De acordo com a Mastra, fabricante de escapamentos e catalisadores, um escapamento furado ou quebrado, por exemplo, pode trazer muitos prejuízos. A empresa afirma que o componente influi inclusive no consumo de combustível do veículo. Se alguma peça do sistema de exaustão está danificada, mesmo que seja um pequeno furo, a taxa de contrapressão dos gases internos pode variar, influenciando no gasto de combustível do veículo e consequentemente no aumento da emissão de poluentes.

Mesmo sem problemas mecânicos aparentes, o gerente de Engenharia e Qualidade da Mastra, Valdecir Rebelatto, recomenda que seja feita uma avaliação preventiva a cada seis meses. “Os componentes mais comuns nos carros da nossa frota são: coletor, catalisador, silenciador intermediário e silenciador traseiro. Qualquer um deles que apresente algum tipo de problema pode influenciar no consumo de combustível do veículo ou até mesmo no desempenho do motor”, complementa Rebelatto.
Em uma verificação periódica pode-se constatar, por exemplo, o desgaste de borrachas, coxins e abraçadeiras, responsáveis pela fixação das peças do conjunto. “São peças que sofrem desgaste natural por estarem próximas a peças que acumulam muito calor, mas são facilmente substituídas e com custo baixíssimo (menos de R$ 5,00) podem assegurar o aumento da vida útil dos escapamentos”, explica Rebellato.
Segundo o artigo 230 do Código Brasileiro de Trânsito, além desses problemas, é proibido por lei circular com escapamento ou silenciador furado ou danificado, sendo considerado uma infração grave, podendo acarretar 5 pontos na carteira de motorista e aplicação de multa no valor de R$ 127,69. A infração prevê ainda a retenção do veículo para regularização.
A fabricante reforça que a poluição, principalmente em épocas onde a umidade do ar é mais baixa e no inverno, traz sérios riscos respiratórios como bronquites, alergias, rinites, enfisemas, distúrbios cardiovasculares e até mesmo câncer, sendo considerada uma das 10 maiores causas de mortes no mundo.
