
O 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO que acontece no dia 27 de outubro no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte em São Paulo/SP contará com a presença da Hengst. A empresa irá expor em seu estande sua gama de produtos.
Os ingressos do segundo lote para o evento estão à venda por R$ 198, para adquirir o seu basta acessar o site site https://omecanico.com.br/congresso.
O espaço tem mais de 8 mil m² com capacidade para 4 mil pessoas. Serão mais de 10 horas de palestras e estandes das principais marcas de fabricantes de peças para promover negócios e relacionamento.
Além da Hengst estão confirmadas as empresas BorgWarner, Continental Contitech, Dana, Dayco, Delphi, iZettle, Hipper Freios, Iguaçu, KYB, Nakata, Schaeffler, SUN, Takao, Tecfil, Total Lubrificantes, Urba Brosol, VDO, Viemar e Wix. Não perca!
Serviço – 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO
Data: sábado, 27 de outubro de 2018
Horário: das 8h (abertura dos portões) às 19h30
Local: Expo Center Norte Pavilhão Amarelo
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo/SP
Mais informações: https://omecanico.com.br/congresso
Cummins produz 60% mais motores no Brasil durante o 1º semestre em 2018

A Cummins divulgou nesta sexta-feira (10) seus números de produção dos primeiros seis meses de 2018 no Brasil. A fabricante registrou 22 mil motores produzidos no período, aumento de 60% se comparado ao primeiro semestre de 2017. O saldo foi positivo em todas as quatro principais frentes de aplicações: a produção para caminhões rodoviários subiu 59%, enquanto o segmento de ônibus cresceu 75%, o de construção 58% e para geradores, 39%.

Como o segundo semestre do ano passado foi mais aquecido economicamente, a projeção da Cummins é fechar o ano de 2018 com aumento entre 40% e 45% na comparação direta com a produção de 2017. Hoje, segundo a empresa, atualmente, a cada três caminhões vendidos no Brasil, um tem motor Cummins. A marca estampa os propulsores de 57% dos caminhões leves, 67% do segmento de médio porte e 11% dos pesados.
A Cummins destaca duas novas aplicações em 2018. Uma delas, o Ford Cargo Power, dotado de motorização ISB 6.7 com 310 hp de potência e torque de 1.100 Nm. Para atingir esses números, a engenharia da Cummins desenvolveu soluções a partir do turbo Holset, que teve sua vazão de ar e torque máximo revisados, além da otimização da combustão do motor. A outra é a linha VW Delivery equipada com motores ISF 2.8 e 3.8, nos quais os turbos, filtros e sistema de pós-tratamento são da Cummins. No Brasil e na Argentina, a Cummins também equipa 100% dos ônibus e caminhões Euro 5 fabricados pela Agrale.

Outras unidades pertencentes à Cummins também apresentaram crescimento no mesmo período. O volume fabricado dos turbos Holset aumentou em 44% (de 21.357 para 30.661) e os filtros Fleetguard, em 8,3% (de 163, milhão para 1,77 milhão de unidades). A produção de sistemas de pós-catálise de gases aumentaram em 66,5% (de 12.266 para 20.424 conjuntos) e a de líquido de arrefecimento aumentou em 2% (de 1,94 para 1,98 milhão).

Eletrificação e Euro 6
Mundialmente, a Cummins espera que a eletrificação do trem de força de veículos comerciais e urbanos ainda passe por um período de 20 a 25 anos de transição do modelo atual. Porém a empresa já criou uma nova Unidade de Negócios, a Electrified Power (EPBU) e realizou a compra de três empresas do segmento: duas fabricantes de baterias, a Brammo (especializada em baterias de baixa voltagem) e a Johnson Matthey (especializada em baterias de alta voltagem), além da Efficient Drivetrains, especializada na integração de trem de força, baseada no Vale do Silício, na Califórnia.
“A Cummins Inc. divulgou recentemente um investimento US$ 500 milhões em eletrificação previsto para os próximos três anos. Somos uma empresa que há 100 anos é líder em soluções de powertrain e integração veicular com conhecimento profundo das necessidades de nossos clientes. A inteligência nos negócios de motores nos favorece para desenvolver a eletrificação e a nossa missão é a de ser líder também neste segmento, provendo hardware, softwares e inteligência como ninguém”, afirma o vicepresidente da Cummins Inc., Luis Pasquotto, que também é presidente da Cummins Brasil e responsável pela Unidade de Negócios de Motores da Cummins na América Latina.
Alinhada às estratégias globais, a Cummins Brasil investiu R$ 400 milhões desde 2015 em engenharia, produtividade, ergonomia, melhorias e desenvolvimento de produto. A fábrica de Guarulhos/SP foi modernizada com novas salas de testes para ganhos de produtividade, segurança e qualidade. O investimento já visa preparar a unidade brasileira para a demanda da norma Euro 6, que deve ser implementada no México e na China em 2021. Para o Brasil, o Rota 2030 prevê a aplicação a partir de 2023.
A tecnologia Euro 6 já é fornecida pela Cummins no mercado europeu em 2014 e, desde então vem modernizando e aperfeiçoando uma nova plataforma de motores para inserir nos mercados emergentes. Para isso, anuncia que alocou um time da engenharia brasileira integrada com o desenvolvimento global com o objetivo de modernizar e aperfeiçoar os motores Euro 6, tornando-os mais acessíveis, eficientes e confiáveis.
De Carro Por Aí | Roda-a-Roda
Roberto Nasser*

Referência – Herbert Diess, presidente da marca Volkswagen, na apresentação dos resultados financeiros da espanhola Seat, sua controlada, saiu-se com comparativo curioso: com a entrada no mercado chinês, quer ve-la como a Alfa Romeo, começando por elevar preços. Alfa hoje é comparável às versões S da linha Audi, os mais caros dos sedãs VW.
? – Diess nominou as características da Alfa, e disse que o crescimento e margem econômica da Seat superam a marca italiana.
Pretensão – Nenhuma outra marca tem tanta história e tradição no emblema como a Alfa, e a comparação parece graça sem graça. Há quem lembre, Luca De Meo, presidente da Seat, era Menino de Ouro na então Fiat, e de lá foi saído por Sergio Marchionne, capo de tutti capi é à época número 1 da marca. Comparação presunçosa parece provocação póstuma.

Mais – Suzuki criou série especial do seu jipinho Jimny. Chama-a Desert e não é identificada por adesivos, rodas coloridas, bobagens afins, usuais características de fugazes edições.
Bom trabalho – Aumento em 68mm da altura livre do solo, pneus maiores, 215x75x15, chapas protetoras para a mecânica inferior – caixa de transferência, braços da suspensão, amortecedores, além de equipamento com mais função visual e menos prática, o Snorkel.
O que – Leitor deve saber, uma trapizonga nascendo ao nível do teto, descendo, e trepanando o cofre do motor, como se o motorista fosse circular submerso a 2m. Coisa para enganar mãe de moça mas, sem trocadilho, neste deserto de veículos sem habilidades extras e apenas penduricalhos em hatches metidos a SAVs e estes querendo ser vistos como SUVs, fará a maior presença.
O Que – Pintado em Bege Jizan é dita como inspirada nas areias do deserto, mas Jizan é cidade à beira mar, próxima ao Yemen -, grade e faróis com acabamento cor grafite. Sua ótima capacidade off-road – para a Coluna é a melhor equação na proposta – foi implementada. 100 unidades.
Porém – Visto o preço, R$ 86 mil, mereceria denominação japonesa: Takaro.
Mais um – GM apresentou versão automática de seu sedã Cobalt. Tracionada pelo motor 1,8 L4, completa-o com direção eletricamente assistida e o multimídia MyLink. Foca clientes dentre os submetidos às agruras do trânsito brasileiro e PCD, Pessoas com Deficiência, contempladas com desconto no IPI.
Caminho – Poderia ter lançado antes, mas optou adotar a Teoria da Manada, aguardando outros fabricantes tomar a iniciativa para, então, segui-los.
Retorno – Fim das cotas de importação baixadas pela legislação do programa Inovar Auto acelera negócios dos importadores. Kia, maior deles, cresceu 46,3% relativamente ao primeiro semestre de 1967. Na prática licenciou 6.899 unidades, entre SUV Sportage e sedã Cerato. Média do mercado foi 14,1%.

Traço – Agregação à Aliança Renault-Nissan dá impulso à divisão automobilística da Mitsubishi. Empresa cooptou Alessandro Dambrosio, ex-designer chefe da Alfa Romeo. Quer dar traço, vigor, identidade visual a uma das marcas mais mal identificadas no setor.
Pré – Dambrosio participou dos projetos Alfa 159, Giulietta, Mito. Após, na Volkswagen, chamado pelo seu ex-chefe Walter 156 De Silva, trabalhou nos recentes Audi A4/A5; TT Sportback Concept e no SUV Bentley Bentaiga.
Situação – Designer-chefe é oportunidade de ouro a profissional do lápis deixar a marca de seu talento. Não são empregos efêmeros. Normalmente o escolhido cria as formas e personaliza os produtos por, pelo menos, duas gerações de veículos.
Opção – Aparentemente a parte nipônica da Aliança necessita socorro e apoio em estilo. Nissan foi busca-los na Casa Pininfarina para acertar seu performático 370 Z, e precisa fazer trabalho em todos os seus produtos -, indistintamente ruins em estilo. Mitsubishi acertou-se com o italiano ex-Alfa.
Confiança – Longo e cheio de percalços em seu curso no âmbito dos ministérios da Indústria e Comércio, Planejamento e Fazenda, projeto Rota 2030 foi enviado ao Congresso para apreciação. Traça a regra de incentivos para a indústria de veículos e autopeças.
Correções – No Legislativo, esperadas intervenções das fabricantes, montadoras e importadoras relativamente ao percentual de compensações nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, aparentemente terá curso curto.
Vaticínio – Raciocínio está em declaração do Presidente Temer, no congresso da Fenabrave, entidade dos revendedores de veículos, terça-feira passada. Lá, turbinado por surpreendentes aplausos, declarou assinará a Lei à abertura do Salão do Automóvel, novembro. Aparentemente combinou com os russos legisladores.
Ar – Fábricas de automóveis buscam independer de energia elétrica cara, produzido por hidroelétricas ou termogeradores. No Brasil Volkswagen tem duas represas gerando energia; Honda um parque de geradores eólicos. Toyota Argentina vai pelo mesmo caminho: acertou com a petroleira estatal YPF geração de energia elétrica produzida por geradores eólicos.
Mit 20 – De uma aposta no futuro, em município distante do centro produtor de auto peças, mas próximo ao mercado de seu produto, os picapes 4×4, em 20 anos a Mitsubishi marcou sua história em Catalão, Go.
Vai – Nasceu com 14.000 m2 de área coberta e, em 20 anos, chegou a quase 20 vezes mais. Registro insólito, no meio de Goiás a empresa tem uma das três mais modernas instalações de pintura no Brasil.
Gabarito – Das muitas conquistas, o transformar o picape diesel em objeto-ícone de consumo; de ter sido pioneira no uso de turbo nos Mitsubishi; de dar morfologia aos picapes: diesel, cabine dupla, tração nas 4 rodas.
Saída – Para enfrentar o tabelamento dos fretes – e a impossibilidade de negociar -, a GM pensa em ter frota própria de caminhões, tanto para recolher autopeças quanto para transportar carros O Km. A greve dos caminhoneiros e a incapacidade do governo em peitar e resolver, ficando refém da categoria, dá em excrescências como esta.
Respeito – Governo inglês quer incrementar o uso de combustível E10 – gasolina com 10% de etanol. Mas em respeito ao 1,8M de veículos pré 1970 existente no país, e para os quais considera a mistura incompatível, mante-la-á disponível até 2020.
Aqui – Ao contrário da respeitosa elegância inglesa, aqui, reflexo da maneira impositiva dos governos militares e seus sucessores, somada à leniência brasileira, a gasolina vem misturada com tão elevada quanto desconhecida quantidade de álcool, e o governo nada pergunta sobre adequabilidade ou fazer danos nos veículos, novos ou antigos.
Imprensa – Jeremy Clarkson, polêmico jornalista, brilhante em comparações, hábil utilizador de adjetivos, em sua coluna mensal na revista 4 Rodas carrega de elogios a caçamba do picape Toyota, mas critica a substituição de um comando mecânico por botões e eletrônica para acionar tração nas 4 rodas e reduzida.
Também – Coluna tem criticado os fabricantes por isto. Serviço duro não permite as dúvidas do uso de complicações elétricas e eletrônicas. Botãozinho não é coisa séria ou confiável, mas boiolo-feminina.
Utilidade – Mesma revista porta pequeno encarte patrocinado pela Fiat, o Guia do Test-Drive Perfeito, aulas sobre como avaliar veículos. Didático, interessante, sem indicar seus carros, mas demonstrando claramente as novas qualidades dos novos Fiat.
Araxá – Renault confirmou e avisa de seu patrocínio ao Brazil Classics Renault Show 2018, mais conhecido como Encontro de Araxá, onde realizado. Mais elegante dentre os pululantes e descoordenados eventos antigomobilísticos no Brasil, ocorrerá entre os dias 05 a 09, setembro, feriado. Patrocínio faz parte das comemorações dos 120 anos da marca. Gracioso.

Autoclasica – Sequência de qualidade, depois do mais elegante evento antigomobilístico brasileiro, será a vez dos argentinos com o Autoclasica. É o maior dentre os da América Latina, ocorrendo entre 12 e 15 de outubro em San Isidro, vizinha a Buenos Aires.
Lá – Brasileiros não expõem, mas comparecem aos milhares. Entrada a 300 pesos – uns R$ 41,02. Para o dia 12, promoção: dois tíquetes por 350 pesos – circa R$ 47,85.

Gente – Fernão Silveira, comunicólogo, deixou a Ford após um ano de serviço. OOOO Jornalistas do setor, incontidos em rótulos e carimbos, dizem-no o fugaz. OOOO
Wahler fala sobre válvula termostática na Autop 2018

A Wahler, marca da BorgWarner, participa do Atualizar O Mecânico, projeto de palestras gratuitas realizado no estande da Revista O Mecânico na Autop 2018 (16ª Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços). O evento acontece do dia 15 a 18 de agosto no Centro de Eventos do Ceará em Fortaleza/CE.
O especialista da Wahler, Heribaldo Gomes de Sousa, fará palestras com o tema “Válvula termostática e sistema de arrefecimento”. Outras marcas renomadas estarão presentes no Projeto Atualizar O Mecânico da Revista O Mecânico. Não perca essa oportunidade de adquirir conhecimento e aperfeiçoar suas habilidades. Para participar, basta comparecer em nosso estande que estará localizado na Rua C13, dentro do pavilhão.
Confira os horários e locais das palestras da Wahler:
Tema: Válvula termostática e sistema de arrefecimento
Local: Auditório B
Datas: 15/08 – 17h30
16/08 – 20h30
17/08 – 17h30
18/08 – 13h30
Serviço
Autop 2018 (16ª Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços).
Data: 15 a 18 de agosto
Horário: Qua. a Sex.: 16h às 22h | Sáb.: 11h às 18h
Local: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza/CE
Site: https://autopceara.com.br/
Promoção de Dia dos Pais do 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO termina HOJE (10)

Agora que o primeiro lote de ingressos acabou, os ingressos para o 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO passam a custar R$ 198. Porém em comemoração aos Dia dos Pais, a Revista O Mecânico irá presentear os pais mecânicos com um desconto de 50% na compra de um ingresso ATÉ HOJE (10). De brinde você levará uma luva para não passar a data em branco.
Se você for pai ou quiser levar o seu pai para o evento, basta acessar o site https://omecanico.com.br/congresso para se inscrever e usar o código PAIMECANICO no momento da inscrição para que seja aplicado o desconto. Já a retirada da luva acontecerá no dia do evento.
O 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO acontece no dia 27 de outubro no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte em São Paulo/SP. O espaço tem mais de 8 mil m² com capacidade para 4 mil pessoas. Serão mais de 10 horas de palestras e estandes das principais marcas de fabricantes de peças para promover negócios e relacionamento.
Já estão confirmadas as empresas BorgWarner, Continental Contitech, Dana, Dayco, Delphi, Hengst, iZettle, Hipper Freios, Iguaçu, KYB, Schaeffler, SUN, Takao, Tecfil, Total Lubrificantes, Urba Bro sol, VDO, Viemar e Wix. Não perca!
Serviço – 2º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO
Data: sábado, 27 de outubro de 2018
Horário: das 8h (abertura dos portões) às 19h30
Local: Expo Center Norte Pavilhão Amarelo
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo/SP
Mais informações: https://omecanico.com.br/congresso
VEJA COMO FOI EM 2017
Fernando Calmon | Fascínio da mobilidade

Discutir o futuro nunca foi tão fascinante como nos tempos atuais. E a indústria automobilística faz parte ao ter sob sua responsabilidade produzir os meios de mobilidade terrestre. Tudo passa por longas discussões e apostas cautelosas ou até radicais. O XXVI Simpósio Internacional organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, semana passada em São Paulo, destacou muitas facetas e soluções.
Sobre carro elétrico, espera-se um grande fosso entre o que pode acontecer no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. O Brasil e países de renda média e baixa terão enormes dificuldades para avançar. Aqui, a frota de elétricos a bateria é estimada em cerca de 300 unidades. Em 2016, a China emplacou 350.000 elétricos e híbridos ou 1,4% das vendas totais de 25 milhões de unidades. Já na Noruega os 25.000 elétricos e híbridos comercializados representaram 25% do total. Na Alemanha, França e Japão os alternativos atingiram 1% das vendas. Portanto, não existe ainda cenário claro. Mesmo países ricos deverão eletrificar-se em ritmo heterogêneo.
No entanto, motores a combustão interna ainda receberão várias melhorias em especial com ajuda de assistência elétrica. E também poderão atuar apenas como gerador para carregar baterias mais baratas e aumentar a autonomia. O potencial dessas aplicações mistas é bem razoável, sem contar novos ciclos de combustão (Mazda) ou motores com taxa de compressão variável (Nissan).
Luciano Driemeier, da Ford, chamou atenção para o caminho dos veículos autônomos. Ao mesmo tempo em que as pessoas se estressarão menos e usarão melhor o seu tempo em deslocamentos, em países como o nosso as preocupações decorrentes da violência urbana devem ser levadas em conta. Também fazem parte das incertezas as mudanças de legislação e os dilemas éticos em caso de acidentes (matar ou morrer?). Porém, a tecnologia avançará tanto que, tudo indica, nunca se chegaria a uma situação na qual a colisão é a única opção. Em teoria, possível.

O engenheiro admite que custos muito altos ainda precisam baixar, sem contar investimentos em infraestrutura e os de interação total veículo-veículo, além destes com as vias. Deu exemplo do Lidar que usa raios laser para detecção e distância com altíssima precisão. No início custava US$ 70.000. Em 2016 já havia abaixado para US$ 250 e pode chegar a apenas US$ 90, além da rápida miniaturização.
Especificamente sobre carros autônomos no Brasil, ele traça um primeiro cenário otimista de cinco anos para as primeiras aplicações práticas. Mas não descarta que esse prazo se estenda por até 20 anos. “As pessoas estão abertas para a ideia de possuir um produto autônomo. Aqui até acima da média mundial, à frente de países que receberão a tecnologia primeiro”, acrescentou.
Na opinião dessa Coluna, só após se saber o preço efetivo do “carro à prova de acidente”, algo ainda meio escondido pela indústria, poder-se-iam fazer previsões mais acuradas de aceitação no mercado.
Leimar Mafort, da Bosch, acredita na alta redundância de sistemas e assim se conseguiriam evitar falhas. Desastres envolvendo veículos que dispensam o motorista tenderiam a zero.

ALTA RODA
VENDAS no mercado interno voltaram, no mês passado, ao mesmo bom ritmo de antes da greve dos caminhoneiros: em torno de 10.000 unidades/dia. No acumulado do ano estão 15% superiores a 2017. Estoque total em julho diminuiu para 34 dias contra 36 em junho. Forte queda de exportações para Argentina e México fez produção recuar 4% no mês, mas se mantém 13% acima no ano.
ANFAVEA espera resultados bons este mês na comercialização interna. Mas como o segundo semestre do ano passado foi de recuperação muito forte, trará efeitos estatísticos nos números comparativos de 2018. A entidade mantém sua previsão do início do ano de crescer 11,7% para 2,5 milhões de unidades. Recorde anual é de 2012: 3,8 milhões de veículos.
GOLF GTI é caro, mas deixa o motorista apreciador do prazer de dirigir realmente sem palavras. Muito difícil achar pontos fracos, apesar de puristas preferirem o inexistente, no Brasil, câmbio manual. Conjunto transborda alto desempenho e sensações sonoras e de solidez, sem deixar de lado conforto e itens de segurança. Pena que hatches médios, como este, estejam em declínio.
FALECIMENTO aos 66 anos de Sergio Marchionne, presidente da FCA, não foi o primeiro de um alto executivo da indústria automobilística em atuação. Heinrich Nordhoff, que construiu a Volkswagen a partir de ruínas da II Guerra Mundial, comandou a empresa de 1948 a 1968. Faleceu pouco meses antes de se aposentar, com sucessor já escolhido, aos 69 anos.
PROJETO em tramitação no Congresso Nacional cria carteira de habilitação específica para quem utiliza apenas veículos com câmbio automático. O interessado não poderia dirigir com câmbio manual. Há temor de formar maus motoristas, porém isso depende mais de bom treinamento e disciplina. Observar regras de trânsito independe do tipo de câmbio usado.
Novos caminhões Scania consomem 12% menos diesel

Geração que chega às rodovias em 2019 tem melhorias no câmbio automatizado, injeção XPI em todos os motores a diesel e design mais aerodinâmico
Texto: Fernando Lalli
Fotos: Divulgação Scania
Depois de 10 anos de desenvolvimento, a Scania apresentou sua nova geração de caminhões no Brasil. Entre as principais diferenças para a atual gama – cuja produção se encerra ao final de 2018 –, estão as opções de medidas da cabine, que passa de 7 para 19 combinações entre teto e piso, incluindo a possibilidade de piso plano na cabine S e a XT para usos fora-de-estrada. Outro destaque é a inclusão do airbag lateral anticapotamento integradas no teto da cabine para o motorista: é o único caminhão do mundo a trazer esse item.

A fabricante calcula que sua nova geração de caminhões dê ao proprietário até 12% de economia de combustível se comparada à geração anterior, graças a soluções como a injeção XPI (altíssima pressão de combustível) em todos os seus 11 motores a diesel, que coordena a variação do volume e tempo de injeção e pode consumir até 8% menos se comparado ao sistema anterior. Também contribui para o resultado em aproximadamente 2% a nova cabine mais aerodinâmica e robusta.
Tambéms segundo a Scania, a linha 2019 não tem sequer uma peça em comum com as cabines atuais P, G e R, externa ou internamente. A posição de direção do motorista foi deslocada 65 mm mais próximo do para-brisas e 20 mm para o lado, tendo em vista melhorias em segurança, visibilidade e espaços interiores para as camas e regulação dos estágios da suspensão a ar dos assentos. “O centro de gravidade está mais baixo. Isso traz benefícios como maior estabilidade ao fazer curvas e sob forte frenagem, sem afetar o conforto do motorista”, relata o gerente de Pré-Vendas da Scania no Brasil, Celso Mendonça.
A capacidade de frenagem também aumentou, conforme explica a fabricante. Entre as soluções, o eixo dianteiro foi deslocado 50 mm para frente. Aliado ao centro de gravidade mais baixo da cabine, a Scania afirma que um cavalo mecânico 4×2 com cerca de 40 toneladas de peso total pode parar totalmente, por exemplo, numa velocidade de 80 km/h em uma distância 5% mais curta.
Redução de consumo e emissões
A nova geração da transmissão automatizada Opticruise agora conta com sistema de freio de eixos “lay shaft brake”, que permite à caixa de câmbio realizar a troca de marchas em 0s4, metade do tempo que na versão anterior. Na prática, a Scania ressalta que o tempo ganho com o “lay shaft brake” contribui para que a pressão do turbo seja mantida, aumente a velocidade para a próxima marcha com maior torque e mantenha a suavidade das trocas.
Na linha de motores, além da injeção, a novidade é a chegada da gama 7 litros com 3 potências: 220 hp, 250 hp e 280 hp. A gama de 13 litros, que já conta com outras três opções de motor com 410 hp, 450 hp e 500 hp, ganha uma quarta potência de 540 hp. A gama de 9 litros permanece com três opções: 280 hp, 320 hp e 360 hp, assim como a opção de 16 litros e 620 hp.
Além da injeção, receberam melhorias os cabeçotes, as tampas de válvulas, o sistema de filtragem de combustível, as bombas de baixa e alta pressão e o sistema pós-catalítico (tanque de ARLA 32 e o SCR). A matéria-prima de fabricação dos propulsores também mudou: passam a ser produzidos em CGI, um composto compactado de ferro e grafite que, de acordo com a Scania, duplica a resistência a fadiga, o que deixa o motor mais preparado para suportar o aumento na pressão de combustão dentro do cilindro.
Também há as opções que a Scania oferece em combustíveis alternativos. São 3 opções dos motores OC movidos a biometano ou GNV: OC13 101 (410 hp), OC09 104 (280 hp) e OC09 105 (340 hp). Outros dois movidos a bioetanol são os DC13 (400 hp) e DC09 (280 hp).

Formato de vendas diferenciado
O lançamento acompanha todo um novo modelo de comercialização, no qual os vendedores atuarão como consultores de negócio, oferecendo aplicações customizadas ao negócio dos clientes. “A equipe de vendas terá uma ferramenta que vai escolher a melhor solução de transporte para a necessidade real do cliente. A especificação será baseada na aplicação ideal. Ou seja, o caminhão passará a ser apenas mais um item”, conta o diretor comercial da Scania no Brasil, Silvio Munhoz.
A fabricante calcula que serão possíveis montar 500 alternativas de tipos de caminhões, no mínimo, considerando as combinações de cabine, eixos, trações, implementos e serviços adicionais. As vendas comecam na última semana de outubro, mas o faturamento começa para valer em fevereiro de 2019.
Fras-le adquire a marca Fremax

A Fras-le, empresa do Grupo Randon especializada em materiais de fricção, concluiu a compra integral das ações da empresa Jofund S/A, detentora da marca Fremax, tradicional fabricante de discos e tambores de freio leves voltados aos segmentos de reposição e montadoras. Baseada em Joinville/SC, a empresa emprega 580 funcionários e conta com centros de distribuição na Argentina e na Europa. A companhia teve faturamento registrado em 2017 de R$ 188 milhões.
Com isso, a Fras-le adiciona 2.500 referências ao seu portfólio. “Esta aquisição nos cria condições muito favoráveis para prosseguirmos em nossa trajetória de crescimento”, afirma Sérgio L. de Carvalho, CEO da Fras-le, destacando que “é significativa a sinergia entre os negócios de discos de freios e pastilhas, o que permitirá ampliação da oferta de produtos e melhor atendimento às necessidades do mercado”.
A Fras-le vem em ritmo acelerado de expansão. Em 2017 efetivou aquisições e associações envolvendo três empresas da Argentina e do Uruguai. Na Índia, criou a ASK Fras-le Friction para fornecimento aos mercados da Índia, Bangladesh, Nepal e Sri Lanka. Também duplicou a unidade fabril da China e instalou um escritório de vendas e um centro de distribuição na Colômbia. Ao mesmo tempo, assumiu o controle da Jurid do Brasil, em Sorocaba/SP, focada na fabricação e distribuição de produtos de freio Premium para veículos leves.
A conclusão da transação está condicionada à prévia aprovação por autoridades concorrenciais e, ainda, à prévia aprovação dos acionistas da Fras-le em Assembleia Geral Extraordinária a ser agendada.
Firestone lança o pneu FS440

Novidade para uso rodoviário roda 20% a mais e ainda ganhou “A” em aderência no molhado
A Firestone lançou o FS440 para o segmento rodoviário. Fabricado em Santo André/SP, de acordo com a fabricante, ele oferece um desempenho quilométrico 20% superior em relação ao FS400, que deixou de ser produzido. O novo produto é um pneu radial sem câmara desenvolvido para ser aplicado nos eixos direcionais, livres e de tração moderada em câminhões e ônibus.
As características do FS440 aparecem na maior profundidade do sulcos, nos ombros arredondados (aumentam a resistência ao arraste lateral), nos ejetores presentes nos sulcos centrais, que cooperam na menor retenção de pedras, e na tecnologia Groove Fence ao proporcionar uma redução de ruídos. Tanto os ombros arredondados quanto os ejetores também possibilitam um aumento no índice de recapabilidade. E possibilita um incremento na eficiência de gerenciamento de custos dos frotistas, assim como dos motoristas de câminhões e ônibus.
O FS440 está disponível nas medidas 295/80R22.5 e 275/80R22.5. A primeira, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), recebeu nota “C” em resistência ao rolamento e “B” em aderência no piso molhado. Já o 275/80R22.5 ganhou D e A (o primeiro da categoria), respectivamente. Ambos tem índice de ruído de 73dB. As vendas já iniciaram na rede de 400 distribuidores no Brasil. Os preços não foram divulgados, porém, a fabricante atesta que terá valor competitivo ao dos concorrentes. Além do mercado de reposição, o FS440 também está em fase de homologação nas montadoras.
BorgWarner faz palestras a mecânicos na Autop 2018

A fabricante de turbocompressores BorgWarner participa do Atualizar O Mecânico, projeto de palestras gratuitas realizado no estande da Revista O Mecânico na Autop 2018 (16ª Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços). O evento acontece do dia 15 a 18 de agosto no Centro de Eventos do Ceará em Fortaleza/CE.
O especialista da BorgWarner, Lucas Oliveira, fará palestras com o tema “Funcionamento do turbo e aspectos reman”. Outras marcas renomadas estarão presentes no Projeto Atualizar O Mecânico da Revista O Mecânico. Não perca essa oportunidade de adquirir conhecimento e aperfeiçoar suas habilidades. Para participar, basta comparecer em nosso estande que estará localizado na Rua C13, dentro do pavilhão.
Confira os horários e locais das palestras da BorgWarner:
Tema: Funcionamento do turbo e aspectos reman
Local: Auditório A
Datas: 15/08 – 18h
16/08 – 19h
17/08 – 19h
18/08 – 13h
Serviço
Autop 2018 (16ª Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços).
Data: 15 a 18 de agosto
Horário: Qua. a Sex.: 16h às 22h | Sáb.: 11h às 18h
Local: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza/CE
Site: https://autopceara.com.br/