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Peugeot 208: com novos motores, esbanja tecnologia e dispensa o tanquinho de gasolina

A ideia de conquistar o segmento compacto premium ainda não emplacou, mas com muito charme e um conjunto mecânico moderno o modelo franco-brasileiro ainda tem chances de se destacar

Texto e fotos: Carolina Vilanova

Quando lançou o 208 ainda no primeiro semestre de 2013, a Peugeot considerou o modelo como um “divisor de águas”. Um compacto premium fabricado no Brasil que tinha tudo para ganhar mercado: design, esportividade e um conjunto mecânico moderno e tecnologicamente avançado. Não se pode dizer que essa difícil tarefa foi alcançada com louvor, em fevereiro de 2014, por exemplo, foram comercializadas 1924 unidades e o veículo ficou na 35ª colocação no ranking total, perdendo para seu conterrâneo fabril, o Citroen C3, que vendeu 2937 e foi o 24º colocado (Fonte: Fenabrave, Abeiva e Jato Dynamics).

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Mas não se pode negar que o modelo tem um toque especial que dá gosto de ver e dirigir. Sem contar que a propaganda da “Corrida Maluca” também foi uma grande atração para o público. É disponibilizado em duas versões de motorização: 1.5l nas versões Active e Allure e 1.6l para a versão top de linha Griffe. Testamos justamente a versão mais potente top de linha, e a impressão é que os mecânicos têm muito o que aprender com esse pequeno notável.

A começar pelo motor: 1.6l 16V Flex, que ganhou o nome interno na montadora de EC5, um substituto do conhecido TU5JP4, com uma série de modificações na construção e nos componentes internos, que ficaram mais leves e reduziram o atrito. Caracteriza-se pelo equilíbrio entre potência, torque e economia, mas seu grande destaque é o sistema Flex Start, que elimina o reservatório de gasolina (tanquinho) localizado no compartimento do motor para realizar a partida a frio, ou seja, pega na hora e emite menos poluentes mesmo com o uso do álcool.

No acabamento interno do bloco, a rugosidade foi diminuída para evitar o atrito e girar mais livremente, promovendo como consequência menor consumo de combustível. Os pistões são construídos em alumínio com uma massa diferente, e consequentemente, com a altura de saia e o desenho do topo reformulado. Também para reduzir o atrito os anéis de pistão tiveram a altura reduzida. As bielas são forjadas e fraturadas, concebidas para ter massa oscilante reduzida com relação aos motores anteriores, com uma elevada redução de peso.

Além dessas modificações, o motor ganhou uma polia do virabrequim em formato oval, bomba de óleo do tipo variável, ou seja, ajusta automaticamente o fluxo de óleo enviado de acordo com a rotação e a carga do motor, e coletor de admissão e tampa do motor construídos em plástico com redimensionamento de tamanho para reduzir o peso e melhorar a entrada do ar.

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Ainda foi adotado o sistema o comando de válvulas variável na admissão (VVT) que varia o fluxo de ar e os tempos de abertura das válvulas conforme a necessidade identificada pela relação de aceleração e comportamento do motor. Com todas essas alterações, o propulsor é capaz de gerar 122 cv de potência a 5.800 rpm e torque máximo de 16,4 kgfm a 4.000 rpm com etanol e 115 cv a 6.000 rpm com torque de 15,5 kgfm com uso exclusivo da gasolina.

Como foco na otimização do seu funcionamento com cada combustível, a taxa de compressão da versão flexfuel é de 12,5:1. Os valores das alturas são de 1,0 mm do anel de compressão, 1,0mm do anel raspador e 1,5 mm do anel de óleo que proporcionam melhor eficiência.

Mas a grande inovação do motor é o sistema Flex Start, desenvolvido pela Bosch, que elimina o uso do tanquinho de gasolina, para uso na hora da partida quando o taque está cheio com álcool e a temperatura mais baixa. O princípio da tecnologia é pré-aquecer o combustível antes que seja injetado por meio de uma nova galeria de combustível, com elementos de aquecimento integrados (lanças aquecedoras), uma unidade de controle de aquecimento e o software de controle do sistema.

Assim, o motorista não precisa mais abastecer o reservatório de gasolina, além disso, melhora a resposta do motor à aceleração, independentemente da temperatura; além de reduzir as emissões de poluentes, de acordo com a PSA.

 

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A versão Active e Allure são equipadas com a transmissão manual de cinco velocidades e a versão Griffe tem opção de caixa automática que permite troca de marchas na própria alavanca do câmbio ou através da borboleta situada na coluna de direção. A transmissão automática seleciona a programação mais adequada para a circunstância enfrentada pelo motorista, acoplando dispositivos programados para os modos “esporte” ou “econômico”, de acordo com as condições externas de relevo da estrada, aderência, carga, aceleração ou desaceleração e condições internas, como temperatura, pressão de óleo e motor frio, por exemplo.

O dinamismo do modelo deve-se a suspensão dianteira pseudo-McPherson e a traseira com travessa deformável, com a mola e o amortecedor ajustados com uma calibração específica para circulação nas vias brasileiras, garantindo uma performance que une conforto com esportividade.

A lista de equipamentos do hatchback engloba dois airbags frontais, alerta de afivelamento do cinto condutor de série, cinco cintos de segurança com três pontos de fixação com os da frente contendo pré-tensionadores e bloqueio de folga e os de trás, laterais e central com bloqueio de folga. O 208 também é equipado com sistema de frenagem ABS com repartidor eletrônico de frenagem (REF) e auxílio.

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O modelo possui direção com assistência elétrica variável, com o volante integrando controle das funções do rádio e bluetooth, ar-condicionado automático digital de três modos, vidro elétrico com comando sequencial e função anti-esmagamento, função “follow me home” que deixa os faróis ligados por um período quando o motorista sai do carro, alarme periférico e volumétrico, função “lead me to the car” que aciona os faróis por meio de um comando na chave, travas elétricas com comando na chave, sensor de obstáculo traseiro, piloto automático com limitador de velocidade e computador de bordo.

Os preços do Peugeot 208 no modelo 1.5 começam em R$ 39.990 e nas versões 1.6 são a partir de R$ 50.690. O carro tem três anos de garantia total e um pacote de revisão com preços fixos.

Ficha técnica
MOTOR
Número de cilindros: 4 cilindros
Número de válvulas: 16 válvulas
Cilindrada: 1.6
Potência máxima: 122 cv a 5.800 (etanol) e 115 cv a 6.000 (gasolina)
Torque máximo: 16,4 kgfm a 4.000 (etanol) e 15,5 Kgfm a 4.000 (gasolina)
Alimentação: Injeção eletrônica multiponto seqüencial
Comando de válvulas: Acionamento por correia, variável na admissão

TRANSMISSÃO
Caixa de mudanças automática sequencial de 4 marchas

DIREÇÃO
Direção Elétrica com assistência variável

SUSPENSÃO
Dianteira: Tipo Pseudo McPherson, independente, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos pressurizados à gás e barra estabilizadora
Traseira: Travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos pressurizados à gás e barra estabilizadora

FREIOS
Dianteiros: Discos ventilados 266 x 22 mm
Traseiros: Tambor 8″

PNEUS
195/55 R16 (Fuel Saver)

 

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