ZF amplia portfólio com amortecedores de cabine para veículos pesados; veja códigos

Produto é compatível com veículos DAF, Iveco, Mercedes-Benz, entre outros

A ZF Aftermarket lança os amortecedores de cabine Sachs para o mercado de reposição, voltados a veículos da linha pesada. O produto é compatível com veículos DAF, Iveco, Mercedes-Benz, entre outros. Além disso, esse produto abrange modelos fabricados desde 1998 até os mais recentes. Disponíveis em versões helicoidais, pneumáticas e tradicionais, os componentes se adaptam a diferentes sistemas de suspensão e cabine. Veja os códigos.

DAF XF105
FT 410, FTS 410, 410A, 460, 460A (2013 em diante).

Iveco
Eurotech: 440E42T, 450E37TP, 450E37HR, 450E37, 740E42TZ (1998–2007).
Eurotrakker: 190E42, 450E37T (1998–2007).
Novo Stralis: 740S46T NR, 570S46T NR, 490S46T NR, 200S46 NR, 740S46TZ NR, 740S41TZ NR (2008–2012).
Novo Stralis Hi-Way: 800S44T, 490S48T AS, 600S56T, 800S56T AS, 800S48T AS (2013 em diante).

Mercedes-Benz
Actros: 2644, 2646, 2648, 2651, 2653, 2655, 3355, 4144 (2011 em diante).
Axor: 2035, 2533, 2540, 3341, 2535, 2536, 2640, 3344, 4140 (2011 em diante).

Saiba o que avaliar durante a revisão do sistema de freio do veículo

No momento da troca das pastilhas, outros itens devem ser avaliados, além dos discos e sua limpeza

As pastilhas de freio são compostas por material abrasivo que faz o atrito contra o disco para auxiliar na redução de velocidade do veículo. O desgaste natural da peça ocorre com o uso. Por isso, a Jurid recomenda realizar uma revisão das pastilhas e de outros itens para garantir a eficiência nas frenagens.

Segundo a gerente da Jurid, Ana Paola Sartori, os sinais mais comuns de desgaste são ruídos ao acionar o pedal, perda de eficiência da frenagem, vibração ao frear e luz indicativa acesa do painel de instrumentos ou computador de bordo. “Para facilitar a identificação de quando chega a hora da troca, vários modelos de pastilhas de freio possuem sensores eletrônicos ou mecânicos que avisam que a vida útil chegou ao fim, evitando que outras peças do sistema de frenagem se danifiquem antes do tempo”, explica.

É necessário fazer uma avaliação geral nos outros itens do freio, como os discos que devem estar dentro da espessura limite, quando abaixo a eficiência de frenagem pode ser comprometida. A limpeza dos discos, com álcool isopropílico ou detergente neutro, é essencial para evitar que resíduos contaminantes entrem em contato com as pastilhas, provocando espelhamento do material de atrito das peças novas.

“Aproveitando esse momento, o mecânico deve verificar as condições de outros componentes, como pinos deslizantes das pinças, ajustes no freio traseiro, nível do fluido, ressecamento das borrachas e travamentos que podem resultar no espelhamento do material de atrito da pastilha por superaquecimento, além de acelerar a vida útil das pastilhas”, comenta Ana Paola. Outro cuidado importante é efetuar o pré-assentamento das pastilhas após efetuar a substituição do componente, e orientar o cliente ou dono do carro que por, aproximadamente 300 km, realize frenagens suaves.

Dana amplia linha de catálogos Spicer para veículos pesados

Os novos catálogos são direcionados a betoneiras, caminhões de limpeza e ônibus urbano

A Dana apresenta ao mercado de reposição três novos catálogos Spicer. Direcionados a caminhões betoneiras, caminhões de coleta de resíduos urbanos e ônibus urbanos, os materiais foram desenvolvidos especialmente para mecânicos, frotistas e profissionais do comércio de autopeças.

Cada catálogo traz informações sobre barramentos, cardans, colunas de direção, cruzetas, mancais e outros componentes essenciais. Com imagens, códigos Spicer e originais, além de especificações técnicas organizadas por montadora e modelo e ano de fabricação.

Esse material faz parte de uma iniciativa mais ampla da Dana, que atualizou e otimizou toda a sua base de catálogos. Por meio de uma plataforma centralizada, em parceria com Fraga e Ideia2001, a empresa disponibiliza informações integradas para acesso via celular, tablet, computador e nos aplicativos das marcas. Além disso, as consultas podem ser feitas por montadora, código da peça, referências ou até mesmo pela placa do veículo, com integração aos DETRANs brasileiros.

Confira os catálogos da Dana clicando aqui.

Como diagnosticar um cilindro de ignição com problemas

Sintomas podem ser simples, como dificuldade de girar a chave, até mais graves, como desligamento do motor com o carro em movimento

Na maioria dos veículos com chave física, ou seja, sem chave presencial, o cilindro de ignição desempenha a função de permitir o destravamento da direção e ativação da parte elétrica do veículo quando a chave é girada. Dessa forma, podem ocorrer problemas graves com a falha desse componente. Pensando nisso, a Revista O Mecânico traz dicas para diagnosticar defeitos nessa peça.

O cilindro de ignição opera como um interruptor, direcionando a energia para os circuitos que estão selecionados e cortando a energia para os outros, quando os contatos mudam de posição. Normalmente, há quatro posições para um interruptor de ignição como Off, acessórios ou ACC, On e Start.

Um dos principais sintomas de defeitos no componente é uma chave difícil de girar ou travada na ignição. Isso acontece quando o cilindro está emperrado ou muito desgastado. Outro sintoma é o motor não dar a partida, visto que se os contatos elétricos falharam, ao girar a chave não será possível ligar o motor, pois o circuito do motor de partida não será energizado.

Também, quando o motor dá partida e logo em seguida morre, pode indicar um problema com o sistema antifurto no cilindro de ignição, que permite que o motor dê partida, mas não reconhece uma chave válida. Além disso, um cilindro de ignição com defeito pode impedir que os acessórios e funções auxiliares funcionem corretamente, sinalizando defeitos.

Por fim, em certas situações, um cilindro de ignição com defeito pode perder a conexão elétrica enquanto o veículo é dirigido, como ao passar por buracos, lombadas ou ao girar o volante. Essa situação é grave e pode causar acidentes, dado o desligamento repentino do motor com o veículo em movimento.

As principais causas dos problemas mencionados são a corrosão nos terminais, defeitos na fiação do componente, conexões soltas ou com mal contato, curtos-circuitos, picos de tensão ou corrente e danos físicos no cilindro de ignição, como os ocasionados por impactos, objetos pesados pendurados na chave ou até tentativa de furto.

Dessa forma, o mecânico deve ter atenção na análise desse componente, visto que esses sintomas podem ser difíceis de replicar e de diagnosticar, com a maioria dos casos progredindo lentamente até que o defeito apareça completamente.

 

Como fazer a sincronização do motor BMW 2.0 Turbo N20B20B

Propulsor equipou vários modelos de entrada da marca com diversas tecnologias que eram inéditas no país

artigo por Murilo Marciano Santos   fotos Arquivo Bosch

 

Com 184 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, o motor N20B20B que equipou veículos da BMW como o 320i F30 e X1 E84 conta com uma série de tecnologias como injeção direta, variação no levante das válvulas (Valvetronic), variação no tempo de abertura das válvulas (VANOS), entre outras. O sincronismo é feito por corrente, e, para auxiliar no ajuste desse sincronismo, a Revista O Mecânico traz os procedimentos detalhados a serem seguidos pelo mecânico no dia a dia das oficinas.

Antes de desmontar os componentes, marque os comandos de válvulas e as engrenagens dos comandos, para facilitar o alinhamento durante a montagem.

A corrente de distribuição, junto com as guias dos eixos excêntricos, poderá ser desmontada pela parte superior do motor como mostra a referência (A). Durante o processo de montagem, é preciso manter o conjunto variador pressionado contra a calha-guia da corrente de distribuição.

 

Procedimento para sincronizar o ponto das válvulas:

 

Passo 1: gire o virabrequim até que o pistão do primeiro cilindro fique no ponto morto superior (PMS).

 

Passo 2: verifique se os cames do eixo do comando de válvulas no primeiro cilindro estão voltados para cima em ângulo (C).

 

Passo 3: verifique se as marcações no eixo do comando de válvulas (D) estão posicionadas para cima.

 

Passo 4: monte a ferramenta de alinhamento dos eixos excêntricos de comando de acordo com as referências (E), (F) e (G). A ferramenta deve encaixar sem muito esforço, encostando na face do cabeçote.

Passo 5: instale a ferramenta de travamento do VANOS (H) e fixe-a no cabeçote do motor, instalando também as travas (I) para o bloqueio dessa ferramenta.

Passo 6: bloqueie o eixo de equilíbrio e retire o tampão cego no bloco do motor (J).

Passo 7: monte a ferramenta de travamento conforme referência (K).

Procedimento para sincronizar os eixos excêntricos de comando:

 

Passo 1: Solte o aperto dos parafusos centrais das polias do comando (L).

 

Passo 2: Gire as polias até que seja possível encaixar a ferramenta de alinhamento dos eixos excêntricos (E), (F) e (G).

 

Passo 3: Desmonte o conjunto tensor (M), girando os componentes até encaixar facilmente as travas de bloqueio da ferramenta travamento do VANOS (I).

 

Passo 4: Instale a ferramenta de pré-tensão (N) apertando o parafuso de regulação até encostar na calha. Com essa ferramenta, monte a corrente de distribuição com uma pré-tensão de 0,6 Nm.

 

Passo 5: Aperte o parafuso central das duas polias dos eixos excêntricos de comando (L), em duas fases, a primeira com torque de 55 Nm e depois mais 55°.

 

O motor estará com o sincronismo dos eixos excêntricos de comando correto.

 

Passo 6: Desmonte a trava de posicionamento do volante (B), a ferramenta de travamento do VANOS (H), a ferramenta de posicionamento dos eixos excêntricos (E), (F) e (G) e a ferramenta de pré-tensão (N).

 

Passo 7: Monte o conjunto tensor (M).

 

Passo 8: Gire o virabrequim no sentido horário em duas voltas completas.

Passo 9: Confira se o sincronismo está correto, encaixando novamente todas as ferramentas, que devem entrar sem esforços excessivos. Finalize o processo desmontando-as.

 

Na instalação da polia do virabrequim, nos parafusos periféricos deve ser realizado o aperto cruzado, com torque de 35 Nm. Para o parafuso central, o aperto é feito em duas etapas, primeiro com 100 Nm e depois 270°.

Para garantir uma reparação correta, o mecânico deve seguir todos os procedimentos recomendados pela fabricante. Também é de suma importância o uso de peças de qualidade. Além disso, para uma boa durabilidade do conjunto é importante realizar as manutenções preventivas preconizadas pela montadora.

 

Vedamotors lançará novidades em evento de motopeças

Salão Nacional das Motopeças acontecerá entre os dias 11 a 14 de março

A Vedamotors prepara novidades para o mercado de motopeças em 2025. Nos primeiros quatro meses do ano, a empresa lançará mais de 100 novos produtos, incluindo itens das linhas de juntas, eletrônicos, metal motor e borrachas.

Esses lançamentos terão destaque especial durante o “XIV Salão Nacional e Internacional das Motopeças”, que acontece de 11 a 14 de março, das 14h às 20h, no Expo Center Norte (Pavilhão Vermelho), em São Paulo. No Estande 18, os visitantes poderão conferir de perto as principais inovações da marca.

Novas juntas: Entre os modelos que chegam ao mercado estão juntas para Royal Enfield Himalayan 411, PCX 160, Fourtrax 420, Shineray EFI 175, entre outras. Os produtos contam com dupla camada anti-stick, fibras de aramida e livres de amianto, fabricados 100% internamente.

No segmento de juntas, os produtos contam com dupla camada anti-stick, fibras de aramida e livres de amianto, fabricados 100% internamente.

Linha eletrônica ampliada: Serão 50 novos produtos, como fiação principal, bomba de combustível, sensor de inclinação, interruptores, conjuntos de travas, reguladores retificadores, entre outros itens.

“A presença no Salão será uma excelente oportunidade para demonstrar essa evolução e estreitar ainda mais o relacionamento com nossos clientes e parceiros”, destaca Fernanda Wetzstein, Gerente de Marca e Experiência da Vedamotors.

Durante o Salão das Motopeças, os visitantes poderão conhecer de perto todos esses produtos e tirar dúvidas diretamente com os engenheiros e a equipe técnica da Vedamotors. O estande contará com uma área que simula um laboratório de testes ao vivo, onde será possível acompanhar de perto os procedimentos realizados diariamente na fábrica.

Para 2025, a expectativa é de continuidade de crescimento, acompanhando a projeção da Abraciclo de aumento de 7,5% na produção de motocicletas. Nesse contexto, a participação no Salão das Motopeças é vista como estratégica para fortalecer a relação da Vedamotors com distribuidores, mecânicos e motociclistas, além de apresentar ao público especializado os diferenciais e lançamentos da marca.

Ressulcagem de pneus: o que é e quando realizar?

A ressulcagem ajuda a preservar o investimento feito na compra de um pneu de carga, porém, o processo deve seguir rígidos padrões de qualidade

Quando o pneu de carga atinge seu limite de segurança, com a profundidade remanescente do sulco chegando a cerca de 3 mm, é hora de trocá-lo ou optar pela ressulcagem. Esse processo remove borracha do fundo dos sulcos para prolongar a vida útil do pneu. No entanto, é essencial que o serviço seja realizado por um especialista.

“Além de comprometer a segurança do pneu, uma ressulcagem mal executada pode até torná-lo definitivamente inutilizável”, alerta o gerente de serviços técnicos ao cliente da Continental Pneus na América do Sul, Renato Siqueira. Ele destaca que nem todos os pneus de carga podem passar por esse processo, sendo fundamental seguir as recomendações específicas de cada modelo, detalhadas nos manuais técnicos do fabricante.

O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) estabelece diretrizes sobre o uso e a reforma de pneus em veículos automotores. A Resolução CONTRAN nº 913/2022 proíbe o uso de pneus ressulcados em veículos de passeio como carros, ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos, além do eixo dianteiro de ônibus e microônibus. A mesma norma determina que veículos não podem circular com pneus cuja profundidade dos sulcos seja inferior a 1,6 mm. No entanto, a ressulcagem é permitida para pneus de carga, desde que feita conforme as especificações do fabricante e apenas em pneus com a inscrição “Regroovable” ou “Ressulcável” em seus flancos.

Apesar das normas nacionais, alguns estados adotaram legislações próprias que proíbem a ressulcagem de pneus de carga. São Paulo, Paraná e Santa Catarina, por exemplo, possuem restrições para determinadas categorias de veículos. O Rio Grande do Sul proíbe a prática (Lei Estadual 14.363, de 18 de novembro de 2013). Transportadoras devem estar atentas às regulamentações locais para evitar penalidades.

Para garantir segurança e eficiência, a ressulcagem deve ser feita por profissionais capacitados e seguindo as normas técnicas. Inspeções regulares nos pneus ressulcados são fundamentais para identificar sinais de desgaste anormal ou danos estruturais. “A conscientização sobre as regulamentações, legislação local por onde a rota do motorista passa e as boas práticas na manutenção de pneus é crucial para harmonizar economia e segurança no transporte rodoviário de cargas”, conclui Siqueira.

Confira no canal da Continental Pneus no Youtube outras dicas importantes sobre manutenção de pneus.

5 Testes necessários em bombas de combustível

Vamos revisitar o sistema no seu conjunto, para depois aprofundar nos testes que devem ser realizados na bomba de combustível elétrica, desde a perspectiva das medições elétricas e hidráulicas

 

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch

A importância do sistema de combustível em veículos Ciclo Otto ou Diesel, acredito que seja da compressão de todos os técnicos por tratar-se de um sistema com o potencial de impedir o funcionamento do motor.

Desta forma, vamos revisitar o sistema no seu conjunto, para depois aprofundar nos testes que devem ser realizados na bomba de combustível elétrica, desde a perspectiva das medições elétricas e hidráulicas.

Na figura 1, é possível apreciar uma bomba elétrica de combustível em corte, a qual nos permite detalhar melhor a importância de cada um dos componentes.

Em primeira instancia, devemos lembrar que uma bomba elétrica de combustível, é um motor elétrico de corrente contínua (DC), o qual, geralmente será alimentado pela tensão nominal da bateria do veículo (12V); a função desse motor elétrico, é a dar movimento a um conjunto hidráulico que se encontra integrado na própria bomba, permitindo desta forma, impulsionar um fluido (combustível), desde o reservatório, até o sistema de injeção; seja este sistema de injeção Diesel ou ciclo Otto.

Com esta base, já é possível deduzir que existem peças em movimento e portanto, elementos sujeitos a desgastes.

Voltando á figura abaixo, podemos ver que com o número (1), se encontra uma turbina plástica, a qual toma o movimento do motor elétrico e fica responsável por gerar uma vazão de combustível, a qual acabará fluindo por condutos e passos calibrados, determinando desta forma, a condição de pressão e vazão de uma bomba.

Esta turbina, trabalha com uma separação muito reduzida com a carcaça ou tampa de pressão (7), fator que determina a necessidade da ausência de resíduos abrasivos entre a turbina e a mencionada carcaça, para garantir a longevidade da bomba.

Com o número (5), vemos a conexão de saída do combustível, a qual conta com uma válvula de retenção que determina a estanquidade do sistema permitindo que o veículo se mantenha com pressão de linha e com as galerias cheias de combustível para facilitar as partidas do motor.

Com o número (4), vemos a conexão elétrica de alimentação do motor, e na sequência, os próprios elementos de um motor (DC), como as escovas de contato (3), as imas permanentes (2), e o induzido (6).

Bom, agora que vimos que uma bomba elétrica é um conjunto eletro hidráulico, vamos avançar para os testes de diagnóstico que devem ser aplicados na mesma.

 

Testes elétricos:

Na figura 2, é possível ver um esquema elétrico típico de uma bomba de combustível equipada em um veículo com sistema de injeção de combustível convencional.

Seguindo o esquema elétrico acima, vemos que a alimentação de bomba de combustível, por causa de seu próprio consumo elétrico, não recebe uma conexão elétrica diretamente da central eletrônica de controle de motor (ECU), (5), se não que, a alimentação necessária para seu acionamento, será fornecida por um relé principal (2), o qual por sua vez, contará com uma alimentação direta e permanente, proveniente da bateria (3), protegida por um fusível de linha.

O acionamento do relé (2), estará determinado pelo fechamento do circuito interno 85;86, o qual recebe alimentação positiva da chave de ignição (4), estando a cargo da ECU (5), fazer um chaveamento a negativo, para estabelecer a condução elétrica no circuito de maior carga elétrica (30;87), do relé (2).

Desta forma, a ECU (5), liga e desliga a bomba elétrica de combustível, conforme as estratégias definidas na sua programação.

Com esta base, vamos abordar os 2 testes elétricos que devem ser executados a nível de diagnóstico:

  • Teste de alimentação de tensão.
  • Teste de consumo de corrente.

 

Na figura 3 (próxima página), estão representadas as duas formas de conexão para a realização das medições elétricas.

Para a realização da medição de tensão de alimentação representada no conexionado (1), o multímetro deve ser colocado em um tipo de conexão em paralelo, permitindo que a ponta positiva do multímetro tenha contato com o positivo de alimentação da bomba, e a ponta negativa, com o negativo do circuito do veículo, ou com próprio negativo da bomba e combustível.

É importante ressaltar que, para realizar esta medição é necessário que o veículo se encontre com a chave de ignição ligada e/ou com motor em funcionamento, e desta forma, garantir que a ECU alimentará eletricamente a bomba de combustível.

A nível da análise da tensão da bomba, torna-se fundamental a comparação da tensão da bateria do veículo, com relação á tensão que está recebendo a bomba; por exemplo: Se a bateria está com 12,5 volts, a diferencia de tensão (diferencia de potencial), na entrada de alimentação da bomba, não poderá ser superior a 0,5 volts; nesse caso, será preciso avaliar possíveis resistências na linha de alimentação elétrica, resistências no aterramento, ou problema internos na própria bomba que ocasionam em elevada queda de tensão.

Outra medição elétrica muito importante, é o teste do consumo de corrente; para este caso, e como está representado na posição (2), da figura acima, o multímetro deverá ser colocado em um conexionado do tipo em serie; para este fim, é necessário abrir o circuito elétrico e intercalar as pontas do multímetro de forma tal que o mesmo faça parte do circuito.

A corrente medida em amperes, permitirá evidenciar qualquer situação que possa estar relacionada com um esforço elevado que o motor elétrico tenha que enfrentar como consequência de um problema hidráulico, mecânico, ou elétrico da bomba ou do sistema no qual está instalada.

A modo de exemplo, podemos dizer que qualquer tipo de resistência que incremente o esforço da bomba elétrica, terá um reflexo no consumo de corrente; desta forma, um desgaste entre as escovas e o coletor do induzido, um incremento da resistência interna do bobinado, um desgaste mecânico das peças internas de movimento do motor da bomba, ou qualquer situação que proporcione uma restrição no circuito hidráulico, terão como resultado, um incremento do consumo elétrico (amperes) na bomba de combustível, permitindo desta forma, realizar um diagnostico preventivo, mesmo antes da mesma apresentar algum sintoma mais evidente.

 

Testes Hidráulicos:

Os testes hidráulicos a serem realizados em uma bomba de combustível são 3:

  • Teste de pressão de linha.
  • Teste de vazão da bomba
  • Teste de estanqueidade

 

Na figura 4, é possível ver a instalação de um dispositivo que incorpora a possibilidade de realizar os 3 testes hidráulicos em simultâneo.

O mesmo deve ser instalado em serie, fazendo parte da linha de pressão de combustível, permitindo medir a pressão do sistema com a chave de ignição ligada e depois com o motor e funcionamento.

Em veículos de injeção indireta, é importante identificar o conexionado hidráulico do circuito de retorno (curto ou longo), já que existem sistemas para os quais, o regulador de pressão realiza pequenas compensações de aproximadamente 0,5 bar, conforme a condição de carga do motor.

Por este motivo, passa a ser mandatório contar com a informação técnica que indica a pressão de trabalho do sistema na marcha lenta, e/ou em outras situações de funcionamento.

Ainda analisando as pressões do sistema, é muito importante realizar a medição de estanqueidade do mesmo; esta medição pode ser executa com o mesmo manômetro que foi instalado para medir a pressão operacional do sistema; para o caso da estanqueidade do sistema, é necessário deixar o veículo estabilizado em funcionamento, para depois desligar o motor, e monitorar o tempo que demora o sistema para perder a pressão do  circuito, assim como, a condição mediante a qual consegue manter uma pressão residual para facilitar a próxima partida do veículo.

Esta informação, é de fornecimento do fabricante e varia de sistema em sistema, estabelecendo sempre, uma unidade de tempo e um percentual de queda de pressão para a avalição da condição de estanqueidade.

Por último, devemos falar da medição da vazão da bomba de combustível; isto é a quantidade de combustível em litros/hora que a bomba está entregando.

Muitas vezes, vamos a encontrar veículos que na marca lenta apresentam uma situação de pressão de combustível normal, mas a vazão de combustível se encontra abaixo da quantidade especificada em litros/hora.

Por este motivo, a medição da vazão, torna-se um teste fundamental para qualquer diagnóstico de um sistema de alimentação de combustível.

Motorservice inaugura centro de treinamento no México

Primeira unidade fora do Brasil é focada no treinamento técnico para mecânicos

A Motorservice, divisão do grupo Rheinmetall, está expandindo seu programa de suporte técnico e capacitação para a América Latina com a inauguração de um Centro de Treinamento no México, inspirado no modelo de sucesso do Brasil. O projeto brasileiro, iniciado em 2013 em Nova Odessa-SP e ampliado para outras regiões como Recife, Manaus e Porto Alegre, serviu como base para essa expansão.

O objetivo é oferecer treinamentos técnicos a retificadores, mecânicos e vendedores técnicos, focando em novas tecnologias de motores e promovendo troca de conhecimento entre profissionais do Brasil, Alemanha e México. A iniciativa mexicana, lançada em 27 de fevereiro, contará com o apoio da escola CVEDA e suas 40 unidades espalhadas pelo país.

TEVX Higer amplia linha de ônibus elétrico no Brasil

Marca incorpora três novos modelos de 9, 13 e 18 metros da família Azure

Azure 9

A TEVX Higer anuncia que sua linha de ônibus elétricos no Brasil será ampliada com três novos modelos da Higer Bus. Na família Azure chegam os novos Azure 9, Azure 13 e Azure 18. Outro lançamento que desembarca em território nacional é o modelo de luxo, Fencer.

Azure 9

 

O AZURE 9 é um veículo desenvolvido para o transporte urbano, suburbano e escolar. Com uma autonomia de 250 km, o modelo Azure A9BR prioriza a acessibilidade. Seu piso baixo total, sistema de ajoelhamento da suspensão, corredores largos e rampa de acesso focam no embarque e desembarque e seguro, especialmente para passageiros com mobilidade reduzida.

O modelo conta com ar-condicionado ecológico com o isolamento térmico no interior do veículo, vidros com proteção UV e capacidade para até 43 passageiros.

Azure 13

Com capacidade para até 80 passageiros e uma autonomia de 270 quilômetros, o Azure A13BR usa um motor de 350 kW (475 cv) e uma bateria CATL de 385 kWh. De acordo com a marca, o modelo tem baixo custo de manutenção, proporcionado pela redução no número de componentes e pelo layout estrutural simplificado, que agiliza os reparos e maximiza a eficiência operacional.

Azure 18

O nome Azure 18 está diretamente ligado ao comprimento do veículo com 18,7 metros. Este modelo tem piso baixo total, autonomia de 270 quilômetros, três portas duplas, rampa de acesso para passageiros com mobilidade reduzida e o sistema de ar-condicionado ecológico.

Fencer

A novidade de luxo, o modelo Fencer é um veículo premium de 12,9 metros que conta com piso baixo total, autonomia de 300 quilômetros, sistema de ajoelhamento, rampa para mobilidade reduzida, wi-fi e ar-condicionado ecológico.

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