Nino Faróis detalha diferenças entre faróis europeus e americanos

Existem veículos que se destacam na noite em razão da forte luminosidade dos faróis. Geralmente, isso pode ocorrer por conta de problema de regulagem do farol ou pela adaptação de lâmpadas de xenônio o que não é permitido. No entanto, segundo a Nino Faróis, nem sempre estes veículos estão irregulares, simplesmente seguem o padrão norte-americano de iluminação.

Segundo a Resolução 227 do Contran, o Conselho Nacional de Trânsito, os projetos de faróis fabricados no Brasil devem seguir as prescrições do artigo 1º, de acordo com os faróis europeus. Por outro lado, há automóveis de origem norte-americana que não seguem a mesma exigência. Conforme o artigo 5º da mesma resolução fica a critério do órgão máximo executivo de trânsito da União homologar veículos que cumpram com os sistemas de iluminação que atendam integralmente à norma norte-americana.

Aparentemente, os projetos europeus e americanos são parecidos, mas na prática há diferenças. De acordo com a Nino Faróis, no modelo europeu a projeção do facho baixo é bem definida. É evidente onde começa e onde acaba luz. Há uma linha de corte que determina o claro e o escuro. Já o facho americano não tem essa definição de claro e escuro. A linha não existe, forma-se uma espécie de névoa luminosa finalizando a luz gradativamente.

“Há pessoas que se incomodam com a linha e preferem o padrão americano por dar uma sensação de conforto ocular maior. Em contrapartida, para o motorista em sentido contrário, a projeção da luz pode incomodar”, explica Lázaro Moraes, gerente de desenvolvimento da Nino Faróis. Segundo ele, ambos são faróis de qualidade, cada um com sua tecnologia. Porém o modelo europeu é mais “técnico”, por conta do corte. “Vale dizer que o farol alto, independente do modelo, ilumina da mesma forma. É no baixo que se percebe a diferença de projeto”, diz.

A resolução do Contran, permite um vazamento de luminosidade, ou ofuscamento, medido a uma distância de 25 metros de até 1 Lux (unidade de medida da luz), isso no padrão europeu de iluminação automotiva. Já o modelo americano, que utiliza a grandeza Candela, na conversão para medida em Lux, eleva o nível de ofuscamento permitido para 3,2 Lux.

Nos Estados Unidos um modelo de automóvel europeu precisa necessariamente converter seu projeto de farol para o modelo americano para poder ser comercializado. Na Europa a mesma exigência. Por aqui, apenas os automóveis fabricados no país seguem a norma do Contran, portanto, saem com o modelo europeu de fábrica. Já os importados podem variar conforme a origem.

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