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Seminário da Reparação Automotiva discute rumos de crescimento do setor

Realizado pelo GMA (Grupo de Reparação Automotiva), o Seminário da Reposição Automotiva reuniu 500 participantes, entre fabricantes de autopeças, distribuidores, lojistas e reparadores, além de dirigentes das entidades que representam o setor, como o Sindipeças, Sicap/Andap, Sincopeças/SP, Sindirepa/SP, IQA, entre outras. No teatro da Fiesp, em São Paulo, no dia 13 de setembro, a 17ª edição do Seminário promoveu a discussão de temas que interferem todos os elos da cadeia produtiva automobilística, entre fabricantes de autopeças, distribuição, varejo e oficinas, desde o panorama econômico atual até a importância da especialização do profissional da reparação frente a evolução tecnológica dos veículos.

Lideranças do setor de reposição concordaram que o cenário é muito favorável para o setor de reparação de veículos, levando em conta o crescimento médio do setor em 10% nos últimos anos e a expectativa da frota chegar a 50 milhões de unidades até 2015, segundo estimativas do Sindipeças. Mas, nas palestras, os especialistas alertaram para o desafio do setor em qualificar a mão de obra para a tecnologia embarcada nos novos modelos e para o aumento da demanda de peças e de manutenção que pode ocorrer com a adoção da Inspeção Veicular em mais regiões do país.

O painel de debates que encerrou o Seminário foi mediado pelo coordenador do GMA, Antônio Carlos Bento, e contou com representantes da indústria e da distribuição, que garantiram que é possível atender a demanda que virá com o aumento dos modelos de veículos importados e lembraram do trabalho de logística aprimorado ao longo dos anos para cobrir o abastecimento de peças em todo o Brasil.

Por sua vez, o especialista em desenvolvimento industrial do Senai, Paulo Rech, falou sobre a certificação profissional que a entidade irá oferecer de acordo com a norma ABNT 15681, que indicará a aptidão do reparador para cada área do carro. O presidente do Sindirepa-SP, Antonio Carlos Fiola, falou da necessidade investimento tanto em mão de obra quanto em equipamentos e modernização dos métodos de gestão, fatores que levaram muitas oficinas a fecharem a portas e que serão essenciais para que as oficinas independentes continuem a ter participação majoritária no mercado de reparação.

“Hoje, temos 500 modelos diferentes de veículos e a especialização da mão de obra é fundamental para atender a essa frota bem diversificada”, explicou Fiola, que também comentou sobre a dificuldade ao acesso às informações técnicas para fazer a manutenção do veículo, o que é um entrave para o setor. No Brasil, hoje são 92 mil oficinas independentes que respondem por 80% da reparação da frota de veículos brasileira, que atualmente é estimada em 32,5 milhões, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

O diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, falou sobre a certificação de autopeças, que pretende inibir a entrada de produtos falsificados no mercado. Já o engenheiro da Cetesb, Olímpio Álvares Jr., falou sobre o processo de implementação da Inspeção Veicular em mais regiões do país e da Inspeção Técnica, esta aguardando aprovação no Congresso Nacional. Enquanto isso, o programa de emissões, que é estadual, está avançando e deve ser concluído em 2012.

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