Litens alerta para erro na troca da polia OAD em ônibus

Polia usada em ônibus da Mercedes-Benz

Fabricante aponta que intervenções inadequadas na polia do alternador podem comprometer o desempenho do Mercedes-Benz O500

A Litens revelou recentemente que uma prática realizada por algumas oficinas nos últimos tempos pode estar comprometendo a durabilidade do sistema de acessórios em ônibus rodoviários. A fabricante global de componentes para sistemas de transmissão de potência identificou intervenções inadequadas na polia do alternador OAD em aplicações do chassi Mercedes-Benz O500.

Segundo a empresa, a descaracterização da peça — seja por modificações estruturais ou pela substituição por modelos incompatíveis — pode provocar uma série de falhas mecânicas e aumentar significativamente os custos operacionais das frotas.

O problema ocorre porque a polia OAD (Overrunning Alternator Decoupler) não atua apenas na transmissão de movimento do alternador. O componente foi projetado para absorver vibrações e oscilações geradas pelo motor, protegendo itens como correia, tensionador e demais acessórios acionados pelo sistema. Quando essa característica é alterada, o conjunto passa a operar de forma rígida.

Alteração da polia pode acelerar desgaste do sistema

De acordo com a Litens, uma das situações observadas no mercado de reposição é a modificação da estrutura da polia ou a instalação de componentes convencionais no lugar da OAD original. Embora o veículo possa continuar funcionando aparentemente sem anormalidades logo após a intervenção, o sistema passa a operar fora das condições de engenharia para as quais foi desenvolvido.

Como consequência, podem surgir vibrações excessivas, desgaste prematuro da correia, falhas recorrentes no tensionador e redução da vida útil dos demais componentes do sistema de acessórios.

Informativo da Litens sobre uso de polia

Além disso, a fabricante destaca que o funcionamento inadequado pode impactar diretamente a eficiência operacional do ônibus, elevando o consumo de combustível e aumentando os níveis de emissões.

Bruno Palumbo, gerente de engenharia da Litens, contou que o veículo até pode funcionar depois de passar por uma intervenção assim. Todavia, ele pontuou que o sistema passa a trabalhar fora das condições originais, ocasionando a redução da vida útil dos componentes e pode originar outros problemas.

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Uso da peça correta reduz custos para as frotas

Outro ponto ressaltado pela empresa é que a polia OAD não é intercambiável em modelos convencionais. Por isso, durante a manutenção, o mecânico deve sempre respeitar as especificações do equipamento original.

A utilização de componentes inadequados pode gerar reflexos diretos na operação das empresas de transporte, especialmente em veículos submetidos a longas jornadas e elevada quilometragem.

Entre os principais impactos estão o aumento das paradas não programadas, a substituição antecipada de peças e a redução da disponibilidade da frota, fatores que elevam o custo total de operação.

 

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