Revisão de outono: frio pode aumentar consumo de combustível e causar falhas na partida

Niterra alerta que velas de ignição desgastadas comprometem o desempenho do motor em dias frios

Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, motoristas devem redobrar a atenção com a manutenção preventiva do veículo, especialmente no sistema de ignição. Segundo a Niterra, multinacional responsável pelas marcas NGK e NTK, o frio impacta diretamente a eficiência da partida do motor e pode elevar o consumo de combustível.

De acordo com a empresa, temperaturas mais baixas dificultam a vaporização do combustível, tornando o processo de combustão mais complexo. Nessa condição, o correto funcionamento do sistema de ignição é essencial para garantir partidas rápidas e funcionamento estável do motor.

Velas de ignição desgastadas, aplicação incorreta ou acúmulo de resíduos podem comprometer a centelha, provocar falhas na ignição e aumentar tanto o consumo de combustível quanto a emissão de poluentes. Além disso, parte do combustível não queimado pode contaminar o óleo lubrificante, acelerando o desgaste interno do motor.

A Niterra explica que veículos mais antigos utilizam sistemas auxiliares de partida a frio com injeção de gasolina para facilitar o funcionamento quando abastecidos com etanol. Já modelos mais recentes contam com sistemas de aquecimento do combustível, enquanto motores com injeção direta dispensam esse recurso graças à alta pressão de injeção, que melhora a atomização do combustível.

Entre os principais sinais de alerta nesta época do ano estão dificuldade na partida, falhas de funcionamento, aumento no consumo de combustível e perda de desempenho. Segundo a fabricante, ignorar esses sintomas pode gerar danos mais graves e elevar os custos de manutenção.

“A eficiência do sistema de ignição é ainda mais crítica em temperaturas mais amenas. Uma centelha fraca ou irregular compromete a queima do combustível e afeta diretamente o desempenho do veículo”, afirma Hiromori Mori.

A recomendação da empresa é realizar a inspeção do sistema de ignição uma vez por ano ou a cada 10 mil quilômetros, principalmente em veículos submetidos a uso severo, como trânsito intenso, trajetos curtos frequentes ou utilização de combustível de baixa qualidade.

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