Quando ocorre a ebulição do líquido de arrefecimento, o mecânico deve investigar as possíveis razões para o problema
O sistema de arrefecimento tem a função de manter a temperatura do motor equilibrada por meio da troca de calor com o ambiente externo. Nos veículos leves, esse sistema geralmente é composto por radiador, ventilador, tampa do radiador, válvula termostática, sensor de temperatura, bomba d’água e galerias de circulação. Todos esses componentes trabalham juntos para garantir a eficiência do resfriamento.
O fluido de arrefecimento deve ser uma mistura específica de água desmineralizada e aditivo, seguindo as recomendações do fabricante do veículo. Durante a troca, é fundamental respeitar a quantidade indicada no manual. O excesso pode levar ao transbordamento, enquanto uma quantidade insuficiente pode resultar no superaquecimento do motor.
Perigos do uso de água comum
Utilizar água de torneira no sistema de arrefecimento pode causar danos ao longo do tempo. Mesmo que seja potável, a presença de sais minerais favorece a oxidação dos componentes metálicos do sistema. Para evitar problemas como corrosão e entupimentos, é essencial seguir as recomendações do fabricante quanto ao tipo de fluido utilizado.
O que influencia a pressão no sistema de arrefecimento?
O sistema de arrefecimento opera sob pressão positiva para evitar que a água entre em ebulição a aproximadamente 100ºC. A válvula presente na tampa do radiador ou do reservatório de expansão tem a função de regular essa pressão. Se houver ebulição do líquido, o mecânico deve verificar:
Se o sistema de ventilação do radiador está funcionando dentro da faixa de temperatura recomendada; Se a hélice do ventilador está girando corretamente; Se o rotor da bomba d’água não está girando em falso; Se a válvula da tampa está abrindo na pressão especificada; Se o fluido de arrefecimento contém a aditivação adequada; Se o radiador está limpo e sem obstruções externas; Se o motor não apresenta válvulas presas devido a folga inadequada; Se o sistema de injeção não apresenta excesso de combustível ou gotejamento nos injetores; Se a válvula termostática está operando normalmente.
Fiat Strada lidera e Volkswagen Polo segue como o carro de passeio mais emplacado
As vendas de veículos novos cresceram 3,86% em janeiro de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior, uma vez que foram 157.934 emplacamentos de automóveis e comerciais leves, contra 151.087 unidades registradas em janeiro de 2024. Apesar do crescimento, o ritmo desacelerou em relação ao avanço de 16,6% registrado no início de 2024. Os dados são da Jato Dynamics.
Modelos mais vendidos em janeiro
A Fiat Strada manteve a liderança geral com 8.777 unidades vendidas, superando o Volkswagen Polo, que registrou 5.801 emplacamentos. O Chevrolet Onix fechou o pódio com 5.576 unidades.
Entre os SUVs, o Chevrolet Tracker foi o mais vendido, com 5.416 unidades, à frente do Volkswagen T-Cross, que teve 5.312 emplacamentos. No segmento dos médios, o Jeep Compass seguiu no topo, com 4.436 unidades, enquanto o Caoa Chery Tiggo 7 ficou em segundo lugar com 2.601 unidades. O BYD Song Pro avançou no ranking e fechou o mês com 2.240 unidades vendidas. Confira a lista completa:
Ranking dos 50 veículos mais vendidos em janeiro de 2025:
1 – Fiat Strada – 8.777
2 – Volkswagen Polo – 5.801
3 – Chevrolet Onix – 5.576
4 – Chevrolet Tracker – 5.416
5 – Volkswagen T-Cross – 5.312
6 – Fiat Argo – 5.173
7 – Nissan Kicks – 4.458
8 – Jeep Compass – 4.436
9 – Hyundai Creta – 4.373
10 – Honda HR-V – 4.273
11 – Fiat Mobi – 4.024
12 – Toyota Hilux – 3.747
13 – Jeep Renegade – 3.679
14 – Hyundai HB20 – 3.678
15 – Fiat Pulse – 3.588
16 – Fiat Toro – 3.451
17 – Fiat Fastback – 3.423
18 – Fiat Cronos – 3.313
19 – Chevrolet Onix Plus – 3.044
20 – Volkswagen Nivus – 2.915
21 – Volkswagen Saveiro – 2.911
22 – Ford Ranger – 2.619
23 – Caoa Chery Tiggo 7 – 2.601
24 – Toyota Corolla – 2.575
25 – BYD Song Pro – 2.240
26 – Chevrolet S10 – 2.073
27 – Renault Kwid – 2.049
28 – Renault Duster – 1.958
29 – Toyota Corolla Cross – 1.826
30 – GWM Haval H6 – 1.767
31 – BYD Dolphin Mini – 1.725
32 – Toyota Hilux – 1.692
33 – Renault Kardian – 1.675
34 – Volkswagen Virtus – 1.635
35 – Volkswagen Taos – 1.613
36 – Chevrolet Montana – 1.590
37 – RAM Rampage – 1.586
38 – Chevrolet Spin – 1.470
39 – Peugeot 2008 – 1.466
40 – Honda City Sedã – 1.354
41 – Citroën Basalt – 1.206
42 – Honda City – 1.199
43 – Jeep Commander – 1.087
44 – Caoa Chery Tiggo 8 – 1.039
45 – Fiat Fiorino – 991
46 – Mitsubishi L200 – 974
47 – Citroën C3 – 952
48 – Caoa Chery Tiggo 5X – 947
49 – BYD Song Plus – 945
50 – Renault Oroch – 893
Componente é essencial para o correto funcionamento das assistências ao condutor
Os sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems ou Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor) constituem uma série de recursos para auxiliar o motorista. No Nissan Kicks, na versão Exclusive com o pacote Pack Tech, estão presentes o alerta de mudanças de faixa, alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta de ponto cego, assistente de frenagem e alerta de colisão frontal, mas o modelo não possui controle de cruzeiro adaptativo nem centralização de faixa. Para o funcionamento da maioria dessas funções, é preciso que a câmera presente no para-brisa esteja calibrada, assim, a Revista O Mecânico traz o procedimento de ajuste desse componente.
O motor que equipa o NIssan Kicks atual é um quatro cilindros aspirado de 1.6 litros, de codinome HR16DE e potência máxima de 113 cv no etanol. A nova geração do modelo está prevista para ser lançada esse ano, e terá motor 1.0 turbo.
O processo de calibração é necessário quando ocorre a substituição ou remoção do para-brisa ou da câmera, além de quando existem problemas nos sistemas de assistência. Para realizar esse procedimento, os passos são os seguintes:
Passo 1: Ligue o veículo e conecte o scanner na porta OBD.
Passo 2: Nas opções do scanner, vá até adaptações, depois calibrações, ajustes da câmera e selecione o procedimento de calibração. De acordo com o tipo de scanner, a nomenclatura poderá variar.
Passo 3: Após iniciar o processo de calibração, será necessário conduzir o veículo em velocidades de 65 km/h a 110 km/h numa estrada o mais reta possível, com marcações de faixas bem visíveis (pontilhadas ou contínuas).
Passo 4: O passo acima pode levar de 10 a 30 minutos, e ao finalizar, a calibração será confirmada pelo scanner.
Passo 5: Com a câmera calibrada, realize um teste de rodagem, verificando se as assistências ao condutor funcionam corretamente.
Caso existam códigos de falha no sistema da câmera (DTC), o scanner não deixará a calibração ser realizada. Além disso, o mecânico deve ter atenção na hora de realizar o procedimento de ajuste da câmera, para que não haja um comportamento incorreto do sistema.
Motores modernos com injeção direta de combustível requerem mais cuidado para evitar esse fenômeno
Nos motores de combustão interna atuais, a busca por mais eficiência e menor índice de emissões está cada vez maior por parte das fabricantes de automóveis, devido principalmente a fatores como leis e regulamentos governamentais. Porém, uma das consequências desse aumento de eficiência térmica é a diminuição das margens existentes para os propulsores. Ou seja, eles se tornam mais suscetíveis a falhas quando o seu uso correto e manutenção adequada não são respeitados. Um exemplo é a “carbonização” que significa o acúmulo de carbono sólido no sistema de admissão e demais componentes do motor, fenômeno cada vez mais presente nos motores atuais.
Um dos exemplos de uma tecnologia empregada para aumentar a eficiência dos propulsores modernos é a injeção direta de combustível. Ela consiste em injetar o combustível diretamente na câmara de combustão, ao invés de injetá-lo no coletor de admissão. Uma das consequências desse sistema é o aumento da formação de depósitos de carbono, a conhecida carbonização, em componentes como válvulas, dutos de admissão do cabeçote e no coletor de admissão.
Válvula injetora de injeção direta
Na injeção de combustível no coletor de admissão, conhecida como indireta, o combustível injetado limpa as válvulas e os demais componentes, impedindo a formação dos depósitos sólidos de carbono. Um dos fatores que acelera a carbonização é o uso de combustíveis de baixa qualidade, visto que os motores modernos, principalmente os que possuem turbocompressores, necessitam de combustíveis de maior qualidade devidos às maiores pressões de combustão.
Válvula injetora de injeção indireta
Além do risco de caírem pedaços de carbono na câmara de combustão, danificando as paredes do cilindro e cabeça do pistão, a carbonização pode ocasionar variações na mistura de combustível, posto que os depósitos nas válvulas afetam o caminho percorrido pelo ar admitido. Também, podem ocorrer pontos quentes gerados pelo carbono acumulado, causando pré-ignição do combustível e diminuição da potência, aumento do consumo e, em casos extremos, diminuição da vida útil do motor.
Para corrigir a carbonização, normalmente é preciso remover o coletor de admissão e limpar os dutos e as válvulas, para evitar que os resíduos cheguem na câmara de combustão. Para diminuir a sua formação, o recomendado é utilizar combustível de qualidade, manter as trocas de óleo em dia e evitar trajetos curtos se possível, visto que o motor não atinge a temperatura de funcionamento e na fase fria a mistura de combustível é mais rica, favorecendo a formação de depósitos.
Para atenuar essa característica, Volkswagen utiliza um sistema de polia trioval no motor EA211
Utilizados em larga escala na indústria automotiva, os motores três cilindros têm como objetivo o aumento da eficiência térmica e reduzido consumo de combustível. Porém, uma característica construtiva desse tipo de motor são as altas vibrações, por causa do desbalanceamento dos processos de combustão.
Em motores quatro cilindros, sempre há “cilindros gêmeos” nos mesmos pontos da câmara de combustão, o que não ocorre com os motores de cilindros ímpares. Com a cultura do downsizing, onde as fabricantes projetam motores menores para que tenham menor consumo de combustível e emissões, mas que mantenham a potência de motores maiores, surge um papel importante no desenvolvimento dos motores 3 cilindros.
Um exemplo é o motor EA211 1.0 TSI da Volkswagen que tem capacidade volumétrica de 999 cm³ mas com dados de potência que variam de 105 cv para o up! TSI e 16,8 kgfm de torque, além de apresentar 125 cv para o Golf Comfortline e 128 cv para Nivus e T-Cross, ambos com 20,4 kgfm de torque, os chamados 200TSI. No Polo e Virtus o motor rende 116cv que é o 170TSI. Em algumas versões descontinuadas do Polo e Virtus o motor 200TSI com 128cv já está fora de linha. Por ser um motor 3 cilindros, as vibrações nesses são características comuns, e com intuito de atenuar essa característica a Volkswagen utilizou alguns sistemas diferenciados para esse motor.
O motor EA211 1.0 turbo efetua uma combustão a cada 240° de volta em relação a árvore de manivelas. É utilizado um amortecedor de vibração desbalanceado no virabrequim, para que as vibrações ocasionadas pelo motor de três cilindros sejam atenuadas. Essa polia amortecedora está localizada no virabrequim para acionamento do sistema de sincronismo.
Outro ponto de diminuição na vibração desse motor é a utilização de polias triovais. Diferente das polias circulares convencionais utilizadas no eixo de comando, a polia trioval não é um circulo perfeito, contando com três elevações defasadas a 120°. Com isso, há um raio maior e outro menor nessa engrenagem.
As vibrações são atenuadas por causa do aumento do braço de alavanca, ocasionado pelo maior raio da polia que atua quando um came do comando abre uma válvula. Isso faz que as forças atuantes na correia diminuam, assim como as vibrações no lado solto da correia são atenuadas porque sempre terá uma das três partes maiores dessa polia atuando na correia dentada.
Os lançamentos são destinados aos modelos da Audi, Citroën, Mini, Porsche, RAM, Toyota e Volkswagen
A Cofap anuncia o lançamento de 10 códigos de pastilhas de freio destinados aos modelos das marcas Audi, Citroën, Mini, Porsche, RAM, Toyota e Volkswagen.
O desgaste das pastilhas de freio pode variar muito, dependendo da forma como o proprietário do veículo o utiliza. De acordo com a Cofap, nos carros com câmbio automático sem o recurso de troca manual e nos carros com câmbio CVT, o desgaste de pastilhas é mais acentuado, já que não há o recurso de freio motor.
Pensando na manutenção preventiva do sistema de frenagem, sinais como ineficiência na frenagem ou desvios na trajetória ao acionar o pedal do freio, podem ser indícios de que as pastilhas podem estar comprometidas.
Um forte sinal indicativo de desgaste das pastilhas é o ruído característico, provocado pelo contato do sensor de desgaste mecânico contra a superfície do disco de freio. Neste caso, há necessidade de substituição do componente.
Pastilhas de freio danificadas que não são substituídas também afetam os discos de freio, e a depender do estado que o componente se encontra, a sua substituição pode se fazer necessária.
Ao todo, linha atende 26 modelos incluindo híbridos e elétricos
A Monroe Axios, está ampliando a oferta da linha de bieletas para diferentes marcas de veículos. Agora as bieletas usadas em conjuntos de suspensão atendem, ao todo, 26 diferentes modelos das marcas Toyota, Ford, Mazda, Renault, General Motors, Kia, Volkswagen, Land Rover, Mini, BYD e GWM e incluem opções para modelos elétricos e híbridos. Ao todo, são dezenove SKU’s, somando mais de 776 mil veículos da frota dessas marcas em uma estimativa.
“Trouxemos para o mercado local a mesma qualidade e tecnologia que já oferecemos nos demais países, para linhas de veículos elétricos e híbridos. Por serem mais pesados e terem uma distribuição de peso diferente dos modelos a combustão, esses carros necessitam de componentes especialmente desenvolvidos para atender às suas características de uso. Estamos certos de que, com esses lançamentos, consolidaremos ainda mais a DRiV como um parceiro de excelência para o reparador local”.
Os produtos Monroe Axios podem ser encontrados na loja oficial da marca, no Mercado Livre ou nos revendedores oficiais, em todo o Brasil. É possível encontrar o revendedor mais próximo, por meio da busca no site oficial da marca, na internet.
Tudo tem um tempo de validade, mesmo que não seja especificado pelo fabricante, aponta especialista
Alguns carros são usados com grande frequëncia mas há quem utilize pouco o veículo. geralmente são pessoas que optam por transporte público para trabalhar ou residem perto do seu trabalho o utilizam o veículo apenas para passeios no final de semana. Com isso, existem diversas dúvidas sobre a durabilidade de alguns componentes como os freios. Inclusive, Adailton, enviou por YouTube uma questão relacionada com esse tema. “Pastilha de freio tem validade por tempo? Eu rodo pouco com o carro e as rodas dianteiras sujam muito com pó preto da pastilha de freio. Isso não acontecia há algum tempo atrás e ainda tem muito material na pastilha. Meu carro é um Fiat Palio 1.8 2005”, disse Adailton.
Pastilha de freio tem validade por tempo? Kwid sem força e cheiro de gasolina? O Mecânico Responde
Para responder a essa pergunta conversamos com o professor Ulisses Miguel, consultor técnico da Revista O Mecânico, que disse: “Tudo tem um tempo de validade, mesmo que não seja especificado pelo fabricante, aponta especialista”.
Além disso, o professor ressaltou que o material das pastilhas pode enrijecer. “No caso das pastilhas de freio, com o tempo, o material pode enrijecer, o que aumenta a liberação de pó. Além disso, é importante ter cuidado ao escolher a marca das pastilhas. Algumas são tão duras que podem empenar o disco, enquanto outras são muito macias e se desgastam mais rapidamente. Ademais, mesmo sem uso, a pastilha fica exposta a fatores como umidade, poeira e variações de temperatura, o que pode comprometer sua eficiência. Quando a superfície de atrito já não está nas condições ideais, o desgaste ao frear será maior. Por isso, o recomendado é sempre substituir as pastilhas por uma de boa qualidade”, afirmou Miguel.
GM faz parceria para expandir soluções de recarga de EVs
Por Fernando Calmon
No segundo maior mercado mundial de veículos, renda por habitante mais elevada do mundo (salvo países ricos com poucos habitantes como Luxemburgo, Irlanda, Suíça, Noruega e Singapura) e segunda maior frota circulante (290 milhões de veículos leves e pesados), veículos elétricos ficaram sem incentivo federal, logo após a posse de Donald Trump na presidência dos EUA. Nenhuma surpresa neste aspecto, pois era promessa de campanha. Outros estímulos também estão sendo cortados, inclusive uma ainda indefinida proibição total da venda de carros novos apenas com motores a combustão (não híbridos).
Cenário um pouco menos drástico, no entanto preocupante, aprofunda-se na Europa, em especial na Alemanha (maior mercado do bloco): compradores decidiram pensar mais e se empolgar menos. Nada parecido com princípio de rejeição, todavia uma significativa freada de arrumação. O futuro indica que elétricos deverão dividir espaço com híbridos, em especial os plugáveis em tomada. Motores a combustão sem nenhum tipo de hibridização, estes sim, se tornarão uma espécie em extinção nos países ricos.
Já se sabe que a queda de preços vem ajudando os elétricos a encontrar mais interessados e a rede de recarga se amplia a um ritmo ainda insuficiente. Um ponto a observar é quanto custará a energia elétrica no futuro. A revista inglesa The Economist apontou que o custo em eletricidade para produzir apenas um bitcoin (moeda digital) é de US$ 30.000 (R$ 180.000). Por mais que haja alternativas limpas e seguras, é pouco provável que, no futuro, carros elétricos deixem de sentir impacto no, atual, custo de recarga quase simbólico.
Em países de renda média, como o Brasil, o ritmo de migração será muito mais lento. Aqui o termo “eletrificado” tem sido mal-usado como sinônimo de elétrico. Isso pouco contribui para atrair novos interessados e a frustração é um inimigo voraz. Também se atribui importância maior que a devida a campanhas negativas (haters ou “odiadores”). São só um reflexo de atitudes de lovers ou “adoradores” acostumados a exagerar ao apontar só vantagens.
Frustrante para ambientalistas. Porém muita sede ao pote, no ditado popular, só podia dar nisso. Uma visão equilibrada mostra que cautela e planejamento sempre fizeram bem e, agora, ainda mais.
100 anos da GM no Brasil é um marco indelével
Menos de 1% das empresas instaladas no Brasil são centenárias. Em 26 de janeiro de 1925 a companhia foi fundada em São Paulo (SP) como Companhia Geral de Motores, tradução literal de General Motors, que surgiu nos EUA em 1908. Especificamente, a marca Chevrolet, nascida em 1911, acabou se integrando à GM de forma dominante em 1918.
No País a marca Chevrolet tornou-se ainda mais forte, a partir de 1968, com a produção do Opala (primeiro lançamento que presenciei como jornalista “foca”, iniciante em 1967). Seu primeiro automóvel brasileiro era um Opel Rekord, de origem alemã, com motores americanos de quatro cilindros (2,5 litros) e seis cilindros (3,8 litros), logo nacionalizados. O nome era uma fusão de Opel e Impala (sedã americano importado de forma não oficial). Depois seguiram-se sete outros modelos de sucesso: Chevette (1973), Monza (1982), Corsa (1994), S10 e Blazer (1995), Montana (2003) e Onix (2012).
Um marco dos mais importantes foi a construção do maior campo de provas do Hemisfério Sul, em área da antiga fazenda Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), inaugurado em 1974. No evento do centenário em São Paulo (SP) a empresa confirmou dez novidades, entre lançamentos e atualizações, em 2025 dentro de seu plano de investir R$ 7 bilhões no País no período 2024-2028. Entre as estreias espera-se o primeiro híbrido básico flex da marca, o Onix.
De forma rápida, surgiu no palco da festa dos 100 anos o elétrico chinês Baojun Yep Plus, que aqui se chamará Spark. Trata-se de um SUV compacto (3.990 mm de comprimento; 2.560 mm de entre-eixos) da marca associada à GM, no maior país produtor mundial de veículos (31,3 milhões de unidades leves e pesadas, em 2024). O modelo terá motor de 102 cv, 18,4 kgf·m e bateria de 41,9 kW·h. Alcance médio estimado de 280 km (padrão Inmetro). Preço vai mirar nos modelos importados da BYD, principalmente.
Polêmica sobre isenção do IPVA se amplia entre Estados
O assunto teve desdobramentos depois de São Paulo criar um programa estadual de incentivos para isenção de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) nos veículos híbridos flex. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, são 13 os Estados a oferecer algum tipo de benefício aos automóveis, alguns apenas se comprados dentro de seus territórios. Sete isentaram só os modelos elétricos (BA, CE, MA, PE, RN, RS e PB). Três Estados estenderam o benefício para elétricos e híbridos (AL, RJ e MS). Outros dois (SP e MG), mais o DF, têm regras específicas.
Difícil apontar os que estão totalmente certos ou errados. Entre os sete “ligados” nos elétricos, trata-se de opção duvidosa pois estes representam apenas 3% das vendas nacionais (em alguns daqueles Estados bem menos que isso). A intenção pode até ter apelo ambiental, contudo alguns países já desistiram ou cortaram radicalmente os incentivos por desequilibrarem orçamentos públicos.
Limitar o benefício aos produtos fabricados dentro dos limites do Estado é um ponto controverso, de fato. Em São Paulo, as regras exigem uma tensão elétrica da bateria de no mínimo 150 V, motores flex (etanol e gasolina) e somente para híbridos plenos. Hidrogênio também é contemplado, caso típico de mosca azul. De fato, só a Toyota, por enquanto, é beneficiada, todavia outros fabricantes também vão produzir no Estado naquelas condições.
Não haverá mais discriminação de produção em São Paulo, só agora esclarecido. Em Minas Gerais, a minuta do primeiro decreto enquadrou apenas modelos fabricados dentro do Estado, Fiat neste caso, mas há questionamentos jurídicos. Segregar incentivos para apenas uma marca é complicado, dentro de contexto de equilíbrio da concorrência. Já na capital paulista híbridos básicos (segunda bateria de 12 V) enquadram-se, além de isentos de rodízio.
Enfim, polêmicas não terminaram e embaralham geração de empregos, protecionismo, demagogia e desencontros.
Elétrico Yuan Pro apresenta limitações inesperadas
Sem dúvida o SUV compacto elétrico da BYD atrai logo pela harmonia e modernidade do desenho. Linhas limpas, elegantes com um pormenor que considero importante: o capô tem extremidade arredondada e, no caso de SUVs, pedestres ficam um pouco menos vulneráveis em evento de atropelamento. Desenho das lanternas traseiras também se destaca.
Na avaliação do dia a dia, sobressai a atmosfera a bordo com bons materiais de acabamento, além de bancos que equilibram conforto e sustentação lateral, além de regulagens elétricas. No console há espaço de acesso lateral, mas portas USB estão mal colocadas para ligar cabo de celular, pois conexão sem fio drena muita capacidade da bateria, o que dificulta em viagens. Tela giratória de 12,6 pol. é vistosa e de boa resolução, embora só permita navegação em posição horizontal.
Não há botões para regulagem de ar-condicionado e seu comando por voz tira algo de atenção nas estradas. Falta saída de ar-condicionado para o banco traseiro, onde há razoável espaço para pernas pelo entre-eixos de 2.620 mm. Ponto fraco: porta-malas de 265 litros, mesmo com estepe de uso temporário. Freio de estacionamento eletromecânico automático nas paradas (auto hold) é outro destaque. Ausências sentidas: frenagem automática de emergência e controle de cruzeiro adaptativo.
Para um carro elétrico o alcance é limitado, além do esperado (menos de 220 km, no teste em autoestradas). E ainda exige o modo Sport, em várias situações. Suspensões macias demais fogem de padrões aceitos no Brasil, apesar do bom comportamento em curvas.
Robustez é ponto alto do modelo, mas não é possível escapar das manutenções devido à idade
Presente no mercado brasileiro desde 2012, o Toyota Etios permanece uma opção interessante no mercado de usados devido a fatores como economia de combustível e manutenção acessível. Para auxiliar nas intervenções mecânicas mais profundas nesse veículo, a Revista O Mecânico mostra os principais torques de aperto válidos para o propulsor 1.5 2NR-FE das versões 2017 em diante.
Equipado inicialmente com motores 1.3 e 1.5 de 90 cv e 96,5 cv, respectivamente, a partir de 2017 os propulsores passaram a contar com 98 cv e 107 cv após receberem o comando de válvulas variável Dual VVT-i, que pode alterar o tempo de abertura das válvulas de admissão e escape, favorecendo o torque em baixa rotação e potência em alta. Também, o veículo passou a contar com câmbio manual de seis marchas ao invés de cinco.
Procedimento de aperto do cabeçote:
Na instalação do cabeçote no motor, a sequência de aperto a ser seguida é feita em três fases. Na primeira, o valor do torque é de 32 Nm, na segunda 90° e para finalizar mais 90°. Em cada etapa, deve ser seguida a sequência dos parafusos de 1 a 10 de acordo com a imagem 1, para evitar empenamentos.
Procedimento de aperto da tampa frontal:
Para assegurar a vedação perfeita nessa tampa, é preciso aplicar o torque correto de acordo com tipo de parafuso. Seguindo a imagem 2, aplica-se o torque de 24 Nm nos parafusos A, C e E. Já para os parafusos nas posições B e D, é aplicado cerca de 51 Nm. A sequência de aperto está descrita na imagem 3, seguindo a ordem dos parafusos de 1 a 18.
Demais componentes do motor:
Para uma manutenção bem-sucedida, o mecânico deve ter atenção para utilizar peças de qualidade, além de seguir as recomendações de reparação da fabricante. Descontinuado em 2021, o substituto atual do Etios é o Yaris, que vem equipado também com o motor 1.5 com pequenas atualizações, entregando 110 cv, acoplado a um câmbio do tipo CVT.
Créditos: Mecânico Pro
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