Cobreq lança pastilhas de freio para VW Virtus na reposição



Já estão disponíveis para reposição, nas 563 concessionárias Volkswagen do País, as pastilhas de freio TMD/Cobreq para o novo Volkswagen Virtus, lançado recentemente pela montadora.

O Virtus é a versão sedã do Polo. E sua pastilha dianteira do modelo 1.6 MSi é encontrada no catálogo Cobreq com a designação N-252. Já a N-884 refere-se às pastilhas traseiras do Virtus Conforline 200 TSi e do Virtus Highline 200 TSi.

Em relação ao Polo, o Virtus tem 9 cm a mais entre-eixos e amplo porta-malas de 521 litros. Motores das duas opções do catálogo Cobreq: 1.6 MSi (117 cv) com câmbio manual de 5 marchas e os modelos Confortline 200 e Highline 200 1.0 TSI (128 cv) e câmbio automático de 6 marchas.

Renault inaugura injeção de alumínio no Paraná



A Renault inaugura em São José dos Pinhais/PR no Complexo Industrial Ayrton Senna o Curitiba Injeção de Alumínio (CIA). A unidade produz os blocos e cabeçotes de alumínio utilizados na montagem dos motores 1.6 SCe, os quais estão no Renault Sandero, Logan, Captur e Oroch.



No total, a capacidade de produção é de 500 mil peças por ano, divididos entre blocos e cabeçotes.

Alta Roda | Vida Dura

Por Fernando Calmon*

Estreia do Cronos, versão sedã do Argo, é um bom exemplo do grau de sofisticação da oferta de produtos no mercado brasileiro. Os sedãs compactos, onde se enquadra o novo modelo da Fiat, representam 15% das vendas totais, praticamente a mesma importância de todos SUV somados que, no ano passado, alcançaram 16%. Só entre os produzidos no Mercosul há 13 opções com entre-eixos curto (2,49 m, Fiesta), médio (2,52 m, Cronos) e longo (2,65 m, Virtus). E novas opções continuarão a chegar, a exemplo do Toyota Yaris sedã, no final do ano. Portanto, as comparações apontam certa complexidade.

O mais novo sedã compacto se diferencia da sua versão hatch pela parte frontal exclusiva. Embora Sandero e Logan também sigam esse caminho, o resultado estético ficou bem harmonioso. A traseira é o seu ângulo mais bonito. Há bom espaço no porta-malas (525 litros), além de ótimo vão e grande ângulo de abertura da tampa. Mas, as dobradiças longas podem amassar a bagagem, dificuldade recorrente em sedãs menores, embora o Virtus tenha solucionado, em parte, o problema. Molas a gás resolveriam, a custo maior.


Espaço interno ficou compatível com o líder do segmento, o Prisma. Destaque para pernas e cabeças no banco traseiro. Perde, no entanto, para Versa e Virtus, em especial. Painel apresenta desenho moderno, três saídas de ar centrais, mas sistema multimídia, embora fácil de operar e bem localizado, não fica embutido no painel como em alguns concorrentes. Bancos firmam bem o corpo. Pedaleira provoca interferência com o console de assoalho.

Dois motores estão disponíveis: 1.350 cm³ (109 cv/etanol) e 1.750 cm³ (139 cv/etanol). O primeiro se destaca por baixo consumo de combustível e pode vir com caixa automatizada de uma embreagem. Cronos pesa apenas mais 10 kg que o Argo e, assim, desempenho é razoável. O segundo, além de câmbio manual, oferece um automático convencional de seis marchas, mostra agilidade, mas consumo deixa a desejar.

Calibragem fina das suspensões é ponto alto do carro, mesmo ao utilizar a opção de rodas de 17 pol. de diâmetro. FCA, em Betim (MG), utiliza um simulador de última geração – que chama de banco elastocinemático – para ajudar no acerto de dirigibilidade, máquina única no hemisfério sul. Na Itália, só a Ferrari possui o mesmo equipamento.

O carro é bem equipado, inclusive opção de câmera de ré com linhas de trajetória, em geral existentes em modelos maiores e mais caros. Controle de estabilidade está em toda a linha, menos nas duas opções mais baratas. Bolsas de ar laterais dianteiras são opcionais por R$ 2.600,00 e só com o motor mais potente. No total há cinco versões, três delas com motor de menor cilindrada que devem responder por dois terços das vendas. Preços básicos variam de R$ 53.990 a 69.990,00.

Outra vez há conflitos dentro da gama Fiat. Grand Siena, por exemplo, teve preço rebaixado para menos de R$ 50.000, o que atrapalha o Cronos, porém deve ter vida curta. Por outro lado, uma das versões do novo automóvel é mais barata que o Argo. Para tornar a vida do novato mais dura, a Precision (de topo), passa de R$ 82.000, incluídos opcionais, sem chance de enfrentar Virtus ou City.

RODA VIVA
SALÃO de Genebra, de 8 a 18 de março, mostrará o equivalente ao VW T-Cross, no caso o SUV Skoda Vision X Concept, de mesma distância entre eixos do Virtus. Linhas terão alguns disfarces e versão definitiva estreia em outubro, no Salão de Paris, enquanto o T-Cross, estará no Salão de São Paulo, em novembro. Já o Tiguan, importado do México em breve, terá versões de sete e também (a Coluna antecipa) de cinco lugares.

INVESTIMENTO da GM em São Caetano do Sul (SP), sua unidade industrial mais antiga no Brasil, chama atenção em um momento de grande ociosidade da indústria automobilística. País pode fabricar até 5,5 milhões de veículos/ano, mas, em 2018, no máximo, 3,1 milhões. Com a ampliação, capacidade da GM subirá de 250.000 para 330.000 mil/ano.

AMAROK V-6 diesel transformou a picape média da VW em um veículo mais rápido que a maioria dos automóveis comuns. Afinal, são 225 cv, 56,1 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 8 s. Como desloca uma massa, em ordem de marcha, perto de 2,2 toneladas, precisa de moderação ao acelerar. Preço ajuda a pensar: R$ 184.990.

CONSTATAÇÃO interessante: fabricantes japoneses têm infraestrutura e tecnologia de sobra para investir em carros autônomos e trabalham nisso com afinco. Entretanto, no seu mercado interno o tema parece empolgar pouco os motoristas. Na pesquisa publicada na Coluna da semana passada, Japão nem aparece entre os 20 países mais “ansiosos”.

AVANÇO de carros elétricos nos EUA será bastante lento. Segundo Mike Jackson, presidente da AutoNation, maior rede de concessionárias do país, eles responderão por algo entre 15% e 20% das vendas totais em 2030. Participação muito inferior ao projetado (sem confirmação…) na Europa. Jackson costuma acertar previsões por ouvir de perto os compradores.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Nova marca de filtros no mercado de reposição



A Best Germany, marca pertencente ao grupo fabricante de autopeças Hsoar, acaba de desembarcar no Brasil. O grupo Hsoar, com sua matriz na China, fornece produtos para montadoras na Ásia e está também presente no mercado de reposição automotivo na Europa, Canadá e Estados Unidos. A marca iniciou suas operações na Alemanha com hélices e embreagens viscosas para a linha pesada e há três anos está presente com produtos para caminhões e ônibus no Brasil.

A Best Germany agora complementa seu portifólio no Brasil oferecendo excelente qualidade e acabamento em uma ampla linha de filtros de ar, cabine, combustível e óleo, para veículos leves e utilitários, atendendo aos mais alto níveis de qualidade exigidos pela indústria automotiva.

Visite o site: www.bestautoparts.com.br

Hyundai CAOA lança novo caminhão leve



A Hyundai CAOA apresenta o novo caminhão leve HD 80, produzido na fábrica da CAOA Montadora, em Anápolis/GO. Ele foi desenvolvido para ampliar a economia, fácil manutenção e a relação custo-benefício, do seu antecessor, o HD 78.

Segundo a marca, o preço competitivo e versatilidade serão alguns dos diferenciais do HD 80, quando comparado com os principais concorrentes do seu segmento. Disponível em versão única de acabamento e com preço sugerido de tabela de R$ 118.800,00, o novo caminhão leve foi desenvolvido sobre um chassi bastante resistente e que possibilita a configuração de acordo com as necessidades do cliente. Entre as diversas opções de implementos estão: baú carga seca, baú isotérmico, baú frigorífico, carroceria aberta, plataforma de guincho, cesto aéreo, food truck.

Atualmente, nas instalações da CAOA Montadora são produzidos, além dos veículos comerciais HD 80 e HR, os modelos utilitários-esportivos Tucson Flex, iX35 e New Tucson.

Externamente, a cabine do Hyundai HD 80 conta com uma nova grade frontal, que confere modernidade ao design funcional já consagrado pelo seu antecessor. No interior, o modelo traz mais evoluções, como, por exemplo, quadro de instrumentos e console central redesenhados, manopla de acionamento do freio de estacionamento, que passou a ser pneumático, além da inclusão do computador de bordo.

O modelo sai de fábrica equipado com motor biturbo quatro cilindros, diesel 3.0 litros, com intercooler e sistema EGR – que dispensa o uso do ARLA -, fornecido pela FPT Industrial.

Esse propulsor tem a potência máxima de 170 cv a 3.500 rpm e torque de 40,8 kgfm, entre 1.500 e 2.200 rpm, ou seja, potência e desenvoltura já podem ser observados a partir das faixas de rotações mais baixas, o que confere ao HD 80 força e agilidade para encarar o anda e para das cidades.

O Hyundai HD 80 virá equipado de série com sistema de freios pneumático, em substituição ao hidráulico utilizado até então pelo seu antecessor, e tecnologia antitravamento das rodas (ABS). Com essa evolução, as frenagens ficaram ainda mais seguras, independentemente da situação.

A primeira evolução percebida é o aumento do Peso Bruto Total (PBT), que é o resultado da soma do peso total do modelo e a sua capacidade de carga. Ele passou de 7.800 kg, no HD 78, para 8.000 kg, no HD 80. O que representa dizer que este lançamento da Hyundai CAOA tem 5.263 kg de capacidade de carga, contando com o implemento (baú, carroceria – aberta ou fechada, entre outras), que normalmente pesa 800 kg, ou seja, ele é capaz de transportar como carga líquida – considerando o peso do implemento – em torno de 4.463 kg.

Mitsubishi promove competição entre técnicos de concessionárias



No dia 7 de março, próxima quarta-feira, o MIT Point será palco da final nacional do Rali do Conhecimento, uma competição entre técnicos da rede de concessionárias Mitsubishi Motors. A loja-conceito da marca dos três diamantes, localizada no shopping JK Iguatemi, receberá a segunda edição deste evento que pretende estimular o desenvolvimento técnico e a capacitação profissional constante da rede.

Depois de mais de 300 questões online em 10 provas distintas, totalizando 1594 testes aplicados a 200 pessoas, semifinais em seis regiões (Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo) com provas presenciais para 57 participantes, chegou a hora dos 10 melhores encararem uma final de conhecimento e habilidade técnica. Eles precisarão identificar e solucionar problemas implantados em carros da marca. O melhor irá representar o Brasil na competição mundial, no Japão, e os três melhores ganharão uma viagem.

“A competição visa manter os técnicos sempre atualizados e focados, em prol da excelência da reparação. Com o Rali do Conhecimento conseguimos trabalhar constantemente o aperfeiçoamento e a melhoria contínua da rede”, fala Julio Fiorin, diretor de Pós-Vendas da Mitsubishi Motors.

Morre Raul Anselmo Randon, fundador da Randon S.A.



Determinação e persistência sempre guiaram a vida de Raul Anselmo Randon. Essas características, aliadas ao planejamento e ao trabalho de equipe, transformaram a pequena ferraria fundada em 1949 por ele e seu irmão Hercílio no conglomerado integrado por nove empresas fornecedoras de soluções em transporte, presentes em todos os continentes e líderes no mercado nacional em seus segmentos.

A história de quase 70 anos das Empresas Randon confunde-se com a trajetória pessoal e profissional de um de seus fundadores. Descendente da segunda geração de imigrantes italianos fixados no Rio Grande do Sul, Raul nasceu em Tangará, SC, no dia 06 de agosto de 1929. Filho de Abramo e Elisabetha Randon, Raul recebeu de seus pais uma educação muito rígida voltada para o trabalho. Autodidata bem sucedido adquiriu conhecimentos através de cursos rápidos, palestras, seminários e na vida, aprofundando seus conhecimentos nas áreas administrativas, financeiras, de custos, vendas, produção e, posteriormente, agricultura, fruticultura e pecuária.

Aos 14 anos, foi trabalhar na ferraria de seu pai, aí permanecendo até os 18 anos, quando, em 1948, foi prestar o serviço militar obrigatório, até janeiro de 1949. No retorno do exército, associou-se ao irmão Hercílio Randon em sua pequena oficina de reforma de motores, quando tudo começou. Em 1956, aos 26 anos, Raul casou-se com Nilva Therezinha Randon, com quem teve cinco filhos: David, Roseli, Alexandre, Maurien e Daniel.

O pequeno negócio na área metalmecânica, iniciado em 1949 pelos irmãos Raul e Hercílio Randon projetaram-se como um dos mais importantes conglomerados da indústria automotiva da América do Sul. O grupo empresarial Randon está integrado pelas empresas controladas, além de filiais e escritórios em todos os continentes.

O sucesso empresarial, a prosperidade e solidez dos negócios não mudaram a forma simples com que Raul Randon sempre se relacionou com todos, dentro e fora da empresa. Foi, sobretudo, um homem simples, que construiu sua vida através do trabalho duro. Um homem dedicado à família e à comunidade. Herdou dos pais o valor de que o trabalho dignifica o homem, produz riquezas e, consequentemente, propicia uma vida melhor.

RAUL ANSELMO RANDON
– Nome dos pais: Abramo Randon e Elisabetha
– Irmãos: Hercílio (in memoriam, morreu em 1989), Zilá, Beatriz e Isolda
– Filhos: David, Roseli, Alexandre, Maurien e Daniel
– Netos: Audrey, Isabelle, Arthur, Victor, Isadora, Marina, Raul Alberto, Laura, Maria Eduarda e Marco Antonio e a bisneta Maria Vitória.
– Nasceu em 6 de agosto de 1929
– Casou em 13 de janeiro de 1956 com Nilva D’Agostini Randon

Inscrições para o Valeo Innovation Challenge 2018 já estão abertas



Você se considera um estudante brilhante e está disposto a escrever um novo capítulo na história do automóvel e da mobilidade? Fique atento, pois o Valeo Innovation Challenge (VIC), o concurso de inovação global da Valeo, já está com as inscrições abertas até o dia 30 de março!

Para participar, os estudantes devem formar uma equipe de até cinco alunos (é possível ainda incluir um professor no time) e desenvolver uma ideia inovadora que aborde uma das três tendências mais atuais da indústria automobilística: os carros elétricos, os veículos autônomos e a mobilidade digital.

Na primeira fase do VIC, os alunos deverão apresentar seus projetos e o modelo de start up associado a eles. As ideias serão avaliadas por especialistas em empreendedorismo de todo o mundo, além de representantes da Valeo, que selecionarão nove equipes finalistas para receberem apoio de profissionais da indústria automotiva para levar os projetos adiante.

Na fase final, que acontece em Paris no segundo semestre, os finalistas irão apresentar seus projetos a um júri formado por lideranças da área de tecnologia e por executivos da Valeo, que selecionará as três equipes vencedoras (uma grande campeã e duas vice-campeãs) para dividirem um prêmio de € 200 mil euros, a serem usados no desenvolvimento dos projetos. Além do dinheiro, os vencedores receberão ainda o apoio técnico de especialistas da Valeo, que terá 5% das ações de cada uma das três novas start ups.

Em 2017, cerca de 5 mil estudantes de 80 países e de mais de 700 universidades e instituições de ensino superior, formaram mais de 1.600 equipes para participarem do Valeo Innovation Challenge.

Para mais informações e inscrições, acesse: https://valeoinnovationchallenge.valeo.com/en/challenges/innovationchallenge2018

BMW planeja produzir MINI elétrico na China



O BMW Group anuncia que acaba de assinar uma carta de intenções com a fabricante chinesa Great Wall Motor para iniciar a produção dos próximos modelos MINI equipados com baterias e movidos à eletricidade na China.

Além da produção da primeira bateria elétrica MINI em Oxford, na Inglaterra, a partir de 2019, a iniciativa sinaliza um compromisso para o futuro eletrificado da marca MINI. Os próximos passos do projeto serão alinhar os detalhes para um possível acordo de parceria e cooperação, e definir aspectos como o local da produção e investimentos concretos. O BMW Group entende que uma estratégia de crescimento semelhante poderia acelerar o desenvolvimento da marca MINI de forma significativa sem questionar o compromisso da empresa com o Reino Unido, considerando os investimentos significativos realizados ao longo dos anos para intensificar o seu envolvimento naquele país.

De Carro Por Aí | Amarok V6: mais potência, mais freios, mais clientes

Por Roberto Nasser*

Amarok V6, mais potente e veloz do mercado


Volkswagen lançou comercialmente versão com motor V6 de seu picape Amarok. 3,0 litros de deslocamento, 225 cv e 550 Nm em torque – 56,1 kgmf pela medida antiga e mais conhecida. Se a anterior, mantida em linha, L4, 2,0 e 180 cv oferecia bom comportamento dinâmico, expandir o motor em 50% abre distância, e a união de características aproximam-no dos automóveis, distanciando dos caminhões. Para acelerar, 0 a 100 km/h em 8s – medida de automóvel de respeito; para frear, idem, em freios a disco nas 4 rodas, com exclusivo ABS off road.

Tração total automática, transmissão hidráulica com 8 velocidades. O sistema de direção, mais preciso, adequa-se ao conjunto de performance.
Não é para arrancar toco; levar mudas de café às beiradas das matas ciliares no Espirito Santo; carregar transformador para reparar linha de transmissão elétrica nas grimpas de algum morro; ou trabalhar em garimpo. Não há impedimento mecânico, mas o há pela configuração e preço: a versão V6 é apenas encontrada padrão elevado de decoração e conteúdo, bancos com regulagem elétrica, revestidos em couro, o sistema de infodivertimento mais completo do segmento, liderado por tela com 16 cm, câmera de ré, traçam seu destino. Não é para peão, mas para fazendeiro ou seu herdeiro agroboy. Este, alias, deve ser o maior usuário de outra habilidade do Amarok: ao premer um botão muda-se a pressão dos turbo compressores, obtendo-se 10 % adicional em potência. Dura apenas 10s, bastante para superar dificuldades imprevistas. Sistema foi pioneiramente aplicado nos picapes Mitsubishi L200 feitos no Brasil, e Fiats com motor 1,4 turbo, mas faz a maior presença.

Motor apresenta características modernas, com injeção direta de diesel sob elevada pressão e turbos com geometria variável. Nele, comandos acionados por corrente, afastando o pesadelo das quebras das correias dentadas nos motores L4.

É produto curioso, desafiando a lei da obsolescência do estilo, segundo a qual veículos devem mudar de carroceria a cada 8 anos. O Amarok tem mais e apenas passou por sutil mudança estética. A versão V6 não motivou alterações, e mesmo assim o picape VW levou, pela segunda vez, e com exclusividade, o IPUA 2018 – prêmio de picape internacional do ano. Fundiu a cuca dos formuladores de produto dos concorrentes, em especial os líderes de mercado neste segmento médio, Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.

Empresa fez pré série com 450 unidades vendidas num dia, acertando em formulação e preço – R$ 185 mil, considerado excepcional se comparado com líder no mesmo padrão de decoração: Toyota HiLux a R$ 192 mil.

O argumento de ter força, rapidez e velocidade; aparato eletrônico de segurança, incluindo freios para descidas; volume de equipamentos e acessórios; excelentes bancos dianteiros, deve ser ouvido pelos interessados.

Do Amarok 7 versões, incluindo chassis, cabine simples, dupla, motores com 140 cv e 340 Nm, 180 cv e 42,8 kgfm, e o V6 com 225 cv de potência.
Não é produto para volume, versão V6 tem vendas projetadas de 30% do mix, mas Pablo Di Si presidente da VW na América Latina, crê num puxador de vendas pela exclusividade do V6, da potência e torque superiores aos concorrentes. Hoje o Amarok está em 4° lugar.

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O bom Salão de Genebra
Quem conhece, reconhece: Genebra tem o melhor Salão de Automóveis da Europa. Contido, bem dividido, permite ser observado em dois dias sem maior sacrifício. Frankfurt ou Paris, em alternância, exigem fôlego para percorrer, em media, 14 km de alamedas.

Nesta edição, aberta ‘a imprensa na terça-feira 6, e a público de 8 a 18 de março, são esperados 10 mil jornalistas nos dois primeiros dias, e 700 mil visitantes interessados nos 180 exibidores, 900 veículos expostos, 110 em apresentação européia ou mundial, com ênfase à crescente onda de Super Carros. No dia de abertura, entrevistas com CEOs a cada 30 minutos, e as mais aguardadas são as do sempre novidadeiro Sergio Marchionne, da FCA; do presidente da Volkswagen sobre os efeitos do Dieselgate em sua companhia e, nesta edição, do número 1 da Mercedes, para explicar a venda de quase 10% da empresa a um chinês.

Dia 5, os 60 jornalistas integrantes do Car of the Year, mais prestigiosa láurea na indústria automobilística europeia, escolherão o veículo mais representativo do ano. Dos 37 veículos listados e aprovados na primeira semana de testes de estrada, numerosas avaliações, e a última bateria de avaliações nas proximidades de Paris, contando com os fabricantes para aclarar dúvidas – e fazer lobby -, depuraram-se sete finalistas: Alfa Romeo Stelvio; Audi A8; BMW Series 5; Citroën C# Aircross; Kia Stinger; Seat Ibiza; Volvo XC40. Resultado incógnito, mas a julgar pelos prêmios recentemente recolhidos, chances há de o SUV Alfa ser o vencedor.

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Em outubro os elétricos Zotye
Prometida operação comércio/industrial da chinesa Zotye terá início em outubro com venda de dois modelos: o urbano E200 e o sedã 4 portas Z500 EV. Picape Stark, produzido pela catarino/cearense TAC, quase comprada pela Zotye, e motonetas elétricas como divulgado anteriormente, foram descartados. Aquisição da TAC não se viabilizou, e o projeto solitário tomou outro caminho.

Negócio principia com a homologação dos veículos junto ao governo brasileiro e pequena importação de lote completamente montado, à espera da definição conceitual do governo federal em nova legislação hoje gestada sob o carimbo de Rota 2030. Ali estarão os parâmetros para a indústria, desenvolvimento tecnológico, incentivos para alcançá-los, incluindo tributação sobre híbridos e elétricos. Após, incremento em volumes e, acredita, até o final de 2019 te-los-á montados no Brasil em crescente agregação de partes nacionais. Segundo Cadu Barbosa, diretor da Zotye para relacionamento governamental, tal índice deverá atingir 70% em 5 anos.

A fábrica em instalação em Goianésia, GO – a 180 km ao nordeste de Goiânia – galvaniza um processo industrial atraindo instalação de fornecedores de auto partes – baterias, eletrônicos, pneus, etcccc – e a formação do Parque Industrial Automotivo de Goianésia.

Os produtos
O E200 é um sub compacto – veja-o como o Smart Fortwo da Mercedes : 2,73 m de comprimento; 1,60m de largura; 1,81m entre eixos. Motor elétrico com 81 cv, velocidade final de 120 km/h, autonomia de 180km/carga, interior refinado em decoração e conectividade.

Quanto ao Z500, está em outro oposto do mercado. Grande para os padrões nacionais em 4,75m e 2,75m de entre eixos, tem motor com 128 cv, e autonomia de 250 km/carga.

Zotye Z500, vendas em outubro.


Os chineses, quem diria, sócios da Mercedes
Notícia surpreendente, um chinês comprou 9,69% das ações da Daimler, controladora da Mercedes. É Li Shufu, comandante e principal acionista da China Zhejiagn Geely Holding Group, proprietário de, por enquanto, quatro marcas de veículos: Geely; London Taxi; Volvo; Lotus. Com US$ 9 Bi tornou-se o maior acionista individual do fabricante de Mercedes automóveis, caminhões e vans. Em segundo lugar no controle acionário da empresa está Kwait Investment Authority, com 6,8%.

Na prática conseguiu seu objetivo – ter acesso à tecnologia de carros elétricos Mercedes. Indelineável separação entre pessoa física, holding, e empresas controladas, quer lançar marca própria nos EUA, carro luxuoso, sob a marca Lynk&Co, e produzir veículos autônomos com base Volvo.

Os Xing-Ling, com insuspeitado poder, vem-se espraiando pelo mundo. Há dois anos propuseram assumir 30% da PSA – Peugeot Citroën DS -, forçando o governo francês a associar-se para evitar o controle estrangeiro sobre a pioneira marca. E neste turvo mundo das finanças empresariais, dizem-nos aptos a adquirir a FCA – Fiat Chrysler Automobiles, empresa assumindo feição financeira e controladora de dezena de marcas, nas quais a cada dia se percebe o fazer automóveis apenas como negócio sem causa.

Mas vale o registro da surpresa, de alguém preencher o cheque de US$ 9 Bi de sua conta pessoal. Não foi associação, fusão, troca de ações, mas negócio de compra, um saque da conta bancária.

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Roda-a-Roda
SIM ? – Luca de Meo, executivo, carreira rápida na Fiat e atualmente na VW, onde preside a espanhola Seat, declarou ao jornal Expansión, estudos da marca para vender e produzir carros na América Latina. Seat vende no México e esteve na Argentina e Brasil ao início dos anos ’90, deixando os dois mercados sem maiores explicações e clientes pouco felizes.
Não – André Senador, diretor de assuntos corporativos na VW Brasil, consultado, desconhece a pretensão. Marca pertencente ao conglomerado VW, para produzir localmente seria em instalação industrial Volkswagen.
Difícil – Seat não está no radar de produtos da VW do Brasil, às voltas com muitos lançamentos. Importador independente não parece opção.
Começou – Citroën iniciou produzir na Argentina seu sedã C4 Lounge. Lançamento dia 14, vendas em seguida.

Dúvida – Renault inaugurará fábrica de peças e motores à base de alumínio. Até agora não conseguiu confirmar presença do Presidente Temer.

Mimo – Compradores da pré venda de Fords Mustang levarão brinde adicional: capacete cópia do utilizado pelo piloto Dan Gurney à apresentação do modelo em 1964.

Opção – Décima quarta iniciativa de divulgar veículos e serviços elétricos entre 18 e 20 de setembro, no Transamérica Expo Center, S Paulo, SP.

Mercado – É o Salão Latino Americano do Veículo Elétrico, agora organizado pela NürbergMesse, mais uma empresa alemã de organização de eventos chegada ao Brasil.

Jogo duro – Nissan avisou produzir nova geração do utilitário esportivo Terra sobre chassis tradicional, de longarinas e travessas. Parece retrocesso, em especial pelas ásperas sensações de condução, mas empresa quer faze-lo a partir da China e suas descompromissadas condições. Com ele inicia nova divisão de negócios, de comerciais leves.

Nissan Terra, volta ao uso de chassis


Melhor – Pirelli foi escolhida Fabricante de Pneus do Ano, na Expo Tecnologia de Pneus em Hannover, Alemanha. Pesaram para a depuração o foco nos pneus Prestige, para veículos de alto valor; maior número de homologações –circa 2.000 -; parcerias com 28 universidades; e o lançamento do Connesso.

Novidade – O Connesso é um pneu transmissor para celular ou nuvem, de informações com análise de dados de pressão, temperatura e desgaste.
Democradura
– Parece descrição do fim do governo revolucionário, mas é apenas apreciação sobre as cores mais vendidas de automóveis em 2017. A ditadura do Preto e do Prata deu abertura ao Branco, agora líder. 78% dos veículos de 2017 foram pintados nestas cores.

Como é – Branco liderou com 40%; preto e prata em segunda posição, seguidos por marrom, verde e vermelho, segundo análise da fabricante BASF.

Verdade – Resumo do negócio, quanto menor o automóvel, mais viva a cor.

Mais luz – Phillips inicia vender lâmpadas com até 3 mil horas de vida – usuais oferecem apenas 700h. É a LongLife EcoVision, boa para veículos com larga rodagem diária. Há nos tipos H1, H4, H7 e H11, aplicáveis à grande maioria da frota nacional. Custa uns R$ 25, e as comuns em torno de R$ 17.

Negócio – BP/Castrol e Renault firmaram entendimento através da Renault Sport Racing, departamento esportivo da marca, incluindo Fórmula 1 e Alpine. Patrocínio, fornecimento de combustível e lubrificantes, desenvolvimento.

De cá – Óleos BP/Castrol serão primeiro abastecimento, como equipamento de fábrica, e recomendados nas trocas em todos os Renault, Nissan, Mitsubishi. Tremendo mercado, ano passado venderam 11 milhões de unidades.

E ? – Capital não tem coração ou patriotismo. A Renault é das mais antigas marcas francesas, mas o patrocínio é britânico…

Gente – Rodrigo Soares, executivo, desafio. OOOO De gerente de vendas a nº 1 em comunicação e imprensa Porsche. OOOO Boa base acadêmica, era da Mercedes-Benz onde implantou MB Challenge – as corridas com carros da marca. OOOO Do ramo, conhece o produto, exigências nem sempre consideradas na contratação de executivos como interface a público interessado, como o é o de jornalistas especializados. OOOO

Projeto da Factory 56 para re inventar a construção do automóvel


Factory 56, o automóvel recomeça
Uma proposta com cunho histórico e atualização industrial iniciou ser tocada pela Mercedes-Benz Cars, a divisão de automóveis da corporação Daimler. Empresa fixou a pedra fundamental e em paralelo á construção principia moldar métodos e equipamentos direcionados ás novas exigências mundiais de ecologia e informatização no projeto e construção de automóveis. Pretende a Mercedes repetir fato gravado na história, a produção do primeiro veículo auto móvel o Patent Wagen, de 1886. Markus Schäfer, membro do Conselho da Mercedes-Benz Cars, Produção e Suprimentos, sintetizou a importância da empreita: Como inventora do automóvel, estamos reinventando a produção.

Vista como apta a ser a mais moderna do mundo, a Factory 56 engloba a síntese de três conceitos: Digital, Flexível, Verde, e com foco sobre as pessoas. O rótulo pretende identificar um novo conceito de construção dentro das exigências para a futuro, em meio á atual demanda por enormes mudanças quanto aos métodos de projeto e fabricação. Quer corporificar as três tendências, ser consistentemente digital, flexível, e com processos rotulados de verdes, criados e implantados com proteção à ecologia e meio ambiente.

A iniciativa recebeu, à cerimônia de fixação da pedra fundamental, importante manifestação de reconhecimento oficial. A Dra. Nicole Hoffmeister-Kraut, ministra da Economia, Trabalho e Construção Habitacional de Baden-Württenberg, estado no sudoeste alemão, a 35 km de Sindelfingen, onde está a sede da Mercedes, comemorou a entronização da pedra fundamental e a construção da nova usina no estado, como local privilegiado para a indústria a longo prazo, garantir a prosperidade do país através da função das indústrias em produção e mobilidade do futuro, ressaltando a tarefa do Estado em apoiar tal inovação.

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