Lubrificantes Lubrax: veja as etapas de fabricação e testes no centro tecnológico

Gerente executivo explica análises realizadas, preparação para o E30 e desenvolvimento de novas formulações

Durante visita ao centro tecnológico da Vibra, em Duque de Caxias , no Rio de Janeiro, a Revista O Mecânico acompanhou etapas do controle de qualidade e desenvolvimento de lubrificantes da marca Lubrax. Thiago Veiga, gerente executivo de Desenvolvimento Tecnológico da Vibra, detalhou os processos realizados nos laboratórios da companhia.

 

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Segundo o executivo, cada matéria-prima utilizada nos lubrificantes passa por certificação antes de entrar na linha de produção. “Desde embalagens, óleos básicos e aditivos, até o produto final, tudo é certificado em diferentes etapas. Cada amostra é separada em alíquotas e analisada de forma simultânea por diferentes técnicos, garantindo resultados em curto tempo”, afirmou Veiga.

Todavia, antes de explicar como é o processo de fabricação, é preciso passar algumas informações sobre o complexo fabril da Vibra, que é a maior da América Latina e uma das cinco maiores do mundo. Segundo a empresa, a capacidade de produção foi duplicada para 460 milhões de litros por ano, sustentando o plano de crescimento 2030, que prevê aumento de 75% nas vendas de lubrificantes em cinco anos.
A fábrica ainda recebeu tecnologias alinhadas à Indústria 4.0, com automação e monitoramento em tempo real de todo o processo produtivo. Essa modernização trouxe ganhos de eficiência, redução de custos e reforço na qualidade dos produtos Lubrax.

Controle de qualidade e testes em laboratório

No setor de viscosimetria, o gerente explicou que as análises são feitas com equipamentos automatizados. “O técnico prepara a amostra, coloca no equipamento e os resultados são enviados diretamente para o sistema de gestão. Assim, conseguimos avaliar várias características ao mesmo tempo”, explicou. Ele destacou ainda os testes de partida a frio, que simulam o momento de maior desgaste do motor.

Outro ponto apresentado foi a análise por espectrometria, que mede a aditivação dos produtos. “A amostra de lubrificante passa por um plasma de cerca de 7.000 graus, e conseguimos medir elementos como cálcio, magnésio, fósforo e zinco, verificando se estão nas quantidades corretas”, disse.

 

Preparação para o E30

O executivo também comentou sobre a nova norma do combustível E30. “O Brasil é líder no uso de biocombustíveis, e a Vibra tem o papel de tornar viável e segura a ampliação dessa mistura. Os lubrificantes Lubrax já estão preparados para o E30 e realizamos testes pensando até em E35”, afirmou Veiga.

Sobre veículos mais antigos, o gerente destacou que os lubrificantes atuais podem ser utilizados sem restrições. “Os lubrificantes estão prontos para qualquer teor de etanol. Quando falamos em combustão, o maior risco está em veículos importados ou projetados para 100% gasolina”, explicou.

Desenvolvimento de novos produtos

Na área de Pesquisa e Desenvolvimento, Veiga explicou o processo de formulação. “Trabalhamos com óleos minerais, semissintéticos e sintéticos. A partir da combinação de básicos, aditivos de performance, modificadores de atrito e antioxidantes, chegamos ao produto final. Em alguns casos, desenvolvemos até 14 formulações até alcançar o desempenho e custo adequados”, afirmou.

Ele também destacou os prazos para lançamento. “Um projeto completo, desde a identificação da demanda até a chegada ao varejo, leva entre quatro e seis meses. Em alguns casos específicos, atendemos desafios em prazos de 15 a 30 dias para comprovar desempenho”, disse.

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