Localizada em Ohio, EUA, planta produz motores de quatro e seis cilindros
A Honda celebra os 40 anos da Anna Engine Plant (AEP), maior fábrica de motores automotivos da marca no mundo. A unidade, localizada em Ohio, nos Estados Unidos, trabalha com o conceito chamado pela empresa de manufatura flexível, que permite fabricar, nas mesmas linhas de produção, motores à combustão, conjuntos híbridos e motores elétricos.
Desde o início das operações em 1985, primeiramente com a fabricação de motores para motos, a AEP já produziu mais de 32,5 milhões de motores e componentes de câmbio. O início da produção de motores automotivos foi em 1986, com um propulsor de quatro cilindros para o Honda Civic.
Além dos motores, a unidade produz componentes como camisas e cabeçotes de cilindro, virabrequins, comandos de válvulas e polias para câmbios do tipo CVT. Segundo a Honda, a partir de 2026, a fábrica também vai produzir as caixas de proteção das baterias de alta tensão usadas nos conjuntos elétricos dos veículos da marca.
Primeira aparição será nesta sexta (15), durante a cerimônia de inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP)
O primeiro caminhão movido a hidrogênio da GWM Hydrogen powered by FTXT já está no Brasil, marcando o início de uma nova fase nos esforços da marca por transporte pesado com emissão zero.
A FTXT, subsidiária da GWM na China, é responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e, fora do país, atua sob o nome GWM Hydrogen.
Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, a chegada do veículo simboliza também a construção de um ecossistema de hidrogênio no país. O caminhão chegou pelo Porto de Santos e seguiu para a fábrica de Iracemápolis (SP), onde passa por inspeções técnicas, começando pela bateria elétrica de 105 kWh e pelo conjunto de cilindros para 40 kg de hidrogênio.
Os testes de rodagem começam em setembro, em parceria com universidades como a USP, que já dispõe de tecnologia para produzir hidrogênio de baixo carbono a partir do etanol. Inicialmente, a operação será sem carga, evoluindo para condições reais. O objetivo é avaliar desempenho, eficiência e adaptação às condições brasileiras.
Mais de 30 mil unidades semelhantes circulam na China, mas esta é a primeira no Brasil. Após a fase inicial, o caminhão será testado com diferentes fontes de hidrogênio, e a GWM fará estudos de viabilidade comercial.
O projeto integra o Programa MOVER do Governo Federal e o plano global da empresa de zerar emissões até 2045. O modelo será apresentado oficialmente em 15 de agosto, durante a inauguração da fábrica de Iracemápolis.
Fruto de acordos com os governos de São Paulo e Minas Gerais, além da Unifei, a iniciativa envolve pesquisa, infraestrutura de abastecimento e cooperação entre indústria, academia e governo para acelerar a transição energética no transporte pesado.
A sustentabilidade tem se tornado um tema cada vez mais relevante no setor automotivo, e as oficinas também podem fazer a sua parte para reduzir impactos ambientais.
No dia a dia a oficina também é uma geradora de resíduos mas algumas dicas simples podem amenizar este impacto.
Pensando nisso, a Dana apresenta dicas para incentivarem oficinas a adotarem práticas sustentáveis no dia a dia. Entre as principais ações que podem ser implementadas estão:
Uso de peças recicláveis – Optar por componentes recicláveis ajuda a reduzir a extração de matéria-prima e diminui a quantidade de resíduos no meio ambiente.
Redução do consumo de água e energia – Implementar sistemas de reaproveitamento de água, como lavadoras a seco, e utilizar iluminação LED podem trazer economia e menor impacto ambiental.
Descarte adequado de resíduos – Fluídos, óleos, filtros, baterias e outros materiais devem ser descartados corretamente para evitar contaminação do solo e da água. Contar com empresas especializadas no recolhimento desses resíduos é essencial.
Logística reversa – Sempre que possível, devolver peças e materiais usados para reaproveitamento ou reciclagem contribui para a economia circular do setor.
A HPE Automotores, representante de Mitsubishi e Suzuki no Brasil, confirmou que está em negociações com diversas montadoras chinesas para produzir veículos sob contrato na fábrica de Catalão (GO). Segundo o CEO Mauro Correia, em entrevista à Agência AutoData, a primeira parceria pode ser anunciada ainda em 2025, após um período de adaptação do maquinário e das áreas que serão cedidas para a operação.
Em maio, após uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com executivos da GAC e o CEO Feng Xingya, na China, surgiram rumores de uma possível parceria com a Mitsubishi, mas a HPE não havia confirmado a informação.
Correia explicou que a empresa parceira poderá optar por iniciar a montagem a partir de kits semi (SKD) ou totalmente desmontados (CKD) com pintura local, ou avançar para produção nacional com maior índice de nacionalização de componentes. O prazo estimado para a adaptação da fábrica varia de sete a oito meses.
Atualmente, a planta de Catalão produz apenas a picape Triton e o SUV Eclipse Cross. Em julho, a Triton registrou 2.826 unidades vendidas — seu melhor resultado em quatro anos — e o Eclipse Cross somou 1.096 unidades. Apesar do crescimento, a fábrica tem capacidade instalada para até 120 mil veículos por ano.
Composição química foi aprimorada para aumentar a resistência à acidez e à contaminação provocada por resíduos de lubrificantes vencidos
A correia banhada a óleo do motor 1.0 turbo do Chevrolet Onix passou por atualização técnica, assim como o modelo que passou por atualizações visuais e de equipamentos. De acordo com a GM, o componente ganhou uma nova composição química foi aprimorada para aumentar a resistência à acidez e à contaminação provocada por resíduos de lubrificantes vencidos. Lembrando, a Revista O Mecânico já fez o passo a passo completo da correia banhada em óleo do Onix, trazendo um vasto conteúdo técnico sobre esse tema, como as ferramentas corretas e qual lubrificante utilizar nesse motor.
É importante dizer que esse componente, que une características da correia dentada a seco e da corrente de comando, tem como objetivos reduzir atrito, diminuir ruído e garantir maior durabilidade do sistema de comando de válvulas.
Todavia, nos últimos anos, levantamentos indicam um aumento significativo na presença de óleos lubrificantes que não atendem às especificações recomendadas pela fabricante, seja por adulteração, falsificação ou uso de produtos fora das normas técnicas indicadas. Essas condições podem acelerar o desgaste e comprometer o desempenho da correia banhada a óleo, além de outros componentes do motor.
Desta forma, para enfrentar essa realidade, a engenharia da General Motors desenvolveu uma nova geração da correia, que teve a composição química aprimorada para aumentar a resistência à acidez e à contaminação provocada por resíduos de lubrificantes vencidos ou não conformes, neste caso adulterados. Mesmo com essa atualização, a marca mantém o intervalo de troca preventiva em 240 mil quilômetros, conforme estabelecido no manual do veículo.
Quanto ao lubrificante recomendado, a Chevrolet orienta o uso exclusivo do óleo sintético 0W-20 com especificação Dexos1 Gen 2, conforme indicado no manual do Onix 1.0 turbo. Essa especificação atende aos requisitos de desempenho e compatibilidade com os materiais do motor, garantindo proteção e funcionamento adequado da correia banhada a óleo e demais componentes.
Além disso, a GM reforça que a manutenção correta, incluindo a utilização do lubrificante especificado e a substituição preventiva da correia, é fundamental para garantir a durabilidade e o desempenho do motor ao longo do uso cotidiano.
Em comunicado oficial, a GM declarou: “A nova geração da correia banhada a óleo foi desenvolvida para aumentar a resistência aos agentes químicos presentes em óleos fora das especificações, garantindo maior durabilidade e confiabilidade para os veículos Onix. Recomendamos sempre a utilização do óleo conforme especificado no manual do proprietário e a realização da manutenção preventiva dentro dos prazos estabelecidos.”
Sistema permite visualizar informações na base do para-brisa
A Valeo mostrou seu novo sistema panorâmico de head-up display (HUD), que pode projetar informações diretamente em toda a base do para-brisa do veículo, deixando os dados no campo de visão do motorista.
A tecnologia utiliza displays de alta resolução embutidos no painel, que projetam dados sobre uma área com tratamento reflexivo aplicado na parte preta inferior do para-brisa. Dessa forma, são exibidas imagens de informações como velocidade, navegação e alertas de segurança.
Marc Vrecko, CEO da Valeo Brain Division, disse: “Este novo sistema representa um avanço significativo na tecnologia de displays e reforça o compromisso da Valeo em fornecer soluções inovadoras e centradas para aprimorar a segurança e o conforto ao dirigir.”
Segundo a empresa, o início da produção do novo head-up display panorâmico está previsto para o primeiro cliente, uma fabricante chinesa de veículos, em 2026.
Bajas e Fórmulas SAE movidos a hidrogênio desenvolvidos por estudantes enfrentaram o desafio no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo – SP
A equipe Mauá Racing H2, do Instituto Mauá de Tecnologia (SP), conquistou o 1º lugar na classificação geral do SAE BRASIL &BallardStudent H2Challenge 2025 com um carro Fórmula SAE elétrico movido a hidrogênio. Em sua 4ª edição, o desafio foi realizado de 30 de julho a 03 de agosto, em paralelo à tradicional Fórmula SAE BRASIL, em pistas separadas do ECPA.
Campeã da competição em 2024 com um Baja elétrico a hidrogênio, a equipe Mauá Racing H2 levou este ano o 1º lugar no pódio com a soma de 937 pontos na classificação geral da competição de um total máximo de 1.000 pontos. Esse foi o único protótipo da Fórmula SAE movido a célula de combustível a completar o Enduro.
Seniores A 2ª colocada na classificação geral entre as equipes da Categoria Senior foi a Unicamp Baja SAE, da Universidade Estadual de Campinas (SP), com 508 pontos, bicampeã do SAE BRASIL &Ballard Student H2 Challenge em 2024. A equipe conseguiu ainda o primeiro lugar em premiações temáticas apresentando o melhor manual do veículo e documentação do sistema de powertrain. O 3º lugar ficou com a TEC H2 Racing, do Senai Cimatec (BA), com 399 pontos no computo geral.
Ainda entre as equipes veteranas na competição, a Hera H2, da Universidade Federal Fluminense (RJ), se destacou por abrigar o maior número de mulheres na equipe, um porcentual de 50% que pode apontar uma tendência crescente da presença feminina na engenharia.
Componente pode afetar a aceleração e consumo do motor
O corpo de borboleta permite a passagem de ar para o coletor de admissão, através do comando eletrônico da ECU modulado pelo pedal do acelerador. Dessa forma, problemas elétricos podem afetar o comportamento desse componente e, pensando nisso, a revista O Mecânico mostra como analisar o corpo de borboleta do Nissan March.
Os valores e a numeração de conexões apresentados são válidos para os veículos a partir do ano-modelo 2016, equipados com motor HR10DE que substituiu o antigo propulsor D4D. O novo motor tinha três cilindros, 12 válvulas e desenvolvia 77 cv a 6.200 rpm e 10 kgfm de torque a 4.000 rpm, tanto com etanol quanto com gasolina.
Para iniciar o diagnóstico, o primeiro passo é verificar os valores de tensão nos pinos do corpo de borboleta. No curso mínimo de abertura, o pino 4 deve apresentar tensão próxima a 4,14 V, enquanto o pino 6 deve ter valor de 0,84 V. Já no curso máximo de abertura, o pino 4 tem valor a 0,32 V e o pino 6 tensão na casa de 4,66 V.
Também, quando há problemas no componente, é essencial verificar a sua conexão na ECU do motor, procurando por falhas ou mal contato nos fios e nos conectores, conforme imagem abaixo.
Avaliação completa do conjunto vai além dos amortecedores e exige atenção com outros componentes
O sistema de suspensão é formado por vários itens que atuam em conjunto para manter o contato das rodas com o solo e garantir a estabilidade do veículo. Portanto, para fazer uma avaliação completa do conjunto vai além dos amortecedores e exige atenção a peças como molas, bandejas, pivôs, buchas, barra estabilizadora, bieletas e coxins.
“É um sistema que conecta o chassi às rodas e atua constantemente. Se houver desgaste em qualquer componente, o comportamento do carro pode mudar, afetando a segurança”, explicou Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata.
Lembrando, os amortecedores controlam os movimentos das molas. Dessa forma, quando estão com falhas, aumentam a chance de perda de aderência em curvas e frenagens. “Eles são fundamentais em curvas e manobras emergenciais, pois mantêm as rodas em contato com o solo e evitam que o carro derrape”, afirmou Leite.
As molas suportam o peso do veículo e absorvem os impactos da via. Devem ser compatíveis com o modelo do carro. “Além disso, elas são importantes não só para manter a altura adequada do carro, mas também para preservar outros componentes”, completou.
A bandeja conecta o chassi às rodas e controla o movimento vertical e lateral. Folgas nessa peça comprometem a dirigibilidade. Já a barra estabilizadora atua em curvas, reduzindo a inclinação da carroceria. “Com relação à barra estabilizadora, é importante lembrar sobre o estado de buchas e bieletas, pois contribuem para uma direção mais segura”, disse o especialista. Durante a inspeção, o mecânico deve verificar todos os componentes da suspensão. A substituição de uma peça isolada pode não resolver o problema se houver desgaste nos demais itens do sistema.
Embora os reflexos do Programa Carro Sustentável só tenham começado no dia 10 do mês passado, a movimentação e as vendas nas concessionárias aumentaram. De acordo com a Fenabrave, apesar de apenas cinco marcas se enquadrarem nos requisitos exigidos, houve resultado positivo. Em julho do ano passado, somaram 85.588 emplacamentos e, no mesmo mês deste ano, após a divulgação do decreto, os modelos enquadrados totalizaram 95.305 unidades, crescimento de 11,3%. Carros especificamente com motor de 1 litro tiveram desempenho um pouco melhor: mais 13%. O resultado também foi influenciado por descontos promocionais agregados pelos fabricantes.
Na comparação a julho deste ano, que teve três dias úteis a mais que junho, as vendas totais, incluídos veículos comerciais, deram um salto de 14,2%. No entanto, o volume acumulado somados todos os segmentos em 2025 de 1,442 milhão de unidades avançou apenas 4,1% em relação aos sete primeiros meses de 2024. Por estes números conclui-se que sem o programa federal de estímulos o mercado teria um percentual de avanço bastante modesto. Especificamente caminhões e ônibus, um dos termômetros da saúde econômica do País, tiveram vendas estagnadas em relação ao ano passado.
De acordo com Arcélio Santos Jr., presidente da Fenabrave, “a nova política de IPI para uma parte importante dos automóveis impactou os preços dos modelos de entrada, o que estimulou a demanda já no mês da sua implementação e deve se refletir nos emplacamentos do restante do ano”. Por este resultado preliminar positivo a entidade manteve a previsão de crescimento de 5% nas vendas de automóveis e veículos comerciais em 2025 sobre 2024.
Em contraste com a análise corretamente discreta e confiável da associação das concessionárias, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) apresenta seus números com o otimismo exagerado de sempre. Ao considerar apenas os veículos elétricos de verdade em todo o Brasil, a entidade informa que se atingiu “um feito inédito ao registrar 7.010 unidades comercializadas em julho, o maior volume mensal da série histórica. Até então, o recorde havia sido alcançado em maio, com 6.969 unidades”. De fato, passa entusiasmo sem sentido: recorde anterior superado por apenas 0,6%… Forçar uma situação dessa maneira pode sinalizar dificuldade à frente.
A venda de elétricos no Brasil mantém-se naquela fase de comemorar bases comparativas muito baixas e mesmo assim o mercado ainda está longe de se firmar. Como todos os modelos são importados e o imposto de importação chegará a 35% já no próximo ano, somente a produção nacional pode melhorar as vendas de verdade. Todavia, sem fabricação local de baterias e uma queda maior dos preços, os elétricos continuarão como mercado de nicho, ao contrário dos híbridos que crescerão bem mais.
Habilitação será ampliada, mas há dúvidas
A iniciativa tem méritos pois, segundo o Ministério dos Transportes, 39% dos proprietários de carros dirigem sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o percentual sobe para 45% no caso de veículos de duas rodas. Não se sabe como esses percentuais foram calculados e certamente estão errados, pois se baseiam nos apontamentos oficiais com uma enorme distorção. A frota registrada tem pouco a ver com a frota circulante. Inexiste controle sobre veículos abandonados, desmontados ou sucateados. O Sindipeças faz estudos anuais e os dados são públicos no seu site.
Certo que há um vasto contingente de condutores não habilitados e isso traz riscos à segurança do trânsito. Como diminuí-lo foi explicado de forma vaga pelo ministro Renan Filho. “Democratizar o acesso à habilitação, tornando-o mais acessível e menos burocrático” é apenas uma frase de efeito. Sem adiantar como e quando passará das intenções. Tudo ainda se limita a estudos. Obviamente a solução passa não apenas por uma rede de Centros de Formação de Condutores (autoescolas) que dê maior atenção ao ensino técnico, sem se limitar à decoreba das regras de trânsito para o exame escrito e deixar de aprofundar ou fazer compreender o perigoso trânsito brasileiro.
Bem posicionado está o Detran-SP: “Fundamental que qualquer mudança preserve e reforce a qualidade da formação dos motoristas (…) e não se comprometa a excelência no processo de aprendizagem.”
Seguro de carros fica estável em 11 capitais
Apesar do número de acidentes de trânsito continuar em alta, os preços das apólices (no jargão segurador chama-se prêmio) praticamente não aumentaram no último mês de junho tanto para o perfil masculino quanto o feminino. A variação foi de apenas 1% para homens e 2% para mulheres. No primeiro semestre, a redução foi de cerca de 15% e 14%, respectivamente. Levantamento feito pela Minuto Seguros.
Segundo esta corretora digital independente, em junho o segurado masculino pagou em média o prêmio de R$ 2.133,86, cerca de 1% acima do mês anterior. No caso das mulheres houve uma leve alta de cerca de 2%, chegando aos R$ 2.175,50. A pesquisa foi feita seguindo os perfis homem e mulher, 35 anos, casado(a).
Entretanto, o cenário apontado em média por seguradoras tradicionais é diferente. Consultei um corretor particular e ele informou que em geral ocorre justamente o contrário. O segurado masculino, principalmente jovens e solteiros, em geral quase sempre paga um preço superior pela apólice, entre outros motivos porque os consertos resultantes de acidentes costumam ser mais caros.
Porém, a diferença entre gêneros tem diminuído. Antes de existirem recursos de segurança ativa as colisões eram mais graves e, em consequência, os consertos encareciam.
Argo e Cronos analisados em sequência
Hatch e sedãs compactos têm públicos distintos. Contudo, nesta avaliação conjunta dos dois modelos da Fiat, o hatch Argo confirma sua posição competitiva (segundo em vendas neste segmento, atrás apenas do Polo). Já o sedã Cronos aparece em quarto lugar, somente 380 unidades a menos do que o terceiro colocado, o HB20S. Números do primeiro semestre.
O Argo é oferecido em quatro versões e avaliei a Trekking 1.3 CVT, topo de linha. Suas dimensões estão dentro da média deste segmento: comprimento, 4.031 mm; entre-eixos, 2.521 mm; largura, 1.750 mm; altura, 1.538 mm. Porta-malas: 327 L. Motor flex de quatro cilindros e 1,3 litro aspirado: 107 cv (E)/98 cv (G); 13,7 kgf·m (E)/13,2 kgf·m/(G). A diferença de potência entre etanol e gasolina (mais 9%) demonstra se tratar de um bom motor flex. Câmbio CVT de sete marchas garante boas acelerações (0 a 100 km/h em 11,3 s com etanol) e, apesar do diferencial curto, em autoestradas consegue manter 2.400 rpm a 120 km/h, bem razoável.
Na linha 2026, as principais novidades: faróis principais e de neblina de LED, multimídia com espelhamento sem fio para AndroidAuto e Apple CarPlay, além de acabamento escurecido no interior. Muito úteis o sensor de estacionamento traseiro e o assistente de partida em rampa. Posição de dirigir elevada é o padrão da marca italiana e agrada em especial no uso urbano nesta versão Trekking com altura de rodagem um pouco maior. Preço com incentivo governamental: R$ 108.980.
Quanto ao Cronos 1,3 T Precision, fabricado na Argentina onde os sedãs imperam, chama atenção a nova frente com grade de desenho atraente, novo para-choque, além de faróis de neblina e principais (ambos de LED) modificados e acendimento automático. Dimensões: comprimento, 4.372 mm; entre-eixos, 2.521 mm (igual ao Argo); largura, 1.726 mm; altura, 1.524 mm. Porta-malas oferece generosos 509 L, 40 L maior que o do Onix sedã, por exemplo. Motor e câmbio, o mesmo do Argo. Massa em ordem de marcha de 1.190 kg é apenas 29 kg maior que o Treking. Assim, na prática, o desempenho de ambos praticamente o mesmo.
Central multimídia, como a do hatch, poderia ser maior, mas o pareamento com o celular funcionou de acordo. Também se destaca o conforto de marcha. O comportamento em curvas transmite sensação melhor que a do Argo cujo centro de gravidade é um pouco mais alto. Preço com incentivo governamental: R$ 119.900.
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