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Prepare-se para o aumento de carros em sua oficina e reforce para os seus clientes a necessidade de se realizar a revisão preventiva para não fazer da sua viagem de sonhos dele um grande pesadelo

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O final do ano está batendo à porta da sua oficina e o movimento só tende a aumentar. As férias escolares e os feriados de Natal e Ano Novo prometem levar mais serviço do que nunca aos mecânicos. Aquela velha mania brasileira de deixar tudo para a última hora faz com que os donos dos automóveis só venham a se preocupar com a revisão do veículo na véspera da viagem com a família. E quem nunca pegou um cliente querendo resolver aquele problema mais sério em cima da hora? Resultado: oficinas cheias, clientes impacientes e o coitado do mecânico tendo que se virar para agradar a freguesia.

Quem vive o setor sabe que a situação se repete ano após ano e manter a qualidade do serviço nessas condições é o grande desafio. “O cliente quer deixar o veículo pela manhã e pegá-lo arrumado no final da tarde do mesmo dia. Então, agilidade é fundamental para prestar um bom atendimento”, declara o presidente do Sindirepa Nacional e do Sindirepa-SP, Antônio Fiola. Ele aponta que o dono da oficina deve ficar atento ao movimento e se antecipar para não ser pego de surpresa, e cita alguns pontos fundamentais que podem ajudar o mecânico não só no período de férias como durante o ano todo.

A princípio, o presidente do sindicato dos mecânicos deixa claro que tocar uma oficina mecânica não requer apenas saber consertar carros, mas também ter capacidade de gerir tanto a área técnica quanto a administrativa; estar por dentro de tudo o que acontece na oficina e também saber delegar as funções aos seus colaboradores. “A forma de trabalhar mudou e a cabeça do reparador também tem de acompanhar essa nova composição da oficina, que se torna cada vez mais complexa e com novos desafios”, afirma Fiola.

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Segundo o presidente, é necessário estar com a equipe treinada e ter uma gestão no atendimento que garanta a fluidez na oficina e o pleno atendimento da demanda. “Para facilitar a administração, é importante registrar em uma planilha o tempo de serviço dos reparos, assim, é possível ter uma visão da real capacidade de atendimento”, aconselha.

Não se esqueça de que profissionais bem treinados na parte técnica e no atendimento ao cliente também ajudam a melhorar o fluxo na oficina. “Além disso, cada veículo que chega traz uma dificuldade diferente e o reparo depende também de informações técnicas que, muitas vezes, não estão disponíveis. Esta é mais uma das inúmeras tarefas que o reparador tem ao longo do dia de trabalho, pois ele não sabe qual veículo vai chegar à oficina, muito menos o tipo de problema que apresenta. Esse é o efeito surpresa que o reparador convive diariamente”.

O estímulo à eficiência dos mecânicos no trabalho também deve vir do dono da oficina. “A equipe deve estar motivada, o que contribui para melhorar a produtividade. O profissional precisa estar envolvido e interessado em melhorar a sua performance no trabalho. É o gestor que deve estimulá-lo a isso, um trabalho diário de muita dedicação e visão do negócio”, declara Fiola.

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Negligência dos proprietários

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Mas pior do que lidar com a correria do fim do ano é o desleixo dos proprietários que nem se importam com a revisão e vão para a estrada com o carro cheio de problemas. O noticiário televisivo repleto de acidentes não deixa margem para dúvidas: as férias são o período mais turbulento do ano nas estradas. E muitas daquelas cenas podem ser evitadas com o estímulo ao cuidado com o carro e, principalmente, à manutenção preventiva.

Uma pesquisa da GIPA (órgão internacional especializado em pós-venda) verificou que, quanto mais velho o carro, menos o proprietário se imposta com a manutenção. Após avaliar 3 mil motoristas, o levantamento mostrou que 80% se preocupam em levar o veículo para revisão nos primeiros dois anos de uso. A partir de três anos, o índice cai para 59% e, com cinco anos de uso, passa a 51%. Com 10 anos de rodagem, apenas 45% dos veículos passam regularmente por manutenção; e aos 20 anos de idade, somente 39% dos automóveis são levados a uma oficina preventivamnete.

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Se os números parecem exagerados, as inspeções gratuitas feitas pelos programas Carro e Caminhão 100% confirmam o quadro. As ações feitas pelo GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) constataram um número alarmante: 38% dos carros e 50% dos caminhões examinados apresentavam falta de manutenção nos freios, um item de extrema importância para a segurança.

Outros números das revisões do Carro 100%: entre 8% e 9% dos veículos analisados gratuitamente tinham algum problema na suspensão, seja no amortecedor, coxins e molas. Entre os veículos pesados que trafegam na Rodovia Presidente Dutra, o programa Caminhão 100% ainda encontrou 25% dos caminhões avaliados com vazamentos no motor e 20% com problemas nos cubos de roda.

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Consequências

Algumas das principais concessionárias de rodovias do Estado de São Paulo têm dados que refletem as consequências da falta de manutenção preventiva em automóveis: de acordo com a CCR AutoBan, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes, no período entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, o número de socorros aos usuários por panes mecânicas foi de 8.423 atendimentos em veículos de passeio e 3.610 em carretas e caminhões.

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Dos atendimentos feitos pela Autoban, pneus furados foram a segunda maior causa, com 1.571 veículos de passeio e 898 caminhões ou carretas socorridos. Outros motivos de atendimento com altos índices de ocorrência elencados pela concessionária são superaquecimento do motor (632 veículos de passeio e 110 caminhões e carretas), bateria descarregada (495 atendimentos com veículos de passeio e 381 em carretas e caminhões) e pane elétrica (467 veículos de passeio e 128 caminhões e carretas).

Já a CCR ViaOeste informa que os socorros mecânicos no Sistema Castello Branco-Raposo Tavares chegaram a 5.385 somente no mês de dezembro de 2012, sendo que 4.512 dos atendimentos se deram por falhas mecânicas, 283 por panes elétricas, 267 por falta de combustível e 683 para troca de pneus.

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No Sistema Anchieta-Imigrantes, que leva a turma animada para o litoral paulista, a concessionária Ecovias aponta que o número de socorros mecânicos nas duas rodovias cresceu de 10.050, em janeiro de 2012, para 11.485 no primeiro mês de 2013.

Esses são números apenas de panes nas estradas, sem contar as colisões que ocorrem por falhas mecânicas em automóveis – que, segundo estudo do Carro 100%, influenciam diretamente em 27% dos acidentes.

Para evitar tantos problemas, o mecânico tem papel fundamental em estimular seu cliente a manter sempre o carro em dia. A ideia que deve ser passada é a seguinte: manutenção preventiva não é custo: é economia. Custo é ficar parado na estrada, gastar com guincho e perder a viagem com a família – ou, nas piores hipóteses, arcar com os custos de um acidente, os quais, se o proprietário tiver sorte, serão apenas monetários. Garantir a integridade física dos entes queridos que estarão a bordo não tem preço, independentemente da época do ano.

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