Produção de veículos tem crescimento de 8,4% e fica no negativo em exportações



A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta terça-feira (6) o balanço da indústria no mês de julho, que registrou aumento de 8,4% na produção de veículos em comparação com o mesmo mês de 2018. O cálculo abrange automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Em números, a produção deste ano foi de 266,4 mil, ante 245,6 mil do ano passado. Se compararmos o desempenho com o mês de junho, no qual a produção foi de 233,2 mil, o aumento foi de 14,2%. No acumulado do ano, o setor registrou aumento na produção de 3,6%, em comparação com os primeiros seis meses de 2018.

Com base nos dados, um dos pontos que chamam a atenção é a alta concorrente do mercado nacional e a pouca competitividade dos veículos automotivos brasileiros no mercado exterior, já que houve uma queda de 38,4% nas exportações do período de janeiro até julho em comparação ao mesmo ciclo de 2018.

Segundo a entidade, a grande concorrência ocorre porque por um lado se tem mais de 60 marcas disputando o mercado de veículos, máquinas agrícolas e rodoviárias, com uma oferta de quase 2.200 modelos e versões de todos os tipos, a grande maioria (87,9%) produzida localmente. Isso sem falar de marcas que passaram pelo país nas últimas décadas, mas não resistiram à disputa acirrada do mercado. “Em outros grandes segmentos da economia, geralmente se conta nos dedos de uma mão o número de empresas disputando o mercado brasileiro”, comparou Moraes.

Sobre os números de exportação, Moraes destaca que exceto na Argentina, onde os veículos brasileiros representam 63,1% das vendas, os veículos produzidos no Brasil acabam ficando com uma pequena fatia do mercado internacional. No México, parceiro de livre comércio, apenas 5,8% dos carros vendidos são feitos no Brasil. No restante da América Latina, que deveria ser um grande destino para produtos brasileiros, não chega a 10% de participação. Pior é nos outros continentes, onde os carros produzidos no Brasil só conseguem abocanhar fatias inferiores a 1%.

A Anfavea prepara para apresentar ao governo uma proposta de renovação da frota de veículos comerciais. Também negocia para melhorar as exportações. Eles comentam que pretendem não mais ficar na dependência da Argentina e para abrir novos mercados e que é preciso ser mais competitivo.