Evolução do EBS, o sistema de freios iEBS será oferecido no mercado brasileiro a partir do último trimestre deste ano
A ZF anuncia o lançamento no Brasil da plataforma inteligente iEBS para o último trimestre deste ano. O iEBS atua no sistema de freios das carretas e agrega maior estabilidade ao conjunto, sendo a evolução do EBS (Electronic Braking System – Sistema de Frenagem Eletrônico). Segundo a ZF, essa solução já é largamente utilizada nos caminhões mais modernos da Europa.
Esta nova geração do produto fica integrada ao cavalo-mecânico, com chicotes elétricos, sendo modular para oferecer maior versatilidade de utilização. “A nova geração traz um módulo inteligente, o que torna o sistema mais clean, com menor número de válvulas, tubulações e conexões na montagem, o que se reflete diretamente na simplificação e redução dos custos de manutenção”, diz Silvio Furtado, Diretor de Soluções para Veículos Comerciais e Tecnologia Industrial na ZF América do Sul.
Outra vantagem é que o iEBS também pode ser instalado em implementos já em uso, o chamado retrofit, com cabos idênticos para EBS e iEBS. “É possível, entre outras dezenas de funcionalidades, checar temperatura e pressão dos pneus, obter remotamente a localização exata do equipamento, além de otimizar o acondicionamento da carga, monitorando o peso em cada eixo”, completa Furtado.
De acordo com a empresa, essa solução oferece alta segurança e atua com a mesma eficiência, tanto em implementos com freios a tambor como a disco, assim como com suspensão por feixes de molas ou pneumáticas. São três versões do sistema: Básica, Standart e Premium, sendo que esta última oferece mais de 40 funções que contribuem para otimizar a gestão das frotas.
São 47 itens entre faróis e lanternas que atendem veículos clássicos como Fusca, Brasília, Opala, Santana, Vectra, Monza, entre outros
A Arteb oferece para o mercado de reposição um amplo portfólio de faróis e lanternas para carros anos 80, 90 e 2000, totalizando 47 itens. Os produtos atendem veículos clássicos como Fusca, Brasília, Verona, Apollo, Escort XR3, Escort Hobby, Opala, D20, S10, Blazer, Santana, Elba, Premio, Vectra, Marajó, Chevette Monza, Kadett, Gol, Corsa e caminhões Agrale, Mercedes-Benz e GM.
“Trata-se de uma linha específica para os veículos da época, mas que complementa o já amplo portfólio para o mercado de reposição, garantindo uma excelente cobertura da frota circulante”, afirma Gustavo Souza, gerente de marketing e comercial.
Segundo a empresa, a proposta é oferecer itens com a mesma qualidade e segurança das peças originais. “Nosso compromisso é ofertar peças originais para uma fatia de mercado em que muitas vezes só possuem como alternativa peças paralelas e de baixa qualidade”, completa.
Empresa lista cuidados e pontos de atenção na manutenção do sistema ABS; catálogo oferece 169 códigos de sensores para a reposição
A Magneti Marelli alerta para os cuidados essenciais com o sistema ABS, tão importante para a segurança dos veículos. Ao acender a luz do ABS no painel de instrumentos, é sinal de que o sistema está com alguma avaria ou pane. Ou seja, mesmo que o veículo ainda tenha capacidade de frear, isso pode limitar o seu funcionamento e permitir que as rodas travem.
Vale lembrar que o ABS é obrigatório em todos os veículos fabricados no Brasil desde 2014. Ele atua monitorando a rotação das rodas e evitando que travem em situações de emergência, principalmente em vias com baixa aderência, como em dias chuvosos. Outro benefício é permitir que o condutor mantenha o controle do veículo nessas situações, conseguindo fazer uma manobra de desvio.
O ABS é um sistema que permanece ativado em tempo integral. Ao entrar em ação, muitas vezes, o motorista consegue perceber uma trepidação no pedal do freio, que é completamente normal.
A Magneti Marelli alerta que os sensores são fundamentais para o funcionamento correto desse sistema. Por não sofrerem desgaste, muitas vezes são esquecidos. Contudo, devem ser incluídos nas revisões periódicas pois podem sofrer degradações provocadas pela exposições à umidade, ao calor, à poeira e outras impurezas, além de impactos de objetos nas vias.
Outra dica é a atenção especial na montagem, uma vez que o sensor opera muito próximo de peças móveis da suspensão, transmissão e do próprio freio. Em seu catálogo, a Magneti Marelli oferece um total de 169 códigos de sensores de sistema ABS para o mercado de reposição.
A União Europeia (UE) saiu na frente dos três outros grandes polos da indústria automobilística mundial – China, EUA e Japão – no cronograma efetivo de implantação de automóveis e comerciais leves (furgões e picapes) com emissão zero de gás carbônico (CO2). O Parlamento Europeu com 56% de votos favoráveis estabeleceu agora duas datas-limites: este gás de efeito estufa terá de diminuir 50% até 2030 e 100% até 2035.
Pesou nessa decisão os estudos da Comissão Europeia que apontaram o transporte em ruas e estradas como responsável por 20% de toda a emissão de CO2. Mas pelo menos 5% se referem a caminhões e ônibus a diesel e para estes não foi apontada uma solução mandatória nem prazo específico. Por outro lado, os eurodeputados deixaram de engessar as soluções técnicas.
Há três opções: carros elétricos a bateria, eletropilhas a hidrogênio (fuel cell) que alimentam o motor elétrico e até motores a combustão interna abastecidos exclusivamente com hidrogênio que só emitem vapor d’água pelo escapamento. Essa terceira alternativa é pouco viável, embora algumas fabricantes ainda a considerem por ter impacto bem menor no preço dos carros convencionais. Hidrogênio é o elemento químico mais presente no planeta, mas separá-lo da água exige grande quantidade de energia elétrica e depois armazenamento a pressão altíssima de 800 bares.
Faltam duas etapas mais fáceis de vencer: a reunião homologatória do Conselho de Ministros da UE, no segundo semestre, e a concordância unânime dos 27 países deste bloco econômico. No total o continente europeu reúne 50 países e nem todos têm condições financeiras de seguir essa decisão.
Outro ponto importante: os europeus querem uma rede pública, nas estradas, de postos de recarga ultrarrápida de pelo menos 150 kW. Entretanto, a maioria dos postos só utiliza os de 50 kW. Já existe uma diretiva (não ainda uma obrigação) de que até 2025 se implante pelo menos um carregador ultrarrápido a cada 60 km de rodovias internacionais e até 2030 nas estradas secundárias.
Trata-se de um desafio que governos e empresas independentes terão de vencer juntos. Recargas nas cidades são fáceis de implantar e o uso urbano do carro elétrico deve se transformar em algo corriqueiro. Os estudos apontam que há necessidade de pelo menos 350.000 postos de recarga na UE, mas estes ainda não chegaram a 100.000.
Os subsídios por parte dos governos nacionais na compra de um carro elétrico ou híbrido plugável continuam. Nas, no início desta semana a Inglaterra, que não faz parte da UE, decidiu cortar todos os estímulos fiscais existentes desde 2011. O governo inglês tem uma meta mais ambiciosa: em 2030 todos os carros novos serão elétricos. Vai direcionar seus investimentos na ampliação da rede de recarga e de geração de energia eólica para garantir eletricidade a partir de fontes que não emitam gás carbônico.
O Brasil tem 80% de sua geração de energia elétrica sem emissão de CO2. Entre os desafios estão os preços altos dos modelos elétricos, a rede de recarga em estradas e falta de escala para produção local. Principal incentivo atual é a isenção do imposto de importação de 35% sobre veículos elétricos.
ALTA RODA
TRÊS novos SUVs elétricos serão importados pela GM para o Brasil e América do Sul. Logo no início de 2023 chega o Bolt EUV que terá estilo próprio, porém baseado no atual Bolt, mais espaço interno (mais 7,5 cm de entre-eixos) e porta-malas maior. As outras duas novidades serão o Blazer EV e o Equinox EV. O primeiro estreia aqui no segundo semestre do próximo ano e o Equinox com estilo ousado de linhas limpas e atraentes chega entre o final de 2023 e o começo de 2024. Este cronograma poderá ser antecipado se a demanda pelos novos produtos nos EUA permitir uma folga para exportações.
PORSCHE Cayenne Turbo GT é o SUV com espírito de 911. Motor 4.0 V-8 biturbo igual ao Audi RSQ8 e Lamborghini Urus, mas tem partes modificadas e ajustes exclusivos. Números impressionam: 640 cv e 86,7 kgf.m, 0 a 100 km/h em 3,3 s e máxima de 300 km/h. Teto em fibra de carbono, material usado também no difusor traseiro. O escapamento de titânio é 18 kg mais leve. Controle de largada aprimorado e modos Sport e Sport Plus entregam reações mais rápidas. Na pista, estabilidade acima da média para um SUV de porte grande e permite até abusos. Cayenne é o novo recordista de uma volta em Interlagos entre os SUVs. Preço: R$ 1.325.000.
JAC E-J7 é um sedã-hatch médio chinês, 100% elétrico, sem muitas pretensões no mercado. O próprio importador estima vender até 50 unidades por mês (R$ 280.916). Com 2,77 m de entre-eixos e assoalho plano oferece espaço interno muito bom e porta-malas de 590 litros (método de cálculo fora do padrão VDA). Vidro traseiro pequeno limita a retrovisão. Desempenho destaca-se como em todo elétrico: torque instantâneo de 34,7 kgf.m e 192 cv. Raspa a parte central do chassi em lombadas mais pronunciadas. Incomoda no para e anda do trânsito o zumbido de alerta a pedestres, abaixo de 30 km/h, porque vaza para a cabine.
Novos produtos da Freudenberg-Corteco atendem modelos de 9 montadoras e incluem coxim do motor e do amortecedor e bucha da bandeja, entre outros
A Freudenberg-Corteco anuncia o lançamento de 18 aplicações em coxim para o segmento de linha leve, atendendo veículos das marcas Fiat, Ford, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Renault e Volkswagen. Os novos produtos incluem:
Coxim do amortecedor da suspensão traseira
Coxim dianteiro do motor (lado direito)
Bucha da bandeja da suspensão traseira
Bucha da bandeja da suspensão dianteira
Coxim dianteiro do motor/sem ar (lado direito)
Bucha da bandeja da suspensão dianteira
Coxim do amortecedor da suspensão direita (sem rolamento)
Coxim do amortecedor da suspensão dianteira (com rolamento)
Coxim superior do amortecedor da suspensão dianteira
Coxim traseiro do câmbio (restritor de torque)
Coxim do motor
Coxim superior do amortecedor dianteiro (sem rolamento).
“Atenta às necessidades do mercado, a Freudenberg-Corteco ampliou recentemente a linha de produtos com novas aplicações em coxim. Isso reforça o nosso compromisso em manter o setor abastecido com produtos de alta tecnologia, qualidade e confiabilidade da marca”, afirma Alexandre Morselli, gerente de Produtos da Freudenberg-Corteco.
A empresa reforça que o coxim atua para reduzir as vibrações e absorver os impactos do veículo em movimento, ajudando na estabilidade, no conforto e na segurança dos ocupantes.
A ZF destaca tecnologias como a transmissão TraXon, que a partir de julho será produzida com Intarder integrado para uma montadora no Brasil
A ZF destaca seu amplo portfólio de sistemas de transmissão para o setor de veículos comerciais, seja de passageiros ou de carga, incluindo os sistemas de transmissões convencionais, tecnologias de mobilidade elétrica e eixos. Segundo a empresa, essas tecnologias estão disponíveis para todos os mercados, inclusive no Brasil.
Um dos destaques é a transmissão automatizada TraXon, produzida na fábrica de Sorocaba, em São Paulo, desde 2020. “A ZF tem longa tradição no fornecimento de sistemas de transmissão. Fomos uma das pioneiras no fornecimento desses componentes para caminhões pesados no Brasil”, afirma Silvio Furtado, Diretor de Soluções para Veículos Comerciais e Tecnologia Industrial da ZF América do Sul.
Outro produto ofertado pela empresa é o Intarder 3, segundo a ZF, um dos mais avançados retardadores de velocidade do mundo e o mais leve do mercado, que permite reduzir em até 90% a utilização dos freios. Segundo a ZF, a partir de julho terá início a produção da TraXon com este componente integrado, para uma montadora do Brasil.
“Por sua alta potência, o Intarder, em conjunto harmonioso com as transmissões da marca, é capaz de controlar, reduzir e, até mesmo, parar um caminhão pesado completamente carregado, em descida de serra, sem que seja necessário qualquer auxílio do sistema convencional de freios”, explica Furtado.
A ZF também está se preparando para produzir no Brasil a transmissão automatizada 9AS EcoTronic, oriunda da transmissão mecânica de nove marchas, que se diferencia por oferecer diferentes modos de condução. Entre as transmissões, a fabricante conta ainda com a PowerLine, uma transmissão automática de oito velocidades que traz o conceito de conversor de torque e planetárias. Ela pode ser aplicada até em caminhões semipesados, com peso bruto total combinado (PBTC) de 24 toneladas. A previsão é que esteja homologada para produção em série no Brasil até o final de 2022.
Para os ônibus, a ZF possui a transmissão EcoLife, que trabalha com uma distribuição de marchas de seis velocidades, com sistema retardador primário mais eficiente em velocidades baixas. De acordo com a ZF, a EcoLife equipa atualmente 30% dos ônibus no Brasil e na América do Sul. Outro destaque é o eixo frontal independente RL 82 EC, criado para ônibus de entrada baixa e de dois andares, sendo ideal para modelos com largura de 2.300 a 2.600 mm.
“O Euro 6 abrirá novas perspectivas para os eixos elétricos no mercado brasileiro. Nesse sentido, o AVE AxTrax, por exemplo, estará homologado para produção em série a partir de agosto deste ano no País”, afirma Furtado, sobre as soluções em eletrificação no país. O AVE AxTrax é um eixo de tração elétrica, que pode ser combinado com as configurações de célula híbrida e combustível, ou ser alimentado por bateria, podendo até equipar modelos de ônibus de piso baixo. Há também o CeTrax lite e os modelos CeTrax 318 ou 336 na linha de drivelines elétricos para veículos comerciais com peso total permitido de até 20 toneladas.
As juntas homocinéticas têm vida útil longa, mas diversas situações do dia a dia podem reduzir essa expectativa
A Cofap destaca a importância das juntas homocinéticas, responsáveis pela transmissão do torque e da força do motor para as rodas. Além disso, nos veículos com tração dianteira, esse componente permite maiores ângulos de trabalho nos movimentos gerados pela suspensão e pela direção. Ou seja, é fundamental verificar o seu estado de conservação regularmente.
Embora as juntas e os semieixos sejam componentes com vida útil longa, a Cofap explica que isso pode ser reduzido se o veículo rodar com excesso de carga, desalinhado, passar por buracos e obstáculos em alta velocidade e até com arrancadas bruscas. A dica é ficar atento a barulhos quando o carro está em movimento ou quando as rodas são esterçadas, como em curvas mais fechadas ou ao manobrar o carro.
O catálogo da marca conta com cerca de 400 códigos destinados ao mercado de reposição, incluindo juntas homocinéticas fixas e deslizantes, semieixos, trizetas e tulipas. E ainda neste ano a empresa anuncia mais 50 novos itens. Ao todo, são mais de 120 códigos de kits de reparo de juntas homocinéticas, que atendem 85% dos veículos que rodam o Brasil.
Parceria entre as empresas VW e Bosch irá atuar em projetos relacionados a sistemas de motorização e assistência ao condutor
A Volkswagen do Brasil e a Bosch assinaram um memorando de entendimento que tem como objetivo desenvolver projetos relacionados a sistemas de motorização e assistência ao condutor. A meta é que as empresas criem em conjunto soluções customizadas para mercados emergentes visando a descarbonização e a eficiência energética, assim como a segurança no trânsito.
Entre os projetos estão soluções inovadoras para melhoria de eficiência e performance de motores de combustão interna movidos a biocombustível e a redução de emissões de poluentes. Outra frente de trabalho será combinar soluções elétricas híbridas com sistema de combustão interna movidos a biocombustíveis.
Por fim, pensando em segurança e assistência ao condutor, a parceria entre a VW e a Bosch irá trabalhar na otimização de sensores e na identificação de características próprias dos cenários de trânsito sul-americanos para sistemas de assistência à condução, além de adequações do sistema de frenagem para possibilitar recuperação de energia e economia de combustível.
“Estamos imersos e focados em trazer para a VW projetos inovadores e consistentes que notadamente contribuam para nossa estratégia Way To Zero na região, em todas as esferas de atuação da empresa. Ter um parceiro como a Bosch ao nosso lado, não só traz o expertise para atingirmos a meta de descarbonização e eficiência energética, como também leva a outro patamar de tecnologia e segurança”, afirma Pablo Di Si, chairman executivo da Volkswagen América Latina.
“Esta parceria vem ao encontro do nosso propósito ‘Tecnologia para a vida’, tornando a mobilidade mais limpa, econômica, segura e conectada. Juntos com a Volkswagen, unimos tecnologia e inovação reforçando o nosso compromisso com a descarbonização e a segurança veicular na América Latina”, completa Gastón Diaz Perez, CEO e Presidente da Bosch América Latina.
A Schaeffler destaca a linha de componentes de acionamento de válvulas da marca INA e o jogo de balancins
A Schaeffler desenvolve tecnologias e componentes para motores a combustão visando aumentar a sua eficiência e, consequentemente, reduzir as emissões de poluentes e o consumo de combustível.
Nesses aspecto, a empresa oferece no portfólio da marca INA todos os tipos de componentes de acionamento de válvulas, incluindo eixo comando de válvulas, tuchos, balancins, variadores de fase hidráulicos e elétricos e válvulas de controle. Destaque para o jogo de balancins, com pivô e balancim, com aplicação em modelos como VW Gol, Fox, Polo e Voyage 1.6 8V EA111.
A empresa alerta que o acionamento de válvulas está sujeito a alta aceleração e desaceleração, enquanto as válvulas de escape devem resistir a temperaturas extremas causadas pelos gases de escape. E para que o sistema funcione perfeitamente, também é fundamental eliminar a folga das válvulas e manter as características de desempenho do motor estáveis ao longo da sua vida útil.
Atualmente, a Schaeffler produz mais de 1,2 bilhão de peças para equipamento original do motor sob as marcas LuK, INA e FAG. Seu portfólio inclui componentes e sistemas de precisão para motores, transmissões e chassis, além de oferecer uma ampla gama de produtos para veículos híbridos e mobilidade elétrica. É possível acessar o catálogo eletrônico pelo link https://baixecatalogo.com.br/catalogo/schaeffler-brasil.
Produção de baterias de lítio para veículos eletrificados acontecerá em Minas Gerais no parque industrial da Bravo Motor Company
A Bravo Motor Company e a Rockwell Automation firmaram uma parceria para a produção de baterias de lítio em uma fábrica localizada em Nova Lima/MG, integrante do parque industrial que a Bravo irá inaugurar para fabricar carros elétricos no Brasil. Esta será a primeira fábrica de baterias de lítio da América Latina. O parque industrial receberá investimentos de R$ 25 bilhões.
A Rockwell Automation ficará responsável por contribuir no fornecimento de soluções de ponta para a fabricação de baterias de veículos elétricos no mercado brasileiro, tendo como premissa o conceito de economia circular. O projeto prevê como pilares digitalização, gestão integrada, otimização de produção e sustentabilidade.
Para o CEO da Bravo Motor Company, Eduardo Javier Muñoz, os esforços conjuntos das duas empresas poderão gerar uma oportunidade única não apenas para o Brasil, mas também para o mundo. “8% dos empregos brasileiros são ligados direto ou indiretamente à cadeia produtiva automotiva, inserindo o Brasil como um forte player global. A aposta do futuro de todo ecossistema é a eletrificação e, por isso, a necessidade de baterias aderentes a esta demanda tornou-se ainda mais estratégica. Escolhemos o mercado brasileiro devido a esta capacidade de pessoas e por contar com materiais estratégicos para a produção da bateria. E, certamente, atuar em conjunto com parceiros estratégicos, como a Rockwell Automation, nos fornecendo tecnologias de ponta, trará ainda mais assertividade aos projetos”, completa.
“A parceria com a Rockwell Automation viabilizará o estabelecimento de uma cadeia de suprimentos local e uma fábrica de baterias que não apenas produzirá nossos veículos e sistemas de armazenamento de energia, mas também a produção massiva de veículos elétricos e híbridos locais para outras empresas para as quais forneceremos baterias”, diz Muñoz.
A Bravo Motor Company foi criada em 2012. O anúncio do investimento no Brasil foi feito em março do ano passado. A previsão é que o local produza 22.790 veículos totalmente elétricos a partir de 2024, gerando 13.813 empregos diretos e indiretos, além de fabricar 43.750 packs de baterias de lítio por ano. A inauguração da nova fábrica deverá acontecer no final de 2023, para iniciar a produção de veículos e baterias em 2024. O investimento total de R$ 25 bilhões faz parte da fase 1 do projeto, chamada de Projeto Colosso 1, e deve ser realizado até o final de 2029. Novas fases de investimento estão previstas para outras regiões de Minas.
Confira a seguir o vídeo do projeto do parque industrial da Bravo em Minas Gerais:
https://www.youtube.com/watch?v=7iEHpfm3wGk
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