SKF relança linha de bomba d’água VKPC

Produto chega ao mercado com uma cobertura de 85% da frota nacional

A SKF relança a linha de bomba d’água VKPC, que foi desenvolvida para atender o OEM das montadoras, garantindo as especificações técnicas de produto original de fábrica. Além disso, o produto chega ao mercado com uma cobertura de 85% da frota nacional.

De acordo com Elifas Euphrasio, coordenador de Desenvolvimento de Produtos da SKF, o selo mecânico de carboneto de silício assegura uma perfeita vedação e aumenta a resistência ao desgaste, enquanto a vedação mecânica oferece proteção total em temperaturas extremas, evitando vazamentos. “O corpo da bomba d’água é fabricado com dimensões precisas para um perfeito encaixe. Além disso, nossos rolamentos de alto desempenho e lubrificação resistente ao calor e umidade asseguram alto desempenho, enquanto a polia dentada possibilita uma transmissão de movimento perfeita”, afirma o responsável pela equipe de Produtos para o Mercosul.

A linha de bomba d’água VKPC atendem diferentes modelos e marcas de veículos nacionais e importados, por meio de cerca de 300 part numbers (PN) – código  padronizado para identificação das diversas peças cadastradas no portfólio –, o que possibilita atender aproximadamente 40 milhões de veículos leves, pesados e agrícolas no país.

 

O que pode gerar problemas nas pastilhas de freio e comprometer a segurança?

Sobrecarga térmica e mecânica, falta de limpeza do sistema durante a manutenção e esforço excessivo são alguns fatores

As pastilhas de freio fazem parte do sistema de frenagem e atuam para produzir atrito quando entram em contato com o disco para desacelerar e o veículo parar completamente. Algumas condições podem prejudicar o seu funcionamento e causar danos às peças, prejudicando a eficiência na frenagem.

A Jurid destaca alguns exemplos que levam ao desgaste das pastilhas e estão relacionados à falta de manutenção e de cuidados na condução do veículo e que podem ser evitados. O gerente da Jurid, Luciano Costa, explica que as pastilhas são formadas por uma base metálica, chamada de plaqueta, que dá suporte ao material de fricção, sendo esta última que sofre desgaste.

O superaquecimento é uma condição que pode causar danos e acontece em condições mais severas de utilização da frenagem. “Isso ocorre porque quanto mais alta a temperatura maior será o desgaste dos componentes do sistema, podendo existir queda do coeficiente de atrito exigindo mais força no pedal de freio para que a desaceleração pretendida seja atingida”, informa Luciano.

Para evitar o superaquecimento, o ideal é frear de forma progressiva, sem que haja necessidade de acionar o pedal de forma brusca para parar o veículo, usar o freio motor nas descidas e evitar excesso de peso respeitando a capacidade de carga do veículo.

Mas o superaquecimento também pode ser provocado por problemas mecânicos, como erros na montagem, falta de manutenção e limpeza da pinça, entre outros.

Quando é feito o serviço de manutenção, Costa cita outra situação que provoca as estrias nas pastilhas e as suas bordas ficam desgastadas pelo atrito devido às rebarbas deixadas na superfície dos discos de freio que já estão comprometidos pelo tempo de uso. Por isso, é importante retificar ou substituir os discos na troca de pastilhas.

A vitrificação também é outro problema que atinge a superfície das pastilhas que se torna lisa, reflexiva e dura ao ponto de parecer ter sido polida. “Esse efeito pode ser ocasionado também em pastilhas novas durante o processo de assentamento que sofrem com esforço excessivo, oscilações de temperatura ou frenagem por um longo tempo, diminuindo sua performance de frenagem”, comenta.

Marelli amplia linha de interruptores automotivos

Empresa está ampliando o seu portfólio com interruptores de pressão de óleo, luz de ré e pneumático

O Marelli Cofap anuncia o lançamento de nove códigos de interruptores de pressão de óleo, de luz de ré e pneumático com a marca Magneti Marelli. Esses componentes irão ampliar o portfólio da marca que conta com mais de 420 itens para veículos leves, pesados e utilitários.

O portfólio Magneti Marelli é composto por interruptores de direção hidráulica, de luz de freio, de pressão de óleo, de luz de ré, de embreagem, de transferência, pneumáticos (freios) e térmicos.

Os novos códigos de interruptores de pressão do óleo, cuja principal função é monitorar a pressão de óleo do motor, atendem modelos das montadoras Chevrolet, Land Rover, Nissan e Volkswagen. Blindados, eles possuem junta de vedação e diafragma em kapton, um material especial desenvolvido para suportar altas temperaturas, responsável por evitar a deformação da junta de vedação.

Já os novos códigos de interruptores de luz de ré atendem modelos de caminhões das montadoras Volkswagen e Volvo. Estes componentes são instalados no sistema de transmissão e são compostos por corpo metálico, atuador mecânico, isolador em nylon, terminais e contatos elétricos dimensionados para duas lâmpadas de 21W. Servem para comutar contatos e acender as luzes de ré do veículo quando a marcha à ré é engatada.

O novo interruptor pneumático, por sua vez, atende modelos de ônibus da marca Volvo e é responsável por monitorar a pressão de sistemas de freio a ar. O acionamento do compressor para o correto funcionamento do sistema de frenagem do veículo, depende deste interruptor.

ZF lança novo servo embreagem Wabco para caminhões Mercedes


Lançamento é destinado aos modelos da linha Atego

A ZF Aftermarket amplia a sua gama de produtos para os veículos pesados com o anuncio do lançamento de servo embreagem Wabco para caminhões Mercedes-Benz Atego.

O componente atende os seguintes modelos abaixo:
Atego 1719 2018;
Atego 1719 2019;
Atego 1719 2020;
Atego 1719 2021;
Atego 1719 2022;
Atego 1726 2020;
Atego 2426 2016;
Atego 2426 2018;
Atego 2426 2019;
Atego 2426 2020;
Atego 2426 2021;
Atego 2426 2022;
Atego 2430 2022;
Atego 3030 2020.

O que você precisa saber sobre os sistemas de sincronismo por corrente?

Confira alguns detalhes de funcionamento, componentes envolvidos, causas mais comuns de danos e a manutenção do sistema

texto Vitor Lima    fotos ARQUIVO SCHAEFFELER

Sistemas de sincronismos são popularmente conhecidos pelo acionamento das válvulas de admissão e de exaustão, em sincronia com o eixo do virabrequim, por meio da correia dentada ou correia de sincronismo.

A grande maioria dos veículos utiliza esse componente, que é feito de borracha e não permite o contato com derivados de petróleo, com exceção das correias que foram desenvolvidas para trabalharem banhadas à óleo, solução que leva um desenvolvimento com materiais diferentes para que o contato com o óleo do motor não seja prejudicial a correia de sincronismo. Porém, além dessas soluções para manter o sincronismo das partes internas do motor, surgiu a corrente de comando ou corrente de sincronismo. Esse componente feito em material metálico não possui prazo de substituição nos manuais de manutenção dos veículos, diferente da correia de sincronismo.

Sua construção é simples, pois, em um sistema de sincronismo por corrente, os geralmente os componentes envolvidos são a própria corrente, as sapatas de tensionamento feitas em material plástico e um tensionador que tem atuação hidráulica (figura 1).

Tipos de correntes

De acordo com cada projeto, podem ser utilizados tamanhos diferentes de correntes. Segundo o Engenheiro Sênior 3 da Schaeffler, Attilio Gioielli Jr., isso tem ligação com as características de diminuição de ruído, aumento da suavidade do componente, que são especificações trabalhadas em conjunto com as montadoras (figura 2).

Por serem construídas em material metálico e mais de uma montadora utiliza essa solução de corrente em alguns de veículos, surge a dúvida sobre a padronização do material. O Engenheiro comentou sobre isso. “A grande parte das montadoras não está preocupada com o material em si do rolamento ou dos componentes, esse material é especificado pelo fabricante. A montadora apresenta as dificuldades e variáveis que eles necessitam, como por exemplo, o número de rotações que a corrente deverá suportar, a quantidade de torque. A partir desses dados, o fabricante faz os estudos e desenvolve uma solução para a montadora”, explica.

 

Tensores hidráulicos

Como o nome já diz, o tensor hidráulico depende totalmente do fluido lubrificante do motor, nesse ponto, já demonstra uma preocupação em se utilizar o óleo de motor correto e especificado pela montadora. Pois, o tensor precisa manter a tensão correta na corrente para o bom funcionamento do sistema de sincronismo. O componente trabalha com variação da sapata de tensionamento que faz o contato direto com a corrente de sincronismo (figura 3).

Sapatas e trilhos guias

Os trilhos de tensionamento ou sapatas como podem ser chamadas, são componentes que estão em contato direto com a corrente de sincronismo. Os trilhos de tensão e/ou guia podem consistir em apenas um componente ou dois.

A depender do projeto, podem ser desenvolvidos trilhos com sistemas integrados, como por exemplo sapatas que possuem tensionador para acionamento da bomba de óleo.

Geralmente, esse tipo de componente é produzido em material plástico, porém, também podem ser feitos componentes de alumínio ou aço. Por conta do contato direto com a corrente de sincronismo, as sapatas de tensionamento tem um polímero especial para suportar o atrito gerado entre a corrente e as sapatas (figura 4).

Sprocket

Pode-se definir o “sprocket” como a polia dentada do comando de válvulas. Por trabalharem com a corrente de sincronismo, tem menos espessura se comparado com uma polia utilizada nos sistemas de acionamento por correia, e tem como característica o metal sinterizado em seus dentes. A sinterização permite alterar a estrutura microscópica do metal que, envolve a compactação, aquecimento de partículas de um material em pó em tratamentos térmicos dos quais a temperatura é sempre menor que a temperatura de fusão, e resulta em uma peça com maior resistência (figura 5).

Causas de danos na corrente e suas manutenções

As correntes de sincronismo têm uma durabilidade maior do que as correias, mas isso não significa que o componente não necessite de verificação e até manutenções. A má qualidade no sistema com partículas de sujeira, água, combustível, quilometragens elevadas e tensor bloqueado ou sem funcionamento, podem causar o alongamento da corrente. Nesses casos, é necessária a substituição do sistema de acionamento por corrente, além da troca do óleo de motor (figura 6).

Quando ocorre desalinhamento entre o sprocket e a corrente ou o movimento não é executado de maneira correta nos guias, o sprocket começa a gerar atrito nos elos internos da corrente, o que causa desgaste no componente. O desalinhamento pode ser provocado por diferentes fatores como, um acidente de trânsito que ocorreu colisão do veículo, um choque mecânico, problemas na montagem do sistema, é sempre importante verificar a causa e para correção, há necessidade da troca do sistema de acionamento e a substituição do óleo do motor.

Outro problema que os guias podem causar é o desgaste nos elos externos da corrente. Isso se deve aos trilhos estarem inclinados ou até soltos, fazendo com que o contato com a parte externa da corrente ocorra. Para sanar o problema, deve ocorrer o alinhamento do sistema e a substituição dos componentes desgastados (figura 7).

O trilho, ou capa plástica também pode sofrer desgaste quando o tensor não funciona corretamente, ou quando há problemas de corrente alongada, dano citado anteriormente nesta matéria, além das altas quilometragens. Para esse sintoma, deve-se verificar o fornecimento de óleo do sistema e substituir o sistema de corrente.

Vale lembrar que, para garantir o correto funcionamento do sistema, aspectos como montagem/instalação dos componentes, limpeza do sistema e principalmente a substituição do óleo de motor nos períodos determinados, devem ser seguidos. O lubrificante de motor não está em contato direto com a corrente ou com os sprockets, porém, ele está diretamente ligado com a sapata ou trilho de tensionamento, uma falha de acionamento pode causar danos citados acima, bem como problemas em outros sistemas que estão interligados ao sistema de sincronismo do veículo.

Batalha de Cupons: veja como aproveitar descontos na Loja do Mecânico

Influenciadores vão distribuir centenas de cupons de desconto

A Loja do Mecânico promoverá amanhã uma live commerce nas redes sociais chamada “Batalha de Cupons”. A ação contará com a presença de 15 influenciadores digitais e acontecerá entre 19h e 21h. Durante a live, serão distribuídos centenas de cupons de desconto para impulsionar a compra de produtos. A loja também anunciará promoções exclusivas para diversos segmentos, como jardinagem, construção civil, marcenaria e automotivo. Além disso, a loja promoverá hoje (24 de julho) um esquenta presencial intitulado “Encontro de Fazedores”, reunindo alguns influenciadores entre 18h e 20h na sede da companhia, em Barueri, São Paulo.

A “Batalha de Cupons” faz parte de uma campanha de pré-lançamento do Dia dos Pais, que é considerada a quarta comemoração mais lucrativa para os lojistas brasileiros. Ademais, a iniciativa tem como objetivo fortalecer os laços de relacionamento com os clientes. Neste ano, a Loja do Mecânico espera alcançar um crescimento de 20% no volume de vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

“Acreditamos que as conexões são fundamentais para um relacionamento de sucesso com o público, sobretudo para uma marca como a nossa, que figura entre os principais e-commerces do Brasil, com mais de 15 milhões de acessos mensais em seu site e aplicativo. Com a nossa estratégia omnichannel, atendemos diversos segmentos e nós mantivemos como a principal plataforma de máquinas e ferramentas da América Latina”, diz Rodrigo Pothin, CMO da Loja do Mecânico. “Essa ação serve para reforçar nosso posicionamento de marca, além de fortalecer nossos laços com os consumidores e criar um ambiente de proximidade e confiança. Já o ‘Encontro de Fazedores’ é uma oportunidade de trazer os clientes para mais perto da nossa loja e dos influenciadores que representam setores nichados, mas que, juntos, engajam mais de 15 milhões de pessoas em suas redes”, afirma o executivo.

Clientes têm os produtos na palma da mão

Já confirmaram presença: Daiane Pimenta, especialista em reforma automotiva; Diego Vieira, incentivador do Faça Você Mesmo; Idalecio Duarte, mecânico conhecido como ‘Mineirinho MG Diesel’; Henrique Carvalho, um artista que entrega entretenimento construindo carros por um método artesanal; Leandro Godoy, um expert em torno mecânico; Jorge Passarote, que entende muito de manutenção de máquinas e ferramentas; Paulão Funileiro, craque em funilaria automotiva; e Marcelo Tonella, mestre em mecânica automotiva, especialmente de fuscas e carros antigos.

Em relação ao nome “fazedores”, vale destacar que, no mês passado, a Loja do Mecânico anunciou ao mercado seu refresh de marca, que trabalha os conceitos “Lugar de quem faz” e “Fazedores”. Desta forma, a empresa visa consolidar seu crescimento, integrando todos os canais de relacionamento da empresa com os clientes (físicos e online), potencializando a estratégia omnichannel com a expansão dos hubs de venda e distribuição e reforçando a liderança executiva com a chegada de executivos C-level com ampla experiência no varejo.

GWM revela baterias que podem ser carregadas em 5 minutos: entenda tecnologia

Marca chinesa informou que baterias conferem autonomia de até 1.000 km com uma carga

A marca chinesa SVOLT, da GWM, informou que suas novas baterias, permitem carregamento rápido de até 5 minutos e oferecem autonomia de até 1.000 km com uma carga completa.

As novas baterias da SVOLT, subsidiária da GWM, utilizam a tecnologia de níquel-cobalto-manganês (NCM) e garantem uma autonomia de até 600 km após apenas cinco minutos de carregamento rápido. A capacidade das baterias varia entre 100 kWh e 120 kWh, permitindo alcançar até 1.000 km de autonomia com uma carga completa.

A SVOLT também lançou a bateria SVOLT 5C de fosfato de ferro-lítio (LFP), que pode ser carregada de 10% a 80% em apenas 10 minutos e possui um ciclo de vida superior a 3.500 ciclos. Segundo a empresa, essa bateria é capaz de percorrer mais de 1 milhão de quilômetros. A produção dessa tecnologia está programada para começar em dezembro deste ano.

Para veículos PHEV como o Haval H6 PHEV19, recentemente lançado, a SVOLT apresentou a bateria NCM Dragon Armor PHEV 800V. Essa bateria foi projetada para plataformas de 800 volts e suporta carregamento ultrarrápido. Ela também contribui para uma redução de até 20% no volume do veículo e possui uma densidade de energia de 250 Wh/kg. Com essas especificações, os modelos PHEV equipados com essas baterias podem ter capacidades variando de 55 kWh a 70 kWh, proporcionando uma autonomia no modo elétrico entre 300 km e 400 km. A previsão é que essas baterias comecem a ser produzidas em julho de 2025.

Aumark S 315 MT da Foton terá revisões gratuitas

Campanha de revisões gratuitas por 3 anos ou 100 mil km rodados também vale para os modelos Aumark S 715, S 916 e S 1217, já à venda no País

A Foton colocou em pré-venda no Brasil os novos caminhões semileves Aumark S 315 MT e acaba de criar uma campanha de revisões gratuitas de três anos para o modelo ou pelos primeiros 100 mil km rodados, o que ocorrer primeiro. A gratuidade é referente à mão de obra, óleo, fluidos e filtros incluídos nos serviços de revisão descritos no manual de garantia dos veículos. Os serviços podem ser realizados em qualquer uma das 30 concessionárias da Foton no Brasil.

As revisões gratuitas também valem para a compra dos outros modelos da linha Aumark S já à venda no País: são eles o Aumark S 715 (com Peso Bruto Total de 7.000 kg), o Aumark S 916 (Peso Bruto Total de 9.000 kg) e o Aumark S 1217 (Peso Bruto Total de 11.500 kg).

“Trata-se de uma campanha com tempo limitado. Ela já entrou em vigor e, a partir daí, é válida para os primeiros 500 caminhões Aumark S 315 MT, S 715, S 916 e S 1217 vendidos pelas nossas concessionárias”, diz o Diretor Geral da Foton Brasil, Darren Lu.

Aumark S 315 MT

A Foton apresentou oficialmente o Aumark S 315 MT ao mercado brasileiro no último mês de junho e, desde então, o caminhão já está em pré-venda nas concessionárias da marca ao redor do País, com os veículos programados para começar a chegar às revendas entre o final de agosto e setembro.

O Aumark S 315 MT tem um motor Cummins 2,5L de 150 cavalos de potência e 40,7 kgfm de torque, além de transmissão manual de cinco marchas da ZF. O conjunto atende às normas de emissão Proconve P8 (Euro 6). A tecnologia de SCR (Redução Catalítica Seletiva) e de DPF (Filtro de Partículas Diesel) garantem que as emissões sejam significativamente reduzidas.

Design e dimensões

O caminhão é equipado com grandes retrovisores integrados, faróis estilo “hawkeye” e uma grade dianteira perfurada com orifícios em formato de diamante.

Na parte de dentro, o painel de instrumentos é digital, a central multimídia possui tela touchscreen de 7 polegadas e são 23 espaços de armazenamento de objetos ao alcance da mão.

Além disso, o caminhão estará disponível, no Brasil, com dois diferentes conjuntos de dimensões. Uma das versões terá comprimento total de 5.380 mm, largura dianteira máxima de 2.030 mm, altura de 2.240 mm, distância entre eixos de 2.800 mm e comprimento da plataforma de carga de 3.610 mm.

A outra versão, chamada de Aumark S 315L MT, tem comprimento total de 5.960 mm, largura dianteira máxima de 2.030 mm, altura de 2.240 mm e distância entre eixos de 3.360 mm. O comprimento da plataforma de carga é de 4.170 mm.

Desmontamos a Transmissão Xtronic CVT do Nissan Kicks: como fazer a manutenção?

Diagnóstico do câmbio, que também equipa Versa e Sentra, começa por identificar se existe algum vazamento, peças quebradas e se todos os conectores estão ligados

texto Felipe Salomão   fotos Lucas Porto

A transmissão automática deve ficar ainda mais popular nos próximos anos, uma vez que o estudo feito pela consultoria S&P Global mostra que apenas 5% dos veículos vendidos no Brasil até 2030 terão câmbio manual, sendo o restante automáticos. Atualmente, os modelos com transmissão automática são 60% do mercado brasileiro e, claro, esses veículos já começam a chegar nas oficinas pelo país. Por isso, atenta com essa movimentação do mercado, a Revista O Mecânico traz o passo a passo da desmontagem e montagem da transmissão automática Xtronic CVT, que hoje equipa os Nissan Kicks, Sentra e Versa e, no passado, equipou o March 1.6. Contudo, antes de apresentarmos esse processo é preciso dizer como funciona esse câmbio japonês.

Como funciona o Xtronic CVT?

A partir de 2016, a Nissan começou a oferecer o câmbio Xtronic CVT no March e Versa, ambos modelos populares de alto volume de vendas, fazendo com que a transmissão ficasse mais popular nesse segmento de hatches e sedãs. Além disso, o Kicks que é um dos mais vendidos do segmento de SUVs usa essa transmissão desde o seu lançamento. Segundo a fabricante japonesa, o sistema da transmissão é constituído por duas polias de diâmetro variável, que estão ligadas por uma correia metálica, sendo que a primeira, conhecida como condutora, recebe o torque do motor, e a secundária, também chamada de conduzida, transmite a força para o diferencial.

Cada polia tem dois cones que se afastam ou se aproximam, além de diminuir ou aumentar a largura do canal onde passa a correia, assim elevando ou reduzindo a velocidade do carro de acordo com as demandas do pedal do acelerador. Ademais, quando os cones estão juntos, esse canal fica mais estreito e o raio da polia aumenta. Por exemplo, em marcha reduzida, a polia condutora apresenta um raio menor com o afastamento dos cones, enquanto a polia conduzida fica com raio maior. Portanto, na medida em que o veículo ganha velocidade, o movimento das polias se inverte e a relação de marcha fica maior. A distância entre as polias é fixa, como também o comprimento da correia. Deste modo, a transmissão conta com uma infinidade de marchas entre menores e maiores relações. Todavia, como é feito o diagnóstico do câmbio Xtronic CVT.

Diagnóstico do câmbio

Para fazer o diagnóstico de defeitos da transmissão automática Xtronic CVT contamos com a ajuda de Claudinei Oliveira Dias, Especialista Técnico da Nissan, que informou quais são os primeiros passos que o mecânico deve seguir para checar o câmbio automático da Nissan: “primeira coisa é que o cliente vai reclamar de algum problema, seja de performance, algum tipo de ruído ou alguma luz de anomalia no painel indicando problema. Em seguida é preciso verificar coisas básicas, como se não tem nenhum tipo de vazamento de óleo, se não tem nenhuma peça quebrada visivelmente, se todos os conectores elétricos estão ligados, se houve algum reparo anterior e, também, procurar saber todo o histórico do fluído”, analisou. Diagnóstico feito é preciso ter atenção com o fluido da transmissão.

Troca do fluido da transmissão

A Nissan recomenda a troca do fluido da transmissão, só que com um, porém. “A gente recomenda a troca, porém, a Nissan utiliza um contador que está na central eletrônica da transmissão e ele vai fazer uma contagem do envelhecimento do fluído. Essa contagem é baseada no tipo de estilo de transmissão, temperatura geral do sistema, se o veículo anda em estrada ou cidade. Muitos confundem o contador com a km do painel, só que ele é contador independente, podendo acelerar mais ou menos a velocidade do painel a depender de como a pessoa dirige. Portanto, geralmente, quando a pessoa anda mais em estrada o contador conta menos do que a km indicada no painel, uma vez que a condição da estrada é menos estressante para o câmbio, pois ela está em uma constante sem variação”, disse Claudinei.

Segundo o Especialista Técnico da Nissan, o contador conta até 210 mil km e acima dessa quilometragem será necessário fazer a troca do fluido. Abaixo não há necessidade. Além do contator, no visual é possível identificar um óleo novo e um velho, pois o novo tem uma coloração menos densa (a1). “Dentro da transmissão temos a cinta e a polia, trabalhando metal com metal, sendo que o fluido tem a propriedade de melhorar o grip entre essas duas peças, facilitando a transmissão do movimento delas sem patinar ou travar. Portanto, se você tiver algum problema na transmissão você vai ter um deslizamento na polia, que vai gerar um atrito excessivo de temperatura desgastando a cinta e a polia”, afirmou Claudinei.

O fluido correto para aplicar na transmissão Xtronic CVT da Nissan é o NS3, que é um fluido específico vendido na rede de concessionárias da Nissan, atendendo os modelos March, Versa, Kicks e Sentra. Apesar de vender o fluido, a montadora raramente faz o reparo da transmissão, pois prefere substituir a transmissão danificada por uma nova com o objetivo de garantir a qualidade no pós-vendas.

Desmontagem

1)    Com uma parafusadeira elétrica com soquete de 10 mm retire o sensor de velocidade primário. Observação: Os sensores são todos iguais, por isso, não há diferença no encaixe, uma vez que as peças são únicas.

2)    Com uma chave de 24 mm retire o sensor de pressão.

3)    Com cabo de força e um soquete de 14 mm retire a porca do eixo do sensor de posição da alavanca.

4)    Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o sensor de posição da alavanca.

5)    Com as mãos retire a mangueira do respiro.

6)    Com uma chave de 12 mm retire o parafuso da chapa do conversor de torque.

7)    Com as mãos retire o conversor de torque. Observação: O conversor sempre terá fluido. Portanto, para manter o local limpo coloque sobre uma bandeja.

8)    Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o cárter de óleo. Observação: Antes de retirar o cárter drene o fluido, mesmo assim vazará pequenas quantidades de fluido. Também verifique os três imãs dentro do cárter, que são responsáveis por coletar as limalhas de metal que estão em suspensão no fluido. Caso esteja sujo pode indicar problemas na transmissão.

9)    Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o pescador do óleo, que também tem função de pré-filtro.

10)  Com uma chave de fenda e um soquete de 14 mm retire o braço de acionamento da válvula manual.

11)  Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire os parafusos do controle hidráulico, seguindo a sequência indicada na cabeça dos parafusos (11a). Observação: No controle hidráulico há os sensores de pressão, as eletroválvulas de controle, sensor de temperatura do fluido e a ROM, que tem a memória do funcionamento do conjunto. Desta forma, toda vez que troca esse conjunto é necessário apresentar a ROM para o conjunto novo (11b).

12) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o trocador de calor. Observação: Sempre troque os anéis de vedação.

13)  Com uma parafusadeira com soquete de 12 mm e, também, com uma chave de 12 mm retire a tampa da transmissão.

14)  Com a ajuda de uma espátula faça força para retirar a tampa da transmissão, pois há uma cola na carcaça da peça. Observação: Atenção para a pista do rolamento, que fica colada na carcaça, pois depois tem que ser montada na mesma posição. Por isso, não deixe cair no chão.

15)  Com as mãos retire o eixo do pião com a coroa. Observação: tenha atenção com os anéis de vedação, pois se tiver alguma ruptura indicará problemas com a transmissão. Na montagem troque os anéis de vedação.

16)  Com uma pinça remova os anéis de vedação da carcaça. Observação: eles têm que ser substituídos na montagem.

17)  Com um alicate de abrir travas retire as engrenagens de acionamento da bomba hidráulica juntamente com a corrente.

18)  Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm retire o tubo de transmissão do fluido.

19)  Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm e 12 mm retire defletor de óleo da bomba.

20)  Com uma parafusadeira e um soquete de 12 mm retire o guia do conversor de torque.

21)  Com as mãos retire o eixo de entrada, sempre tomando cuidado com o rolamento e arruela de apoio.

22)  Para remover o eixo de acionamento da válvula manual coloque o eixo na posição de Parking e com um martelo e um saca pino retire o pino elástico da roda dentada ao eixo.

23)  Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm retire a mola de tensão da roda dentada.

24)  Com cuidado remova a mola roda dentada tirando o acionamento da trava do parking e o pino guia para retirar o eixo de acionamento da válvula manual.

25)  Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire a bomba e os anéis de vedação de cobre e borracha, que devem ser trocados na montagem.

26)  Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o defletor

27)  Com uma chave de fenda retire a trava de parking.

28)  Com uma chave torx fêmea E14 retire o suporte do guia da trava de parking.

29)  Com uma parafusadeira use uma ferramenta E16 Torx para retirar a tampa do conjunto de freios epicicloidal.

30)  Com as mãos retire a placa de pressão, o rolamento do cubo sincronizador e cubo sincronizador com os discos de freio.

31)  Com uma pinça retire o guia do rolamento, as engrenagens epicicloidais e a outra parte das engrenagens epicicloidais.

32)  Com uma chave de fenda tire a trava e remova o segundo freio da carcaça e depois os discos e pratos.

33)  Com a parafusadeira e um soquete de 10 mm retire o alojamento do filtro de óleo e, posteriormente, o filtro de óleo.

34)  Com a parafusadeira e um soquete de 10 mm retire a tampa da cinta e das polias.

35)  Com uma pinça retire os anéis de vedação de pressão dos pistões das polias.

36)  Com a parafusadeira e um soquete de 12 mm retire os dois parafusos dos rolamentos do eixo de saída.

37)  Com ajuda de uma chave de fenda retire as polias e a cinta da carcaça

Coração do CVT

O “coração do CVT” são as polias primárias e secundárias, além da cinta, que é formada por vários anéis de aço para ter maleabilidade para abrir e fechar as polias. Na transmissão utilizada para essa reportagem, a Nissan disponibilizou uma que estava com problemas por conta da falta de óleo, uma vez que sofreu com graves avarias no cárter, que gerou um desgaste na lateral da cinta, fazendo ela patinar nas polias, perdendo tração. Inclusive, todo esse desgaste metálico foi impregnado no fluido com limalha de metal.

Para fazer o diagnóstico da cinta é preciso utilizar um boroscópio, que permite ver a peça com imagens ampliadas, mostrando que os metais da cinta estão lisos e não porosos como numa cinta nova. Neste caso, é necessário trocar a cinta e as polias. Lisos (A) e Porosos (B).

Montagem

Observação: Antes de começar a montagem da transmissão Xtronic CVT é necessário deixá-la extremamente limpa, removendo colas, além de ter atenção com a montagem dos discos e pratos desgastados. Caso tenha peças danificadas é fundamental fazer substituição. Utilize uma cola líquida para fazer o fechamento da carcaça, que segundo a marca, é a Loctite 5460. Lembrando, a Nissan não faz esse reparo, visto que prefere trocar a transmissão por completo para preservar a qualidade da transmissão. 38)  Coloque novos anéis de vedação na carcaça sempre utilizando o fluido NS3 Nissan. 39)  Passe a cola líquida. Lembrando, para efeitos didáticos a gente não utilizou.

40)  Coloque a carcaça sobre o conjunto de cinta e polia e faça a sequência de aperto cruzado aplicando o torque de 27 Nm.

41)  Aplique o torque de 30 Nm nos parafusos do eixo de entrada.

42)  Troque o filtro de óleo, sempre lubrificando com fluido NS3 Nissan e colocando um novo anel de pressão.

43)  Aplique o torque de 5.6 Nm na tampa do filtro de óleo.

44)  Com as mãos e muito cuidado monte os rolamentos de apoio dos conjuntos epicicloidais superiores e inferiores, a arruela de encosto, a epicicloidal e os pratos e os discos, sempre com atenção para a posição correta. Por fim, o prato mais grosso e fecha tudo com a trava.

45)  Com as mãos encaixe o rolamento de apoio, sempre utilize o fluido NS3 para lubrificação da peça.

46)  Lubrifique o rolamento de encosto do tambor e o coloque sobre o rolamento de apoio.

47)  Para montar a embreagem de segunda marcha coloque intercale prato e disco sempre alinhando os dentes do disco com o rolamento de apoio, finalizando com uma mola prato que tem formato convexo, sendo a parte mais alta coloca para cima para o acionamento do pistão, mas antes coloque o conjunto de molas e, depois, o pistão. Observação: Há um ressalto no pistão, que deve ser encaixado corretamente na carcaça.

48)  Aplique o torque de 30 Nm nos parafusos da tampa, lembrando utilize os guias de montagem, que ficam alinhado com o furo de lubrificação da tampa e com o furo de entrada do pistão.

49)  Para montar a bomba coloque primeiro os anéis e, posteriormente, coloque a bomba aplicando o torque de 20 Nm.

50)  Coloque o eixo da alavanca de seleção, colocando o pino guia primeiramente e depois o pino trava.

51)  Coloque o defletor aplicando torque de 5 Nm.

52)  Coloque a mola do eixo de seleção aplicando torque de 5 Nm.

53)  Coloque o guia da trava de parking aplicando o torque de 27 Nm.

54)  Coloque o mecanismo da trava de parking com as mãos, o calço de apoio do rolamento do eixo de entrada, o rolamento do eixo de entrada e, depois, o eixo de entrada. Todos devem ser lubrificados com o fluido NS3.

55)  Coloque o rolamento de encosto de eixo de entrada no alojamento e montamos o tubo guia e, posteriormente aplique o torque de 27 Nm nos parafusos de 8 mm e cabeça de 12 mm e nos parafusos de 10 mm aplique o torque de 5 Nm.

56)  Coloque o tubo de borracha de vedação do freio do tambor da segunda marcha e aplique o torque de 5 Nm nos parafusos dessas peças.

57)  Após lubrificar a engrenagem e a corrente da bomba de óleo, coloque-as no alojamento abrindo a trava com um alicate, uma vez encaixada não é possível remover a engrenagem posteriormente.

58)  Coloque novos elementos de vedação para montar o conjunto do pinhão e coroa. Observação: Essas peças devem ser encaixadas juntas com cuidado para não danificar o anel de vedação do pinhão.

59)  Monte a arruela de encosto do rolamento da engrenagem da bombade óleo.

60)  Aplique o torque de 27 Nm nos parafusos da tampa da transmissão, sempre com aperto cruzado.

61)  Antes de montar o controle hidráulico troque o anel de vedação e deixe a peça extremamente limpa. Os parafusos do controle devem ser apertados do centro para extremidades com torque de 7.9 Nm.

62)  Coloque alavanca da válvula manual aplicando o torque de 22 Nm.

63)  Coloque um novo anel de vedação no pescador e aplique o torque de 5 Nm.

64)  Coloque uma junta nova e aplique o torque de 5 Nm com aperto do centro para extremidades.

65)  Coloque o sensor de posição da alavanca utilizando uma ferramenta especial para alinhar a posição de encaixe dos parafusos, que recebem o torque de 5 Nm. (65a) Ao remover a ferramenta, basta colocar a alavanca superior, pois é nela que o cabo que aciona o sistema é fixado. O parafuso da alavanca recebe o torque de 17 Nm (65b).

66)  Coloque os sensores, começando com o do eixo de entrada com torque de 5 Nm (66a), depois o sensor do eixo secundário também com torque de 5 Nm (66b) e, por fim, o sensor de saída com torque de 5 Nm (66c). Faça a montagem do respiro e coloque o sensor de pressão de 20 Nm (66d).

67)  Coloque novos anéis de vedação no trocador de calor e aplique o torque de 5 Nm.

68)   Na montagem do conversor de torque, substitua o anel do eixo de entrada e lubrifique o conversor de torque para ajudar na montagem. Faça essa montagem com cuidado encaixe na transmissão. Enfim, a Nissan informa que todos os periféricos da transmissão Xtronic CVT podem ser trocados pelos mecânicos com as peças oferecidas nas concessionárias da montadora.

RIO participará da Latin Tyre & Auto Parts Expo, no Panamá

Riosulense visa expandir seus negócios com empresas da América Central

A Rio – Riosulense S.A. participará, pela primeira vez, da Latin Tyre & Auto Parts Expo, feira que será realizada de 31/07 a 02/08 na cidade do Panamá. Com exportações para 25 países e que representaram aproximadamente 10% do faturamento bruto em 2023 da empresa que foi de R$ 420 milhões, a Rio está desenvolvendo estratégias para expansão em novos mercados.

“Queremos ampliar a nossa presença na América Central. Temos potencial para crescer nas Américas e estamos otimistas com as oportunidades desse evento do setor automotivo”, afirma a Coordenadora de Vendas na área de Exportação, Bruna Ern, uma das representantes da RIO na exposição.

Outro objetivo será mostrar que a empresa atende tanto o mercado de reposição como as principais montadoras, além dos mercados agrícola e ferroviário. Por isso, os participantes da feira poderão conhecer todas as 24 famílias de produtos da marca.

A expectativa é que a “Latin Tyre & Auto Parts Expo” reúna mais de 650 expositores de diversos países, entre fabricantes de autopeças, pneus, rodas, ferramentas e outros equipamentos automotivos. Na programação, além de sessões educacionais e de treinamento, haverá eventos de networking, entre outras atividades para incentivar negócios.

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