Stellantis começa a produzir híbridos Jeep e Fiat em Goiana/PE

Sistema híbrido leve já está produção e chega em breve

A Stellantis confirmou o avanço do programa Bio-Hybrid no Brasil com o lançamento do seu primeiro híbrido-leve flex MHEV 48V, desenvolvido e produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE). A nova etapa da eletrificação estreia ainda no primeiro semestre e marca a introdução de uma arquitetura de 48 volts inédita no portfólio nacional do grupo, combinada ao motor T270 turbo flex.

Com o novo sistema, o motor T270 turbo flex da família GSE usado no Renegade, Compass e Commander além da Fiat Toro.

Como funciona o sistema híbrido?

O sistema MHEV 48V utiliza uma máquina elétrica multifuncional (BSG – Belt Starter Generator) que substitui alternador e motor de partida convencionais. Integrada ao conjunto mecânico, essa unidade atua tanto como gerador quanto como motor elétrico auxiliar, permitindo recuperação de energia em desacelerações, assistência elétrica ao motor térmico e partidas mais rápidas e suaves. A energia é armazenada em uma bateria adicional de íons de lítio de 48 V, que opera em paralelo ao sistema elétrico tradicional de 12 V.

Associado a essa arquitetura, o motor T270 1.3 turbo flex passa a trabalhar com suporte elétrico em situações de maior demanda, como arrancadas e retomadas. O conjunto preserva as especificações do propulsor a combustão — até 180 cv de potência e 27,5 kgfm (270 Nm) de torque —, mas com ganhos funcionais de eficiência, redução de consumo e menor carga térmica em regimes urbanos. A gestão eletrônica coordena a entrega de torque entre motor térmico e unidade elétrica, priorizando eficiência energética sem alterar a calibração principal do T270.

Na prática, o sistema MHEV 48V não permite rodar apenas em modo elétrico, mas atua como suporte ativo ao powertrain, reduzindo o esforço do motor a combustão, melhorando respostas em baixa rotação e ampliando a eficiência em ciclos de uso urbano e rodoviário. O funcionamento é totalmente automático, sem intervenção do condutor.

A tecnologia foi desenvolvida pelo TechMobility – Centro Stellantis de Desenvolvimento de Produto & Mobilidade Híbrida-Flex, com foco nas condições brasileiras e no uso do etanol. Assim como já ocorre atualmente, os modelos produzidos em Goiana continuam saindo da linha de montagem abastecidos com etanol 100%, estratégia mantida também para os novos MHEV 48V.

A Stellantis confirmou que quatro modelos produzidos em Goiana (justamente os modelos citados) receberão a tecnologia Bio-Hybrid até 2026, ampliando a aplicação do sistema híbrido-leve no portfólio nacional. Para viabilizar a nova arquitetura elétrica, a empresa promoveu adaptações industriais, incluindo a produção de chicotes específicos de 48 V na planta de componentes de Jaboatão dos Guararapes e ajustes em áreas como funilaria, prensas e montagem final.

O MHEV 48V representa o segundo estágio da estratégia de eletrificação da Stellantis na América do Sul. Após a introdução do sistema híbrido-leve de 12 V, aplicado a modelos como Fiat Pulse, Fastback, Peugeot 208 e 2008, a arquitetura de 48 volts amplia o nível de eletrificação sem migrar para soluções mais complexas e onerosas, como híbridos plenos ou plug-in.

Inserido em um plano de investimento de R$ 32 bilhões até 2030, o novo sistema consolida a rota tecnológica da Stellantis na região, com previsão de 16 lançamentos e atualizações em 2026, incluindo seis modelos Bio-Hybrid produzidos no Brasil, reforçando a aplicação do motor T270 como base mecânica estratégica na transição energética do grupo.

CFA tem intensa programação em fevereiro

Fevereiro começou com agenda intensa na Comissão Feminina de Automobilismo (CFA), braço da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). A entidade promoveu a Imersão de Verão para Mulheres no Motorsport, série online dividida em cinco módulos que reuniu mais de mil participantes.

A programação abordou:

  • Projetos 2026 da CFA, com Bia Figueiredo e Rachel Loh
  • Mídias sociais, com Alice Alves
  • Atuação de direção de prova e comissariado, com Gabriela Pedron e Andrea Ladeira
  • Aquisição de dados no motorsport, com o engenheiro Felipe Farias
  • Orientações de RH, com Amanda Rodrigues
  • Segundo Rachel Loh, integrante da CFA e do FIA Girls on Track Brasil, a temporada começa com saldo positivo e forte engajamento das participantes.
  • Alta procura pelo Estágio em Motorsports 2026

Outro destaque do mês foi a abertura das inscrições para o FIA Girls on Track – Estágio em Motorsports 2026, que registrou mais de mil acessos na primeira hora.

A primeira etapa será realizada durante a Porsche Cup, entre 26 de fevereiro e 1º de março, em Autódromo de Interlagos. Dez estudantes, com idades entre 18 e 35 anos, foram selecionadas para atuar nas áreas de engenharia, mecânica e comunicação.

Presidente da CFA desde sua criação, em 2023, por Giovanni Guerra, e representante brasileira no FIA Girls on Track, Bia Figueiredo reforça que o estágio é uma das principais iniciativas do calendário. O programa prevê três encontros ao longo do ano e proporciona vivência prática no ambiente de equipe, ampliando networking e oportunidades profissionais no automobilismo.

Brasil como referência internacional

No dia 16 de fevereiro, Bia Figueiredo e Rachel Loh participaram de uma interação internacional com a Comissão Feminina da Irlanda, apresentando os projetos desenvolvidos no Brasil.

O país, que há quatro anos buscava referências externas para estruturar suas ações no FIA Girls on Track, hoje é citado como modelo dentro do programa. A troca de experiências com outras nações faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento global da iniciativa.

Selecionadas – Estágio em Motorsports 2026 (Porsche Cup)

Beatriz Burached – Engenharia Mecânica (UNIFEI)
Brenda Giulya Dellinocente – Engenharia Mecânica (USP)
Carolina Lima – Comunicação (USP)
Carolina Perez Freita – Comunicação Social/Publicidade (ESPM)
Catharina Guerra – Engenharia Mecânica Automobilística (FEI)
Daniella Lima – Mecânica Automotiva (Escola do Mecânico)
Livia Esther – Engenharia Mecânica (USP)
Micaele de Souza Lincoln – Engenharia de Controle e Automação (IFSP)
Mylu Takafaz – Engenharia Aeroespacial (UFABC)
Sophia S. Mallet Pereira – Engenharia de Produção (FASB)

ZF lança kit de embreagem da marca Sachs para ônibus Mercedes-Benz

A ZF Aftermarket, por meio da marca SACHS, acaba de lançar um kit de embreagem completo para ônibus Mercedes-Benz equipados com transmissão TraXon de 12 marchas. A nova aplicação é destinada ao O-500 Euro 6, com motorização OM 460 LA Bluetec 6.

Voltado ao segmento pesado, o lançamento amplia a cobertura da marca no mercado de reposição e atende operações de transporte com alta exigência operacional.

Vietnã vai proibir motos a combustão de circular na capital a partir de julho

A partir de julho dois distritos mais populosos da capital Hanói, Hoan Kiem e Ba Dinh, irão iniciar proibição de circulação de motos com motor a gasolina. A medida foi divulgada ainda em agosto de 2025 pelo Primeiro Ministro Pham Minh Chinh mas é vista com desconfiança pela população e associações setoriais.

Grupos ligados à produção e comércio de peças, mecânicos e profissionais do setor que movimentam uma frota de 72 milhões de motocicletas no país de 100 milhões de habitantes, afirmam que a medida drástica pode resultar em demissões e crise econômica. A imprensa local fala na demissão de 200 a 300 mil pessoas com essa medida.

O governo vietnamita espera que até o final da década 25% das vendas de motos se concentrem apenas em modelos elétricos mas por enquanto esse segmento não chega a 13% do total. Marcas como Yadea, VinFast, Pega, Selex e Nuen atuam no país junto com marcas indianas, chinesas e japonesas como Honda, Yamaha, Bajaj, Lifan entre outras.

GWM e Governo do ES confirmam 2ª fábrica no Brasil para produzir 200.000 veículos por ano

A Great Wall Motor (GWM) apresentou, em conjunto com o Governo do Espírito Santo, um projeto industrial para a implantação de uma nova unidade fabril em Aracruz. O plano divulgado pelo governo estadual capixaba prevê capacidade instalada de até 200 mil veículos por ano, com ocupação de 1,7 milhão de m², direcionada à produção de SUVs de menor porte em relação ao portfólio atual da marca no Brasil. A GWM no entanto, disse que irá falar sobre o projeto mais adiante.

O anúncio ocorre no contexto do programa de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM no país e complementa a operação iniciada em Iracemápolis, onde a empresa inaugurou, em agosto de 2025, a planta que anteriormente pertenceu à Mercedes-Benz. A apresentação institucional reuniu executivos regionais da GWM e autoridades estaduais e municipais, sinalizando alinhamento entre política industrial e expansão produtiva.

Detalhes divulgados sobre a nova fábrica

A futura planta capixaba foi concebida para ampliar o grau de verticalização da operação local. A GWM está focando em novos produtos compactos já que hoje sua planta que atua há nove meses no interior paulista está focada em produtos de maior porte.

Estão previstas linhas de soldagem e pintura, etapas-chave para a armação de carrocerias, indicando um avanço além de modelos baseados em kits importados. A proximidade com portos, aeroportos e a BR-101, além da distância de cerca de 83 km da capital Vitória, compõe a lógica logística do projeto, com potencial para abastecimento do mercado interno e exportações regionais.

Até 10.000 postos de trabalho

Em termos de emprego, a estimativa inicial varia entre 1,5 mil e 3,5 mil postos diretos, com possibilidade de alcançar até 10 mil vagas ao considerar a cadeia de fornecedores e serviços associados.

Portfólio da GWM terá “reforços”

A GWM indicou que a nova unidade deverá produzir modelos abaixo do porte dos SUVs hoje montados no Brasil, como o Haval H4, ampliando a cobertura em segmentos de maior volume. Atualmente, a fábrica de Iracemápolis realiza a montagem do Haval H6 (híbrido), do Haval H9 e da picape Poer P30, com processos ainda parciais.

Segundo a empresa, o índice de localização deve atingir 35% até o fim deste ano, com meta de 60% em 2028, o que envolve nacionalização progressiva de componentes e desenvolvimento de fornecedores locais. Até o momento, a operação brasileira já importou cerca de 45 mil veículos pelos portos nacionais.

Brasil como polo regional

Fora da China, a GWM mantém fábricas apenas em Rússia e Tailândia, o que reforça o papel estratégico do Brasil como hub regional de produção e exportação. A abordagem guarda paralelos com a estratégia da BYD na Bahia, onde a empresa também planeja linhas completas de soldagem e pintura para avançar além de CKD/SKD.

A GWM não divulgou cronograma de conclusão da planta de Aracruz. A empresa informou que novos detalhes técnicos e industriais serão apresentados em etapa posterior, à medida que o projeto avançar para as fases de licenciamento e implantação.

Rampage 2.2 Diesel: veja como testar a estanqueidade da bomba de alta pressão

Procedimento com uso do EPS100 ajuda a identificar queda de pressão no rail em casos de partida longa ou motor que não entra em funcionamento

A Ram Rampage, fabricada a partir de 2023, equipada com motor 2.2 Diesel Euro 6 pode apresentar dificuldade na partida ou não funcionar quando há pressão baixa no rail. Nesses casos, o teste de estanqueidade da bomba de alta pressão CP4.1 é indicado para verificar desgaste interno e perda de vedação.

O motor 2.2 Diesel entrega 200 cv a 3.500 rpm e 450 Nm (45,9 kgfm) a 1.500 rpm. Utiliza diesel S10, transmissão automática de nove marchas e sistema de admissão com turbocompressor de geometria variável (TGV), intercooler ar-água e wastegate elétrica. O sistema de injeção trabalha com bomba de alta pressão CP4.1, responsável por alimentar o rail em níveis elevados de pressão.

Teste de estanqueidade

O teste é recomendado quando há suspeita de falha de estanqueidade na bomba, geralmente provocada por desgaste na válvula de alta pressão ou no assento do cabeçote da bomba. O sintoma mais comum é partida longa ou ausência de funcionamento por pressão insuficiente no rail.

Para o procedimento, é necessário utilizar o aparelho de teste de bicos injetores EPS100. Conectar a porca do tubo do equipamento à saída de alta pressão da bomba para o rail, com adaptador. Com o tubo solto e o registro fechado, acionar a alavanca até eliminar o ar do sistema e, em seguida, fechar as conexões. Abrir o registro 1/4 de volta antes de iniciar os testes de pressão.

No primeiro passo, acionar a alavanca até atingir 100 bar. Após é fundamental aguardar 30 segundos para estabilização e, após 60 segundos, a pressão deve permanecer acima de 90 bar. No segundo passo, elevar a pressão a 250 bar; após estabilização, o valor deve se manter acima de 240 bar. No terceiro passo, atingir 400 bar; depois do período de estabilização, a pressão não pode ficar abaixo de 390 bar.

Se os valores ficarem abaixo do especificado ao final dos 60 segundos, a bomba deve ser substituída ou encaminhada a um serviço autorizado Bosch para reparo e teste em bancada. Outros componentes internos da bomba também podem provocar o mesmo sintoma, exigindo diagnóstico complementar. As informações técnicas foram divulgadas pelo Mecânico Pro, ferramenta de suporte às oficinas e de capacitação da Revista O Mecânico.

Taos vs Boreal: qual SUV tem manutenção mais fácil? Veja comparativo

Raio X tradicional da Revista O Mecânico compara motor, câmbio e suspensão dos dois SUVs turbo sob a ótica da manutenção

No novo episódio do Raio X, tradicional quadro do YouTube da Revista O Mecânico, o comparativo coloca frente a frente o Volkswagen Taos 1.4 TSI e o Renault Boreal 1.3 turbo, com foco no que interessa ao mecânico, por exemplo, acesso a componentes, intervenções mais comuns, pontos crônicos e facilidade no dia a dia da oficina. Ao lado da equipe da Revista, Carlos Eduardo Vieira, o China, analisa os dois SUVs médios no cofre do motor e no elevador, destacando diferenças práticas entre os conjuntos. Veja o vídeo completo.

No motor, o Boreal se sobressai em acessibilidade. Injetores, bobinas e bomba de alta têm acesso mais direto. “Algumas coisas são menos trabalhosas do que no EA211 do Taos. Aqui eu tenho facilidade para remover os injetores, enquanto no Taos é preciso tirar o coletor”, afirma China. Já o modelo da Volkswagen traz um conjunto conhecido do mercado, mas com histórico de ocorrências como folga axial no comando de admissão, além de registros de falhas em bomba de vácuo e no módulo da bomba d’água.

No conjunto inferior, o Taos responde com suspensão traseira multilink, enquanto o Boreal adota eixo de torção. “A suspensão do Taos é melhor. No Boreal é mais simples”, resume o especialista. Em contrapartida, o SUV da Renault facilita em alguns serviços, como a troca do amortecedor dianteiro, enquanto o Volkswagen leva vantagem na fixação do pivô por parafusos.

O novo Volkswagen Taos tem motor 1.4 TSI Turbo Flex de até 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. A transmissão é de oito velocidades, substituindo a anterior que era de seis marchas. Já o Renault Boreal tem motor 1.3 TCe de até 163 cv com torque de 27,5 kgfm. A transmissão é automática de dupla embreagem de seis posições banhada a óleo.

Biodiesel pode aumentar falhas em sistemas de injeção e acelera desgaste de motores, alerta especialista

Elevação do teor de biodiesel favorece oxidação do combustível, contaminação do sistema e falhas em bicos, bombas, DPF e componentes internos do motor 

texto Felipe Salomão   fotos Diego Cesilio  

aumento do percentual de biodiesel no diesel comercializado no Brasil tem provocado impactos técnicos relevantes nos motores diesel que circulam no país. Lembrando, no ano passado o percentual chegou na casa dos 15% e para este ano há planos para avançar em 16%.  

De volta ao dia a dia dos mecânicos, as oficinas especializadas relatam crescimento nos casos de contaminação do sistema de combustível, falhas em bicos injetores, bombas de alta pressão, saturação precoce do DPF e danos internos ao motor, exigindo manutenção preventiva mais rigorosa e elevando os custos de reparo.  

De acordo com Camila Bezerra, especialista em manutenção automotiva da Force MotorSport, a principal mudança percebida nas oficinas está relacionada à estabilidade do combustível ao longo do tempo. “O biodiesel passa por um processo de oxidação muito rápido. A partir de cerca de 30 dias, ele já começa a perder propriedades, absorver água e sedimentar dentro do tanque”, explicou. 

Segundo a especialista, o cenário brasileiro ainda apresenta limitações tecnológicas em relação à evolução do biocombustível. “Aqui no Brasil, apesar das campanhas, ainda trabalhamos com uma primeira geração de biodiesel. Em outros países, a tecnologia já avançou para a terceira geração, com composição diferente e maior estabilidade”, afirmou. Esse fator contribui para a formação de resíduos e para o crescimento microbiológico no sistema de combustível. 

“O biodiesel favorece a proliferação de bactérias. Bio é vida. Essas bactérias se desenvolvem dentro do tanque e formam uma massa contaminante que segue por todo o sistema”, disse Camila Bezerra. Esse material avança do tanque para o filtro, alcança sensores, bomba de alta pressão, flauta e bicos injetores, comprometendo o funcionamento do motor. “Quando o cliente percebe dificuldade na partida ou perda de desempenho, muitas vezes o sistema já está seriamente danificado”, alertou. 

 

Problemas mais comuns 

Entre os problemas mais frequentes observados na oficina estão o travamento de bicos injetores, falhas de lubrificação e aumento da carbonização interna. “Já acompanhamos casos em que um bico travou fechado, houve falta de lubrificação e os anéis e pistões começaram a riscar a camisa do bloco. O resultado foi a necessidade de desmontagem completa do motor”, relatou Camila Bezerra. Em situações como essa, o custo total do reparo pode se aproximar de R$ 50 mil, considerando peças, mão de obra, serviços de usinagem e substituição de componentes do sistema de injeção. 

A contaminação também afeta diretamente os sistemas de pós-tratamento de gases. “Essa carbonização não fica só no motor. Ela aparece no sistema de EGR, no DPF, na tampa de válvulas e em toda a linha de escape”, explicou Camila. Segundo ela, sem manutenção preventiva adequada, a crosta formada pode reduzir a eficiência do sistema, provocar falhas eletrônicas e acelerar o desgaste de componentes. 

 

Manutenção preventiva 

Diante desse cenário, a especialista destaca que a manutenção preventiva deixou de ser opcional. “Não dá para mudar como o diesel chega até o posto, mas é possível controlar o que acontece a partir do momento em que ele entra no sistema do veículo”, afirmou. Entre as práticas recomendadas estão o uso regular de bactericidas, instalação de pré-filtro de combustível, abastecimento em postos com alta rotatividade e inspeções periódicas do sistema de injeção. 

“A cada dois ou três tanques, é importante encher o reservatório, aplicar o bactericida e deixar o produto agir. O tanque cheio reduz a presença de ar, o que melhora a eficácia no combate às bactérias”, explicou. A instalação de pré-filtro também ajuda a reter água e impurezas antes que o combustível chegue aos bicos. “É um componente já comum em caminhões e que passou a fazer sentido também em SUVs e picapes diesel”, disse. 

Outro ponto destacado é o diagnóstico técnico. “Hoje, diagnóstico é leitura, não achismo. Aqui na oficina, todo veículo passa pelo scanner logo na entrada. Isso gera documentação e parâmetros claros sobre o funcionamento do sistema”, afirmou Camila Bezerra. Segundo a especialista em manutenção automotiva, esse procedimento protege tanto a oficina quanto o cliente, evitando dúvidas sobre falhas pré-existentes após intervenções mecânicas. 

A mecânica especialista também faz um alerta sobre reparos parciais em motores diesel. “Se abriu o motor, o correto é substituir todos os componentes críticos. Economizar em peças pode gerar retrabalho, falhas futuras e comprometer a garantia do serviço”, disse. Para Camila, o avanço das tecnologias embarcadas no diesel exige mudança de postura do mercado. “O diesel ficou mais complexo. Quem trabalha com ele precisa estudar, documentar processos e orientar o cliente. Não existe mais espaço para improviso”, concluiu. 

Riosulense celebra 80 anos com expansão e novos lançamentos

Em 2026, a Rio – Riosulense completa 80 anos de atuação. A empresa prepara uma agenda especial de comemorações, aliada a novos investimentos e lançamentos.

Com sede em Rio do Sul (SC), a fabricante atua com componentes para motores destinados a veículos leves, utilitários, caminhões, máquinas agrícolas, motocicletas e ao setor ferroviário. A companhia realiza fundição de ligas especiais de ferro e aço e em usinagem de alta precisão, com presença no mercado de reposição e no fornecimento para montadoras globais.

Crescimento consistente e novos investimentos

A empresa acumula crescimento médio anual de 20% nos últimos cinco anos e projeta manter o ritmo nos próximos ciclos. No mercado externo, as exportações avançaram mais de 15% ao ano no mesmo período.

Segundo o CEO Ornélio Kleber, os investimentos prioritários em 2026 serão direcionados à tecnologia e inovação, incluindo parcerias estratégicas, aquisição de máquinas de última geração e ampliação do parque fabril que, atualmente conta com 32 mil m² de área construída em um terreno de 1 milhão de m². A diretriz é priorizar projetos com payback de curto prazo.

Lançamentos e aproximação com o mercado

As comemorações dos 80 anos também serão marcadas por novos lançamentos, que serão apresentados ao longo dos próximos meses. O foco é ampliar a oferta de soluções para mecânicos e retificadores, além de expandir a atuação em novos mercados e clientes, tanto no Brasil quanto no exterior.

A programação oficial acontece em março. No dia 19, a empresa realiza a Convenção Anual da RIO, reunindo representantes do Brasil e de países da América Latina, além de executivos da área comercial, seguida de jantar comemorativo com clientes e autoridades.

No dia 20, as celebrações continuam com evento no centro de eventos da cidade, dedicado aos colaboradores e ex-colaboradores, com culto ecumênico, homenagens, almoço, atrações de entretenimento e encerramento com o tradicional “Parabéns à RIO” e sorteio de prêmios.

Ao completar oito décadas, a RIO reforça o legado visionário de João Stramosk, que transformou uma oficina fundada em 1946 em uma indústria global.

Delphi amplia portfólio de bombas de combustível no aftermarket

A Delphi anuncia a ampliação de seu portfólio no mercado de reposição com o lançamento de cinco novos SKUs de bombas de combustível no Brasil.

Os novos códigos atendem aplicações das linhas:

Chevrolet: Onix 1.0 12V (2012–2016), Onix 1.4 8V (2012–2020), Cobalt 1.4 8V e 1.8 8V (2011–2016)

Volkswagen: Amarok 2.0 16V Diesel (2011–2018) e UP 1.0 12V (2014–2021)

Renault: Logan 1.0 e 1.6 (2013–2018) e Sandero 1.0 e 1.6 (2014–2016)

Desenvolvidos conforme especificações originais (OEM), os componentes já estão disponíveis na rede de distribuidores da marca.

Função estratégica no sistema de alimentação

A bomba de combustível é responsável por transferir o combustível do tanque ao motor sob pressão adequada. Qualquer falha no fornecimento impacta diretamente o desempenho, a eficiência energética e a confiabilidade do veículo.

Com foco em qualidade OEM, a Delphi atende tanto o mercado de reposição quanto montadoras instaladas no país, reforçando sua presença no segmento premium de sistemas de combustível.

Quando substituir a bomba de combustível?

Apesar da alta durabilidade, alguns fatores podem reduzir a vida útil do componente:

  • Uso de combustível adulterado
  • Falta de troca periódica do filtro de combustível
  • Rodar frequentemente com o tanque na reserva

De acordo com Pedro Valêncio, supervisor de atendimento ao cliente da marca, alguns sintomas indicam possíveis falhas no sistema:

  • Dificuldade na partida
  • Perda de potência em acelerações
  • Falhas ou apagões do motor
  • Aumento no consumo de combustível

A recomendação é realizar diagnóstico em oficina especializada ao identificar qualquer um desses sinais.

As novas bombas de combustível e toda a linha de produtos da Delphi estão disponíveis na rede oficial de distribuidores da marca no Brasil.

css.php