Marca chinesa informou que baterias conferem autonomia de até 1.000 km com uma carga
A marca chinesa SVOLT, da GWM, informou que suas novas baterias, permitem carregamento rápido de até 5 minutos e oferecem autonomia de até 1.000 km com uma carga completa.
As novas baterias da SVOLT, subsidiária da GWM, utilizam a tecnologia de níquel-cobalto-manganês (NCM) e garantem uma autonomia de até 600 km após apenas cinco minutos de carregamento rápido. A capacidade das baterias varia entre 100 kWh e 120 kWh, permitindo alcançar até 1.000 km de autonomia com uma carga completa.
A SVOLT também lançou a bateria SVOLT 5C de fosfato de ferro-lítio (LFP), que pode ser carregada de 10% a 80% em apenas 10 minutos e possui um ciclo de vida superior a 3.500 ciclos. Segundo a empresa, essa bateria é capaz de percorrer mais de 1 milhão de quilômetros. A produção dessa tecnologia está programada para começar em dezembro deste ano.
Para veículos PHEV como o Haval H6 PHEV19, recentemente lançado, a SVOLT apresentou a bateria NCM Dragon Armor PHEV 800V. Essa bateria foi projetada para plataformas de 800 volts e suporta carregamento ultrarrápido. Ela também contribui para uma redução de até 20% no volume do veículo e possui uma densidade de energia de 250 Wh/kg. Com essas especificações, os modelos PHEV equipados com essas baterias podem ter capacidades variando de 55 kWh a 70 kWh, proporcionando uma autonomia no modo elétrico entre 300 km e 400 km. A previsão é que essas baterias comecem a ser produzidas em julho de 2025.
Campanha de revisões gratuitas por 3 anos ou 100 mil km rodados também vale para os modelos Aumark S 715, S 916 e S 1217, já à venda no País
A Foton colocou em pré-venda no Brasil os novos caminhões semileves Aumark S 315 MT e acaba de criar uma campanha de revisões gratuitas de três anos para o modelo ou pelos primeiros 100 mil km rodados, o que ocorrer primeiro. A gratuidade é referente à mão de obra, óleo, fluidos e filtros incluídos nos serviços de revisão descritos no manual de garantia dos veículos. Os serviços podem ser realizados em qualquer uma das 30 concessionárias da Foton no Brasil.
As revisões gratuitas também valem para a compra dos outros modelos da linha Aumark S já à venda no País: são eles o Aumark S 715 (com Peso Bruto Total de 7.000 kg), o Aumark S 916 (Peso Bruto Total de 9.000 kg) e o Aumark S 1217 (Peso Bruto Total de 11.500 kg).
“Trata-se de uma campanha com tempo limitado. Ela já entrou em vigor e, a partir daí, é válida para os primeiros 500 caminhões Aumark S 315 MT, S 715, S 916 e S 1217 vendidos pelas nossas concessionárias”, diz o Diretor Geral da Foton Brasil, Darren Lu.
Aumark S 315 MT
A Foton apresentou oficialmente o Aumark S 315 MT ao mercado brasileiro no último mês de junho e, desde então, o caminhão já está em pré-venda nas concessionárias da marca ao redor do País, com os veículos programados para começar a chegar às revendas entre o final de agosto e setembro.
O Aumark S 315 MT tem um motor Cummins 2,5L de 150 cavalos de potência e 40,7 kgfm de torque, além de transmissão manual de cinco marchas da ZF. O conjunto atende às normas de emissão Proconve P8 (Euro 6). A tecnologia de SCR (Redução Catalítica Seletiva) e de DPF (Filtro de Partículas Diesel) garantem que as emissões sejam significativamente reduzidas.
Design e dimensões
O caminhão é equipado com grandes retrovisores integrados, faróis estilo “hawkeye” e uma grade dianteira perfurada com orifícios em formato de diamante.
Na parte de dentro, o painel de instrumentos é digital, a central multimídia possui tela touchscreen de 7 polegadas e são 23 espaços de armazenamento de objetos ao alcance da mão.
Além disso, o caminhão estará disponível, no Brasil, com dois diferentes conjuntos de dimensões. Uma das versões terá comprimento total de 5.380 mm, largura dianteira máxima de 2.030 mm, altura de 2.240 mm, distância entre eixos de 2.800 mm e comprimento da plataforma de carga de 3.610 mm.
A outra versão, chamada de Aumark S 315L MT, tem comprimento total de 5.960 mm, largura dianteira máxima de 2.030 mm, altura de 2.240 mm e distância entre eixos de 3.360 mm. O comprimento da plataforma de carga é de 4.170 mm.
Diagnóstico do câmbio, que também equipa Versa e Sentra, começa por identificar se existe algum vazamento, peças quebradas e se todos os conectores estão ligados
texto Felipe Salomão fotos Lucas Porto
A transmissão automática deve ficar ainda mais popular nos próximos anos, uma vez que o estudo feito pela consultoria S&P Global mostra que apenas 5% dos veículos vendidos no Brasil até 2030 terão câmbio manual, sendo o restante automáticos. Atualmente, os modelos com transmissão automática são 60% do mercado brasileiro e, claro, esses veículos já começam a chegar nas oficinas pelo país. Por isso, atenta com essa movimentação do mercado, a Revista O Mecânico traz o passo a passo da desmontagem e montagem da transmissão automática Xtronic CVT, que hoje equipa os Nissan Kicks, Sentra e Versa e, no passado, equipou o March 1.6. Contudo, antes de apresentarmos esse processo é preciso dizer como funciona esse câmbio japonês.
PROBLEMAS NO CÂMBIO CVT? Passo a passo de montagem e desmontagem do XTRONIC
Como funciona o Xtronic CVT?
A partir de 2016, a Nissan começou a oferecer o câmbio Xtronic CVT no March e Versa, ambos modelos populares de alto volume de vendas, fazendo com que a transmissão ficasse mais popular nesse segmento de hatches e sedãs. Além disso, o Kicks que é um dos mais vendidos do segmento de SUVs usa essa transmissão desde o seu lançamento. Segundo a fabricante japonesa, o sistema da transmissão é constituído por duas polias de diâmetro variável, que estão ligadas por uma correia metálica, sendo que a primeira, conhecida como condutora, recebe o torque do motor, e a secundária, também chamada de conduzida, transmite a força para o diferencial.
Cada polia tem dois cones que se afastam ou se aproximam, além de diminuir ou aumentar a largura do canal onde passa a correia, assim elevando ou reduzindo a velocidade do carro de acordo com as demandas do pedal do acelerador. Ademais, quando os cones estão juntos, esse canal fica mais estreito e o raio da polia aumenta. Por exemplo, em marcha reduzida, a polia condutora apresenta um raio menor com o afastamento dos cones, enquanto a polia conduzida fica com raio maior. Portanto, na medida em que o veículo ganha velocidade, o movimento das polias se inverte e a relação de marcha fica maior. A distância entre as polias é fixa, como também o comprimento da correia. Deste modo, a transmissão conta com uma infinidade de marchas entre menores e maiores relações. Todavia, como é feito o diagnóstico do câmbio Xtronic CVT.
Diagnóstico do câmbio
Para fazer o diagnóstico de defeitos da transmissão automática Xtronic CVT contamos com a ajuda de Claudinei Oliveira Dias, Especialista Técnico da Nissan, que informou quais são os primeiros passos que o mecânico deve seguir para checar o câmbio automático da Nissan: “primeira coisa é que o cliente vai reclamar de algum problema, seja de performance, algum tipo de ruído ou alguma luz de anomalia no painel indicando problema. Em seguida é preciso verificar coisas básicas, como se não tem nenhum tipo de vazamento de óleo, se não tem nenhuma peça quebrada visivelmente, se todos os conectores elétricos estão ligados, se houve algum reparo anterior e, também, procurar saber todo o histórico do fluído”, analisou. Diagnóstico feito é preciso ter atenção com o fluido da transmissão.
Troca do fluido da transmissão
A Nissan recomenda a troca do fluido da transmissão, só que com um, porém. “A gente recomenda a troca, porém, a Nissan utiliza um contador que está na central eletrônica da transmissão e ele vai fazer uma contagem do envelhecimento do fluído. Essa contagem é baseada no tipo de estilo de transmissão, temperatura geral do sistema, se o veículo anda em estrada ou cidade. Muitos confundem o contador com a km do painel, só que ele é contador independente, podendo acelerar mais ou menos a velocidade do painel a depender de como a pessoa dirige. Portanto, geralmente, quando a pessoa anda mais em estrada o contador conta menos do que a km indicada no painel, uma vez que a condição da estrada é menos estressante para o câmbio, pois ela está em uma constante sem variação”, disse Claudinei.
Segundo o Especialista Técnico da Nissan, o contador conta até 210 mil km e acima dessa quilometragem será necessário fazer a troca do fluido. Abaixo não há necessidade. Além do contator, no visual é possível identificar um óleo novo e um velho, pois o novo tem uma coloração menos densa (a1). “Dentro da transmissão temos a cinta e a polia, trabalhando metal com metal, sendo que o fluido tem a propriedade de melhorar o grip entre essas duas peças, facilitando a transmissão do movimento delas sem patinar ou travar. Portanto, se você tiver algum problema na transmissão você vai ter um deslizamento na polia, que vai gerar um atrito excessivo de temperatura desgastando a cinta e a polia”, afirmou Claudinei.
O fluido correto para aplicar na transmissão Xtronic CVT da Nissan é o NS3, que é um fluido específico vendido na rede de concessionárias da Nissan, atendendo os modelos March, Versa, Kicks e Sentra. Apesar de vender o fluido, a montadora raramente faz o reparo da transmissão, pois prefere substituir a transmissão danificada por uma nova com o objetivo de garantir a qualidade no pós-vendas.
Desmontagem
1) Com uma parafusadeira elétrica com soquete de 10 mm retire o sensor de velocidade primário. Observação: Os sensores são todos iguais, por isso, não há diferença no encaixe, uma vez que as peças são únicas.
2) Com uma chave de 24 mm retire o sensor de pressão.
3) Com cabo de força e um soquete de 14 mm retire a porca do eixo do sensor de posição da alavanca.
4) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o sensor de posição da alavanca.
5) Com as mãos retire a mangueira do respiro.
6) Com uma chave de 12 mm retire o parafuso da chapa do conversor de torque.
7) Com as mãos retire o conversor de torque. Observação: O conversor sempre terá fluido. Portanto, para manter o local limpo coloque sobre uma bandeja.
8) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o cárter de óleo. Observação: Antes de retirar o cárter drene o fluido, mesmo assim vazará pequenas quantidades de fluido. Também verifique os três imãs dentro do cárter, que são responsáveis por coletar as limalhas de metal que estão em suspensão no fluido. Caso esteja sujo pode indicar problemas na transmissão.
9) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o pescador do óleo, que também tem função de pré-filtro.
10) Com uma chave de fenda e um soquete de 14 mm retire o braço de acionamento da válvula manual.
11) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire os parafusos do controle hidráulico, seguindo a sequência indicada na cabeça dos parafusos (11a). Observação: No controle hidráulico há os sensores de pressão, as eletroválvulas de controle, sensor de temperatura do fluido e a ROM, que tem a memória do funcionamento do conjunto. Desta forma, toda vez que troca esse conjunto é necessário apresentar a ROM para o conjunto novo (11b).
12) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o trocador de calor. Observação: Sempre troque os anéis de vedação.
13) Com uma parafusadeira com soquete de 12 mm e, também, com uma chave de 12 mm retire a tampa da transmissão.
14) Com a ajuda de uma espátula faça força para retirar a tampa da transmissão, pois há uma cola na carcaça da peça. Observação: Atenção para a pista do rolamento, que fica colada na carcaça, pois depois tem que ser montada na mesma posição. Por isso, não deixe cair no chão.
15) Com as mãos retire o eixo do pião com a coroa. Observação: tenha atenção com os anéis de vedação, pois se tiver alguma ruptura indicará problemas com a transmissão. Na montagem troque os anéis de vedação.
16) Com uma pinça remova os anéis de vedação da carcaça. Observação: eles têm que ser substituídos na montagem.
17) Com um alicate de abrir travas retire as engrenagens de acionamento da bomba hidráulica juntamente com a corrente.
18) Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm retire o tubo de transmissão do fluido.
19) Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm e 12 mm retire defletor de óleo da bomba.
20) Com uma parafusadeira e um soquete de 12 mm retire o guia do conversor de torque.
21) Com as mãos retire o eixo de entrada, sempre tomando cuidado com o rolamento e arruela de apoio.
22) Para remover o eixo de acionamento da válvula manual coloque o eixo na posição de Parking e com um martelo e um saca pino retire o pino elástico da roda dentada ao eixo.
23) Com uma parafusadeira e um soquete de 10 mm retire a mola de tensão da roda dentada.
24) Com cuidado remova a mola roda dentada tirando o acionamento da trava do parking e o pino guia para retirar o eixo de acionamento da válvula manual.
25) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire a bomba e os anéis de vedação de cobre e borracha, que devem ser trocados na montagem.
26) Com uma parafusadeira com soquete de 10 mm retire o defletor
27) Com uma chave de fenda retire a trava de parking.
28) Com uma chave torx fêmea E14 retire o suporte do guia da trava de parking.
29) Com uma parafusadeira use uma ferramenta E16 Torx para retirar a tampa do conjunto de freios epicicloidal.
30) Com as mãos retire a placa de pressão, o rolamento do cubo sincronizador e cubo sincronizador com os discos de freio.
31) Com uma pinça retire o guia do rolamento, as engrenagens epicicloidais e a outra parte das engrenagens epicicloidais.
32) Com uma chave de fenda tire a trava e remova o segundo freio da carcaça e depois os discos e pratos.
33) Com a parafusadeira e um soquete de 10 mm retire o alojamento do filtro de óleo e, posteriormente, o filtro de óleo.
34) Com a parafusadeira e um soquete de 10 mm retire a tampa da cinta e das polias.
35) Com uma pinça retire os anéis de vedação de pressão dos pistões das polias.
36) Com a parafusadeira e um soquete de 12 mm retire os dois parafusos dos rolamentos do eixo de saída.
37) Com ajuda de uma chave de fenda retire as polias e a cinta da carcaça
Coração do CVT
O “coração do CVT” são as polias primárias e secundárias, além da cinta, que é formada por vários anéis de aço para ter maleabilidade para abrir e fechar as polias. Na transmissão utilizada para essa reportagem, a Nissan disponibilizou uma que estava com problemas por conta da falta de óleo, uma vez que sofreu com graves avarias no cárter, que gerou um desgaste na lateral da cinta, fazendo ela patinar nas polias, perdendo tração. Inclusive, todo esse desgaste metálico foi impregnado no fluido com limalha de metal.
Para fazer o diagnóstico da cinta é preciso utilizar um boroscópio, que permite ver a peça com imagens ampliadas, mostrando que os metais da cinta estão lisos e não porosos como numa cinta nova. Neste caso, é necessário trocar a cinta e as polias. Lisos (A) e Porosos (B).
Montagem
Observação: Antes de começar a montagem da transmissão Xtronic CVT é necessário deixá-la extremamente limpa, removendo colas, além de ter atenção com a montagem dos discos e pratos desgastados. Caso tenha peças danificadas é fundamental fazer substituição. Utilize uma cola líquida para fazer o fechamento da carcaça, que segundo a marca, é a Loctite 5460. Lembrando, a Nissan não faz esse reparo, visto que prefere trocar a transmissão por completo para preservar a qualidade da transmissão. 38) Coloque novos anéis de vedação na carcaça sempre utilizando o fluido NS3 Nissan. 39) Passe a cola líquida. Lembrando, para efeitos didáticos a gente não utilizou.
40) Coloque a carcaça sobre o conjunto de cinta e polia e faça a sequência de aperto cruzado aplicando o torque de 27 Nm.
41) Aplique o torque de 30 Nm nos parafusos do eixo de entrada.
42) Troque o filtro de óleo, sempre lubrificando com fluido NS3 Nissan e colocando um novo anel de pressão.
43) Aplique o torque de 5.6 Nm na tampa do filtro de óleo.
44) Com as mãos e muito cuidado monte os rolamentos de apoio dos conjuntos epicicloidais superiores e inferiores, a arruela de encosto, a epicicloidal e os pratos e os discos, sempre com atenção para a posição correta. Por fim, o prato mais grosso e fecha tudo com a trava.
45) Com as mãos encaixe o rolamento de apoio, sempre utilize o fluido NS3 para lubrificação da peça.
46) Lubrifique o rolamento de encosto do tambor e o coloque sobre o rolamento de apoio.
47) Para montar a embreagem de segunda marcha coloque intercale prato e disco sempre alinhando os dentes do disco com o rolamento de apoio, finalizando com uma mola prato que tem formato convexo, sendo a parte mais alta coloca para cima para o acionamento do pistão, mas antes coloque o conjunto de molas e, depois, o pistão. Observação: Há um ressalto no pistão, que deve ser encaixado corretamente na carcaça.
48) Aplique o torque de 30 Nm nos parafusos da tampa, lembrando utilize os guias de montagem, que ficam alinhado com o furo de lubrificação da tampa e com o furo de entrada do pistão.
49) Para montar a bomba coloque primeiro os anéis e, posteriormente, coloque a bomba aplicando o torque de 20 Nm.
50) Coloque o eixo da alavanca de seleção, colocando o pino guia primeiramente e depois o pino trava.
51) Coloque o defletor aplicando torque de 5 Nm.
52) Coloque a mola do eixo de seleção aplicando torque de 5 Nm.
53) Coloque o guia da trava de parking aplicando o torque de 27 Nm.
54) Coloque o mecanismo da trava de parking com as mãos, o calço de apoio do rolamento do eixo de entrada, o rolamento do eixo de entrada e, depois, o eixo de entrada. Todos devem ser lubrificados com o fluido NS3.
55) Coloque o rolamento de encosto de eixo de entrada no alojamento e montamos o tubo guia e, posteriormente aplique o torque de 27 Nm nos parafusos de 8 mm e cabeça de 12 mm e nos parafusos de 10 mm aplique o torque de 5 Nm.
56) Coloque o tubo de borracha de vedação do freio do tambor da segunda marcha e aplique o torque de 5 Nm nos parafusos dessas peças.
57) Após lubrificar a engrenagem e a corrente da bomba de óleo, coloque-as no alojamento abrindo a trava com um alicate, uma vez encaixada não é possível remover a engrenagem posteriormente.
58) Coloque novos elementos de vedação para montar o conjunto do pinhão e coroa. Observação: Essas peças devem ser encaixadas juntas com cuidado para não danificar o anel de vedação do pinhão.
59) Monte a arruela de encosto do rolamento da engrenagem da bombade óleo.
60) Aplique o torque de 27 Nm nos parafusos da tampa da transmissão, sempre com aperto cruzado.
61) Antes de montar o controle hidráulico troque o anel de vedação e deixe a peça extremamente limpa. Os parafusos do controle devem ser apertados do centro para extremidades com torque de 7.9 Nm.
62) Coloque alavanca da válvula manual aplicando o torque de 22 Nm.
63) Coloque um novo anel de vedação no pescador e aplique o torque de 5 Nm.
64) Coloque uma junta nova e aplique o torque de 5 Nm com aperto do centro para extremidades.
65) Coloque o sensor de posição da alavanca utilizando uma ferramenta especial para alinhar a posição de encaixe dos parafusos, que recebem o torque de 5 Nm. (65a) Ao remover a ferramenta, basta colocar a alavanca superior, pois é nela que o cabo que aciona o sistema é fixado. O parafuso da alavanca recebe o torque de 17 Nm (65b).
66) Coloque os sensores, começando com o do eixo de entrada com torque de 5 Nm (66a), depois o sensor do eixo secundário também com torque de 5 Nm (66b) e, por fim, o sensor de saída com torque de 5 Nm (66c). Faça a montagem do respiro e coloque o sensor de pressão de 20 Nm (66d).
67) Coloque novos anéis de vedação no trocador de calor e aplique o torque de 5 Nm.
68) Na montagem do conversor de torque, substitua o anel do eixo de entrada e lubrifique o conversor de torque para ajudar na montagem. Faça essa montagem com cuidado encaixe na transmissão. Enfim, a Nissan informa que todos os periféricos da transmissão Xtronic CVT podem ser trocados pelos mecânicos com as peças oferecidas nas concessionárias da montadora.
Riosulense visa expandir seus negócios com empresas da América Central
A Rio – Riosulense S.A. participará, pela primeira vez, da Latin Tyre & Auto Parts Expo, feira que será realizada de 31/07 a 02/08 na cidade do Panamá. Com exportações para 25 países e que representaram aproximadamente 10% do faturamento bruto em 2023 da empresa que foi de R$ 420 milhões, a Rio está desenvolvendo estratégias para expansão em novos mercados.
“Queremos ampliar a nossa presença na América Central. Temos potencial para crescer nas Américas e estamos otimistas com as oportunidades desse evento do setor automotivo”, afirma a Coordenadora de Vendas na área de Exportação, Bruna Ern, uma das representantes da RIO na exposição.
Outro objetivo será mostrar que a empresa atende tanto o mercado de reposição como as principais montadoras, além dos mercados agrícola e ferroviário. Por isso, os participantes da feira poderão conhecer todas as 24 famílias de produtos da marca.
A expectativa é que a “Latin Tyre & Auto Parts Expo” reúna mais de 650 expositores de diversos países, entre fabricantes de autopeças, pneus, rodas, ferramentas e outros equipamentos automotivos. Na programação, além de sessões educacionais e de treinamento, haverá eventos de networking, entre outras atividades para incentivar negócios.
Para atender à nova fase do Proconve L8, a Stellantis irá atualizar o motor diesel da Rampage, Commander, Compass e Toro no Brasil. O motor “FMA Pratola Serra”, que é o 2.2 Multijet II, terá cerca de 195 cv e 43 kgfm de torque.
O primeiro modelo a receber esse conjunto mecânico deve ser a Ram Rampage, atualmente o produto diesel mais rentável da Stellantis. Além disso, a linha 2025 da picape deve ganhar uma versão de entrada, que pode ser apresentada nos próximos dias. Após a Ram, o propulsor deverá equipar os veículos da Jeep e Fiat.
Com isso, o atual motor 2.0 Turbodiesel Multijet de 170 cv e 32,7 kgfm de torque, combinado com câmbio ZF de nove marchas e tração 4×4, deverá deixar de ser vendido no Brasil.
O motor Multijet II já é utilizado pela Jeep na Europa, onde é conhecido como “FMA Pratola Serra”, em referência à Fabbrica Motori Automobilistici sediada na cidade homônima na Itália.
Linha de produção do grupo Geely tem alto nível de automação e mais de 3.000 funcionários só em Ningbo
texto Marcos Camargo Jr. fotos Zeekr e Marcos Camargo Jr.
As linhas de produção de automóveis estão definitivamente em uma nova era. Indo além das linhas automatizadas com soldagem, montagem e pintura feita por robôs, o controle e a conectividade da era 5G já estão presentes em muitas fábricas. A Zeekr é uma empresa do grupo Geely, que detém nada menos que 10 marcas de automóveis e conta com uma linha de produção na cidade de Ningbo, de forte vocação industrial com 12 milhões de habitantes. A revista O Mecânico visitou a fábrica para conhecer como são feitos os modelos da Zeekr que estreiam no Brasil ainda este ano.
A fábrica fica em um complexo industrial novo e tem apenas dois anos de atividades. No espaço feito em um complexo de edifícios estão desde a armação das carrocerias e soldagens ao processo de montagem, produção de motores e incorporação das baterias além do controle de qualidade.
A Revista O Mecânico esteve em um grupo de jornalistas brasileiros convidado para visitar a sede da Zeekr. Nesta fábrica em Xian são produzidos os modelos feitos a partir da plataforma SEA. Modelos da Link & Co, Zeekr, Polestar e Smart são feitos nesta fábrica enquanto a linha Volvo é feita na cidade de Zhangjiakou.
Chama a atenção a agilidade da produção, o silêncio da linha e a capacidade de fazer veículos de marcas diferentes na mesma linha. Desde a soldagem, passando pela união da carroceria com os motores elétricos e o conjunto de tração até o acabamento, tudo é feito com montagem automatizada.
Na parte final, visitamos a linha de montagem com acabamento feito por mão de obra humana. Chama a atenção que boa parte é composta por jovens, na faixa dos 25 anos de idade. Para compor o quadro de funcionários, a Geely, dona das marcas, recruta mão de obra em escolas técnicas e faz o treinamento antes da contratação. Os funcionários recebem benefícios como auxílio alimentação além de um salário inicial na faixa dos US$ 1.200, cerca de R$ 6.400, que é cerca de três vezes o salário mínimo nas grandes cidades chinesas.
Notamos que a alimentação de suprimentos em cada ponto da linha é feita por robôs autônomos. Toda a alimentação é feita por estes veículos que trafegam sozinhos pelas alamedas da fábrica na entrega de peças dentro do tempo previsto. A conexão entre as máquinas, a entrega de material e o controle de qualidade é feito com conexão do tipo 5G. No total há cerca de 3.000 pessoas trabalhando na fábrica. Cerca de 30% da energia consumida na fábrica vem de fonte fotovoltaica especialmente no verão onde a incidência solar é bem alta e garante parte do fornecimento de eletricidade.
Baterias
Também visitamos a linha de produção de baterias que fica em um edifício separado com controle de acesso, temperatura, iluiminação e vedação. Para entrar no espaço, os sapatos são vedados com um filme plástico e ficamos distantes da linha. Além do tratamento dos metais, a linha de baterias é cuidadosamente selada para evitar qualquer contaminação e máximo aproveitamento energético.
A Zeekr usa baterias de lítio ou de lítio ferro fosfato de alta densidade energética. Alguns carros em fase de desenvolvimento da marca prometem autonomia de até 800km com uma carga.
No total o grupo Geely tem 22 fábricas entre centros de produção de motores, baterias e linha de carros que empregam no total 12.000 pessoas na China. Em 2023 a Geely entregou 2,79 milhões de veículos e este ano ingressa no mercado brasileiro inicialmente com a Zeekr mas com planos de estabelecer outras marcas por aqui como já tem feito na Europa.
Tramontina Pro apresenta novas chaves de impacto pneumáticas (Divulgação/Tramontina)
O lançamento dos modelos com 3/4 e 1 polegada chegam para ampliar o portfólio da marca
A Tramontina PRO está ampliando a sua linha de ferramentas pneumáticas com os novos tamanhos de chaves de impacto. Agora a marca passa a oferecer modelos com 3/4 e 1 polegada. O lançamento faz parte de uma programação da companhia.
“Temos um potencial de crescimento enorme para este mercado e queremos ampliar nossa representatividade. Estamos investindo cada vez mais na equipe de distribuidores e promotores especializados, que ajudam o consumidor a conhecer nossos produtos e a fazer a melhor escolha na hora de adquirir o ferramental adequado”, afirma o diretor da Tramontina, Felisberto Moraes. “E, claro, temos diversos lançamentos planejados ainda para 2024 – tanto em ferramentas pneumáticas e convencionais quanto em organizadores modulares e outros itens de armazenamento e transportes de materiais. O objetivo é oferecer soluções completas para os profissionais”, projeta.
(Divulgação/Tramontina)
As chaves pneumáticas e chaves de impacto desempenham um papel importante em uma série de aplicações em oficinas mecânicas, linhas de produção de veículos, serviços de manutenção automotiva em geral. Isso porque são ideais para auxiliar os profissionais no trabalho de aperto e soltura de porcas e parafusos de veículos, desde a montagem de motores até a substituição de pneus.
Capazes de fornecer altos níveis de torque e força de impacto, permitem a remoção de fixadores corroídos ou excessivamente apertados com relativa facilidade, o que é especialmente importante ao lidar com componentes automotivos que podem estar sujeitos a altas cargas ou condições adversas.
“Ferramentas como estas ajudam a garantir a qualidade, segurança e eficiência dos processos e sua capacidade de lidar com uma ampla gama de tamanhos e tipos de fixadores as torna indispensáveis em uma oficina mecânica ou na indústria”, explica Moraes.
Fábrica da Stellantis começou a operar em 1953 e hoje concentra até 6.000 funcionários
A Fiat confirmou o início da produção em série do Grande Panda na cidade de Kragujevac, na Sérvia. A fábrica recebeu investimentos 190 milhões de euros, cerca de R$ 1,2 bilhão a partir de 2022 para a produção de uma nova plataforma denominada Smart.
A fábrica de Kragujevac foi inaugurada em 1953 pela antiga marca Zastava e foi reestruturada em 2008 e novamente em 2014. Hoje a fábrica tem 2.000 funcionários diretos e com a área de Grosnica Supplier Park onde estão diversas empresas sistemistas há 6.000 funcionários diretos. Na unidade com 220 mil m2 estão 15 edifícios no complexo com empresas como Johnson Controls, Magneti Marelli, Dräxlmaier, Adient, PMC e Sigit.
Fiat Grande Panda
Inicialmente o Grande Panda chega na versão elétrica mas por um preço um pouco acima do esperado: 24,9 mil euros, pouco mais de R$ 150 mil enquanto o híbrido (que na verdade é um micro-híbrido) já teve a pré venda aberta por 19 mil euros, cerca de R$ 115 mil. A previsão é que as primeiras unidades chegarão às concessionárias em setembro e virão juntas para completar a gama do Grande Panda com foco no mercado europeu.
O Grande Panda será elétrico com motor de 113cv e rendimento de 320km com seus 44kwh de baterias, especificação semelhante à do e-C3 uma vez que a plataforma Smart da Stellantis é uma evolução da CMP que nasceu como projeto Peugeot Citroën (ex-PSA). Já o motor híbrido é na verdade um 1.2 a gasolina associado ao sistema micro-híbrido que ajuda a reduzir o consumo de combustível e tem 100cv.
Apesar das especulações de que o Grande Panda será lançado por aqui o que é certo até agora é que a Stellantis irá produzir carros sob a plataforma Smart em Betim. As indicações é que o Grande Panda possa suceder o que foi o extinto Uno e também dará origem a uma nova geração do Pulse e do Fastback.
Primeiro semestre de 2024 teve mais de 20 mil veículos blindados no Brasil
Foto: Abrablin, Volvo e Soma/Divulgação
O primeiro semestre de 2024 registrou mais de 20 mil veículos blindados no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Exército com base na Associação Brasileira de Blindagem – Abrablin.
Isso representa um aumento de mais de 45% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, quando foram blindados 13.936 carros no mercado brasileiro. Vale ressaltar que, se essa tendência de aumento na blindagem continuar, pode-se superar o recorde do ano passado, quando 29.296 automóveis foram blindados no país.
Do total, 16.937 veículos foram blindados no estado de São Paulo, o que corresponde a 85% do total. O Rio de Janeiro teve 1.463 veículos blindados, seguido pelo Ceará com 566 veículos blindados e Pernambuco com 522 carros. O Rio Grande do Sul fecha o top 5 com 231 veículos blindados.
Para que serve os interruptores de pressão de óleo? (divulgação)
NTK explica as principais funções do componente e alerta sobre as falhas que podem apresentar nos motores
A pressão de óleo do motor tem valor mínimo estabelecido pelas fabricantes para garantir uma lubrificação adequada. A NTK, apresenta os dois principais sistemas que se beneficiam da autação desses componentes.
Sistema de lubrificação do motor: Localizados no sistema de lubrificação, os interruptores indicam quando a pressão do óleo está abaixo do mínimo especificado pelo fabricante.
Ao ligar o contato, a luz de óleo no painel deve acender e apagar após a partida. Se a luz permanecer acesa com o motor em funcionamento, é sinal de baixa pressão de óleo, e o motorista deve desligar o motor imediatamente para evitar danos.
Sistemas hidráulicos pressurizados: Utilizados em veículos de carga, os interruptores de pressão de óleo monitoram a pressão nos acionadores hidráulicos, garantindo o funcionamento adequado e seguro desses sistema.
Falhas e substituição dos componentes
Um dos principais sinais de falha em um interruptor de pressão de óleo é o vazamento de óleo, frequentemente causado pelo ressecamento da peça devido ao envelhecimento. Para verificar se o interruptor está funcionando corretamente, observe se a luz de óleo acende ao ligar o contato e apaga imediatamente após dar partida no motor. Caso contrário, uma verificação do sistema é necessária.
“Os interruptores fornecem proteção ao motor ao indicar quando a pressão do óleo está baixa. Quando a luz de óleo acende no painel, é um sinal de alerta para o condutor parar o veículo com segurança e buscar auxílio profissional. Agir imediatamente pode prevenir danos graves ao motor, garantindo que problemas sejam identificados e resolvidos rapidamente”, afirma o consultor de Assistência Técnica da Niterra, Hiromori Mori.
Quando a luz de óleo acende no painel, pode significar diferentes problemas no motor como a formação de borras no sistema de lubrificação que levam ao entupimento do sistema, folgas internas excessivas, que levam a perda de pressão no sistema, falhas na bomba de óleo e até mesmo baixo nível de óleo lubrificante ou aplicação de óleo fora de especificação.
Quanto ao vazamento de óleo, ele pode ser facilmente identificado visualmente, nível de óleo abaixando e até mesmo, por presença de manchas de óleo no piso.
Mori também alerta sobre a aplicação de produtos de limpeza interna de motores, conhecidos como flushing de motores, que podem causar o ressecamento da membrana interna do interruptor e dos vedadores de óleo. “Antes de aplicar esses produtos, verifique a compatibilidade”.
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