
A ZF Aftermarket lança a ação “Comprador Bom de Peça” que irá premiar os mecânicos que aplicam as peças da marca. O critério para a seleção dos profissionais que serão visitados é o cadastro no Programa Amigo Bom de Peça, em que o mecânico com maior número de certificados e participação na região será o escolhido.
A distribuição de brindes como jogos, camisetas e ferramentas grafadas com as marcas Lemförder, Sachs, TRW e com o logo do Amigo Bom de Peça dependerá dos produtos usados pelo mecânico durante seu atendimento ao promotor da ação, que será oculto, fazendo referência a brincadeira “Amigo Oculto”. Serão até cinco prêmios no total.
Primeiramente, o mecânico que estiver trabalhando com peças da empresa no momento da visita ganhará uma ferramenta grafada da respectiva marca (ZF, Sachs, Lemförder ou TRW). Somente por estar cadastrado no Amigo Bom de Peça, ganhará também uma ferramenta com o logo do Programa e, em caso de já ter recebido um certificado, ganhará mais um case de porta-ferramentas.
A multinacional vai aproveitar a ação contínua sem data para terminar para promover workshops em todas as regiões visitadas. O primeiro workshop acontecerá no dia 29 de novembro, em São Paulo. A divulgação de datas e links para inscrição acontecerá através das redes sociais do programa Amigo Bom de Peça e e-mail marketing para profissionais cadastrados.
“O ‘Comprador Bom de Peça’ foi a forma que encontramos para ressaltar os resultados do Programa de uma maneira inusitada e divertida, integrando a comunicação on-line com offline. Estamos cada vez mais próximos de mecânicos e oficinas e queremos explorar todos os pontos de contato com nosso público, oferecendo suporte e também benefícios para quem valoriza os produtos da marca”, diz Fernanda Giacon, Head de Marketing da ZF Aftermarket.
Tenneco fornece suspensão semiativa para Volvo XC40

A Tenneco passa a produzir o sistema de suspensão para o Volvo XC40. O SUV será equipado com a tecnologia de suspensão semiativa CVSAe, que segundo a empresa é capaz de detectar continuamente as condições de estrada e direção, ajustando os níveis de amortecimento de forma independente em tempo.
Cada amortecedor controlado eletronicamente conecta-se a uma central ECU, que pode realinhar os ajustes de amortecimento a cada 10 milissegundos, com base nas informações enviadas pelos sensores, monitorando a aceleração do conjunto da roda, o deslocamento e o ângulo de direção. Uma válvula eletrônica montada externamente conecta-se ao controle do modo de direção do veículo, oferecendo aos motoristas a capacidade de escolher configurações de amortecimento que atendam às suas necessidades.
Outros modelos como o Volvo XC60 e o XC90 já possuem a tecnologia de suspensão CVSAe que é fabricada na unidade da Tenneco em Ermua, Espanha. Embora ainda esteja indisponível no mercado nacional, a empresa garante que o Brasil está preparado para receber a novidade.
Allison apresenta câmbio para ônibus Agrale e Mercedes-Benz de motor dianteiro

Ônibus Agrale e Mercedes-Benz equipados com as transmissões Allison da Série 3000 são os mais recentes a incorporar a tecnologia xFE. Segundo a fabricante de câmbios, com essa tecnologia, as relações de transmissão otimizadas são combinadas com o pacote FuelSense Max, permitindo que o conversor de torque seja bloqueado em velocidades mais baixas, aumentando a economia de combustível.
As caixas de câmbio Allison da Série 3000 passam a estar disponíveis para o chassi OF 1721 L da Mercedes-Benz, que foi recentemente exibido no estande da Allison na Lat.Bus & Transpublico 2018, feira de transportes da América Latina. Projetado para receber carrocerias de até 13,2 metros, o chassi Mercedes-Benz vem equipado com suspensão pneumática e tem amplas aplicações, incluindo o uso como alimentador de BRT (Bus Rapid Transit), para fretamento contínuo como transporte de funcionários, fretamentos turísticos e viagens de curta distância.
Já a Agrale passa a oferecer o seu chassi MA 17 com motor dianteiro e transmissão totalmente automática, já estande disponível na Argentina. A versão para o Brasil foi configurada para receber carroceria com três portas de até 13,2 metros de comprimento e suspensão pneumática.
Total adquire rede de postos de combustível e distribuição do Grupo Zema

A Total assinou contrato com o grupo brasileiro Zema para adquirir a empresa de distribuição de combustíveis Zema Petróleo. Também fazem parte da negociação O TRR (Transportador, Revendedor, Retalhista) Zema Diesel, bem como a empresa Zema Importação. Segundo a petroleira francesa, a mudança de nome dos atuais 280 postos da rede começará em 2019 e novos postos serão abertos.
No momento, a maioria dos postos estão situados em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. A empresa também possui uma atividade de fornecimento para postos bandeira branca nas mesmas regiões. A Total pretende expandir suas atividades na área com o objetivo de dobrar a quantidade de postos embandeirados em cinco anos, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
A Total afirma que venderá no Brasil a linha completa de combustíveis da marca, incluindo o combustível premium Total Excellium, lubrificantes e sua linha produtos e serviços. “Esta aquisição está em linha com a nossa estratégia de expansão em mercados de grande crescimento e nos mercados de biocombustíveis, alinhada com as metas climáticas”, explica Momar Nguer, Presidente de Marketing e Serviços da Total.
“Ao entrar no mercado de varejo hoje, a Total também confirma seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro. Orientados por nossa dedicação aos nossos clientes, pretendemos levar nossos produtos de alta qualidade, excelência operacional e ofertas e serviços inovadores aos clientes brasileiros”, comenta Momar. A aquisição está sujeita à aprovação prévia das autoridades brasileiras.
Começa nesta sexta o congresso tecnológico automotivo da Bosch em Campinas/SP

Entre os dias 23 e 24 de novembro, o Centro de Treinamento Automotivo da Bosch promove o I Congresso Tecnológico de Diagnóstico Automotivo 2018 (CTDA), no Expo Dom Pedro, Campinas/SP. O evento tem o objetivo de levar conhecimento técnico especializado para os profissionais do setor de reparação e promover a integração e troca de experiência entre os participantes.
Durante os dois dias de encontro, uma equipe formada por especialistas abordará os desafios do diagnóstico e reparação em novas tecnologias automotivas, bem como a análise das tendências que impactam o setor – temas que representam o principal ponto de convergência entre a indústria automotiva e as empresas de serviços pós-vendas. Além disso, o congresso ainda contará com apresentações e demonstrações práticas em veículos e sistemas automotivos realizadas em estações de diagnóstico especialmente criadas para o evento.
Entre os temas abordados, estão sistemas de injeção de alta pressão; veículos híbridos e elétricos; desafios de inovação para empresas de serviços automotivos; métodos de diagnose, padrão de funcionamento e evolução de sistemas; segurança ativa, passiva e assistências ao condutor; sistemas automatizados de transmissão e segurança ativa, passiva e assistências ao condutor; e novas tecnologias de controle de emissões.
Serviço
I Congresso Tecnológico de Diagnóstico Automotivo 2018
Dias: 23 e 24/novembro
Local: Expo Dom Pedro – Shopping Parque Dom Pedro
Endereço: Avenida Guilherme Campos, 500 – Bloco II – Campinas – SP, 13087-901
Mais informações: https://congressotecnologicobosch.com.br
Delphi chega a marca de 1 milhão de velas vendidas no Brasil

A Delphi Technologies atingiu a marca de 1 milhão de velas de ignição vendidas no mercado de reposição brasileiro. A linha foi lançada na Automec 2017 e é composta por quatro versões – D-Power, Yttrium, Iridium e Platinum, todas contando com tecnologia Blue Power.
Além das velas, a empresa comenta que tem uma presença expressiva de mercado das linhas de cabos e bobinas. “Oferecemos o sistema completo para a reposição, e continuaremos ampliando o portfólio com mais aplicações para os novos veículos”, comenta o diretor executivo de Aftermarket para a América do Sul, Amaury Oliveira.
Fernando Calmon | No rumo certo

Pode parecer exagero, mas não é. O programa Rota 2030, depois de quase 20 meses de estudos, propostas e aprovação no Congresso Nacional, torna-se o acontecimento mais importante desde que a indústria automobilística foi regulamentada, em 1956.
Antes de tudo, torna-se necessário frisar que se trata de um programa estruturante, sem nenhum benefício fiscal à venda de veículos. Outro viés importante é se estender por três períodos de cinco anos – portanto, até 2032 – e dessa forma estabelecer previsibilidade, algo que faz muita falta em projetos econômicos no Brasil. Isso sem contar um nível razoável de segurança jurídica, aparentemente garantido em lei.
O aspecto destacado, por quem tem dificuldade de entender o programa, é um incentivo de 12% do montante investido em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, para ser compensado no pagamento de imposto de renda das fabricantes. Cada uma opta se vai aderir, mas o prazo longo confere mais oportunidades às empresas em diferentes estágios de engenharia própria no País. Intenção é atrair parte dos investimentos hoje feitos no exterior ou que migrariam para fora sem a menor cerimônia.
Muito mais importante no Rota 2030 são os principais compromissos: eficiência energética (11% de economia de combustível compulsória nos primeiros cinco anos, além de novas metas nos dois quinquênios seguintes) e avanços firmes em segurança veicular com prazos compatíveis ao aumento da escala de produção para limitar o repasse de custos ao preço final dos veículos. Manteve-se o incentivo extra de até dois pontos percentuais no IPI para as marcas que superarem a meta de consumo, na média dos modelos à venda, um desafio e tanto.

Estimulará, ainda, dispêndios estratégicos em manufatura básica e avançada, conectividade, soluções de mobilidade e logística, novas tecnologias de propulsão (veículos híbridos ou elétricos), direção autônoma, nanotecnologia, inteligência artificial, pesquisa big data, sistemas analíticos e preditivos, sem deixar de lado a capacitação de fornecedores e de produtores de autopeças.
Uma semana após o presidente Michel Temer ter sancionado a lei, o Contran concordou em harmonizar parâmetros e prazos de introdução dos itens avançados de segurança veicular previstos no Rota 2030. Os novos padrões de emissões veiculares para veículos leves e pesados também caminham para convergência e alinhamento sem surpresas de última hora.
Por fim, talvez no embalo das boas notícias sobre o futuro do setor, o governo do Estado de São Paulo anunciou, ainda no período do Salão do Automóvel, que vai devolver os créditos de ICMS gerados pela exportação de veículos. Outros países desoneram impostos locais sobre produtos vendidos ao exterior por razões óbvias de competitividade. Há um grande acúmulo desses créditos. Agora poderão ser repassados à indústria paulista de ferramentaria, no momento em baixa. Ela é importante por agregar valor e pagar salários mais altos que a média do setor.
O programa Rota 2030, em período de recuperação sustentável do mercado de veículos, traz mais confiança sobre o aguardado cenário de dias melhores para o País.
ALTA RODA
DIFÍCIL prever o destino da aliança Renault-Nissan depois da prisão preventiva, no Japão, do principal executivo, Carlos Ghosn. Fusão vinha sendo penosamente costurada por ele, mas o governo francês sempre criou obstáculos de viés nacionalista. Entre hipóteses, está a Nissan usar sua condição financeira superior, comprar o controle da Renault e liderar o grupo.
APRESENTADO há mais de um ano, Audi A8, primeiro carro anunciado no nível 3 de automação, ainda demora para chegar ao mercado. Segundo o engenheiro brasileiro Thomas Mueller, diretor de Direção Autônoma na matriz da empresa, o processo de homologação é longo (20 carros, cada um rodando 10.000 km) e em apenas algumas estradas alemãs. Preço dessa opção, ainda por definir.
PICAPE Mercedes-Benz Classe X (base Nissan Frontier) será comercializada, antecipa a Coluna, nas duas redes da marca alemã: a de automóveis (55 concessionárias) e de veículos comerciais (155). Apesar de estar à venda na Europa, África do Sul e Austrália, ausência no Salão do Automóvel de São Paulo se deu porque o lançamento aqui só ocorrerá no início do quarto trimestre de 2019.
OUTRA picape média, a Alaskan, apareceu discretamente no salão paulistano. Renault ainda estuda como ocorrerá seu posicionamento no mercado brasileiro. Sua base é a mesma da Frontier e a Nissan, recentemente, ampliou as opções dentro da gama, inclusive com uma versão mais barata. Por isso, a marca francesa está cautelosa quanto à sua precificação.
LANÇADO em 19 de novembro de 1968, Chevrolet Opala acaba de completar 50 anos. Quase um milhão de unidades produzidas até 1992. No mesmo ano houve duas outras apresentações históricas: Ford Corcel (setembro) e VW 1600 4 Portas (dezembro). Do primeiro, saíram das linhas de montagem 1,4 milhão de unidades; do segundo, pouco menos de 25.000.
fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
Abílio em: Distrações Perigosas
Raio-X – Renault Sandero R.S.: trabalho extra

Apesar da base “popular”, esportivo tem peças específicas difíceis de achar e manutenção mais difícil
Texto e fotos: Leonardo Barboza
Com onze anos de fabricação em São José dos Pinhais/PR, o Sandero passou por reestilizações e uma mudança de geração, mas nunca foi um veículo que emocionasse em desempenho e esportividade. Porém, em 2016 foi lançada a versão R.S. (Renault Sport) do modelo, dando uma cara muito mais agressiva e divertida.
ALÉM DA MAQUIAGEM
A versão R.S. não teve apenas uma aparência melhorada: ganhou motor mais potente e rodas com pneus de 17 polegadas. Toda a parte de suspensão, sistema de freios e escapamento foram refeitos. Na parte interior, o modelo ganhou também bancos em formato concha, que proporcionam melhor acomodação em curvas mais acentuadas

MOTOR E CÂMBIO
O motor 2.0 16v Flex é acompanhado de transmissão manual 6 marchas derivada do Duster e Duster Oroch. Oferece 150 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 20,9 kgfm a 4.000 rpm, quando abastecido com etanol, para movimentar um veículo de apenas 1.161 kg. Sua relação peso-potência é de ótimos 7,74 kg/cv.
Partindo de R$ 69.390 na versão R.S. Racing Spirit, em relação aos seus concorrentes esportivos é uma boa opção para quem não quer desembolsar muito dinheiro e se divertir. De acordo com a fabricante, o R.S. pode chegar a 202 km/h e, segundo os testes da revista CARRO no Campo de Provas da ZF em Limeira/SP, ele acelera de 0 a 100 km/h em apenas 8s87.




OLHO CLÍNICO
A Revista O Mecânico levou o Renault Sandero R.S. 2.0 para o mecânico Reinaldo Nadim, proprietário da oficina Foxcar, localizada na Vila Prudente em São Paulo/SP, que avaliou o nível de manutenção, suas condições de diagnóstico na oficina e a facilidade de reposição de peças do modelo.
REVISÃO BÁSICA
Acostumado com os motores convencionais no Sandero, o 2.0 16v intimida na hora que o mecânico abre o capô do motor. “Devido ao bloco do motor maior e a caixa de transmissão de 6 marchas, o espaço para a manutenção ficou bem mais limitado, tornando o serviço mais demorado e trabalhoso”, observou Reinaldo.
Na hora da troca de óleo do motor, Reinaldo precisou retirar o protetor de cárter para conseguir acessar o bujão de escoamento e o filtro de óleo. “Como forma de proteger contra impactos no cárter, o protetor é todo fechado e sem acesso. É necessário a retirada da peça no que implica no aumento do tempo da troca e a mão de obra”, acrescenta Reinaldo.
Com exceção do filtro de óleo do motor, os demais filtros são de fácil acesso e não tomam muito tempo do mecânico. “O filtro de ar do motor tem fácil acesso e é possível fazer a troca em questão de segundos. Basta pressionar as duas ‘orelhinhas‘ laterais e remover a gaveta do elemento filtrante, substituindo-o”, comenta o mecânico.
A troca da correia de sincronismo já é conhecida pelo fato do motor equipar diversos modelos da marca. “É necessário remover o coxim superior do motor, utilizar a ferramenta de sincronismo e não esquecer de fazer a substituição dos retentores após a retirada da ferramenta e a troca da correia dentada como de praxe nos veículos da marca”, explica o proprietário da oficina.

UNDERCAR
Começando pelo sistema de exaustão, o grande diferencial e a cereja do bolo é o silencioso traseiro que é diferente das outras versões. Ele é superdimensionado e apresenta duas saídas de escape. “O silencioso com as duas saídas de escape é o responsável pelo ronco mais esportivo nas acelerações e reduzidas de marcha, mas se prepare caso tenha a necessidade de fazer a troca: a disponibilidade de peça no mercado é escassa e de preço mais elevado”, diz Reinaldo.
Na parte de suspensão, o conjunto é bem simples e acessível. “Bandejas, pivôs de bandeja, buchas da barra estabilizadora e bieletas seguem os mesmos padrões das demais versões. A grande diferença está nos amortecedores e na carga das molas exclusivas para a versão, que não existem no mercado independente. Apenas na concessionária”, diz.

FREIOS
A central do ABS fica no cofre do motor, do lado direito e atrás da proteção antichamas (tomando como referência a posição do motorista, dentro do carro), em uma posição um pouco apertada de se acessar. Já à esquerda, bem localizado, fica o reservatório do fluido de freio, que alimenta também o sistema hidráulico de acionamento do sistema de embreagem do veículo. “Pelo fato de o veículo ter 32 cv/30 cv (E/G) a mais, ganhou freios a disco no eixo traseiro também”, diz o mecânico.
As pinças de freios são pintadas na cor vermelha, dando um toque a mais de esportividade. Reinaldo ressalta: “A troca de pastilhas e discos de freios é convencional como nos demais veículos. Para retornar o êmbolo da pinça de freio traseira, é necessário o uso de ferramenta específica”.

TRANSMISSÃO
Seguindo a mesma linha da troca da correia de sincronismo, a transmissão de seis marchas se encaixa milimetricamente dentro do cofre do motor. “Para efetuar a remoção da caixa de câmbio e a substituição do sistema de embreagem, é necessário remover o agregado e muitos mais componentes envolvidos em torno da transmissão. Isso leva mais tempo e mão de obra”, explica Reinaldo.
IGNIÇÃO E INJEÇÃO ELETRÔNICA
O Sandero ainda possui sistema de partida a frio com tanquinho de gasolina. “O tanque de partida a frio denuncia a idade do projeto, modelos atuais já não usam mais esse tipo de sistema. Com o envelhecimento da gasolina no reservatório, acaba dando uma certa manutenção extra e, caso não for lembrado, é uma dor de cabeça para o proprietário em dias frios quando o veículo estiver abastecido com 100% de etanol”, relata Reinaldo.
A manutenção e limpeza dos bicos injetores também requer uma certa mão de obra. “Para conseguir acessar e remover a flauta dos bicos injetores, é necessária a remoção do coletor de admissão do veículo. Na hora da montagem, é recomendável a substituição dos anéis de vedação do coletor”, comenta Reinaldo.
A limpeza do corpo de borboleta e velas de ignição são umas das poucas exceções na manutenção. “É muito fácil de remover. A posição de fácil acesso, basta desapertar os componentes, desconectar os chicotes e pronto!”, finaliza Reinaldo.
Ficha técnica
| RENAULT SANDERO R.S. 2.0 |
| Motor Posição: Dianteiro, transversal, flex Cilindros: 4 em linha Válvulas: 16V Taxa de compressão: 11,2:1 Injeção de combustível: Injeção multiponto Potência: 150 cv/145 cv (E/G) a 5 750 rpm Torque: 20,9 Kgfm/20,2 Kgfm (E/G) a 4 000 rpm
Câmbio
Freios Traseiros: Disco
Direção
Suspensões
Rodas e Pneu
Dimensões
Capacidades |
Qualidade em Série: Invista corretamente em ferramentas para a oficina

Você sabe quais ferramentas e equipamentos precisa realmente comprar para a sua oficina? Saiba o que avaliar antes de fazer o investimento.
Texto: Fernando Lalli
Foto: Arquivo
Com o aumento da tecnologia embarcada em todos os sistemas e consequente a complexidade dos veículos atuais, não dá mais para trabalhar na oficina com ferramentas de qualidade duvidosa. Por outro lado, adquirir equipamentos de alto valor sem volume de serviços que justifique a compra traz um custo para a empresa que não vai se converter em lucro futuro. Para fazer o investimento certo, o gestor da empresa de reparos de veículos deve ter o planejamento estratégico do negócio corretamente traçado para evitar prejuízos.
“O investimento correto em uma ferramenta ou equipamento, deve ser feito após analisar qual deve adquirir e a necessidade que a oficina tem. Esse processo é importantíssimo para evitar a compra de um equipamento que não vai ser utilizado ou que só vai ser usado esporadicamente”, afirma Sérgio Ricardo Fabiano, gerente de Serviços Automotivos do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), responsável pelo programa de certificação de oficinas mecânicas do instituto. “Muitas oficinas adquirem um equipamento de alto custo que fica parado, sem uso, no estoque ou em um canto da oficina. É um dinheiro empregado que vai se perder”.
Ele elenca quatro pontos principais que o dono da oficina deve-se levar em conta: a utilização daquele equipamento, seu custo de compra e manutenção, suas funções e características e se realmente atende à demanda de seus clientes. O especialista também fala sobre as principais gamas de ferramentas e os pontos que devem ser levados em consideração na hora de equipar a oficina.
INVESTIMENTO TEM QUE DURAR
Começando por aquilo que toda oficina deve ter: ferramentas manuais como chaves de boca, cabos de força, soquetes convencionais, torx, allen, chaves de fenda, enfim, são ferramentas de uso constante e, por isso, precisam ser de ótima qualidade. “O investimento tem que durar”, declara o especialista. Além disso, a quebra de uma ferramenta como essas durante um procedimento pode gerar até mesmo um acidente de trabalho. “Ferramentas de baixo custo podem ser feitas de metal de baixa qualidade. No momento em que o mecânico aplica força a essa ferramenta pode quebrar e causar ferimentos ao mecânico”, alerta Sérgio.


Ferramentas de medição e precisão também são obrigatórias em todas as oficinas para garantir a qualidade dos reparos. As mais comuns são torquímetro, paquímetro, micrômetro e relógio comparador, itens recomendados mesmo nas manutenções mais básicas de suspensão e freios. No caso desse tipo de ferramenta, a escolha do modelo deve levar em consideração a especialização de cada oficina. “O paquímetro, por exemplo, tem uma grande variedade de tamanhos. O torquímetro idem, varia de acordo com a capacidade de torque do aperto a ser aplicado”, aponta o especialista do IQA. Por isso, saber as especificações técnicas é importantíssimo para não comprar o equipamento errado.

SEGURANÇA E PRATICIDADE NO TRABALHO
Outro item que se tornou mandatório para aproveitar o espaço de trabalho, principalmente em oficinas localizadas em centros urbanos, é o elevador de automóveis. Antes de investir, cabe ao gestor da oficina perguntar a outros profissionais clientes das marcas de elevadores sobre o nível de satisfação com o produto, pesquisar qual é a cobertura da assistência técnica da marca e, principalmente, se aquele elevador tem qualidade e pode ser manuseado com segurança no ambiente de trabalho.
“Dentro da certificação de oficinas do IQA, um dos pontos avaliados é o plano de manutenção mensal, semestral e anual dos elevadores conforme orientação do fabricante. O elevador também deve conter sistemas de segurança para quando estiver na altura de trabalho não tenha a possibilidade de descer sobre o mecânico que está sob o veículo”, informa Sérgio. Além disso, o especialista observa que cada tipo de elevador possui sua vantagem e sua aplicação. Se a oficina não tiver muito espaço físico à disposição, a sugestão é avaliar a aquisição de um elevador do tipo pantográfico ao invés de um dos outros modelos.

EQUIPAMENTO CAPAZ DE ATENDER À DEMANDA
Cada marca de scanner oferece equipamentos com sistemas diferentes e coberturas de diferentes marcas e modelos. Por isso, é muito importante ter um banco de dados para levantar quais carros (tipo de marca/modelo) a oficina recebe com regularidade. Assim, é possível ter noção de qual scanner é o que atende melhor à clientela. Existem oficinas, principalmente as multimarcas, que utilizam dois ou até três scanners para abranger todos os modelos que atende.
Antes de fechar a compra, no entanto, não basta saber apenas quais veículos, versões e marcas o equipamento é capaz de atender. É necessário avaliar a capacidade de leitura (no caso, a profundidade de informações e recursos que oferece), qual é a assistência técnica oferecida e, o principal, qual é o plano de atualização de software do aparelho.
“Quem compra o scanner muitas vezes vê só as condições de compra que o vendedor passa na hora, mas não se informa sobre como é a atualização do sistema. Todo equipamento eletrônico precisa de atualização. Isso tem um custo e ocorre periodicamente para acompanhar o ritmo de lançamentos de veículos, que hoje em dia é cada vez mais rápido”, avalia o especialista do IQA.

TRANSFORME O INVESTIMENTO EM LUCRO
A avaliação da utilização é determinante para a aquisição de outras ferramentas de alto valor de compra, como compressor de ar, máquina de lavagem de peças, guincho hidráulico(girafa), macacos hidráulicos, alinhador de faróis, prensa hidráulica, multímetro, analisador de gases, equipamento ultrassom de lavagem de bico injetor, equipamentos para alinhamento de rodas, entre outros.
“Antes de comprar qualquer um desses equipamentos, o gestor tem que se perguntar: qual é a utilização que eu vou ter para esse equipamento? Será que a quantidade de clientes que entrará na oficina vai cobrir o investimento?”, adverte Sérgio. Por isso, é essencial ter o controle das informações da empresa, tais como, saber a quantidade de veículos atendidos, quais são esses veículos, os serviços executados em cada um – enfim, todos os dados que possam embasar a decisão por fazer ou não determinada aquisição.

O gerente de serviços do IQA dá o exemplo da manutenção do ar condicionado. O reparo desse conjunto envolve uma máquina recolhedora e recicladora de fluidos de ar-condicionado automotivo, um aparelho de alto valor de compra. Se o gestor da oficina identifica uma oportunidade de negócio e decide fazer a compra, ele deve ter ciência que há grande gama disponível no mercado de máquinas recicladoras. Ele precisa se informar sobre as condições de manutenção oferecidas pela fabricante, sobre suas especificações técnicas (capacidade de carga do equipamento), sobre o fornecimento de fluido refrigerante (R 134A) e óleo do sistema (PAG) e, ainda, requisitar a tabela de carga de ambos para cada modelo – informação que nem sempre consta nos veículos.
Porém, para trabalhar com ar-condicionado também é necessário comprar outras ferramentas e equipamentos como manômetro (conjunto manifold), termômetro especial capaz de medir vários pontos ao mesmo tempo para atestar a eficiência do reparo, entre outros periféricos. Sem falar no mais importante, que é a mão de obra treinada para fazer todo esse procedimento corretamente. Se o fluxo de serviços não cobre o custo de uso do aparelho, manutenção e capacitação de pessoal, a tendência é que o equipamento seja abandonado: um investimento de algumas dezenas de milhares de reais sem retorno para a oficina.


Por esse e outros motivos, o planejamento estratégico do negócio em si é a principal ferramenta que a oficina precisa. Quem gere a oficina tem que traçar objetivos realistas baseados no conhecimento pleno de seus processos internos, do mercado regional onde opera, quais e quantos veículos a oficina repara mensalmente até as necessidades dos clientes naquela região. Tudo isso faz parte do planejamento. Sem isso, o próprio futuro da empresa será prejudicado.

