Ingressos de R$ 251,00 podem ser adquiridos já no dia 21 de setembro
O segundo lote de ingressos para o 8º Congresso Brasileiro do Mecânico está disponível até o dia 10 de outubro, com preço de R$ 251,00. A compra deve ser realizada pelo link oficial do evento.
O 8CBM será realizado em 25 de outubro, sábado, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo. O congresso tem como objetivo oferecer aos profissionais da mecânica um espaço para atualização técnica, troca de informações e aprendizado sobre os sistemas e tecnologias aplicados nos veículos vendidos no mercado nacional.
A programação do congresso inclui boxes técnicos e teóricos, que abordam sistemas e componentes de veículos, e palestras no Grande Auditório com especialistas do setor automotivo. O conteúdo técnico totaliza mais de 98 horas, permitindo que os participantes obtenham informações detalhadas para o dia a dia das oficinas.
O segundo lote é uma oportunidade para mecânicos que não conseguiram o primeiro lote garantirem sua participação e acompanharem os conteúdos programados para o evento.
Comparação de valores e formato da onda pode ajudar no diagnóstico
Fazer a análise do circuito primário e secundário de ativação das bobinas pode ajudar a identificar falhas no sistema de ignição, visto que a queima da mistura ar-combustível depende de uma centelha adequada. Dessa forma, a revista O Mecânico mostra como analisar os sinais da bobina de ignição do Mitsubishi Pajero.
Os valores e formatos de onda de referência apresentados são válidos para os veículos equipados com o motor V6 3.5 de código 6G74, que tinha potência de 205 cv no etanol e 200 cv na gasolina, com um torque de 33,5 kgfm no etanol e 31,5 kgfm na gasolina.
Para iniciar o diagnóstico, com o motor em marcha lenta e aquecido, é preciso comparar os valores de tensão e corrente elétrica de ativação do circuito primário do veículo testado com os valores de referência.
Depois, é necessário comparar o formato de onda e os valores do circuito secundário, também na condição de motor aquecido e marcha lenta.
Quem imaginava o declínio avassalador dos salões de automóveis se deparou com um fenômeno interessante no Salão de Munique, encerrado no domingo passado. Claro que não se compara aos tempos de opulência do Salão de Frankfurt, de longe o maior do mundo em número de expositores e que rivalizava com de Paris em termo de visitantes. Munique demonstrou que fabricantes europeus voltaram com força e passaram a desafiar marcas chinesas que aproveitaram a “onda elétrica” para atrair os visitantes.
Carros elétricos sempre chamam atenção pela novidade e em Munique não foi diferente. Os alemães destacaram-se com o BMW iX3, Mercedes-Benz GLC EQ, VW ID.Cross e Audi Concept C (estes dois últimos ainda em nível conceitual, mas com linhas quase definitivas). Hyundai Ioniq 3 também sobressaiu, porém os chineses não ficaram atrás com o Xpeng P7 e o Xiaomi YU7. Para o Brasil, destacou a Autoesporte em entrevista com Thomas Schäfer, CEO global da Volkswagen, as próximas gerações do T-Cross e Nivus terão versões híbridas básica e plena, projetadas como derivações do T-Roc europeu.
Motores a combustão em versões híbridas também se destacaram no salão: novo Clio, Kia K4, Porsche 911 Turbo S T-Hybrid (711 cv e 81,6 kgf·m, valores recordes de potência e torque) e até a primeira station híbrida plugável da BYD, Seal 6 DM-i Touring.
Na véspera da abertura do Salão de Munique, em entrevista ao site americano Politico, o presidente da BMW, Oliver Zipse, voltou a classificar como enorme erro da União Europeia (UE) proibir a venda de motores a combustão em 2035. Esta não é posição isolada do grupo alemão. Em algum momento a UE, tudo indica, irá recuar em favor dos três níveis de híbridos. Estes têm o papel de transição inteligente até os elétricos superarem obstáculos de preço, tempo de recarga e rede de eletropostos, entre outros.
México impõe tarifas elevadas para carros chineses
Ao contrário do Brasil, que demorou a perceber a “invasão” de carros chineses, o México acaba de elevar de 20% para 50% a alíquota do imposto importação para qualquer tipo de veículo chinês em motorização (combustão, híbrido ou elétrico). O governo afirma que os preços baixos desequilibram a concorrência e afetam os empregos de sua indústria automobilística. A China protestou e até fez ameaças ao México para pensar duas vezes antes de tomar esta decisão. De nada adiantou, pelo menos por agora.
A alíquota para importação de carros no Brasil é de 35%, todavia carros elétricos e híbridos foram até isentos entre 2015 e 2023. Contudo, a BYD importou e estocou no ano passado um volume estimado de mais de 70.000 carros em poucos meses. Observei naquele momento que nenhum outro importador iniciou um movimento para importações em massa, pois implicaria uma despesa financeira enorme e descabida. Nem mesmo outras marcas chinesas se movimentaram nesta direção.
O Governo Federal não deu atenção a esta distorção de mercado até julho último, quando resolveu antecipar de forma bem camarada (suaves aumentos semestrais) a volta aos 35%. Esta alíquota do imposto de importação existe no Brasil desde 1995 e nunca houve exceção.
Note-se também que a União Europeia (UE), ainda no ano passado, também impôs alíquotas de até 45% sobre elétricos chineses importados. Logo marcas da China anunciaram a intenção de erguer fábricas em países da UE para escapar da taxação. A BYD constrói uma unidade fabril na Hungria e promete outra na Turquia.
É difícil saber de que forma o governo chinês atua internamente, mas notícias recentes dão conta de produção de veículos em excesso e isso já traz problemas.
Tera, em duas versões, vai bem no dia a dia
O primeiro SUV compacto da VW pode até lembrar um pouco um hatch de teto alto, mas isso não impediu que o Tera escalasse relativamente rápido em vendas no segmento mais importante do mercado. Na primeira quinzena deste mês, por exemplo, aparece como nono automóvel mais vendido (2.797 unidades, apenas 71 à frente do Tracker), segundo dados da Bright Consulting. Até o fechamento do mês costuma haver alterações na classificação, contudo é para se observar. Avaliei a versão mais em conta (motor de aspiração natural e câmbio manual) e a mais cara (turbo com câmbio automático).
Cada uma atende a um público, apesar do câmbio manual estar em franco declínio de vendas no Brasil e até mais na Europa.
Tera de entrada, único com motor de aspiração natural e câmbio manual de cinco marchas, ao preço de R$ 105.890. Motor flex de 1 litro entrega 84 cv/10,3 kgf·m (E) ou 77 cv/9,4 kgf·m (G). Câmbio manual de cinco marchas com a tradicional precisão de engate. Conjunto mostra desempenho razoável; sua massa em ordem de marcha de 1.078 kg permite acelerar de 0 a 100 km/h em 13,8 s (com etanol).
SUV mais barato da VW destaca-se por ser o primeiro com frenagem autônoma de emergência de série com este conjunto motriz. No trânsito urbano ressente-se de acelerações mais convincentes, mas desde que se use o câmbio manual de cinco marchas de forma correta, fica longe de decepcionar. Comportamento em estradas, principalmente em ultrapassagens, merece mais atenção pela relação massa-potência limitada. A tela multimídia de 10,1 pol. está entre as melhores por seu brilho e nitidez.
Na versão mais cara (High 1.0 TSI) o preço salta para R$ 141.890 com motor turbo de 116 cv (E)/109 cv (G) e 16,8 kgf·m (E) ou (G) e câmbio automático de seis marchas. A massa é maior, 1.169 kg, contudo acelera em 11,7 s de 0 a 100 km/h com etanol. Destaques: freios a disco nas quatro rodas, bom acabamento, espaço traseiro adequado para pessoas de até 1,70 m de altura e apoio regulável para o braço direito do motorista. Carregador de celular por indução inclui refrigeração com fluxo regulável. Comportamento seguro em curvas e destaque para a estabilidade direcional.
Haval H9 alia robustez e pacote de tecnologia
SUV de sete lugares da GWM combina desempenho fora de estrada, espaço interno e garantia de fábrica abrangente de 10 anos. A marca chinesa importou uma só versão, a topo de linha Exclusive TD480. Dimensões (mm): comprimento, 4.950; entre-eixos, 2.850; largura, 1.976; altura, 1.930; ângulo de entrada, 31°; ângulo de saída, 25°; capacidade de imersão, 800 mm; porta-malas, 88 a 791 L (até o teto, fora do padrão VDA); tanque: 78 L.
Trem de força é o mesmo da picape Poer: 2,4 L, turbodiesel, 184 cv, 48,9 kgf·m, consumo (Inmetro) 9,1 km/l, urbano e 10,4 km/l, estrada. Câmbio automático de nove marchas, tração configurável em 4×2, 4×4 High e 4×4 Low com sete modos de condução. Soma-se aos bloqueios de diferenciais uma função que reduz o raio de giro em até 1,5 m. Suspensão dianteira independente e traseira com eixo rígido, cinco braços. Molas são helicoidais. Mantém a robusta construção de carroceria sobre chassi, porém com massa em ordem de marcha de elevados 2.525 kg. Isso limita aceleração de 0 a 100 km/h a 13 s.
No interior, aos ajustes elétricos dos bancos dianteiros somam-se massagem, ventilação e aquecimento. A segunda fileira conta com saída de ar-condicionado (também na terceira fileira) e regulagem longitudinal. Traz teto solar panorâmico, vidros duplos para melhor isolamento acústico, central multimídia de 14,6 pol. com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e freio de estacionamento eletromecânico. Há ainda frenagem integrada IBC, mais rápida e precisa que o tradicional.
Primeiro contato foi em São Francisco de Paula (RS), sob chuva constante e o mesmo terreno encharcado que a picape Poer também enfrentou. Apesar do porte avantajado, o Haval H9 mostrou-se ágil no fora de estrada. A suspensão filtrou bem os impactos no percurso de 50 km, porém sua massa elevada prejudica as retomadas.
8º Congresso Brasileiro do Mecânico, que vai acontecer dia 25 de outubro, terá mais de 98 horas de conteúdo técnico no Expo Center Norte
textoFelipe Salomão fotos Revista O Mecânico
O 8º Congresso Brasileiro do Mecânico – 8CBM será realizado no dia 25 de outubro, no pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reúne programação técnica voltada para profissionais de oficinas e do mercado de reposição automotiva. Inclusive, neste ano o Congresso terá provas da Batalha do Mecânico. Além disso, a grade do 8CBM soma mais de 98 horas de conteúdo, distribuídas entre palestras, boxes de demonstração, salas exclusivas e atividades práticas. Inscrições aqui.
Boxes Técnicos e Práticos
O 8CBM contará com seis Boxes Técnicos, que apresentarão a cada hora explicações sobre sistemas, componentes e equipamentos de veículos comercializados no Brasil. Além disso, os Boxes Técnicos Práticos permitirão contato direto com especialistas, que demonstrarão procedimentos comuns da rotina de oficinas.
Palestras e Área de Estandes
No Auditório principal, serão ministradas palestras voltadas ao setor de mecânica automotiva. Já na Área de Estandes, empresas fornecedoras apresentarão novos produtos e soluções para oficinas.
Batalha do Mecânico
O congresso também contará com a Batalha do Mecânico, versão adaptada do reality show, com provas teóricas e práticas. A competição terá duas etapas:
Etapa 1 (Quiz): avaliação teórica em totens digitais. Os aprovados recebem matrícula em curso do Mecânico Pro e pulseira de classificação.
Etapa 2 (Prova prática): diagnóstico em veículo, incluindo execução de procedimento técnico e resposta a pergunta relacionada. O campeão será definido pelo acerto e pelo menor tempo de execução.
As etapas ocorrerão em dois períodos (manhã e tarde), com vencedores em cada turno. Haverá distribuição de brindes para quem participar do Batalha do Mecânico, além das matrículas em um Curso do Mecânico Pro.
Salas de Conteúdo Exclusivo O 8CBM ainda terá salas segmentadas para diferentes públicos: Balconistas de Autopeças: palestras sobre atendimento, gestão de vendas e fidelização de clientes.
Mecânicos da Linha Diesel: conteúdos técnicos sobre diagnóstico, manutenção e processos específicos do segmento.
É importante ressaltar que as salas foram projetadas para oferecer ambiente adequado ao aprendizado e troca de informações entre os profissionais.
Modelo mantém a base da Maverick, mas traz diferenças em relação à linha Black, como suspensão elevada em mais de 20 mm
A Revista O Mecânico publicou no YouTube uma análise completa da Ford Maverick Tremor, versão voltada ao uso off-road. O modelo mantém a base da Maverick, mas traz diferenças em relação à linha Black, como suspensão elevada em mais de 20 mm, protetor de cárter reforçado e componentes estruturais em liga de alumínio. O vídeo foi conduzido pelo especialista Cleyton André, da Elevance Automotive, que avaliou o espaço de trabalho no cofre do motor e a acessibilidade para manutenções básicas.
RAIO-X FORD MAVERICK TREMOR: diferente das outras picapes da linha? E a manutenção? VEJA O VÍDEO!
Sob o capô, a picape vem equipada com motor EcoBoost de injeção direta, acompanhado de bateria de 760 CCA projetada para suportar sistemas como o start-stop. O conjunto de freios adota módulo ABS eletrônico e fluido DOT 4 LV, que deve ser substituído em intervalos médios de 20 mil km ou um ano, segundo recomendações técnicas. A transmissão traz sistema 4WD com opção de acionamento pelo condutor, diferindo dos modelos AWD de tração integral permanente.
Na suspensão dianteira, a Maverick Tremor utiliza esquema McPherson com bandejas em alumínio e curso ampliado dos amortecedores, garantindo maior altura para enfrentar terrenos irregulares. Já na traseira, o veículo conta com suspensão independente e diferencial conectado ao eixo cardan, transmitindo a força para ambas as rodas.
Para conferir todos os detalhes técnicos e pontos de manutenção destacados, o vídeo completo está disponível no canal da Revista O Mecânico no YouTube.
Estudo apresenta a estrutura básica, os recursos necessários e a estimativa de investimento para uma oficina de serviços gerais de veículos leves
artigo por Diego Riquero Tournier fotos Arquivo Bosch
A pergunta que propõe o título deste artigo, obviamente não poderá ser respondida de uma forma definitiva ou absoluta, já que existem inúmeras variáveis que vão desde o tamanho da oficina, especialização da mesma, passagem de veículos entre outros. Por este motivo, vamos elaborar esta resposta a partir de uma premissa a qual tomará como exemplo, uma oficina mecânica de serviços gerais para a linha leve, a qual conta com um total de 5 estações de trabalho, uma área de aproximadamente 350 m², permitindo uma produção média de 6 veículos por dia, totalizando uma passagem mensal de aproximadamente 120 carros. Outro detalhe importante para definir as premissas deste exercício, está relacionado com o publico alvo da oficina em questão, neste sentido, tomaremos como exemplo, uma oficina direcionada a clientes/proprietários de veículos com uma idade média de 12 anos, fator que acabará definido em grande parte, a oferta de serviços a serem comercializados, assim como, as caraterísticas socioeconômicas de uma base de clientes e seus respectivos veículos.
Uma vez estabelecido “nosso público”, a oficina deverá pensar na elaboração de soluções em tecnologia e os serviços que farão parte de seu portfólio. Este último fator (idade média da frota veicular), estará diretamente relacionado ao valor do ticket médio de serviço, o qual para o nosso exemplo de uma oficina de mecânica geral da linha leve, com as caraterísticas da frota mencionada acima, estará no entorno dos R$ 985,00 (valor médio do Semestre 2025 – região sudeste).
Antes de entrar nos assuntos pontuais dos custos e elementos específicos para montar uma oficina, vamos deixar explicito que analisaremos apenas os elementos necessários para a montagem técnica de uma oficina com equipamentos, ferramentais e mobiliários, sem considerar custos operacionais como energia, salários, aluguel do prédio, insumos gerais, impostos, fluxo de caixa (custo financeiro), depreciação dos investimentos, custos de abertura de empresa, licencias ambientais, taxas federais, estaduais ou municipais, liberações de bombeiros, alvará de operação, dividendos societários, entre outros.
Na figura 1, se encontram representadas as principais áreas de operação de uma oficina automotiva, conforme as premissas definidas ao início do artigo; com esta base, será possível definir os equipamentos e ferramentais necessários para sua operação.
Por uma questão lógica de variabilidade de marcas, modelos, e valores de mercado, dos equipamentos e ferramentais necessários, não apresentaremos preços individuais se não que, a proposta apresentará como resultado, um valor médio correspondente à soma de todos os equipamentos, ferramentais e mobiliários descritos ao longo da matéria.
Desta forma, podemos classificar os investimentos necessários em categorias como ferramentas gerais, ferramentas especiais e mobiliários. A partir da imagem na próxima página figura 1, podemos começar a análise dos recursos materiais/tecnológicos para a operação de uma oficina automotiva. Seguindo o fluxo, iniciamos o analise a partir do espaço necessário para a recepção do cliente e veículo (1), local no qual torna-se necessário contar com elementos de apoio como um computador para abrir fichas de cadastro, checklist, ordens de serviço e outros processos necessários para a recepção do cliente.
Por tratar-se de um processo de extrema importância para sucesso da empresa, a recepção técnica comercial do cliente/veículo, não pode ser subestimada na sua relevância dentro da experiência vivenciada pelo cliente, motivo pelo qual, elementos de conforto como: balcão/escritório, cadeiras para clientes e todos os elementos de recepção do veículo (protetores de banco, etc.), devem estar presentes como mostra funcional do profissionalismo e preocupação pelo cliente por parte da empresa.
Conforme seguimos visualizando o desenho da figura abaixo, vamos passando por diferentes tipos de estações de trabalho, nas quais será necessário contar com equipamentos de grande porte e ferramentas manuais; lembrando que, tudo isso sempre deverá estar alinhado com o tipo de serviço realizado em cada área determinada. Entre as principais ferramentas gerais de uma oficina, devemos destacar os elevadores automotivos figura 2.
Os elevadores automotivos são equipamentos com impactos diretos na produtividade dos serviços, na segurança e ergonomia operacional das principais atividades de manutenção e reparações automotivas.
Trata-se de um investimento que pode ser considerado elevado no aporte de capital inicial, mas, também deve ser levado em consideração dentro da análise do equilíbrio financeiro, o retorno de curto prazo que um elevador automotivo traz como resultado do incremento na produtividade, segurança operacional e competitividade para uma oficina. Seguido com a lista de equipamentos, a figura 3, mostra um resumo da diversidade de ferramentas gerais, assim como alguns exemplos de ferramentas especiais necessárias para a operação de uma oficina definida com as caraterísticas já mencionadas.
Cabe ressaltar que, algumas das ferramentas e equipamentos descritos acima, são de compra individual (uma unidade), exemplo: Compressor, prensa hidráulica, guincho para motores; e outros itens como carrinhos de ferramentas, cavaletes de suporte etc. devem estar presentes em maior quantidade de unidades, em relação proporcional á quantidade de estações de trabalho e serviços a serem realizados pela oficina.
Outras áreas importantes com o setor administrativo (9), área de espera do cliente (10), e estoque de peças e insumos (11), contam com equipamentos e mobiliários específicos para poder operar corretamente; lembrando com este ponto que, uma oficina automotiva não faz apenas conserto de carros; operações de suporte como: Atendimento ao cliente, compra de peças, realização de orçamentos, administração financeira, recursos humanos, administração de fornecedores, assuntos fiscais, jurídicos etc., fazem parte da operação, e requerem ao igual que o pátio da oficina, de recursos materiais e tecnológicos para manter a operação da oficina eficiente, profissional e saudável.
Investimentos em tecnologia:
Separados em um tópico especial, devemos considerar os investimentos em tecnologia para a operação da oficina. Geralmente a primeira ideia que vem na cabeça quando pensamos em tecnologia dentro da oficina, é a imagem de um scanner de diagnóstico automotivo; e não tem nada de errado como isso, de fato, trata-se de um equipamento tecnológico absolutamente necessário para qualquer oficina com as caraterísticas que já sinalizamos. Inclusive trata-se de um item tão importante, que já não é possível operar uma oficina apenas com um único modelo de scanner, é tão grande a diversidade e variabilidade de marcas e modelos de veículos, que determinam a inexistência de um scanner que possa atender todas as marcas e modelos de veículos; desta forma, podemos afirmar que uma oficina automotiva atualizada á realidade da nossa década, deverá contar ao menos com 3 tipos de scanners de diagnóstico diferentes.
A figura 4 mostra uma estação de diagnóstico automotivo, local onde estará presente a maior volume de investimentos em tecnologia, os quais não se limitam a scanners e equipamentos eletrônicos em geral, atualmente, grande parte dos investimentos em tecnologia, estão destinados á assinaturas de softwares, plataformas e sistemas que vão desde o acesso a informações de montadoras, bibliotecas técnicas, até os próprios softwares de gestão da operação de uma oficina automotiva. Atualmente, trabalhar sem softwares de informações ou ferramentas que ofereçam suporte operacional e gestão de dados, tornará à oficina em uma empresa obsoleta, em um breve período de tempo.
Conclusões:
Muito bem…, chegou a hora de fechar essa nossa soma de valores de equipamentos, ferramentais e mobiliários para montar uma oficina que atende 120 carros por mês da linha leve, oferecendo serviços de mecânica geral e revisões. Na figura 5, apresentamos como o valor médio de investimento, o montante de R$ 490.000,00, valor o qual deverá ser sempre considerado como um valor médio estimado o qual contará com alterações conforme variáveis como: região do país e incidência de impostos, definição de marcas e modelos de equipamentos a serem adquiridos, ou até a alternativa de compra de ferramentas e equipamentos usados.
Como podem apreciar, existe uma estimativa de investimento mínimo de R$ 360.000,00 conforme as variáveis já mencionadas acima, e um valor máximo que responde a uma lógica de retorno de investimento para as premissas definidas no começo, já que, em caso de superar ou chegar próximo do valor R$ 620.000,00, a empresa estará sujeita a trabalhar com um retorno de investimento extremamente longo, principalmente considerando que o valor de investimento médio apresentado acima, não leva em consideração os custos operacionais necessários (fixos e variáveis), para o funcionamento do dia a dia da empresa.
Cleyton André vai trazer orientações sobre os cuidados com esse tipo de sistema
O especialista Cleyton André será um dos palestrantes do 8º Congresso Brasileiro do Mecânico – 8CBM, que acontece em 25 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo, no Pavilhão Amarelo. Ele irá abordar o tema “Manutenção de motores sobrealimentados (turbo)”, trazendo orientações sobre os cuidados com esse tipo de sistema. Inscrição neste link.
Cleyton é proprietário da Elevance Automotive, oficina mecânica especializada em reparação de veículos. Além disso, André também atuou como instrutor técnico em treinamentos direcionados a mecânicos e reparadores. Também participou como palestrante no 7CBM, além de ser especialista em diagnóstico automotivo, com foco em análise e solução de falhas em veículos.
Agenda de palestras do 8CBM
Manutenção preventiva de eletrificados: suspensão e freios
Lubrificação de transmissão automática
Manutenção de motores sobrealimentados (turbo)
Downsizing: motor 3 cilindros – características: arrefecimento e sincronismo de correia e corrente
Biodiesel e problemas com a nova formulação no chão de oficina
Gasolina E30: manutenção em veículos monocombustíveis e novos problemas (antigomobilismo e importados)
Arrefecimento: as mudanças nos motores atuais
Gestão de profissionais e de chão de oficina
Na Direção Certa: Mulheres Conduzindo o Futuro do Automotivo
Kits e top kits de suspensão possuem padrão de qualidade original
A Marelli Cofap Aftermarket anuncia o lançamento de novos códigos de kit e top kit suspensão para modelos das marcas BMW, Chevrolet, Ford e Nissan.
Com a marca Cofap, os kits e top kits de suspensão possuem padrão de qualidade original e estão disponíveis com uma gama de mais de 400 itens, o que significa uma cobertura de 95% da frota.
Confira abaixo os códigos e as aplicações completas:
KSC08131S (dianteiro) e KSC08132S (traseiro) – Ford Maverick, fabricados a partir de 2022
KSC17116S (dianteiro) – Peugeot 2008, produzidos entre 2013 e 2024
KSC24103S (traseiro) – BWM Série 3 320I, fabricados a partir de 2011
KSC29014S (dianteiro) e KSC29015S (traseiro) – Nissan Sentra, produzidos entre 2014 e 2020
TKC04131 (dianteiro) – Chevrolet S10, fabricados a partir de 2012
O kit de suspensão é composto por duas peças: coifa protetora da haste do amortecedor e batente. Já o top kit, além desses componentes, traz também coxim e rolamento. Vale lembrar que os rolamentos fazem parte dos top kits dianteiros, apenas, pois os traseiros não utilizam o componente, apenas coxim, coifa e batente.
As coifas são responsáveis por manter a haste e o selo retentor de amortecedores livres de impurezas e de impactos de detritos, como pedras, por exemplo. Os batentes desempenham papéis diferentes nas suspensões dianteira e traseira. Quando montados nos amortecedores dianteiros, evitam os impactos de fim de curso do amortecedor. Nos amortecedores traseiros, também funcionam como uma mola auxiliar, atuando em conjunto com a mola helicoidal no movimento da suspensão.
Os coxins de borracha integram o conjunto de fixação superior do amortecedor, dianteiro ou traseiro, enquanto os rolamentos, montados no interior dos coxins destinados às suspensões dianteiras, permitem que o amortecedor acompanhe os movimentos do sistema de direção do veículo.
Além das coifas dos kits e top kits de suspensão Cofap serem produzidas em TPE (termoplástico), os batentes, reconhecidos no mercado por oferecerem ao consumidor os mais altos níveis de qualidade, utilizam como matéria-prima o poliéter que garante maior durabilidade com resistências químicas e mecânicas superiores a outros produtos comercializados no mercado. Mais informações sobre os lançamentos de kits e tops kits de suspensão e outros produtos da marca Cofap podem ser encontradas no catálogo eletrônico disponível para celulares IOS e Android e no site www.mmcofap.com.br. Outro canal é o serviço de atendimento ao consumidor: 0800-0194054.
Programação retorna hoje (19/09) a partir das 16h45
O Projeto Atualizar seguiu com a programação de palestras técnicas no segundo dia da Autonor 2025, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco. As apresentações aconteceram nas salas 1 e 2 do estande da Revista O Mecânico, reunindo especialistas e empresas do setor automotivo.
Na sala 1, Francisco Aldemir, da Nakata, iniciou a programação com o tema “Amortecedores Pressurizados Nakata: Do Diagnóstico à Instalação”. Em seguida, Junio Oliveira, do Mecânico Pro, apresentou “Falha de Combustão – Passo a Passo do Diagnóstico”. Encerrando as atividades da sala, Luiz Costa, da SEG Automotive, falou sobre “Os Segredos do Alternador”.
Já na sala 2, Alan Santiago e Bruno Rufino, da ACDELCO, abriram a grade com a palestra “Saiba como o portfólio ACDELCO pode garantir o sucesso da sua oficina”.
Na sequência, Pedro Valencio, da Delphi, apresentou “Tecnologia dos produtos Delphi na alimentação de combustível nos motores a combustão (Injeção Indireta e Direta)”. O encerramento do dia ficou por conta novamente de Alan Santiago e Bruno Rufino, da ACDELCO, com o tema “Diagnósticos de ruídos e desgastes em sistemas de suspensão”.
Programação retorna hoje (18/09) a partir das 16h45
O Projeto Atualizar marcou presença no primeiro dia da Autonor 2025, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco. As palestras técnicas aconteceram nas salas 1 e 2 do estande da Revista O Mecânico, reunindo representantes de diferentes empresas do setor automotivo.
Pedro Valencio, da Delphi, abordou o tema “Tecnologia dos produtos Delphi na alimentação de combustível nos motores a combustão (Injeção Indireta e Direta)”. Em seguida, Luiz Costa, da SEG Automotive, falou sobre “Desvendando o motor de partida”. Na sequência, Francisco Aldemir, da Fremax, tratou de “Tecnologias, Diagnóstico e Instalação dos Freios para a Máxima Performance”.
Já nas palestras da sala 2, Alan Santiago e Bruno Rufino, da ACDELCO, apresentaram “Diagnóstico de Ruídos e Desgastes em Sistemas de Suspensão”. Por sua vez, Junio Oliveira, do Mecânico Pro, conduziu a palestra sobre “Falha de Combustão – Passo a Passo do Diagnóstico”. Encerrando o dia, novamente Alan Santiago e Bruno Rufino, da ACDELCO, destacaram “Saiba como o portfólio ACDELCO pode garantir o sucesso da sua oficina”.
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