Entrevista: Reposição Fortalecida

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Texto: Edson Ragassi
Foto: Divulgação

 

O ano de 2017 foi muito importante para a ZF. A empresa concluiu o processo de aquisição da TRW. Por causa disso adotou ZF como único nome, no lugar de ZF/TRW. A empresa atualmente é uma das maiores sistemistas do mundo, mas também atua no mercado de reposição. Para falar das consequências e repercussões desta estratégia, Fernanda Giacon, Head de Marketing América do Sul – ZF Aftermarket, concedeu entrevista exclusiva à Revista O Mecânico. Entre outros assuntos, ela destaca que a marca TRW continua no mercado, mas focada na reposição e ainda pretende ampliar o relacionamento com os mecânicos.

 

Revista O Mecânico: Em 2017 a ZF encerrou o processo de aquisição da TRW e passou a utilizar a marca única ZF. Quais os efeitos desta ação? O que a aquisição da TRW proporcionou em ampliação de produção e produtos que a ZF não atuava globalmente e no Brasil?

Fernanda Giacon: Podemos dizer que a aquisição da TRW foi positiva para toda a indústria da mobilidade. Isso porque a integração da TRW à ZF foi um passo decisivo para a nossa empresa focar no desenvolvimento das tecnologias do futuro, que envolvem diversos detalhes na área da segurança ativa e passiva, e passeia pela digitalização e condução autônoma dos veículos. E as competências da TRW em segurança, proteção dos ocupantes e eletrônica, bem como as tecnologias de direção e frenagem, chegaram para complementar o já vasto portfólio da ZF. Desse modo, chegamos ao conceito atual da nossa empresa, que é de buscar um mundo “Vision Zero”, com zero acidentes e zero emissões. Corporativamente a ZF continua usando a marca ZF, e no mercado de reposição a marca TRW continua sendo trabalhada fortemente.

 

O Mecânico: Enquanto o processo de aquisição estava em fase de conciliação a empresa utilizou a marca ZF/TRW. Terminada a aquisição passou a chamar-se só ZF. Suprimir uma marca tão importante como a TRW pode impactar de maneira negativa em novos negócios?

Fernanda: A marca TRW foi mantida em todos os produtos de freios, direção e suspensão direcionados para o mercado de reposição, como estratégia comercial da ZF. A marca TRW faz parte do portfólio de marcas da ZF junto como Sachs, Lemförder, Openmatics e Varga.

 

O Mecânico: A empresa é atuante junto aos mecânicos, realiza ações de treinamento, atualizações?

Fernanda: Sim, a ZF Aftermarket realizou neste ano de 2017 uma série de ações focadas na qualificação de mecânicos em todo o Brasil. Oito meses depois de lançar o Programa “Amigo Bom de Peça”, que reúne treinamentos em vídeo online, a empresa seguiu focando no respaldo técnico com treinamentos e participação em eventos do setor como o 4º Fórum de Reparadores de Câmbio Automático do Brasil e o 1º Congresso Brasileiro do Mecânico, todos voltados para a atualização dos mecânicos. Em nossa plataforma online “Amigo Bom de Peça”, já emitimos mais de cinco mil certificados para mecânicos que acessaram os nossos conteúdos técnicos. O “Amigo Bom de Peça” oferece vídeos com dicas de reparo e manutenção de embreagem, sistema de freio, componentes de direção, suspensão e transmissão. O canal conta hoje com mais de 10 vídeos técnicos, e após assistir o conteúdo e realizar o teste de conhecimento online, é possível receber um certificado ZF no endereço informado de maneira totalmente gratuita. O mecânico também pode interagir e conferir dicas técnicas na página de Facebook do programa.
 

“Podemos dizer que a aquisição da TRW foi positiva para toda a indústria da mobilidade. Isso porque a integração da TRW à ZF foi um passo decisivo para a nossa empresa focar no desenvolvimento das tecnologias do futuro”

 

O Mecânico: O setor automotivo é composto por várias cadeias. Entre elas está o mecânico independente. Qual a importância que a empresa dispensa a este profissional?

Fernanda: A importância do mecânico independente é muito grande, entendemos que ele é fundamental para que os produtos fabricados pela ZF sejam corretamente aplicados nos veículos, e a prova disso é justamente a criação de um programa como o “Amigo Bom de Peça”. Com a disseminação da internet e das tecnologias digitais, sabemos que o profissional pode ter acesso a muitas informações. Porém, queremos marcar nossa presença junto aos mecânicos como a fonte confiável para resolver dúvidas técnicas e do dia a dia de uma oficina. Por isso, a ZF oferece diversos canais abertos para que o mecânico possa estar em constante contato conosco, como: Central de Atendimento, Portal ZF Aftermarket, Equipes de Campo, Customer Service e Portal de Garantia.
 

“Mas o pós vendas continuará a
ter o importante papel de prestar serviços constantes e perenes aos consumidores”

 

O Mecânico: Neste ano que inicia, o planejamento prevê ampliar as ações para os mecânicos?
Fernanda: Sim! Continuaremos com o “Amigo Bom de Peça” e ampliaremos com programas que vão levar conteúdos ainda mais complexos e completos para esses profissionais.

 

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Condições dos amortecedores interferem na segurança do veículo



Peça que faz parte do sistema de suspensão e item de fundamental importância para a segurança dos ocupantes do veículo, os amortecedores são responsáveis por manter os pneus em contato com o solo, garantindo a estabilidade. “Amortecedores desgastados podem trazer vários riscos ao veículo, motorista e passageiros, pois há aumento da distância de frenagem, maior tendência a aquaplanagem em solos alagados e também do veículo sair para o lado de fora nas curvas”, alerta o gerente de qualidade e serviços da Nakata, Jair Silva. Por isso, segundo Silva, é preciso ficar atento aos indícios de que os amortecedores estão comprometidos – perda de estabilidade nas curvas, barulho, desgaste de pneus e vazamento de fluido.

É aconselhável que, a partir de 40 mil km ou qualquer mudança no comportamento do veículo, fazer inspeção em uma oficina de confiança para analisar as condições de todos os itens de suspensão.

Para prolongar a vida útil dos amortecedores, o gerente da Nakata recomenda não rebaixar a suspensão do veículo, não transportar excesso carga, manter o alinhamento e balanceamento em dia e transitar em baixa velocidade em lombadas e vias esburacadas. “O impacto nos amortecedores é bem maior em terrenos irregulares, acarretando desgaste prematuro nos componentes”, conclui Silva.

Audi do Brasil capacita grupo de jovens de baixa renda



A Audi do Brasil começa neste mês as aulas da nova turma do curso de ‘Manutenção de Mecânica Veicular’, realizado em parceria com a Fundação Projeto Pescar. A ação, que teve início em 2017 em São Paulo, capacita jovens em situação de vulnerabilidade social para o mercado de trabalho. Com 360 inscritos, a procura pelo programa triplicou neste ano. Os outros projetos sociais da marca, Agentes de Leitura e Empreendedorismo na Comunidade, realizados em São José dos Pinhais/PR, também permanecerão em 2018.

“O aumento do número de interessados e a satisfação dos alunos da primeira turma mostram que estamos no caminho certo. É gratificante acompanhar a evolução de um trabalho que envolve tanto comprometimento e dedicação. Levando em consideração que a educação é um dos principais pilares da estratégia global de responsabilidade social da Audi, pretendemos em 2018 aprimorar ainda mais nossos projetos sociais”, afirma o presidente e CEO da Audi do Brasil, Johannes Roscheck.

A turma de 2017 concluiu o curso nesta quinta-feira, dia 18. O jovem Rafael Almeida da Silva, de 19 anos, participou do programa e foi contratado pela concessionária da marca, a Audi Center SP Norte. “O curso foi muito importante para que eu conseguisse o emprego, pois ele me preparou para o mercado de trabalho. Tudo que aprendi nas aulas eu levarei comigo na minha vida pessoal e profissional”, comenta o estudante.

Neste ano, o projeto segue a mesma proposta, mas a carga horária do curso profissionalizante passou de 800 para 960 horas. A Audi mantém uma equipe técnica que leciona sobre mecânica veicular e as demais horas são voltadas para conhecimentos gerais, além de conteúdos que contemplam desenvolvimento pessoal e aspectos ligados à cidadania. Os alunos também recebem uniforme, transporte e alimentação.

Para a seleção dos aprendizes, 15 jovens de 16 a 19 anos, foram disponibilizados formulários de inscrição em escolas públicas da capital paulista para serem preenchidos por interessados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Os participantes passam por uma triagem, com entrevista individual e visita domiciliar. As aulas da nova turma começam dia 29 de janeiro, no Centro de Treinamento e Competência Tecnológica da Audi.

O Projeto Pescar está presente em cinco países e já atendeu quase 28 mil jovens em situação de vulnerabilidade social, reunindo mais de 2.500 voluntários. O índice de empregabilidade dos aprendizes que passam pelos programas de capacitação oferecidos em parceria com as empresas é de mais de 90%. Mais informações em https://site.projetopescar.org.br/?page_id=141

Curitiba terá novos biarticulados Volvo



Depois de alguns anos sem ônibus novos, Curitiba, no Paraná, dá inicio à renovação da frota da cidade em 2018. Serão 25 biarticulados Volvo.“A Volvo é especialista em sistemas organizados de transporte público em massa. Temos o orgulho de ter a melhor tecnologia, que traz mais conforto para passageiros e motoristas, menor custo de operação e maior confiabilidade. Estamos trabalhando nesta área nos últimos 30 anos. Isso não se constrói da noite para o dia”, afirma o presidente da Volvo Buses Latin America, Fabiano Todeschini.

Na América Latina, a frota circulante de biarticulados da marca é de cerca de 700 veículos, o que representa cerca de 99,9% de participação no segmento. Em Curitiba há 155 biarticulados Volvo em operação atualmente.

SENAI e sindicatos oferecem 946 vagas gratuitas em cursos no RJ



O SENAI Rio, em parceria com os sindicatos da indústria da Capital, Baixada e Leste Fluminense, está com inscrições abertas para 946 vagas gratuitas em cursos de qualificação e de aperfeiçoamento, para os meses de fevereiro, março e abril. As vagas são para as áreas Alimentos e Bebidas, Audiovisual, Automotiva, Borracha e Plástico, Construção Civil, Editorial e Gráfico, Farmacêutica, Madeira e Mobiliário, Metalmecânica, Moda, Naval, Ótica e Química.

Nos locais, há cursos de Acabador de Mármores e Granitos, Aplicador de Revestimentos Cerâmicos, Almoxarife, Almoxarife de Obras, Assistente Administrativo, Auxiliar de Cozinha, Carpinteiro de Estruturas de Telhado, Carpinteiro de Obras, Comprador, Confeiteiro, Desenho Técnico Mecânico Com Autocad, Editor de Vídeo, Gerenciamento da Cor, Impressor Offset, Impressão Offset em Máquinas 4 cores, Instalador de Sistemas Drywall, Instalador Hidráulico Residencial, Instalador Predial de Tubulações de Gás Combustível, Leitura e Interpretação de Projetos de Construção Civil, Maçariqueiro, Mecânico de Motores Ciclo Otto, Modelagem 3D Básico, Montador de Equipamentos Mecânicos, Operador de Processos na Indústria de Plásticos, Orçamentista de Construção Civil, Ourives, Padeiro, Pedreiro de Alvenaria Estrutural, Pedreiro de Alvenaria de Vedação, Pedreiro de Revestimentos em Argamassa e Cerâmico, Pintor de Obras, Pizzaiolo, Soldador de Aço Carbono Arame Tubular 6G, Soldador de Aço Carbono Eletrodo Revestido 6G, Soldador de aço Carbono TIG 6G, Soldador MAG Naval.

O edital está disponível no link www.cursosenairio.com.br/qualificacaosetorial, com a relação completa de oportunidades e critérios para participação. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800 0231 231.

Monroe Axios lança aplicações de terminal axial e bieletas



As novidades da Monroe Axios chegam para complementar o portfólio de terminal axial da marca, que possui cobertura superior a 90% da frota circulante, e da linha de bieletas, que já contempla mais de 170 aplicações. São 103 novas aplicações de terminal axial e 40 de bieletas para veículos de mais de 20 montadoras.

Mais informações sobre os lançamentos podem ser consultados pelo telefone 0800-166-004 ou pelo site www.monroeaxios.com.br.

Meritor abre inscrições para curso gratuito de eixos diferenciais em SP

A Meritor inicia este mês seu calendário de treinamentos sobre eixos diferenciais. Assim como os outros anos, o objetivo é atender as necessidades dos seus clientes, mostrando a melhor forma de utilizar seus componentes.

Na prática, o programa visa capacitar os participantes a executar corretamente a manutenção dos diferenciais, bem como identificar qual a causa raiz dos principais problemas que podem ocasionar falhas de um eixo, por meio de curso teórico e prático, ministrado por técnicos especializados na área.

Destinado a aplicadores, mecânicos, frotistas, vendedores e para demais interessados, o curso tem a carga horária de oito horas, sendo possível ser ministrado em um dia. Os assuntos abordados vão desde a apresentação de linhas de produtos Meritor, passando pelo esclarecimento sobre funcionamento, análise de falhas, até a montagem e desmontagem de eixo diferencial.

As aulas que acontecem aos sábados em período integral, possibilitarão que os cursandos visitem a fábrica, como forma de conhecer todos os processos. Ao término do curso, os alunos receberão um certificado de capacitação profissional em eixos diferenciais.

As inscrições deverão ser feitas por e-mail (frotaparceira.saopaulo@meritor.com) ou telefone 0800-55-5530.

Serviço:
Treinamento em manutenção de eixos diferenciais
Quando:
03 e 24 de Fevereiro
03 e 24 de Março
07e 28 de Abril
12 e 20 de Maio
09 e 23 de Junho
07 e 28 de Julho
11 e 25 de Agosto
01 e 22 de Setembro
06 e 20 de Outubro
10 e 24 de Novembro
01 e 15 de Dezembro

Continental lança nova medida do pneu Hybrid HD3



A Continental anuncia a ampliação da oferta do pneu Hybrid HD3 que passa a ser comercializado também na medida 275/80 R22.5. Antes, o modelo estava disponível apenas na dimensão 295/80 R22,5.

O Hybrid HD3 integra a terceira geração de pneus de carga da Continental e foi desenvolvido para atender as exigências dos caminhões que fazem o transporte regional e de longa distância nas estradas nacionais.

“Com essa extensão complementamos o nosso portfólio oferecendo as principais medidas para os eixos direcionais e de tração para o maior e o mais representativo nicho do segmento de transporte no país, o regional e o de longa distância, que representa 82% do mercado”, explica o gerente nacional de vendas de pneus de carga da Continental Pneus Brasil, Rodrigo Bonilha.

De acordo com a marca, sua baixa resistência ao rolamento garante um menor consumo de combustível, um dos maiores custos de uma frota, uma vez que um pneu com menor resistência consome menos pois desperdiça menos energia em atrito e calor.

Nakata lança de bandejas de suspensão para Chery, Fiat, Chevrolet, Hyundai e VW



A Nakata, fabricante de autopeças como componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, lança bandejas para veículos da Chery, Fiat, Chevrolet, Hyundai e Volkswagen.

A bandeja de suspensão dianteira com buchas da barra e pivô de suspensão NBJ9007P é dirigida aos veículos Chery QQ de 2011 a 2017.

Para os modelos da Fiat, o códifo NBJ4012D tem aplicação em Palio de 2001 a 2016; Palio Weekend, de 2001 a 2007; Siena, de 2001 a 2016 e Strada, de 2004 a 2012. Todos dianteiro, com bucha, sem pivô, sem barra estabilizadora, com coxim lado direito. Já a peça NBJ4012E atende os mesmos modelos e é aplicada do lado esquerdo.

Da marca Volkswagen, o código NBJ1014 é destinado ao Golf de 1994 a 1998, 3ª Geração – exceto VR6, dianteira, com buchas para os lados direito e esquerdo.

O item NBJ8005D é dirigido à aplicação dos VUCs Hyundai H100 de 1994 a 2001 e HR de 2004 a 2017. Ambos dianteira, superior com buchas e com eixo para o lado direito, enquanto o NBJ8005E atende os mesmos modelos para o lado esquerdo.

De Carro Por Aí | O NAIAS, de picapes, suvs, e híbridos

Por Roberto Nasser


NAIAS, o North American International Auto Show, não é apenas mais uma das mostras pontuais com realização periódica para mostrar lançamentos de automóveis. Difere do usual: é personalístico por ocasião, forma e conteúdo. Começa pelo fato de não ser realizado por empresa de eventos, mas união de concessionários de veículos operando em Detroit, EUA, sempre referenciada como a Capital do Automóvel por basear quantidade de atividades industriais. A particularização continua pela ocasião, ao início de janeiro, ao lado do usualmente congelado Rio Windsor, separando os EUA e o Canadá, em período de pouco turísticos gelo e neve. Neste ano temperaturas andaram menores exigindo espessa roupa invernal, casacos e botas extra pesados. Como manifestação celeste, e para tornar perigoso o trânsito em vias congeladas e de pouca aderência e muitos acidentes, ainda houve a queda de um asteroide.

Salão de picapes, suvs, crossovers … Aqui, na Mercedes


Se tão diferenciado, tem expressão mundial, sedia apresentações e lançamentos para o mercado de todo o mundo, mas é direcionado aos compradores dos EUA e Canadá. Para entender: você sabe qual é o carro mais vendido nos EUA ? Não, não é presumível sedã, como no restante do mundo, mas um picape, no caso o F 150 Ford. E os concorrentes não ficam atrasados, GM tem o Silverado, segundo mais vendido, e FCA, com a marca Dodge, o Ram 1500, terceiro na grade. Há picapes Honda e Toyota, mas não se alinham com a volumetria cúbica das marcas nativas.

Novo Ranger – por enquanto nos EUA


Não se sabe se os compradores forçaram à dedicação em picapes, ou se o mercado escolheu o caminho. Afinal, neles o lucro unitário em muito supera o de automóveis e utilitários esportivos, e este é o indutor capitalista.

Ranger chama atenções por voltar à produção no país de origem após ausência de oito anos. Estilo melhor, mais leve, menos macho-man, e construtivamente apresenta o caminho tradicional do amplo emprego de chapa de aço para moldar cabine e carroceria, ao contrário do líder F150 inovando no uso das chapas e enorme percentual de partes em alumínio. Interior cuidado em infodiversão e equipamentos de automóveis.

Ford insiste em dizê-lo exclusivo para os EUA, mas a construção simplória – vamos combinar, fazer picape é coisa primária. Um macaco bem ensinado é capaz de cometer um – permite ser repetida na Argentina, base sul americana para fazer picapes. O Ranger vendido no Brasil comemorará em 2018, 20 anos da operação regional.

FCA, iniciais da Fiat + Chrysler, tem sensíveis lucros com operação nestes veículos, os mais vendidos e lucrativos dentre os produtos de alta produção na marca – Maserati e Ferrari não contam. Picape é o rótulo, a cara do mercado norte-americano, e a previsão de vendas neste exercício é de recordistas 500 mil unidades. Outra surpresa projetada para o exercício será a ultrapassagem do Silverado pelo RAM, a melhor prova de boa gestão da marca, induzindo melhorar o produto.

Para passar a GM deve vender mais de 85.000 u/a. Novo RAM mede 22 cm acima do modelo anterior, sendo 10 cm na cabine, para maior conforto, incluindo inclinar o encosto do banco traseiro, e adições pró conforto focaram infodiversão. O chassi emprega 98% de aço de elevada resistência; motores V6, 3,6 litros e V8 5,7 litros, 15/85 e L-4 3,0 litros, diesel, transmissão automática oito velocidades; capacidade de reboque em 5,7 t. FCA passou por processo depurativo, cortou sedãs medíocres, concentrou a pouca verba restante dos grandes gastos no Alfa Romeo Giulia e Stelvio para melhorar a operação RAM, com vendas imediatas – um trimestre, ou ¼ do exercício antes da chegada do GM Silverado, com previsões de vendas no outono sobre equatorial, em três meses. Se Max Manley, à frente da RAM e autor de sua ascensão no mercado, conseguir a façanha, terá garantido sua senha para promoção na grande mudança de cargos e postos na FCA daqui a dois anos quando o polêmico Sergio Marchionne, atual CEO, deixará o cargo.

Dodge RAM cresceu em tamanho para crescer no mercado


Jogo Duro
Mostras como esta exibem a ausência de um trabalho acadêmico sobre a evolução ou involução da humanidade no consumir veículos cada vez maiores, mais pesados pela expansão do uso de maior quantidade de materiais, condenáveis ecologicamente pela crescente utilização de materiais com extração e processos nem sempre adequados ao meio ambiente, e portadores em suas vastas caçambas e espaços, da incômoda dúvida: porque são planejados para oferecer capacidade de carga e trabalho muito superiores à necessidade e ao uso?

Quem, dos visitantes sul americanos ou europeus, esperava encontrar um novo VW Amarok, decepcionou-se. Veículo já superou o ciclo de vida como produto, mas não foi revisto. Além dos picapes das três maiores participantes no mercado, houve apresentação de utilitários esportivos, como a nova geração do VW Tiguan, agora para 7 passageiros – crescendo em tamanho e preço, abrindo caminho a renca de sucessores menores. Marca terá um SUV/SAV em cada segmento.

Utilitários esportivos e crossovers representaram 10% de crescimento na Mercedes, cujo picape Classe X inicia ser vendido a partir da Espanha e, final do próximo ano, na América Latina. Tais veículos dominaram o estande Mercedes, ante realidade do crescimento ter permitido superar a rival BMW no segmento de SUVs. A demanda pelos modelos GLA e GLC fê-la o maior fabricante de carros Premium pelo segundo ano consecutivo, ao vender 620 mil unidades, ¼ das vendas da marca. A Mercedes prepara novos concorrentes com tal formato. Surpresa foi novo jipe G. Bem dotado, preço superior, apesar da Mercedes afirmar ter prejuízo com a operação de pequenos números, mudou-o completamente, iniciando novo ciclo.

Mercedes G, novo ciclo


No caminho de implementar opções em picapes, com o Ranger, Ford também incrementou o Edge, de tíbia presença no mercado brasileiro. Tomou inspiração nas versões M BMW e AMG Mercedes, preparando-o para melhor performance, incluindo desenvolvimento da transmissão automática de 8 velocidades e motor V6, 2,7 litros, duplo turbo, 340 cv.

De automóveis apresentados, o VW Jetta chegará no Brasil, produzido no México – há vertente de produção local, dentro da nova visão da empresa tornando o país líder nas exportações para a América Latina. Utiliza a racional plataforma MQB, flexível em dimensões. Aqui baseia o Golf, o Polo e o Virtus, de apresentação próxima. Cresceu, tem dimensões assemelhadas do Passat, e missão importante, apagar, fazer esquecer os problemas com as emissões ilegais dos motores diesel no tal Dieselgate. Na esteira de sedimentar-se como maior produtor mundial de veículos, VW investirá solidamente no grande mercado norte-americano – US$ 3,3Bi até 2020 – para vintena de novos produtos.

VW Jetta


Quem
Na prática, quantos dentre os modelos lançados em Detroit virão para o Brasil?

Poucos, por fatores diversos, a começar pela falta de interesse das marcas produtoras – por exemplo GM e Ford importam restritos modelos, e a importação por agências particulares nem sempre entusiasma o interessado. Dos produtos com tecnologia híbrida algumas unidades poderão ser trazidas, mas apenas como representantes folclóricos. E a legislação regulatória da indústria automobilística brasileira, de vigor recém encerrado, reduziu o mercado para os importados, e por complicações intestinas, a nova ainda não foi baixada, intranquilizando mercado e importadores por desconhecer carga tributária, gravames, penduricalhos, incidentes sobre os veículos.

Híbridos ou elétricos, exceto pelo Toyota Prius com operação bem estruturada de importação, vendas e assistência – e pedidos ao Governo Federal para impostos favoráveis à produção local -, deverão ser coisa de referência institucional, nada sólida ou densa. Afinal, para uma operação com frota elétrica, falta-nos o insumo básico, a disponibilidade de energia elétrica. Há, a se lembrar igualmente, automóvel é visto no desorganizado Brasil, sob o aspecto tributário, como bem supérfluo, daí a tributação nos portos e nas ruas, reduzindo suas vendas.

Roda-a-Roda
Gente – Mariana Romero, analista, novo rumo. OOOO Porsche Brasil procura profissional para exercitar assessoria de imprensa. OOOO Dentre empresas alemãs de automóveis VW, Mercedes e Audi fazem bem tal trabalho. OOOO Dan Gurney, 87, piloto, passou. OOOO Retrato do corredor californiano dos anos´50, alto, bem apessoado, dentadura equina, dirigiu e ganhou em quase todas as categorias, de Fórmula 1 a 24 Horas de Le Mans. OOOO Criou o gesto de aspergir champagne do podium. OOOO

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