independente é uma realidade. Ele está no mercado e influencia em várias decisões. A empresa tem algum programa de aproximação com este público?

Ferrarez: O que nós temos é parcerias como fazemos por exemplo com o SENAI, e instituições como a FABET (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte), que são escolas profissionalizantes de técnicos, ou seja, mecânicos que dão manutenção nos produtos de gestores de frotas, de gente que trabalha na área porque tem muitos clientes. No caso, os frotistas muitas vezes tem sua oficina própria. Então nós fazemos essas parcerias para que esse público técnico da oficina independente, que trabalha dentro de um frotista, seja capacitado pela própria fabricante ou por técnicos treinados pela montadora, que vai até ele multiplicar os padrões de serviços que serão aplicados aos produtos.

O Mecânico: Na comercialização de peças existe algum programa para atender o mecânico independente?

Ferrarez: Não. Toda a nossa comercialização é com os concessionários, até por questões contratuais. Nós só podemos vender e fornecer peças para nossa Rede. Então assim, o mecânico independente que queira adquirir peças nossas ele terá que ir em algum concessionário ou alguma loja que o concessionário possa ter uma parceria.

O Mecânico: Há demanda no mercado para a van com câmbio automático. A Mercedes tem previsão para lançar este modelo?

Ferrarez: Infelizmente não temos. Eu também adoraria ter agora esse projeto, mas com esse produto que introduzimos a partir de 2012, não foi possível ter essa outra opção porque mudou toda a configuração do trem de força. Não foi possível e não justificou o investimento para o Brasil.

O Mecânico: E agora a Mercedes-Benz se prepara para entrar em outro segmento, o das picapes médias. Qual a expectativa para este veículo?

Ferrarez: Altíssima eu diria. Altíssima tanto internamente quanto externamente. Em todos os lugares as pessoas querem saber da picape porque nas mídias digitais você a vê para todo lado, todo mundo está falando. Os carros foram inicialmente comercializados na Europa, posteriormente nós começamos a comercialização na Austrália e na África do Sul. Este mês começa no Chile. Ou seja, os carros vão sendo introduzidos nos diversos mercados, fazendo com que seja mais falado, e as redes sociais vão comentando.

“Em todos os lugares as pessoas querem saber da picape porque nas mídias digitais você a vê para todo lado, todo mundo está falando.”



O Mecânico: Em termos de distribuição, a Mercedes vai utilizar as duas Redes, tanto as de carro quanto a de veículos comerciais?

Ferrarez: Sim, as duas redes. A picape tem um comportamento para uso privado. Mas nós temos algumas regiões aonde nosso concessionário de automóveis ainda não está. Ai nessas situações nós teremos concessionários de veículos comerciais também atuando. Mas logico, com uma padronização própria, atendimento próprio e local diferenciado. Quando eu falo do local, eu estou querendo dizer na cidade, mas não junto na mesma instalação. Num local próprio que vai ser preparado para a Classe X.

O Mecânico: Para realizar a manutenção e oferecer peças, a rede já está preparada para isso?

Ferrarez: Ainda estamos preparando a Rede. Como você falou, é um segmento novo. Então para fazermos uma coisa bem-feita demanda toda uma curva de preparação, de negociação e estruturação da Rede de concessionários.

O Mecânico: A Classe X estará no Salão do Automóvel de São Paulo na versão que será comercializada no Brasil?

Ferrarez: Sim. Em novembro o público já poderá vê-la ao vivo e a cores.

O Mecânico: Qual é a mensagem que vocêdeixa para o mecânico independente?

Heinzelmann: Esse mecânico tem que se especializar tanto quanto a Rede de concessionários se ele quiser continuar sendo competitivo no mercado. A única sugestão que eu poderia dar Ferrarez fato, é isso aí, que ele se preocupe e se especialize cada vez mais. Porque o cliente dele vai ficar cada vez mais exigente. É o mesmo comportamento que temos, nós estamos cada vez mais exigentes com tudo que temos na vida. Nosso padrão de referência a cada ano sobe um pouquinho mais. E para os mecânicos independentes eu entendo que é a mesma situação e eu falo para eles isso, e muitos estão nesse caminho e estudam pra caramba. Eu até fico surpreso pois dá para comparar com uma pós-graduação, ou um mestrado. É um nível aonde muitos profissionais vão atrás de muito conhecimento. É de se tirar o chapéu. Eu diria que esse é um caminho, se profissionalizar cada vez mais. É tipo um médico, que não pode parar de estudar nunca, porque a toda hora as montadoras estão soltando tecnologias novas. E é importante que ele esteja o mais atualizado possível.

“Esse mecânico tem que se especializar tanto quanto a Rede de concessionários se ele quiser continuar sendo competitivo no mercado.”



O Mecânico: Esta também é a missão da Revista O Mecânico, incentivar que o profissional a se atualizar.

Ferrarez: Não tem outro caminho. A tecnologia acelera muito rápido. Os concessionários têm uma vantagem porque a própria montadora que prepara os treinamentos e forçam eles a fazerem. Não tem essa de quer ou não quer, se ele quer ser representante da marca ele é obrigado a fazer o treinamento. Já os independentes têm que correr atrás. Quando eu falo em se profissionalizar, é profissionalizar o serviço como um todo.




Cummins produz 60% mais motores no Brasil durante o 1º semestre em 2018



A Cummins divulgou nesta sexta-feira (10) seus números de produção dos primeiros seis meses de 2018 no Brasil. A fabricante registrou 22 mil motores produzidos no período, aumento de 60% se comparado ao primeiro semestre de 2017. O saldo foi positivo em todas as quatro principais frentes de aplicações: a produção para caminhões rodoviários subiu 59%, enquanto o segmento de ônibus cresceu 75%, o de construção 58% e para geradores, 39%.

Producao de motores Cummins em Guarulhos cresceu 60%


Como o segundo semestre do ano passado foi mais aquecido economicamente, a projeção da Cummins é fechar o ano de 2018 com aumento entre 40% e 45% na comparação direta com a produção de 2017. Hoje, segundo a empresa, atualmente, a cada três caminhões vendidos no Brasil, um tem motor Cummins. A marca estampa os propulsores de 57% dos caminhões leves, 67% do segmento de médio porte e 11% dos pesados.

A Cummins destaca duas novas aplicações em 2018. Uma delas, o Ford Cargo Power, dotado de motorização ISB 6.7 com 310 hp de potência e torque de 1.100 Nm. Para atingir esses números, a engenharia da Cummins desenvolveu soluções a partir do turbo Holset, que teve sua vazão de ar e torque máximo revisados, além da otimização da combustão do motor. A outra é a linha VW Delivery equipada com motores ISF 2.8 e 3.8, nos quais os turbos, filtros e sistema de pós-tratamento são da Cummins. No Brasil e na Argentina, a Cummins também equipa 100% dos ônibus e caminhões Euro 5 fabricados pela Agrale.

Motor Cummins ISB 6.7 que equipa o o Ford Cargo Power


Outras unidades pertencentes à Cummins também apresentaram crescimento no mesmo período. O volume fabricado dos turbos Holset aumentou em 44% (de 21.357 para 30.661) e os filtros Fleetguard, em 8,3% (de 163, milhão para 1,77 milhão de unidades). A produção de sistemas de pós-catálise de gases aumentaram em 66,5% (de 12.266 para 20.424 conjuntos) e a de líquido de arrefecimento aumentou em 2% (de 1,94 para 1,98 milhão).

Fabricação de filtros da Fleetguard subiu 8,3%


Eletrificação e Euro 6
Mundialmente, a Cummins espera que a eletrificação do trem de força de veículos comerciais e urbanos ainda passe por um período de 20 a 25 anos de transição do modelo atual. Porém a empresa já criou uma nova Unidade de Negócios, a Electrified Power (EPBU) e realizou a compra de três empresas do segmento: duas fabricantes de baterias, a Brammo (especializada em baterias de baixa voltagem) e a Johnson Matthey (especializada em baterias de alta voltagem), além da Efficient Drivetrains, especializada na integração de trem de força, baseada no Vale do Silício, na Califórnia.

“A Cummins Inc. divulgou recentemente um investimento US$ 500 milhões em eletrificação previsto para os próximos três anos. Somos uma empresa que há 100 anos é líder em soluções de powertrain e integração veicular com conhecimento profundo das necessidades de nossos clientes. A inteligência nos negócios de motores nos favorece para desenvolver a eletrificação e a nossa missão é a de ser líder também neste segmento, provendo hardware, softwares e inteligência como ninguém”, afirma o vice­presidente da Cummins Inc., Luis Pasquotto, que também é presidente da Cummins Brasil e responsável pela Unidade de Negócios de Motores da Cummins na América Latina.

Alinhada às estratégias globais, a Cummins Brasil investiu R$ 400 milhões desde 2015 em engenharia, produtividade, ergonomia, melhorias e desenvolvimento de produto. A fábrica de Guarulhos/SP foi modernizada com novas salas de testes para ganhos de produtividade, segurança e qualidade. O investimento já visa preparar a unidade brasileira para a demanda da norma Euro 6, que deve ser implementada no México e na China em 2021. Para o Brasil, o Rota 2030 prevê a aplicação a partir de 2023.

A tecnologia Euro 6 já é fornecida pela Cummins no mercado europeu em 2014 e, desde então vem modernizando e aperfeiçoando uma nova plataforma de motores para inserir nos mercados emergentes. Para isso, anuncia que alocou um time da engenharia brasileira integrada com o desenvolvimento global com o objetivo de modernizar e aperfeiçoar os motores Euro 6, tornando-os mais acessíveis, eficientes e confiáveis.




Bosch registra crescimento na América Latina



A Bosch anuncia os números do fechamento de seu ano fiscal de 2017. Segundo a empresa, as vendas totais chegaram a R$ 6,1 bilhões na América Latina, incluindo exportações e vendas das empresas coligadas, o que representou um aumento de 7% quando comparado a 2016. “A América Latina continua a ser uma região estratégica para a Bosch e o nosso desempenho positivo reforça isso”, comenta o presidente da Robert Bosch América Latina, Besaliel Botelho.

A análise feita pela empresa aponta que as operações do grupo no Brasil foram responsáveis por 80% do volume de vendas na América Latina, atingindo 4,9 bilhões de reais, sendo 28% gerados a partir das exportações. Os mercados Latino Americano, Norte Americano e Europeu continuaram sendo os principais destinos dos produtos fabricados. Quanto ao número de funcionários, 2017 fechou com cerca de 10 mil colaboradores, sendo 8.300 deles no Brasil. Para 2018, a marca espera que este quadro permaneça estável.

Investindo em soluções de retrofit, a Bosch busca possibilitar que o setor industrial brasileiro conecte suas máquinas de forma mais rápida e econômica. Apesar das máquinas no país estarem em operação há 17 anos, sensores da marca alemã agem como gateway de internet, permitindo que ocorra maior conectividade para essas linhas de produção. Soluções como manutenção preditiva, monitoramento das condições e comunicação máquina a máquina são algumas medidas que devem ser tomadas por essas atualizações. “Nossa solução I4.0 retrofit permite aumentar a capacidade de utilização em mais de 10%, enquanto reduz para quase a metade os custos de manutenção, inspeção de máquinas e de peças produzidas”, finaliza Botelho.