Entra em operação os primeiros ônibus de 15 metros

A Marcopolo fez a entrega de 20 ônibus Paradiso 1800 Double Decker (dois pisos) com 15 metros de comprimento para a Solimões Transportes, empresa do Grupo Eucatur, operadora de transportes de passageiros do Paraná. Focada para o transporte rodoviário, os ônibus serão utilizados nas linhas entre as cidades do Rio Grande do Sul e de Roraima.

 

Segundo a empresa, a escolha pelo novo modelo Double Decker de 15 metros se deve ao fato de ser o ônibus rodoviário de maior tamanho do mercado brasileiro. Com um metro a mais no seu comprimento (os veículos convencionais têm 14 metros), o Paradiso 1800 DD 15 metros oferece, como diferencial, capacidade para 60 passageiros, além de mais espaço no salão inferior e no bagageiro. A nova configuração permite espaçamento maior entre poltronas que representa benefícios e vantagens para o operador e também para o passageiro.

 

Com chassi Volvo B450R 8X2, o Paradiso possui ar-condicionado, sanitário e sistema audiovisual com rádio MP3, DVD, monitores e tomadas de energia para carregamento de equipamentos eletrônicos. O modelo tem capacidade de transportar 12 passageiros em poltronas leito no piso inferior e conta com 48 poltronas semileito, com descansa-pernas, no piso superior.

 

A iluminação do salão de passageiros é toda em LEDs, com luzes indiretas, que criam um ambiente de comodidade e sofisticação. Os LEDs estão presentes também nas luzes de leitura dos porta-focos, com acionamento por toque, que contam ainda com saídas individuais para ar-condicionado, plug para fone de ouvidos e controle de volume do som.

 

O Paradiso 1800 Double Decker de 15 metros desenvolvido para a Solimões Transportes conta com pintura exclusiva que destaca a fauna brasileira da região amazônica. O veículo possui com conjunto ótico com LEDs nas luzes de direção e de posição – Daytime Running (acendimento da luz de posição durante o dia), que aumentam a eficiência luminosa e a durabilidade e reduzem a necessidade de troca/manutenção. Também contribuem para maior segurança os sistemas de monitoramento e de auxílio de estacionamento, com sensores de distância.

Venda de veículos importados tem retração de 41,7%

As dezoito marcas filiadas à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) comercializaram, em janeiro, 1.945 unidades. Este total é 41,7% inferior às 3.336 unidades vendidas em dezembro de 2016.

 

Ao comparar com do ano passado, a queda foi de 47%. Os veículos importados emplacados em janeiro representam 1,35% do mercado interno, que licenciou 143.582 unidades de automóveis e comerciais leves.

 

“Os primeiros meses do ano são, historicamente, muito fracos ao setor automotivo, mas no caso dos veículos importados os baixos volumes de comercialização são preocupantes, sobretudo porque estamos contingenciados por sistema de cotas, até o limite de 400 unidades por mês, ou 4.800 unidades anuais, sem os 30 pontos percentuais”, fala José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, para quem “fora dessas cotas, os nossos produtos perdem competitividade nos preços ao consumidor final”.

 

Produção local

Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de janeiro com 973 unidades emplacadas, total que representou queda de 33,9% em relação ao mês anterior. Comparado a janeiro de 2016, houve aumento de 53,5%, quando foram emplacadas 634 unidades nacionais.

 

Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,88% em janeiro de 2017.

Cooper Standard completa 20 anos e planeja crescer

A Cooper Standard, empresa especializada em sistemas de vedação, antivibração e componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva, completa 20 anos de história no Brasil.

Segundo divulgado, o último ano foi bastante movimentado e intenso para empresa, pois além de colocar em prática seu plano de reestruturação, com objetivo de fortalecer as operações nacionais diante do grupo mundial, novos investimentos foram feitos e duas novas técnicas foram implementadas, em busca da otimização dos processos de qualidade, para aumentar a eficiência e o valor agregado dos componentes.

Outros desafios encarados pelo Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul, que assumiu o cargo há menos de dois anos foram as mudanças organizacionais, continuidade dos projetos sociais, entre outros. “Durante duas décadas a empresa colaborou fortemente com o desenvolvimento das regiões em que atua, além de ter se consolidado no mercado como um grande player no fornecimento de sistemas de vedação, antivibração e componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva. Agora, principalmente por conta do período crítico de crise, temos como meta construir uma empresa ainda mais forte e preparada para novos desafios”, declara o executivo.

 

A companhia iniciou suas atividades com a construção da primeira fábrica no país, em 1995, localizada na cidade de Varginha/MG. Com atuação na divisão Sealing a unidade recém-construída deu início aos testes da linha de produção, e no ano seguinte desenvolveu seu primeiro projeto para o fornecimento do sistema de vedação para o automóvel Fiat Palio, lançado na época.

 

Em 2002, a Cooper Standard iniciou as atividades ligadas à unidade de Camaçari/BA, que opera dentro da Ford, para a produção de peças da divisão Fuel and Brake. Atualmente, mais duas outras operam pelo Brasil, nas cidades de Atibaia/SP e Varginha/ MG, no total são 1.300 colaboradores responsáveis pela produção de componentes automotivos para as principais montadoras do país.

 

Entre os principais produtos da companhia estão as guarnições de porta e porta malas, produzidos pela divisão Sealing, e os tubos de freio e combustível, desenvolvimentos pela Fuel and Brake.

Mercedes-Benz é líder nas vendas de ônibus urbanos no País

Mercedes-Benz lidera o ranking de modelos de ônibus mais vendidos no Brasil. A marca emplacou, ano passado, mais de 3.100 chassis OF 1721 no mercado brasileiro. O modelo teve 1.300 unidades comercializadas a mais do que o segundo colocado do ranking, a participação no segmento foi de 73%. “Para se ter a dimensão exata do expressivo significado dessa conquista, o OF 1721 superou em 1.305 unidades o total vendido pela marca que ocupa a segunda colocação no ranking de vendas, e que leva em consideração a soma de seus chassis urbanos e rodoviários”, destaca Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esse resultado reafirma o posicionamento do OF 1721 como um grande campeão de vendas da história da Empresa, com 46.392 unidades comercializadas em 19 anos de mercado”.

Desenvolvido para receber carroçarias de até 13,2 metros, o OF-1721 vem equipado com o motor eletrônico OM-924 LA de 4 cilindros, que oferece potência de 208 cv a 2.200 rpm e torque de 780 Nm de 1.200 a 1.600 rpm.

Além da tradicional configuração com suspensão metálica, o OF 1721 é oferecido também com suspensão pneumática. De acordo com o executivo, o OF 1721 tem obtido grande preferência nas renovações e ampliações de frotas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, São Luís, Natal, Fortaleza, Vitória, Brasília e Florianópolis.

Janeiro registra aumento na produção de veículos novos

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na segunda-feira, 6, em São Paulo, os resultados da indústria automobilística no primeiro mês do ano. Os dados apontam que a produção em janeiro chegou a 174,1 mil unidades, o que representa crescimento de 17,1% em relação a janeiro de 2016, com 148,7 mil. Na análise contra as 199,9 mil unidades fabricadas em dezembro do ano passado, recuou 12,9%.

 

As exportações no primeiro mês de 2017 ficaram em 37,2 mil unidades, superior em 56% ante as 23,8 mil de igual período do ano passado, mas 40,8% menor do que as 62,8 mil unidades enviadas para outros países em dezembro passado.

 

Caminhões e ônibus

O segmento de caminhões registrou 2,9 mil unidades negociadas em janeiro deste ano, contração de 33,3% sobre as 4,4 mil de janeiro do ano passado e de 33,8% contra as 4,5 mil unidades de dezembro de 2016. A produção de caminhões cresceu 7,8%: foram 4,5 mil produtos em janeiro de 2017 e 4,2 mil no mesmo mês de 2016. Contra as 4,1 mil unidades fabricadas em dezembro do ano passado, a alta foi de 9,3%. As exportações no setor ficaram 26,5% maiores em janeiro, com 1,0 mil unidades sobre as 0,8 mil do primeiro mês do ano passado, e apresentaram recuo de 56,2% frente as 2,4 mil unidades de dezembro.

 

O licenciamento de ônibus declinou 51,2% ao se defrontar as 0,5 mil unidades de janeiro deste ano com as 1,0 mil do mesmo mês de 2016. Quando comparado com as 0,7 mil unidades de dezembro, o setor retraiu 24,3%. A produção de chassis para ônibus mostrou diminuição de 9,1% no resultado: foram 1,1 mil unidades em janeiro deste ano e 1,2 mil no primeiro mês do ano passado. Sobre as 0,9 mil de dezembro de 2016 houve acréscimo de 9,9%.

 

Máquinas agrícolas e rodoviárias

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias em janeiro ficaram superiores em 74,9%, com 2,8 mil unidades contra as 1,6 mil do primeiro mês do ano passado. Na análise contra dezembro de 2016, quando 4,2 mil unidades foram negociadas, o resultado caiu 33,6%.

 

A produção no segmento cresceu 82,2%: foram 3,0 mil unidades neste primeiro mês do ano e 1,7 mil em 2016. Contra dezembro, com 5,7 mil unidades, o balanço mostrou uma diminuição de 47,1% na fabricação de novos produtos. As exportações de 477 unidades no primeiro mês de 2017 subiram 42,4% contra as 335 unidades de igual período do ano anterior, mas caíram 49,8% sobre as 950 unidades de dezembro.

 

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas. “Já esperávamos que o mês de janeiro e o primeiro trimestre como um todo fossem difíceis. Afinal, apesar de diversos indicadores já apontarem sinais positivos, o nível de desemprego ainda está alto. Nossa expectativa para o restante do ano é de uma melhora gradual”.

Pierburg lança bombas de óleo para veículos leves e pesados

As bombas de óleo da marca Pierburg atendem os motores TU3JP 1.4L 8v Flex, das fabricantes Peugeot e Citroën, os quais equipam os veículos Citroën C3, Peugeot 206 e 207, produzidos a partir de 2000. Na linha Fiat, a empresa lança bombas de óleo para os motores Fire Evo 1.0L e 1.4L 8v e Fire Flex 1.0L, 1.3L e 1.4L 8v, eles equipam os veículos Uno, Palio, Dobló, Fiorino, Siena, Strada, entre outros.

 

Nos modelos da Renault, as bombas de óleo são para veículos com a motorização K4M 1.6 16v Hi‐Flex, 1.6L 8v e K7M 1.6 8v Hi‐Torque, que equipam o Clio (hatch/sedã), Scénic, Mégane, Mégane Grand Tour, Kangoo, Logan, Sandero e Symbol. As bombas de óleo linha leve da Pierburg estão disponíveis para os modelos Chevrolet, com motor Flexpower 1.0L e 1.8L, Econoflex 1.4L e 1.6L MPFI do Agile, Celta, Corsa, Prisma, Meriva e Montana.

 

Já na Ford, os lançamentos atendem motores da linha leve como Supercharger 1.0L e Zetec Rocam 1.0L e 1.6L que equipam veículos como EcoSport, Fiesta, Focus, Courier e Ka.

 

Para a linha pesada as bombas de óleo BF são aplicados nos motores 4.4L, BSD 444 T e FNH 256 NA, 3.9L, ISBE 5.9L, 4BT 3.9L, 4BTAA 3.9L, 6BT/BTA/BTAA 5.9L e 6 C/CT/CTA/CTAA 8.3L da Cummins. Os novos itens abrangem também os motores 4.2 TCE, 6.2 TCE e MaxxForce 7.2H Euro 5 da MWM.

 

Os motores das fabricantes de veículos pesados e máquinas agrícolas Mercedes-Benz, Volvo, John Deere, entre outros também contam com bombas de óleo da marca BF no mercado de reposição.

Ford testará a nova van Transit Custom Híbrida Plug-in em Londres

A Ford Europa anunciou um projeto experimental para testar em operação comercial na cidade de Londres, Inglaterra, a nova van Transit Custom Híbrida Plug-in, que tem lançamento comercial previsto para 2019, como parte do investimento de US$4,5 bilhões da marca em veículos elétricos.

 

A Ford é a primeira fabricante a oferecer essa tecnologia no segmento de vans utilizando o sistema híbrido plug-in que permite a rodagem elétrica recarregável em trajetos urbanos e tem um avançado motor a combustão para viagens mais longas.

 

Programada para iniciar no segundo semestre do ano, a frota de 20 vans híbridas plug-in faz parte do compromisso da Ford de trabalhar com grandes cidades de todo o mundo para enfrentar seus desafios de transporte e facilitar a circulação de pessoas e mercadorias. Há também 20 unidades da van de passageiros Transit Connect híbridas em teste como serviço de táxi em Nova York e outras grandes cidades norte-americanas.

 

O plano de eletrificação da marca é focado nas suas áreas fortes, com versões elétricas de seus veículos comerciais, picapes, utilitários esportivos e carros de alta performance mais populares e de maior volume. O objetivo é torná-los ainda mais eficientes em termos de economia de combustível e de redução de emissões, além de oferecer prazer na direção.

 

Experiência londrina

O projeto londrino é apoiado pelo Centro de Propulsão Avançada do Reino Unido e faz parte do plano da Ford de lançar 13 novos veículos elétricos globais nos próximos cinco anos. As novas vans híbridas serão usadas em diferentes frotas comerciais de Londres, incluindo a Transport for London, para estudar como esses veículos podem contribuir para as metas de ar mais limpo e aumentar a produtividade no transporte urbano.

 

Durante 12 meses os veículos serão usados em serviços de manutenção e entrega, operando somente com energia elétrica na maioria dos trajetos. Em um dia de semana típico, os veículos comerciais de Londres somam cerca de 280.000 viagens, percorrendo um total de 13 milhões de quilômetros. As vans representam 75% do movimento no pico do tráfego de carga, com mais de 7.000 veículos por hora somente no centro da capital inglesa.

Queda nas vendas de veículos novos em Janeiro

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apurou, nesta quarta-feira, 1 de fevereiro, o desempenho do setor automotivo no mês de janeiro, em comparação com dezembro de 2016 e com o mesmo mês de 2016.

 

No levantamento dos emplacamentos, o primeiro mês de 2017 teve queda de 25% sobre dezembro de 2016 nas vendas de todos os segmentos somados, onde se incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros. Ao todo, foram comercializadas 224.164 unidades em janeiro, contra 298.898 no mês anterior. Na comparação com janeiro de 2016 (260.909 unidades), o setor apresentou retração de 14,08%.

 

Os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram queda de 27,85% em janeiro. Foram emplacadas 143.582 unidades, contra 199.000 em dezembro de 2016. Se comparado com janeiro do ano passado (149.677 unidades), o resultado aponta queda de 4,07%. Se considerados apenas os comerciais leves, houve crescimento de 20,4% na comparação de janeiro 2017 e o mesmo mês de 2016.

 

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, tradicionalmente, janeiro é um mês mais fraco nas vendas de veículos em função da antecipação de compras em dezembro e dos compromissos da população no início do ano. “As promoções do final do ano e o 13º salário, geralmente, atraem o público a adquirir um veículo, como o automóvel, por exemplo. Já o início de ano é marcado por muitos compromissos financeiros para as famílias, como IPVA, matrícula e material escolar, entre outros. Com isso, o consumidor se retrai para fazer novos investimentos no primeiro mês do ano”, explicou o presidente da entidade.

 

Na análise da Fenabrave, os dados apontam para uma redução na queda das vendas de automóveis e comerciais leves, se avaliados os resultados comparativos entre janeiro de 2017 e do mesmo mês de 2016. “Houve aumento nos emplacamentos de comerciais leves, o que demonstra uma sinalização de retomada na economia”, afirma Assumpção Júnior.

Banco Mercedes-Benz encerra 2016 na liderança de repasses do Finame

O Banco Mercedes-Benz conquistou, em 2016, o primeiro lugar no ranking de liberação de repasses do Finame entre as instituições financeiras. No ano passado, foram liberados R$ 1,56 bilhão para financiar a compra de 11.473 veículos pesados. Esse montante é 2,6% superior ao registrado em 2015, que foi de R$ 1,52 bilhão.

“Essa liderança comprova que estamos cumprindo a nossa missão, que é a de trabalhar em conjunto com a fábrica e a rede de concessionários para garantir ainda mais agilidade nos processos de repasse para o Finame, mesmo em um ano como 2016, em que as instituições financeiras foram um pouco mais conservadoras na oferta dessa linha de crédito”, afirma o presidente do Banco Mercedes-Benz, Bernd Barth. “Nossa expertise é garantir as melhores condições tanto para o consumidor final como para as revendas, para que eles possam efetuar seus negócios”, completa.

 

Outro destaque em 2016 foram os negócios envolvendo ônibus, que somaram R$ 461,5 milhões, volume 62,2% superior ao registrado em 2015, quando o total foi de R$ 284,8 milhões. Para consolidar os resultados, a instituição conta com um portfólio que inclui modalidades de crédito destinadas ao consumidor final, como CDC (Crédito Direto ao Consumidor), Finame e Leasing Operacional, além de seguros de veículos e prestamista.

 

Já para a rede de concessionárias, oferece o Floorplan (financiamento para gerenciar seu estoque) e capital de giro. No último mês de 2016, a instituição atingiu o montante de R$ 174 milhões em novos negócios, acréscimo de 19% em comparação ao obtido em dezembro de 2015, quando foram contratados R$ 146,3 milhões.

GM comemora produção de 12 milhões de motores em São José dos Campos

O complexo industrial da GM em São José dos Campos/SP comemora a marca de 12 milhões de motores produzidos. A marca foi conquistada na última sexta-feira (03/02).

 

A unidade industrial do Vale do Paraíba foi inaugurada em 10 de março de 1959, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, de lá saiu o primeiro motor Chevrolet fabricado no Brasil. No Complexo de São José dos Campos, atualmente, é produzido a picape média S10, com motores 2.5 Ecotec e 2.8 Turbodiesel e o utilitário esportivo Trailblazer, com motores 3.6 V6 Gasolina e 2.8 Turbodiesel.

 

O complexo industrial

Nos seus 2,7 milhões de metros quadrados de área total e de 500 mil m2 de área construída, o Complexo Industrial de São José dos Campos é um dos maiores do pais. Abriga seis fábricas: uma de comerciais leves (linha da picape S10 e do utilitário esportivo Trailblazer), duas fábricas de motores, uma de transmissões, uma estamparia, uma linha de injeção e pintura de peças plásticas.

 

O ritmo de produção de motores é intenso, com aproximadamente 100 transmissões e 88 motores, em média, por hora. No total são aproximadamente 2.800 unidades por dia ou 61.600 mil por mês (motores e transmissões). Por ano, a produção supera 618 mil unidades.

 

Sempre comprometida com a preservação do meio ambiente, o Complexo da GM conta com uma avançada estação de tratamento de efluentes e filtros de ar para evitar a poluição. “O Complexo Industrial de São José dos Campos teve significativa importância para a região do Vale do Paraíba, tendo contribuído para seu crescimento econômico, registrando grandes marcas em sua trajetória”, disse Marcos Munhoz, vice-presidente da GM no Brasil.

 

General Motors no Vale do Paraíba

A história da GM na região começou na década de 50 com a procura de um terreno junto à estrada de ferro Central do Brasil às margens da Rodovia Presidente Dutra e no eixo São Paulo—Rio de Janeiro, para a construção da fábrica que iria produzir motores para caminhões, uma demanda que já despontava no país naquela época.

 

Da compra do terreno, em 1953, à inauguração oficial da fábrica, em 1959, foram muitos os desafios. Nos anos de 1956 e 1957 a GMB teve seu primeiro projeto de nacionalização aprovado pelo governo através do GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística), formado para controlar a implementação da indústria automobilística nacional. A meta era a fabricação dos caminhões Chevrolet HD-6.503 (médios) e 3.104 (leves). Depois foi lançada a picape Chevrolet, que ficou conhecida como “Marta Rocha”, por ter sua pintura nas cores azul e branco e a famosa composição “saia e blusa”.

 

Foi atendendo a esse projeto de nacionalização que a GMB se instalou em São José dos Campos, onde montou uma fundição de peças para a produção dos motores, processo pioneiro naquela época. O primeiro motor produzido foi o modelo de 261 polegadas cúbicas (4,2 litros) e seis cilindros em linha. A capacidade da fábrica era de 25 mil motores por ano.

 

Atualmente, a GM tem, além do Complexo de São José dos Campos, os Complexos de São Caetano do Sul (SP) e de Gravataí (RS), unidades onde produz veículos. Conta ainda com unidades em Joinville (produção de motores e cabeçotes de alumínio), Mogi das Cruzes (produção de componentes estampados e uma linha voltada aos produtos de exportação – CKD – Completely Knocked Down), Sorocaba (Centro Logístico Chevrolet) e Indaiatuba (Campo de Provas), todas em SP, além de um Centro Tecnológico, em São Caetano do Sul (SP), com capacidade para desenvolvimento completo de novos veículos.

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